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@hovbey
by @hovbey
ENTREVISTA | Jay-Z fala sobre seu processo criativo e amadurecimento ao The New York Times.
O rapper foi escolhido por mais de 200 críticos musicais como um dos 30 maiores compositores americanos vivos. 🥶🐐
Assista e entrevista completa com legenda em português no nosso canal:
😩 Quem lembra quando a gente perdeu o DVD da Formation Tour pra filosofia do Prince?
Há 10 anos, Beyoncé dava início ao que muita gente considera — com razão — a maior turnê feminina de todos os tempos: a Formation World Tour. Porém... foi uma turnê limitada com 49 shows divididos entre América do Norte e Europa.
E o DVD que serviria de consolo para o resto dos fãs que não tiveram a chance de estar presente? nunca veio.
Segundo ela, a decisão teve dedo de Prince. Anos antes, Bey contou que pediu pra gravar um ensaio com ele pro grammy, e ele falou sobre confiar na memória e no impacto da performance, sugerindo que a experiência vivida é o registro definitivo.
Resultado? Ela levou isso muito a sério.
Desde então, o fandom vive de lembrança… evoluindo diretamente pro conceito: “you are the visuals, baby”
"Anos atrás, eu pedi para Prince pra gravar meu ensaio com ele para nossa performance no Grammy. Ele disse ‘você não precisa gravar isso. Você já tem na sua mente’. Haaaaaaa! Prince sempre sabe de tudo! Então, vocês sempre podem assistir à ‘Formation World Tour’ em sua mente. Vocês já têm." — Beyoncé em 2019.
✨️ 25 anos de Survivor ✨️
Curiosidade: Beyoncé usou marcas brasileiras nos visuais da era Lemonade.
Uma das peças utilizadas foi um macacão da grife mineira GIG Couture, assinada por Gina Guerra e desfilada na coleção de verão de 2016 na São Paulo Fashion Week. A peça custou R$ 1.760,00 e foi utilizada no clipe da música “Sorry”. Beyoncé conheceu a grife brasileira por meio de um showroom da marca, na época realizado em Nova York.
A segunda peça utilizada foi um brinco de ouro e diamantes da joalheria brasileira Maxior Jóias, avaliado em cerca de R$37.768,00. A peça também foi utilizada para os visuais da música “Sorry”, e aparece mais ao final do vídeo.
"A Columbia tinha a trilha sonora de As Panteras e precisava de uma música pro projeto. Começou como uma versão normal. Aí eles chegaram e falaram tipo: ‘Arruma essa porra dessa música.’ Então, tipo, ‘Independent Women Part 2’ é a versão final de verdade." — Produtor Poke
A história foi revelada pelos produtores Poke e Tone, da dupla Trackmasters, em entrevista à Complex. Segundo eles, durante a produção de “Independent Women”, do Destiny's Child, a gravadora não queria que Beyoncé escrevesse a música — mesmo ela já tendo participado da versão inicial.
Na época, Beyoncé estava no Havaí em turnê com o grupo, enquanto os produtores trabalhavam na faixa para a trilha sonora de As Panteras. Mesmo com a resistência da gravadora, eles decidiram confiar no talento dela e ligaram incentivando: mesmo sem aprovação, queriam que ela escrevesse.
"A Columbia não queria que ela escrevesse a música, tipo: ‘Não, ela não pode escrever, precisamos de outra pessoa’, porque ela já tinha escrito a original. A gente ligou pra ela e falou: ‘Eles não querem que você escreva a música. Mas a gente sabe do que você é capaz, então vai lá e escreve.’" — Produtor Poke
Beyoncé recebeu a base, escreveu a música e entregou rapidamente. Ainda assim, executivos criticaram a faixa, dizendo que não parecia um hit.
Mas o resultado foi o oposto: quando chegou às rádios, “Independent Women” explodiu, quebrou recordes de audiência e se tornou um dos maiores sucessos da época — provando, mais uma vez, o impacto de Beyoncé e do Destiny’s Child no início dos anos 2000.
“Eles estavam reclamando achando que não era hit — e estavam completamente errados. A música acabou quebrando vários recordes, teve a maior audiência da história no rádio na época, foi absurdo. A única música que veio depois e foi maior que essa foi ‘In Da Club’ do 50 Cent. Antes disso, o maior sucesso de rádio era ‘No Scrubs’ do TLC. Aí o Destiny’s Child veio e passou por cima disso. Foi tipo: ‘Caramba.’” — Produtor Poke
Via Complex 📰
Curiosidade: o álbum de Jay-Z com R. Kelly nasceu após um produtor mentir para os dois. O relato é dos próprios produtores, em entrevista à Complex, enquanto comentavam sobre seus trabalhos com diversos artistas.
"Tudo que poderia dar errado com esse álbum, deu." — Produtor Poke.
A parceria entre Jay-Z e R. Kelly no álbum The Best of Both Worlds (2002) surgiu de uma estratégia inusitada nos bastidores. O produtor Samuel Barnes (Poke), da dupla Trackmasters, revelou que disse a cada um dos artistas que o outro já tinha interesse em fazer o projeto mas na realidade, nenhum dos dois havia iniciado essa ideia.
"Esse álbum aconteceu porque eu menti. Eu disse pro Jay-Z que o Rob queria fazer um álbum e disse pro Rob que o Jay queria fazer um álbum... e fiquei ali no meio, me fazendo de desentendido." — Produtor Tone.
Tone seguiu falando do processo de gravação incomum: Jay-Z e R. Kelly não trabalharam juntos no estúdio. R. Kelly gravou vocais e deixou várias músicas prontas, enquanto Jay-Z enviava os seus versos separadamente, direto de Nova York: "Eles fizeram o álbum inteiro sem nunca estarem juntos no estúdio. Eles só estiveram no estúdio juntos uma vez entre os dois álbuns, e foi pra imprensa. Fora isso, era eu lá em Chicago."
Quando R. Kelly gravou seus versos, Tone voou para Nova York, até Jay-Z:
“Eu peguei essas músicas, voltei pra Nova York e fui pro estúdio do Jay-Z. O Jay ficou tipo: ‘Bora.’ Toquei as músicas pra ele e, uma por uma, ele fez os versos dele em cada uma. Foi isso. Ele ficou tipo: ‘Isso é fácil’, porque ele só precisava colocar um verso ou às vezes dois. Mas eles nunca entraram no estúdio juntos."
Essa situação foi repetida durante a turnê, e ambos nunca ensaiaram juntos. O primeiro contato deles para a turnê foi já no palco do primeiro show.
A turnê foi encerrada antes do previsto. Houve relatos de agressões físicas entre a equipe de Jay-Z contra o R. Kelly. Na época, durante a turnê e até entre algumas entrevistas, Jay não escondeu seus sentimentos. Por exemplo, durante entrevista para Angie Martinez, foi perguntado: "Jay, tem rumores de que o R. Kelly tá no hospital agora" e ele respondeu apenas com um: "e daí?", em seguida, houveram risadas.
"Eles vinham de dois mundos diferentes e não se entendiam. O Jay e o R. Kelly são duas pessoas totalmente diferentes e simplesmente não conseguiam coexistir", finalizou Tone.
Via Complex 📰
Jay-Z ganhou o apelido ‘One-Take Hov’ por um motivo. Pharrell Williams detalhou o processo impressionante do rapper, que constrói suas letras mentalmente antes mesmo de entrar na cabine.
"A forma como Jay escreve e grava parece misteriosa de fora, mas na verdade é extremamente disciplinada.
Quando Jay está trabalhando, ele geralmente fica olhando em alguma direção — às vezes para baixo, às vezes para frente, às vezes para o lado — quase como se estivesse tentando escutar o que está pensando. Pode estar acontecendo muita coisa no ambiente, mas ele não se distrai. Se for pra dizer, ele está totalmente concentrado. Ele está no que você chamaria de estado de fluxo.
Ele está fazendo duas coisas ao mesmo tempo. Está pensando no que quer dizer, enquanto também testa como vai dizer isso e se soa certo em cima da percussão.
Você vai ouvir ele murmurando. Aquilo, na verdade, é um exercício lírico. Ele está se familiarizando com a faixa pra conseguir fluir.
O que as pessoas não percebem é que, quando ele entra na cabine, ele já gravou o verso na mente umas cem vezes.
Ele fala uma linha enquanto, ao mesmo tempo, está pensando na segunda. Depois fala a primeira e a segunda juntas enquanto pensa na terceira. Aí vira uma, duas, três enquanto ele procura a quarta. Ele vai empilhando assim — repetindo a sequência inteira toda vez.
Por mais simples que eu tenha feito parecer, tenta fazer isso.
Essa é a magia do Jay-Z."
— Pharrell Williams via GQ 📰
Beyoncé, 2002 ❤️🔥