não conseguiu evitar a risada que escapou de seus lábios ao ouvir o comentário dele. de fato, aquela poderia ser considerada uma das coisas mais legais que ela já havia lhe dito, considerando que todas as vezes em que haviam se falado sempre acabava em xingamentos. “eu sou uma pessoa bacana, você só não conseguiu ver esse lado.” o tom de voz beirava a humor ao que ela deu de ombros, não possuía muitas inimizades naquela universidade graças a sua simpatia, embora nunca houvesse conseguido demonstrá-lo para o mais velho, visto que ele trazia o pior em si. ao perceber o silêncio que havia se instalado entre eles, ela tentou desesperadamente dizer algo, mas toda vez que abria a boca era incapaz de produzir qualquer palavra. nunca havia imaginado que estaia em uma situação onde precisaria ter uma conversa decente com o rapaz, portanto lhe falhavam assuntos e formas de continuá-la. ela até considerou se despedir e sair antes que o silêncio ficasse pior, mas antes que pudesse fazê-lo, o ouviu finalmente dizer algo. a sugestão lhe arrancou mais uma risada, afinal, era o que estava pensando em fazer. no entanto, arqueou as sobrancelhas quase que imediatamente ao ouvi-lo, uma careta em suas feições, que ela logo tratou de desmanchar. “bem, eu acho meio difícil começarmos a nos pegar na frente de todo mundo aqui…” tentou soar divertida ao que gesticulava para as pessoas ao seu redor. “e não tente dar uma de espertinho comigo, jesse. podemos, sei lá, tomar um sorvete? eu pago.” ainda se sentia um tanto culpada pelas acusações feitas anteriormente, por isso sugeriu aquilo como uma oferta de paz. “se você não tiver nada pra fazer, é claro.”
“você nunca me mostrou esse lado” não conteve a sutil provocação, cruzando seus braços na altura do peito após a fala e exibindo um sorriso. a verdade era que jesse nunca havia cooperado para que ela lhe sua face mais gentil, todavia, optou por deixar aquele fato de lado, mesmo que imaginasse que ela o mencionaria posteriormente. possuía alguns amigos em comum com a mais nova e já havia os ouvido falar que exagerava em sua aversão por ela, que gostavam da garota, portanto, talvez alyssa realmente fosse, como a própria havia dito, uma pessoa bacana e ele apenas não tivesse enxergado aquilo ainda. talvez. riu ao ouvir a resposta alheia, aliviado por ela ter encarado a sugestão com bom humor, “e isso que tá te impedindo de me agarrar? por que eu tenho certeza que eles não se importariam com um show” imitou o gesto dela em apontar para as pessoas que estavam em volta deles “eu não tô tentando nada, tô só conversando” ergueu as mãos no ar em um sinal de rendição, rindo novamente em seguida. arqueou as sobrancelhas expondo sua surpresa ao ouvir o convite “ãhn, tô livre” assentiu com a cabeça, reforçando sua fala, “um sorvete seria uma boa.”