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。𖦹°‧ᢉ𐭩 Little Bar Girl | one shot l.s
Hazza estava tendo um dia horrível. O trabalho a deixou exausta, uma nota baixa em um projeto da faculdade a frustrou, e, para piorar, seu namorado lhe deu um bolo, deixando-a sozinha com seus pensamentos. Mas Hazza não era do tipo que ficava em casa chorando, remoendo o dia e se sentindo pior. Em vez disso, ela decidiu agir. Colocou seu vestidinho preto favorito, curto o suficiente para atrair olhares, e foi para um bar, determinada a encontrar um homem mais velho que a fodesse do jeito que ela gostava, com força, sem rodeios, tratando-a como a putinha que ela adorava ser. Era a melhor solução que Hazza podia imaginar para transformar seu dia em algo memorável.
Avisos de Conteúdo: Esta história contém conteúdo explícito, incluindo sexo oral e vaginal, dinâmicas de dominação/submissão, daddy kink, humilhação leve, privação de orgasmo, sexo bruto, marcação (chupões), exibicionismo, diferença de idade, sexo em local semipúblico, fluidos corporais e leve dor. Leia por sua conta e risco!
─── ୨୧ ───
O bar estava lotado, o ar denso com o burburinho de risadas, tilintar de copos e o som abafado de uma música que saía de uma jukebox encostada na parede. Era por volta de uma da manhã quando Hazza passou pelas grandes portas de madeira do local, o rangido delas se misturando ao caos sonoro. Ela usava um vestidinho tomara que caia preto, justo o suficiente para destacar suas curvas. Nos pés, suas fiéis mary janes, que já haviam pisado em muitos bares e muitas noites incertas. Seu cabelo solto balançava levemente enquanto ela atravessava o salão, desviando de corpos suados e olhares curiosos.
Hazza se direcionou ao balcão com passos decididos, já sabendo o que queria: uma bebida forte o suficiente para soltar as amarras da sua timidez e dar coragem para conversar com alguém. Porque, apesar de carregar uma aura de quem sabe o que quer, e, às vezes, de quem já teve o que quis, Hazza era um paradoxo ambulante. Por fora, uma verdadeira putinha, como ela mesma se descrevia com um sorrisinho malicioso; por dentro, uma garota que sentia as bochechas queimarem só de pensar em puxar conversa com um estranho. Beber, então, era o empurrãozinho que ela precisava para deixar a vergonha no fundo do copo.
— Vou querer uma bebida, por favor — pediu baixinho, quase num sussurro, enquanto se acomodava no banco alto do balcão, cruzando as pernas com cuidado para não deixar o vestido subir demais. Só então levantou o olhar, e foi aí que o mundo pareceu desacelerar. O barman era um homem mais velho, talvez na casa dos quarenta, com a pele bronzeada contrastando com um par de olhos azuis que pareciam enxergar através dela. Ele tinha uma barba rala, bem aparada, os braços cheios de tatuagens que escapava pela manga da camisa preta, enrolada até os antebraços. Hazza engoliu em seco. Se tivesse olhado para ele antes de falar, com certeza as palavras teriam travado na garganta, emboladas como um novelo de lã.
Ele ergueu uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo nos lábios enquanto pegava uma garrafa de uísque sem nem perguntar se era isso que ela queria. Como se soubesse. Como se já tivesse lidado com garotas como Hazza antes.
— Gelo ou puro? — A voz dele era grave, com um toque rouco que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem.
— Puro — respondeu ela, tentando soar mais firme do que se sentia. Ele assentiu, sem desviar o olhar, e deslizou o copo na direção dela com uma precisão que denunciava anos atrás daquele balcão.
Hazza segurou o copo, os dedos brincando com o vidro frio enquanto tentava organizar os pensamentos. O barman voltou a limpar o balcão, mas ela podia jurar que ele a observava pelo canto do olho. O ambiente ao redor parecia pulsar, como se o bar inteiro soubesse que algo estava prestes a acontecer. Ela tomou um gole generoso da bebida, sentindo o calor descer pela garganta e se espalhar pelo peito. Era exatamente o que precisava para se lembrar de quem era, ou de quem queria ser naquela noite.
— Noite longa? — perguntou ele, casualmente, enquanto polia um copo que já parecia limpo demais. Hazza hesitou, surpresa com a iniciativa. Normalmente, era ela quem precisava dar o primeiro passo, mesmo que tremendo por dentro.
— Ainda não sei — respondeu, inclinando a cabeça com um sorriso tímido, mas com um brilho nos olhos que dizia mais do que as palavras. — E a sua?
Ele riu baixo, um som que parecia vibrar no ar entre eles, e se apoiou no balcão, chegando um pouco mais perto. Perto o suficiente para Hazza sentir o leve cheiro de colônia misturado com o aroma de uísque e madeira polida.
— Depende de como essa conversa vai terminar — disse ele, os olhos azuis cravados nos dela, como se estivesse desafiando-a a decidir o próximo passo.
Hazza sentiu o coração acelerar, mas dessa vez não era só timidez. Era o tipo de faísca que fazia suas noites valerem a pena. Ela tomou outro gole, deixou o copo no balcão e se inclinou ligeiramente para frente, diminuindo a distância entre eles. A noite, que até então era só mais uma, de repente parecia cheia de possibilidades.
─── ୨୧ ───
A conversa fluiu como a bebida no copo de Hazza, cada gole a deixando mais solta, mais atrevida, enquanto o bar ao redor parecia desvanecer num borrão de vozes e luzes amareladas. O barman, que agora se apresentava como Louis, mantinha aquele meio sorriso que parecia saber demais, como se já tivesse jogado esse jogo antes, e vencido. Ele se movia com uma calma deliberada, limpando o balcão, servindo os últimos clientes, mas sempre voltando os olhos azuis para Hazza, que sentia o peso daquele olhar como se fosse um toque.
— E você, Louis? — perguntou ela, a voz arrastada pela bebida, inclinando-se para frente até que seus seios quase tocassem o balcão. — Nunca ficou com alguém que entrou por essas portas? Ou só fica olhando… como tá fazendo agora?
Ele riu, um som gutural que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem. Seus olhos não disfarçavam mais, cravados no decote, onde o vestido mal segurava o volume dos peitos.
— Olhando? — Ele se inclinou mais, a voz baixando a um tom quase íntimo. — Tô imaginando como seria tirar esse vestido de você bem aqui, com o bar vazio.
Hazza engoliu em seco, o calor da bebida agora misturado com o fogo que subia pelo seu corpo. Ela sentiu a bucetinha molhar e mordeu o lábio, os olhos travados nos dele, e respondeu, quase num sussurro:
— E o que te impede?
A tensão entre eles era palpável, como uma corda esticada prestes a romper. O bar foi esvaziando, os últimos clientes tropeçando para fora, o relógio marcando quase três da manhã. A música parou, as luzes ficaram mais fracas, e só restavam Hazza, Louis e o eco do que estava por vir. Ela estava no quarto copo, a cabeça leve, o corpo solto, as pernas cruzadas balançando no banco. Louis varria o chão, mas seus olhos voltavam para ela a cada poucos segundos, como se estivesse marcando território.
— Tá ficando tarde, Hazza — disse ele, apoiando a vassoura contra o balcão. A voz era um convite disfarçado, os olhos ainda devorando o decote, agora sem nenhuma tentativa de disfarce. — O bar tá fechando.
Ela girou o copo vazio entre os dedos, o coração disparado, a timidez completamente afogada no uísque.
— E se eu não quiser ir embora? — retrucou, descendo do banco com um movimento lento, o vestido subindo o suficiente para mostrar mais coxa do que deveria. Ela se aproximou do balcão, os seios quase roçando a madeira, e olhou para ele com um desafio nos olhos. — O que você faz com quem fica?
Louis largou a vassoura, deu a volta no balcão e parou a poucos centímetros dela. Ele era mais alto, mais imponente de perto, o cheiro de colônia misturado com uísque e suor a envolvendo.
— Fica que assim você descobre — disse ele, a voz rouca, quase um comando. — Meu turno acaba quando eu trancar essa porta. E eu quero você aqui quando isso acontecer.
Hazza sentiu um arrepio descer pela espinha, o corpo inteiro respondendo ao tom dele. Os outros funcionários já tinham ido embora, o bar estava silencioso, exceto pelo som da respiração dos dois. Ela sorriu, um sorriso bêbado e provocador, e se recostou no balcão, deixando o vestido subir mais um pouco.
— Então tranca logo essa porta, Louis — disse ela, a voz carregada de intenção. — Porque eu não vou a lugar nenhum.
Ele a encarou por um longo segundo, o olhar tão intenso que parecia despi-la ali mesmo.
— Fica aí — disse ele, a voz grave carregada de algo que não era exatamente uma sugestão, mas também não era uma ordem. Era um convite, um desafio. Ele largou o pano que usava para limpar o balcão e caminhou até a porta da frente, os passos firmes ecoando no silêncio. Hazza o observou, o jeito que os ombros largos se moviam sob a camisa preta, a tatuagem no antebraço flexionando com cada gesto. Quando ele girou a chave na fechadura, o clique metálico soou como o estopim de algo inevitável.
Louis voltou devagar, como um predador que sabe que a presa não vai escapar. Seus olhos não deixavam os dela, mas desciam sem pudor pelo corpo de Hazza, o decote apertado, os seios que pareciam implorar para serem tocados, as coxas expostas contra a madeira do balcão. Ele parou a poucos centímetros dela, tão perto que ela podia sentir o calor que irradiava dele, o cheiro de colônia misturado com uísque e algo mais.
— Última chance de correr, garotinha — murmurou Louis, a voz rouca, um sorriso torto nos lábios enquanto se inclinava, as mãos apoiadas no balcão, uma de cada lado dela, prendendo-a sem nem tocar.
Hazza riu baixo, a cabeça leve do álcool, o corpo vibrando de antecipação.
— Correr pra onde? — retrucou, inclinando-se para frente, o vestido esticando ainda mais contra os seios. — Eu disse que ficava, não disse?
O sorriso de Louis se alargou, quase perigoso. Sem aviso, ele a agarrou pela cintura com uma força que arrancou um suspiro dela, erguendo-a como se ela não pesasse nada e jogando-a sobre a bancada do bar. A madeira fria bateu contra as coxas grossas de Hazza, e ela abriu as pernas instintivamente quando Louis se encaixou entre elas, o corpo dele firme, quente, dominando o espaço. Ela se arrepiou inteira, o toque dele eletrificando cada centímetro de pele.
Louis não perdeu tempo. Inclinou-se, os lábios encontrando o pescoço branquinho dela, deixando uma trilha de beijos molhados que começaram suaves, quase doces, mas logo se tornaram mais famintos. Ele inalava o cheiro de morango que vinha da pele dela, um contraste com o ambiente pesado de uísque e madeira. Hazza se derreteu, as mãos agarrando os ombros dele, sentindo os músculos tensos sob a camisa. Cada selinho deixado no pescoço a fazia tremer, o corpo se rendendo, ficando molinho enquanto ela se entregava ao calor da boca dele.
Ele chupou a pele com mais força, os dentes roçando de leve, marcando o pescoço com a clara intenção de deixar roxos que ela sentiria no dia seguinte, um lembrete pulsante de quem tinha estado ali. Uma das mãos dele subiu, agarrando o pescocinho dela com firmeza, os dedos pressionando o suficiente para fazer o pulso dela disparar, enquanto a outra mão deslizava pela coxa, puxando-a mais para si, o vestido subindo até quase revelar tudo.
— Você é um problema, sabia? — rosnou ele contra a pele, mordiscando o lóbulo da orelha dela, sentindo-a se contorcer sob ele. Hazza só conseguiu gemer baixo, as unhas cravando na camisa dele, puxando-o mais perto, os seios quase pulando do decote enquanto arqueava as costas, querendo mais, querendo tudo.
Louis a ergueu com um movimento firme, jogando-a sobre a bancada do bar, a madeira fria contra as coxas grossas de Hazza. Ele se encaixou entre elas, forçando-as a se abrirem para acomodar sua presença, o calor do corpo dele contrastando com o arrepio que subia pela pele dela. Hazza tremia, o corpo inteiro reagindo ao toque, à proximidade, ao jeito que Louis a dominava sem dizer uma palavra. Ele inclinou a cabeça, os lábios roçando o pescoço branquinho dela, inalando o doce cheiro de morango que parecia emanar da pele quente.
Os beijos começaram suaves, quase torturantes, selinhos molhados que desciam pela curva do pescoço, cada um arrancando um suspiro trêmulo de Hazza. Ela se derretia sob ele, as pernas instintivamente se apertando contra os quadris dele, o vestido preto subindo ainda mais, expondo a pele macia das coxas. Louis sorriu contra a pele dela, os dentes arranhando de leve antes de chupar com mais força, marcando o pescoço com intenção. Ele queria deixar roxos, queria que ela acordasse no dia seguinte e sentisse cada marca latejando, um lembrete dele.
As mãos dele subiram, uma agarrando o pescocinho dela com firmeza, os dedos pressionando justo o suficiente para fazer o pulso dela acelerar, enquanto a outra mão deslizava pela cintura, puxando-a mais para si. Hazza arqueou as costas, os seios quase saltando do decote, e deixou escapar um gemido baixo, entregando-se completamente ao calor da boca de Louis e à pressão dos dedos que pareciam saber exatamente onde tocar.
— Você é um perigo, garota — murmurou ele contra a pele, a voz rouca, quase um rosnado, enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dela, sentindo-a se contorcer. Hazza só conseguiu responder com um suspiro, as mãos agarrando a camisa dele, puxando-o mais perto, querendo mais, querendo tudo.
— Lou, eu tô tão molhadinha — sussurrou Hazza, a voz baixa e trêmula, roçando os lábios na orelha de Tomlinson. Seus dedos estavam enterrados na nuca dele, puxando de leve os cabelos castanhos enquanto os acariciava com uma mistura de timidez e ousadia. — Fode a minha bucetinha, por favor! — implorou ela, o tom carregado de desejo, mas com um toque de vergonha que só tornava as palavras mais provocadoras.
Hazza sempre foi uma garota tímida, mas aquela tortura estava além do que ela podia suportar. O tesão a consumia desde a manhã, uma vontade ardente de se entregar que pulsava em cada pedaço do corpo. Ela não aguentava mais esperar, queria o pau de Louis entalado na sua buceta, enchendo-a o mais rápido possível.
Louis não pensou duas vezes. Sem hesitar, deitou Hazza sobre a bancada do bar, as mãos firmes abrindo suas coxas grossas com uma urgência que fazia o ar crepitar. Ele arrancou a calcinha rosa, já encharcada, revelando a bucetinha lisinha, vermelhinha e pingando de tesão. A visão era quase demais para ele. Louis queria meter de uma vez, foder aquela garota a noite toda até ela implorar por mais. Mas antes, precisava sentir o gosto daquele paraíso molhado.
— Porra, você é tão gostosa — sussurrou ele, a voz rouca e cheia de desejo, os lábios tão próximos da buceta dela que o calor do hálito fez Hazza se arrepiar inteira. Ele selou o grelinho com um beijo leve, quase cruel de tão provocador. Louis queria mergulhar de cabeça, chupar sem parar até sugar cada gota, mas torturar a garotinha era delicioso demais. Começou distribuindo selinhos lentos por cada canto da buceta, os lábios ficando melados com o doce que escorria dela. Apertando as coxas macias com força, ele finalmente caiu de boca, lambendo e chupando aquele pedacinho de céu com uma fome que fez Hazza gemer alto, o corpo tremendo sob o toque da língua dele.
Hazza gemia alto, os dedos cravados na cabeça de Louis, puxando os cabelos dele enquanto ele se enterrava contra a xoxota molhada dela. Louis se lambuzava sem pudor, a língua deslizando por toda a buceta, chupando o grelinho com uma fome que fazia as pernas dela tremerem. Ele lambia, beijava, explorava cada centímetro, tentando enfiar a língua o mais fundo que podia naquele buraquinho apertado e encharcado.
Os dedos do mais velho entraram em cena, roçando a bucetinha antes de se concentrarem no grelinho, esfregando-o em círculos precisos que arrancavam gemidos mais altos de Hazza. Enquanto isso, a língua de Louis mergulhava no buraco apertado dela, invadindo com uma mistura de urgência e provocação, saboreando cada gota do mel que escorria. O corpo de Hazza se contorcia na bancada, completamente entregue ao prazer que ele arrancava dela.
— Papai, por favor — Hazza gemeu baixinho, a voz quase um sussurro, as bochechas já rosadas ficando vermelhas como brasa quando percebeu o que tinha escapado. O apelido “Papai” saiu sem querer, e ela mordeu o lábio, envergonhada, o coração disparando enquanto tentava avaliar a reação de Louis.
Ele ergueu o rosto da buceta dela, os lábios brilhando com o mel que escorria, os olhos azuis cravados nos dela com um brilho de diversão e desejo. Seus dedos, no entanto, não pararam, continuando a brincar com o grelinho dela em movimentos lentos e torturantes que faziam Hazza se contorcer na bancada.
— Papai, é? — perguntou Louis, a voz rouca, carregada de um tom provocador que a fez estremecer. — Você gosta de me chamar assim, princesa?
Hazza hesitou por um segundo, o rubor nas bochechas intensificando, mas o olhar dele, tão seguro e sem julgamento, a fez deixar a timidez de lado.
— Gosto, Lou — admitiu ela, a voz ainda tímida, mas com um toque de ousadia que crescia a cada segundo.
— Então me chama assim, gatinha — rosnou Tomlinson, um sorriso safado nos lábios antes de mergulhar de volta na buceta dela. Sua língua voltou ao trabalho com fome, lambendo toda a extensão daquele lugarzinho molhado, do grelinho inchado até o cuzinho intocável da mais nova, explorando cada pedaço com uma mistura de devoção e provocação que arrancava gemidos cada vez mais altos de Hazza.
— Me fode, papai — Hazza reuniu o restinho de coragem que o uísque e o tesão lhe davam, as palavras saindo firmes, sem o tremor tímido de antes. Suas bochechas ainda estavam vermelhas, mas o sorriso de ladinho de Louis, cheio de aprovação e malícia, a fez relaxar, o corpo vibrando de antecipação na bancada do bar.
— Se é isso que a princesinha quer… — Louis respondeu, tirando a boca da buceta molhada da menina, a voz grave e carregada de promessa, os olhos azuis brilhando com um desejo quase predatório. — O papai vai foder essa bucetinha gostosa a noite toda.
Com um movimento rápido, Louis abaixou as calças, deixando o pau grosso e duro saltar da cueca. A cabecinha vermelhinha brilhava, molhada de tesão, pulsando de vontade. Hazza abriu ainda mais as pernas, os olhos arregalados ao ver o cacete do “papai” tão perto da sua buceta, que já pingava de expectativa. Era grande, muito maior do que ela estava acostumada, bem mais grosso que o do namorado, com veias marcadas que prometiam esticar cada centímetro dela.
— Você é tão grande, papai — murmurou Hazza, a voz misturando excitação e um toque de receio. — Não sei se minha bucetinha vai aguentar.
Louis riu baixo, um som rouco que a fez se arrepiar, enquanto segurava o pau com uma mão, roçando a cabecinha contra a entrada molhada dela, só para provocá-la.
— Você é uma putinha, amor. Tenho certeza que aguenta — rosnou Louis, a voz carregada de desejo enquanto passava o pau grosso por toda a bucetinha de Hazza, sentindo o calor molhado dela envolver a cabecinha vermelhinha. Ele esfregava a rola no grelinho inchado, arrancando gemidos trêmulos dela, que se contorcia na bancada, implorando por mais com cada som.
— Mas antes, quero que você mame no meu pau — ordenou ele, afastando o cacete da entrada dela, o que fez Hazza soltar um gemido de protesto, o corpo vibrando de frustração.
Ainda deitada no balcão, ela se virou, empinando a bunda branquinha de um jeito que fez o vestido preto, já embolado na cintura, exibir cada curva. Hazza lambeu os lábios, a língua saindo provocadora enquanto Louis se aproximava, o pau duro pulsando diante dela.
— Chupa do seu jeitinho, princesa — disse ele, segurando os cabelos dela com firmeza, mas deixando espaço para ela brincar. — Depois, o papai vai foder essa boquinha até você não aguentar mais.
Hazza sorriu, os olhos brilhando com uma mistura de ousadia e timidez, e começou deixando selinhos suaves na cabecinha do pau, saboreando o gosto salgado do tesão dele. No começo, ela chupava só a ponta, lambendo devagar, tentando torturá-lo como ele havia feito com ela. Mas Hazza não tinha o mesmo autocontrole, o desejo a dominava. Logo, ela abriu mais a boca, engolindo o pau o máximo que conseguia, a língua dançando enquanto tentava abrigar o tamanho dele. Suas mãos subiram, apalpando as bolas com cuidado, sentindo o peso delas, enquanto gemia baixo, os olhos fixos no rosto de Louis, que se contorcia de prazer.
— Porra, que boquinha gostosa — grunhiu Louis, a voz rouca, os olhos semicerrados. — Mas você gosta de deixar o papai foder ela, não é?
Sem esperar resposta, ele puxou os cabelos dela com mais força, tomando o controle. Começou a foder a boca gordinha de Hazza, o pau acertando o fundo da garganta dela a cada estocada. Ela se esgasgava, os olhos marejando, mas não recuava, as mãos agarrando as coxas dele para se equilibrar. O vestidinho, completamente embolado na cintura, deixava a bunda branquinha empinada, balançando a cada movimento, os pezinhos dela balançando no ar enquanto Louis metia sem piedade, o som molhado dos lábios dela ecoando no bar vazio.
Louis segurava a cabeça de Hazza com uma mão, os dedos entrelaçados nos cachos dela, enquanto a outra mão apertava e dava tapas firmes na bunda branquinha, deixando marcas rosadas na pele. Ele não aguentava mais a pressão, o calor da boca dela o levando ao limite. Com um gemido rouco, puxou o pau da boquinha dela, admirando o rosto da garota, as bochechas coradas, os olhos brilhando com lágrimas suaves, o batom borrado dando um ar de puro desejo.
— Abre a boquinha, deixa o papai gozar no fundo dessa garganta de putinha — ordenou ele, a voz grave e carregada de tesão. Hazza obedeceu na hora, a língua saindo provocadora, os olhos fixos nos dele, esperando ansiosa. Tomlinson gozou com um grunhido, o leitinho jorrando na boca dela, que engoliu tudo com um sorriso safado, lambendo os lábios enquanto o encarava.
— Boa garota — sussurrou Louis, acariciando os cachos dela com uma ternura que contrastava com a intensidade do momento. Ele deu leves tapinhas com o pau nas bochechas rosadas dela, o som ecoando no bar vazio. — Agora, continue sendo boa e vira essa bunda pra mim.
Hazza sorriu ainda mais, o corpo vibrando de excitação. Ela deslizou do balcão com um movimento lento, tirando o vestido preto num gesto rápido, deixando os peitinhos livres, os mamilos endurecidos pelo ar frio e pelo desejo. Virou-se de costas para Louis, apoiando o tronco na bancada, os pés firmes no chão, a bunda empinada para ele, os peitos esmagados contra a madeira fria. A posição a deixava completamente exposta, vulnerável e pronta, exatamente como ela queria.
— Vou foder tanto você hoje que seu namoradinho vai perceber o estrago na sua bucetinha — sussurrou Louis no ouvido de Hazza, a voz rouca e carregada de promessa, o hálito quente contra a pele dela. Ele esfregava o pau duro sobre a bunda empinada da mais nova, sentindo o cuzinho dela contrair de leve sob o toque provocador. — Você é mesmo uma putinha, hein? — continuou, o tom entre o deboche e o desejo. — Nem deu a buceta ainda e já tá louca pra me dar o cuzinho também?
— Papai, não diz isso, por favor — murmurou Hazza, as bochechas ardendo de vergonha ao ser chamada de putinha, mesmo sabendo que havia verdade nas palavras de Louis. Ela nunca tinha dado aquele lugarzinho, mas agora, sentindo o pau grosso dele esfregar gostoso contra seu cuzinho, o desejo a consumia. Tudo o que ela queria era que Louis a tomasse, que a fodesse até não aguentar mais.
— Por quê? Não é o que você é? Uma putinha sedenta por rola? — retrucou Louis, rindo baixo, a voz carregada de provocação enquanto dava um tapa forte na bunda da mais nova, o som ecoando no bar vazio e deixando uma marca rosada na pele branquinha.
— Lou, por favor, fode a minha bucetinha, papai — implorou Hazza, deixando a timidez de lado. Com as mãos, ela abriu as bandas da bunda, exibindo a xoxotinha molhada e brilhante para Louis, o convite descarado fazendo o corpo dela tremer de antecipação.
— Porra — grunhiu Tomlinson, os olhos fixos no buraquinho reluzente. Ele se aproximou, segurando os pulsos dela com uma só mão, imobilizando-a contra a bancada. A cabecinha do pau dele roçou a entrada da buceta, e quando ele empurrou, o buraquinho apertado abrigou a ponta tão bem que Louis não segurou o gemido rouco. Hazza se contorcia, sussurrando um “Papai, tá doendo” entre gemidos, mas mesmo assim rebolava, o corpo pedindo mais, querendo tudo.
Louis não se conteve. Enfiou o pau inteiro na bucetinha dela, começando a foder devagar, sentindo o calor e a pressão ao redor dele.
— Que delícia, papai — gemeu Hazza, as bochechas esmagadas contra a bancada, os olhos semicerrados de prazer. — Mais forte, Lou.
Louis não precisava de mais incentivo. Ele acelerou, fodendo com força, o som dos quadris batendo contra a bunda dela preenchendo o silêncio. Uma das mãos dele deslizou até os peitos grandes de Hazza, apertando os mamilos endurecidos com firmeza, arrancando gemidos desesperados dela enquanto a bancada rangia sob o peso dos dois.
Louis não resistiu, acelerando as estocadas, fodendo a bucetinha de Hazza com força, o som dos quadris batendo contra a bunda dela ecoando no bar vazio. Os gemidos desesperados dela enchiam o ar, e uma das mãos dele deslizou até os peitos grandes, apertando os mamilos rosados com firmeza enquanto beijava o pescocinho dela, os lábios quentes deixando uma trilha de calor na pele marcada.
— Caralho, que buceta gostosa, amor — grunhiu Louis, as mãos voltando para a cintura dela, os dedos cravando na carne macia enquanto ele metia com ainda mais força. O aperto da xoxotinha dela ao redor do pau grosso era enlouquecedor, cada estocada o levando mais perto do limite. Ele imaginava gozar naquele buraquinho apertado, vendo a porra escorrer lentamente, marcando-a como sua.
Hazza gemia alto, lágrimas escorrendo pelas bochechas rosadas, o prazer misturado com a intensidade quase insuportável. Era bom demais sentir o “papai” alargando seu buraco, esticando-a de um jeito que fazia seu corpo tremer. Seus peitos doíam, esmagados contra a bancada fria, enquanto Louis a fodia por trás, as pernas dela bambas, o desespero gostoso crescendo no fundo do ventre. Ela sabia que estava no limite.
— Papai, eu vou gozar — sussurrou ela, a voz entrecortada por gemidos, o corpo se contorcendo enquanto se rendia completamente ao prazer.
— Então goza gostoso pro papai, amor — grunhiu Tomlinson, aumentando a velocidade e a força das estocadas, o pau grosso deslizando com fúria na bucetinha apertada de Hazza. Sua mão desceu até o grelinho dela, começando uma siririca gostosa, os dedos esfregando o montinho de prazer com precisão. O toque foi demais para Hazza, que gozou no mesmo instante, o corpo tremendo enquanto gemia manhosa, sentindo Louis continuar a foder sem parar.
— Você é tão gostosa… poderia passar a noite toda comendo essa buceta — murmurou Louis, a voz rouca de satisfação.
Hazza mal conseguia se segurar na bancada, o corpo tremendo violentamente enquanto o orgasmo a atravessava como um choque elétrico. Seus gemidos ecoavam no bar vazio, misturando-se ao som molhado das estocadas de Louis, que fodia sua bucetinha sensível com uma força que parecia querer marcá-la para sempre. As lágrimas grossas escorriam pelas bochechas rosadas, o prazer tão avassalador que ela mal conseguia respirar.
A xoxotinha dela apertava o pau grosso dele com cada espasmo, leite quente do gozo anterior escorrendo pelas coxas, deixando um rastro pegajoso na bancada. Louis grunhiu, o aperto dela o levando à beira da loucura.
— Caralho, amorzinho, você goza como uma putinha perfeita pro papai — rosnou ele, os dentes cravando no pescoço dela, deixando mais um chupão roxo que pulsaria por dias.
Ele não parou, metendo mais fundo, mais rápido, prolongando o orgasmo dela até Hazza achar que ia desmaiar de tanto prazer. Com um último impulso brutal, ele gozou, o leitinho quente jorrando dentro da bucetinha apertada, enchendo-a até transborda, a porra escorrendo em fios grossos pelas coxas dela, pingando no chão escuro.
Hazza estava destruída, o corpo mole, as pernas bambas, os peitos doloridos enquanto tentava recuperar o fôlego. Louis se inclinou sobre ela, o peito largo pressionando as costas dela, o pau ainda meio duro roçando a bunda empinada enquanto ele mordiscava a orelha dela.
— Olha o estrago que o papai fez nessa xoxotinha — sussurrou ele, a voz rouca e carregada de satisfação. Ele deslizou a mão entre as pernas dela, os dedos roçando a buceta melada, espalhando a mistura de porra e melzinho dela enquanto ela se contorcia, sensível demais. — Tô pensando em te levar pra casa e te foder até você esquecer o nome daquele seu namoradinho.
Hazza gemeu baixo, o corpo reagindo mesmo estando no limite. Ela virou o rosto, os lábios entreabertos, os olhos brilhando com uma mistura de exaustão e desejo insaciável.
— Papai… eu não aguento mais —lmurmurou, mas o jeito que abriu as pernas de leve, expondo a xoxota pingando, dizia o contrário. Ela lambeu os lábios, o sorriso safado lutando contra a timidez. — Mas quero ser todinha sua, a putinha do papai.
Louis riu, um som gutural que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem. Ele a agarrou pela cintura, virando-a com um movimento rápido, os seios dela balançando livres enquanto ele a puxava para sentar na beira da bancada. Sem aviso, ele meteu dois dedos na bucetinha dela, mexendo devagar, sentindo o calor e a porra que ainda escorria. Hazza gritou, as unhas cravando nos ombros dele, o prazer misturado com a dor da sensibilidade a deixando à beira de outro orgasmo.
— Você é uma putinha gulosa, hein? — provocou ele, os dedos acelerando, o polegar esfregando o grelinho inchado enquanto a outra mão agarrava o cabelo dela, puxando com força para trás, expondo o pescoço. Ele chupou a pele ali, os dentes marcando mais um roxo. — Vou te levar pro meu apartamento, te jogar na cama e foder cada buraquinho seu até você implorar pra parar. E mesmo assim, talvez eu não pare.
Hazza gemeu, o corpo se contorcendo sob os dedos dele, a cabeça jogada para trás.
— Papai, me leva… faz o que quiser comigo — sussurrou ela, a voz quebrada pelo desejo, as pernas se abrindo ainda mais, como se estivesse implorando para ser usada. Louis parecia faminto, os olhos devorando cada centímetro dela.
Louis devorava a boca de Hazza com um beijo feroz, a língua invadindo-a, dominando cada canto enquanto seus dedos continuavam fodendo a bucetinha dela sem piedade, o polegar esfregando o grelinho inchado com uma precisão cruel. Hazza gemia contra os lábios dele, o corpo tremendo na bancada, as pernas abertas, a xoxotinha pingando e apertando os dedos dele, à beira de outro orgasmo. Ela estava desesperada, os quadris rebolando contra a mão dele, implorando sem palavras para gozar.
Mas Louis tinha outros planos. Bem no momento em que os gemidos dela ficaram mais altos, o corpo se contorcendo no limite, ele parou de repente, retirando os dedos com um sorriso sádico. Hazza arfou, os olhos arregalados, as bochechas vermelhas de frustração.
— Papai, por favor… eu tava quase… — implorou ela, a voz manhosa, o corpo tremendo com a necessidade não satisfeita.
— Não, gatinha — rosnou Louis, lambendo os dedos melados dela enquanto a encarava, os olhos azuis brilhando com malícia. — Você só goza quando o papai quiser. E agora, não quero.
Ele deu um tapa leve na bucetinha sensível, arrancando um gritinho dela, antes de se afastar, deixando-a ofegante e à beira da loucura.
Hazza ficou ali, na bancada, o corpo ainda vibrando, a xoxota pulsando de desejo, a porra e o melzinho escorrendo pelas coxas. Louis pegou o vestido preto embolado ao lado, o tecido que mal cobria o corpo dela, e começou a vesti-la com uma calma provocadora. Ele puxou o vestido pelos braços dela, ajustando-o sobre os peitos grandes, os mamilos ainda duros marcando o tecido fino. Cada toque dele era deliberado, os dedos roçando a pele dela de propósito, fazendo-a se contorcer de frustração.
— Papai… por favor, deixa eu gozar — sussurrou ela, a voz trêmula, enquanto tentava esfregar as coxas para aliviar a tensão. Louis apenas riu baixo, um som gutural que a fez estremecer.
— Quieta, putinha. Você vai esperar até chegarmos na minha casa — disse ele, ajeitando o pau ainda duro dentro das calças, o volume evidente sob o tecido. Ele fechou o zíper com um movimento lento, os olhos fixos nela, como se estivesse saboreando cada segundo da tortura. — Lá, o papai vai te foder até você não lembrar nem do seu nome.
Hazza mordeu o lábio, o corpo inteiro implorando por alívio, mas a promessa na voz dele a mantinha rendida. Ela desceu da bancada com as pernas bambas, o vestido mal cobrindo as coxas, a bucetinha sensível roçando contra o tecido a cada passo. Louis pegou a bolsa dela do chão, jogou-a sobre o ombro e a puxou pela mão, guiando-a em direção à porta dos fundos. O pau dele, ainda pulsando nas calças, roçava contra a bunda dela enquanto caminhavam, uma provocação constante.
— Vamos, gatinha — murmurou ele, a voz carregada de promessa enquanto abria a porta, o ar frio da noite contrastando com o calor do corpo dela. — A noite tá só começando, e na minha cama, você vai implorar por cada gozo que o papai te der.
Ele a levou para fora, o bar ficando para trás, enquanto Hazza, com a xoxota latejando e o coração disparado, sabia que estava caminhando para uma noite que a destruiria de todas as formas que ela secretamente desejava.
─── ୨୧ ───
Então, essa foi minha primeira história, espero que tenham curtido tanto quanto eu gostei de escrever. Se vocês quiserem mais dessa putinha e do “papai” Louis, é só comentar que eu posto a parte 2, com eles na casa dele. 💗
🩰♡ྀི ₊ Pick me, please
"Harry nunca pensou que seu melhor amigo pudesse ter algum tipo de interesse nela. Até descobrir que Louis gostava de foder garotas parecidas com ela.... e postar na Internet"
my happiness depends on you and whatever you decide to do
Nos anos 60, Harriet acreditava que Louise queria roubar seu namorado —até perceber que os olhares, os toques e os silêncios não eram para ele. Dividida entre o medo e o desejo, ela descobre que o verdadeiro perigo não era perder alguém... Era se perder em alguém.
Harry e Louis como mulheres cis, romance sáfico, pwp, traição (não entre os larry)
🎸🎸🎸
Eu não entendia ainda. Não entendia qual era o real sentimento que se passava pela minha cabeça quando a vi pela primeira vez. Não era insegurança, isso eu podia jurar. Mas naquela exata terça-feira do ano de 1960, eu tinha a certeza de que nada seria igual.
Le monstre de la nuit
Avisos
Menção a sangue
Esta estória se passa na dacada 20 e nos dias atuais
Harry como garota cis
Leve BDSM
8k de palavras
Desuso de camisinha
Me perdoem qualquer errinho
Boa leitura!
Em meados de 1928, mais precisamente em dezembro, uma época em que o frio congelava até os dedos dos pés, fortes ventos ameaçavam uma pequena cidade no interior de Londres. As pessoas eram vistas fazendo compras de decorações e presentes, organizando-se para celebrar o Natal; as crianças corriam e brincavam no parque ao lado. Cada um ocupando-se de si.
No entanto, em um local escuro, no ponto alto da cidade, havia uma presença que observava a movimentação das pessoas, à procura de sua próxima vítima. Olhando minuciosamente, ele notou uma mulher distraída no celular, usando fones de ouvido. A poucos metros atrás dela, um homem movia-se estranhamente veloz, vestindo um moletom preto com capuz que cobria boa parte do seu rosto, olhando para os lados, certificando-se de que estavam sozinhos.
À medida que o homem se aproximava da mulher, a silhueta escura movia-se rapidamente pelas sombras, de forma que quem olhasse não seria capaz de acompanhá-lo. O homem acelerou os passos, retirou um lenço do bolso e o segurou, voltando seus olhos mais uma vez ao redor, confirmando se não havia ninguém nas proximidades.
Quando estava prestes a executar seu plano, algo o puxou para cima com uma força inexplicável, rapidamente impedindo-o de gritar quando sentiu sua boca ser bloqueada por uma mão grande e pesada. Ele tentou descobrir quem estava o prendendo pela gola, mas, devido à escuridão da noite, sua visão era inferior e isso o deixou aterrorizado.
— P-por favor, deixe-me ir… — o homem implorou. — Juro que nada direi a outra pessoa!
— Tsc, tsc. Realmente pensas que sou ignorante a ponto de não saber o que estava tramando? — indagou uma voz rouca. — Perseguindo a jovem, e agora implorando por misericórdia?
O dono da voz caminhou até uma fonte de luz e, finalmente, revelou seu rosto. No entanto, algo chamou a atenção do bandido, intrigando-o e apavorando-o ainda mais: os olhos vermelhos intensos que o encaravam como se ele fosse uma presa – talvez realmente fosse. A criatura abriu a boca e os caninos pontiagudos emergiram.
O bandido congelou por inteiro, aterrorizado, murmurou repetidos pedidos de piedade e garantiu que não voltaria a se meter com ninguém.
— Sabemos que isto não passa de uma mentira — a criatura zombou. — E permita-me ser franco: não tenho piedade por canalhas, mas a fome que sinto é imensa.
O semblante da criatura tornou-se animalesco e seus dentes afiaram-se, enquanto proferia a seguinte frase:
— Bon appétit — e cravou os dentes na jugular do homem.
🩸
— Você acredita que conseguirá fazer isso? — Niall questionou durante a ligação.
— Sim, sem dúvida! Tenha mais fé em mim, Nialler — Harriet afirmou em falsa descrença.
Harriet sabia desde a infância que seria jornalista ou algo do gênero. Sua mãe sempre a incentivou a perseguir seus sonhos, e após muitos anos esforçando-se e obtendo boas notas na escola, ela conseguiu ingressar em uma faculdade prestigiada. Entre tantas dificuldades e horas sem dormir, ela finalmente se graduou. E atualmente, aos 24 anos, trabalhava em uma emissora como jornalista investigativa, apresentando seu próprio programa em horário nobre.
Isso nos conduz a este momento em que Harriet conversava com seu colega de trabalho e melhor amigo, Niall. Ambos se conheceram quando ela estava na sala de espera da emissora, à espera de ser chamada para uma entrevista, e por coincidência, ele também estava aguardando para ser entrevistado. Durante o período de aguardo, começaram a trocar ideias e perceberam que compartilhavam muitos interesses em comum. Trocaram números de telefone e continuaram a conversar diariamente, comemorando juntos quando receberam um e-mail informando que haviam sido contratados.
— Não é que eu não confie em você, mas é que sei lá… — disse Niall, em tom de indecisão. — E se essa história for verídica? Não confio que você vá para uma cidade desconhecida à procura de uma pessoa, ou o que quer que seja isso, sozinha.
— É uma pena que você não poderá ir comigo, mas relaxe, Nini. Eu o avisarei a cada passo que der.
— Mesmo assim, ainda me preocupo.
Harriet não poderia mentir que estava tranquila ao ter que viajar sem seu melhor amigo. Em um determinado dia, Lauren, sua chefe, a chamou ao seu escritório para informar que ela precisaria deslocar-se até uma pequena cidade por aproximadamente uma semana, pois naquela pacata cidadezinha existia uma lenda que os moradores contavam. Como era de se esperar, existiam várias versões. Alguns dizem ser uma criatura que aterrorizava todos, outros diziam ser um homem misterioso, mas nunca houve vestígios de suas características.
Enquanto discutiam sobre a viagem, ela organizava suas malas, dispondo o que era mais importante para os dias que visitaria, priorizando agasalhos, meias e botas, pois havia a possibilidade de nevar.
Ao terminar de arrumar a mala, ela verificou se não havia esquecido de nada e, ao confirmar que não, fechou a mala com grande facilidade e rapidez.
Harriet partiria para o aeroporto às 9h do dia seguinte, sentindo-se extremamente ansiosa, não entendendo se era por estar viajando sozinha ou por seu lado investigativo, ansiando por desvendar mais uma história. Apesar desse sentimento, ela seguiu sua noite como podia, pediu comida e assistiu um filme, permitindo que o tempo avançasse. Ao verificar o relógio, já passava das 23h. Revisou sua bolsa, certificando-se de que possuía seus documentos e passaporte. Pouco tempo depois, ela estava deitada em sua cama, preparando-se para dormir, e aproveitou para carregar seu celular, apagando o abajur durante o processo.
🩸
Harriet olhava constantemente para seu relógio, verificando o horário ansiosamente à medida que os minutos passavam, suas cutículas que o digam. Ela aguardava a chegada do jato da empresa, o que não demorou muito, até que um dos funcionários a conduziu até a área de embarque. Alguns minutos depois, ela já estava a bordo, enviando mensagens para sua mãe, Niall e sua chefe, enquanto esperava a decolagem do jato, e quando o fez, Harriet soltou o ar que nem sabia que estava segurando.
A aeronave aterrissou às 13h e, ao calcular o tempo necessário para ela descer do jato, pegar suas malas e se encontrar com o motorista designado para conduzi-la até o hotel, levou em média uma hora, com alguns minutos de espera para efetuar o check-in.
Quando finalmente chegou ao seu quarto, ela soltou um suspiro exausto, atirando-se na cama, sentindo suas costas e pés latejarem. Harriet agarrou seu celular e comunicou a todos que já estava no hotel, devolvendo-o à sua mesinha de cabeceira, decidindo tirar um cochilo antes de iniciar o trabalho.
🩸
Ao acordar, não demorou para se levantar, dirigindo-se ao banheiro para realizar todas as suas necessidades básicas, aproveitando para tomar um banho. Ao sair do banheiro, ela foi até a sua mala e pegou roupas quentes para vestir, não se esquecendo da bota e do gorro. Harriet agarrou sua bolsa, seu bloco de notas e caneta, saindo do hotel para buscar mais detalhes sobre a tal criatura misteriosa.
Caminhando pela cidade, ela admirava como era movimentada e bem iluminada. As pessoas a olhavam com um ar de curiosidade e algumas até a cumprimentavam, dando a ela a oportunidade de obter informações sobre a lenda. Após muita discussão, ela descobriu que a coisa só atacava à noite e, surpreendentemente, os indivíduos que desapareciam eram assassinos, ladrões, todos com antecedentes criminais. Tudo isso já era do seu conhecimento, mas o que a deixou intrigada foi uma senhora que comentou sobre uma mansão luxuosa um pouco afastada da cidade, habitada por um homem bem-sucedido. Não se sabia o que ele fazia ou como seu rosto se parecia. No entanto, ela não era tola e pediu imediatamente o endereço do local, porém foi alertada pela idosa para ter cautela.
— Sabe… desde pequena eu ouço a respeito da lenda da criatura que ataca à noite, mas nunca tive a coragem de me aproximar daquele local — a idosa aparentava estar amedrontada. — Por isso, peço encarecidamente que não vá à noite e tome muito cuidado com o Monstro da Noite.
Mesmo sem entender direito, ela concordou silenciosamente e agradeceu à senhora que apenas acenou e se afastou lentamente. Harriet achou incomum a mudança de humor da idosa, mas optou por ignorá-la por enquanto, decidindo alugar um carro para as semanas que passaria ali. Pouco tempo depois, ela deixou a locadora de veículos e se dirigiu até a mansão mencionada anteriormente.
🩸
Quando chegou ao local, ela observou a grande mansão de madeira escura, coberta por algumas árvores, proporcionando um ar misterioso. A construção aparentava ser antiga, porém bem preservada, com as gramas aparadas e uma fonte de água localizada na entrada da propriedade. Harriet deixou o carro, admirando cada canto do lugar enquanto dava passos lentos em direção ao grande portão de ferro, que curiosamente estava entreaberto. Como uma boa investigadora, ela se esgueirou entre as brechas, caminhando suavemente pela grama macia até alcançar a larga porta. Ela deu algumas batidinhas com os nós dos dedos na madeira, esperando que alguém aparecesse, o que não aconteceu após alguns minutos.
Ela estava pronta para buscar uma saída lateral, mas ao se distanciar da porta, de repente a estrutura de madeira se abriu, revelando um elegante hall de entrada, porém vazio. Harriet estava entre uma briga interna se deveria entrar ou não; no entanto, não pôde voltar atrás quando seu pé a traiu, atravessando a soleira da porta.
— Er… Olá? — ela proferiu, ouvindo o eco de sua voz e o barulho estalado que seus pés produziam ao caminhar pelos pisos de madeira. Ao olhar para os lados, notou os cômodos vazios e várias perguntas martelavam em sua mente: quem foi que abriu a porta para ela? Se alguém deixou o local, por que ele deixaria a porta destrancada? Deveria haver seguranças ali.
A cada passo que ela dava, um calafrio percorria sua espinha e uma sensação de estar sendo observada a fez inclinar a cabeça rapidamente em busca de alguém. Ela parou diante de uma grande porta e girou a maçaneta, revelando uma abertura, observando o interior da sala.
— Uau… — foi tudo o que conseguiu dizer, boquiaberta com o cenário daquela sala. Era um cômodo extenso, pouco iluminado, exceto pelo sol refletido pelas janelas, com enormes prateleiras que atingiam o teto, repletas de diferentes cores e tamanhos.
Perambulando pela sala, ela deslizava o dedo indicador pelas lombadas dos livros, até que avistou um em particular que despertou seu interesse. Harriet o tirou do lugar, observando sua capa. Tratava-se de um ‘livro’ de coloração verde, capa dura, sem título ou imagem visível, que mais se assemelhava a um caderno.
Ela depositou o ‘livro’ sobre a mesa e arrastou a cadeira para mais perto do móvel, acomodando-se em seguida. Soltou um suspiro profundo ao abrir o ‘livro’ e confirmou que de fato não possuía um título. Aquilo pareceu-lhe incomum, mas tirou as conclusões quando percebeu que se tratava de um diário.
Enquanto folheava o diário, ela descobriu que pertencia a um homem chamado Louis Tomlinson, nascido em 24 de dezembro de 1902, portanto, 26 anos a partir da data da última página do caderno.
Ela parou para raciocinar após atingir a metade do diário, sentindo-se muito curiosa e confusa ao mesmo tempo com o desenrolar da história.
Ao olhar para a janela, assustou-se ao ver que estava totalmente escuro lá fora. Ela pôs o diário em sua bolsa e caminhou pela casa, verificando novamente se estava completamente sozinha, pois ainda sentia como se estivesse sendo vigiada.
Ao chegar até a porta de entrada, Harriet ouviu ao fundo o barulho de algo se chocando contra o chão. Sentiu um arrepio na espinha, não se atrevendo a dar um passo sequer, pois sabia que os ruídos vinham da biblioteca. A única coisa que pôde fazer foi olhar em direção ao cômodo e notar uma sombra escura parada entre o batente da porta.
Como uma boa curiosa, ela resolveu investigar a origem do ruído, não sem antes ligar a lanterna que estava na bolsa. Em passos lentos, ela voltou novamente à biblioteca, examinando minuciosamente cada recanto do cômodo, terminando por não encontrar nada. No entanto, ao se aproximar da porta, um ruído se fez presente outra vez no local e, rapidamente, guiou a luz na direção do som, suspirando aliviada ao perceber que era um dos enfeites que havia caído de uma das estantes.
— Ufa! Pensei que fosse o Monstro da Noite, mas é apenas um brinquedo — Harriet pegou o objeto em sua mão e recolocou-o no lugar.
Ao virar-se para deixar a biblioteca, a luz da sua lanterna revelou a silhueta de um homem parado no batente da porta, assustando-a profundamente.
— Tua mãe nunca lhe advertiu sobre se meter onde não é chamada? — a voz rouca e grave cortou o silêncio como uma lâmina.
Harriet levou a mão ao peito, tentando estabilizar a respiração acelerada.
— E a sua nunca lhe disse para não assustar as pessoas desse modo? — ela retrucou, esforçando-se para manter a compostura.
A figura avançou lentamente pelo cômodo, os passos ecoando no piso de madeira, cada som mais opressivo que o anterior.
— O que traz uma bela jovem à minha propriedade? — indagou com frieza, arqueando uma sobrancelha. — Esta área não é aberta a visitas.
— Em minha defesa, eu bati na porta e ninguém respondeu. Quando estava prestes a ir embora, a porta simplesmente… abriu — Harriet deu um sorriso cínico, apesar do suor frio em sua nuca.
— E, ainda assim, ousou entrar? — ele rebateu, inclinando levemente a cabeça, estudando-a como um predador prestes a atacar.
— Sou jornalista. Curiosidade é parte do meu trabalho… ou da minha natureza. No fim, acho que foi a combinação dos dois — Harriet deu de ombros, tentando ignorar o desconforto crescente com sua proximidade, bem como o peso daquele olhar que parecia queimar sua pele de fora para dentro. Ele estava a pelo menos dez passos de distância quando ela o viu pela última vez, parado como uma estátua em meio à penumbra. Mas algo nela a impulsionava a encará-lo, mesmo contra o próprio instinto.
Com um movimento lento, virou apenas a cabeça e seus olhos se prenderam ao rosto dele, examinando cada detalhe como se buscasse decifrá-lo. E foi então que notou algo estranho – um brilho vermelho. Sutil, perigoso, dançando em suas íris azuis como uma faísca prestes a incendiar.
Harriet piscou, o coração martelando em seus ouvidos.
Eu vi aquilo... ou foi apenas coisa da minha cabeça?
No entanto, a dúvida se desfez em um instante, quando ela voltou a olhá-lo por completo e se deparou com algo que fez seu estômago despencar. O homem encontrava-se agora perigosamente próximo, a apenas três passos dela. Não havia som de movimento, nem sombra que denunciasse como ele havia cruzado a distância entre eles tão rapidamente. Ele estava simplesmente ali, como se tivesse se materializado.
A aproximação era esmagadora. O ar ao redor dele aparentava ser mais denso, quase tangível, carregado de uma energia que fazia os pelos da nuca dela se arrepiarem. Harriet sentiu seu coração vacilar por um momento, porém, ao invés de se afastar, ergueu o queixo, mantendo o olhar fixo nele.
— Curiosa e destemida... — o homem murmurou, exibindo um sorriso que era tudo menos reconfortante. Sua voz possuía um peso hipnótico, como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente esculpida para prender sua atenção. — Ou seria apenas teimosia?
— Diria que é determinação — Harriet respondeu, apertando a ponta da lanterna com a mão enquanto sua mente lutava para decifrar o homem à sua frente. — Talvez você não esteja acostumado a isso, mas eu não sou facilmente intimidada.
Ele avançou devagar, quase arrastado, as mãos nos dois bolsos de sua calça social, como se saboreasse o desconforto que provocava.
— A coragem pode ser tão perigosa quanto a ignorância, minha cara jornalista — falou o homem, as palavras pingando como veneno. — E aqueles que se inclinam demais sobre o abismo correm o risco de serem consumidos por ele.
Harriet sentiu o peso de sua presença intensificar-se. A distância entre eles parecia se estreitar ainda mais, apesar de ele não ter se movido.
— Então, devo presumir que você é o fogo? — ela retrucou, esforçando-se para não deixar sua voz tremer.
Ele inclinou levemente a cabeça, como se analisasse a pergunta, seus olhos cintilando com algo que ela não conseguia identificar.
Poder? Divertimento? Fome?
— Talvez eu seja a faísca... — murmurou o homem, sua voz tão baixa que parecia fundir-se ao ambiente. — Ou, quem sabe, algo muito pior. Deixo-lhe a sorte de descobrir.
Harriet não recuou, mesmo quando ele avançou mais um passo. Agora estavam tão próximos que apenas três passos dela seriam suficientes para que seus corpos se tocassem. A curiosidade pulsava em suas veias, superando qualquer temor. Ainda assim, era impossível ignorar a sensação de estar à beira de algo maior e mais ameaçador do que poderia compreender.
A racionalidade parecia ter abandonado Harriet naquele momento. Ao invés de se afastar, como seria prudente, duas vozes se opunham em sua mente: uma implorava para ouvir o que a velha mulher havia lhe dito, enquanto a outra insistia para que se aproximasse ainda mais, até que não restasse mais espaço entre ela e aquele homem.
Era intrigante como ele, um completo estranho, despertava nela algo tão visceral e intenso. Nem mesmo nos primeiros encontros com seus ex-parceiros sentiu tal curiosidade ou atração imediata.
— Se está tentando me assustar, sinto lhe dizer, mas você terá que se esforçar mais — Harriet provocou, mesmo que a adrenalina percorresse seu corpo como um aviso.
O sorriso do homem cresceu, revelando dentes impecáveis, porém algo nele era predatório.
— Não preciso assustá-la, Harriet... — ele disse, a voz como um sussurro mortal. — O que reside em ti já cumpre este papel por mim.
Ela sentiu o peso de suas palavras como uma bofetada. Ele sabia. Sabia que ela estava em conflito entre a racionalidade e o instinto, entre o desejo de fugir e a atração inexplicável que a mantinha aprisionada ali como nunca antes.
Harriet foi a primeira a se mover, a sensação esmagadora pressionando seu peito, sua consciência deixando-a surda por um instante. Por fim, suas botas ressoaram pelo chão como um aviso silencioso, ela parecia curiosa ao explorar mais o local.
O perfume do sangue de Harriet atingiu o homem como um golpe inesperado. Era um aroma singular, impossível de ser descrito por palavras mortais – uma mistura de doce e selvagem, pulsando com a energia vital que ele há muito tempo deixara para trás. Aquele aroma o envolvia, invadia sua mente como uma melodia hipnótica que insistia em tocá-lo em áreas que ele acreditava estarem esquecidas para sempre.
Ele observou enquanto ela caminhava pelo cômodo, cada movimento dela parecia intensificar aquele perfume, deixando-o ainda mais inebriado. Seus olhos fixaram-se na delicada curva do pescoço, onde a pulsação dela chamava sua atenção como um farol na vasta escuridão.
A mandíbula dele se contraiu, os caninos pressionando suavemente sua língua enquanto ele tentava controlar o desejo crescente de reivindicar o que o instinto indicava ser seu.
— Interessante — disse Harriet, sua voz firme, mas a ligeira hesitação na última sílaba não passou despercebida. Ela se inclinou parcialmente para ele, a postura tentando transmitir confiança. — Saber que, se esta residência não fosse cercada por mistérios e lendas sobre... seres que dizem não existir, poderia ser facilmente habitada.
O homem riu baixinho, o som reverberando como um trovão contido. Ele deu um passo à frente, e a maneira como sua silhueta parecia crescer na obscuridade fez o coração de Harriet bater mais rápido – ele podia ouvir, claro como um tambor em meio ao silêncio.
— Francamente, senhorita... — a voz dele era como um sussurro que parecia ecoar por todas as direções. — Quem, em perfeito discernimento, desejaria residir em um lar “amaldiçoado” como este?
Harriet virou-se para encará-lo de frente, os olhos desafiando o brilho inumano nos dele. No entanto, ela ainda sentiu a tensão no ar, como se o espaço ao seu redor estivesse sendo moldado pela vontade dele.
— Eu — a palavra saiu firme, mas o coração dela falhou uma batida, e o homem exibiu um sorriso, satisfeito.
Harriet mal teve tempo para reagir quando o homem se aproximou. Em um instante, ele estava diante dela, tão perto que o espaço entre eles parecia inexistente. A presença dele envolvia-a como uma sombra viva, e o frio sobrenatural que emanava de sua pele parecia cortar o ar quente do ambiente.
Harriet viu-se com as pernas fraquejando, mas não conseguiu se afastar. Seus olhos estavam presos nos dele – profundos, ardentes, difíceis de decifrar. Quando ele ergueu a mão, seus dedos longos e elegantes deslizaram pelos cachos recém-formados dela. Harriet sentiu seu corpo inteiro reagir, um arrepio queimando sua espinha.
— Já lhe disseram, minha bela Blodros¹, o quão encantadora és? — a voz do homem soou suave, quase como um sussurro, porém carregada de algo visceral que fazia cada palavra vibrar no ar.
Ele inclinou a cabeça, seus olhos traçando o contorno do rosto dela antes de se dirigirem ao pescoço exposto. A pele dela parecia resplandecer sob a luz suave, convidativa. Seus olhos fixaram-se na delicada clavícula que escapava da blusa sem alças. Ele sorriu, mas não era um sorriso afável, havia algo predatório naquele gesto, algo que fez Harriet corar violentamente.
Ela tentou se recompor, desviando o olhar, mas sua voz saiu hesitante, trêmula.
— Você… não está necessariamente preocupado por eu ter entrado aqui? — ela perguntou, sem ter clareza sobre o que queria ouvir. Parte dela tinha consciência de que deveria estar receosa, mas o magnetismo dele desarmou-a completamente.
O homem soltou um riso baixinho, um som profundo e rico que parecia vibrar dentro dela.
— De modo algum — ele se curvou, a ponta dos dedos agora traçando uma linha lenta e quase torturante do braço dela até o ombro. Parecia um toque sutil. — Há algo muito mais… fascinante, que clama pela minha atenção, não achas?
O toque dele era suave, mas devastador. A pele de Harriet parecia arder sob a pressão dos dedos dele, e cada centímetro que ele percorria provocava um rastro de arrepios. Quando os dedos do homem finalmente tocaram a curva de seu pescoço, ela não conseguiu evitar fechar os olhos por um instante, absorta naquela sensação intoxicante.
— Você não devia... — ela tentou falar, mas a voz morreu quando ele deslizou as pontas dos dedos pela pele macia de sua garganta.
O homem curvou-se ainda mais, o rosto quase tocando no dela, e Harriet prendeu a respiração.
— Não devia? – ele sorriu contra o ouvido dela, e o calor de sua respiração, tão contrastante com o frio de sua pele, a fez estremecer. — Diga-me, senhorita, qual razão a impede de se afastar?
Harriet não respondeu. Não podia. Seus pensamentos estavam confusos, enevoados pelo efeito que ele exercia sobre ela.
— Dê-me — ele sussurrou, a voz saindo quase como um gemido, tão repleta de desejo que Harriet sentiu as pernas vacilarem novamente. — Anseio pelo seu consentimento.
Então, ele pousou os lábios a poucos centímetros da curvatura do pescoço dela. Quando ele suspirou profundamente, ela sentiu o calor de seu ar, misturado com algo mais – uma fome palpável, quase tangível. Por um momento, a máscara controladora dele pareceu escorregar, revelando uma intensidade que a deixou atordoada.
— Para lhe provar... — ele murmurou, a voz rouca, enquanto suas mãos escorregavam pela cintura dela, segurando-a firmemente.
Harriet arqueou levemente o corpo, inclinando-se em direção a ele, como se estivesse sob algum tipo de encantamento. Seu pescoço parecia ansiar pelo toque dele, mesmo que sua mente tentasse gritar um alerta que ela não conseguia ouvir.
— Eu… nem sei seu nome — ela disse, a voz fraca, enquanto olhava para ele com os olhos desfocados. — Como posso confiar em você?
O sorriso que se formou nos lábios do homem era avassalador. Não havia gentileza nele, apenas uma confiança esmagadora e um poder antigo que Harriet mal conseguia compreender.
— Não será o meu nome que lhe trará a confiança desejada, Harriet — ele murmurou, o som de sua voz acariciando o nome dela como se fosse um segredo. — Contudo, se não puder confiar em minhas palavras... — ele fez uma pausa, aproximando os lábios da curva do pescoço dela, onde podia sentir o pulsar frenético de sua artéria. — Escute, ao menos, o que seu corpo lhe diz.
Ele deslizou os lábios pela pele dela, sem morder, apenas provocando, como se estivesse no limite de sua capacidade de controle. Harriet soltou um suspiro involuntário, seus dedos agarrando a camisa dele, como se o equilíbrio que buscava dependesse de segurá-lo firmemente.
E então ele parou, seus olhos ardendo como uma luz carmesim enquanto fitava-a.
— Diga-me, Harriet... — ele se inclinou novamente, o tom agora era um comando delicado. — Deseja que eu pare agora?
Ela tentou encontrar palavras, porém tudo o que conseguiu fazer foi um leve aceno de cabeça, uma rendição silenciosa que fez o sorriso dele se alargar.
O homem se posicionou atrás dela, unindo seus corpos, proporcionando-a automaticamente uma sensação de segurança e familiaridade, como se já tivesse sentido esse abraço anteriormente, ao mesmo tempo em que a mistura de medo e prazer fazia-se presente. Ele segurou-a pela cintura e virou-a novamente, mantendo os rostos a centímetros de distância.
— Confesso que almejava sentir o gosto dos teus lábios… — ele passou o polegar no lábio inferior.
Sem perder tempo, ele finalmente selou os lábios, beijando-a intensamente, soltando vários suspiros ao sentir a maciez da boca dela. Ao aprofundar o beijo, ele introduziu a língua, iniciando uma busca por dominância que ele alcançou rapidamente sem muito esforço. Era incrível como a jovem estava sensível aos toques. Para ela, o toque e o aperto dos dedos tatuados dele eram como chamas que, ao entrarem em contato com seu corpo, acendiam um fogo dentro de si.
— Ainda melhor do que ousara imaginar… — ele terminou o beijo, depositando um selinho no final.
Harriet piscou desconcertada, ainda perdida com aquelas sensações, buscando por um apoio. Ela pressionou o corpo contra a borda da mesa ao mesmo tempo em que o homem iniciou outro beijo ardente, descendo os beijos pelo rosto, pescoço, até alcançar a clavícula e se concentrar ali. Ele levou a mão até o colarinho ósseo coberto pela blusa, deixando um aperto que arrancou um gemido baixo da jovem.
— Permita-me levá-la a outro lugar… — o homem a pegou no colo com uma facilidade incomum, e a jovem deitou-se em seu ombro, fechando os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, eles já estavam adentrando um cômodo com uma cama grande e um armário requintado no canto. Provavelmente pertencia a ele.
O quarto era grande mas ao mesmo tempo tão acolhedor, atraindo a atenção de Harriet, então ele acomodou-a cuidadosamente na cama.
— Então… este é o seu quarto? — o homem assentiu enquanto ela olhava ao redor. — Não combina em nada contigo. — Ela soltou um riso baixinho.
— E qual seria, então, o tipo de quarto que “combina” comigo? — o homem indagou, cruzando os braços. — Um quarto onde as cores escuras dominam e correntes pendem das paredes? Ou será que caveiras tomariam o lugar dos livros nas prateleiras? É assim que me vê? — Harriet riu com a indignação dele.
— Você é engraçado — ela riu fraco.
— E tu és, sem dúvida, bem intrigante — ele pontuou, sentindo um déjà-vu, mas imediatamente afastou os pensamentos.
— Sou, é? — Harriet se levantou e o puxou cuidadosamente até a cama.
— Mm… — sem perder tempo, ela arrastou-o para outro beijo, mas desta vez foi diferente, parecia mais intenso, mais emocional, como se as bocas já se conhecessem há muito tempo.
Vagarosamente, o homem deitou seu corpo sobre o dela, e sua mão, que estava posicionada no rosto de Harriet, desceu até o pescoço e alcançou a clavícula. Sua boca traçou o mesmo caminho, deixando marcas vermelhas na pele macia. Ao descer mais um pouco, ele chegou aos seios cobertos da jovem e, sem muita enrolação, tirou a blusinha e a dispensou em algum canto. Como ela estava sem sutiã, ele observou atentamente os mamilos delicados e, sem se conter, esfregou calmamente seus polegares sobre o biquinho rígido, provocando um gemido sôfrego nela.
Ele aproximou a mão tatuada do seio e o segurou firmemente, admirando como se encaixavam perfeitamente entre os dedos. Em seguida, o homem fechou os lábios sobre o mamilo sensível, rapidamente provocando um gemido alto em Harriet, que instintivamente levou as mãos entre os fios lisos do cabelo dele, apertando-os.
Harriet viu-se desorientada quando o homem começou a maltratar o outro mamilo com a mão livre, sem perceber como suas pernas se afastaram para acomodá-lo no meio delas. Ela apenas se deu conta disso ao sentir o membro duro dele pressionando sua xotinha que estava coberta pela calça.
Sem timidez alguma, ela começou a se esfregar nele, que repetiu os mesmos movimentos, sem interromper o ato de maltratar a pele já vermelha.
— Tão suscetível aos meus toques… — ele afastou a boca para ver como a pele estava, sorrindo satisfeito em admiração como se aquilo fosse a porra de uma obra de arte, o que realmente era.
— Hum… mais… — disse Harriet, perdida entre as sensações.
Ele se afastou lentamente, puxando-a para a ponta da cama, sem enrolar para remover suas vestes e a calça dela.
Harriet percorreu os olhos pelo corpo forte coberto por belas tatuagens e, ao voltar seu olhar para o homem, pôde perceber novamente a mistura de cores azul e vermelho conforme ele a encarava com desejo.
Ele se ajoelhou no chão, colocando o rosto entre as pernas dela, e passou o braço sob as coxas grossas, puxando-a para perto, ficando a centímetros da calcinha que já estava completamente arruinada pelo melzinho.
O homem inspirou profundamente, sentindo o cheiro inebriante dela que estava enlouquecendo-o, necessitando desesperadamente de controle para não acabar extravasando.
Então ele deslizou o dedo entre os lábios, enviando estímulos imediatos para Harriet, que soltou um gemido sôfrego. Ele puxou a calcinha para o lado, podendo finalmente ver a bucetinha toda molhada se contraindo, não resistindo em levar o polegar até o clitóris, iniciando um estímulo que fez as pernas dela se fecharem.
— Abra bem as pernas — ele exigiu, encarando-a fixamente antes de voltar sua atenção para aquele local. — Ou serei forçado a mantê-las no lugar. — Concluiu.
Harriet não pôde negar que se encantou com a ideia de ser amarrada e subjugada por aquele homem. A ideia lhe agradou, e muito.
A mão dele traçou um caminho até a xotinha novamente, observando como estava molhada. Em seguida, levou o dedo médio até a grutinha úmida e introduziu apenas um dígito, depois o dedo inteiro e, por fim, começou a estocar lentamente, ouvindo o barulho molhado que tornava o ambiente mais quente.
Não levou muito tempo para que ele introduzisse mais um dedo, sentindo a cavidade quente apertar em torno deles, na tentativa de expulsá-los. Com satisfação, ele observou as reações da jovem e aproximou o rosto da xotinha, inspirando profundamente, dando um leve sopro que quase a fez fechar as pernas.
Ela não se deu conta do que tinha feito, apenas quando os toques cessaram e seus olhos se abriram, ela então pôde contemplar a figura imóvel do homem em pé à sua vista.
Ela tinha a sensação de que poderia quebrar a qualquer momento, mesmo com os mínimos toques que aquele homem lhe proporcionava. Era como se seu corpo clamasse por ele, pelos seus toques, pelo seu olhar. O olhar. Harriet sentia arrepios ao ser observada. Aqueles olhos se tornaram escuros, exibindo uma fúria que a fez engolir em seco.
O homem a virou na cama, colocando-a de joelhos, o rosto colado nos lençóis macios que a mantinham bem empinada, revelando um pano fino e transparente que cobria uma pequena tatuagem com a escrita ‘bit me’. Ele apenas se afastou, observando a jovem naquela posição.
— Senhor…? — Harriet sentiu sua voz falhar, hesitante, como se um simples som pudesse fazê-lo avançar.
Nada.
Ela sentia o coração martelar forte dentro do peito, como se anunciasse que algo grande estava prestes a acontecer. No entanto, ele apenas continuava ali, observando-a. E ela o encarava, esperando uma reação, mesmo que mínima.
— Eu… — ela tentou novamente, com um único fio de voz.
O homem não respondeu de imediato. Ele simplesmente inclinou a cabeça, analisando-a, tal como um predador que observa sua presa prestes a recuar.
Após apenas milésimos de segundo, ele tomou uma atitude, rodeou a cama até chegar à frente da jovem. Ele se ajoelhou no colchão macio, observando como ela parecia tão sucinta para ele, à espera de qualquer coisa.
Ele levou a mão ao belo rosto dela, tocando o queixo, indicando para que se levantasse. Agora, em posição de quatro, os olhares se conectaram novamente.
— Ma belle poupée… — a voz rouca dele preencheu o ambiente silencioso. — Tu feras tout ce que je te dirai.²
Tão inerte nas palavras dele, ela apenas assentiu.
— Sommes-nous d’accord?³ — ele a questionou, segurando o queixo com mais força.
— Oui Monsieur.⁴ — Harriet respondeu com um fio de voz.
Um sorriso surgiu nos lábios do homem, satisfeito com a resposta.
O homem tatuado levou a mão à fivela do seu cinto, não enrolando para desabotoar a calça e soltar a braguilha. Ele esfregou a mão em seu pau já duro por cima da cueca, observando o olhar faminto da jovem. Então abaixou a peça de roupa, deixando o membro livre, e direcionou para o rosto dela, esfregando-o em sua bochecha, deslizando até os lábios.
Harriet sentia a boca salivar de ansiedade, desejando experimentar o gosto dele. Ele esfregou a glande molhada de pré-gozo sobre os lábios carnudos da jovem, na expectativa de que ela os abrisse. E foi rapidamente atendido.
A língua dela percorreu ao redor da glande, sentindo o gosto azedinho, porém saboroso, que a fenda expelia por toda sua boquinha.
O homem encaixou a glande na cavidade molhada, sentindo a boca dela se fechar em torno do membro duro. Ele esticou a mão até os cachos desfeitos dela, enrolando-os entre os dedos enquanto observava as reações da jovem, a boca toda melada de saliva e pré-gozo, os olhos brilhando com lágrimas, o cabelo todo bagunçado com alguns fios presos em sua testa. Ela parecia a porra de uma obra de arte.
Harriet olhou para o homem ao ouvir um gemido rouco, sentindo seu interior se aquecer ao perceber que estava agradando-o. Sem qualquer paciência, ele deu uma única estocada que a fez engasgar e se afastar rapidamente.
— Não lhe concedi o direito de recuar — os dedos tatuados dele apertaram os fios encaracolados, provocando um pouco de dor. — Quero estes lábios entreabertos, ou terei de fazê-lo à minha maneira.
Ele direcionou o pau novamente para a boca dela, deslizando até a garganta. Ela se esforçou para não engasgar, relaxando a garganta enquanto respirava pelo nariz.
Aos poucos, as estocadas começaram, permitindo que ela se acostumasse antes que ele acelerasse o ritmo, ouvindo os barulhos molhados que aquela ação produzia. Ele tombou a cabeça para trás, aproveitando a sensação da boca quente e carnuda envolvendo seu pau.
Naquele ponto, Harriet sentia sua xotinha pulsar, ansiando por um toque a mais. Ela desceu a mão até lá, começando a esfregar seus dedos no clitóris, realizando movimentos circulares enquanto dava leves reboladas.
Finalmente, o homem voltou seu olhar para a jovem abaixo, observando como ela se dava prazer. Aquilo o enfureceu. Harriet percebeu quando ele se afastou de sua boca e, simultaneamente, um tapa foi desferido em sua bochecha.
— Ah, minha putinha é tão impaciente que sequer consegue manter as mãos afastadas enquanto me chupa — ele puxou os cachos longos para trás, fazendo com que o olhar dela se fixasse nele.
O homem empurrou-a na cama e posicionou-se em cima dela. Ele afastou completamente as pernas, revelando a xotinha toda babada à mostra, observando como o melzinho escorria abundantemente pelo colchão.
Harriet notou como o pau do homem estava totalmente ereto, fazendo com que sua bucetinha ficasse ainda mais molhada. Ele levou as mãos até um dos peitinhos cheinhos e o apertou, sentindo a carne macia escapar entre os dedos, provocando um gemidinho baixo por parte dela.
— Hum… e-eu… — ela sussurrou, perdida no momento.
O homem punhetou o cacete ereto enquanto seus olhos estavam pregados na jovem, observando como estava necessitada. Como ondulava o corpo à procura de contato.
Mais contato dele.
Mais dele.
Mas, ele não cedia.
— O que desejas? — ele se acomodou entre as pernas dela e esfregou a extensão dura e rígida na vulva, contemplando como ela tremia com os toques. Como a buceta liberava mais mel doce, servindo como lubrificante para o pau do homem, que contraía em busca de mais contato, de estar em contato com a carne macia e aquecida.
— Aaaah… — Harriet deixou escapar um longo gemido, a cabeça pendendo para trás enquanto a frustração se acumulava em seu ventre.
— Sei exatamente o que anseias — a voz dele era um sussurro grave, arrastado, um rosnado de posse e certeza. Seus dedos apertaram suavemente a lateral do pescoço dela, não como um aviso, mas como uma exigência silenciosa. — Anseias por sentir-me dentro de ti, não é? — O homem se deitou sobre ela, colando os corpos.
Ela estremeceu, um gemido preso na garganta. A língua passou pelos lábios secos, o desejo fervendo, consumindo, transformando tudo em uma necessidade pura. Harriet tentou mover os quadris, buscando por um contato maior, mas ele segurou seu quadril com força, imobilizando-a com facilidade.
— Por… favor… — ela implorou com um sussurro.
Harriet arfava, seu peito subindo e descendo em expectativa, e os quadris rolando em busca de mais. Suas unhas cravaram no lençol. Ele agarrou seu pênis, alisando a cabeça nos lábios grossos do sexo dela, lambuzando com o líquido.
— Mas antes… — ele se curvou sobre ela, o peito colando no dela, o calor se espalhando entre os corpos. O hálito quente roçou na boca de Harriet, mas ele não a beijou. Não ainda. — Antes, diga-me o que realmente desejas… anseio por ouvir de teus lábios. Quero ouvir-te suplicar. Desta forma, serei bonzinho e te usarei como meu depósito de porra, hm?
A pressão no pescoço aumentou um pouco, obrigando Harriet a manter os olhos fixos nele. Ele desejava ouvi-la, desejava ver sua rendição completa estampada em cada sílaba que escapasse de sua boca.
— O que desejas, Harriet?
O coração ressoava, sua mente estava turva pelo desejo avassalador. No entanto, no meio daquela confusão de sensações, uma certeza era evidente: ela desejava tudo dele. E desejava agora.
Porém, ela não era do tipo que se rendia fácil.
— Pensei que você soubesse o que eu queria, senhor… — a voz dela saiu baixa, um fio de provocação entrecortado pelo prazer. Harriet exibiu um sorriso, os olhos brilhando em desafio. — Contudo, parece que eu estava enganada.
Harriet arqueou os quadris, esfregando-se contra ele, sentindo aquele volume rígido pressionando seu clitóris inchado. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque puro, o atrito perfeito que enviava ondas de prazer por todo o seu corpo.
As mãos dela subiram, percorrendo o próprio torso até alcançar os seios, os dedos apertando a carne macia e brincando com os mamilos sensíveis. O toque fez sua cabeça se inclinar para trás, um gemido mais alto escapando de sua boca enquanto o movimento de seus quadris não parava, moendo contra ele em uma dança lasciva e egocêntrica.
Os dedos do homem apertavam sua cintura com força, um rosnado baixo vibrando em seu peito. O músculo do maxilar travou, e a tensão era evidente na maneira como seus olhos a devoravam no escuro. Ele odiava perder o controle – e Harriet sabia disso.
— Aaaah… ah… — ela apertou novamente os seios, seus quadris trabalhando com mais precisão e força, fazendo com que o homem soltasse um palavrão baixo. Ele estava tenso, o controle se dissipando a cada roçada úmida contra seu pau já sensível, e Harriet podia sentir isso. Ele tinha chegado ao limite.
E ela estava amando cada segundo.
Contudo, no instante seguinte, o homem se moveu. Ele introduziu o pau dentro de Harriet, preenchendo-a completamente. Com um único impulso que a fez gritar, o orgasmo a rasgou sem aviso, uma onda quente e devastadora, fazendo-a arquear as costas, agarrando-se a ele como se ele fosse sua única âncora no mundo.
Ele não parou. Ele continuou se movendo, entrando e saindo, os músculos se contraindo ao senti-la se desfazer ao seu redor – quente, apertada, pulsando sem controle.
Os olhos dela estavam abertos, vidrados, e sua boca entreaberta enquanto o prazer fazia seu corpo tremer em espasmos.
— Tua teimosia te custará caro — ele murmurou, antes de investir nela com o dobro de intensidade. O impacto a fez se afundar no colchão, contorcendo-se, delirando, enquanto seus gritos de prazer e gemidos de pura excitação ecoavam pelo quarto e se espalhavam por toda a residência.
O ritmo continuava frenético, os corpos sincronizados, o calor entre eles tornando o ar quase insuportável para respirar. O prazer era avassalador, e Harriet sentia seu ventre se contrair, um novo orgasmo crescendo dentro dela como um vórtice, sugando tudo ao redor até que nada mais restava além da sensação arrebatadora que a consumia.
Movida pelo instinto, ela tentou alcançá-lo, ansiando pelo contato, mas ele se moveu rapidamente. O homem segurou os pulsos dela e os prendeu contra o colchão, dominando-a com facilidade. Harriet soltou um gemido choroso, um som que misturava frustração e desejo, um apelo silencioso para que ele lhe permitisse tocá-lo.
Os olhos dela estavam marejados, um brilho úmido refletindo a luz amena do quarto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto já ruborizado pelo êxtase. Todo o seu corpo tremia, vulnerável e entregue. Seus seios subiam e desciam com os movimentos intensos, e ele, incapaz de se conter, inclinou-se e abocanhou um deles, sugando vigorosamente antes de mordê-lo, deixando a pele marcada pelo contorno dos seus dentes.
Ela arfou, um gemido alto escapando de seus lábios. O ardor da mordida se fundiu ao prazer insuportavelmente doce que pulsava entre suas pernas. No entanto, ele não parou.
Ele queria marcá-la.
Sua.
Inteira.
Queria que, ao amanhecer, cada centímetro de seu corpo recordasse a intensidade daquela noite.
— Quero… por favor… por favor… — a voz dela era um lamento desesperado, carregado de desejo e necessidade. Seus dedos se flexionam, buscando alcançar qualquer parte dele, qualquer mísero pedaço de pele que possa ser agarrado.
Harriet se contorcia sob ele, puxando as amarras invisíveis que a mantinham subjugada. Precisava tocá-lo. Almejava senti-lo. Necessitava puxá-lo para perto, fundir-se ainda mais a ele.
— Me deixe te tocar… por favor… — a voz da jovem saiu trêmula, um fio suplicante. Seus olhos, brilhantes e úmidos, buscaram os dele, implorando silenciosamente, uma prece muda que se enroscou no peito do homem como uma corrente invisível, atraindo-o ainda mais perto.
Ele a observou por um momento, sentindo o peito subir e descer com a respiração acelerada, notando o poder que exercia sobre ela. Seu controle. Seu domínio. E o quanto ela ansiava por ele.
— Persistirá em desafiar-me, tal como outrora? — sua voz saiu baixa, arrastada, repleta de algo denso e perigoso.
Harriet piscou, perdida entre o torpor do prazer e o significado por trás das palavras dele. Sua mente estava enevoada, incapaz de se agarrar a qualquer pensamento coerente além do desejo insuportável que fazia seu corpo latejar.
— Seguirá respondendo-me com tua teimosia, Harriet? — ele pressionou, seus lábios se curvando em um sorriso carregado de malícia.
Então, ele parou.
O calor do corpo dele ainda a envolvia, o peso delicioso ainda a mantinha presa contra o colchão, contudo, seus movimentos haviam cessado. O vazio imediato a fez arfar, o prazer interrompido se transformando em um tormento insuportável.
— Senhor… — ela choramingou, tentando se mover, buscando qualquer tipo de fricção para aliviar o desespero em sua pele.
No entanto, ele simplesmente a segurou, seus dedos apertando os pulsos ainda presos contra o colchão, mantendo-a exatamente onde ele queria.
A frustração a invadiu. Harriet arqueou as costas, rebolando sob ele, ansiosa para forçá-lo a se mover novamente. Seus quadris se moviam em um ritmo frenético, os olhos oscilando entre o desejo e o desafio.
O homem soltou um suspiro rouco ao notar o corpo dela reagindo daquela maneira. Tão entregue, necessitada, tão à beira do abismo, e ainda assim…
— Tão impaciente… — ele murmurou, seus lábios roçando o ouvido dela. — Entretanto, fiz-lhe uma pergunta, Harriet. E desejo uma resposta tua.
Ela mordeu o lábio com força, tentando conter um gemido de frustração que estava prestes a escapar. Seu corpo tremia sob ele, os músculos tensionados pelo desejo insuportável.
— Eu… — a frase saiu falha, quebradiça. Harriet sentiu as lágrimas de prazer e desespero escorrerem pelo seu rosto.
— Continuará sendo teimosa?
Harriet apertou os olhos com força, sentindo seu peito subir e descer rapidamente, os pulmões lutando para absorver o ar enquanto o prazer e o desespero se fundiam em seu interior. Ela sabia que estava exatamente onde ele desejava – submissa, necessitada, à beira de um abismo do qual somente ele poderia salvá-la. E, naquele momento, não havia nada que ela desejasse mais do que ceder.
— Não… eu… eu prometo que não — a voz dela saiu trêmula, desesperada, um gemido quebrado entre soluços de puro desejo. — Por favor…
O homem não hesitou. Logo após ouvir as palavras que tanto desejava, ele soltou os pulsos dela e voltou a tomá-la com força.
O impacto a fez arfar, o prazer imediato arrancando um gemido alto de sua garganta. Ele se movia com uma intensidade avassaladora, os quadris chocando-se contra os dela, preenchendo-a completamente, cada investida produzindo sons incontroláveis que ressoavam pelo quarto.
No entanto, ele queria mais.
Sem aviso, ele deslizou as mãos pelo corpo de Harriet e virou-a de costas, puxando-a para que ficasse na posição de quatro. A jovem mal teve tempo para assimilar antes que ele voltasse a tomá-la, dessa vez de maneira ainda mais profunda e intensa, cada estocada enviando ondas de prazer diretamente para o ventre.
A nova posição fez com que ela soltasse um suspiro, seu corpo tremendo enquanto se ajustava à invasão deliciosa. As mãos do homem agarraram fortemente a cintura dela, puxando-a para perto dele. Cada investida era acompanhada pelo som de peles se chocando, as bolas dele colidindo contra as nádegas dela, provocando uma fricção esmagadora, fazendo-a se contorcer.
Harriet gritou, a sensação era insuportavelmente boa, queimando internamente, deixando-a totalmente à mercê dele. Seu corpo estava tão sensível, tão à beira do limite, que cada movimento a empurrava ainda mais fundo naquele prazer insano.
E ele percebeu.
— Gosta disto, não é? — ele murmurou, a voz rouca e cheia de malícia, os dedos apertando ainda mais a cintura dela enquanto intensificava o ritmo.
Harriet apenas gemeu em resposta, a voz falhando, incapaz de formular qualquer frase. Sua mente estava em branco, todo o corpo imerso no prazer crescente, cada célula pulsando com a intensidade do momento.
Ele agarrou os pulsos de Harriet e puxou-a para trás, imobilizando-a completamente. O gesto a fez arquear as costas, deixando seu corpo ainda mais exposto a ele, tornando-a ainda mais vulnerável – e isso intensificou sua excitação.
E então, aconteceu.
O orgasmo a atingiu como uma explosão, rasgando-a profundamente, arrancando dela um grito tão alto que preencheu o quarto, atravessou as paredes e tomou conta da propriedade isolada. Seu corpo contraiu-se violentamente, os músculos pulsando em espasmos incontroláveis enquanto ela se desfazia ao redor dele, seu prazer inundando os lençóis.
O homem soltou um gemido rouco ao sentir o aperto irresistível ao seu redor, o prazer expandindo dentro dele sem controle. Ele segurou firmemente os quadris dela, enterrando-se uma última vez antes de se derramar, seu corpo inteiro estremecendo quando longos jatos quentes de porra a preencheram.
Harriet gemeu, sentindo cada contração e cada pulsação do corpo dele dentro do seu, o calor do prazer espalhando-se pelo seu ventre. Seus olhos reviraram para trás e seu corpo ainda tremia, sugando todo o gozo do homem.
Incapaz de conter a sede, a gengiva dele começou a incomodar ao sentir o cheiro daquele belo pescoço, rente aos seus lábios. Sua pupila dilatou, o azul profundo dos olhos mudou para um vermelho brilhante – perigoso, sedento. A fome se intensificou, e antes que pudesse se afastar, ele olhou para a clavícula dela, observando as veias suculentas que transportavam aquele líquido vermelho pelo corpo.
Os caninos cravaram o belo pescoço, sugando o líquido espesso, sentindo o gosto adocicado no paladar do homem. Os apertos na cintura da jovem aumentaram, como se ele precisasse prendê-la a si mesmo.
Harriet soltou um grito prolongado, uma dor invadiu seu corpo, mas rapidamente se converteu em um nível extremo de dopamina que ela nunca tinha sequer experimentado. Aquilo provocou um tremor violento por todo o seu corpo, mas em poucos segundos, de forma mágica, ela relaxou. Sua mente se perdeu no mais profundo limbo. Ela sentiu seus olhos pesados e, sem muito esforço, fechou-os, entregando-se à escuridão.
🩸
Os olhos de Harriet se abriram lentamente, completamente desorientados, tentando focar a visão embaçada em algum ponto e recordar-se de onde estava. Vagarosamente, ela apoiou o cotovelo no colchão, buscando um apoio para se acomodar. Sentia seu corpo fraco, como se ainda precisasse descansar.
Ela olhou em volta e percebeu que ainda era noite, o relógio na mesinha ao lado indicava que eram 4h da madrugada.
— Vejo que, enfim, está desperta, senhorita — a cabeça dela girou rapidamente em direção à voz rouca, identificando aquele homem parado na janela – totalmente nu – com um meio cigarro entre os dedos tatuados.
— O que… aconteceu? — a pergunta de Harriet foi tão baixa que seria quase impossível de ouvir.
— Ah, tu desmaiaste, meu bem — ele deu uma tragada, soltando a fumaça pela boca.
As lembranças de algumas horas retornaram à mente de Harriet. Seu corpo e mente totalmente entregues a ele, as provocações, a aura totalmente dominante – o forte orgasmo e a dor…
A mão dela subiu ligeiramente até a clavícula, mais especificamente até a curva do pescoço, e tocou. Ao sentir algo gélido em seus dedos, ela levou-os até a altura dos olhos e viu suas digitais manchadas por um tom de vermelho escuro. Harriet levantou-se apressadamente da cama, dirigindo-se a um espelho localizado no canto do quarto, onde observou dois cortes que pareciam furos na pele, já quase arroxeados.
— O que…? — ela se perguntou baixinho para si mesma, notando o sangue seco.
— Está ciente da história deste lugar, Harriet? — ele indagou com uma voz curiosa. — Como o povo local se vê aterrorizado por uma presença que espreita na escuridão, à espera de sua próxima vítima…
— Sim, é por isso que estou aqui… — ela sentiu o medo se instalar em sua espinha por não entender o que ele queria alcançar com essa conversa.
— Penso que deverias ouvir mais os conselhos de uma mulher mais velha, pois são bem sábias.
Como ele sabia?
— Como…? — a voz dela saiu trêmula, apesar de tentar manter a neutralidade.
— Minha querida, Blodros — a voz firme do homem invadiu o cômodo, provocando um tremor na jovem. Ele tinha esse efeito sobre ela. — Estou sempre à frente…
O coração de Harriet batia fortemente dentro do peito, enquanto seu semblante refletia o medo e a tensão.
— Algum dia, já contaram-te sobre vampiros, minha cara, Harriet? — ele segurou o cigarro entre os dedos.
— Sim... — Harriet mordeu o lábio inferior. — Afinal, sou jornalista investigativa.
— Isto me agrada, pois ficaria encantado em me apresentar como se deve... — e aquela aura autoritária dele retornou. — Sou Louis Tomlinson, um dos primeiros vampiros que a humanidade conheceu. — Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. — E, para muitos, sou o Monstro da Noite.
Se você chegou aqui, muito obrigada por ter lido. Essa one foi muito difícil de se escrever, passei por muitos bloqueios criativos mas finalmente te consegui terminar. Se quiserem mandar alguma crítica construtiva ou alguma ideia de plot, podem me chamar❤️
Beijinhos, até a próxima one💫
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Boa leitura!
Em meados de 1928, mais precisamente em dezembro, uma época em que o frio congelava até os dedos dos pés, fortes ventos ameaçavam uma pequena cidade no interior de Londres. As pessoas eram vistas fazendo compras de decorações e presentes, organizando-se para celebrar o Natal; as crianças corriam e brincavam no parque ao lado. Cada um ocupando-se de si.
No entanto, em um local escuro, no ponto alto da cidade, havia uma presença que observava a movimentação das pessoas, à procura de sua próxima vítima. Olhando minuciosamente, ele notou uma mulher distraída no celular, usando fones de ouvido. A poucos metros atrás dela, um homem movia-se estranhamente veloz, vestindo um moletom preto com capuz que cobria boa parte do seu rosto, olhando para os lados, certificando-se de que estavam sozinhos.
À medida que o homem se aproximava da mulher, a silhueta escura movia-se rapidamente pelas sombras, de forma que quem olhasse não seria capaz de acompanhá-lo. O homem acelerou os passos, retirou um lenço do bolso e o segurou, voltando seus olhos mais uma vez ao redor, confirmando se não havia ninguém nas proximidades.
Quando estava prestes a executar seu plano, algo o puxou para cima com uma força inexplicável, rapidamente impedindo-o de gritar quando sentiu sua boca ser bloqueada por uma mão grande e pesada. Ele tentou descobrir quem estava o prendendo pela gola, mas, devido à escuridão da noite, sua visão era inferior e isso o deixou aterrorizado.
— P-por favor, deixe-me ir… — o homem implorou. — Juro que nada direi a outra pessoa!
— Tsc, tsc. Realmente pensas que sou ignorante a ponto de não saber o que estava tramando? — indagou uma voz rouca. — Perseguindo a jovem, e agora implorando por misericórdia?
O dono da voz caminhou até uma fonte de luz e, finalmente, revelou seu rosto. No entanto, algo chamou a atenção do bandido, intrigando-o e apavorando-o ainda mais: os olhos vermelhos intensos que o encaravam como se ele fosse uma presa – talvez realmente fosse. A criatura abriu a boca e os caninos pontiagudos emergiram.
O bandido congelou por inteiro, aterrorizado, murmurou repetidos pedidos de piedade e garantiu que não voltaria a se meter com ninguém.
— Sabemos que isto não passa de uma mentira — a criatura zombou. — E permita-me ser franco: não tenho piedade por canalhas, mas a fome que sinto é imensa.
O semblante da criatura tornou-se animalesco e seus dentes afiaram-se, enquanto proferia a seguinte frase:
— Bon appétit — e cravou os dentes na jugular do homem.
🩸
— Você acredita que conseguirá fazer isso? — Niall questionou durante a ligação.
— Sim, sem dúvida! Tenha mais fé em mim, Nialler — Harriet afirmou em falsa descrença.
Harriet sabia desde a infância que seria jornalista ou algo do gênero. Sua mãe sempre a incentivou a perseguir seus sonhos, e após muitos anos esforçando-se e obtendo boas notas na escola, ela conseguiu ingressar em uma faculdade prestigiada. Entre tantas dificuldades e horas sem dormir, ela finalmente se graduou. E atualmente, aos 24 anos, trabalhava em uma emissora como jornalista investigativa, apresentando seu próprio programa em horário nobre.
Isso nos conduz a este momento em que Harriet conversava com seu colega de trabalho e melhor amigo, Niall. Ambos se conheceram quando ela estava na sala de espera da emissora, à espera de ser chamada para uma entrevista, e por coincidência, ele também estava aguardando para ser entrevistado. Durante o período de aguardo, começaram a trocar ideias e perceberam que compartilhavam muitos interesses em comum. Trocaram números de telefone e continuaram a conversar diariamente, comemorando juntos quando receberam um e-mail informando que haviam sido contratados.
— Não é que eu não confie em você, mas é que sei lá… — disse Niall, em tom de indecisão. — E se essa história for verídica? Não confio que você vá para uma cidade desconhecida à procura de uma pessoa, ou o que quer que seja isso, sozinha.
— É uma pena que você não poderá ir comigo, mas relaxe, Nini. Eu o avisarei a cada passo que der.
— Mesmo assim, ainda me preocupo.
Harriet não poderia mentir que estava tranquila ao ter que viajar sem seu melhor amigo. Em um determinado dia, Lauren, sua chefe, a chamou ao seu escritório para informar que ela precisaria deslocar-se até uma pequena cidade por aproximadamente uma semana, pois naquela pacata cidadezinha existia uma lenda que os moradores contavam. Como era de se esperar, existiam várias versões. Alguns dizem ser uma criatura que aterrorizava todos, outros diziam ser um homem misterioso, mas nunca houve vestígios de suas características.
Enquanto discutiam sobre a viagem, ela organizava suas malas, dispondo o que era mais importante para os dias que visitaria, priorizando agasalhos, meias e botas, pois havia a possibilidade de nevar.
Ao terminar de arrumar a mala, ela verificou se não havia esquecido de nada e, ao confirmar que não, fechou a mala com grande facilidade e rapidez.
Harriet partiria para o aeroporto às 9h do dia seguinte, sentindo-se extremamente ansiosa, não entendendo se era por estar viajando sozinha ou por seu lado investigativo, ansiando por desvendar mais uma história. Apesar desse sentimento, ela seguiu sua noite como podia, pediu comida e assistiu um filme, permitindo que o tempo avançasse. Ao verificar o relógio, já passava das 23h. Revisou sua bolsa, certificando-se de que possuía seus documentos e passaporte. Pouco tempo depois, ela estava deitada em sua cama, preparando-se para dormir, e aproveitou para carregar seu celular, apagando o abajur durante o processo.
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Harriet olhava constantemente para seu relógio, verificando o horário ansiosamente à medida que os minutos passavam, suas cutículas que o digam. Ela aguardava a chegada do jato da empresa, o que não demorou muito, até que um dos funcionários a conduziu até a área de embarque. Alguns minutos depois, ela já estava a bordo, enviando mensagens para sua mãe, Niall e sua chefe, enquanto esperava a decolagem do jato, e quando o fez, Harriet soltou o ar que nem sabia que estava segurando.
A aeronave aterrissou às 13h e, ao calcular o tempo necessário para ela descer do jato, pegar suas malas e se encontrar com o motorista designado para conduzi-la até o hotel, levou em média uma hora, com alguns minutos de espera para efetuar o check-in.
Quando finalmente chegou ao seu quarto, ela soltou um suspiro exausto, atirando-se na cama, sentindo suas costas e pés latejarem. Harriet agarrou seu celular e comunicou a todos que já estava no hotel, devolvendo-o à sua mesinha de cabeceira, decidindo tirar um cochilo antes de iniciar o trabalho.
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Ao acordar, não demorou para se levantar, dirigindo-se ao banheiro para realizar todas as suas necessidades básicas, aproveitando para tomar um banho. Ao sair do banheiro, ela foi até a sua mala e pegou roupas quentes para vestir, não se esquecendo da bota e do gorro. Harriet agarrou sua bolsa, seu bloco de notas e caneta, saindo do hotel para buscar mais detalhes sobre a tal criatura misteriosa.
Caminhando pela cidade, ela admirava como era movimentada e bem iluminada. As pessoas a olhavam com um ar de curiosidade e algumas até a cumprimentavam, dando a ela a oportunidade de obter informações sobre a lenda. Após muita discussão, ela descobriu que a coisa só atacava à noite e, surpreendentemente, os indivíduos que desapareciam eram assassinos, ladrões, todos com antecedentes criminais. Tudo isso já era do seu conhecimento, mas o que a deixou intrigada foi uma senhora que comentou sobre uma mansão luxuosa um pouco afastada da cidade, habitada por um homem bem-sucedido. Não se sabia o que ele fazia ou como seu rosto se parecia. No entanto, ela não era tola e pediu imediatamente o endereço do local, porém foi alertada pela idosa para ter cautela.
— Sabe… desde pequena eu ouço a respeito da lenda da criatura que ataca à noite, mas nunca tive a coragem de me aproximar daquele local — a idosa aparentava estar amedrontada. — Por isso, peço encarecidamente que não vá à noite e tome muito cuidado com o Monstro da Noite.
Mesmo sem entender direito, ela concordou silenciosamente e agradeceu à senhora que apenas acenou e se afastou lentamente. Harriet achou incomum a mudança de humor da idosa, mas optou por ignorá-la por enquanto, decidindo alugar um carro para as semanas que passaria ali. Pouco tempo depois, ela deixou a locadora de veículos e se dirigiu até a mansão mencionada anteriormente.
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Quando chegou ao local, ela observou a grande mansão de madeira escura, coberta por algumas árvores, proporcionando um ar misterioso. A construção aparentava ser antiga, porém bem preservada, com as gramas aparadas e uma fonte de água localizada na entrada da propriedade. Harriet deixou o carro, admirando cada canto do lugar enquanto dava passos lentos em direção ao grande portão de ferro, que curiosamente estava entreaberto. Como uma boa investigadora, ela se esgueirou entre as brechas, caminhando suavemente pela grama macia até alcançar a larga porta. Ela deu algumas batidinhas com os nós dos dedos na madeira, esperando que alguém aparecesse, o que não aconteceu após alguns minutos.
Ela estava pronta para buscar uma saída lateral, mas ao se distanciar da porta, de repente a estrutura de madeira se abriu, revelando um elegante hall de entrada, porém vazio. Harriet estava entre uma briga interna se deveria entrar ou não; no entanto, não pôde voltar atrás quando seu pé a traiu, atravessando a soleira da porta.
— Er… Olá? — ela proferiu, ouvindo o eco de sua voz e o barulho estalado que seus pés produziam ao caminhar pelos pisos de madeira. Ao olhar para os lados, notou os cômodos vazios e várias perguntas martelavam em sua mente: quem foi que abriu a porta para ela? Se alguém deixou o local, por que ele deixaria a porta destrancada? Deveria haver seguranças ali.
A cada passo que ela dava, um calafrio percorria sua espinha e uma sensação de estar sendo observada a fez inclinar a cabeça rapidamente em busca de alguém. Ela parou diante de uma grande porta e girou a maçaneta, revelando uma abertura, observando o interior da sala.
— Uau… — foi tudo o que conseguiu dizer, boquiaberta com o cenário daquela sala. Era um cômodo extenso, pouco iluminado, exceto pelo sol refletido pelas janelas, com enormes prateleiras que atingiam o teto, repletas de diferentes cores e tamanhos.
Perambulando pela sala, ela deslizava o dedo indicador pelas lombadas dos livros, até que avistou um em particular que despertou seu interesse. Harriet o tirou do lugar, observando sua capa. Tratava-se de um ‘livro’ de coloração verde, capa dura, sem título ou imagem visível, que mais se assemelhava a um caderno.
Ela depositou o ‘livro’ sobre a mesa e arrastou a cadeira para mais perto do móvel, acomodando-se em seguida. Soltou um suspiro profundo ao abrir o ‘livro’ e confirmou que de fato não possuía um título. Aquilo pareceu-lhe incomum, mas tirou as conclusões quando percebeu que se tratava de um diário.
Enquanto folheava o diário, ela descobriu que pertencia a um homem chamado Louis Tomlinson, nascido em 24 de dezembro de 1902, portanto, 26 anos a partir da data da última página do caderno.
Ela parou para raciocinar após atingir a metade do diário, sentindo-se muito curiosa e confusa ao mesmo tempo com o desenrolar da história.
Ao olhar para a janela, assustou-se ao ver que estava totalmente escuro lá fora. Ela pôs o diário em sua bolsa e caminhou pela casa, verificando novamente se estava completamente sozinha, pois ainda sentia como se estivesse sendo vigiada.
Ao chegar até a porta de entrada, Harriet ouviu ao fundo o barulho de algo se chocando contra o chão. Sentiu um arrepio na espinha, não se atrevendo a dar um passo sequer, pois sabia que os ruídos vinham da biblioteca. A única coisa que pôde fazer foi olhar em direção ao cômodo e notar uma sombra escura parada entre o batente da porta.
Como uma boa curiosa, ela resolveu investigar a origem do ruído, não sem antes ligar a lanterna que estava na bolsa. Em passos lentos, ela voltou novamente à biblioteca, examinando minuciosamente cada recanto do cômodo, terminando por não encontrar nada. No entanto, ao se aproximar da porta, um ruído se fez presente outra vez no local e, rapidamente, guiou a luz na direção do som, suspirando aliviada ao perceber que era um dos enfeites que havia caído de uma das estantes.
— Ufa! Pensei que fosse o Monstro da Noite, mas é apenas um brinquedo — Harriet pegou o objeto em sua mão e recolocou-o no lugar.
Ao virar-se para deixar a biblioteca, a luz da sua lanterna revelou a silhueta de um homem parado no batente da porta, assustando-a profundamente.
— Tua mãe nunca lhe advertiu sobre se meter onde não é chamada? — a voz rouca e grave cortou o silêncio como uma lâmina.
Harriet levou a mão ao peito, tentando estabilizar a respiração acelerada.
— E a sua nunca lhe disse para não assustar as pessoas desse modo? — ela retrucou, esforçando-se para manter a compostura.
A figura avançou lentamente pelo cômodo, os passos ecoando no piso de madeira, cada som mais opressivo que o anterior.
— O que traz uma bela jovem à minha propriedade? — indagou com frieza, arqueando uma sobrancelha. — Esta área não é aberta a visitas.
— Em minha defesa, eu bati na porta e ninguém respondeu. Quando estava prestes a ir embora, a porta simplesmente… abriu — Harriet deu um sorriso cínico, apesar do suor frio em sua nuca.
— E, ainda assim, ousou entrar? — ele rebateu, inclinando levemente a cabeça, estudando-a como um predador prestes a atacar.
— Sou jornalista. Curiosidade é parte do meu trabalho… ou da minha natureza. No fim, acho que foi a combinação dos dois — Harriet deu de ombros, tentando ignorar o desconforto crescente com sua proximidade, bem como o peso daquele olhar que parecia queimar sua pele de fora para dentro. Ele estava a pelo menos dez passos de distância quando ela o viu pela última vez, parado como uma estátua em meio à penumbra. Mas algo nela a impulsionava a encará-lo, mesmo contra o próprio instinto.
Com um movimento lento, virou apenas a cabeça e seus olhos se prenderam ao rosto dele, examinando cada detalhe como se buscasse decifrá-lo. E foi então que notou algo estranho – um brilho vermelho. Sutil, perigoso, dançando em suas íris azuis como uma faísca prestes a incendiar.
Harriet piscou, o coração martelando em seus ouvidos.
Eu vi aquilo... ou foi apenas coisa da minha cabeça?
No entanto, a dúvida se desfez em um instante, quando ela voltou a olhá-lo por completo e se deparou com algo que fez seu estômago despencar. O homem encontrava-se agora perigosamente próximo, a apenas três passos dela. Não havia som de movimento, nem sombra que denunciasse como ele havia cruzado a distância entre eles tão rapidamente. Ele estava simplesmente ali, como se tivesse se materializado.
A aproximação era esmagadora. O ar ao redor dele aparentava ser mais denso, quase tangível, carregado de uma energia que fazia os pelos da nuca dela se arrepiarem. Harriet sentiu seu coração vacilar por um momento, porém, ao invés de se afastar, ergueu o queixo, mantendo o olhar fixo nele.
— Curiosa e destemida... — o homem murmurou, exibindo um sorriso que era tudo menos reconfortante. Sua voz possuía um peso hipnótico, como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente esculpida para prender sua atenção. — Ou seria apenas teimosia?
— Diria que é determinação — Harriet respondeu, apertando a ponta da lanterna com a mão enquanto sua mente lutava para decifrar o homem à sua frente. — Talvez você não esteja acostumado a isso, mas eu não sou facilmente intimidada.
Ele avançou devagar, quase arrastado, as mãos nos dois bolsos de sua calça social, como se saboreasse o desconforto que provocava.
— A coragem pode ser tão perigosa quanto a ignorância, minha cara jornalista — falou o homem, as palavras pingando como veneno. — E aqueles que se inclinam demais sobre o abismo correm o risco de serem consumidos por ele.
Harriet sentiu o peso de sua presença intensificar-se. A distância entre eles parecia se estreitar ainda mais, apesar de ele não ter se movido.
— Então, devo presumir que você é o fogo? — ela retrucou, esforçando-se para não deixar sua voz tremer.
Ele inclinou levemente a cabeça, como se analisasse a pergunta, seus olhos cintilando com algo que ela não conseguia identificar.
Poder? Divertimento? Fome?
— Talvez eu seja a faísca... — murmurou o homem, sua voz tão baixa que parecia fundir-se ao ambiente. — Ou, quem sabe, algo muito pior. Deixo-lhe a sorte de descobrir.
Harriet não recuou, mesmo quando ele avançou mais um passo. Agora estavam tão próximos que apenas três passos dela seriam suficientes para que seus corpos se tocassem. A curiosidade pulsava em suas veias, superando qualquer temor. Ainda assim, era impossível ignorar a sensação de estar à beira de algo maior e mais ameaçador do que poderia compreender.
A racionalidade parecia ter abandonado Harriet naquele momento. Ao invés de se afastar, como seria prudente, duas vozes se opunham em sua mente: uma implorava para ouvir o que a velha mulher havia lhe dito, enquanto a outra insistia para que se aproximasse ainda mais, até que não restasse mais espaço entre ela e aquele homem.
Era intrigante como ele, um completo estranho, despertava nela algo tão visceral e intenso. Nem mesmo nos primeiros encontros com seus ex-parceiros sentiu tal curiosidade ou atração imediata.
— Se está tentando me assustar, sinto lhe dizer, mas você terá que se esforçar mais — Harriet provocou, mesmo que a adrenalina percorresse seu corpo como um aviso.
O sorriso do homem cresceu, revelando dentes impecáveis, porém algo nele era predatório.
— Não preciso assustá-la, Harriet... — ele disse, a voz como um sussurro mortal. — O que reside em ti já cumpre este papel por mim.
Ela sentiu o peso de suas palavras como uma bofetada. Ele sabia. Sabia que ela estava em conflito entre a racionalidade e o instinto, entre o desejo de fugir e a atração inexplicável que a mantinha aprisionada ali como nunca antes.
Harriet foi a primeira a se mover, a sensação esmagadora pressionando seu peito, sua consciência deixando-a surda por um instante. Por fim, suas botas ressoaram pelo chão como um aviso silencioso, ela parecia curiosa ao explorar mais o local.
O perfume do sangue de Harriet atingiu o homem como um golpe inesperado. Era um aroma singular, impossível de ser descrito por palavras mortais – uma mistura de doce e selvagem, pulsando com a energia vital que ele há muito tempo deixara para trás. Aquele aroma o envolvia, invadia sua mente como uma melodia hipnótica que insistia em tocá-lo em áreas que ele acreditava estarem esquecidas para sempre.
Ele observou enquanto ela caminhava pelo cômodo, cada movimento dela parecia intensificar aquele perfume, deixando-o ainda mais inebriado. Seus olhos fixaram-se na delicada curva do pescoço, onde a pulsação dela chamava sua atenção como um farol na vasta escuridão.
A mandíbula dele se contraiu, os caninos pressionando suavemente sua língua enquanto ele tentava controlar o desejo crescente de reivindicar o que o instinto indicava ser seu.
— Interessante — disse Harriet, sua voz firme, mas a ligeira hesitação na última sílaba não passou despercebida. Ela se inclinou parcialmente para ele, a postura tentando transmitir confiança. — Saber que, se esta residência não fosse cercada por mistérios e lendas sobre... seres que dizem não existir, poderia ser facilmente habitada.
O homem riu baixinho, o som reverberando como um trovão contido. Ele deu um passo à frente, e a maneira como sua silhueta parecia crescer na obscuridade fez o coração de Harriet bater mais rápido – ele podia ouvir, claro como um tambor em meio ao silêncio.
— Francamente, senhorita... — a voz dele era como um sussurro que parecia ecoar por todas as direções. — Quem, em perfeito discernimento, desejaria residir em um lar “amaldiçoado” como este?
Harriet virou-se para encará-lo de frente, os olhos desafiando o brilho inumano nos dele. No entanto, ela ainda sentiu a tensão no ar, como se o espaço ao seu redor estivesse sendo moldado pela vontade dele.
— Eu — a palavra saiu firme, mas o coração dela falhou uma batida, e o homem exibiu um sorriso, satisfeito.
Harriet mal teve tempo para reagir quando o homem se aproximou. Em um instante, ele estava diante dela, tão perto que o espaço entre eles parecia inexistente. A presença dele envolvia-a como uma sombra viva, e o frio sobrenatural que emanava de sua pele parecia cortar o ar quente do ambiente.
Harriet viu-se com as pernas fraquejando, mas não conseguiu se afastar. Seus olhos estavam presos nos dele – profundos, ardentes, difíceis de decifrar. Quando ele ergueu a mão, seus dedos longos e elegantes deslizaram pelos cachos recém-formados dela. Harriet sentiu seu corpo inteiro reagir, um arrepio queimando sua espinha.
— Já lhe disseram, minha bela Blodros¹, o quão encantadora és? — a voz do homem soou suave, quase como um sussurro, porém carregada de algo visceral que fazia cada palavra vibrar no ar.
Ele inclinou a cabeça, seus olhos traçando o contorno do rosto dela antes de se dirigirem ao pescoço exposto. A pele dela parecia resplandecer sob a luz suave, convidativa. Seus olhos fixaram-se na delicada clavícula que escapava da blusa sem alças. Ele sorriu, mas não era um sorriso afável, havia algo predatório naquele gesto, algo que fez Harriet corar violentamente.
Ela tentou se recompor, desviando o olhar, mas sua voz saiu hesitante, trêmula.
— Você… não está necessariamente preocupado por eu ter entrado aqui? — ela perguntou, sem ter clareza sobre o que queria ouvir. Parte dela tinha consciência de que deveria estar receosa, mas o magnetismo dele desarmou-a completamente.
O homem soltou um riso baixinho, um som profundo e rico que parecia vibrar dentro dela.
— De modo algum — ele se curvou, a ponta dos dedos agora traçando uma linha lenta e quase torturante do braço dela até o ombro. Parecia um toque sutil. — Há algo muito mais… fascinante, que clama pela minha atenção, não achas?
O toque dele era suave, mas devastador. A pele de Harriet parecia arder sob a pressão dos dedos dele, e cada centímetro que ele percorria provocava um rastro de arrepios. Quando os dedos do homem finalmente tocaram a curva de seu pescoço, ela não conseguiu evitar fechar os olhos por um instante, absorta naquela sensação intoxicante.
— Você não devia... — ela tentou falar, mas a voz morreu quando ele deslizou as pontas dos dedos pela pele macia de sua garganta.
O homem curvou-se ainda mais, o rosto quase tocando no dela, e Harriet prendeu a respiração.
— Não devia? – ele sorriu contra o ouvido dela, e o calor de sua respiração, tão contrastante com o frio de sua pele, a fez estremecer. — Diga-me, senhorita, qual razão a impede de se afastar?
Harriet não respondeu. Não podia. Seus pensamentos estavam confusos, enevoados pelo efeito que ele exercia sobre ela.
— Dê-me — ele sussurrou, a voz saindo quase como um gemido, tão repleta de desejo que Harriet sentiu as pernas vacilarem novamente. — Anseio pelo seu consentimento.
Então, ele pousou os lábios a poucos centímetros da curvatura do pescoço dela. Quando ele suspirou profundamente, ela sentiu o calor de seu ar, misturado com algo mais – uma fome palpável, quase tangível. Por um momento, a máscara controladora dele pareceu escorregar, revelando uma intensidade que a deixou atordoada.
— Para lhe provar... — ele murmurou, a voz rouca, enquanto suas mãos escorregavam pela cintura dela, segurando-a firmemente.
Harriet arqueou levemente o corpo, inclinando-se em direção a ele, como se estivesse sob algum tipo de encantamento. Seu pescoço parecia ansiar pelo toque dele, mesmo que sua mente tentasse gritar um alerta que ela não conseguia ouvir.
— Eu… nem sei seu nome — ela disse, a voz fraca, enquanto olhava para ele com os olhos desfocados. — Como posso confiar em você?
O sorriso que se formou nos lábios do homem era avassalador. Não havia gentileza nele, apenas uma confiança esmagadora e um poder antigo que Harriet mal conseguia compreender.
— Não será o meu nome que lhe trará a confiança desejada, Harriet — ele murmurou, o som de sua voz acariciando o nome dela como se fosse um segredo. — Contudo, se não puder confiar em minhas palavras... — ele fez uma pausa, aproximando os lábios da curva do pescoço dela, onde podia sentir o pulsar frenético de sua artéria. — Escute, ao menos, o que seu corpo lhe diz.
Ele deslizou os lábios pela pele dela, sem morder, apenas provocando, como se estivesse no limite de sua capacidade de controle. Harriet soltou um suspiro involuntário, seus dedos agarrando a camisa dele, como se o equilíbrio que buscava dependesse de segurá-lo firmemente.
E então ele parou, seus olhos ardendo como uma luz carmesim enquanto fitava-a.
— Diga-me, Harriet... — ele se inclinou novamente, o tom agora era um comando delicado. — Deseja que eu pare agora?
Ela tentou encontrar palavras, porém tudo o que conseguiu fazer foi um leve aceno de cabeça, uma rendição silenciosa que fez o sorriso dele se alargar.
O homem se posicionou atrás dela, unindo seus corpos, proporcionando-a automaticamente uma sensação de segurança e familiaridade, como se já tivesse sentido esse abraço anteriormente, ao mesmo tempo em que a mistura de medo e prazer fazia-se presente. Ele segurou-a pela cintura e virou-a novamente, mantendo os rostos a centímetros de distância.
— Confesso que almejava sentir o gosto dos teus lábios… — ele passou o polegar no lábio inferior.
Sem perder tempo, ele finalmente selou os lábios, beijando-a intensamente, soltando vários suspiros ao sentir a maciez da boca dela. Ao aprofundar o beijo, ele introduziu a língua, iniciando uma busca por dominância que ele alcançou rapidamente sem muito esforço. Era incrível como a jovem estava sensível aos toques. Para ela, o toque e o aperto dos dedos tatuados dele eram como chamas que, ao entrarem em contato com seu corpo, acendiam um fogo dentro de si.
— Ainda melhor do que ousara imaginar… — ele terminou o beijo, depositando um selinho no final.
Harriet piscou desconcertada, ainda perdida com aquelas sensações, buscando por um apoio. Ela pressionou o corpo contra a borda da mesa ao mesmo tempo em que o homem iniciou outro beijo ardente, descendo os beijos pelo rosto, pescoço, até alcançar a clavícula e se concentrar ali. Ele levou a mão até o colarinho ósseo coberto pela blusa, deixando um aperto que arrancou um gemido baixo da jovem.
— Permita-me levá-la a outro lugar… — o homem a pegou no colo com uma facilidade incomum, e a jovem deitou-se em seu ombro, fechando os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, eles já estavam adentrando um cômodo com uma cama grande e um armário requintado no canto. Provavelmente pertencia a ele.
O quarto era grande mas ao mesmo tempo tão acolhedor, atraindo a atenção de Harriet, então ele acomodou-a cuidadosamente na cama.
— Então… este é o seu quarto? — o homem assentiu enquanto ela olhava ao redor. — Não combina em nada contigo. — Ela soltou um riso baixinho.
— E qual seria, então, o tipo de quarto que “combina” comigo? — o homem indagou, cruzando os braços. — Um quarto onde as cores escuras dominam e correntes pendem das paredes? Ou será que caveiras tomariam o lugar dos livros nas prateleiras? É assim que me vê? — Harriet riu com a indignação dele.
— Você é engraçado — ela riu fraco.
— E tu és, sem dúvida, bem intrigante — ele pontuou, sentindo um déjà-vu, mas imediatamente afastou os pensamentos.
— Sou, é? — Harriet se levantou e o puxou cuidadosamente até a cama.
— Mm… — sem perder tempo, ela arrastou-o para outro beijo, mas desta vez foi diferente, parecia mais intenso, mais emocional, como se as bocas já se conhecessem há muito tempo.
Vagarosamente, o homem deitou seu corpo sobre o dela, e sua mão, que estava posicionada no rosto de Harriet, desceu até o pescoço e alcançou a clavícula. Sua boca traçou o mesmo caminho, deixando marcas vermelhas na pele macia. Ao descer mais um pouco, ele chegou aos seios cobertos da jovem e, sem muita enrolação, tirou a blusinha e a dispensou em algum canto. Como ela estava sem sutiã, ele observou atentamente os mamilos delicados e, sem se conter, esfregou calmamente seus polegares sobre o biquinho rígido, provocando um gemido sôfrego nela.
Ele aproximou a mão tatuada do seio e o segurou firmemente, admirando como se encaixavam perfeitamente entre os dedos. Em seguida, o homem fechou os lábios sobre o mamilo sensível, rapidamente provocando um gemido alto em Harriet, que instintivamente levou as mãos entre os fios lisos do cabelo dele, apertando-os.
Harriet viu-se desorientada quando o homem começou a maltratar o outro mamilo com a mão livre, sem perceber como suas pernas se afastaram para acomodá-lo no meio delas. Ela apenas se deu conta disso ao sentir o membro duro dele pressionando sua xotinha que estava coberta pela calça.
Sem timidez alguma, ela começou a se esfregar nele, que repetiu os mesmos movimentos, sem interromper o ato de maltratar a pele já vermelha.
— Tão suscetível aos meus toques… — ele afastou a boca para ver como a pele estava, sorrindo satisfeito em admiração como se aquilo fosse a porra de uma obra de arte, o que realmente era.
— Hum… mais… — disse Harriet, perdida entre as sensações.
Ele se afastou lentamente, puxando-a para a ponta da cama, sem enrolar para remover suas vestes e a calça dela.
Harriet percorreu os olhos pelo corpo forte coberto por belas tatuagens e, ao voltar seu olhar para o homem, pôde perceber novamente a mistura de cores azul e vermelho conforme ele a encarava com desejo.
Ele se ajoelhou no chão, colocando o rosto entre as pernas dela, e passou o braço sob as coxas grossas, puxando-a para perto, ficando a centímetros da calcinha que já estava completamente arruinada pelo melzinho.
O homem inspirou profundamente, sentindo o cheiro inebriante dela que estava enlouquecendo-o, necessitando desesperadamente de controle para não acabar extravasando.
Então ele deslizou o dedo entre os lábios, enviando estímulos imediatos para Harriet, que soltou um gemido sôfrego. Ele puxou a calcinha para o lado, podendo finalmente ver a bucetinha toda molhada se contraindo, não resistindo em levar o polegar até o clitóris, iniciando um estímulo que fez as pernas dela se fecharem.
— Abra bem as pernas — ele exigiu, encarando-a fixamente antes de voltar sua atenção para aquele local. — Ou serei forçado a mantê-las no lugar. — Concluiu.
Harriet não pôde negar que se encantou com a ideia de ser amarrada e subjugada por aquele homem. A ideia lhe agradou, e muito.
A mão dele traçou um caminho até a xotinha novamente, observando como estava molhada. Em seguida, levou o dedo médio até a grutinha úmida e introduziu apenas um dígito, depois o dedo inteiro e, por fim, começou a estocar lentamente, ouvindo o barulho molhado que tornava o ambiente mais quente.
Não levou muito tempo para que ele introduzisse mais um dedo, sentindo a cavidade quente apertar em torno deles, na tentativa de expulsá-los. Com satisfação, ele observou as reações da jovem e aproximou o rosto da xotinha, inspirando profundamente, dando um leve sopro que quase a fez fechar as pernas.
Ela não se deu conta do que tinha feito, apenas quando os toques cessaram e seus olhos se abriram, ela então pôde contemplar a figura imóvel do homem em pé à sua vista.
Ela tinha a sensação de que poderia quebrar a qualquer momento, mesmo com os mínimos toques que aquele homem lhe proporcionava. Era como se seu corpo clamasse por ele, pelos seus toques, pelo seu olhar. O olhar. Harriet sentia arrepios ao ser observada. Aqueles olhos se tornaram escuros, exibindo uma fúria que a fez engolir em seco.
O homem a virou na cama, colocando-a de joelhos, o rosto colado nos lençóis macios que a mantinham bem empinada, revelando um pano fino e transparente que cobria uma pequena tatuagem com a escrita ‘bit me’. Ele apenas se afastou, observando a jovem naquela posição.
— Senhor…? — Harriet sentiu sua voz falhar, hesitante, como se um simples som pudesse fazê-lo avançar.
Nada.
Ela sentia o coração martelar forte dentro do peito, como se anunciasse que algo grande estava prestes a acontecer. No entanto, ele apenas continuava ali, observando-a. E ela o encarava, esperando uma reação, mesmo que mínima.
— Eu… — ela tentou novamente, com um único fio de voz.
O homem não respondeu de imediato. Ele simplesmente inclinou a cabeça, analisando-a, tal como um predador que observa sua presa prestes a recuar.
Após apenas milésimos de segundo, ele tomou uma atitude, rodeou a cama até chegar à frente da jovem. Ele se ajoelhou no colchão macio, observando como ela parecia tão sucinta para ele, à espera de qualquer coisa.
Ele levou a mão ao belo rosto dela, tocando o queixo, indicando para que se levantasse. Agora, em posição de quatro, os olhares se conectaram novamente.
— Ma belle poupée… — a voz rouca dele preencheu o ambiente silencioso. — Tu feras tout ce que je te dirai.²
Tão inerte nas palavras dele, ela apenas assentiu.
— Sommes-nous d’accord?³ — ele a questionou, segurando o queixo com mais força.
— Oui Monsieur.⁴ — Harriet respondeu com um fio de voz.
Um sorriso surgiu nos lábios do homem, satisfeito com a resposta.
O homem tatuado levou a mão à fivela do seu cinto, não enrolando para desabotoar a calça e soltar a braguilha. Ele esfregou a mão em seu pau já duro por cima da cueca, observando o olhar faminto da jovem. Então abaixou a peça de roupa, deixando o membro livre, e direcionou para o rosto dela, esfregando-o em sua bochecha, deslizando até os lábios.
Harriet sentia a boca salivar de ansiedade, desejando experimentar o gosto dele. Ele esfregou a glande molhada de pré-gozo sobre os lábios carnudos da jovem, na expectativa de que ela os abrisse. E foi rapidamente atendido.
A língua dela percorreu ao redor da glande, sentindo o gosto azedinho, porém saboroso, que a fenda expelia por toda sua boquinha.
O homem encaixou a glande na cavidade molhada, sentindo a boca dela se fechar em torno do membro duro. Ele esticou a mão até os cachos desfeitos dela, enrolando-os entre os dedos enquanto observava as reações da jovem, a boca toda melada de saliva e pré-gozo, os olhos brilhando com lágrimas, o cabelo todo bagunçado com alguns fios presos em sua testa. Ela parecia a porra de uma obra de arte.
Harriet olhou para o homem ao ouvir um gemido rouco, sentindo seu interior se aquecer ao perceber que estava agradando-o. Sem qualquer paciência, ele deu uma única estocada que a fez engasgar e se afastar rapidamente.
— Não lhe concedi o direito de recuar — os dedos tatuados dele apertaram os fios encaracolados, provocando um pouco de dor. — Quero estes lábios entreabertos, ou terei de fazê-lo à minha maneira.
Ele direcionou o pau novamente para a boca dela, deslizando até a garganta. Ela se esforçou para não engasgar, relaxando a garganta enquanto respirava pelo nariz.
Aos poucos, as estocadas começaram, permitindo que ela se acostumasse antes que ele acelerasse o ritmo, ouvindo os barulhos molhados que aquela ação produzia. Ele tombou a cabeça para trás, aproveitando a sensação da boca quente e carnuda envolvendo seu pau.
Naquele ponto, Harriet sentia sua xotinha pulsar, ansiando por um toque a mais. Ela desceu a mão até lá, começando a esfregar seus dedos no clitóris, realizando movimentos circulares enquanto dava leves reboladas.
Finalmente, o homem voltou seu olhar para a jovem abaixo, observando como ela se dava prazer. Aquilo o enfureceu. Harriet percebeu quando ele se afastou de sua boca e, simultaneamente, um tapa foi desferido em sua bochecha.
— Ah, minha putinha é tão impaciente que sequer consegue manter as mãos afastadas enquanto me chupa — ele puxou os cachos longos para trás, fazendo com que o olhar dela se fixasse nele.
O homem empurrou-a na cama e posicionou-se em cima dela. Ele afastou completamente as pernas, revelando a xotinha toda babada à mostra, observando como o melzinho escorria abundantemente pelo colchão.
Harriet notou como o pau do homem estava totalmente ereto, fazendo com que sua bucetinha ficasse ainda mais molhada. Ele levou as mãos até um dos peitinhos cheinhos e o apertou, sentindo a carne macia escapar entre os dedos, provocando um gemidinho baixo por parte dela.
— Hum… e-eu… — ela sussurrou, perdida no momento.
O homem punhetou o cacete ereto enquanto seus olhos estavam pregados na jovem, observando como estava necessitada. Como ondulava o corpo à procura de contato.
Mais contato dele.
Mais dele.
Mas, ele não cedia.
— O que desejas? — ele se acomodou entre as pernas dela e esfregou a extensão dura e rígida na vulva, contemplando como ela tremia com os toques. Como a buceta liberava mais mel doce, servindo como lubrificante para o pau do homem, que contraía em busca de mais contato, de estar em contato com a carne macia e aquecida.
— Aaaah… — Harriet deixou escapar um longo gemido, a cabeça pendendo para trás enquanto a frustração se acumulava em seu ventre.
— Sei exatamente o que anseias — a voz dele era um sussurro grave, arrastado, um rosnado de posse e certeza. Seus dedos apertaram suavemente a lateral do pescoço dela, não como um aviso, mas como uma exigência silenciosa. — Anseias por sentir-me dentro de ti, não é? — O homem se deitou sobre ela, colando os corpos.
Ela estremeceu, um gemido preso na garganta. A língua passou pelos lábios secos, o desejo fervendo, consumindo, transformando tudo em uma necessidade pura. Harriet tentou mover os quadris, buscando por um contato maior, mas ele segurou seu quadril com força, imobilizando-a com facilidade.
— Por… favor… — ela implorou com um sussurro.
Harriet arfava, seu peito subindo e descendo em expectativa, e os quadris rolando em busca de mais. Suas unhas cravaram no lençol. Ele agarrou seu pênis, alisando a cabeça nos lábios grossos do sexo dela, lambuzando com o líquido.
— Mas antes… — ele se curvou sobre ela, o peito colando no dela, o calor se espalhando entre os corpos. O hálito quente roçou na boca de Harriet, mas ele não a beijou. Não ainda. — Antes, diga-me o que realmente desejas… anseio por ouvir de teus lábios. Quero ouvir-te suplicar. Desta forma, serei bonzinho e te usarei como meu depósito de porra, hm?
A pressão no pescoço aumentou um pouco, obrigando Harriet a manter os olhos fixos nele. Ele desejava ouvi-la, desejava ver sua rendição completa estampada em cada sílaba que escapasse de sua boca.
— O que desejas, Harriet?
O coração ressoava, sua mente estava turva pelo desejo avassalador. No entanto, no meio daquela confusão de sensações, uma certeza era evidente: ela desejava tudo dele. E desejava agora.
Porém, ela não era do tipo que se rendia fácil.
— Pensei que você soubesse o que eu queria, senhor… — a voz dela saiu baixa, um fio de provocação entrecortado pelo prazer. Harriet exibiu um sorriso, os olhos brilhando em desafio. — Contudo, parece que eu estava enganada.
Harriet arqueou os quadris, esfregando-se contra ele, sentindo aquele volume rígido pressionando seu clitóris inchado. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque puro, o atrito perfeito que enviava ondas de prazer por todo o seu corpo.
As mãos dela subiram, percorrendo o próprio torso até alcançar os seios, os dedos apertando a carne macia e brincando com os mamilos sensíveis. O toque fez sua cabeça se inclinar para trás, um gemido mais alto escapando de sua boca enquanto o movimento de seus quadris não parava, moendo contra ele em uma dança lasciva e egocêntrica.
Os dedos do homem apertavam sua cintura com força, um rosnado baixo vibrando em seu peito. O músculo do maxilar travou, e a tensão era evidente na maneira como seus olhos a devoravam no escuro. Ele odiava perder o controle – e Harriet sabia disso.
— Aaaah… ah… — ela apertou novamente os seios, seus quadris trabalhando com mais precisão e força, fazendo com que o homem soltasse um palavrão baixo. Ele estava tenso, o controle se dissipando a cada roçada úmida contra seu pau já sensível, e Harriet podia sentir isso. Ele tinha chegado ao limite.
E ela estava amando cada segundo.
Contudo, no instante seguinte, o homem se moveu. Ele introduziu o pau dentro de Harriet, preenchendo-a completamente. Com um único impulso que a fez gritar, o orgasmo a rasgou sem aviso, uma onda quente e devastadora, fazendo-a arquear as costas, agarrando-se a ele como se ele fosse sua única âncora no mundo.
Ele não parou. Ele continuou se movendo, entrando e saindo, os músculos se contraindo ao senti-la se desfazer ao seu redor – quente, apertada, pulsando sem controle.
Os olhos dela estavam abertos, vidrados, e sua boca entreaberta enquanto o prazer fazia seu corpo tremer em espasmos.
— Tua teimosia te custará caro — ele murmurou, antes de investir nela com o dobro de intensidade. O impacto a fez se afundar no colchão, contorcendo-se, delirando, enquanto seus gritos de prazer e gemidos de pura excitação ecoavam pelo quarto e se espalhavam por toda a residência.
O ritmo continuava frenético, os corpos sincronizados, o calor entre eles tornando o ar quase insuportável para respirar. O prazer era avassalador, e Harriet sentia seu ventre se contrair, um novo orgasmo crescendo dentro dela como um vórtice, sugando tudo ao redor até que nada mais restava além da sensação arrebatadora que a consumia.
Movida pelo instinto, ela tentou alcançá-lo, ansiando pelo contato, mas ele se moveu rapidamente. O homem segurou os pulsos dela e os prendeu contra o colchão, dominando-a com facilidade. Harriet soltou um gemido choroso, um som que misturava frustração e desejo, um apelo silencioso para que ele lhe permitisse tocá-lo.
Os olhos dela estavam marejados, um brilho úmido refletindo a luz amena do quarto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto já ruborizado pelo êxtase. Todo o seu corpo tremia, vulnerável e entregue. Seus seios subiam e desciam com os movimentos intensos, e ele, incapaz de se conter, inclinou-se e abocanhou um deles, sugando vigorosamente antes de mordê-lo, deixando a pele marcada pelo contorno dos seus dentes.
Ela arfou, um gemido alto escapando de seus lábios. O ardor da mordida se fundiu ao prazer insuportavelmente doce que pulsava entre suas pernas. No entanto, ele não parou.
Ele queria marcá-la.
Sua.
Inteira.
Queria que, ao amanhecer, cada centímetro de seu corpo recordasse a intensidade daquela noite.
— Quero… por favor… por favor… — a voz dela era um lamento desesperado, carregado de desejo e necessidade. Seus dedos se flexionam, buscando alcançar qualquer parte dele, qualquer mísero pedaço de pele que possa ser agarrado.
Harriet se contorcia sob ele, puxando as amarras invisíveis que a mantinham subjugada. Precisava tocá-lo. Almejava senti-lo. Necessitava puxá-lo para perto, fundir-se ainda mais a ele.
— Me deixe te tocar… por favor… — a voz da jovem saiu trêmula, um fio suplicante. Seus olhos, brilhantes e úmidos, buscaram os dele, implorando silenciosamente, uma prece muda que se enroscou no peito do homem como uma corrente invisível, atraindo-o ainda mais perto.
Ele a observou por um momento, sentindo o peito subir e descer com a respiração acelerada, notando o poder que exercia sobre ela. Seu controle. Seu domínio. E o quanto ela ansiava por ele.
— Persistirá em desafiar-me, tal como outrora? — sua voz saiu baixa, arrastada, repleta de algo denso e perigoso.
Harriet piscou, perdida entre o torpor do prazer e o significado por trás das palavras dele. Sua mente estava enevoada, incapaz de se agarrar a qualquer pensamento coerente além do desejo insuportável que fazia seu corpo latejar.
— Seguirá respondendo-me com tua teimosia, Harriet? — ele pressionou, seus lábios se curvando em um sorriso carregado de malícia.
Então, ele parou.
O calor do corpo dele ainda a envolvia, o peso delicioso ainda a mantinha presa contra o colchão, contudo, seus movimentos haviam cessado. O vazio imediato a fez arfar, o prazer interrompido se transformando em um tormento insuportável.
— Senhor… — ela choramingou, tentando se mover, buscando qualquer tipo de fricção para aliviar o desespero em sua pele.
No entanto, ele simplesmente a segurou, seus dedos apertando os pulsos ainda presos contra o colchão, mantendo-a exatamente onde ele queria.
A frustração a invadiu. Harriet arqueou as costas, rebolando sob ele, ansiosa para forçá-lo a se mover novamente. Seus quadris se moviam em um ritmo frenético, os olhos oscilando entre o desejo e o desafio.
O homem soltou um suspiro rouco ao notar o corpo dela reagindo daquela maneira. Tão entregue, necessitada, tão à beira do abismo, e ainda assim…
— Tão impaciente… — ele murmurou, seus lábios roçando o ouvido dela. — Entretanto, fiz-lhe uma pergunta, Harriet. E desejo uma resposta tua.
Ela mordeu o lábio com força, tentando conter um gemido de frustração que estava prestes a escapar. Seu corpo tremia sob ele, os músculos tensionados pelo desejo insuportável.
— Eu… — a frase saiu falha, quebradiça. Harriet sentiu as lágrimas de prazer e desespero escorrerem pelo seu rosto.
— Continuará sendo teimosa?
Harriet apertou os olhos com força, sentindo seu peito subir e descer rapidamente, os pulmões lutando para absorver o ar enquanto o prazer e o desespero se fundiam em seu interior. Ela sabia que estava exatamente onde ele desejava – submissa, necessitada, à beira de um abismo do qual somente ele poderia salvá-la. E, naquele momento, não havia nada que ela desejasse mais do que ceder.
— Não… eu… eu prometo que não — a voz dela saiu trêmula, desesperada, um gemido quebrado entre soluços de puro desejo. — Por favor…
O homem não hesitou. Logo após ouvir as palavras que tanto desejava, ele soltou os pulsos dela e voltou a tomá-la com força.
O impacto a fez arfar, o prazer imediato arrancando um gemido alto de sua garganta. Ele se movia com uma intensidade avassaladora, os quadris chocando-se contra os dela, preenchendo-a completamente, cada investida produzindo sons incontroláveis que ressoavam pelo quarto.
No entanto, ele queria mais.
Sem aviso, ele deslizou as mãos pelo corpo de Harriet e virou-a de costas, puxando-a para que ficasse na posição de quatro. A jovem mal teve tempo para assimilar antes que ele voltasse a tomá-la, dessa vez de maneira ainda mais profunda e intensa, cada estocada enviando ondas de prazer diretamente para o ventre.
A nova posição fez com que ela soltasse um suspiro, seu corpo tremendo enquanto se ajustava à invasão deliciosa. As mãos do homem agarraram fortemente a cintura dela, puxando-a para perto dele. Cada investida era acompanhada pelo som de peles se chocando, as bolas dele colidindo contra as nádegas dela, provocando uma fricção esmagadora, fazendo-a se contorcer.
Harriet gritou, a sensação era insuportavelmente boa, queimando internamente, deixando-a totalmente à mercê dele. Seu corpo estava tão sensível, tão à beira do limite, que cada movimento a empurrava ainda mais fundo naquele prazer insano.
E ele percebeu.
— Gosta disto, não é? — ele murmurou, a voz rouca e cheia de malícia, os dedos apertando ainda mais a cintura dela enquanto intensificava o ritmo.
Harriet apenas gemeu em resposta, a voz falhando, incapaz de formular qualquer frase. Sua mente estava em branco, todo o corpo imerso no prazer crescente, cada célula pulsando com a intensidade do momento.
Ele agarrou os pulsos de Harriet e puxou-a para trás, imobilizando-a completamente. O gesto a fez arquear as costas, deixando seu corpo ainda mais exposto a ele, tornando-a ainda mais vulnerável – e isso intensificou sua excitação.
E então, aconteceu.
O orgasmo a atingiu como uma explosão, rasgando-a profundamente, arrancando dela um grito tão alto que preencheu o quarto, atravessou as paredes e tomou conta da propriedade isolada. Seu corpo contraiu-se violentamente, os músculos pulsando em espasmos incontroláveis enquanto ela se desfazia ao redor dele, seu prazer inundando os lençóis.
O homem soltou um gemido rouco ao sentir o aperto irresistível ao seu redor, o prazer expandindo dentro dele sem controle. Ele segurou firmemente os quadris dela, enterrando-se uma última vez antes de se derramar, seu corpo inteiro estremecendo quando longos jatos quentes de porra a preencheram.
Harriet gemeu, sentindo cada contração e cada pulsação do corpo dele dentro do seu, o calor do prazer espalhando-se pelo seu ventre. Seus olhos reviraram para trás e seu corpo ainda tremia, sugando todo o gozo do homem.
Incapaz de conter a sede, a gengiva dele começou a incomodar ao sentir o cheiro daquele belo pescoço, rente aos seus lábios. Sua pupila dilatou, o azul profundo dos olhos mudou para um vermelho brilhante – perigoso, sedento. A fome se intensificou, e antes que pudesse se afastar, ele olhou para a clavícula dela, observando as veias suculentas que transportavam aquele líquido vermelho pelo corpo.
Os caninos cravaram o belo pescoço, sugando o líquido espesso, sentindo o gosto adocicado no paladar do homem. Os apertos na cintura da jovem aumentaram, como se ele precisasse prendê-la a si mesmo.
Harriet soltou um grito prolongado, uma dor invadiu seu corpo, mas rapidamente se converteu em um nível extremo de dopamina que ela nunca tinha sequer experimentado. Aquilo provocou um tremor violento por todo o seu corpo, mas em poucos segundos, de forma mágica, ela relaxou. Sua mente se perdeu no mais profundo limbo. Ela sentiu seus olhos pesados e, sem muito esforço, fechou-os, entregando-se à escuridão.
🩸
Os olhos de Harriet se abriram lentamente, completamente desorientados, tentando focar a visão embaçada em algum ponto e recordar-se de onde estava. Vagarosamente, ela apoiou o cotovelo no colchão, buscando um apoio para se acomodar. Sentia seu corpo fraco, como se ainda precisasse descansar.
Ela olhou em volta e percebeu que ainda era noite, o relógio na mesinha ao lado indicava que eram 4h da madrugada.
— Vejo que, enfim, está desperta, senhorita — a cabeça dela girou rapidamente em direção à voz rouca, identificando aquele homem parado na janela – totalmente nu – com um meio cigarro entre os dedos tatuados.
— O que… aconteceu? — a pergunta de Harriet foi tão baixa que seria quase impossível de ouvir.
— Ah, tu desmaiaste, meu bem — ele deu uma tragada, soltando a fumaça pela boca.
As lembranças de algumas horas retornaram à mente de Harriet. Seu corpo e mente totalmente entregues a ele, as provocações, a aura totalmente dominante – o forte orgasmo e a dor…
A mão dela subiu ligeiramente até a clavícula, mais especificamente até a curva do pescoço, e tocou. Ao sentir algo gélido em seus dedos, ela levou-os até a altura dos olhos e viu suas digitais manchadas por um tom de vermelho escuro. Harriet levantou-se apressadamente da cama, dirigindo-se a um espelho localizado no canto do quarto, onde observou dois cortes que pareciam furos na pele, já quase arroxeados.
— O que…? — ela se perguntou baixinho para si mesma, notando o sangue seco.
— Está ciente da história deste lugar, Harriet? — ele indagou com uma voz curiosa. — Como o povo local se vê aterrorizado por uma presença que espreita na escuridão, à espera de sua próxima vítima…
— Sim, é por isso que estou aqui… — ela sentiu o medo se instalar em sua espinha por não entender o que ele queria alcançar com essa conversa.
— Penso que deverias ouvir mais os conselhos de uma mulher mais velha, pois são bem sábias.
Como ele sabia?
— Como…? — a voz dela saiu trêmula, apesar de tentar manter a neutralidade.
— Minha querida, Blodros — a voz firme do homem invadiu o cômodo, provocando um tremor na jovem. Ele tinha esse efeito sobre ela. — Estou sempre à frente…
O coração de Harriet batia fortemente dentro do peito, enquanto seu semblante refletia o medo e a tensão.
— Algum dia, já contaram-te sobre vampiros, minha cara, Harriet? — ele segurou o cigarro entre os dedos.
— Sim... — Harriet mordeu o lábio inferior. — Afinal, sou jornalista investigativa.
— Isto me agrada, pois ficaria encantado em me apresentar como se deve... — e aquela aura autoritária dele retornou. — Sou Louis Tomlinson, um dos primeiros vampiros que a humanidade conheceu. — Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. — E, para muitos, sou o Monstro da Noite.
Se você chegou aqui, muito obrigada por ter lido. Essa one foi muito difícil de se escrever, passei por muitos bloqueios criativos mas finalmente te consegui terminar. Se quiserem mandar alguma crítica construtiva ou alguma ideia de plot, podem me chamar❤️
Beijinhos, até a próxima one💫
friends don't keep secrets.
Louis e Harry são melhores amigos que nunca escondem nada um do outro, porém um deles guarda um que só é revelado em uma das noites entre eles.
hbottom - ltops - !surprise! - best friends - voyeur - sex toy - dirty talk - possessive - breeding kink - overstimulation - blowjob - weed - love bit.
— Peraí, Lou... Deixa que ele te leva lá. — Harry falou, se afastando um pouco do muro onde estava encostado, o olhar firme em Louis.
— Relaxa, Haz. É aqui perto, tranquilo demais. — Louis respondeu, ajeitando a mochila nas costas. O uniforme da empresa marcava um pouco os ombros dele, o sol já batendo forte no começo da manhã.
Harry inclinou a cabeça, insistente.
— Tem certeza? Ele te deixa lá num pulo.
— Harry... zero problema. Tô acostumado.
— Só tô tentando ajudar.
— E eu agradeço. Mas tá de boa.
Harry ergueu as mãos em rendição, um sorrisinho de lado surgindo nos lábios.
— Tá bom então.
O boné jogado pra trás deixava algumas mechas cacheadas caírem na testa. O short de malha pendia baixo, exageradamente abaixo da linha V, e Louis não conseguia não reparar na intenção clara ali — Harry sabia o que fazia com aquele corpo.
Louis deu dois passos pra trás, mas parou. Mordeu o lábio, pensou um segundo antes de falar, como se precisasse de coragem.
— Haz...
Harry ergueu o olhar de novo, curioso.
— Que foi?
— Passa lá em casa mais tarde. — Louis disse. — Se quiser... sei lá, conversar.
Harry arqueou uma sobrancelha, o sorriso crescendo devagar.
— Conversar, é?
Louis riu de leve, deu de ombros.
— É... ou qualquer outra coisa.
Harry o olhou por um instante, como se tentasse decifrar o que exatamente "ou qualquer outra coisa" significava. Mas não respondeu. Só assentiu, um canto da boca curvado.
— Beleza. Vejo você mais tarde então.
Louis virou, seguindo caminho. Mas sentia o olhar de Harry queimando em suas costas até dobrar a esquina.
Mais tarde, quase oito da noite, Harry apareceu.
Louis já estava em casa. Banho tomado, o peito nu, e a calça de moletom velha pendendo no quadril. O cheiro de sabonete e amaciante escapava pela porta entreaberta. Estava largado no sofá, o celular em uma mão e o outro braço apoiado no encosto, o corpo relaxado, mas os olhos atentos.
Harry respirou fundo antes de bater na porta. Apertou a própria mão com força, os lábios pressionados um contra o outro, como se quisesse segurar tudo que queria dizer — ou fazer.
— Achei que ia dar pra trás. — Louis disse assim que o viu entrar, abrindo mais as pernas devagar, e o volume marcando descaradamente sob o tecido mole da calça.
Harry lançou um olhar breve, disfarçado. Ou tentou disfarçar. Depois revirou os olhos, se jogando ao lado dele no sofá.
— Eu disse que vinha, não disse?
A chave da moto bateu na mesa de centro com um som seco.
— Quer fumar? — Louis perguntou, pegando dois baseados já prontos ao lado e oferecendo um deles pra Harry.
— Sempre. — Ele respondeu, tirando o boné da cabeça e deixando os cachos caírem meio desordenados.
Louis acendeu o seu primeiro. A ponta brilhou alaranjada enquanto ele puxava fundo, depois virou pro lado e, com um gesto automático, levou o isqueiro até o baseado de Harry. A chama demorou a firmar, e por um instante os olhos de Louis ficaram presos na boca entreaberta de Harry.
Demorou mais que o necessário.
Harry sentiu o calor subir pela nuca.
Quando o cigarro finalmente acendeu, Louis se afastou, largou o isqueiro na mesa — perto da chave da moto recém-arrumada — e jogou a cabeça pra trás, soltando a fumaça com um gemido sutil de alívio, quase prazeroso.
Harry observava. Em silêncio. Silêncio demais até.
Fumar juntos depois do trabalho era rotina. O ritual deles. Mas hoje parecia diferente. Mais pesado. Mais carregado.
Louis sempre reagia assim. Sempre tinha esse efeito quando tragava fundo. Os olhos semicerrados, o corpo relaxando, e... aquilo. O moletom não escondia nada. Harry sabia. Louis também.
E então, sem filtro, Louis soltou:
— Porra, eu tô com um tesão do caralho.
Harry desviou o olhar por um segundo, tragou fundo e soltou a fumaça devagar, como se precisasse de tempo pra processar aquilo.
— Tu não transou ontem, porra? Que fogo é esse? — Harry soltou, encarando Louis com um olhar misto de divertimento e curiosidade.
Louis virou o rosto devagar, tragando fundo, as pupilas dilatadas, o olhar escuro e carregado.
— Isso foi ontem, Haz. Tô falando de hoje.
Harry bufou uma risadinha pelo nariz, jogando a cabeça pra trás.
— Chama algum dos teus contatos então, sei lá. Alguém deve tá a fim de te ajudar com isso aí.
— Hoje não... — Louis respondeu, olhando pro teto por um segundo antes de encarar Harry de novo. — Hoje eu só queria ficar de boa. Ficar só. Sem obrigação, sem ninguém grudento. Muita responsa, cê sabe.
— Ih, vai ficar de mau humor. — Harry provocou, soprando a fumaça direto no rosto de Louis com um sorriso de canto, debochado.
Louis estreitou os olhos, tossiu leve e resmungou:
— Filho da pu... — Mas logo se ajeitou no sofá, ainda com um sorriso malandro nos lábios. — Também não, porra.
De repente, se levantou.
Harry acompanhou com os olhos, curioso, os lábios ainda entreabertos com o cigarro pendendo entre os dedos.
— Que que cê tá fazendo?
Louis foi até a mochila largada perto da porta, se abaixou, remexeu lá dentro e tirou um pacote de plástico opaco. Voltou devagar pro sofá, jogou o corpo ali de novo e ergueu o pacote, quase como quem exibe um troféu.
— Passei num lugar perto do trampo hoje. E olha o que eu achei.
Abriu o pacote com uma facilidade suspeita — já tinha mexido naquilo antes — e puxou de lá um brinquedo de sex shop: uma réplica de uma bunda com uma abertura de silicone perfeitamente moldada em formato de uma buceta, brilhando sob a luz fraca da sala.
Harry arregalou os olhos por um segundo, depois soltou uma gargalhada curta, surpreendida.
— Que porra é essa, Louis?
— Realismo total. — Louis disse, sério, mas com um sorriso brincando no canto da boca. — Olha isso. Tu não tá entendendo o toque disso aqui. Parece de verdade.
Ele virou o brinquedo de lado, como quem faz questão de mostrar todos os detalhes. Depois apertou de leve com a palma da mão, como quem testa a textura.
Harry ainda estava rindo, mas havia um rubor subindo em seu pescoço, uma tensão mal escondida no maxilar.
— E cê comprou isso pra quê, exatamente?
Louis deu de ombros, apoiando o brinquedo nas coxas abertas.
— Sei lá. Tava curioso. E também... — Ele encarou Harry com aquele olhar carregado de segundas intenções — ...pensei que talvez a gente pudesse brincar. Testar juntos. Ou, no mínimo, rir pra caralho no processo.
Harry largou o cigarro no cinzeiro e passou a mão pelo rosto, sem conseguir disfarçar o sorriso.
— Você é um idiota. Um idiota safado.
Louis deu um tapa leve na coxa dele.
— Fala isso, mas não tira o olho desde que eu tirei da mochila.
— Você é um imbecil. — Harry sentiu a pele formigar, irritado.
— Vai dizer que não está com vontade de experimentar?
— É óbvio que não!
Louis deu uma risada baixa, puxando mais uma tragada.
— Fala a verdade. Tu nunca pensou em usar um desses?
Harry pegou o cigarro de volta, encostou no sofá e soltou a fumaça devagar, olhando pra frente.
— Nunca precisei — Ele respondeu com tranquilidade, embora o sorriso entregasse a provocação.
— Arrogante do caralho.
— Realista — Harry rebateu, agora encarando Louis diretamente. — E você? Comprou por quê? Vai usar sozinho ou tava esperando um voluntário?
— É claro que não — Louis disse passando a mão pela peça de silicone, acariciando os grandes lábios com um toque curioso.
Harry precisou apertar as coxas para conter o formigamento que sentiu ao ver aquela cena.
— Porra… — Louis murmurou tirando o pau meio duro da cueca e pressionando a glande contra a abertura de silicone de imitava uma buceta.
Harry já tinha visto Louis pelado várias vezes, mas nunca excitado. Eram melhores amigos, sem frescuras ou limites. Harry já o flagrara trocando de roupa diversas vezes; Louis nunca teve segredos com ele. Mas o mesmo não podia ser dito de Harry — ele jamais se despira na frente de Louis.
Louis empurrava a cabeça do pau contra a entrada macia, e o brinquedo cedia, o engolindo aos poucos. O pau dele engrossava visivelmente a cada estocada, ficando mais vermelho, mais pesado, mais carregado de sangue. O som úmido e o deslizar do silicone contra a pele deixavam tudo mais explícito, mais sujo — mais excitante.
Harry não conseguia desviar o olhar. Estava com os olhos arregalados, vidrados, o corpo reagindo sozinho.
Caralho.
Aquilo era quente demais. Obscenamente gostoso de assistir. Ele sentia a cueca úmida, o prazer escorrendo, encharcando.
Sua pele formigava, queimava em contato com o ar. Os gemidos roucos de Louis, os suspiros entrecortados, as estocadas ritmadas — era como ser atingido por faíscas, uma atrás da outra. A coxa de Louis roçava na dele, firme, e Harry não resistiu: começou a se esfregar, devagar porém desesperado como um gato em cio.
Seus lábios estavam secos, desejando algo que ele ainda não ousava pedir.
Quando Louis ergueu o brinquedo, deixando só a glande encaixada, e depois mergulhou tudo de novo num estalo molhado o gemido veio dos dois — Louis, afundado no próprio prazer; Harry, praticamente montado em sua coxa, se esfregando sem vergonha, arfando baixo, descompassado.
— Porra, Harry... você já tá molhando a minha calça.
— Eu preciso que esse formigamento passe — Harry disse colocando a mão no pé da barriga, onde o prazer pulsava quente.
— Então vem cá... — Louis tirou o brinquedo do pau, jogando de lado, e puxou Harry com firmeza, o ajeitando em seu colo com um movimento possessivo.
Harry ficou de frente pra ele. E ali, entre os dois, estava o pau de Louis — duro, grosso, latejante, veias marcando a pele esticada, a glande viva, brilhando de desejo.
Ambos ainda seguravam os cigarros entre os dedos. Harry passou a língua lentamente pela palma da mão livre e, com ela molhada, envolveu o pau de Louis. A resposta foi imediata: Louis jogou a cabeça pra trás, os olhos fechados, a boca entreaberta num gemido rouco que vibrava no ar abafado.
A mão que ainda segurava o cigarro repousou na coxa aberta de Harry. O toque era quente, íntimo, e Harry aproveitou o momento para simplesmente sentir — a rigidez do pau latejando contra sua pele macia. Mas ele não se moveu ainda. Não bombeou. Não queria pressa.
O momento certo veio quando Louis arqueou os quadris, buscando mais. Foi então que uma gota espessa de pré-gozo surgiu na ponta, escorrendo preguiçosa pelo eixo, até lambuzar os dedos de Harry. Ele gemeu baixo só com a visão.
Começou a movimentar a mão com precisão: ritmada, cuidadosa. Às vezes apertando, às vezes afrouxando, ora subindo devagar, ora descendo com mais força. O rosto de Louis se contorcia, tomado pelo prazer bruto, os olhos cerrados, os lábios entreabertos. Os dedos de Harry sabiam exatamente onde apertar, como girar, como deslizar.
— Eu... — Harry começou a falar, mas se interrompeu ao perceber os espasmos leves de Louis.
Pressionou o polegar contra a uretra, negando o orgasmo no último segundo. O corpo de Louis se enrijeceu, tenso, o rosto avermelhado, os fios de cabelo grudados na testa suada. O pescoço úmido brilhava sob a luz baixa da sala — Harry teve vontade de se inclinar e passar a língua ali, saborear o sal e o calor
Ali estava ele: o melhor amigo em seu colo, com a mão no seu pau, vermelho e pulsando, tão carregado que parecia prestes a explodir. O líquido viscoso que escapava da fenda aumentava, escorrendo por todo o comprimento, o deixando ainda mais molhado, brilhante, obscenamente delicioso.
E Harry... só queria mais.
Louis levou a mão que repousava na coxa de Harry até uma de suas nádegas, apertando com firmeza e o puxando para frente, arrancando de Harry um gemido abafado, os lábios ferozmente mordidos para conter o som. As unhas cravaram de leve antes de deslizarem, e então Louis apenas acariciou a bunda dele — uma massagem lenta, provocante, que fez Harry soltar resmungos baixos, indecentes demais para serem ouvidos por qualquer um que não estivesse ali, perdido no mesmo fogo.
Harry estava à beira — excitado a ponto de doer. E imaginava o quão insuportável devia ter sido para Louis ter o prazer negado segundos antes.
Se afastou lentamente, os joelhos tocando o chão frio diante do sofá. O olhar de Louis o acompanhava.
Harry ergueu o pau de Louis, grosso, latejante, pesado de desejo. A cabeça do membro pulsava a centímetros do seu rosto, e Harry pôde sentir o cheiro — uma mistura da essência crua de Louis, o sabonete do banho recente e o traço terroso da erva que fumavam. Suas narinas dilataram com o aroma, e o corpo respondeu de imediato, tomado por uma onda afrodisíaca que o deixou tonto.
Com a língua para fora, Harry começou na base — uma lambida lenta, provocante, subindo pelas veias saltadas que corriam ao longo do eixo. Seus olhos encontraram os de Louis, que cerrou o maxilar, os punhos fechados, o rosto contraído de tesão.
A ponta da língua rosada de Harry traçava cada linha, cada saliência, saboreando o salgado do pré-gozo misturado ao leve toque adocicado da pele. Era uma explosão de gosto, calor, cheiro. Ele lambeu com devoção, como quem saboreia algo sagrado, desejando limpar cada gota daquele pau glorioso.
Mais fluído escapou da ponta, escorrendo lentamente, e Harry gemeu só de ver, o estômago revirando, as coxas queimando de necessidade. Aquilo era só dele — aquele momento, aquela tortura deliciosa.
Com os lábios rosados, envolveu a glande por completo, a língua explorando a fenda enquanto sugava devagar. Quando ergueu o olhar, viu o rosto de Louis rígido, tomado de urgência. O coração de Harry batia como se fosse explodir, a boca se apertando mais ao redor do pau, a mente girando com a obscenidade de tudo aquilo.
Deus, o cheiro de Louis era demais. Embriagante. E Harry se entregava, chupando com cada vez mais fome, tentando transformar sua boca em uma boceta quente, úmida, apertada. Queria ser tudo que Louis desejasse ali.
Louis estava ofegante, a boca entreaberta, gemendo baixinho, os dedos se enroscando nos cabelos de Harry com força, o guiando no ritmo da própria urgência. Mas Harry não queria facilitar. Queria ver Louis perder o controle, se despedaçar de prazer.
Então ele chupou mais forte, com mais vontade, engolindo mais fundo, sentindo cada tremor no corpo do amigo. Tudo em busca daquele momento final — o instante em que Louis não aguentaria mais e gozaria na sua boca.
Mesmo com o corpo em chamas, cada célula implorando por mais, uma voz sutil e insistente ecoava no fundo da mente de Harry. Uma fagulha de medo. Preocupação. Algo que quase se perdia no meio do caos do prazer — mas ainda estava lá.
Foi então que Louis estalou os quadris, impulsivo, acompanhando o movimento oscilante da boca de Harry que subia e descia com firmeza e devoção sobre seu pau dolorosamente sensível. Era automático, instintivo — talvez Louis nem percebesse o que estava fazendo.
Um gemido rouco escapou de sua garganta, e a mente de Harry disparou por um segundo, acendendo um alarme tênue que gritava por controle. Mas o resto... o resto dele estava entregue. Tomado pela promessa do gozo de Louis.
— Oh, porra...
— Goza, Lou... goza na minha boca... me dá seu leitinho — Harry sussurrou com a voz rouca de desejo.
O pau de Louis foi empurrado com força contra a bochecha interna de Harry, marcando seu caminho, quente, vivo. As mãos dele apertaram ainda mais, puxando a cabeça de Harry em sua direção, o mantendo preso ali, sem chance de recuar.
E então, Louis se afundou por completo. E gozou.
Seu corpo inteiro estremeceu. O pau latejou dentro da boca de Harry, grosso, duro, vibrando com cada espasmo. A glande inchou, e o jato de sêmen veio quente, salgado e doce, inundando a língua e a garganta do mais novo.
Harry engoliu tudo. Cada gota. Com vontade, com gosto. Continuou chupando, lambendo, mantendo Louis no limite do insuportável. Ele gemia alto, os sons roucos e rendidos, até que Harry provocou com a língua — uma última provocação molhada — fazendo Louis agarrar seus cabelos e puxá-lo para cima num rompante de urgência.
Jogou Harry no sofá como quem reivindica o que é seu. Atacou seu pescoço com mordidas, chupões vorazes, famintos.
— Ah, porra, Louis... — Harry jogou a cabeça para trás e gemeu alto, arfando. As mãos de Louis estavam agressivas, dominadoras, agarrando sua cintura, subindo pela camiseta branca que colava ao corpo suado.
Harry estava absurdamente sensível. A pele parecia eletrificada, tensa, pronta para explodir. Porra, já tinha estado excitado antes — mas não assim. Nunca assim.
Louis arrancou sua camiseta, a jogando de lado. E então viu
O tronco nu de Harry se revelou, e o que mais capturou sua atenção foram os peitos. Eram cheios, firmes, macios, lindos. Um convite indecente.
As mãos de Louis serpentearam pela barriga de Harry, subindo devagar, até alcançarem o que ele mais queria. Ele segurou um dos seios, a palma quente envolvendo a carne sensível, e Harry gemeu com o toque — um som doce, que reverberou direto no pau de Louis.
Arrepios floresceram pelo corpo de Harry. Os mamilos endureceram sob os dedos de Louis, que passou a acariciá-los com precisão, explorando, pressionando, sentindo-os enrijecer sob seu toque ávido
E Harry... Harry estava derretendo.
Adotando uma abordagem mais ativa, Louis se inclinou para frente e envolveu o mamilo de Harry com os lábios, sugando com firmeza. Um grito rouco escapou da garganta de Harry, fazendo Louis sorrir contra sua pele, surpreso e satisfeito com a intensidade da resposta. A maioria das garotas com quem ele havia ficado nunca demonstrara interesse por essa parte do corpo — mas Harry? Harry tremia sob sua língua, todo sensível e entregue.
Louis girava a ponta da língua em círculos lentos ao redor da aréola, sentindo o mamilo se enrijecer ainda mais a cada movimento. Enquanto isso, a outra mão brincava com o outro lado, massageando, beliscando, alternando entre suavidade e pressão. Harry se arqueava, o corpo todo em chamas, o quadril roçando no de Louis, onde o pau dele, já completamente nu, pressionava contra a parte interna das coxas de Harry.
Ele nem sabia quando Louis tinha tirado as roupas. Um momento estavam ali, e no outro... era só pele quente contra pele quente. Talvez fosse a maconha, talvez fosse o puro efeito de ver seus desejos mais secretos ganhando forma bem diante de si. Louis, nu, em cima dele, como uma miragem suada e indecente. As estrelas que dançavam por trás de suas pálpebras não sabiam dizer.
E quando Louis se afastou um pouco, descendo pela barriga de Harry com beijos lentos, famintos, suas mãos agarrando firme a cintura estreita, ele não pôde deixar de notar — com genuína admiração — o pau de Louis já duro de novo. Era quase absurdo. Como se todo o crescimento que o universo havia negado ao corpo esguio dele tivesse sido canalizado para aquele pau insano. Era lindo. Grosso, comprido, latejante. Do tipo que faria qualquer garota ver estrelas, do tipo que faria qualquer coisa implorar pra ser preenchida por ele.
E, de fato, já tinha esticado a buceta de silicone esquecida no canto do sofá horas antes. Mas agora... agora Harry estava ali. Respirando fundo, mordendo o lábio, com os olhos brilhando de luxúria e nervosismo.
Louis desceu mais, as mãos deslizando entre as pernas de Harry — e foi então que ele sentiu. Um calor, uma suavidade, uma intimidade que não esperava. Seus dedos pararam por um segundo, surpresos. Ele afastou levemente as coxas de Harry, os olhos se arregalando enquanto seu polegar roçava contra algo que definitivamente não era o que ele esperava encontrar.
— Porra... — Ele murmurou, rouco, encantado. — Harry... Puta que pariu…
Seus dedos deslizaram de novo, agora com mais intenção, tocando a entrada úmida, quente, acolhedora. Louis gemeu baixo, como se tivesse acabado de descobrir um segredo precioso.
Harry abriu os olhos, uma mistura de timidez e desafio neles. Mordeu o lábio inferior, e então arqueou as costas de leve, se oferecendo mais.
— Surpresa?
Louis gemeu baixo, os olhos presos entre as pernas de Harry, fascinado. Era apertada, rosada, perfeitamente molhada. Um convite enlouquecedor. Um presente do caralho.
— Isso é… porra, isso é tão gostoso pra caralho… — ele murmurou. — Você é tão... apertadinho — ele sussurrou, a voz carregada de desejo. — E você tá toda molhadinha pra mim, hein?
Harry soltou um suspiro trêmulo, os olhos fechados, os lábios entreabertos em pura entrega.
Louis se abaixou mais, beijando o interior das coxas, antes de sussurrar, com um sorriso sujo nos lábios:
— Uma bucetinha dessas... você devia ter me contado antes. Mas tudo bem, amor. Agora que eu sei, vou cuidar dela direitinho.
E então sua boca mergulhou entre as pernas de Harry, com uma fome que fazia o mundo inteiro desaparecer e Harry gritar, o corpo tremendo sob ele.
Louis perdeu o controle. Passou a língua de novo, mais forte, mais fundo, explorando, lambendo como se estivesse faminto. Os quadris de Harry rebolavam contra seu rosto, pedindo mais, implorando. E Louis deu — chupou, sugou, explorou com os dedos, com a boca, com a alma. Ele nunca tinha experimentado nada igual.
A mente dele oscilava entre o espanto e a adoração. Aquela buceta era perfeita. Deus tinha sido cruel e generoso ao mesmo tempo. Negou a Harry certas coisas, mas porra... deu a ele algo que fazia Louis perder o juízo.
E ele perderia — ali, entre as pernas de Harry, com o gosto dele na boca, o cheiro, os gemidos... Louis estava pronto para se afundar por inteiro. Literalmente.
Louis afastou as pernas de Harry com as mãos, sedento, admirando a visão como se estivesse diante de uma obra de arte indecente feita só para ele. A buceta dele estava úmida, latejando, implorando por atenção, e Louis sentia o coração disparar só de olhar. Nunca imaginou encontrar aquilo ali — e agora que sabia, não conseguia pensar em mais nada além de se afundar, de explorar cada centímetro, cada som, cada reação que Harry entregasse
— Como você conseguiu esconder isso de mim por tanto tempo? — Ele perguntou com um sorriso torto, os dedos deslizando lentamente pelos lábios molhados da intimidade de Harry, separando-os com cuidado, reverência e luxúria.
Harry gemeu baixinho, os olhos semicerrados, a voz pastosa de tesão.
— Achei que você não fosse conseguir lidar.
Louis riu, rouco, antes de abaixar o rosto de novo e lamber com força, de baixo pra cima, fazendo Harry arfar alto, a mão indo direto para o cabelo dele.
— Eu tô lidando muito bem, amor. Essa bucetinha... porra, Harry, eu nunca vi nada tão lindo.
Sua língua brincava com o clitóris escondido entre os lábios inchados, circulando devagar, depois chupando com firmeza. Ele queria ver Harry perder o controle. Queria fazê-lo gritar o seu nome, implorar, gozar contra a sua boca. Seus dedos se juntaram à festa, deslizando para dentro com facilidade, e o gemido que Harry soltou foi quase desesperado.
Louis gemeu junto, sentindo o aperto quente em volta dos seus dedos, e chupou com mais fome, mais ritmo. Ele nunca tinha ficado tão duro em toda a vida. Seu pau pulsava entre suas pernas, babando pré-gozo, quase doendo, mas ele queria que Harry gozasse primeiro. Queria ver aquela buceta tremendo por causa dele, sentindo tudo por ele.
— Tão apertado… — Ele murmurava, quase em adoração. — Isso aqui vai me matar.
Harry só conseguia gemer, rebolar, se oferecer mais. O prazer era absurdo, invadindo tudo, rasgando seu peito. A língua de Louis não parava, e os dedos dele curvavam exatamente onde deviam, encontrando aquele ponto que fazia sua visão se embaralhar.
— Lou… eu vou… porra, eu vou gozar…
— Goza pra mim — Louis sussurrou contra sua pele quente, a voz arrastada de tesão puro. — Quero sentir você tremendo na minha boca.
E Harry gozou. Um grito longo escapou de sua garganta, o corpo inteiro se curvando, os músculos se contraindo, a buceta pulsando em volta dos dedos de Louis. Ele não parou, continuou lambendo, sentindo cada onda do orgasmo de Harry, devorando tudo como se fosse sagrado.
Quando finalmente parou, subiu com a boca suja de prazer, os olhos escuros, famintos nos de Harry, a boca ainda brilhando com o gosto dele. Passou a língua nos lábios com lascívia, saboreando, e sorriu de lado. Louis beijou Harry com vontade, deixando que ele sentisse o próprio gosto.
— Agora é a minha vez, baby — Ele sussurrou contra os lábios dele.
Harry mordeu o lábio, a expressão entre a vergonha e o prazer. Seus olhos estavam vidrados de desejo, brilhando como se também estivesse em outro plano, suspenso entre a excitação e a incredulidade do que estavam vivendo.
Louis se posicionou entre as pernas dele, ajoelhado, o pau duro escorregando pela abertura quente e molhada, mas sem entrar — apenas esfregando, provocando, sentindo a textura macia da entrada que se contraía involuntariamente, sedenta por ele.
— Posso? — Ele perguntou, mesmo sabendo a resposta, os dedos apertando os quadris de Harry com força, como se tentasse se controlar.
Harry assentiu com a cabeça, arfando.
— Eu quero, Louis… Me fode.
Essas palavras foram como um gatilho. Louis gemeu alto e segurou o pau, o guiando até a entrada úmida e apertada. Encostou a glande ali, sentindo o calor imediatamente envolvê-lo. Lentamente, começou a entrar, centímetro por centímetro, com cuidado, mas também com fome. A sensação era indescritível — quente, úmida, apertada. Era como se o próprio corpo de Harry o engolisse, o prendesse, o puxasse para dentro.
Harry cravou as unhas no ombro de Louis, a boca aberta num gemido rouco, os olhos virados. A dor deliciosa da penetração o fazia tremer inteiro. Era exatamente o que ele queria. O que sonhava.
Louis se enterrou por completo, até a base, e ficou ali por um momento, o corpo todo tremendo com o esforço para não gozar de imediato.
— Caralho... — Sussurrou. — Você me aperta tanto. Mais é tão perfeita. Tão molhada, é como se você fosse feito pra estar com meu pau dentro de você, porra.
Então ele começou a se mover. Primeiro devagar, com estocadas curtas e lentas, os quadris ondulando em movimentos suaves, quase torturantes, explorando cada milímetro daquela sensação apertada e molhada. Mas logo o ritmo se transformou — mais rápido, mais fundo, mais voraz. Os corpos batiam com força, suados, famintos, colidindo num balé indecente de pele contra pele. Os gemidos de Harry enchiam o ambiente, roucos, sujos, cheios de desespero e prazer. Cada investida mais profunda acertava a curva deliciosa dentro dele, fazendo seu corpo arquear e arrancando sons cada vez mais obscenos de sua garganta.
Louis manteve o ritmo com perfeição — firme, molhado, cadenciado. Seus quadris se moviam em círculos apertados, estocadas controladas com uma precisão insana. As mãos apertavam os quadris de Harry com firmeza, guiando-o, controlando, dominando. Seus olhos não se desviavam do rosto corado de Harry, estudando cada microexpressão como se quisesse eternizá-las em sua mente — cada mordida no lábio, cada gemido sufocado, cada olhar suplicante.
— Você quer meu esperma dentro de você? — Ele disse entre os dentes, com a voz baixa e carregada de desejo.
— Sim... — Harry mal conseguia responder, engasgando nos próprios gemidos enquanto era empurrado para frente pelas estocadas firmes. — Sim, porra…
— Tem certeza que está pronto pra isso?
— Ah, sim... eu tô pronto... por favor, me dá o seu bebê. Me engravida, Louis... — Ele dizia como se estivesse possuído, os olhos brilhando, o corpo entregue. — Enche a minha bucetinha com a sua porra...
Ele agarrou a cintura de Harry e começou a empurrar para dentro - duro, profundo, seu pau batendo naquele ponto perfeito a cada elevação de seus quadris. Eu gemi mais alto, o corpo tremendo, a pressão aumentando rapidamente.
— Porra, essa buceta é minha! — Louis rosnou. — É minha pra usar quando eu quiser… meu depósito de porra…
Ele levou a mão até o clitóris de Harry e, com o polegar e o indicador, puxou delicadamente o botão sensível, fazendo-o balançar enquanto estimulava com maestria. Harry gritou alto, o corpo inteiro se dobrando ao meio.
— Goza pra mim, H... — Louis ordenou com a voz rouca. — Quero sentir sua porra me molhar todo.
E Harry quebrou. O orgasmo o atingiu como uma onda violenta, arrebatadora. Suas pernas tremeram, sua bucetinha se apertou e espasmou ao redor de Louis com força desesperada, encharcando-o com seu gozo quente enquanto gritava o nome dele em agonia extasiada.
Mas Louis não parou. Continuou roçando o clitóris, provocando espasmos involuntários, arrancando gemidos sofridos, quase chorosos, do corpo já sensível de Harry. Ele sabia que não queria perder aquela conexão, não queria que o pau de Louis deixasse seu corpo nem por um segundo — muito menos pra ser substituído por uma buceta de silicone fria, largada num canto qualquer.
Então, com os olhos marejados de prazer e desejo, puxou Louis para seu peito. O outro o olhou surpreso, ainda ofegante, e Harry apenas sorriu, angelical, antes de virar o corpo dele de costas no sofá com uma facilidade surpreendente.
Montou sobre ele com fome e propósito, cavalgando com firmeza, se empalando com prazer.
— Oh, porra… — Louis jogou a cabeça pra trás, as mãos agarrando com força as coxas de Harry, como se precisasse de algo pra se ancorar naquele furacão de prazer.
— Me diz… — Harry começou a cavalgar, o corpo se movendo com habilidade e firmeza, os músculos da sua buceta apertando com força em cada descida. — A minha é melhor que aquela buceta, Louis? Hein? A minha é mais apertada?
Louis gemeu alto, descontrolado.
— Caralho, Harry… essa bucetinha é perfeita. É a melhor que eu já comi. A mais quente… a mais apertada... a única que eu quero.
Harry sorriu, aquele sorrisinho com covinhas e dentinhos de coelho que deixava Louis maluco — e continuou montando nele, rebolando, girando os quadris, provocando espasmos em ambos. As paredes internas de sua buceta pulsavam, sugando, ordenhando, levando Louis ao limite.
— Goza, Lou — Harry sussurrou contra sua boca. — Enche a sua buceta com porra. Me marca por dentro.
Louis não aguentou mais. Gemeu alto e, com um último estalo de quadril, se enfiou fundo. Harry sentiu o pau dele latejar dentro de si, o inchaço crescendo, e então veio o calor — a porra de Louis jorrando forte, espessa, preenchendo-o por inteiro.
Harry gritou junto, os olhos fechados com força enquanto sentia o calor da porra de Louis preenchê-lo por completo, escorrendo dentro dele como lava espessa, quente, suja — deliciosa. Seu corpo inteiro vibrava, as pernas tremendo, os músculos contraídos. As paredes internas de sua bucetinha ainda pulsavam, famintas, como se quisessem sugar mais, tirar tudo o que Louis tinha.
Louis arfava debaixo dele, os olhos entreabertos, o peito subindo e descendo com força. Ele estava suado, a pele brilhando, o rosto ruborizado com o esforço e o prazer. As mãos ainda seguravam com firmeza as coxas de Harry, mas agora seus dedos tremiam, como se o corpo estivesse em colapso, sem forças, tomado por completo.
Harry se debruçou sobre ele, ainda empalado, ainda sentindo cada pulsação do pau de Louis dentro de si. O beijo que ele deu foi lento, melado, preguiçoso — cheio daquela luxúria satisfeita, embriagada. As línguas se encontraram num roçar preguiçoso, explorando com doçura, contrastando com o ritmo feroz de antes.
— Você me encheu tanto… — Harry sussurrou, o nariz roçando no queixo suado de Louis. — Tá escorrendo de mim.
— Não vou conseguir tirar meu pau de dentro de você tão cedo… — ele murmurou, meio rindo, meio ofegando, os olhos fixos no rosto rosado e satisfeito de Harry.
Harry riu baixinho, se aninhando no peito suado dele, ainda com Louis dentro de si, como se aquele encaixe fosse natural, certo.
— Não precisa. Fica aí. Eu gosto assim… sentindo você me escorrendo por dentro.
Eles ficaram ali por longos minutos, o silêncio preenchido apenas pelos suspiros suaves, os corpos ainda colados. Harry se moveu um pouco, o que fez Louis gemer baixinho de sensibilidade, e o líquido quente escorreu por suas coxas, quente e sujo — e ainda assim, havia algo estranhamente bonito naquilo.
Louis passou os braços ao redor da cintura dele, abraçando com mais força, como se quisesse mantê-lo ali, colado, fundido. Como se, mesmo depois de tudo, ainda não fosse suficiente. Como se quisesse mais — sempre mais.
No movimento de uma das pernas de Louis, algo caiu no chão com um leve som abafado. Os dois viraram o rosto e olharam.
O brinquedo que deu origem a tudo aquilo.
— Acho que agora isso não vai mais ser útil… — Harry disse, com um sorriso preguiçoso no canto dos lábios.
Louis riu, abafado, e o som vibrava contra o peito onde Harry descansava.
— Aquilo nunca mais vai me satisfazer… não depois de você.
O beijo que veio em seguida foi lento. Sem pressa. Intenso como um juramento silencioso.
E ali, entre gemidos que se apagavam e respirações que se sincronizavam, Harry e Louis se perderam de novo. Mas agora de um jeito diferente. Não era mais só tesão. Era pertencimento. Era entrega.
E dessa vez… ninguém precisou dizer "fica". Porque os dois sabiam que já estavam onde queriam estar.
Obrigada pela sua leitura, pelo seu apoio! Volto em breve com mais, eu prometo. 🤍🪽
IDJSIXJWKSISJWKW AMOOO
Le monstre de la nuit
Avisos
Menção a sangue
Esta estória se passa na dacada 20 e nos dias atuais
Harry como garota cis
Leve BDSM
8k de palavras
Desuso de camisinha
Me perdoem qualquer errinho
Boa leitura!
Em meados de 1928, mais precisamente em dezembro, uma época em que o frio congelava até os dedos dos pés, fortes ventos ameaçavam uma pequena cidade no interior de Londres. As pessoas eram vistas fazendo compras de decorações e presentes, organizando-se para celebrar o Natal; as crianças corriam e brincavam no parque ao lado. Cada um ocupando-se de si.
No entanto, em um local escuro, no ponto alto da cidade, havia uma presença que observava a movimentação das pessoas, à procura de sua próxima vítima. Olhando minuciosamente, ele notou uma mulher distraída no celular, usando fones de ouvido. A poucos metros atrás dela, um homem movia-se estranhamente veloz, vestindo um moletom preto com capuz que cobria boa parte do seu rosto, olhando para os lados, certificando-se de que estavam sozinhos.
À medida que o homem se aproximava da mulher, a silhueta escura movia-se rapidamente pelas sombras, de forma que quem olhasse não seria capaz de acompanhá-lo. O homem acelerou os passos, retirou um lenço do bolso e o segurou, voltando seus olhos mais uma vez ao redor, confirmando se não havia ninguém nas proximidades.
Quando estava prestes a executar seu plano, algo o puxou para cima com uma força inexplicável, rapidamente impedindo-o de gritar quando sentiu sua boca ser bloqueada por uma mão grande e pesada. Ele tentou descobrir quem estava o prendendo pela gola, mas, devido à escuridão da noite, sua visão era inferior e isso o deixou aterrorizado.
— P-por favor, deixe-me ir… — o homem implorou. — Juro que nada direi a outra pessoa!
— Tsc, tsc. Realmente pensas que sou ignorante a ponto de não saber o que estava tramando? — indagou uma voz rouca. — Perseguindo a jovem, e agora implorando por misericórdia?
O dono da voz caminhou até uma fonte de luz e, finalmente, revelou seu rosto. No entanto, algo chamou a atenção do bandido, intrigando-o e apavorando-o ainda mais: os olhos vermelhos intensos que o encaravam como se ele fosse uma presa – talvez realmente fosse. A criatura abriu a boca e os caninos pontiagudos emergiram.
O bandido congelou por inteiro, aterrorizado, murmurou repetidos pedidos de piedade e garantiu que não voltaria a se meter com ninguém.
— Sabemos que isto não passa de uma mentira — a criatura zombou. — E permita-me ser franco: não tenho piedade por canalhas, mas a fome que sinto é imensa.
O semblante da criatura tornou-se animalesco e seus dentes afiaram-se, enquanto proferia a seguinte frase:
— Bon appétit — e cravou os dentes na jugular do homem.
🩸
— Você acredita que conseguirá fazer isso? — Niall questionou durante a ligação.
— Sim, sem dúvida! Tenha mais fé em mim, Nialler — Harriet afirmou em falsa descrença.
Harriet sabia desde a infância que seria jornalista ou algo do gênero. Sua mãe sempre a incentivou a perseguir seus sonhos, e após muitos anos esforçando-se e obtendo boas notas na escola, ela conseguiu ingressar em uma faculdade prestigiada. Entre tantas dificuldades e horas sem dormir, ela finalmente se graduou. E atualmente, aos 24 anos, trabalhava em uma emissora como jornalista investigativa, apresentando seu próprio programa em horário nobre.
Isso nos conduz a este momento em que Harriet conversava com seu colega de trabalho e melhor amigo, Niall. Ambos se conheceram quando ela estava na sala de espera da emissora, à espera de ser chamada para uma entrevista, e por coincidência, ele também estava aguardando para ser entrevistado. Durante o período de aguardo, começaram a trocar ideias e perceberam que compartilhavam muitos interesses em comum. Trocaram números de telefone e continuaram a conversar diariamente, comemorando juntos quando receberam um e-mail informando que haviam sido contratados.
— Não é que eu não confie em você, mas é que sei lá… — disse Niall, em tom de indecisão. — E se essa história for verídica? Não confio que você vá para uma cidade desconhecida à procura de uma pessoa, ou o que quer que seja isso, sozinha.
— É uma pena que você não poderá ir comigo, mas relaxe, Nini. Eu o avisarei a cada passo que der.
— Mesmo assim, ainda me preocupo.
Harriet não poderia mentir que estava tranquila ao ter que viajar sem seu melhor amigo. Em um determinado dia, Lauren, sua chefe, a chamou ao seu escritório para informar que ela precisaria deslocar-se até uma pequena cidade por aproximadamente uma semana, pois naquela pacata cidadezinha existia uma lenda que os moradores contavam. Como era de se esperar, existiam várias versões. Alguns dizem ser uma criatura que aterrorizava todos, outros diziam ser um homem misterioso, mas nunca houve vestígios de suas características.
Enquanto discutiam sobre a viagem, ela organizava suas malas, dispondo o que era mais importante para os dias que visitaria, priorizando agasalhos, meias e botas, pois havia a possibilidade de nevar.
Ao terminar de arrumar a mala, ela verificou se não havia esquecido de nada e, ao confirmar que não, fechou a mala com grande facilidade e rapidez.
Harriet partiria para o aeroporto às 9h do dia seguinte, sentindo-se extremamente ansiosa, não entendendo se era por estar viajando sozinha ou por seu lado investigativo, ansiando por desvendar mais uma história. Apesar desse sentimento, ela seguiu sua noite como podia, pediu comida e assistiu um filme, permitindo que o tempo avançasse. Ao verificar o relógio, já passava das 23h. Revisou sua bolsa, certificando-se de que possuía seus documentos e passaporte. Pouco tempo depois, ela estava deitada em sua cama, preparando-se para dormir, e aproveitou para carregar seu celular, apagando o abajur durante o processo.
🩸
Harriet olhava constantemente para seu relógio, verificando o horário ansiosamente à medida que os minutos passavam, suas cutículas que o digam. Ela aguardava a chegada do jato da empresa, o que não demorou muito, até que um dos funcionários a conduziu até a área de embarque. Alguns minutos depois, ela já estava a bordo, enviando mensagens para sua mãe, Niall e sua chefe, enquanto esperava a decolagem do jato, e quando o fez, Harriet soltou o ar que nem sabia que estava segurando.
A aeronave aterrissou às 13h e, ao calcular o tempo necessário para ela descer do jato, pegar suas malas e se encontrar com o motorista designado para conduzi-la até o hotel, levou em média uma hora, com alguns minutos de espera para efetuar o check-in.
Quando finalmente chegou ao seu quarto, ela soltou um suspiro exausto, atirando-se na cama, sentindo suas costas e pés latejarem. Harriet agarrou seu celular e comunicou a todos que já estava no hotel, devolvendo-o à sua mesinha de cabeceira, decidindo tirar um cochilo antes de iniciar o trabalho.
🩸
Ao acordar, não demorou para se levantar, dirigindo-se ao banheiro para realizar todas as suas necessidades básicas, aproveitando para tomar um banho. Ao sair do banheiro, ela foi até a sua mala e pegou roupas quentes para vestir, não se esquecendo da bota e do gorro. Harriet agarrou sua bolsa, seu bloco de notas e caneta, saindo do hotel para buscar mais detalhes sobre a tal criatura misteriosa.
Caminhando pela cidade, ela admirava como era movimentada e bem iluminada. As pessoas a olhavam com um ar de curiosidade e algumas até a cumprimentavam, dando a ela a oportunidade de obter informações sobre a lenda. Após muita discussão, ela descobriu que a coisa só atacava à noite e, surpreendentemente, os indivíduos que desapareciam eram assassinos, ladrões, todos com antecedentes criminais. Tudo isso já era do seu conhecimento, mas o que a deixou intrigada foi uma senhora que comentou sobre uma mansão luxuosa um pouco afastada da cidade, habitada por um homem bem-sucedido. Não se sabia o que ele fazia ou como seu rosto se parecia. No entanto, ela não era tola e pediu imediatamente o endereço do local, porém foi alertada pela idosa para ter cautela.
— Sabe… desde pequena eu ouço a respeito da lenda da criatura que ataca à noite, mas nunca tive a coragem de me aproximar daquele local — a idosa aparentava estar amedrontada. — Por isso, peço encarecidamente que não vá à noite e tome muito cuidado com o Monstro da Noite.
Mesmo sem entender direito, ela concordou silenciosamente e agradeceu à senhora que apenas acenou e se afastou lentamente. Harriet achou incomum a mudança de humor da idosa, mas optou por ignorá-la por enquanto, decidindo alugar um carro para as semanas que passaria ali. Pouco tempo depois, ela deixou a locadora de veículos e se dirigiu até a mansão mencionada anteriormente.
🩸
Quando chegou ao local, ela observou a grande mansão de madeira escura, coberta por algumas árvores, proporcionando um ar misterioso. A construção aparentava ser antiga, porém bem preservada, com as gramas aparadas e uma fonte de água localizada na entrada da propriedade. Harriet deixou o carro, admirando cada canto do lugar enquanto dava passos lentos em direção ao grande portão de ferro, que curiosamente estava entreaberto. Como uma boa investigadora, ela se esgueirou entre as brechas, caminhando suavemente pela grama macia até alcançar a larga porta. Ela deu algumas batidinhas com os nós dos dedos na madeira, esperando que alguém aparecesse, o que não aconteceu após alguns minutos.
Ela estava pronta para buscar uma saída lateral, mas ao se distanciar da porta, de repente a estrutura de madeira se abriu, revelando um elegante hall de entrada, porém vazio. Harriet estava entre uma briga interna se deveria entrar ou não; no entanto, não pôde voltar atrás quando seu pé a traiu, atravessando a soleira da porta.
— Er… Olá? — ela proferiu, ouvindo o eco de sua voz e o barulho estalado que seus pés produziam ao caminhar pelos pisos de madeira. Ao olhar para os lados, notou os cômodos vazios e várias perguntas martelavam em sua mente: quem foi que abriu a porta para ela? Se alguém deixou o local, por que ele deixaria a porta destrancada? Deveria haver seguranças ali.
A cada passo que ela dava, um calafrio percorria sua espinha e uma sensação de estar sendo observada a fez inclinar a cabeça rapidamente em busca de alguém. Ela parou diante de uma grande porta e girou a maçaneta, revelando uma abertura, observando o interior da sala.
— Uau… — foi tudo o que conseguiu dizer, boquiaberta com o cenário daquela sala. Era um cômodo extenso, pouco iluminado, exceto pelo sol refletido pelas janelas, com enormes prateleiras que atingiam o teto, repletas de diferentes cores e tamanhos.
Perambulando pela sala, ela deslizava o dedo indicador pelas lombadas dos livros, até que avistou um em particular que despertou seu interesse. Harriet o tirou do lugar, observando sua capa. Tratava-se de um ‘livro’ de coloração verde, capa dura, sem título ou imagem visível, que mais se assemelhava a um caderno.
Ela depositou o ‘livro’ sobre a mesa e arrastou a cadeira para mais perto do móvel, acomodando-se em seguida. Soltou um suspiro profundo ao abrir o ‘livro’ e confirmou que de fato não possuía um título. Aquilo pareceu-lhe incomum, mas tirou as conclusões quando percebeu que se tratava de um diário.
Enquanto folheava o diário, ela descobriu que pertencia a um homem chamado Louis Tomlinson, nascido em 24 de dezembro de 1902, portanto, 26 anos a partir da data da última página do caderno.
Ela parou para raciocinar após atingir a metade do diário, sentindo-se muito curiosa e confusa ao mesmo tempo com o desenrolar da história.
Ao olhar para a janela, assustou-se ao ver que estava totalmente escuro lá fora. Ela pôs o diário em sua bolsa e caminhou pela casa, verificando novamente se estava completamente sozinha, pois ainda sentia como se estivesse sendo vigiada.
Ao chegar até a porta de entrada, Harriet ouviu ao fundo o barulho de algo se chocando contra o chão. Sentiu um arrepio na espinha, não se atrevendo a dar um passo sequer, pois sabia que os ruídos vinham da biblioteca. A única coisa que pôde fazer foi olhar em direção ao cômodo e notar uma sombra escura parada entre o batente da porta.
Como uma boa curiosa, ela resolveu investigar a origem do ruído, não sem antes ligar a lanterna que estava na bolsa. Em passos lentos, ela voltou novamente à biblioteca, examinando minuciosamente cada recanto do cômodo, terminando por não encontrar nada. No entanto, ao se aproximar da porta, um ruído se fez presente outra vez no local e, rapidamente, guiou a luz na direção do som, suspirando aliviada ao perceber que era um dos enfeites que havia caído de uma das estantes.
— Ufa! Pensei que fosse o Monstro da Noite, mas é apenas um brinquedo — Harriet pegou o objeto em sua mão e recolocou-o no lugar.
Ao virar-se para deixar a biblioteca, a luz da sua lanterna revelou a silhueta de um homem parado no batente da porta, assustando-a profundamente.
— Tua mãe nunca lhe advertiu sobre se meter onde não é chamada? — a voz rouca e grave cortou o silêncio como uma lâmina.
Harriet levou a mão ao peito, tentando estabilizar a respiração acelerada.
— E a sua nunca lhe disse para não assustar as pessoas desse modo? — ela retrucou, esforçando-se para manter a compostura.
A figura avançou lentamente pelo cômodo, os passos ecoando no piso de madeira, cada som mais opressivo que o anterior.
— O que traz uma bela jovem à minha propriedade? — indagou com frieza, arqueando uma sobrancelha. — Esta área não é aberta a visitas.
— Em minha defesa, eu bati na porta e ninguém respondeu. Quando estava prestes a ir embora, a porta simplesmente… abriu — Harriet deu um sorriso cínico, apesar do suor frio em sua nuca.
— E, ainda assim, ousou entrar? — ele rebateu, inclinando levemente a cabeça, estudando-a como um predador prestes a atacar.
— Sou jornalista. Curiosidade é parte do meu trabalho… ou da minha natureza. No fim, acho que foi a combinação dos dois — Harriet deu de ombros, tentando ignorar o desconforto crescente com sua proximidade, bem como o peso daquele olhar que parecia queimar sua pele de fora para dentro. Ele estava a pelo menos dez passos de distância quando ela o viu pela última vez, parado como uma estátua em meio à penumbra. Mas algo nela a impulsionava a encará-lo, mesmo contra o próprio instinto.
Com um movimento lento, virou apenas a cabeça e seus olhos se prenderam ao rosto dele, examinando cada detalhe como se buscasse decifrá-lo. E foi então que notou algo estranho – um brilho vermelho. Sutil, perigoso, dançando em suas íris azuis como uma faísca prestes a incendiar.
Harriet piscou, o coração martelando em seus ouvidos.
Eu vi aquilo... ou foi apenas coisa da minha cabeça?
No entanto, a dúvida se desfez em um instante, quando ela voltou a olhá-lo por completo e se deparou com algo que fez seu estômago despencar. O homem encontrava-se agora perigosamente próximo, a apenas três passos dela. Não havia som de movimento, nem sombra que denunciasse como ele havia cruzado a distância entre eles tão rapidamente. Ele estava simplesmente ali, como se tivesse se materializado.
A aproximação era esmagadora. O ar ao redor dele aparentava ser mais denso, quase tangível, carregado de uma energia que fazia os pelos da nuca dela se arrepiarem. Harriet sentiu seu coração vacilar por um momento, porém, ao invés de se afastar, ergueu o queixo, mantendo o olhar fixo nele.
— Curiosa e destemida... — o homem murmurou, exibindo um sorriso que era tudo menos reconfortante. Sua voz possuía um peso hipnótico, como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente esculpida para prender sua atenção. — Ou seria apenas teimosia?
— Diria que é determinação — Harriet respondeu, apertando a ponta da lanterna com a mão enquanto sua mente lutava para decifrar o homem à sua frente. — Talvez você não esteja acostumado a isso, mas eu não sou facilmente intimidada.
Ele avançou devagar, quase arrastado, as mãos nos dois bolsos de sua calça social, como se saboreasse o desconforto que provocava.
— A coragem pode ser tão perigosa quanto a ignorância, minha cara jornalista — falou o homem, as palavras pingando como veneno. — E aqueles que se inclinam demais sobre o abismo correm o risco de serem consumidos por ele.
Harriet sentiu o peso de sua presença intensificar-se. A distância entre eles parecia se estreitar ainda mais, apesar de ele não ter se movido.
— Então, devo presumir que você é o fogo? — ela retrucou, esforçando-se para não deixar sua voz tremer.
Ele inclinou levemente a cabeça, como se analisasse a pergunta, seus olhos cintilando com algo que ela não conseguia identificar.
Poder? Divertimento? Fome?
— Talvez eu seja a faísca... — murmurou o homem, sua voz tão baixa que parecia fundir-se ao ambiente. — Ou, quem sabe, algo muito pior. Deixo-lhe a sorte de descobrir.
Harriet não recuou, mesmo quando ele avançou mais um passo. Agora estavam tão próximos que apenas três passos dela seriam suficientes para que seus corpos se tocassem. A curiosidade pulsava em suas veias, superando qualquer temor. Ainda assim, era impossível ignorar a sensação de estar à beira de algo maior e mais ameaçador do que poderia compreender.
A racionalidade parecia ter abandonado Harriet naquele momento. Ao invés de se afastar, como seria prudente, duas vozes se opunham em sua mente: uma implorava para ouvir o que a velha mulher havia lhe dito, enquanto a outra insistia para que se aproximasse ainda mais, até que não restasse mais espaço entre ela e aquele homem.
Era intrigante como ele, um completo estranho, despertava nela algo tão visceral e intenso. Nem mesmo nos primeiros encontros com seus ex-parceiros sentiu tal curiosidade ou atração imediata.
— Se está tentando me assustar, sinto lhe dizer, mas você terá que se esforçar mais — Harriet provocou, mesmo que a adrenalina percorresse seu corpo como um aviso.
O sorriso do homem cresceu, revelando dentes impecáveis, porém algo nele era predatório.
— Não preciso assustá-la, Harriet... — ele disse, a voz como um sussurro mortal. — O que reside em ti já cumpre este papel por mim.
Ela sentiu o peso de suas palavras como uma bofetada. Ele sabia. Sabia que ela estava em conflito entre a racionalidade e o instinto, entre o desejo de fugir e a atração inexplicável que a mantinha aprisionada ali como nunca antes.
Harriet foi a primeira a se mover, a sensação esmagadora pressionando seu peito, sua consciência deixando-a surda por um instante. Por fim, suas botas ressoaram pelo chão como um aviso silencioso, ela parecia curiosa ao explorar mais o local.
O perfume do sangue de Harriet atingiu o homem como um golpe inesperado. Era um aroma singular, impossível de ser descrito por palavras mortais – uma mistura de doce e selvagem, pulsando com a energia vital que ele há muito tempo deixara para trás. Aquele aroma o envolvia, invadia sua mente como uma melodia hipnótica que insistia em tocá-lo em áreas que ele acreditava estarem esquecidas para sempre.
Ele observou enquanto ela caminhava pelo cômodo, cada movimento dela parecia intensificar aquele perfume, deixando-o ainda mais inebriado. Seus olhos fixaram-se na delicada curva do pescoço, onde a pulsação dela chamava sua atenção como um farol na vasta escuridão.
A mandíbula dele se contraiu, os caninos pressionando suavemente sua língua enquanto ele tentava controlar o desejo crescente de reivindicar o que o instinto indicava ser seu.
— Interessante — disse Harriet, sua voz firme, mas a ligeira hesitação na última sílaba não passou despercebida. Ela se inclinou parcialmente para ele, a postura tentando transmitir confiança. — Saber que, se esta residência não fosse cercada por mistérios e lendas sobre... seres que dizem não existir, poderia ser facilmente habitada.
O homem riu baixinho, o som reverberando como um trovão contido. Ele deu um passo à frente, e a maneira como sua silhueta parecia crescer na obscuridade fez o coração de Harriet bater mais rápido – ele podia ouvir, claro como um tambor em meio ao silêncio.
— Francamente, senhorita... — a voz dele era como um sussurro que parecia ecoar por todas as direções. — Quem, em perfeito discernimento, desejaria residir em um lar “amaldiçoado” como este?
Harriet virou-se para encará-lo de frente, os olhos desafiando o brilho inumano nos dele. No entanto, ela ainda sentiu a tensão no ar, como se o espaço ao seu redor estivesse sendo moldado pela vontade dele.
— Eu — a palavra saiu firme, mas o coração dela falhou uma batida, e o homem exibiu um sorriso, satisfeito.
Harriet mal teve tempo para reagir quando o homem se aproximou. Em um instante, ele estava diante dela, tão perto que o espaço entre eles parecia inexistente. A presença dele envolvia-a como uma sombra viva, e o frio sobrenatural que emanava de sua pele parecia cortar o ar quente do ambiente.
Harriet viu-se com as pernas fraquejando, mas não conseguiu se afastar. Seus olhos estavam presos nos dele – profundos, ardentes, difíceis de decifrar. Quando ele ergueu a mão, seus dedos longos e elegantes deslizaram pelos cachos recém-formados dela. Harriet sentiu seu corpo inteiro reagir, um arrepio queimando sua espinha.
— Já lhe disseram, minha bela Blodros¹, o quão encantadora és? — a voz do homem soou suave, quase como um sussurro, porém carregada de algo visceral que fazia cada palavra vibrar no ar.
Ele inclinou a cabeça, seus olhos traçando o contorno do rosto dela antes de se dirigirem ao pescoço exposto. A pele dela parecia resplandecer sob a luz suave, convidativa. Seus olhos fixaram-se na delicada clavícula que escapava da blusa sem alças. Ele sorriu, mas não era um sorriso afável, havia algo predatório naquele gesto, algo que fez Harriet corar violentamente.
Ela tentou se recompor, desviando o olhar, mas sua voz saiu hesitante, trêmula.
— Você… não está necessariamente preocupado por eu ter entrado aqui? — ela perguntou, sem ter clareza sobre o que queria ouvir. Parte dela tinha consciência de que deveria estar receosa, mas o magnetismo dele desarmou-a completamente.
O homem soltou um riso baixinho, um som profundo e rico que parecia vibrar dentro dela.
— De modo algum — ele se curvou, a ponta dos dedos agora traçando uma linha lenta e quase torturante do braço dela até o ombro. Parecia um toque sutil. — Há algo muito mais… fascinante, que clama pela minha atenção, não achas?
O toque dele era suave, mas devastador. A pele de Harriet parecia arder sob a pressão dos dedos dele, e cada centímetro que ele percorria provocava um rastro de arrepios. Quando os dedos do homem finalmente tocaram a curva de seu pescoço, ela não conseguiu evitar fechar os olhos por um instante, absorta naquela sensação intoxicante.
— Você não devia... — ela tentou falar, mas a voz morreu quando ele deslizou as pontas dos dedos pela pele macia de sua garganta.
O homem curvou-se ainda mais, o rosto quase tocando no dela, e Harriet prendeu a respiração.
— Não devia? – ele sorriu contra o ouvido dela, e o calor de sua respiração, tão contrastante com o frio de sua pele, a fez estremecer. — Diga-me, senhorita, qual razão a impede de se afastar?
Harriet não respondeu. Não podia. Seus pensamentos estavam confusos, enevoados pelo efeito que ele exercia sobre ela.
— Dê-me — ele sussurrou, a voz saindo quase como um gemido, tão repleta de desejo que Harriet sentiu as pernas vacilarem novamente. — Anseio pelo seu consentimento.
Então, ele pousou os lábios a poucos centímetros da curvatura do pescoço dela. Quando ele suspirou profundamente, ela sentiu o calor de seu ar, misturado com algo mais – uma fome palpável, quase tangível. Por um momento, a máscara controladora dele pareceu escorregar, revelando uma intensidade que a deixou atordoada.
— Para lhe provar... — ele murmurou, a voz rouca, enquanto suas mãos escorregavam pela cintura dela, segurando-a firmemente.
Harriet arqueou levemente o corpo, inclinando-se em direção a ele, como se estivesse sob algum tipo de encantamento. Seu pescoço parecia ansiar pelo toque dele, mesmo que sua mente tentasse gritar um alerta que ela não conseguia ouvir.
— Eu… nem sei seu nome — ela disse, a voz fraca, enquanto olhava para ele com os olhos desfocados. — Como posso confiar em você?
O sorriso que se formou nos lábios do homem era avassalador. Não havia gentileza nele, apenas uma confiança esmagadora e um poder antigo que Harriet mal conseguia compreender.
— Não será o meu nome que lhe trará a confiança desejada, Harriet — ele murmurou, o som de sua voz acariciando o nome dela como se fosse um segredo. — Contudo, se não puder confiar em minhas palavras... — ele fez uma pausa, aproximando os lábios da curva do pescoço dela, onde podia sentir o pulsar frenético de sua artéria. — Escute, ao menos, o que seu corpo lhe diz.
Ele deslizou os lábios pela pele dela, sem morder, apenas provocando, como se estivesse no limite de sua capacidade de controle. Harriet soltou um suspiro involuntário, seus dedos agarrando a camisa dele, como se o equilíbrio que buscava dependesse de segurá-lo firmemente.
E então ele parou, seus olhos ardendo como uma luz carmesim enquanto fitava-a.
— Diga-me, Harriet... — ele se inclinou novamente, o tom agora era um comando delicado. — Deseja que eu pare agora?
Ela tentou encontrar palavras, porém tudo o que conseguiu fazer foi um leve aceno de cabeça, uma rendição silenciosa que fez o sorriso dele se alargar.
O homem se posicionou atrás dela, unindo seus corpos, proporcionando-a automaticamente uma sensação de segurança e familiaridade, como se já tivesse sentido esse abraço anteriormente, ao mesmo tempo em que a mistura de medo e prazer fazia-se presente. Ele segurou-a pela cintura e virou-a novamente, mantendo os rostos a centímetros de distância.
— Confesso que almejava sentir o gosto dos teus lábios… — ele passou o polegar no lábio inferior.
Sem perder tempo, ele finalmente selou os lábios, beijando-a intensamente, soltando vários suspiros ao sentir a maciez da boca dela. Ao aprofundar o beijo, ele introduziu a língua, iniciando uma busca por dominância que ele alcançou rapidamente sem muito esforço. Era incrível como a jovem estava sensível aos toques. Para ela, o toque e o aperto dos dedos tatuados dele eram como chamas que, ao entrarem em contato com seu corpo, acendiam um fogo dentro de si.
— Ainda melhor do que ousara imaginar… — ele terminou o beijo, depositando um selinho no final.
Harriet piscou desconcertada, ainda perdida com aquelas sensações, buscando por um apoio. Ela pressionou o corpo contra a borda da mesa ao mesmo tempo em que o homem iniciou outro beijo ardente, descendo os beijos pelo rosto, pescoço, até alcançar a clavícula e se concentrar ali. Ele levou a mão até o colarinho ósseo coberto pela blusa, deixando um aperto que arrancou um gemido baixo da jovem.
— Permita-me levá-la a outro lugar… — o homem a pegou no colo com uma facilidade incomum, e a jovem deitou-se em seu ombro, fechando os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, eles já estavam adentrando um cômodo com uma cama grande e um armário requintado no canto. Provavelmente pertencia a ele.
O quarto era grande mas ao mesmo tempo tão acolhedor, atraindo a atenção de Harriet, então ele acomodou-a cuidadosamente na cama.
— Então… este é o seu quarto? — o homem assentiu enquanto ela olhava ao redor. — Não combina em nada contigo. — Ela soltou um riso baixinho.
— E qual seria, então, o tipo de quarto que “combina” comigo? — o homem indagou, cruzando os braços. — Um quarto onde as cores escuras dominam e correntes pendem das paredes? Ou será que caveiras tomariam o lugar dos livros nas prateleiras? É assim que me vê? — Harriet riu com a indignação dele.
— Você é engraçado — ela riu fraco.
— E tu és, sem dúvida, bem intrigante — ele pontuou, sentindo um déjà-vu, mas imediatamente afastou os pensamentos.
— Sou, é? — Harriet se levantou e o puxou cuidadosamente até a cama.
— Mm… — sem perder tempo, ela arrastou-o para outro beijo, mas desta vez foi diferente, parecia mais intenso, mais emocional, como se as bocas já se conhecessem há muito tempo.
Vagarosamente, o homem deitou seu corpo sobre o dela, e sua mão, que estava posicionada no rosto de Harriet, desceu até o pescoço e alcançou a clavícula. Sua boca traçou o mesmo caminho, deixando marcas vermelhas na pele macia. Ao descer mais um pouco, ele chegou aos seios cobertos da jovem e, sem muita enrolação, tirou a blusinha e a dispensou em algum canto. Como ela estava sem sutiã, ele observou atentamente os mamilos delicados e, sem se conter, esfregou calmamente seus polegares sobre o biquinho rígido, provocando um gemido sôfrego nela.
Ele aproximou a mão tatuada do seio e o segurou firmemente, admirando como se encaixavam perfeitamente entre os dedos. Em seguida, o homem fechou os lábios sobre o mamilo sensível, rapidamente provocando um gemido alto em Harriet, que instintivamente levou as mãos entre os fios lisos do cabelo dele, apertando-os.
Harriet viu-se desorientada quando o homem começou a maltratar o outro mamilo com a mão livre, sem perceber como suas pernas se afastaram para acomodá-lo no meio delas. Ela apenas se deu conta disso ao sentir o membro duro dele pressionando sua xotinha que estava coberta pela calça.
Sem timidez alguma, ela começou a se esfregar nele, que repetiu os mesmos movimentos, sem interromper o ato de maltratar a pele já vermelha.
— Tão suscetível aos meus toques… — ele afastou a boca para ver como a pele estava, sorrindo satisfeito em admiração como se aquilo fosse a porra de uma obra de arte, o que realmente era.
— Hum… mais… — disse Harriet, perdida entre as sensações.
Ele se afastou lentamente, puxando-a para a ponta da cama, sem enrolar para remover suas vestes e a calça dela.
Harriet percorreu os olhos pelo corpo forte coberto por belas tatuagens e, ao voltar seu olhar para o homem, pôde perceber novamente a mistura de cores azul e vermelho conforme ele a encarava com desejo.
Ele se ajoelhou no chão, colocando o rosto entre as pernas dela, e passou o braço sob as coxas grossas, puxando-a para perto, ficando a centímetros da calcinha que já estava completamente arruinada pelo melzinho.
O homem inspirou profundamente, sentindo o cheiro inebriante dela que estava enlouquecendo-o, necessitando desesperadamente de controle para não acabar extravasando.
Então ele deslizou o dedo entre os lábios, enviando estímulos imediatos para Harriet, que soltou um gemido sôfrego. Ele puxou a calcinha para o lado, podendo finalmente ver a bucetinha toda molhada se contraindo, não resistindo em levar o polegar até o clitóris, iniciando um estímulo que fez as pernas dela se fecharem.
— Abra bem as pernas — ele exigiu, encarando-a fixamente antes de voltar sua atenção para aquele local. — Ou serei forçado a mantê-las no lugar. — Concluiu.
Harriet não pôde negar que se encantou com a ideia de ser amarrada e subjugada por aquele homem. A ideia lhe agradou, e muito.
A mão dele traçou um caminho até a xotinha novamente, observando como estava molhada. Em seguida, levou o dedo médio até a grutinha úmida e introduziu apenas um dígito, depois o dedo inteiro e, por fim, começou a estocar lentamente, ouvindo o barulho molhado que tornava o ambiente mais quente.
Não levou muito tempo para que ele introduzisse mais um dedo, sentindo a cavidade quente apertar em torno deles, na tentativa de expulsá-los. Com satisfação, ele observou as reações da jovem e aproximou o rosto da xotinha, inspirando profundamente, dando um leve sopro que quase a fez fechar as pernas.
Ela não se deu conta do que tinha feito, apenas quando os toques cessaram e seus olhos se abriram, ela então pôde contemplar a figura imóvel do homem em pé à sua vista.
Ela tinha a sensação de que poderia quebrar a qualquer momento, mesmo com os mínimos toques que aquele homem lhe proporcionava. Era como se seu corpo clamasse por ele, pelos seus toques, pelo seu olhar. O olhar. Harriet sentia arrepios ao ser observada. Aqueles olhos se tornaram escuros, exibindo uma fúria que a fez engolir em seco.
O homem a virou na cama, colocando-a de joelhos, o rosto colado nos lençóis macios que a mantinham bem empinada, revelando um pano fino e transparente que cobria uma pequena tatuagem com a escrita ‘bit me’. Ele apenas se afastou, observando a jovem naquela posição.
— Senhor…? — Harriet sentiu sua voz falhar, hesitante, como se um simples som pudesse fazê-lo avançar.
Nada.
Ela sentia o coração martelar forte dentro do peito, como se anunciasse que algo grande estava prestes a acontecer. No entanto, ele apenas continuava ali, observando-a. E ela o encarava, esperando uma reação, mesmo que mínima.
— Eu… — ela tentou novamente, com um único fio de voz.
O homem não respondeu de imediato. Ele simplesmente inclinou a cabeça, analisando-a, tal como um predador que observa sua presa prestes a recuar.
Após apenas milésimos de segundo, ele tomou uma atitude, rodeou a cama até chegar à frente da jovem. Ele se ajoelhou no colchão macio, observando como ela parecia tão sucinta para ele, à espera de qualquer coisa.
Ele levou a mão ao belo rosto dela, tocando o queixo, indicando para que se levantasse. Agora, em posição de quatro, os olhares se conectaram novamente.
— Ma belle poupée… — a voz rouca dele preencheu o ambiente silencioso. — Tu feras tout ce que je te dirai.²
Tão inerte nas palavras dele, ela apenas assentiu.
— Sommes-nous d’accord?³ — ele a questionou, segurando o queixo com mais força.
— Oui Monsieur.⁴ — Harriet respondeu com um fio de voz.
Um sorriso surgiu nos lábios do homem, satisfeito com a resposta.
O homem tatuado levou a mão à fivela do seu cinto, não enrolando para desabotoar a calça e soltar a braguilha. Ele esfregou a mão em seu pau já duro por cima da cueca, observando o olhar faminto da jovem. Então abaixou a peça de roupa, deixando o membro livre, e direcionou para o rosto dela, esfregando-o em sua bochecha, deslizando até os lábios.
Harriet sentia a boca salivar de ansiedade, desejando experimentar o gosto dele. Ele esfregou a glande molhada de pré-gozo sobre os lábios carnudos da jovem, na expectativa de que ela os abrisse. E foi rapidamente atendido.
A língua dela percorreu ao redor da glande, sentindo o gosto azedinho, porém saboroso, que a fenda expelia por toda sua boquinha.
O homem encaixou a glande na cavidade molhada, sentindo a boca dela se fechar em torno do membro duro. Ele esticou a mão até os cachos desfeitos dela, enrolando-os entre os dedos enquanto observava as reações da jovem, a boca toda melada de saliva e pré-gozo, os olhos brilhando com lágrimas, o cabelo todo bagunçado com alguns fios presos em sua testa. Ela parecia a porra de uma obra de arte.
Harriet olhou para o homem ao ouvir um gemido rouco, sentindo seu interior se aquecer ao perceber que estava agradando-o. Sem qualquer paciência, ele deu uma única estocada que a fez engasgar e se afastar rapidamente.
— Não lhe concedi o direito de recuar — os dedos tatuados dele apertaram os fios encaracolados, provocando um pouco de dor. — Quero estes lábios entreabertos, ou terei de fazê-lo à minha maneira.
Ele direcionou o pau novamente para a boca dela, deslizando até a garganta. Ela se esforçou para não engasgar, relaxando a garganta enquanto respirava pelo nariz.
Aos poucos, as estocadas começaram, permitindo que ela se acostumasse antes que ele acelerasse o ritmo, ouvindo os barulhos molhados que aquela ação produzia. Ele tombou a cabeça para trás, aproveitando a sensação da boca quente e carnuda envolvendo seu pau.
Naquele ponto, Harriet sentia sua xotinha pulsar, ansiando por um toque a mais. Ela desceu a mão até lá, começando a esfregar seus dedos no clitóris, realizando movimentos circulares enquanto dava leves reboladas.
Finalmente, o homem voltou seu olhar para a jovem abaixo, observando como ela se dava prazer. Aquilo o enfureceu. Harriet percebeu quando ele se afastou de sua boca e, simultaneamente, um tapa foi desferido em sua bochecha.
— Ah, minha putinha é tão impaciente que sequer consegue manter as mãos afastadas enquanto me chupa — ele puxou os cachos longos para trás, fazendo com que o olhar dela se fixasse nele.
O homem empurrou-a na cama e posicionou-se em cima dela. Ele afastou completamente as pernas, revelando a xotinha toda babada à mostra, observando como o melzinho escorria abundantemente pelo colchão.
Harriet notou como o pau do homem estava totalmente ereto, fazendo com que sua bucetinha ficasse ainda mais molhada. Ele levou as mãos até um dos peitinhos cheinhos e o apertou, sentindo a carne macia escapar entre os dedos, provocando um gemidinho baixo por parte dela.
— Hum… e-eu… — ela sussurrou, perdida no momento.
O homem punhetou o cacete ereto enquanto seus olhos estavam pregados na jovem, observando como estava necessitada. Como ondulava o corpo à procura de contato.
Mais contato dele.
Mais dele.
Mas, ele não cedia.
— O que desejas? — ele se acomodou entre as pernas dela e esfregou a extensão dura e rígida na vulva, contemplando como ela tremia com os toques. Como a buceta liberava mais mel doce, servindo como lubrificante para o pau do homem, que contraía em busca de mais contato, de estar em contato com a carne macia e aquecida.
— Aaaah… — Harriet deixou escapar um longo gemido, a cabeça pendendo para trás enquanto a frustração se acumulava em seu ventre.
— Sei exatamente o que anseias — a voz dele era um sussurro grave, arrastado, um rosnado de posse e certeza. Seus dedos apertaram suavemente a lateral do pescoço dela, não como um aviso, mas como uma exigência silenciosa. — Anseias por sentir-me dentro de ti, não é? — O homem se deitou sobre ela, colando os corpos.
Ela estremeceu, um gemido preso na garganta. A língua passou pelos lábios secos, o desejo fervendo, consumindo, transformando tudo em uma necessidade pura. Harriet tentou mover os quadris, buscando por um contato maior, mas ele segurou seu quadril com força, imobilizando-a com facilidade.
— Por… favor… — ela implorou com um sussurro.
Harriet arfava, seu peito subindo e descendo em expectativa, e os quadris rolando em busca de mais. Suas unhas cravaram no lençol. Ele agarrou seu pênis, alisando a cabeça nos lábios grossos do sexo dela, lambuzando com o líquido.
— Mas antes… — ele se curvou sobre ela, o peito colando no dela, o calor se espalhando entre os corpos. O hálito quente roçou na boca de Harriet, mas ele não a beijou. Não ainda. — Antes, diga-me o que realmente desejas… anseio por ouvir de teus lábios. Quero ouvir-te suplicar. Desta forma, serei bonzinho e te usarei como meu depósito de porra, hm?
A pressão no pescoço aumentou um pouco, obrigando Harriet a manter os olhos fixos nele. Ele desejava ouvi-la, desejava ver sua rendição completa estampada em cada sílaba que escapasse de sua boca.
— O que desejas, Harriet?
O coração ressoava, sua mente estava turva pelo desejo avassalador. No entanto, no meio daquela confusão de sensações, uma certeza era evidente: ela desejava tudo dele. E desejava agora.
Porém, ela não era do tipo que se rendia fácil.
— Pensei que você soubesse o que eu queria, senhor… — a voz dela saiu baixa, um fio de provocação entrecortado pelo prazer. Harriet exibiu um sorriso, os olhos brilhando em desafio. — Contudo, parece que eu estava enganada.
Harriet arqueou os quadris, esfregando-se contra ele, sentindo aquele volume rígido pressionando seu clitóris inchado. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque puro, o atrito perfeito que enviava ondas de prazer por todo o seu corpo.
As mãos dela subiram, percorrendo o próprio torso até alcançar os seios, os dedos apertando a carne macia e brincando com os mamilos sensíveis. O toque fez sua cabeça se inclinar para trás, um gemido mais alto escapando de sua boca enquanto o movimento de seus quadris não parava, moendo contra ele em uma dança lasciva e egocêntrica.
Os dedos do homem apertavam sua cintura com força, um rosnado baixo vibrando em seu peito. O músculo do maxilar travou, e a tensão era evidente na maneira como seus olhos a devoravam no escuro. Ele odiava perder o controle – e Harriet sabia disso.
— Aaaah… ah… — ela apertou novamente os seios, seus quadris trabalhando com mais precisão e força, fazendo com que o homem soltasse um palavrão baixo. Ele estava tenso, o controle se dissipando a cada roçada úmida contra seu pau já sensível, e Harriet podia sentir isso. Ele tinha chegado ao limite.
E ela estava amando cada segundo.
Contudo, no instante seguinte, o homem se moveu. Ele introduziu o pau dentro de Harriet, preenchendo-a completamente. Com um único impulso que a fez gritar, o orgasmo a rasgou sem aviso, uma onda quente e devastadora, fazendo-a arquear as costas, agarrando-se a ele como se ele fosse sua única âncora no mundo.
Ele não parou. Ele continuou se movendo, entrando e saindo, os músculos se contraindo ao senti-la se desfazer ao seu redor – quente, apertada, pulsando sem controle.
Os olhos dela estavam abertos, vidrados, e sua boca entreaberta enquanto o prazer fazia seu corpo tremer em espasmos.
— Tua teimosia te custará caro — ele murmurou, antes de investir nela com o dobro de intensidade. O impacto a fez se afundar no colchão, contorcendo-se, delirando, enquanto seus gritos de prazer e gemidos de pura excitação ecoavam pelo quarto e se espalhavam por toda a residência.
O ritmo continuava frenético, os corpos sincronizados, o calor entre eles tornando o ar quase insuportável para respirar. O prazer era avassalador, e Harriet sentia seu ventre se contrair, um novo orgasmo crescendo dentro dela como um vórtice, sugando tudo ao redor até que nada mais restava além da sensação arrebatadora que a consumia.
Movida pelo instinto, ela tentou alcançá-lo, ansiando pelo contato, mas ele se moveu rapidamente. O homem segurou os pulsos dela e os prendeu contra o colchão, dominando-a com facilidade. Harriet soltou um gemido choroso, um som que misturava frustração e desejo, um apelo silencioso para que ele lhe permitisse tocá-lo.
Os olhos dela estavam marejados, um brilho úmido refletindo a luz amena do quarto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto já ruborizado pelo êxtase. Todo o seu corpo tremia, vulnerável e entregue. Seus seios subiam e desciam com os movimentos intensos, e ele, incapaz de se conter, inclinou-se e abocanhou um deles, sugando vigorosamente antes de mordê-lo, deixando a pele marcada pelo contorno dos seus dentes.
Ela arfou, um gemido alto escapando de seus lábios. O ardor da mordida se fundiu ao prazer insuportavelmente doce que pulsava entre suas pernas. No entanto, ele não parou.
Ele queria marcá-la.
Sua.
Inteira.
Queria que, ao amanhecer, cada centímetro de seu corpo recordasse a intensidade daquela noite.
— Quero… por favor… por favor… — a voz dela era um lamento desesperado, carregado de desejo e necessidade. Seus dedos se flexionam, buscando alcançar qualquer parte dele, qualquer mísero pedaço de pele que possa ser agarrado.
Harriet se contorcia sob ele, puxando as amarras invisíveis que a mantinham subjugada. Precisava tocá-lo. Almejava senti-lo. Necessitava puxá-lo para perto, fundir-se ainda mais a ele.
— Me deixe te tocar… por favor… — a voz da jovem saiu trêmula, um fio suplicante. Seus olhos, brilhantes e úmidos, buscaram os dele, implorando silenciosamente, uma prece muda que se enroscou no peito do homem como uma corrente invisível, atraindo-o ainda mais perto.
Ele a observou por um momento, sentindo o peito subir e descer com a respiração acelerada, notando o poder que exercia sobre ela. Seu controle. Seu domínio. E o quanto ela ansiava por ele.
— Persistirá em desafiar-me, tal como outrora? — sua voz saiu baixa, arrastada, repleta de algo denso e perigoso.
Harriet piscou, perdida entre o torpor do prazer e o significado por trás das palavras dele. Sua mente estava enevoada, incapaz de se agarrar a qualquer pensamento coerente além do desejo insuportável que fazia seu corpo latejar.
— Seguirá respondendo-me com tua teimosia, Harriet? — ele pressionou, seus lábios se curvando em um sorriso carregado de malícia.
Então, ele parou.
O calor do corpo dele ainda a envolvia, o peso delicioso ainda a mantinha presa contra o colchão, contudo, seus movimentos haviam cessado. O vazio imediato a fez arfar, o prazer interrompido se transformando em um tormento insuportável.
— Senhor… — ela choramingou, tentando se mover, buscando qualquer tipo de fricção para aliviar o desespero em sua pele.
No entanto, ele simplesmente a segurou, seus dedos apertando os pulsos ainda presos contra o colchão, mantendo-a exatamente onde ele queria.
A frustração a invadiu. Harriet arqueou as costas, rebolando sob ele, ansiosa para forçá-lo a se mover novamente. Seus quadris se moviam em um ritmo frenético, os olhos oscilando entre o desejo e o desafio.
O homem soltou um suspiro rouco ao notar o corpo dela reagindo daquela maneira. Tão entregue, necessitada, tão à beira do abismo, e ainda assim…
— Tão impaciente… — ele murmurou, seus lábios roçando o ouvido dela. — Entretanto, fiz-lhe uma pergunta, Harriet. E desejo uma resposta tua.
Ela mordeu o lábio com força, tentando conter um gemido de frustração que estava prestes a escapar. Seu corpo tremia sob ele, os músculos tensionados pelo desejo insuportável.
— Eu… — a frase saiu falha, quebradiça. Harriet sentiu as lágrimas de prazer e desespero escorrerem pelo seu rosto.
— Continuará sendo teimosa?
Harriet apertou os olhos com força, sentindo seu peito subir e descer rapidamente, os pulmões lutando para absorver o ar enquanto o prazer e o desespero se fundiam em seu interior. Ela sabia que estava exatamente onde ele desejava – submissa, necessitada, à beira de um abismo do qual somente ele poderia salvá-la. E, naquele momento, não havia nada que ela desejasse mais do que ceder.
— Não… eu… eu prometo que não — a voz dela saiu trêmula, desesperada, um gemido quebrado entre soluços de puro desejo. — Por favor…
O homem não hesitou. Logo após ouvir as palavras que tanto desejava, ele soltou os pulsos dela e voltou a tomá-la com força.
O impacto a fez arfar, o prazer imediato arrancando um gemido alto de sua garganta. Ele se movia com uma intensidade avassaladora, os quadris chocando-se contra os dela, preenchendo-a completamente, cada investida produzindo sons incontroláveis que ressoavam pelo quarto.
No entanto, ele queria mais.
Sem aviso, ele deslizou as mãos pelo corpo de Harriet e virou-a de costas, puxando-a para que ficasse na posição de quatro. A jovem mal teve tempo para assimilar antes que ele voltasse a tomá-la, dessa vez de maneira ainda mais profunda e intensa, cada estocada enviando ondas de prazer diretamente para o ventre.
A nova posição fez com que ela soltasse um suspiro, seu corpo tremendo enquanto se ajustava à invasão deliciosa. As mãos do homem agarraram fortemente a cintura dela, puxando-a para perto dele. Cada investida era acompanhada pelo som de peles se chocando, as bolas dele colidindo contra as nádegas dela, provocando uma fricção esmagadora, fazendo-a se contorcer.
Harriet gritou, a sensação era insuportavelmente boa, queimando internamente, deixando-a totalmente à mercê dele. Seu corpo estava tão sensível, tão à beira do limite, que cada movimento a empurrava ainda mais fundo naquele prazer insano.
E ele percebeu.
— Gosta disto, não é? — ele murmurou, a voz rouca e cheia de malícia, os dedos apertando ainda mais a cintura dela enquanto intensificava o ritmo.
Harriet apenas gemeu em resposta, a voz falhando, incapaz de formular qualquer frase. Sua mente estava em branco, todo o corpo imerso no prazer crescente, cada célula pulsando com a intensidade do momento.
Ele agarrou os pulsos de Harriet e puxou-a para trás, imobilizando-a completamente. O gesto a fez arquear as costas, deixando seu corpo ainda mais exposto a ele, tornando-a ainda mais vulnerável – e isso intensificou sua excitação.
E então, aconteceu.
O orgasmo a atingiu como uma explosão, rasgando-a profundamente, arrancando dela um grito tão alto que preencheu o quarto, atravessou as paredes e tomou conta da propriedade isolada. Seu corpo contraiu-se violentamente, os músculos pulsando em espasmos incontroláveis enquanto ela se desfazia ao redor dele, seu prazer inundando os lençóis.
O homem soltou um gemido rouco ao sentir o aperto irresistível ao seu redor, o prazer expandindo dentro dele sem controle. Ele segurou firmemente os quadris dela, enterrando-se uma última vez antes de se derramar, seu corpo inteiro estremecendo quando longos jatos quentes de porra a preencheram.
Harriet gemeu, sentindo cada contração e cada pulsação do corpo dele dentro do seu, o calor do prazer espalhando-se pelo seu ventre. Seus olhos reviraram para trás e seu corpo ainda tremia, sugando todo o gozo do homem.
Incapaz de conter a sede, a gengiva dele começou a incomodar ao sentir o cheiro daquele belo pescoço, rente aos seus lábios. Sua pupila dilatou, o azul profundo dos olhos mudou para um vermelho brilhante – perigoso, sedento. A fome se intensificou, e antes que pudesse se afastar, ele olhou para a clavícula dela, observando as veias suculentas que transportavam aquele líquido vermelho pelo corpo.
Os caninos cravaram o belo pescoço, sugando o líquido espesso, sentindo o gosto adocicado no paladar do homem. Os apertos na cintura da jovem aumentaram, como se ele precisasse prendê-la a si mesmo.
Harriet soltou um grito prolongado, uma dor invadiu seu corpo, mas rapidamente se converteu em um nível extremo de dopamina que ela nunca tinha sequer experimentado. Aquilo provocou um tremor violento por todo o seu corpo, mas em poucos segundos, de forma mágica, ela relaxou. Sua mente se perdeu no mais profundo limbo. Ela sentiu seus olhos pesados e, sem muito esforço, fechou-os, entregando-se à escuridão.
🩸
Os olhos de Harriet se abriram lentamente, completamente desorientados, tentando focar a visão embaçada em algum ponto e recordar-se de onde estava. Vagarosamente, ela apoiou o cotovelo no colchão, buscando um apoio para se acomodar. Sentia seu corpo fraco, como se ainda precisasse descansar.
Ela olhou em volta e percebeu que ainda era noite, o relógio na mesinha ao lado indicava que eram 4h da madrugada.
— Vejo que, enfim, está desperta, senhorita — a cabeça dela girou rapidamente em direção à voz rouca, identificando aquele homem parado na janela – totalmente nu – com um meio cigarro entre os dedos tatuados.
— O que… aconteceu? — a pergunta de Harriet foi tão baixa que seria quase impossível de ouvir.
— Ah, tu desmaiaste, meu bem — ele deu uma tragada, soltando a fumaça pela boca.
As lembranças de algumas horas retornaram à mente de Harriet. Seu corpo e mente totalmente entregues a ele, as provocações, a aura totalmente dominante – o forte orgasmo e a dor…
A mão dela subiu ligeiramente até a clavícula, mais especificamente até a curva do pescoço, e tocou. Ao sentir algo gélido em seus dedos, ela levou-os até a altura dos olhos e viu suas digitais manchadas por um tom de vermelho escuro. Harriet levantou-se apressadamente da cama, dirigindo-se a um espelho localizado no canto do quarto, onde observou dois cortes que pareciam furos na pele, já quase arroxeados.
— O que…? — ela se perguntou baixinho para si mesma, notando o sangue seco.
— Está ciente da história deste lugar, Harriet? — ele indagou com uma voz curiosa. — Como o povo local se vê aterrorizado por uma presença que espreita na escuridão, à espera de sua próxima vítima…
— Sim, é por isso que estou aqui… — ela sentiu o medo se instalar em sua espinha por não entender o que ele queria alcançar com essa conversa.
— Penso que deverias ouvir mais os conselhos de uma mulher mais velha, pois são bem sábias.
Como ele sabia?
— Como…? — a voz dela saiu trêmula, apesar de tentar manter a neutralidade.
— Minha querida, Blodros — a voz firme do homem invadiu o cômodo, provocando um tremor na jovem. Ele tinha esse efeito sobre ela. — Estou sempre à frente…
O coração de Harriet batia fortemente dentro do peito, enquanto seu semblante refletia o medo e a tensão.
— Algum dia, já contaram-te sobre vampiros, minha cara, Harriet? — ele segurou o cigarro entre os dedos.
— Sim... — Harriet mordeu o lábio inferior. — Afinal, sou jornalista investigativa.
— Isto me agrada, pois ficaria encantado em me apresentar como se deve... — e aquela aura autoritária dele retornou. — Sou Louis Tomlinson, um dos primeiros vampiros que a humanidade conheceu. — Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. — E, para muitos, sou o Monstro da Noite.
Se você chegou aqui, muito obrigada por ter lido. Essa one foi muito difícil de se escrever, passei por muitos bloqueios criativos mas finalmente te consegui terminar. Se quiserem mandar alguma crítica construtiva ou alguma ideia de plot, podem me chamar❤️
Beijinhos, até a próxima one💫
Finalmente terminei a one
Se tudo der certo amanhã a noite já estou postando
Que horário seria ideal?
20:00
21:00
Sergeant Tomlinson𐙚
Avisos!
Hoplofília (fetiche por armas, não há um nome oficial, mas de acordo com a internet, é esse), ltops, hbottom, h!inter, Louis policial.
L - 49
H - 25
Caso conheçam a série Chicago PD, pensem no Louis com a personalidade semelhante ao do Sargento Hank Voight.
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Licencioso é um adjetivo que descreve alguém ou algo que age sem pudor, sem respeito pelas normas morais ou sociais, especialmente no que diz respeito à conduta sexual. Pode indicar libertinagem, devassidão ou falta de decoro.
Parte 2 de dissoluto baseado e inspirado nesse prompt.
hbottom - ltops - traditional - enemies - jealous - betrayal - dirty talk - possessive - breeding kink - overstimulation - anal sex - blowjob - love bit.
— Sim… Isso pode dar certo, com certeza! — Rose comentou com entusiasmo, segurando o tablet de última geração enquanto fazia uma chamada de vídeo com seu estilista. A animação em sua voz parecia preencher o silêncio da sala espaçosa.
Não era para menos. Óbvio!
Louis jamais permitiria que ela, a sua filha, ficasse com um aparelho ultrapassado enquanto o mais novo modelo já estava disponível — ou ainda em pré-venda. Por favor, era quase uma ofensa.
O que ocasionalmente fez Harry revirar os olhos dentro de suas pálpebras.
— O que você acha disso, amor? — Rose perguntou, usando o apelido carinhoso a se referir a Harry, enquanto mantinha os olhos azuis brilhantes na tela.
— Hum? — Harry respondeu com atraso, desviando o nível de seus pensamentos sobre como aquilo se tornava cada vez mais superficial.
Ele queria estar em outro lugar.
E sua mente o levou a memórias que ele não queria. Não queria lembrar, o que o fez se remexer desconfortável no sofá.
— ...O lenço do seu terno para combinar com o meu vestido, H — Rose disse de repente, sua voz interrompendo os devaneios de Harry. Ele piscou, tentando voltar à realidade. Rose já havia se levantado e caminhava até ele, o tablet agora largado sobre a mesa. Seu andar era elegante, a confiança quase palpável. Claro.
A confraternização.
— E vai ser o momento perfeito para finalmente te apresentar como meu namorado. — Ela sorriu com aquele charme que sabia usar bem.
Rose se sentou ao lado dele de forma calculada, como se cada movimento fosse ensaiado. Como se tudo fosse apenas uma cena de uma série. Antes que ele pudesse responder, ela se inclinou e depositou um selinho em seus lábios. Um gesto rápido. Harry inclinou a cabeça e trocou rapidamente um desvio de olhar para o outro lado da sala.
Nada.
Harry se remexeu no sofá e voltou a focar no que sua namorada dizia.
Sua namorada.
— Isso vai ser ótimo para nós, não acha? — Rose continuou, ajustando uma mecha de cabelo enquanto mantinha os olhos fixos nele, como se esperasse um entusiasmo que ele não sentia no momento.
— Claro — Harry respondeu automaticamente, tentando esconder o desconforto.
Do canto da sala, Louis levantou os olhos do celular por um instante, observando a interação entre os dois.
Rose começou a falar sobre a escolha do restaurante e como aquilo a estava estressando. Mas Harry mal a ouvia. O pequeno movimento de Louis ao inclinar a cabeça, como se procurasse uma posição mais confortável, chamou sua atenção. A cada gesto, Louis parecia emitir um tipo de gravidade que puxava Harry para mais perto, mesmo sem mover um músculo em sua direção.
Harry tentou se concentrar. Rose era linda, inteligente e claramente investia no relacionamento deles. Ele sabia que deveria se sentir grato, ou ao menos presente de verdade. Mas havia algo em Louis — sempre Louis — que o fazia questionar tudo. Como se o que ele realmente queria estivesse ali, tão perto, mas ao mesmo tempo completamente fora de alcance.
E então, como se para piorar ainda mais as coisas, Louis ergueu o olhar outra vez. Desta vez, seus olhos encontraram os de Harry por mais tempo do que o habitual. Não foi um olhar acidental. Foi deliberado, intenso. E terminou com um leve arquear de sobrancelha, um quase desafio.
Harry sentiu o estômago se revirar.
— Harry não parece muito empolgado hoje, sweetheart — Louis comentou com aquele tom arrastado e provocativo. — O que houve, querido? Não dormiu bem noite passada?
A pergunta veio como um golpe direto. As olheiras de Harry, marcadas e evidentes, eram prova suficiente de que a noite tinha sido longa e nada tranquila.
Ele levantou os olhos para Louis, incrédulo. A irônia naquelas palavras era quase cruel, considerando o motivo real de sua insônia.
A lembrança da noite anterior veio à tona num instante. O barulho. Os gemidos abafados, depois já nem tão abafados assim. A cama batendo contra a parede. Tudo tão alto que o acordou no meio da madrugada.
Ele e Rose também tinham transado naquela noite, mas sem fazer um escândalo. Agora, porém, Harry era obrigado a encarar a lembrança do que ouvira no quarto de Louis.
E então, de manhã, descendo as escadas ao lado de Rose, ele ainda meio sonolento viu Louis no fim do corredor, como se nada tivesse acontecido. Ele estava ali, tranquilo, beijando uma mulher que Harry nunca tinha visto antes. Rose também pareceu não reconhecer.
A loira, alta e elegante, estava com as mãos entrelaçadas na nuca de Louis, que a segurava com naturalidade. O pigarreio de Rose os interrompeu. A mulher, meio sem jeito, se despediu com um selinho rápido nos lábios de Louis antes de sair.
Louis, completamente impassível, apenas continou com a sua xícara de café e deu um gole, como se nada na cena fosse digno de nota.
Aquela indiferença foi o que mais perturbou Harry.
Agora, encarando Louis no sofá, Harry sabia que ele estava esperando uma resposta.
— Só uma noite difícil — Ele respondeu, forçando a voz a soar estável. Mas um leve tom amargo escapou, e ele percebeu que Louis notou.
Por um instante, foi quase imperceptível, mas houve uma reação. Um mínimo desvio de olhar.
— Tenho certeza de que logo você estará melhor, amor. Hoje à noite vai ser incrível — Rose interveio, sua voz doce e cheia de entusiasmo. — E você vai ficar deslumbrante com a roupa que escolhi.
Ela se inclinou, os olhos brilhando de expectativa.
— E quem sabe o que pode acontecer depois dessa noite?
Harry se mexeu no sofá, desconfortável, sentindo o rosto esquentar. Rezou para que Louis não tivesse ouvido, mas claro que ele ouviu. Louis sempre ouvia tudo.
Quando Harry olhou para ele, encontrou apenas a expressão neutra de sempre, os olhos fixos no celular, como se nada tivesse sido dito. Como se ele não tivesse ouvido.
— Mas antes, preciso encontrar um local que seja bom o suficiente. Isso vai me dar olheiras e rugas antes do tempo! — Rose reclamou, cruzando as pernas e soltando um suspiro impaciente.
— Não se preocupe com isso, sweetheart. Vá descansar. Eu cuido disso para você.
A voz de Louis era calma, mas carregada daquela autoridade natural que fazia as pessoas obedecerem sem pensar.
Rose abriu um sorriso radiante, aliviada, e o agradeceu com um olhar brilhante.
Harry desviou o olhar, desconfortável, sentindo o peso da cena. Louis tinha o tipo de poder que fazia parecer que ele podia, se quisesse, comprar o maldito restaurante ali mesmo. A sala parecia menor com a presença dele.
— Vou levar o tecido do meu vestido para o estilista. Não me esperem para almoçar, vou almoçar com uma amiga. — Rose se levantou, se inclinando para beijar a bochecha de Harry, antes de sair com um sorriso despreocupado.
O som dos passos de Rose desaparecendo pelo corredor deixou um silêncio pesado na sala. Louis finalmente ergueu os olhos, seus movimentos lentos e calculados. O olhar azul que pousou em Harry era afiado, como se pudesse desvendá-lo por completo.
— Ansioso para a festa, Harry? — A voz de Louis soou firme, quase um desafio.
— Por que estaria? — Harry respondeu, esforçando-se para soar indiferente, mas a tensão em sua voz o traiu.
— Por que tão arisco, meu querido? — Louis inclinou levemente a cabeça, a calma em seu tom tão irritante quanto intimidadora. Seus olhos azuis faiscaram, carregados de um poder dominador. — Noite difícil, meu amor? — Sua voz baixou, carregada de intenção. — Não conseguiu dormir... com tanto barulho?
A insinuação era inconfundível, trazendo à tona memórias que Harry tentava, em vão, enterrar.
Harry sentiu o coração acelerar. Ele sabia exatamente a que Louis estava se referindo, e a lembrança da noite passada fez o estômago revirar novamente.
— Você sabe muito bem por que não dormi — Harry respondeu, a frustração e a raiva escapando em sua voz, embora ele soubesse que nada daquilo afetaria Louis.
Louis se inclinou um pouco para a frente, sua presença avassaladora preenchendo o espaço entre eles. Um leve sorriso curvou o canto de sua boca, mais predatório do que gentil.
— Sei. Mas eu adoro ouvir você admitir isso. — A voz de Louis veio baixa, arrastada, carregada de algo perigoso e indecifrável.
— Você é um desgraçado. — Harry cuspiu as palavras entre os dentes, o peito subindo e descendo com a raiva fervendo dentro dele.
Louis apenas inclinou a cabeça, um sorriso de canto se formando, como se estivesse se divertindo com a reação do garoto. Ele adorava essa faísca em Harry, esse fogo que ardia mesmo quando ele tentava resistir.
— Você acha que pode controlar tudo, mas comigo não funciona assim. — Harry continuou, a voz dura, os punhos cerrados ao lado do corpo.
Louis deslizou a língua pelo interior da bochecha, sem pressa, sem perder a calma. O olhar dele não vacilou nem por um segundo. Sempre impassível. Sempre no comando, mesmo quando Harry cuspia fogo na sua direção.
— Posso, sim, meu amor. — Ele respondeu, a voz baixa, quase preguiçosa, como se estivesse apenas afirmando um fato inquestionável.
— Não, não pode. — Harry rebateu, o maxilar travado de tanta tensão.
— Você diz isso, mas seu corpo conta outra história. — A voz de Louis era tão calma que beirava a crueldade. — Você está ansioso para me ter de novo te tomando, querido.
Um arrepio percorreu a espinha de Harry, mas ele se recusou a ceder. Odiava como Louis sempre conseguia mexer com ele, como aquele olhar fazia sua pele queimar e seu coração disparar.
— Vai se foder. — Ele rebateu, mas sua voz saiu menos firme do que gostaria.
Louis ficou em silêncio por um instante, apenas observando-o. Seu olhar deslizou lentamente pelo corpo de Harry, como um toque invisível, intenso o suficiente para fazê-lo estremecer.
— Diga isso de novo, Harry. — Sua voz abaixou, carregada de algo perigoso.
Harry sentiu o próprio pau endurecer dentro das calças, a lembrança da boca de Louis gemendo seu nome invadindo sua mente como uma tempestade.
Ah, ele se lembrava de tudo. Do calor. Do som rouco do prazer escorrendo dos lábios de Harry enquanto seu corpo arqueava sob ele, implorando por mais. Ele se lembrava de estar enterrado fundo, explorando cada centímetro, cada curva, enquanto Harry tremia, entregue e vulnerável. Apenas pensar naquilo era suficiente para levá-lo à beira do controle.
Mas Louis sempre controlava. Ele precisava controlar.
Desviou o olhar por um breve segundo, pensativo. Rose sempre soube o que queria. Era ambiciosa, feita para os holofotes e os grandes palcos de Hollywood. E Harry? Louis ainda não tinha certeza. Talvez ele a seguisse. Talvez deixasse tudo para estar com ela. A ideia incomodava, mas Louis sabia que não podia mudar isso. Então, enquanto Harry ainda estava ali, enquanto pertencia àquele instante, ele precisava aproveitá-lo. Cada toque. Cada suspiro. Cada segundo.
Isso teria que bastar.
Louis sorriu, lento, quase predador, e largou a xícara de café sobre a mesa de centro. Depois, afastou as pernas, convidativo, como se já soubesse que Harry não resistiria.
— Gosto de como me olha assim, querido. — Murmurou, a voz casual, mas perigosamente carregada. — Agora, pare de me demonizar nos seus pensamentos e venha até aqui.
Harry hesitou, lutando contra a vontade que crescia em seu peito como uma onda prestes a quebrar.
— Por que eu deveria? — Ele perguntou, tentando manter o tom desafiador, mas o tremor em sua voz o entregava.
Louis inclinou a cabeça, o sorriso permanecendo nos lábios.
— Preciso mesmo dizer o quão ansioso você está para isso? Antes mesmo de eu chamá-lo, você já estava lutando contra a vontade de vir. Quer que eu diga isso, Harry? Quer que eu descreva como você está faminto por mim?
Harry fechou os olhos por um momento, respirando fundo, mas não conseguiu resistir.
— Você me irrita. — Ele disse, a voz tingida de frustração, enquanto se levantava e caminhava até Louis.
Louis o observou se aproximar, cada passo um misto de hesitação e desejo. Tudo em Harry o excitava. O jeito como ele lutava contra si mesmo, como seu corpo parecia se mover contra sua vontade, era algo completamente obsceno.
Quando Harry parou na frente dele, Louis ergueu a mão, e acariciou de forma leve a cintura dele.
— Você me adora. — Louis sussurrou.
O calor entre eles era palpável, como um incêndio prestes a consumir tudo ao redor. Louis queria mais do que apenas possuí-lo; ele queria deixar sua marca. Ele queria tatuar seu nome na alma de Harry, tomar cada pedaço dele até que não restasse dúvida de quem ele pertencia.
Ele queria marcá-lo, espalhar seu cheiro por cada centímetro de pele, como um lembrete constante de sua posse. Queria impregnar Harry com sua presença, fazê-lo sentir-se tomado, dominado, pertencente a ele.
— Ajoelha pra mim, amor. — A voz de Louis era um comando velado de desejo. Seus olhos, escuros de luxúria, quase não deixavam transparecer o azul usual. Ele sentia o próprio pau endurecer outra vez, a tensão pulsando em seu corpo. Era impossível não imaginar aquela boca — atrevida e entregue — sendo o destino final de todo o seu desejo.
Harry se ajoelhou, os olhos cravados nos dele, postura perfeita de submissão, mas o olhar carregado de determinação. Louis sentiu o ar escapar por entre os dentes ao encarar aquela visão. Sua mandíbula travou, o autocontrole pendendo por um fio.
Lentamente, deslizou a mão sobre o volume rígido em sua calça, pressionando, sentindo o pré-gozo umedecer o tecido. Um gemido rouco escapou de seus lábios antes que enfiasse a mão por dentro da calça, libertando seu pau — grosso, quente, pulsante — diante do olhar faminto de Harry.
De volta ao presente, Louis acariciou a glande inchada e capturou parte do pré-gozo com os dedos. Se inclinando, ele roçou contra os lábios de Harry, espalhando o líquido como um gloss pecaminoso. Os lábios dele ficaram brilhantes, convidativos.
— Porra, querido — Louis murmurou com a voz grave e rouca, os olhos escuros cravados em Harry. — Eu penso tanto em como vai soar a sua voz depois que eu foder essa garganta com o meu pau. É isso que você quer, não é? Que eu vá tão fundo que suas cordas vocais se rendam a mim? Que o meu pau seja a única coisa capaz de calar você, amor?
A respiração de Harry estava descompassada, o peito subindo e descendo rapidamente enquanto ele absorvia cada palavra. Seus olhos estavam fixos em Louis, seguindo os movimentos lentos e deliberadamente provocantes que ele fazia. Cada gesto parecia planejado, uma tortura sensual que fazia o sangue pulsar nos ouvidos de Harry e seu coração bater forte. Seus lábios se entreabriram, como se respondessem automaticamente ao comando silencioso.
Louis segurou o próprio pau, os dedos deslizando pela pele quente enquanto observava Harry com um sorriso malicioso nos lábios. Ele parecia saborear o controle que tinha, uma satisfação evidente em seu olhar, como se dissesse sem palavras: Você já é meu. Sempre foi.
— Abra sua boca pra mim, querido. — A voz de Louis era baixa, quase um sussurro, mas carregada de autoridade. Uma ordem envolta em doçura.
Harry, sem hesitar, deixou toda a relutância de lado, assumindo sua total entrega. Ele abriu a boca com devoção, tomando a glande entre os lábios e fechando-os ao redor do comprimento de Louis, arrancando dele um gemido grave e rouco.
Porra, aquilo era alucinante.
A mente de Louis se esvaziou de qualquer outra coisa. Nada mais parecia existir. A sensação era esmagadora, uma onda de prazer que fazia suas células vibrarem e sua química corporal explodir em dopamina.
Harry se inclinou mais, tomando o membro de Louis com determinação. O contraste da pele quente e dourada de Louis contra os lábios rosados de Harry era bonito demais, quase hipnotizante. Mesmo que fosse impossível para Harry engolir tudo sem engasgar, ele tentava. E isso era suficiente para fazer Louis fechar os olhos com força, mergulhado na intensidade daquele momento.
Nenhuma outra boca, nenhum outro toque, jamais tinha sido assim. Harry fazia aquilo parecer mais que prazer; era quase arte.
Naquele instante, Harry era a estrela de um filme que nunca seria exibido nos telões de Hollywood, mas Louis construiria um cinema inteiro se fosse necessário, apenas para garantir que ele continuasse a brilhar como a protagonista.
Harry gemia ao redor do pau de Louis, inalando seu cheiro e movendo a boca com maestria. Os sons molhados e gulosos ecoavam pela sala como uma melodia proibida, enchendo o ambiente com uma sinfonia de prazer aumentando o tesão de Louis, Louis esse que se arrepiava a cada instante, completamente rendido à visão diante de si: os olhos brilhantes de Harry, o olhar ardente, o jeito que ele se dedicava, mesmo enquanto a mão de Louis agarrava com força seus cachos.
Seus quadris estalaram para frente em busca de mais ritmo frenético, e Harry pressionou as palmas contra as coxas de Louis. Mas, em vez de afastá-lo, Harry o puxou ainda mais para si, as mãos agarrando suas coxas com firmeza. Ele revirou os olhos, completamente entregue, enquanto Louis enchia sua boca até o limite. A garganta de Harry apertava ao redor dele, tornando a sensação ainda mais intensa.
Era pura devoção.
— Bom garoto, querido — Louis elogiou enquanto acariciava os cabelos macios de Harry.
Então, com um gemido rouco, Louis atingiu o ápice se derramando profundamente na garganta de Harry que fez pressa em engolir e relaxar para que toda a porra descesse e não o engasgasse. O orgasmo parecia não ter fim, dominando seu corpo e sua voz. E, mesmo enquanto ele se recuperava, Harry continuava sugando com dedicação, como se esperasse por uma segunda vez ao ter o gosto de Louis em sua boca.
A sala estava elegantemente decorada, cheia de pessoas bem-vestidas que conversavam com taças de champanhe em mãos. Luzes quentes iluminavam o ambiente, destacando os móveis refinados e o toque luxuoso do evento. Harry estava ao lado de Rose, que parecia ainda mais encantadora em um vestido elegante que realçava sua beleza clássica. Ela era o centro das atenções, apresentando-o para todos os convidados importantes com um sorriso impecável e uma fala articulada, que soava quase ensaiada.
— Harry é tão dedicado. Vocês não acreditariam na determinação dele. — A voz de Rose era doce e polida, cheia de adjetivos e elogios. Ela os oferecia generosamente a cada pessoa que os abordava, como se estivesse representando um papel em um filme.
Harry tentava acompanhar, mas sua mente estava em outro lugar. Ele observava Rose gesticulando e sorrindo, mas a maneira como ela falava e se portava parecia quase artificial. Como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente escolhida para impressionar. Era exaustivo e ele mal conseguia lembrar o nome das pessoas para quem havia apertado a mão naquela noite.
— Sim, senhor, ele é incrível, está cursando... — A voz de Rose o trouxe de volta ao momento, enquanto ela falava com um homem que Harry havia escutado ser dono de uma das maiores empresas presentes. Não tão poderoso quanto Louis Tomlinson, claro, mas ainda assim, influente o suficiente para atrair a atenção de Rose.
Ao ouvir o nome de Louis, Harry não conseguiu evitar. Instintivamente, seus olhos começaram a procurá-lo pela sala. Ele sabia que Louis estava ali, mas até então, tinha se mantido longe.
E então, ele o viu.
Louis estava do outro lado do salão, conversando com uma mulher loira que Harry reconheceu imediatamente. Era ela. A mesma mulher que ele viu com Louis naquele dia – o dia em que ele se despediu dela com um selinho casual antes de arrastar Harry para sua sala e, como um idiota, ele se deixou levar e o chupou ali, escondido.
A visão deles juntos fez algo ácido revirar no estômago de Harry. Louis estava próximo demais dela, o braço descansando de forma descontraída ao redor de sua cintura. Eles riam, trocavam olhares cúmplices. Pareciam perfeitos juntos, como um verdadeiro casal.
Harry apertou os punhos discretamente, um nó de raiva e amargura se formando em sua garganta. Aquela intimidade entre eles o incomodava de um jeito quase irracional. Era ridículo. Ele sabia disso, mas não conseguia evitar.
— Harry? — Rose chamou, interrompendo seus pensamentos. Ele percebeu que estava distraído, com o olhar fixo em Louis e a loira, mas ela não parecia ter notado.
— Desculpe, estava pensando em algo. — Ele respondeu rápido, forçando um sorriso enquanto passava o braço pela cintura de Rose, a puxando para mais perto.
Rose sorriu, contente com o gesto, e continuou a conversa com os convidados. Mas Harry não conseguia tirar os olhos de Louis, mesmo enquanto mantinha Rose ao seu lado, quase como um escudo.
Era irritante. A maneira como Louis estava tão à vontade, a proximidade com aquela mulher, como se nada no mundo pudesse tocá-lo. A raiva de Harry crescia com cada risada que eles trocavam.
Para disfarçar o tumulto em sua mente, ele decidiu se agarrar ainda mais a Rose. Passou a mão pela lateral do vestido dela, murmurando algo sobre como ela estava deslumbrante naquela noite. Ela riu e virou-se para ele, tocando suavemente seu rosto.
— Você está bem? Parece tão... pensativo. — Rose perguntou com um sorriso gentil, seus olhos o estudando de perto.
— Estou, só admirando você. — Ele mentiu, se inclinando para dar um beijo rápido em sua testa.
Ela corou levemente, rindo de forma adorável, enquanto os dois voltavam a interagir com os outros convidados. Mas Harry ainda sentia o peso do olhar de Louis atravessando o salão, como se ele soubesse exatamente o que estava fazendo.
E então, como se para confirmar suas suspeitas, Louis ergueu os olhos e encontrou os de Harry. Ele não sorriu. Não fez nenhum gesto. Apenas manteve o olhar firme, carregado de algo que fazia o sangue de Harry ferver e a raiva dentro dele aumentar ainda mais.
Naquele momento, Harry soube que Louis estava brincando com ele, testando seus limites.
Ridículo, pensou Harry, apertando a cintura de Rose com mais firmeza, como se quisesse convencer a si mesmo de que estava tudo bem. Mas ele sabia que, enquanto Louis estivesse ali, nada estaria.
Harry sentia o corpo tenso, como se cada fibra de seus músculos estivesse prestes a estourar. Era insuportável o jeito como Louis parecia tão despreocupado, tão desleal ao que eles tinham, mesmo que “o que eles tinham” fosse algo que não deveria nem mesmo existir. A raiva e o ciúme fervilhavam sob sua pele, enquanto ele apertava ainda mais a cintura de Rose, buscando algum alívio para o incômodo.
— Você está estranho hoje. — Rose comentou, rindo suavemente, enquanto acariciava o rosto de Harry com a ponta dos dedos. — Não gosta de festas assim, né?
— Não, é só... — Ele hesitou, forçando um sorriso. — Só estou cansado.
Era mais fácil mentir do que dizer a verdade. Como ele explicaria a ela que não conseguia tirar os olhos de Louis? Que cada risada da mulher loira o fazia sentir como se estivesse sendo esfaqueado?
Rose parecia satisfeita com a resposta e puxou Harry pela mão, levando-o para outro grupo de pessoas. Ele tentou se concentrar, prestar atenção nas apresentações e nas conversas, mas sua mente estava presa do outro lado do salão, onde Louis continuava próximo àquela mulher, rindo e agindo como se fosse o centro do universo.
E então aconteceu.
Enquanto Harry ainda olhava disfarçadamente na direção de Louis, ele viu algo que fez sua respiração parar. Louis inclinou-se, aproximando a boca do ouvido da mulher loira. O sorriso que ela deu, junto com o jeito como tocou o braço de Louis, foi como um soco no estômago de Harry.
Era demais.
Sem pensar, ele se virou para Rose e, em um movimento impulsivo, a puxou para mais perto.
— Você está tão linda hoje. — Ele murmurou, a voz um pouco mais rouca do que pretendia.
Rose riu, claramente surpresa, mas não rejeitou o carinho.
— Obrigada, amor. — Ela respondeu, tocando suavemente o rosto de Harry antes de se inclinar para beijá-lo.
O beijo foi lento, mas Harry colocou mais intensidade do que de costume, como se quisesse que alguém visse, como se quisesse que Louis visse. Ele segurou a cintura de Rose com firmeza, aprofundando o beijo enquanto sua mente gritava por controle.
Quando finalmente se afastaram, Rose estava levemente corada, um sorriso brilhando em seu rosto.
— O que foi isso? — Ela perguntou, rindo.
— Só queria lembrar você de como eu sou sortudo. — Ele mentiu novamente, forçando um sorriso que não alcançava os olhos.
Mas quando Harry voltou a olhar na direção de Louis, percebeu que o outro homem não estava mais sorrindo. Louis os observava com uma expressão indecifrável, mas seus olhos brilhavam com algo que Harry conhecia bem: irritação.
Porém, Louis não fez nada de imediato. Ele apenas se recostou na cadeira, levando o copo de uísque à boca de forma lenta, os olhos ainda fixos em Harry. Era um jogo, claro, e Harry sabia que estava sendo manipulado. Mas isso não o impediu de sentir um fio de satisfação ao perceber que havia conseguido chamar a atenção de Louis.
Alguns minutos depois, Rose precisou se afastar para conversar com uma amiga que acabara de chegar, deixando Harry sozinho por alguns instantes. Antes que ele pudesse sequer respirar fundo, sentiu um toque em sua coxa. Apertando o meio de sua coxa macia.
Olhou para o lado e lá estava ele. Louis, sentado ao seu lado, com a postura relaxada, mas os olhos carregados de intenções.
— Parece que você está se divertindo muito. — Louis murmurou, sua voz baixa o suficiente para que apenas Harry pudesse ouvir.
Harry tentou se afastar, mas a mão de Louis apertou sua coxa com força, mantendo-o no lugar.
— Se limite aos carinhos enquanto eu estiver aqui. — Louis disse, a voz ainda baixa, mas carregada de autoridade.
Harry se virou para ele, os olhos faiscando de raiva.
— Você não manda em mim, Louis. — Ele respondeu, a voz saindo em um sussurro furioso.
Louis riu suavemente, o polegar deslizando pela coxa de Harry em um toque provocador.
— Eu mando mais do que você gostaria de admitir, amor. — Ele rebateu. Então, se inclinou mais perto, quase colando os lábios ao ouvido de Harry. — Me encontre perto da sauna em quinze minutos. Não me faça repetir isso.
O coração de Harry disparou, e ele se sentiu dividido entre a raiva e o desejo.
— E se eu não for? — Ele desafiou, tentando recuperar algum controle.
Louis soltou uma risada baixa, quase como se estivesse se divertindo com a tentativa de desafio. Mas, dessa vez, havia algo mais escuro em sua expressão. Sem se abalar, ele se aproximou ainda mais, o suficiente para que Harry sentisse o cheiro familiar do perfume dele. Os dedos de Louis subiram lentamente pela coxa de Harry, apertando com força suficiente para causar uma mistura de dor e prazer.
— Você vai, querido. — Louis sussurrou, com uma confiança desconcertante, que fazia a espinha de Harry se arrepiar. Harry tentou se afastar, mas a mão de Louis continuava firme em sua coxa, como uma corrente que o prendia no lugar. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, sentiu os lábios de Louis roçarem sua bochecha, o toque tão leve que parecia mais uma provocação do que um gesto carinhoso. — Eu preciso de você de novo, meu amor! Me ajude a te ter de novo.
Harry fechou os olhos instintivamente. A respiração saiu em um tremor involuntário quando a boca de Louis ficou perigosamente perto do canto de seus lábios. Ele sabia que deveria afastá-lo, que deveria dizer algo, mas o calor do toque de Louis o envolvia como um véu. Seus dedos tremiam enquanto apertavam o braço de Louis, numa mistura de raiva e rendição.
— Louis... — Ele começou, mas a voz morreu antes que pudesse completar a frase.
Harry permaneceu em silêncio, os olhos fechados, tentando recuperar o fôlego. Cada fibra do seu ser parecia gritar contra a ideia de ceder, mas a vontade de resistir desaparecia mais rápido do que ele conseguia controlar.
Com uma confiança inabalável, Louis se levantou e ajeitou o paletó. O sorriso satisfeito em seus lábios era quase irritante, mas, ao mesmo tempo, fascinante. Ele olhou para Harry uma última vez antes de murmurar:
— Não se atrase.
E então, Louis caminhou tranquilamente pelo salão, como se nada tivesse acontecido. Ele não olhou para trás, não precisou. Louis sabia que Harry iria. Ele sempre ia.
Harry ficou sentado, o coração martelando no peito, enquanto tentava processar as palavras e o toque de Louis. A sensação da mão apertando sua coxa ainda estava ali, como um lembrete de que ele era incapaz de resistir.
— Tudo bem? — Rose perguntou, voltando e tocando suavemente o ombro de Harry, interrompendo seus pensamentos.
— Sim. — Harry mentiu, a voz quase um sussurro.
Mas, por dentro, ele sabia que era só uma questão de tempo. Ele não queria ir. Ele não devia ir. Mas a verdade era óbvia e impossível de ignorar. Ele iria.
E enquanto os minutos passavam, Harry continuava sentado, lutando contra o desejo que sabia ser inevitável. Ele olhou para o relógio, o ponteiro marcando o tempo exato que o separava de Louis.
Quando se levantou, com uma desculpa rápida para Rose, ele sabia que a batalha já estava perdida.
O vapor denso tomou conta de Harry assim que ele empurrou a porta da sauna. Ele estáva nu, exceto pela toalha, que ele está segurando para salvar sua vida, se agarrando a ela como se fosse algum tipo de cobertor de segurança.
Não é o que ele esperava - embora ele não possa dizer exatamente o que esperava.
Ele nunca esteve em um desses lugares antes - com muito medo de que alguém o visse entrando ou saindo e então seu segredo fosse revelado. Rose.
Ele poderia se culpar por não pensar nela nesse instante.
Nem todas as surpresas são ruins.
Para começo de conversa, o lugar é menos decadente do que Harry esperava. Há uma atmosfera quase jovial, como um clube de campo exclusivo, como se todos estivessem ali para algo tão inofensivo quanto uma partida de golfe—o que seria cômico, considerando tudo.
Mas não é isso que prende sua atenção.
O ambiente é impecável, com uma estética moderna que beira o escandinavo: linhas limpas, tons de neon sutilmente espalhados, a iluminação baixa e envolvente. O ar está impregnado com uma mistura de cloro e patchouli, um cheiro que consegue ser ao mesmo tempo higiênico e sensual. O calor o envolve de imediato, uma sensação úmida e sufocante contra sua pele. Mas não é isso que faz seu coração disparar.
É ele.
Louis está lá.
Sentado sobre os bancos de madeira, o vapor envolvendo seu corpo nu como um véu malicioso. Seu cabelo está úmido, desgrenhado, as gotas de suor escorrendo pela curva de seu pescoço, pelo contorno do peitoral. Mas são seus olhos que fazem Harry prender a respiração.
O olhar de Louis o percorre sem pressa, deslizando lentamente, devorando cada centímetro de sua pele. As pupilas dilatam à sua frente, e Harry vê o momento exato em que o maxilar de Louis se contrai, como se lutasse contra algo inevitável.
Seu. Seu. Seu.
A palavra ressoa dentro de Harry como uma corrente elétrica, aquecendo-o de dentro para fora.
Ele se move para frente, passos calculados, sem desviar os olhos de Louis. Sabe exatamente o que está fazendo, exatamente o que quer provocar. E funciona—porque, com cada passo que ele dá, o corpo de Louis responde.
A respiração de Louis vacila. Seu pau endurece, erguendo-se contra a pele de seu abdômen, uma evidência crua de desejo, de necessidade. Mas mais do que isso, é o modo como ele olha para Harry—como se estivesse à beira de perder o controle, como se estivesse esperando pelo momento certo para reivindicar o que já é seu.
Harry se deleita com o poder que sente. Com o modo como pode afetá-lo, com a tensão que paira entre eles, espessa como o vapor ao redor. Mas, mais do que isso, o que o excita de verdade é lembrar.
Lembrar de como aquele mesmo pau, agora rígido e latejante, já esteve dentro dele. De como aquelas mãos, tão marcadas por veias salientes, seguraram sua cintura com força suficiente para deixá-lo tonto. De como seus dedos afundaram em sua carne enquanto Louis o puxava para mais perto, mais forte, mais fundo.
E de como foi divino assistir Louis se desfazer sob sua boca, os gemidos quebrados, o gosto quente e salgado na sua língua.
Harry se aproxima mais.
Agora, ali, naquele espaço abafado e solitário, ambos estão despidos. Não há nada entre eles. Nenhuma barreira, nenhum pretexto, nenhuma desculpa. Apenas pele, desejo e aquela sensação pulsante de que nada além disso importa.
E, ao ver os olhos de Louis queimando sobre ele, Harry percebe—ele já perdeu essa batalha há muito tempo.
Harry para diante dele, tão perto que consegue sentir o calor que emana do corpo de Louis. Ele abaixa o olhar, deslizando lentamente pelos ombros largos, pelo peito brilhando de suor, pela tensão nos músculos da barriga—até finalmente parar no pau de Louis, duro e pesado, repousando contra sua própria pele.
Ele engole em seco, sentindo o corpo inteiro responder à visão.
— Você não tem vergonha nenhuma — provoca, sem conseguir disfarçar o tom afetado.
Louis dá um sorriso preguiçoso, inclinando um pouco o corpo para frente, diminuindo ainda mais a distância entre eles.
— Você gosta disso.
Harry sente o rosto esquentar, mas não é vergonha—é desejo, puro e pulsante.
— Arrogante.
Louis ergue a mão e toca a cintura de Harry, os dedos quentes e úmidos da sauna se fechando sobre sua pele nua.
Harry prende a respiração.
Louis sorri de novo, quase como um aviso.
— Quero foder você. - Louis disse. Harry não notou o momento em que se sentou sob o colo de Louis, mas ele estava sentado de frente a ele.
A toalha não o cobria mais, e isso o deixava a mercê de Louis.
— Eu quero foder você, amor. Te marcar com o meu pau, sentir você em cada espasmos que você me der.
— Louis... — Harry engole em seco, os pulmões pesados pelo calor e pelo desejo esmagador que ameaça consumi-lo por completo.
Louis observa sua reação de perto, os olhos semicerrados, os dedos afundando um pouco mais na carne.
Harry fecha os olhos por um segundo, tentando recuperar algum controle, mas é inútil. Seus dedos se apertam nos ombros úmidos de Louis, buscando alguma âncora, algum resquício de resistência.
Mas já é tarde demais.
Ele nunca quis ganhar essa batalha.
— Seja um bom garoto pra mim, amor.
O corpo de Harry respondeu antes mesmo que ele pudesse processar as palavras. Um arrepio percorreu sua pele, um fogo ardente que não tinha nada a ver com a sauna. Ele se sentia febril, ofegante, como se cada célula do seu corpo vibrasse em antecipação.
Passou a língua pelos lábios secos, umedecendo-os de forma involuntária, mas o movimento não passou despercebido. Os olhos de Louis seguiram o gesto automaticamente, fixando-se na boca molhada e entreaberta de Harry.
Um brilho malicioso surgiu no olhar dele.
Com uma calma quase cruel, Louis deslizou as mãos pelas costas de Harry, pressionando-o firmemente contra si por um breve momento, antes de deitá-lo lentamente contra o banco de madeira.
O contraste da pele quente de Harry contra o material sólido e levemente áspero fez um arrepio percorrer sua espinha. As luzes vermelhas e baixas da sauna lançavam sombras sensuais sobre seus corpos, o tom quente iluminando a pele clara de Harry, fazendo-o parecer ainda mais intocado, vulnerável — algo precioso a ser adorado.
Louis se afastou ligeiramente, os olhos devorando cada detalhe como se estivesse diante de uma obra-prima renascentista.
Harry estremeceu. Seu corpo estava em chamas, os músculos tensos, as coxas pressionadas uma contra a outra, tentando conter o desejo que ameaçava transbordar.
Então Louis se moveu novamente, as pontas dos dedos deslizando devagar sobre sua pele febril, explorando-o com paciência torturante.
E então, quando finalmente seus olhos desceram pelo corpo de Harry e se fixaram entre suas pernas, ele murmurou, com um sorriso satisfeito nos lábios:
— Tão perfeito… Como se estivesse esperando só por mim.
Harry soltou um suspiro trêmulo.
Ele estava. Sempre esteve.
— Você sabe que eu sou o único que te tem assim, querido. Não existe mais ninguém.
Harry fechou os olhos quando sentiu Louis tocá-lo ali, com uma lentidão torturante. Ele queria que Louis o fodesse logo, devagar, mas com firmeza. Ainda assim, os toques provocativos do outro o preenchiam de prazer, acendendo cada nervo do seu corpo.
E então Louis se abaixou.
Harry gemeu alto, seu pau pulsando forte, chamando atenção. Louis ergueu o olhar, os lábios perigosamente próximos à entrada do outro e ao seu pau, esquecido entre as pernas trêmulas.
— Você quer que eu te toque aqui, amor?
Louis pressionou um beijo curto na pélvis de Harry, perto demais do seu pau dolorido. A pulsação involuntária fez com que a glande quase roçasse o rosto de Louis, que apenas sorriu.
— Quer que eu cuide disso pra você, querido?
Harry assentiu desesperado, choramingando quando Louis sussurrou "bom garoto" contra sua pele, repetindo as palavras como uma provocação lenta e torturante. O sopro quente atingiu a glande de Harry, fazendo-o arfar e se contorcer, tomado pelo desespero.
— Por favor, Louis… por favor…
Ele odiaria estar implorando, mas naquele momento, nada importava além de sentir Louis.
— Coloque na minha boca, querido…
E como se o próprio pau de Harry tivesse vida, ele se ergueu, encontrando a língua de Louis. Quando os lábios quentes e macios se fecharam lentamente ao redor dele, sugando-o, Harry gritou. Sua cabeça tombou para trás, os olhos revirando com a onda avassaladora de prazer, enquanto seu quadril se ergueu, faminto por mais.
Harry cravou as unhas na madeira abaixo de si, arranhando com força enquanto sentia os beijos deslizando por cada centímetro da pele sensível de seu pau. Ele pulsava, vazando pré-gozo.
Uma das mãos de Louis repousava em sua cintura, enquanto a outra envolvia seu pescoço. Ora apertava com firmeza, arrancando arranhões desesperados do pulso de Louis, ora aliviava a pressão, apenas para torturá-lo mais.
Os lábios de Louis apertavam ao redor dele, sugando, chupando, levando-o até o fundo da garganta. Foi demais para Harry. Sem aviso, seu corpo sucumbiu, um orgasmo violento tomando conta dele.
Louis apertou sua garganta no instante em que ele gozou, restringindo parte do ar que entrava em seus pulmões. A visão de Harry escureceu por um segundo antes de clarear novamente, e quando o ar voltou com força, ele sentiu seu prazer se expandir, alcançando um patamar inimaginável.
Seu peito subia e descia rápido demais, tentando recuperar o fôlego.
Louis subiu por sua pélvis, deixando um rastro úmido de beijos e lambidas da sua entrada até a barriga. Então, fechou os lábios ao redor da coxa de Harry e mordeu, forte o suficiente para deixar a marca de seus dentes na pele branca e sensível.
— Preste atenção.
Harry parecia fora de órbita, perdido no prazer, mas Louis não lhe deu trégua.
— Querido, quero que foque no que vou dizer.
Ele afastou os cachos úmidos de suor que caíam sobre os olhos e a testa de Harry. Os olhos verdes voltaram para ele, ainda brilhantes e turvos.
— Não quero que feche os olhos quando eu estiver te fodendo. Quero que me olhe o tempo todo enquanto eu te tomo. Entende o que quero dizer?
Harry arfava, sentindo Louis se mover sobre ele — lento demais, provocante demais. A espera era torturante.
— Louis… por favor… só…
A glande de Louis passou pela sua entrada em uma provocação insuportavelmente lenta, arrancando um gemido trêmulo de Harry. Seu corpo reagiu, arqueando-se, um soluço escapando de seus lábios sem que ele percebesse… até sentir os dedos de Louis capturando uma lágrima solitária que escorria por sua pele.
— Não precisa chorar, amor… Eu vou te dar o que você quer.
A voz de Louis era baixa, rouca, carregada de promessas.
— Consegue sentir? Seu corpo está ansioso, implorando por mim… Você sente o quanto ele gosta quando eu estou dentro de você, querido?
Harry arqueou as costas, gemendo forte ao senti-lo finalmente entrar, preenchendo-o com firmeza. O desespero, a frustração e a agonia evaporaram de seu corpo, dando lugar ao prazer absoluto.
As mãos de Harry deslizaram pelas costas de Louis, as unhas cravando na pele quente enquanto ele sentia o outro entrando devagar dentro de si. Tentou afastar mais as pernas, em busca de mais espaço, mas Louis não permitiu. Ele estava completamente no controle.
Os olhos permaneceram conectados—uma linha invisível de tensão entre os dois. Sem mais demora, Louis começou a se mover sobre o corpo de Harry, entrando lentamente e saindo no mesmo ritmo torturante. Sua mão segurava firme a coxa de Harry, puxando sua perna para se encaixar melhor em seu quadril.
Harry parecia hipnotizado. A maneira como Louis saía completamente de dentro dele apenas para entrar de novo, tão devagar, o fazia implorar por mais.
— Você pode fingir o quanto quiser, exibir-se para qualquer pessoa, querido… Mas isso não muda nada. Você ainda é meu.
Os dedos de Louis cravaram na coxa de Harry, arrancando dele um engasgo misturado com um choramingo. O corpo de Harry tremeu ao contato, e seus olhos brilharam sob a luz vermelha do ambiente, as pupilas dilatadas pelo desejo.
— Você me entende, amor? — A voz de Louis era rouca, baixa, enquanto as lágrimas silenciosas de Harry continuavam escorrendo por suas bochechas suadas.
E Harry sabia. Sabia que Louis não tomava apenas seu prazer, seu calor, suas lágrimas. Ele tomava tudo. Ele sempre tomava tudo.
— Não foda mais ninguém.
As palavras escaparam antes que ele pudesse segurá-las. Ele não tinha o direito de dizer aquilo, e talvez, em qualquer outro momento, tivesse se arrependido. Mas agora… agora sua mente estava dormente demais para se importar.
Louis arqueou as sobrancelhas, o estudando com atenção.
— Você não quer? — Louis provocou, os lábios roçando levemente os de Harry.
— Eu não quero que você faça isso com ninguém além de mim.
Os olhos de Louis se tornaram afiados, um brilho perigoso se formando ali.
— Diga, amor… — Ele murmurou contra seus lábios, os músculos do corpo se contraindo quando Harry apertou em torno dele. — Ou será que você é só uma putinha manipuladora e gostosa, que faz de tudo pra receber minha porra?
Harry arfou, o corpo inteiro tremendo ao ouvir as palavras seguintes:
— Aposto que você seria capaz de se banhar em uma banheira do meu esperma se eu pedisse.
O prazer de Harry se intensificou. Ele não conseguia negar.
As palavras de Louis fizeram o corpo de Harry estremecer violentamente. O desejo e a vulnerabilidade o consumiam por inteiro, deixando-o exposto, entregue.
— N-não… foda mais ninguém além de mim… — Ele implorou, a voz falhando em meio a soluços, os olhos marejados transbordando emoção.
E Louis atendeu ao pedido da única maneira que sabia.
Com um movimento bruto, ele estocou fundo, arrancando de Harry todo o ar dos pulmões. O choque percorreu seu corpo como um raio, fazendo suas costas arquearem contra a madeira dura sob si. Os dedos de Harry se agarraram ao lençol, desesperados por algum tipo de ancoragem enquanto seu mundo girava ao redor do prazer avassalador.
Antes que ele pudesse sequer recuperar o fôlego, Louis deslizou a mão entre seus corpos, envolvendo seu pau com firmeza. Não precisou de muito — apenas um toque lento, o polegar acariciando a glande com suavidade torturante. Foi o bastante para que o corpo de Harry se rendesse completamente, tremores violentos o percorrendo, músculos contraindo-se de prazer.
Mas o melhor…
A melhor parte foi senti-lo.
Sentir o jeito que Louis estremeceu dentro de si, os espasmos tomando conta de seu corpo quando ele se derramou fundo, enchendo Harry, preenchendo-o até que tudo parecesse demais.
Demais e, ao mesmo tempo, nunca o suficiente.
O peito de Louis subia e descia rapidamente, os olhos fixos em Harry como se ele fosse a única coisa que importava no mundo. Ele deslizou uma mão pela nuca de Harry, puxando-o para perto, colando suas testas enquanto tentavam recuperar o fôlego.
— Só você… — Louis murmurou contra seus lábios, ainda dentro dele, ainda queimando de desejo e sentimento. — Eu só quero você, Harry.
E Harry acreditou.
Porque, naquele momento, era impossível não acreditar.
Harry não sabia exatamente quando adormeceu, mas quando acordou, percebeu que não estava mais no mesmo lugar. O ambiente ao seu redor era diferente, e o travesseiro sob sua cabeça tinha uma textura macia, com pelinhos que faziam cócegas em seu nariz.
— Se você apertar mais meu peito, vai acabar me esmagando. — A voz rouca e arrastada de Louis ecoou contra seu ouvido.
Num sobressalto, Harry abriu os olhos, piscando algumas vezes antes de se afastar rapidamente. Foi então que percebeu o quão entrelaçados estavam. As pernas de um enroscadas no outro, uma das mãos de Louis ainda pousada firmemente em sua cintura, segurando-o no lugar.
E Louis…
Louis parecia que havia acabado de sair de um filme pornô. Os cabelos bagunçados, os lábios inchados e avermelhados, os olhos azuis tão claros e intensos. E, claro, as marcas em seu pescoço, em seu peito—marcas que Harry sabia muito bem de onde tinham vindo.
Sentindo o rosto corar levemente, ele ergueu o cobertor e espiou Louis por cima dos cílios.
— Venha aqui. — Louis puxou Harry para cima de si e o beijou.
Harry se perdeu no contato, se perdeu na sensação das mãos quentes de Louis segurando sua cintura, apertando como se quisesse fundi-los em um só. Seu corpo inteiro pedia por mais, queria se esfregar contra Louis como um filhote carente buscando atenção. E, quando se ajustou no colo dele, percebeu algo.
Algo duro e quente se pressionando entre suas coxas.
A ereção escancarada de Louis.
Harry arfou, surpreso, mas Louis apenas riu, os olhos semicerrados de puro prazer.
— Por que essa surpresa, amor? Você já o tomou noite passada… — A voz arrastada de Louis carregava um tom de provocação.
Sentindo-se subitamente envergonhado, Harry escondeu o rosto na curva do pescoço dele. Mas não foi o suficiente para impedir que os dedos ágeis de Louis se movessem até sua bunda, segurando-o e guiando seus quadris para rebolar lentamente sobre ele.
— Você é um… um ordinário… — Harry murmurou entre os dentes, incapaz de segurar um gemido baixo enquanto a fricção crescente acendia seu desejo mais uma vez.
Louis apenas sorriu, jogando os braços atrás da cabeça, como se estivesse se deliciando com o espetáculo.
— Você parece tão necessitado do meu pau, querido… — Ele lambeu os lábios, os olhos brilhando de malícia. — Por que não me mostra o quanto quer?
O olhar faminto de Harry encontrou o de Louis, e, sem hesitar, ele ergueu o quadril e se posicionou.
— Senta, minha putinha… — Louis ordenou com a voz carregada de luxúria.
Harry obedeceu.
Desceu lentamente, sentindo cada centímetro do pau de Louis o preencher, o abrir e o fazer gemer de puro prazer. Louis apertou os punhos contra o colchão, a respiração entrecortada.
A combinação de reboladas lentas e quicadas ritmadas sobre o colo de Louis o levava à loucura. Os gemidos de Harry se misturavam aos rosnados baixos de Louis, o calor entre seus corpos criando um ritmo intenso, insaciável.
— Porra… — Harry jogou a cabeça para trás, os olhos se fechando conforme o prazer crescia.
Mas Louis não permitiu.
Com um puxão firme nos cachos de Harry, ele o fez abrir os olhos novamente.
— Eu disse para não fechar os olhos. Quero vê-los enquanto te faço gozar.
Harry soltou um soluço de prazer, rebolando mais rápido, sentindo seu limite se aproximar.
E então, em uma única descida, ele atingiu o ápice.
Seu orgasmo o atingiu com força, seus músculos se contraindo ao redor de Louis, fazendo-o gemer alto e afundar os dedos na pele de Harry. A pressão interna foi demais para ele, e Louis veio logo em seguida, derramando-se dentro de Harry enquanto os dois desabavam, ofegantes.
Harry caiu sobre o peito de Louis, exausto, o coração martelando contra o dele. As pernas de Louis se entrelaçaram às suas, e os dedos longos se moveram até seus cachos, brincando suavemente com os fios suados.
O momento, por mais insano e carregado de luxúria, parecia doce.
O peito de Louis subia e descia sob Harry, suas respirações ainda descompassadas enquanto o calor entre seus corpos começava a esfriar. Os dedos de Louis continuavam brincando com seus cachos, num carinho distraído, quase automático.
Harry fechou os olhos por um instante, se permitindo aproveitar aquele toque. Permitir-se esquecer, ainda que por alguns minutos, o que isso significava.
Mas a realidade bateria à porta cedo ou tarde.
E Harry sabia disso.
Ele se afastaria, Louis deixaria escapar um comentário provocativo, e tudo voltaria ao normal — ou ao que quer que fosse esse estranho jogo de desejo, ódio e saudade que insistiam em repetir.
Ainda assim, por mais que soubesse que deveria se levantar, se vestir e ir embora, ele ficou.
Permaneceu ali, com o rosto enterrado no pescoço de Louis, sentindo seu cheiro, seu calor.
Porque, independentemente de tudo… estar ali, estar contra o peito de Louis, ainda era — e sempre seria — bom demais para abrir mão.
Obrigada pela sua leitura, e até breve! 🤍🪽
Interview with the vampire 2.03 "No pain"
Mds +5k e ainda não terminei😨
prince of my childhood, or not? ୨ৎ | one shot l.s
〝Harriet uma jovem e doce menina, não esperava que a volta de Louis, um ex-militar e melhor amigo de seu irmão, despertasse tantas emoções novas dentro dela. O garoto que brincava com ela na infância agora era um homem irresistível, e ela luta para esconder sua atração pelo mais velho, temendo que ele descubra.
Mal sabia Harriet que o desejo era mútuo, e a tensão entre eles pode se tornar algo impossível de se conter. 〞
▪︎h!inter▪︎spanking▪︎perda de virgindade ▪︎dacrifilia▪︎dirty talk▪︎harriet19|louis26 ▪︎um pouco de manipulação▪︎squirting
VIP *-*
Louis, um jovem universitário, vai a um desfile de moda sem imaginar que sua noite tomaria um rumo inesperado. No bar, ele é hipnotizado por uma mulher mais velha, elegante e misteriosa. O que começa como atração se transforma em luxo, viagens, jantares extravagantes… e noites inesquecíveis. Ela não era apenas um desejo, era sua sugar mommy.
hbottom - ltops - h cis girl - strangers - sugar mommy - age difference - flirt - breeding kink - vaginal sex - oral sex - nipple play - dirty talk & bite.
O desfile da Saint Laurent tinha sido um espetáculo, mas nada ali conseguia prender tanto a atenção de Louis quanto a visão à sua frente. Ele tinha ido até o bar para pedir um drink, mas foi quando a viu.
Ela estava sentada sozinha, impecável, com a confiança de quem sabia exatamente o que queria e o efeito que causava. As pernas cruzadas de forma elegante, um top branco justo de tecido fino e decote cruzado que abraçava evidenciando bem seus seios. Ela não usava sutiã o que deixava os mamilos realcados e ocasionalmente o fazia imaginar como aqueles mamilos redondos se comportariam em sua língua.
A saia lápis preta de cintura alta marcava sua cintura fina com perfeição, o cinto de fivela dourada atraindo o olhar para onde ele já estava preso. O casaco de couro marrom oversized escorregava suavemente sobre os ombros, como se estivesse pronto para cair a qualquer momento.
Nos pés, scarpins pretos de bico fino completavam o visual. Os cabelos castanhos caíam sobre os ombros em cachos perfeitos, e um brinco dourado assimétrico reluzia sob a luz suave.
Louis não conseguiu evitar de olhar. E Harry, claro, percebeu.
Com um sorriso discreto, ela segurou o olhar dele e levantou a taça de vinho em um brinde silencioso. Louis, encorajado, pediu uma bebida e se aproximou, sentindo o perfume caro que exalava dela.
— Não costumo aceitar brindes de estranhos — Ele disse, parando ao lado dela. — Mas abro uma exceção para noites especiais.
Ela riu de leve, levando a taça aos lábios.
— E esta é uma noite especial para você? — Ela perguntou, com um tom de curiosidade provocativa.
— Definitivamente — Louis rolou a reposta na ponta da sua língua. — O desfile foi incrível, e agora estou aqui, conversando com a mulher mais interessante da sala.
Ela inclinou levemente a cabeça, o observando.
— Interessante? — Ela repetiu, brincando com a sua digital no aro da taça. — Isso porque mal trocamos três frases.
— Algumas pessoas chamam de intuição — Ele disse, sorrindo. — Eu prefiro chamar de fato.
Ela arqueou uma sobrancelha, divertida.
— Confiante. Gosto disso. Eu sou Harry.
— Louis — Ele disse, estendendo a mão. Ela apertou com firmeza, seu toque tão seguro quanto o seu olhar.
— Você tem um corpo bonito, Louis. — Harry comentou, deixando o olhar deslizar devagar. — Joga futebol ou a genética foi generosa com você?
Ele riu, surpreso com o atrevimento.
— Um pouco dos dois. E você? Sempre hipnotiza os homens dessa forma ou sou um caso especial?
Harry sorriu, deslizando um dedo pelo pé da taça.
— Depende do homem. Mas você parece saber responder à altura.
Louis sentiu que estava sendo testado de alguma forma, e gostava disso.
— Então eu passei no teste? — provocou.
Ela deu um gole no vinho, os olhos nunca deixando os dele.
— Ainda não terminei de te avaliar.
Louis se inclinou ligeiramente na direção dela, sentindo o perfume caro que exalava de sua pele.
— E como faço para garantir uma boa nota?
Ela riu baixo e deslizou um cartão de visita pelo balcão até os dedos dele.
— Me surpreenda. — Pegou a bolsa, se levantou e lançou um último olhar. — Boa noite, garoto bonito.
Louis observou enquanto ela se afastava, hipnotizado pelo balanço dos quadris e pelo som ritmado dos saltos ecoando no chão. Seus dedos apertavam o cartão, sentindo a textura do papel entre eles. O nome dela, um número.
Já em casa, sentado no sofá com a luz do celular iluminando seu rosto, ele não hesitou. Digitou a mensagem e, antes que pudesse pensar duas vezes, pressionou "enviar".
Louis:
Me diz que o convite era pra valer.
Harry:
Eu nunca brinco quando algo me interessa.
Louis:
E agora?
Harry:
Agora você me quer?
Louis:
Desde o momento em que te vi.
A resposta não veio de imediato. Louis encarou a tela do celular, sentindo o peso da espera. Quando finalmente a notificação apareceu, seu peito apertou.
Harry:
Me manda seu endereço.
Ele digitou rápido, os dedos ágeis, e deixou o celular de lado, mas não conseguiu afastar a ansiedade.
Pouco antes das duas da manhã, o ronco grave de um motor se fez ouvir na rua silenciosa. Louis afastou a cortina e viu a Mercedes-Benz preta estacionando em frente à sua casa. O brilho dos faróis cortou a escuridão antes de serem desligados.
Minutos depois, a campainha soou.
Louis abriu a porta e encontrou Harry no batente, envolta em um um longo e volumoso casaco de pele marrom, os cachos levemente desalinhados pelo vento. Os olhos verdes dela brilharam sob a luz fraca do corredor, carregados de algo que fez a espinha dele arrepiar.
— Posso entrar? — A voz dela era baixa, carregada de algo denso, arrastado, que percorreu a espinha de Louis como um arrepio elétrico e desceu direto para sua virilha.
Ele não precisou responder. Apenas recuou, cedendo espaço, os olhos cravados nela, absorvendo cada detalhe conforme ela cruzava a soleira. O perfume dela preencheu o ar entre os dois — uma promessa sutil e intoxicante que o fez prender a respiração por um instante.
Harry tirou o casaco devagar, num movimento deliberado, e o deixou escorregar pelos ombros antes de deixá-lo cair no chão. A luz suave do ambiente revelou o que havia por baixo: renda negra, fina, desenhando cada curva do seu corpo com perfeição. O olhar de Louis percorreu de cima a baixo a pele exposta, o modo como a lingerie abraçava seus seios e revelava mais do que escondia.
Sua boca secou ao imaginar a textura daquela área macia contra a aspereza de sua barba rala — um contraste perfeito, uma combinação deliciosa.
Eles lhe pareciam tão macios, tão altos, tão redondos, firmes. Eram reais ou... Louis se perguntou, porém pouco importava eles estavam ali, na sua frente, e pareciam deliciosos o bastante para fazê-lo salivar.
Seu pau pulsou dentro da calça, o lembrando da própria necessidade. Mas Louis não tinha pressa. Deixou seu olhar vagar lentamente, saboreando a visão antes mesmo de tocá-la.
O calor se espalhou, descendo em ondas até a calcinha de Harry já úmida, tornando impossível qualquer resistência.
— Achei que era hora de ver se sua confiança é só charme ou se realmente sabe o que fazer com uma mulher como eu.
Ela avançou, reduzindo lentamente a distância entre os dois, até que a ponta dos dedos roçou o peito dele, arrancando um arrepio involuntário. O toque era suave, mas incendiava sua pele, a quentura da mão dela atravessando o tecido da camisa como se o queimasse por dentro. Harry sentiu a tensão latejar, percorrendo seu corpo como uma descarga elétrica, enquanto os dedos dela deslizavam para baixo, brincando com a barra da roupa antes de ousarem mais. A cada centímetro conquistado, Louis endurecia sob o tecido apertado de sua calça, sua excitação se tornando impossível de disfarçar.
O inchaço era evidente e não diminuía nem um pouco.
Louis riu baixo, pegando a mão dela por entre a sua abaixo do botão da sua calça.
— Você sempre gosta de provocar assim? — Louis perguntou, a sua voz carregada de algo rouco, denso.
Harry mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando com um desafio velado.
— Só quando acho que vale a pena.
Louis deslizou as mãos até a cintura dela, apertando firme, sentindo o calor da pele sob seus dedos. O contraste entre a renda fina e as curvas macias era viciante. O movimento fez o corpo dela colar no dele, os seios pressionando seu peito enquanto sua bunda era impulsionada para trás. Louis apertou com mais intensidade, a puxando para mais perto, deixando que ela sentisse cada centímetro de sua ereção dura, quente, latejando contra ela.
— Espero não te decepcionar.
O sorriso dela foi puro pecado.
— Vamos descobrir. Onde é o seu quarto? — Harry perguntou.
Louis indicou com um gesto. Segunda porta à esquerda. Sem perder tempo, Harry agarrou o cós da calça dele e o puxou na direção do quarto.
E então, sem hesitação, ela o beijou.
Não havia hesitação, não havia incerteza. Apenas desejo bruto, quente, um encaixe perfeito de bocas que se procuravam com urgência. Os dedos de Harry deslizaram pelos cabelos de Louis, o puxando para mais perto, enquanto ele a segurava firme pela cintura, explorando seu corpo como se quisesse decorar cada curva com as mãos.
O ar ao redor deles ficou pesado, o silêncio quebrado apenas pelas respirações aceleradas e pelo som molhado dos beijos que se aprofundavam.
Harry respirava mais rápido, os mamilos enrijecendo sob a renda, pulsando com a necessidade crua que se acumulava entre suas pernas. Seus olhos verdes estavam turvos, quentes e suplicantes, e Louis definitivamente queria muito comer aquela bunda cheia que lhe parecia tão apertada. A ereção de Louis contrai em sua coxa e ocasionalmente na coxa nua inclinada de Harry que estava em contato com a sua pelvis o fazendo ter vontade de se enfiar em cada buraco dela e a arruina-lá até que ela estivesse pingando a porra.
Louis se inclinou, pressionando sua ereção latejante contra a virilha de Harry, que, em resposta, fechou os olhos, sentindo o calor da respiração dele em lufadas quentes com aroma de mentol contra seus lábios, antecipando o que viria a seguir.
Com a permissão dela, Louis deslizou os dedos pelo fecho do sutiã, o abrindo com facilidade, embora a entrega de Harry o deixasse momentaneamente atordoado. No entanto, sem hesitação, sua boca encontrou a pele exposta, faminta pelo contato. Seus lábios envolveram um dos seios dela, e ele sugou com intensidade, puxando o mamilo profundamente para dentro de sua boca, o explorando com a língua.
Harry sentiu os joelhos fraquejarem, um tremor percorrendo seu corpo, mas antes que pudesse desmoronar, as mãos firmes de Louis a seguraram. Seus dedos deslizaram pela curva da cintura dela, descendo lentamente pelos quadris até repousarem logo acima da sua bunda, a mantendo firme contra si.
A pele vibra, os pelos ao redor se arrepiam, e o couro cabeludo formiga com uma necessidade que a deixa nervosa e choramingando. Louis passa a mão sobre sua pele nua, o polegar brincando com seu mamilo enquanto a outra mão fazia coisas que um bebê jamais faria.
Seus joelhos começam a ceder até que ele se senta na beirada da cama, a puxando para si. Harry apoia um dos joelhos entre as pernas dele, pressionando contra a ereção de Louis, que está tão dura a ponto de doer, lhe arrancando um gemido abafado contra os seios de Harry. Seu ventre estremece, as coxas se contraem em pura excitação.
A barba de Louis arranha a pele sensível de Harry, massageando cada centímetro quente de seu corpo. A maneira como os seios de Harry o recebem de forma tão calorosa e acolhedora muda o ritmo de sua respiração, enquanto ele provoca os mamilos grossos com mais dedicação.
Os dedos de Louis voltam a explorar a pele dela, descendo até a última peça de roupa que a separa dele. Harry lhe dá permissão ao deslizar o joelho apoiado no colchão, se inclinando o suficiente para que Louis continue sugando seus seios. Ele tira sua calcinha de renda, e um gemido escapa dos lábios de Harry quando Louis preenche as mãos com sua bunda, apertando-a com força.
Harry deseja a atenção de Louis tanto quanto ele deseja oferecê-la.
Louis afasta suas pernas, passando os dedos tatuados e cercados por veias ao longo de sua fenda encharcada. Harry geme e suspira, buscando mais contato onde seu ventre vibra de desejo. Mas Louis a mantém esperando, brincando, provocando, sem nunca dar exatamente o que ela quer, apesar de ouvir seus gemidos, seus suspiros e seus resmungos impacientes.
Ele finalmente afasta a boca dos seios dela, observando a trilha de saliva escorrendo até sua barriga. Louis jura nunca ter visto algo mais excitante. Seu pau pulsa dentro da calça, e ele sente um fio de pré-gozo umedecer sua cueca.
Louis se convence a ir mais além e se posiciona bem entre as pernas dela, empurrando seu joelho para guiá-la a abri-las completamente para ele. A buceta molhada brilha sob a luz, o interior rosa contrastando com as bordas clarinhas, da mesma cor de seus mamilos. Logo atrás, seu buraco enrugado e apertado implora por atenção.
Louis não se contém. Ele a deita na cama, afastando suas pernas, e seus lábios gordinhos se umedecem ao primeiro contato com sua língua. As íris esverdeadas dele estão encapuzadas e escuras de desejo, empurrando-o ainda mais para frente.
Ele então se inclina e lambe desde seu buraquinho fechado até o clitóris, saboreando cada centímetro e observando o momento exato em que Harry joga a cabeça para trás, resmunga algo ininteligível e morde o lábio inferior, se contorcendo sob ele.
Louis desabotoa a calça jeans, apertando o próprio pau para evitar que goze só pelo atrito contra o colchão.
— Você quer que eu te foda, linda? Hum? — Sua voz sai rouca, carregada de luxúria.
Harry abre os olhos e o encara com tanta intensidade que ele se arrepia.
— Você quer um pau grande na sua bunda, Harry?
Louis se move para cima da cama e, lentamente, desliza o zíper para baixo, deixando-a vislumbrar sua ereção rígida, o tecido apertado revelando cada detalhe. Ele abre completamente as calças e se acaricia, exibindo toda a sua extensão para que ela veja o tamanho e imagine como será tê-lo dentro dela.
Ele desliza a mão pelo próprio comprimento mais uma vez, sem desviar o olhar de seu rosto. Harry observa fascinada, focada na gota de pré-gozo que escorre da glande e pinga ao lado de sua perna.
— Sim, gatinho! — Ela sussurra, os olhos fixos nos dele. — Vamos lá, Louis, enfia esse pau em mim como está morrendo de vontade.
Louis desliza as mãos sob a bunda de Harry, massageando cada lado antes de virá-la de bruços na cama — na sua cama. O pensamento de seu cheiro ficando impregnado nos lençóis o enlouquece. Ele solta um rosnado baixo, abaixa a cabeça e crava os dentes em uma de suas nádegas macias, mordendo com força suficiente para arrancar dela um gemido escandaloso.
A buceta de Harry pulsa, seu corpo aquece no mesmo ritmo latejante que toma conta de suas nádegas. Louis solta um riso rouco quando Harry se inclina, empinando a bunda, até que os dedos grossos dele deslizem sobre suas dobras, do clitóris até o topo, espalhando sua lubrificação até seu buraquinho enrugado. Ele passa os dedos escorregadios ao redor do anel de músculos, e a sensação é tão boa que Harry precisa morder o lábio para não se empurrar contra aqueles dígitos que provocam sua carne.
Louis abre as bochechas da bunda dela e, sem aviso, se inclina e a golpeia com a língua. Primeiro, ele empurra contra o nervo sensível do clitóris, depois desliza entre os lábios molhados, lambendo e saboreando cada gota de sua lubrificação. O gosto dela impregna em sua língua enquanto ele sobe, cutucando a ponta no centro apertado de sua entrada.
A surpresa faz Harry tremer quando Louis enfia a língua ali, empurrando devagar, construindo ondas de prazer mais intensas do que ela consegue processar em tão pouco tempo.
Harry geme, os dedos dos pés se curvam, e seu ventre se contrai, apertando em volta de nada, ansiando pelo pau de Louis dentro dela — ou ao menos pelos seus dedos. Ele aperta sua buceta e continua engolindo seu suco doce enquanto Harry goza contra sua língua, a barba roçando contra a pele sensível de sua coxa, fazendo-a estremecer.
— Agora você está pronta para receber meu pau, lindeza?
— Sim… — Ela responde com a voz arrastada, a expressão suada e ofegante, gemendo enquanto sua buceta pulsa vazia.
Harry ergue a cabeça, os cachos caindo em volta do rosto, mas os joga para trás, permitindo que seus olhos se fixem nos dele, azuis e enevoados.
Louis se dá conta de sua beleza naquele momento. Ele ergue a mão e afasta os fios rebeldes que ainda insistem em cobrir parte do rosto dela. Suas bochechas estão coradas, os lábios inchados e entreabertos, os olhos selvagens e ao mesmo tempo atordoados pelo prazer.
Fodidamente perfeita.
— Você é perfeita — Louis sussurra.
Tanto de costas quanto de frente.
Harry abaixa os olhos para o pau dele, que ele aperta firmemente na própria mão.
— Quero você, gatinho — Ela murmura, puxando a mão dele e a guiando de volta para sua buceta, fazendo com que ele esfregue o clitóris novamente. Dessa vez, ele desliza dois dedos para dentro de sua carne quente e pulsante.
Ela ergue o quadril, e Louis traça a abertura de sua buceta com os dedos, provocando-a sem pressa.
Harry morde os lábios para conter um gemido.
— O quanto você me quer, Harry?
A resposta dela vem quando esfrega a bunda contra o pau de Louis, ansiosa pela penetração.
Louis pega a lubrificação de Harry e a esfrega em seu comprimento. Virando a cabeça para o lado, Harry observa como ele se acaricia, e começa a balançar a bunda no mesmo ritmo dos movimentos da mão dele. A respiração de Louis se torna irregular, assim como a dela, e um brilho cresce em seus olhos ao perceber o efeito que ela tem sobre ele.
— Me diga que me quer, Harry. Deixe isso claro para mim!
— Eu quero o seu pau na minha bunda, Louis. Quero que me foda até o dia seguinte — Ela declara, e o estômago de Louis vibra em puro tesão.
Porra.
O punho de Louis aperta a base de seu pau para evitar que goze antes do tempo, antes de estar enterrado na bunda dela.
Ele desliza os dedos pelos cabelos de Harry e, com a outra mão, posiciona a ponta grossa e vermelha de seu pau contra a entrada brilhante e molhada dela, que pulsa em antecipação.
A protuberância de Louis adentra, aos poucos, o buraco apertado de Harry, e a sensação faz sua glande chorar pré-gozo. Mas sua fome é ainda maior — ele quer ver a buceta dela escorrendo com sua porra, quer senti-la sugar até a última gota.
Harry começa a balançar os quadris contra ele, e Louis aproveita para estimular seu clitóris. Quando ela empurra a bunda para trás, mais do pau dele desliza para dentro de sua carne quente, que o aperta com avidez, como se o puxasse para mais fundo.
Louis empurra um pouco mais, acariciando a borda enrugada de sua entrada, fazendo Harry rebolar e gemer contra seu pau, enquanto sua buceta se contrai e pulsa ao redor dele.
Ele chega ao fundo dentro dela com um golpe generoso, arrancando um grito de seus lábios. Louis acaricia suas costas, e quando Harry ergue mais a bunda, ele aproveita o espaço e começa a bombear com força, invadindo-a sem piedade.
As bolas de Louis estão pesadas, carregadas de porra, quando batem contra a bunda dela. Ele sabe que Harry vai arrancar cada mínima gota dele com aquela buceta apertada. Ele a aperta, levando o pau até o fundo de seu buraco úmido, empurrando e pressionando firme. O atrito dos pelos ásperos de suas pernas contra a pele macia das coxas de Harry a deixa ainda mais excitada.
— Porra, você é como um sonho, linda — Ele geme, com a voz embargada de desejo.
Harry arqueia ainda mais os quadris, rolando contra as bolas de Louis, e ele para por um instante apenas para observá-la sorrir maliciosa, mordendo o lábio inferior.
O couro cabeludo de Harry arde em um prazer lascivo quando Louis puxa seus cabelos para trás, forçando-a a levantar a cabeça. Ele muda o ângulo das investidas e acerta exatamente o botão de prazer dentro dela, fazendo-a gritar alto.
— Louis! — Harry geme, o pau dele entrando e saindo com força, roubando seu fôlego.
— Hm… — Louis solta um gemido gutural.
Seus golpes brutos fazem o corpo de Harry balançar em um vai e vem delicioso. Ele a preenche profundamente, enquanto seus dedos pressionam o clitóris, enviando faíscas e tremores de prazer por todo o corpo dela.
Com o pau enterrado até o fundo dentro de Harry, Louis aperta a sua bunda macia e solta um gemido quando sente a carne dela se contrair ao redor dele com uma força absurda.
Ele geme novamente, se esvaziando dentro dela, enquanto Harry encontra seu próprio alívio. Seus músculos tremem, e a onda de prazer os consome de forma gostosa, de forma agradável.
Louis acaricia as costas de Harry, até o momento em que ele deixa o buraco dela. Algo escorre pelas coxas de Harry e Louis cantorola de forma satisfeita, assim como Harry ofegante vira o rosto suado para o lado e vê a cena que faz a sua buceta arder e contrair, porra! Aquela cena era excitante.
— Vire, linda, quero te ver.
Harry obedeceu, se virando de frente para ele e afastando as pernas, exibindo o que ele havia feito com ela.
— Porra, você é realmente algo. — Louis passou a língua pelos lábios, enquanto Harry sorria e virava o rosto para o lado.
— Se eu não estivesse dolorida, pediria um segundo round.
O esperma de Louis escorria de sua buceta, como seda líquida e brilhante, manchando os lençóis brancos de sua cama.
A noite passou entre carícias preguiçosas e beijos roubados. Depois do ápice, Louis a manteve em seus braços, os dedos desenhando padrões suaves nas costas nuas de Harry. O quarto ainda cheirava a sexo e desejo saciado, mas agora o ambiente estava tomado por um silêncio confortável.
Harry dormiu com a cabeça apoiada no peito dele, os corpos entrelaçados sob os lençóis macios. Quando o sol começou a invadir o quarto pelas frestas da cortina, ela despertou devagar, sentindo o toque quente da respiração de Louis contra sua testa.
— Bom dia. — Ele murmurou com a voz rouca de sono, deslizando a mão por sua cintura.
— Bom dia... — Harry sorriu, os olhos ainda preguiçosos.
Eles permaneceram na cama por mais alguns minutos antes de finalmente se levantarem. Louis preparou o café, enquanto Harry vestia uma camiseta larga dele e se sentava no balcão da cozinha, observando-o com um sorrisinho satisfeito.
— Café preto ou com leite? — Ele perguntou, servindo duas xícaras.
— Com leite, por favor. — Ela respondeu, esticando a mão para pegar a xícara e tomando um gole.
Louis se sentou ao lado dela, pegando uma torrada e mordendo com tranquilidade. Harry observou a cena por um momento antes de falar:
— Preciso passar no shopping hoje… tenho que devolver uma coisa.
Louis ergueu uma sobrancelha.
— O quê?
— Um vestido que comprei, mas acho que não combina tanto comigo.
Ele riu baixo, tomando um gole do café.
— Você quer que eu vá com você?
Harry sorriu, mordendo o lábio de leve.
— Você gostaria?
Louis inclinou a cabeça de lado, como se pensasse por um segundo, mas logo sorriu de canto.
— Se isso significa te ver experimentando roupas, então sim.
— Hmm, quem sabe?— Harry provocou, levando a xícara aos lábios e lançando um olhar por cima da borda.
O arrepio que percorreu o corpo de Louis foi imediato.
— Harry… — Ele advertiu, estreitando os olhos, mas o sorriso malicioso dela só se alargou.
Eles trocaram algumas palavras entre bocados de torrada, saboreando a tranquilidade do café da manhã compartilhado.
Até que Harry se inclinou ligeiramente para a frente, os olhos brilhando com diversão.
— Vamos? — Harry perguntou, os olhos afiados e um sorriso brincando nos lábios.
Louis não disse nada, apenas assentiu, ainda absorvendo a visão dela de casaco fechado sobre a pele nua. Ele sabia que, por baixo daquele casaco não havia absolutamente nada além do próprio desejo dela — e isso fez seu corpo reagir de imediato.
Eles saíram do apartamento e entraram no Mercedes-Benz de Harry. Ela abaixou o espelhinho para retocar o gloss, que tirou da bolsa Hermès deixada no carro, o deslizando suavemente sobre seus lábios vermelhos e cheios. O motor ronronou quando girou a chave, acelerando pelas ruas movimentadas da cidade. Durante o trajeto, Louis a observava de soslaio, encantado com a forma despreocupada como ela dirigia—mão firme no volante, dedos enfeitados por anéis cintilantes, pernas cruzadas de modo impecável para manter o casaco no lugar... mas apenas no limite.
— Você faz isso de propósito, não faz? — Ele perguntou, divertido, com a voz carregada de desejo.
Harry sorriu sem desviar os olhos da estrada.
— Não faço ideia do que você está falando.
Louis soltou uma risada baixa, balançando a cabeça enquanto ela lhe lançava uma piscadela.
Ao chegarem ao shopping, Harry estacionou na área VIP e saiu do carro com sua habitual confiança, pegando a sua bolsa em uma mão e a sacola da loja na outra. Louis a acompanhou em silêncio, observando cada movimento enquanto subiam juntos as escadas rolantes em direção à loja de roupas.
Harry foi direto ao balcão para devolver o vestido que havia comprado, enquanto Louis aproveitava o tempo para olhar ao redor da loja. Seu olhar vagou pelas araras até que algo chamou sua atenção: uma jaqueta de couro impecável, cortada sob medida. Ele se aproximou, passando os dedos pelo material macio, sentindo o peso da peça.
Foi quando Harry voltou e o encontrou ali, observando a jaqueta com interesse.
— Gostou? — Ela perguntou, inclinando a cabeça.
Louis deu de ombros.
— Sim, é linda. Mas custa uns 550 euros, então…
Harry arqueou uma sobrancelha e sorriu.
— E daí?
Antes que ele pudesse responder, ela simplesmente pegou a jaqueta da prateleira e caminhou em direção ao caixa. Louis piscou, surpreso, e a seguiu, achando que era apenas uma brincadeira.
— Harry, espera aí…
Ela não respondeu. Apenas abriu sua bolsa de marca e, sem hesitação, tirou um dos maço dentro outros de sua bolsa de notas de 100 euros. Louis arregalou os olhos.
— Você tá falando sério?
— Claro. Você gostou, então vou comprar pra você.
Louis riu, ainda incrédulo.
— Você não precisa fazer isso.
— Mas eu quero. — Harry entregou o dinheiro à atendente, que rapidamente processou a compra e colocou a jaqueta em uma sacola.
Louis passou a mão pelo rosto, ainda surpreso, mas, no fundo, um sorriso começou a se formar em seus lábios.
— Você é inacreditável.
Harry pegou a sacola e a entregou para ele com um olhar divertido.
— Eu sei. Agora, vai vestir. Quero ver se ficou tão boa em você quanto eu imaginei.
Louis pegou a jaqueta, rindo, e a vestiu ali mesmo. O ajuste era perfeito, como se tivesse sido feita sob medida para ele.
Harry mordeu o lábio inferior, analisando-o de cima a baixo.
— Definitivamente valeu a pena.
Louis se aproximou, pegando sua cintura e a puxando para perto.
— Vou ter que encontrar uma forma de retribuir esse presente…
— Tenho certeza de que você vai pensar em algo. — Ela sussurrou, os lábios roçando levemente nos dele antes de se afastar com um sorriso travesso.
Depois de sair da loja, Harry e Louis caminharam pelo shopping sem pressa. Ele ainda não acreditava que ela realmente havia comprado aquela jaqueta para ele, mas a cada passo sentia o couro macio contra sua pele, como um lembrete de que aquilo era real.
— Você sempre faz isso? — Ele perguntou, olhando-a de canto enquanto caminhavam em direção ao estacionamento.
— Isso o quê? — Harry sorriu de lado, fingindo inocência.
— Comprar coisas absurdamente caras para as pessoas sem pensar duas vezes.
Ela deu de ombros.
— Só quando eu quero.
Louis riu, balançando a cabeça.
Ao chegarem ao carro, Harry pegou as chaves e, sem hesitar, as entregou a ele, como se aquilo fosse algo natural.
— Dirija pra mim. — Ela pediu, deslizando para o banco do passageiro sem dar espaço para discussão.
Louis ergueu uma sobrancelha, segurando as chaves, claramente surpreso.
— Sério? Você quer que eu dirija? — Perguntou, girando as chaves entre os dedos, analisando a expressão dela.
— Sim, sério. — Harry respondeu, já se acomodando no banco do passageiro com a tranquilidade de quem sabia que teria seu pedido atendido.
Louis suspirou, mas não discutiu. Agarrou as chaves, ajustou o banco e o espelho antes de ligar o motor. O ronco do Mercedes-Benz preencheu o silêncio do estacionamento, soando quase como um lembrete do preço daquela responsabilidade. Ele engoliu em seco. Fazia tempo que não dirigia, ainda mais um carro tão caro.
Respirando fundo, saiu do estacionamento com cautela, sentindo a direção firme sob suas mãos. Ao lado, Harry parecia completamente relaxada, puxando assunto como se não houvesse qualquer tensão no ar.
A conversa fluiu naturalmente no caminho. Louis começou a falar sobre a faculdade, contando que estava atrasado em algumas matérias e precisava se organizar melhor.
— Mas eu vou dar um jeito. Sempre dou. — Ele disse, lançando um meio sorriso enquanto mantinha os olhos fixos na estrada.
Harry o observou de canto de olho, apoiando o cotovelo na porta e descansando o queixo na mão.
— Eu não duvido disso.
A viagem seguiu tranquila, e logo chegaram ao prédio onde Louis morava. Ele estacionou o carro e, sem dizer nada, olhou para Harry, esperando que ela assumisse a direção novamente. Mas antes que ele pudesse sair, sentiu a mão dela segurando seu pulso suavemente.
— Espera.
Louis franziu o cenho, mas obedeceu. Harry abriu sua bolsa de marca e, sem hesitação, tirou um bolo de notas de euros. Sem dizer nada, estendeu para ele.
Louis piscou, confuso.
— O que é isso?
— Só um presente.
Ele riu, incrédulo.
— Harry, eu não posso aceitar isso.
— Pode, sim. E vai. — Ela empurrou o dinheiro em sua mão, fechando os dedos dele ao redor das notas. — Não precisa me agradecer, só… use como quiser, gatinho.
Harry sorriu e se inclinou para frente, roçando os lábios nos dele em um selinho rápido, mas cheio de significado.
— Boa noite, Louis.
Ele saiu do carro, ainda segurando o dinheiro, atordoado pela atitude dela. Quando Harry assumiu a direção e foi embora, ele ficou parado por alguns segundos antes de soltar um suspiro e entrar no prédio.
Nos dias seguintes, as mensagens entre eles continuaram. Às vezes, eram conversas casuais sobre o dia; outras, trocas de provocações carregadas de segundas intenções. Mas uma coisa se tornou constante: Harry sempre encontrava uma forma de surpreendê-lo com presentes caros.
Uma camisa de grife deixada discretamente em sua porta. Um relógio sofisticado que ele jamais compraria para si mesmo. Ingressos para um show exclusivo de sua banda favorita — algo que nem sabia que queria até tê-los em mãos.
E, claro, inúmeras viagens. Sem falar nas noites de sexo ardente entre os dois, tão intensas que deixavam ambos sem fôlego.
Harry sempre arrumava uma desculpa para levá-lo a algum lugar novo, seja um fim de semana em uma praia paradisíaca, um evento exclusivo em Paris ou um simples bate e volta para uma cidade charmosa. E cada viagem vinha acompanhada de algo luxuoso.
Como na vez do iMac.
Uma noite, Harry o convidou para ir até sua casa, mas Louis recusou, dizendo que precisava estudar.
— Meu notebook está um inferno. — Ele reclamou pelo telefone, passando as mãos pelos cabelos em frustração. — Trava, reinicia do nada… tô perdendo a paciência.
Harry riu do outro lado da linha.
— Venha estudar aqui.
Louis hesitou, mas a irritação falou mais alto. Pouco tempo depois, já estava na casa dela, sentado no sofá, resmungando enquanto tentava fazer o notebook colaborar. Harry o observava, braços cruzados, um sorriso divertido nos lábios.
Na manhã seguinte, ao abrir a porta do apartamento, Louis encontrou um embrulho elegante repousando ali. Ao abrir, seus olhos se arregalaram ao ver o iMac mais novo e potente.
— Harry. — Louis bufou, segurando o presente nas mãos. — Você só pode estar brincando comigo.
Encostada na porta, Harry sorriu com satisfação, os olhos brilhando de diversão.
— Você odiava aquele notebook. Agora não precisa mais se preocupar com ele. — Ela disse, deslizando os braços ao redor do pescoço dele antes de roubar um beijo.
Naquela noite, eles saíram para jantar e, mais tarde, Louis a fodeu na jacuzzi aquecida, o vapor se misturando ao calor entre os dois.
Como na viagem para Milão.
Harry apareceu em sua casa segurando duas passagens de primeira classe, um sorriso presunçoso nos lábios.
— Faça as malas, bebê. Vamos para Milão.
Louis arqueou uma sobrancelha, surpreso.
— Milão?
— Semana de moda. — Ela respondeu, girando nos calcanhares com um sorriso provocante.
Assim como quando chegaram a Dubai, Harry fez questão de garantir que tudo fosse impecável. Contratou um jatinho particular direto para o hotel, e durante o voo, os dois não se desgrudaram. Beijos longos, carícias distraídas, risadas abafadas entre taças de champanhe. Louis parecia completamente encantado por ela — e Harry, por ele. Seus dedos estavam sempre entrelaçados, e ela não parava de acariciar seu rosto, como se quisesse memorizar cada detalhe ali, sob a luz suave da cabine.
Quando chegaram à suíte presidencial do hotel, Louis parou na porta, atordoado. O luxo era surreal. Uma vista panorâmica da cidade, cortinas pesadas de seda, uma decoração extravagante e um banheiro que, facilmente, era maior que o apartamento dele.
Aquela noite foi um espetáculo à parte. Jantaram em um dos restaurantes mais sofisticados de Dubai, onde serviram pratos adornados com folhas de ouro e vinho branco da melhor qualidade. Mas, apesar da sofisticação, a fome que Harry sentia não tinha nada a ver com comida.
No caminho de volta ao hotel, no banco traseiro do carro, ela deixou claro exatamente o que queria.
Louis percebeu quando Harry se inclinou sobre ele, os olhos cheios de desejo. A respiração dele ficou presa na garganta quando sentiu os dedos dela deslizarem sobre seu membro, que já enrijecia sob o toque provocador.
Harry sorriu, os lábios brilhando sob a luz baixa do carro.
— Eu só preciso passar meu gloss favorito — sussurrou, arrastando as palavras com doçura.
O corpo de Louis reagiu no mesmo instante, e uma gota de pré-gozo brotou na ponta de sua glande. Harry não hesitou.
Com um olhar travesso, ela abaixou a cabeça lentamente, os lábios roçando primeiro a ponta sensível de seu pau, fechados, como se estivesse testando a textura do tal gloss. Depois, os abriu e sugou levemente, arrancando um gemido grave de Louis.
Quando finalmente o engoliu por completo, ele deixou escapar um palavrão, jogando a cabeça contra o encosto de couro do banco.
Harry o chupou com fome, sugando cada centímetro com uma devoção absurda, mesmo depois de terem jantado um banquete luxuoso. Seus olhos brilhavam, como se aquilo fosse um prazer tão intenso para ela quanto para ele.
Louis passou as mãos pelos cachos dela, os dedos apertando sua nuca conforme sentia o prazer subir. Quando Harry gemeu ao redor de seu pau, ele perdeu o controle.
Ela continuou a engoli-lo, sugando até que ele se derramasse fundo em sua garganta, os músculos de seu corpo tensos enquanto gemia seu nome.
Quando Harry finalmente ergueu a cabeça, os lábios inchados e molhados, passou o polegar pelo canto da boca e o levou até dentro, o chupando devagar.
— Você me deixa insuportavelmente excitada — Ela confessou, os olhos cravados nos dele.
Aquilo foi o suficiente.
Assim que entraram no hotel, Louis a puxou com força, colando seus corpos em um beijo voraz. As roupas foram arrancadas sem cerimônia, espalhadas pelo chão da suíte, e em segundos, ele a empurrou contra a parede, a penetrando de uma só vez.
Harry soltou um gemido alto, se agarrando a seus ombros enquanto ele a bombeava com força, os sons abafados pela respiração ofegante e pelo som do vento quente de Dubai entrando pela varanda aberta.
E então, foi lá que ele a levou.
As pernas dela estavam enroscadas em sua cintura, a bunda apoiada na borda do vidro frio, enquanto Louis a penetrava profundamente, observando a cidade iluminada ao fundo. Mas nada — absolutamente nada — se comparava à visão de Harry entregue a ele, destruída pelo prazer, encaixada perfeitamente em seu pau.
O orgasmo veio como uma avalanche, os dois gemendo alto enquanto seus corpos se sacudiam juntos, até que Louis se derramou dentro dela, ofegante e trêmulo.
Quando os tremores diminuíram, ele manteve o rosto enterrado na curva do pescoço de Harry, sentindo o cheiro doce de sua pele misturado com suor.
E então, sem sequer pensar, sussurrou contra sua pele:
— Acho que estou apaixonado por você.
Harry, ainda arfando, se afastou levemente para encará-lo. Seus olhos estavam brilhantes, mas havia algo mais ali, algo que fez o coração de Louis disparar.
Ela passou os dedos pelo cabelo dele, o puxando suavemente para um beijo lento, terno, diferente de todos os outros.
— Acho que já sabia disso — Ela respondeu, sorrindo contra seus lábios.
Louis riu baixinho, fechando os olhos por um instante.
— Pretensiosa.
— Realista — Harry corrigiu, mordiscando o lábio inferior dele. — Agora... vamos tomar um banho? Ou quer continuar admirando a vista?
Louis olhou por cima do ombro, para a cidade vibrante sob o céu escuro. Então, virou-se para encará-la novamente.
— Já tenho a melhor vista bem na minha frente.
Harry riu, o som leve e genuíno, antes de puxá-lo para dentro do quarto novamente.
— Acho que também estou, garoto bonito! — Ela sussurrou em contato com os lábios dele.
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