Onde Louis é um alfa acanhado nerd, físico teórico e tem um novo vizinho, e Harry é um ômega simpático, bonitinho e confeiteiro que muda de apartamento.
avisos!: É minha primeira oneshot entt pode n estar muito boa! Foi reescrita mas pode haver erros.
•°.* Bellybulge, creampie, hbottom, ltops, palavras de baixo calão, nudez, conteúdo totalmente sexual, omegaverse (abo), louis!alfa, harry!omega. Provavelmente esqueci algo mas é o principal.
De todas as formas, aquela era, de fato, a primeira vez deles.
Harry vestia uma daquelas camisas de turnê, de um tecido fino que abraçava suas curvas e possuía uma abertura estratégica até a cintura. Por baixo, apenas um short curto — que já havia sido descartado em algum canto do quarto — e suas meias. Louis, fiel ao seu estilo, usava nada mais que uma camiseta oversized do Lanterna Verde e uma calça de moletom cinza.
O contraste era hipnotizante. O peito do ômega, sutilmente marcado pelo tecido justo da blusa, fazia a libido de Louis atingir níveis astronômicos. Harry já estava entregue sobre a cama do mais velho, os cachos espalhados pelo travesseiro, em um estado de quase êxtase. Louis havia sido meticuloso: beijos no pescoço, mordidas precisas na glândula odorífera e uma atenção devota aos mamilos de Harry por cima do tecido, enquanto sua coxa pressionava com a força exata o centro das pernas do ômega.
Para um nerd, ele era perigosamente bom com a boca... e com as mãos.
Mas espere um pouco. Você sabe como eles chegaram aqui?
Deixe-me fazer as honras e narrar o desenrolar improvável entre um físico introvertido e um confeiteiro de mão cheia.
.•°*.*°•.
Harry mudou-se para o novo apartamento em um dia ensolarado, cercado por pilhas de caixas de papelão que pareciam se reproduzir sozinhas. A mudança foi exaustiva; a noite já havia caído e ele ainda lidava com o caos, ciente de que, no dia seguinte, a rotina na padaria seria pesada, com tortas, bolos e encomendas esperando por ele.
Exausto, Harry aguardava seu jantar na porta quando dois rapazes saíram do apartamento da frente. Eles pareciam tímidos, quase envergonhados, como se tivessem sido interrompidos em algo importante. O ômega sorriu, observando-os, até que seus olhos pousaram em um rosto familiar. Era Zayn! Seu amigo de infância, de quem a vida e a faculdade haviam acabado por afastar.
— Zayn Malik? — Harry exclamou, surpreso.
— Harry? — O rosto de Zayn iluminou-se. — Zee! Meu Deus, quanto tempo!
O abraço foi apertado, carregado de nostalgia. O outro alfa, que acompanhava Zayn em silêncio, ficou momentaneamente em segundo plano, observando a cena com uma curiosidade contida.
— Harry, este é o Louis — Zayn os apresentou. — Ele é físico teórico e meu melhor amigo.
— Prazer, Louis. Sou confeiteiro — Harry estendeu a mão, fixando o olhar nos olhos azuis intensos do alfa. Ele o achou inegavelmente atraente; uma mistura de intelecto e uma aura "quente" que não esperava encontrar em um acadêmico. — Acho que já sabe que me chamo Harry. Vai ser um prazer ter você como vizinho.
— O prazer será todo meu... em ter você por aqui — Louis respondeu, e o peso da palavra "prazer" pareceu vibrar no ar, instaurando uma tensão instantânea entre os dois.
.•°*.*°•.
Harry recebeu seu sushi, pagou o entregador e, num impulso de gentileza, convidou os dois para entrar. Embora tenham recusado a comida — para o alívio secreto de Harry, que estava faminto —, eles o ajudaram a carregar as últimas caixas pesadas para dentro, garantindo que nada fosse deixado no corredor.
— Muito obrigado pela ajuda. Eu não saberia como retribuir — Harry disse, recostado na porta.
— Você poderia aparecer no nosso apartamento amanhã — Louis sugeriu rapidamente. — É sexta, dia de pizza. O Zayn vem sempre, e acho que o Liam e o Niall iam adorar te conhecer.
— Oh, eu não queria incomodar...
— Não seria incômodo nenhum, Harry — Zayn reforçou. — Nós realmente queremos que você vá.
Harry pensou por um segundo, abrindo aquele sorriso de covinhas que fez o coração de Louis errar uma batida.
— Tudo bem. Vocês me convenceram.
Na noite seguinte, o cenário era composto por quatro alfas e um ômega, este último vestindo um vestido leve que atraía olhares discretos. Após a pizza, a atmosfera relaxou e, por sugestão de Zayn e Harry, o grupo começou a jogar "Eu Nunca" regado a doses generosas de álcool.
— Eu nunca tive dois paus me fodendo! — Alguém soltou, e o som dos copos batendo na mesa foi imediato.
A essa altura, três coisas eram certas:
Ninguém mais sabia quantas doses já tinham tomado.
O álcool estava ditando as regras.
A conversa tinha tomado um rumo irremediavelmente sexual.
— Eu nunca usei, ou fiz algum parceiro usar, fantasias de super-heróis no sexo! — disse Niall, o astrofísico irlandês, entre risos.
Apenas Harry não bebeu. Ele nunca tinha explorado esse fetiche. Todos o olharam com uma mistura de surpresa e interesse, especialmente Louis, que sorria como um golden retriever levemente embriagado. As confissões continuaram: dildos, recordes de orgasmos, preferências na cama... até que Harry tentou trazer o jogo de volta para águas mais calmas.
— Eu nunca deixei a toalha molhada em cima da cama — ele tentou.
Mas o destino — ou o álcool — tinha outros planos.
— Eu nunca recebi uma creampie — Harry soltou, quase num sussurro.
O silêncio foi imediato. Ele falou tão baixo que os outros pediram para repetir. Entrando em pânico e com as bochechas ardendo, ele reformulou rapidamente:
— Eu... eu nunca recebi um buquê de flores!
Apenas Liam bebeu, explicando que sua mãe sempre lhe dava uma flor no Dia dos Pais e que, "tecnicamente, se juntasse tudo, dava um buquê". Harry suspirou aliviado, embora soubesse que a primeira frase ainda pairava em algum lugar da mente de Louis.
.•°*.*°•.
Um mês se passou. A amizade entre Harry e Louis floresceu entre trocas de correspondências e jantares casuais. Louis, movido pela curiosidade científica e por uma vontade genuína de agradar, ficou com aquela palavra na cabeça: creampie.
Em sua mente literal de físico teórico, ele associou com o termo da culinária: torta de creme. Ele procurou na padaria de Harry e não encontrou. Questionou o ômega, que ficou vermelho como um tomate e disse que ainda estava "se aperfeiçoando na torta".
Decidido a fazer uma surpresa, Louis foi para a internet pesquisar receitas. Foi então que a internet o levou por um caminho... diferente. Três links de sites de pornô apareceram nos resultados. Curioso, ele abriu uma guia anônima e pesquisou ‘creampie pornô’. Sua visão pareceu embaçar ao descobrir o verdadeiro significado.
O choque inicial foi substituído por uma compreensão súbita do porquê de Harry agir de forma tão tímida. Mas Louis, apesar de nerd e introvertido, tinha seus 25 anos e uma dose considerável de audácia.
Harry o convidou para um chá em sua casa naquele sábado. Louis decidiu levar uma torta de creme real, da padaria local, mas com um plano B em mente. Se Harry estivesse falando da torta, ele seria apenas um vizinho gentil. Se ele estivesse falando de outra coisa... bem, Louis estava pronto para a aula prática.
.•°*.*°•.
Harry estava adorável em sua blusa de alcinhas branca e shorts folgados. Ele havia arrumado a mesa com biscoitos e chá de camomila quando a campainha tocou.
— Trouxe uma torta de creme — Louis anunciou, entrando no apartamento com uma sacola.
Harry quase engasgou com a própria saliva. Ele não sabe, ele com certeza não sabe, pensou o ômega, tentando manter a compostura enquanto Louis o observava atentamente.
— Quer experimentar? — Louis sugeriu, cruzando os braços e se aproximando. — Você disse que estava se aperfeiçoando, pode usar essa como referência.
Harry cortou uma fatia, sentindo o olhar do alfa queimar em sua pele.
— É boa... — Harry começou, a voz um pouco trêmula. — Só tem um pouco de chantilly demais e a massa está um pou...
— Eu sei o que é uma creampie, Harry.
O tempo pareceu parar. Louis se aproximou, tirando o prato das mãos de Harry e o colocando sobre o balcão, com o ômega o acompanhando no olhar.
— Louis...
— No começo, eu realmente achei que era a torta — Louis confessou, ficando frente a frente com o ômega, cujos feromônios de vergonha e excitação começavam a inundar a cozinha. — Mas depois eu pesquisei. E, para ser sincero... eu fiquei muito interessado no conceito.
Os cheiros de pinheiro, lavanda, baunilha e morango se fundiram em um coquetel inebriante.
— Você tem interesse... nisso? — Harry perguntou, os olhos verdes fixos nos de Louis.
— Tenho — Louis afirmou, a voz se tornando mais grave.
Harry olhou para baixo, notando o volume na calça de moletom cinza de Louis. Ele era um alfa atraente, inteligente e estava ali, confessando um desejo mútuo. Por que não juntar o útil ao agradável.
— Quer saber como que faz?... — Harry desafiou, com um sorriso audacioso.
Agora foi a vez de Louis perder o fôlego. Sem palavras, ele apenas assentiu, deixando que seus próprios feromônios de desejo respondessem por ele.
— Vem para o meu quarto. — Harry segurou sua mão, guiando-o com pressa.
Louis observou o balanço dos quadris de Harry e sentiu o sangue latejar. Puta merda, ele pensou, eu vou mesmo foder o Harry.
Louis agarrou os quadris de Harry, fazendo-o deitar-se na cama. Ao retirar o shortinho branco, revelou-se um membro já desperto sob a calcinha confortável. Um rosnado baixo escapou da garganta de Louis com a visão.
Ele uniu seus lábios aos de Harry, lábios cheios, em formato de coração, um convite irresistível. Suas mãos apertavam as coxas pálidas e macias, subindo pelos quadris de curvas suaves até a cintura definida. A blusinha justa, ainda presente, tornava tudo mais provocante ao marcar o peito do ômega.
Harry soltava suspiros deleitosos, sentia falta de ser tocado com aquela intensidade. Seu corpo já respondia ao toque, liberando o pré-gozo que começava a umedecer a peça íntima, acompanhando a lubrificação que já encharcava sua entrada.
Louis focou sua atenção no pescoço e na glândula de Harry, mordendo e lambendo cada pedaço de pele que exalava o aroma inebriante da excitação. O lobo dentro do alfa rugia em aprovação ao cheiro doce que dominava o quarto.
— Louis, eu quero agora... entra, por favor — Harry gemeu de forma arrastada quando os dedos do alfa brincaram com seus mamilos por cima do tecido. O atrito era delicioso, o fazendo arquear o corpo cheio de desejo. — Lou… Alfa!
Louis rosnou, tocando a pele leitosa com uma possessividade descomunal. Ele observou o ômega por alguns instantes, ele quer tanto tomá-lo com a roupa e tudo, manter a blusinha seria o toque final de luxúria que ele tanto precisava.
Libertando-se da sua calça de moletom, Louis pouco se importou com a camisa do Lanterna Verde que ainda vestia. Seu foco era total no ômega de íris brilhantes e verdes que o devorava com o olhar. Ele se abaixou, beijando cada lado do quadril de Harry antes de puxar a calcinha pelas pernas pálidas. Ao ver o fio de lubrificação se romper entre o tecido e a entrada avermelhada, Louis sentiu a própria boca salivar.
— Alfa! Por favor, me preencha... — o cheiro de pinheiro de Louis se intensificou, mergulhando Harry em um estado de necessidade absoluta, seu corpo pulsando só por sentí-lo.
— Calma, ômega. Vou te dar exatamente o que você precisa — Louis murmurou. Ele desceu a boca até a base do membro de Harry, distribuindo beijos úmidos enquanto massageava o que estava ao redor. — Você é delicioso, Harry.
Os dedos de Louis desceram para a entrada, que pulsava em expectativa. O aroma ali era tão forte que quase se podia sentir o gosto na sua língua. Louis usou sua boca para explorar o local, enquanto dois dedos preparavam o caminho, fazendo Harry segurar seus cabelos lisos e implorar por mais.
— Consegue chegar ao ápice apenas com minha boca e meus dedos, ômega? Quero sentir o seu gosto em mim — Louis questionou, enquanto uma mão apertava a coxa grossa de Harry e a outra trabalhava ritmadamente em sua entrada.
— Consigo, alfa... Sim! — Harry soltou um gemido alto. A mistura de sensações era avassaladora. Quando os dedos de Louis pressionaram o ponto certo, o estopim foi inevitável, e Harry atingiu seu primeiro orgasmo, rápido demais até, mas o cheiro, os dedos grossos de Louis, tudo era tão bom que não conseguiu se conter.
Louis saboreou o momento, limpando cada vestígio com a língua antes de se posicionar. Harry, ainda envolto na névoa do prazer, sentiu quando Louis finalmente afundou seu membro, grosso, com 17 cm e uma glande grossa, dentro dele. O movimento foi lento e firme, permitindo que Harry se acostumasse com o preenchimento. A cabeçinha do pau do alfa entrando com resistência, abrindo o ômega aos poucos, era tão bom que fez ambos soltarem um xingamento em uníssono.
Harry sentia cada centímetro de si sendo expandido. Louis levou os dedos, ainda úmidos, até a boca do ômega, que os chupou ansiosamente enquanto tentava processar a sensação de ter Louis tão fundo. O alfa pega as pernas de Harry entrelaçando as coxas ao redor de sua cintura, intensificando o contato, finalmente chegando até a base, com as bolas de Louis batendo na polpa da bunda do outro.
Pela sua posição, Louis conseguia ver o relevo de sua própria cacete contra o abdômen de Harry. A visão de um montinho feito por causa da cabeça grossa de seu pau, junto do seu membro pulsando dentro do ômega o deixou ainda mais excitado.
— Lou... eu,... uh! Eu sinto você tão fundo — Harry murmurou com gemidos, abrindo os olhos para ver a silhueta protuberante em seu ventre. — Tão grosso... você é tão bom… minha nossa.
— Puta merda, Harry — Louis rosnou, vendo a mão pequena do ômega tocar a superfície onde o membro o pressionava por dentro.
— Não é pra ter dó de mim, alfa.
Atendendo ao comando, Louis começou a estocar com força e precisão. O ritmo era frenético, a pele se chocando e o som da lubrificação densa preenchendo o ambiente. Harry já choramingava de prazer, chamando pelo nome do alfa enquanto seus corpos se moviam em perfeita sincronia.
Harry solta um gemido baixo, quase como um miado, suas mãos agarrando o pescoço e os ombros de Louis arranhando-o enquanto sentia cada estocada forte. O ômega tinha certeza que iria ficar muito abertinho, sua lubrificação descia entre suas pernas e melava Louis, tão escorregadio, quente, molhado.
Arqueou as costas quando o alfa achou sua próstata, gemendo alto, arranhando as costas do alfa que tremeu inteiramente sob si depois de apertar todo o membro grosso depois de uma estocada.
— Você vai acabar comigo… Porra. — cada vez que Louis retirava e colocava o cacete grosso dentro de si, era como se estivesse sendo partido ao meio de uma forma tão gostosa que não se importaria de deixar Louis o usar como um brinquedinho. Pensando bem, Harry queria isso. — Lou! Alfa! Hum! minha nossa, e-eu quero vir.
— Eu também — Louis respondeu, focando toda a sua energia em levar Harry ao limite. Ele diminuiu o ritmo por um segundo, apenas para forçar a glande mais fundo, buscando fuder o colo do útero do ômega.
Toda vez que metia ele sentia a pequena barreira batendo contra sua glande, ele sentia pequenos espirros de pré-porra saindo de si em cada estocada que batia. O alfa queria mais, muito mais, e se ele tinha como fazer, ele vai tentar.
O ômega tremeu inteiramente, sentindo a glande dentro de si pressionando mais e mais, sua respiração descompassada, seu corpo inteiro formigando, trêmulo, ele não sabia o que Louis estava tentando fazer, mas a sensação era terrivelmente deliciosa, mesmo que doesse.
Até Louis finalmente conseguir o que queria, meter a cabecinha do seu pau sendo sugado pelo colinho do útero do ômega, era tão fodidamente apertado, era quente, molhado. Seu corpo inteiro arrepiou-se, tremendo levemente. A visão de ver Harry tentando arquear o corpo, suas mãos empurrando o ventre de Louis de tantos estímulos que quase pedia para parar, sua barriga lisinha conseguindo mostrar o quão cheio estava foi o fim da sanidade de Louis.
— Veja o quão fundo eu consigo chegar, babe. Sente o meu pau te abrindo, te deixando pronto só pra ele te foder. — Ele passa a mão por cima do relevo pequeno no ventre de Harry, o vendo com a cabeça arqueada, tremendo, soltando murmúrios baixos, respiração ofegante.
Harry volta sua atenção em Louis, piscando lento, sendo torturado pela pequena dor gostosa de ser totalmente preenchido, seus cachos totalmente bagunçados enquanto viu o pau de Louis dentro de si. Nunca se sentiu tão cheio em sua vida, tremia de excitação.
Olhou para o alfa, que não parava de acariciar seu corpo, sua cintura, uma de suas mãos agora estimulava seu mamilo durinho, enquanto a outra apertava sua coxa branquinha. Num flash de rapidez, a pupila de Louis dilata, o cheiro se intensificando, o ômega por um momento achando que era o hut do alfa, mas simplesmente o seu lobo tomou as rédeas, falou mais alto.
Com uma estocada final forte e profunda, saindo do encaixe e voltando de uma vez, arrombando o colinho, o nó de Louis começou a se formar exatamente onde deveria. As pernas de Harry tremeram violentamente, lágrimas de puro êxtase rolaram por suas bochechas enquanto ele gritava o nome de Louis. Harry atingiu o ápice novamente pintando seu peitoral com as gotas de porra, ao mesmo tempo sentindo o útero jorrar seu melzinho contra o cacete grosso do alfa no instante em que Louis o preenchia com sua própria porra quente.
O nós prendendo-os um ao outro. O ventre de Harry estava visivelmente inchado, preenchido pelo alfa. O ômega estava exausto, com a boca aberta em um 'O' silencioso, sentindo cada pulsação de Louis dentro de si. Sentindo tudo, seus peitos agora sendo chupados por um alfa que arrancou sua blusinha.
— Vai aguentar tudo aqui dentro? Veja como sua barriguinha está, hmm... tão cheia de mim — Louis sussurrou, tremendo enquanto o nó finalizava o processo.
— Uhm… uhum… — Harry respondeu com um murmúrio baixinho, mal conseguindo abrir os olhos, mas quando os faz, brilhavam de satisfação. — E-eu… hmm.
Louis sorriu, beijando-o com carinho, sendo retribuído de maneira desajeitada por Harry, que ainda estava absorvendo tudo
— Eu sinto cada jato seu… em mim, uh alfa… — Harry confessou, já quase sendo tomado pelo sono. — Não sai… por favor, não… não tira.
Harry lutava fortemente para não dormir, mas seu corpo não o ajudava, choramingando, lágrimas caindo pelo seu rosto quando Louis se movimentou tentando procurar uma posição confortável.
— Prometo, meu bem. Eu cuido de você — o alfa deixa um último selinho antes que o ômega se entregasse ao descanso. Se arrumou levemente contra o corpo do ômega, ficando numa conchinha. Mesmo seu nó já desinchando, ele continuou dentro do outro, caindo em um sono junto do cacheado.
〝Harriet uma jovem e doce menina, não esperava que a volta de Louis, um ex-militar e melhor amigo de seu irmão, despertasse tantas emoções novas dentro dela. O garoto que brincava com ela na infância agora era um homem irresistível, e ela luta para esconder sua atração pelo mais velho, temendo que ele descubra.
Mal sabia Harriet que o desejo era mútuo, e a tensão entre eles pode se tornar algo impossível de se conter. 〞
▪︎h!inter▪︎spanking▪︎perda de virgindade ▪︎dacrifilia▪︎dirty talk▪︎harriet19|louis26 ▪︎um pouco de manipulação▪︎squirting
🎀ྀིྀི
O sol da manhã invadia o quarto com uma intensidade cálida, derramando-se pelas frestas da cortina como fios dourados. A luz acariciava o chão de madeira, destacando a cor rosa do quarto. O calor era palpável, envolvente, e carregava consigo o aroma da terra aquecida e das flores do lado de fora. O ambiente parecia suspenso em uma tranquilidade quase mágica, onde cada raio de sol transformava o espaço em um refúgio dourado, acolhedor e preguiçoso.
Harriet estava sentada em sua cama, enquanto penteava sua coelhinha, pétala. Os pelinhos branquinhos e lisinhos reluziam sob a luz do sol que adentrava o quarto.
— Pétala, acho que você é a coelhinha mais calma que já existiu. Como consegue ficar tão quietinha enquanto eu te escovo? – harriet indagou suavemente, enquanto passava a escova pelas orelhinhas fofinhas.
A coelhinha fica imóvel, os olhos fechados enquanto mexe o fucinho a cada vento que bate em seu rosto. A mais nova solta um risinho com a visão amável, continuando a escovar.
— É, você tem razão. Às vezes, a gente precisa só de um momento para relaxar, né? Como se mais nada importasse.
Pétala abre os olhos e a encara fixamente, como se entendesse tudo.
— Eu sei, você só quer amor, paz e carinho. Eu também queria mais disso, sabia? Só que parece que a vida sempre tem algo a mais para pedir da gente.
O animalzinho faz um movimento leve com a pata, como se concordasse com tudo que estava escutando. Harriet solta um risinho meigo.
— Sim, é verdade. Às vezes tudo o que a gente precisa é de um amigo fiel como você, Pétala. Só nós duas, uma para a outra.
Pétala se acomoda ainda mais confortável no colo de Harriet, fechando os olhos enquanto recebia um carinho nas orelhas.
— Você tem a alma tão tranquila e pura, coelhinha. Talvez eu devesse aprender com você. – a jovem sussurra.
🎀ྀིྀི
Harriet estava na cozinha, ajudando sua mãe a organizar a mesa para o jantar, quando a notícia chegou. O som da porta sendo aberta anunciou a chegada do irmão mais velho, Caleb, que entrou com um sorriso animado e um brilho nos olhos. Ele estava sempre com aquele entusiasmo que fazia qualquer notícia parecer ainda mais importante.
— Você não vai acreditar, Harriet! – Caleb disse, deixando a sacola de compras na bancada e se aproximando dela. — Louis está voltando do exército! Finalmente!
As palavras pairaram no ar por um momento, e Harriet sentiu um leve nó na garganta. Louis. O melhor amigo de seu irmão, o garoto que sempre ficava em sua casa depois das aulas, sempre se metendo em encrenca com Caleb, com quem brincava nos verões da infância, cuidando dela como se fosse sua irmã mais nova. Para ela, ele sempre foi um irmão de coração, alguém que a protegia e a fazia rir. Mas a ideia de que ele estava voltando agora, aos 26 anos, fez uma sensação estranha se formar no fundo do seu estômago.
— Louis? Mas… ele vai voltar agora? – Harriet perguntou, tentando esconder a surpresa que sentia. Ela não sabia por que, mas uma sensação de ansiedade se apoderou dela. Não era apenas a volta de Louis. Algo mais estava ali, algo que ela não conseguia definir.
— Sim! Ele chegou hoje, depois de seis anos no exterior. Eu estou tão animado para vê-lo novamente. – Caleb respondeu, sem perceber o turbilhão de emoções que começava a tomar conta de Harriet.
Ela forçou um sorriso, tentando esconder a confusão que sentia. Louis. O garoto que brincava de cavaleiro com ela quando tinha 10 anos, o mesmo que fazia dela sua princesa nas brincadeiras de infância. Agora ele voltava, e ela não era mais uma criança. E de repente, a lembrança das tardes passadas correndo pelos jardins da casa, com ele dizendo que a protegeria de tudo, parecia distante, quase irreconhecível.
— Eu… não sabia que ele voltaria tão derrepente. – Harriet disse, a voz um pouco trêmula. — Eu acho que vai ser… estranho.
Caleb não percebeu nada estranho em sua reação e continuou a falar sobre a visita que Louis planejava fazer naquela tarde. Mas, enquanto ele falava, Harriet ficou quieta, seus pensamentos correndo mais rápido que suas palavras. Louis voltava, mas não mais como o garoto travesso e protetor de antes. Ele voltava como um homem. E, de alguma forma, Harriet não sabia como lidar com essa nova versão dele.
🎀ྀིྀི
O sol do fim de tarde tingia o céu com tons de dourado e laranja, refletindo suavemente nos longos cachos morenos de Harriet, que caíam em ondas sobre suas costas. Ela estava sentada no balanço da varanda, após ajudar sua mãe com o restante dos preparativos para o café da tarde.
Seus pés macios descalços roçando o chão de madeira, criando um movimento preguiçoso. Um livro estava aberto em suas mãos, mas sua atenção estava mais na coelhinha branca, Pétala, que dormia aninha em seu colo. Seus olhos verdes claros capturavam a luz quente do entardecer, tornando-a uma visão delicada e serena no meio da quietude da casa.
O ronco grave de uma moto ao longe quebrou o silêncio da tarde, arrancando Harriet de seu devaneio. Seu coração acelerou antes mesmo de ela compreender o porquê.
Pétala ergueu as orelhas, igualmente curiosa, enquanto Harriet levantava o olhar em direção à estrada. Ela viu a moto se aproximar, o reflexo da luz dourada do sol brilhando contra o metal polido, e sentiu algo inusitado, uma mistura de expectativa e nervosismo.
Louis desceu da moto casualmente, tirando o capacete, revelando os cabelos castanhos com a franja ligeiramente bagunçada em sua testa de um jeito charmoso. Ele parecia maior, mais alto, com a postura ereta de quem carregava o peso de experiências que ela nem imaginava.
O uniforme do exército já não estava mais com ele, mas sua presença parecia mais marcante do que nunca. Vestia um moletom verde despojado, e seus jeans surrados completavam a imagem de um homem que havia mudado completamente desde a última vez que ela o vira.
Ele ergueu o olhar na direção da varanda, e ao vê-la, seus lábios se curvaram em um sorriso fácil. Ela sentiu uma onda de calor subir pelo peito enquanto ele se aproximava, o que a deixou sem saber como reagir.
Ele era o mesmo, mas ao mesmo tempo, algo havia mudado. O garoto que brincava com ela de príncipe, corria pelos jardins e fazia caretas, agora era um homem. Um homem que, de alguma forma, mexia com ela de um jeito que ela nunca se sentiu por ninguém.
— Harriet. – ele disse, o tom grave e carregado de sotaque como ela se lembrava, mas agora com uma profundidade nova que a fez engolir em seco.
— Louis. – ela respondeu, tentando soar tranquila, mas sua voz saiu baixa, quase hesitante.
Ele subiu os degraus com passos lentos, o olhar fixo nela como se quisesse absorver cada detalhe. Quando parou ao lado do balanço, seus olhos se moveram para Pétala, que o observava curiosa.
— Essa coelhinha é sua? – perguntou, abaixando-se um pouco para olhá-la mais de perto.
— É, essa é a Pétala. – Harriet disse, acariciando a cabeça da coelhinha, que se aconchegou ainda mais em seu colo. — Tenho ela desde que você foi embora.
Louis sorriu, estendendo a mão com cuidado para Pétala. — Ela é linda. Parece tranquila, igual a dona. – comentou, a voz levemente provocativa enquanto seus olhos voltavam para Harriet.
Ela desviou o olhar, sentindo o calor subir pelo rosto. — Obrigada. Ela é mesmo uma ótima companhia.
Ele ficou de pé novamente, encostando-se no corrimão da varanda com um ar relaxado. — E você? Como tem sido a vida por aqui? Parece que tudo está igual… menos você.
Harriet sentiu o peso do comentário e forçou um sorriso tímido. — Não sei se mudei tanto assim. As coisas por aqui continuam as mesmas. Só o tempo que passou rápido, eu acho.
Louis arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços enquanto a observava. — Eu diria que mudou sim. Cresceu. Ficou diferente. – ele disse, a voz baixa, mas com um tom diferente que ela não soube identificar, enquanto a encarava com intensidade.
Ela desviou os olhos para o livro em seu colo, sentindo o peso daquele olhar.
— E você? Parece que o tempo fez um bom trabalho também. – arriscou, tentando manter a conversa leve, embora a timidez quase a travasse.
— Ah, o tempo, sim. – ele respondeu com um sorriso melancólico. — Mas o que realmente muda uma pessoa são as experiências. Algumas boas, outras nem tanto.
Harriet levantou os olhos para ele, sentindo que havia algo não dito em suas palavras.
— Você parece… mais sério. – comentou com cuidado, tentando não ser indelicada.
— E você parece mais curiosa. – ele rebateu a provocando, fazendo com que ela sorrisse de leve, mesmo tentando não demonstrar.
Pétala, como se sentisse a tensão no ar, se mexeu no colo de Harriet, atraindo novamente o olhar de Louis. — Ela é uma boa ouvinte? – ele perguntou, brincando, enquanto indicava a coelhinha com o queixo.
A mais nova soltou uma risadinha suave. — Muito. Melhor que muitas pessoas, na verdade.
Louis riu também, e o som grave e despreocupado parecia fazer o ar entre eles ficar menos tenso.
— Bom, espero que ela não roube toda a sua atenção hoje. Sua mãe me convidou para um café, e eu estava morrendo de saudade do bolo de cenoura dela. Ainda tem?
— Tem sim. – Harriet respondeu, sentindo um alívio súbito por poder mudar de assunto. — Ela praticamente fez a receita pensando em você. Quer entrar?
— Se você me acompanhar. – ele disse, piscando para ela com aquele sorriso charmoso que a derretia.
Ela se levantou, ainda segurando Pétala no colo, e caminhou na frente, sentindo o olhar dele em suas costas. Harriet não sabia o que esperar daquela visita, mas tinha certeza de que aquele fim de tarde ficaria marcado de uma forma que ela jamais esqueceria.
🎀ྀིྀི
A casa estava preenchida com o aconchego do café da tarde. A mesa estava repleta de pães quentinhos, bolos frescos e a chaleira de chá que ainda exalava o calor da bebida. Harriet estava sentada ao lado de sua mãe, enquanto Louis, estava à sua frente. O irmão dela, Caleb, estava ao lado dele, rindo enquanto fazia gestos exagerados com as mãos, provavelmente no meio de uma história.
Louis olhou para Caleb com um sorriso descontraído, mas seus olhos, com um brilho distante. Harriet sentiu um leve nó na garganta e mexia distraidamente na xícara de chá, tentando ignorar os olhares furtivos de Louis que pareciam pousar nela com mais frequência do que ela gostaria.
— Ah, mas vocês precisam ouvir essa. – Caleb começou, a voz carregada de entusiasmo, já com o tom provocativo que Harriet conhecia bem. Ela imediatamente sentiu um alerta acender em sua mente. Quando Caleb usava aquele tom, nada de bom estava para ser dito.
— Você não vai acreditar, Louis. – ele continuou, segurando o riso enquanto Harriet começava a corar sem nem saber o que estava por vir. — Uns meses atrás, eu cheguei mais cedo em casa e, adivinha só? Encontrei a doce Harriet no quarto dela, aos beijos com um garoto! E ela ainda tentou disfarçar quando me viu, mas estava tão vermelha que parecia um tomate maduro!
Harriet arregalou os olhos, sentindo o rosto queimar instantaneamente. — Caleb! – ela exclamou, tentando manter a voz firme, mas não conseguiu esconder o constrangimento. — Você é impossível! E para sua informação, ele era só um amigo.
— Amigo? – Caleb riu, levantando uma sobrancelha. — Bom, se era só um amigo, você tem uma forma bem peculiar de cumprimentar os amigos por aqui.
Louis, que até então estava relaxado, agora tinha o semblante mais sério, embora tentasse disfarçar. Ele olhou para Harriet com um misto de surpresa e curiosidade, como se estivesse tentando processar o que havia acabado de ouvir. Harriet evitou seus olhos a todo custo, concentrando-se em sua xícara como se ela fosse o objeto mais interessante do mundo.
— Você precisa parar de invadir meu quarto sem avisar, Caleb. – Harriet retrucou, soando atrevida para mascarar o desconforto. — Não que você entenda, mas existem coisas chamadas privacidade e respeito.
— Ah, claro, privacidade. – Caleb respondeu, rindo. — Isso é exatamente o que você queria naquele momento, né?
Louis, por sua vez, não conseguia disfarçar o interesse pela situação. Ele pigarreou levemente e perguntou, com um sorriso quase imperceptível: — E esse… amigo? Ele ainda está por perto?
Harriet levantou os olhos rapidamente para ele, tentando decifrar o tom na pergunta, mas o olhar dele era indecifrável, como sempre. Ele parecia casual, mas algo na forma como a observava a fazia sentir que havia mais por trás da pergunta. — Não, não está. – ela respondeu de forma curta, torcendo para que o assunto morresse ali.
Mas Louis não parecia satisfeito. — Bom, pelo menos ele teve sorte de conhecer você. – ele disse, a voz baixa e quase gentil.
Havia algo no jeito que ele falou que fez o coração de Harriet disparar. Era um elogio? Uma observação casual? Ela não sabia, e isso só a deixava mais nervosa.
A conversa seguiu, com Caleb rindo das próprias provocações e mudando de assunto para aliviar o clima, mas Harriet mal conseguiu acompanhar. Seu rosto ainda estava quente, e ela sentia o olhar de Louis em si de tempos em tempos, como se ele estivesse analisando cada uma de suas reações. Harriet tentou manter a compostura, mas a tensão no ar parecia crescer a cada segundo.
Quando Louis falou novamente, sua voz era calma, mas carregava um peso que Harriet não conseguia ignorar.
— Parece que muita coisa mudou por aqui enquanto eu estava fora. – ele comentou, seus olhos pousando sobre ela por um instante mais longo do que o necessário. — Imagino que você também tenha mudado bastante, Harriet.
Ela ergueu a cabeça, encontrando o olhar dele por um breve momento antes de desviar.
— Bom, todo mundo muda, não é? – ela respondeu, tentando soar confiante, mas sua voz saiu mais trêmula do que ela gostaria.
Louis apenas sorriu, mas o sorriso não era tão despreocupado quanto antes. Era como se ele estivesse pensando em algo que não dizia em voz alta. Harriet sentiu o peso do momento e tentou se concentrar no chá em sua xícara, mas sabia que a tensão entre eles estava longe de desaparecer.
A mãe de Harriet, sempre gentil e curiosa, aproveitou o momento para quebrar o silêncio constrangedor que pairava no ar. Enquanto colocava mais chá na xícara de Louis, ela perguntou com um sorriso caloroso.
— E então, Louis? Conte mais sobre sua experiência no exército. Imagino que tenha sido desafiador, mas também uma grande aventura.
Louis endireitou os ombros, assumindo uma postura mais séria, mas ainda relaxada. Ele era claramente confortável em falar sobre isso, embora sua voz carregasse um peso que indicava o impacto do que havia vivido.
— Foi desafiador, sim, Anne. No início, foi mais difícil me adaptar à rotina. Acordar antes do sol nascer, os treinamentos intensos, as missões que pareciam intermináveis. Mas com o tempo, tudo isso se tornou parte de quem eu sou. Aprendi a importância de manter a calma, mesmo em situações extremas. Claro, houve momentos em que foi assustador, mas acho que evolui muito como pessoa.
Todos na mesa ouviram com atenção, até mesmo Caleb, que geralmente era o mais desinteressado em conversas sérias. Harriet, no entanto, sentia seu coração bater rápido.
Não era pela história em si, mas pela forma como Louis falava. Sua voz firme e o brilho nos olhos mostravam o homem que ele havia se tornado.
— Você deve ter algumas recordações desses momentos, não? – perguntou a mãe de Harriet, curiosa.
Louis sorriu e pegou o celular do bolso. — Tenho algumas fotos, sim. Sempre que podia, registrava algo. – Ele deslizou o dedo na tela por alguns segundos antes de virar o aparelho para a mesa.
— Essa foi durante um dos nossos treinamentos finais. – disse ele, mostrando uma foto de si mesmo.
Na imagem, Louis estava com o uniforme militar ajustado ao corpo forte, o tecido marcando cada músculo bem definido. Ele segurava uma arma com firmeza, os braços tatuados tensos e as veias salientes, enquanto o rosto exibia uma expressão séria e concentrada. A luz do sol realçava os traços de seu rosto, deixando-o com uma aparência tentadora.
Harriet, que estava tomando um gole de chá, quase engasgou ao ver a foto. Sentiu um calor súbito subir por seu corpo, seguido por uma sensação estranha, como se sua pele estivesse formigando.
— Uau. – Caleb comentou, impressionado. —Você realmente parece um cara durão aí, hein!
A mãe de Harriet também elogiou: — Você parece muito corajoso, Louis. Deve ser o orgulho da sua equipe.
Harriet, no entanto, não conseguiu dizer nada. Seu olhar estava fixo na imagem por mais tempo do que deveria, e seu coração batia tão rápido que ela temia que todos à mesa pudessem ouvir. Cada detalhe da foto parecia intensificar a atração que ela sentia, e isso a assustava profundamente.
— Harriet, o que você acha? – A voz de Caleb a puxou bruscamente de seus pensamentos.
— E-Eu… ah, É uma foto b-boa. – ela respondeu, gaguejando, enquanto tentava desviar o olhar. Mas a imagem de Louis parecia gravada em sua mente, e o calor que tomava conta dela se direcionava diretamente para sua florzinha.
Ela se levantou abruptamente, derrubando a cadeira no processo. — Com licença, e-eu esqueci que tinha que… pegar algo no meu quarto!
Sem esperar por uma resposta, Harriet saiu quase correndo da cozinha, deixando todos na mesa olhando para ela com expressões confusas.
Quando chegou ao quarto, fechou a porta e encostou-se contra ela, tentando recuperar o fôlego. Seu coração ainda batia descontrolado, e ela levou as mãos ao rosto, sentindo o calor que tomava conta de si.
— O que está acontecendo comigo? – ela sussurrou, incrédula. Nunca havia sentido algo assim antes, e o fato de ser por Louis tornava tudo ainda mais complicado. Ela precisava se recompor, mas sabia que, depois de sentir sua calcinha molhar com aquela foto do mais velho, nada mais seria como antes.
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Harriet estava no quarto, tentando acalmar a confusão de sentimentos que borbulhava dentro dela. Sua xotinha ainda estava quente e melada por baixo da calcinha. Ela nunca se sentiu desse jeito, nem quando beijou alguns meninos da escola.
— Respira, Harriet, respira. – ela sussurrou para si mesma, segurando as próprias mãos para tentar parar de tremer. — Foi só uma foto. Você só está impressionada. É isso. Nada demais.
Depois de alguns minutos, ela finalmente se obrigou a se recompor. Arrumou o cabelo rapidamente no espelho, respirou fundo e decidiu sair do quarto. Quanto mais tempo ela ficasse ali, mais suspeitas levantaria. Precisava voltar para o andar de baixo e agir como se nada tivesse acontecido.
No entanto, ao abrir a porta, Harriet deu de cara com Louis saindo do banheiro, a franja um pouco bagunçada e as mangas de sua camisa dobradas, revelando os antebraços fortes. Ele parou assim que a viu, os olhos encontrando os dela com intensidade.
Por um momento, o tempo pareceu congelar. Harriet sentiu o rosto esquentar de novo, o silêncio entre eles se tornando insuportavelmente palpável. Ela tentou desviar o olhar, mas não conseguiu.
— Harriet. – Louis disse com um leve sorriso nos lábios, aquele tipo de sorriso que parecia saber mais do que deveria. Ele deu um passo em direção a ela, e ela automaticamente recuou.
— Sim? – ela perguntou, a voz saindo um pouco mais alta do que o esperado.
— Você saiu da mesa tão rápido que fiquei pensando, tudo bem com você? – Ele inclinou a cabeça de leve, como se realmente estivesse curioso, mas havia algo em seu tom que a fez desconfiar que ele estava se divertindo com a sua cara.
— Ah, claro! Claro que sim – Harriet respondeu apressadamente, forçando um sorriso. — Eu só lembrei de algo que precisava fazer. Nada importante.
Louis arqueou uma sobrancelha, claramente não acreditando. Ele deu mais um passo em sua direção, diminuindo a distância entre eles, o sorriso nos lábios se alargando levemente.
— Mesmo? Porque parecia que você estava fugindo de alguma coisa. Ou talvez de alguém?
Harriet sentiu o coração acelerar de novo. Ele sabia. Ou, pelo menos, desconfiava. Mas ela não podia, de jeito nenhum, admitir o que estava sentindo. Não para ele.
— Você está implicando comigo, não está? – ela retrucou, tentando parecer desafiadora, mas sua voz tremia levemente.
Louis riu baixinho, cruzando os braços enquanto a observava com atenção. — Eu? Implicando com você? Nunca.
— Claro que está. – Harriet insistiu, aproveitando a deixa para tentar mudar de assunto. — Você sempre adorou me provocar desde que éramos crianças.
— Talvez. – ele admitiu, com um brilho divertido nos olhos. — Mas você não respondeu minha pergunta.
Harriet sentiu que estava prestes a entrar em pânico novamente. Ele estava encurralando-a de forma tão óbvia, que ela precisava sair dali antes que dissesse algo que não deveria.
— Eu não sei do que você está falando, Louis. – ela disse rapidamente, dando um passo para trás em direção à escada. — E, sinceramente, não tenho tempo para isso agora. Minha mãe deve estar me esperando lá embaixo.
Sem esperar por uma resposta, Harriet se virou e praticamente desceu correndo as escadas, sentindo o olhar de Louis queimando em suas costas enquanto ela fugia mais uma vez. Ao chegar ao andar de baixo, ela tentou parecer calma, mas por dentro ainda estava um caos.
— Isso não pode continuar assim. – ela murmurou para si mesma, enquanto fingia se ocupar com algo na cozinha. Mas no fundo, ela sabia que, depois daquele encontro, era apenas uma questão de tempo até que Louis a provocasse de novo. E o pior? Ela não tinha certeza se conseguiria resistir.
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Nos dias seguintes, Harriet fez o possível para evitar qualquer momento a sós com Louis. Sempre que ele entrava em um cômodo, ela encontrava uma desculpa para sair. Se ele começava a se aproximar, ela rapidamente se ocupava com algo ou se refugiava no quarto. Era uma estratégia cuidadosamente elaborada que, para sua surpresa, parecia estar funcionando.
Louis, por sua vez, parecia ocupado demais para provocá-la novamente. A casa estava cheia de parentes que vinham visitá-lo, ansiosos por ouvir suas histórias do exército e ver como ele havia mudado. Ele estava constantemente cercado por adultos que o admiravam, jovens que faziam perguntas incessantes e até crianças que o seguiam como se ele fosse um super herói de histórias em quadrinhos.
Harriet se sentia aliviada. Com a atenção de todos voltada para Louis, ela finalmente pôde relaxar um pouco. Ele estava sempre ocupado conversando, rindo ou compartilhando fotos de suas experiências.
À noite, a família se reunia para jantares animados, e Harriet se escondia entre as conversas dos outros, mantendo a cabeça baixa e participando apenas quando necessário. Sempre que seus olhos cruzavam com os de Louis por acaso, ela desviava rapidamente, sentindo o calor subir pelo rosto, mas ele não parecia notar.
Apesar disso, algo dentro dela ainda estava inquieto. Mesmo sem a provocação direta, a simples presença de Louis era suficiente para deixá-la desconcertada. Ele parecia ainda mais carismático, mais confiante e mais tentador, impossível de ignorar. Mas Harriet estava determinada a manter sua distância.
Assim, os dias se passaram em uma espécie de equilíbrio frágil. Harriet evitava, Louis não insistia, e a dinâmica da casa seguia tranquila, pelo menos na superfície.
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A sala de estar estava cheia de risos e conversas animadas. A família de Harriet se reunia novamente, e o centro das atenções, como sempre, era Louis. Ele estava sentado em uma das poltronas, com a postura relaxada e o sorriso charmoso que parecia atrair todos à sua volta.
Harriet, que tentava passar despercebida sentada no canto oposto da sala, observava de longe enquanto uma de suas primas, Lily, fazia um esforço evidente para monopolizar a atenção dele. Lily era um pouco mais velha que Harriet e conhecida por seu jeito encantador, sempre se destacando em qualquer reunião familiar.
— Então, Louis. – Lily disse, inclinando-se um pouco mais do que o necessário, os olhos brilhando de interesse. — Deve ser tão emocionante estar no exército. Aposto que você tem histórias incríveis para contar.
Louis sorriu de um jeito que Harriet reconhecia muito bem, aquele sorriso sacana e quase provocador que ele costumava usar quando era mais novo e seduzia as garotas do bairro. — É, tem seus momentos emocionantes. Mas não sei se seriam interessantes o suficiente para você, Lily.
— Oh, tenho certeza que seriam, qualquer dia desses você poderia me falar ou mostrar. – ela retrucou, tocando levemente o braço dele, uma risada suave escapando de seus lábios.
Harriet sentiu o sangue ferver. Ela sabia que não tinha o direito de se incomodar, mas não conseguiu evitar. A cena diante dela era como um espinho em sua pele. O que a irritava mais, porém, não era Lily, mas o fato de Louis parecer estar gostando da atenção.
Ela apertou o punho contra o braço da poltrona, tentando manter a compostura. Mas quando Louis olhou para Lily novamente com aquele mesmo sorriso provocador, algo dentro dela estalou.
Sem perceber, Harriet lançou um olhar fulminante na direção dos dois, o ódio evidente em seus olhos. Foi só quando Louis virou a cabeça e encontrou o olhar dela que Harriet percebeu que havia se entregado. Ele a encarou por um momento, a sobrancelha levemente arqueada, como se estivesse tentando decifrar sua reação.
Depois de alguns segundos, o canto da boca de Louis se curvou em um sorriso divertido. Ele sabia.
Mais tarde, quando todos estavam espalhados pela casa e Harriet finalmente pensou que tinha escapado da cena embaraçosa, Louis apareceu do nada na cozinha, onde ela estava tentando se ocupar cortando uma fatia de bolo.
— Você está estranhamente quieta hoje, Harriet. – ele disse, encostando-se casualmente na bancada, os braços cruzados. — Algo errado?
Ela nem olhou para ele. — Nada. Por que teria algo errado?
— Não sei. – ele disse, em um tom que soava inocente, mas o brilho nos olhos denunciava sua verdadeira intenção. — É que lá na sala você parecia… incomodada com alguma coisa. Achei que talvez tivesse algo a ver com Lily.
Harriet parou de cortar o bolo por um instante, sentindo o coração disparar. Mas ela rapidamente se recompôs. — A idade avançada está fazendo você imaginar coisas, Louis.
— Será? – Ele deu um passo em direção a ela, abaixando a voz. — Porque, para mim, parecia que você estava com ciúmes.
Harriet girou para encará-lo, chocada, seu rosto ficando vermelho instantaneamente. — Ciúmes? Não seja ridículo!
Louis riu, um som baixo e divertido que só a irritou ainda mais. — Ah, claro. É ridículo. Deve ter sido impressão minha, então.
— Exatamente. – ela retrucou, tentando soar firme, mas sua voz vacilou levemente. Ela virou as costas, voltando sua atenção ao bolo, mas sentia o olhar dele a queimando.
Louis deu outro passo, ficando mais perto, e se inclinou ligeiramente para falar perto de seu ouvido. — Se quiser que eu dê atenção para você, é só dizer, Harriet.
Ela se virou novamente, os olhos arregalados de choque. — Você é insuportável, sabia?
— Talvez. – ele disse, dando de ombros, o sorriso divertido ainda nos lábios. — Mas pelo menos sou honesto.
Antes que ela pudesse responder, ele se afastou, saindo da cozinha com a mesma confiança provocadora que a deixava sem saber como agir. Harriet ficou parada ali, com o bolo esquecido na bancada, o coração batendo tão rápido que parecia que ia explodir.
Ela levou as mãos ao rosto, respirando fundo, enquanto o medo crescia em seu peito. Louis havia percebido. Ele sabia. E Harriet não tinha ideia de como esconder seu segredo agora que ele parecia determinado a provocá-la.
Harriet ficou alguns minutos na cozinha, tentando recuperar o controle. Passava as mãos pelo rosto, respirava fundo, mas nada parecia aliviar o turbilhão que Louis tinha causado dentro dela. Ele sabia, e isso a deixava completamente vulnerável.
Ela pegou uma fatia do bolo que cortara e se apoiou na bancada, tentando convencer a si mesma de que tudo não passava de uma brincadeira sem graça dele. — Ele só quer me provocar… Só isso. Não significa nada. Não pode significar.
Mas, no fundo, Harriet sabia que não era tão simples assim. Louis parecia se divertir demais com as reações dela, como se estivesse testando seus limites. E o pior? Ele parecia estar sempre um passo à frente.
De repente, passos soaram pelo corredor. Antes que Harriet pudesse sair ou se recompor, Louis entrou na cozinha novamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Ah, você ainda está aqui. – Ele parecia surpreso, mas o tom em sua voz entregava que estava longe de ser um acaso. Ele encostou na bancada novamente, cruzando os braços, os olhos fixos nela.
— E onde mais eu estaria? – Harriet respondeu, tentando soar casual, mas sua voz saiu mais irritada do que queria.
Louis sorriu de canto, aquele sorriso que fazia seu coração tropeçar. — Achei que já tivesse fugido. Você parece fazer isso muito bem ultimamente.
Harriet o encarou, tentando manter o controle. — Se estou fugindo de alguma coisa, é de você. E com razão, já que não me deixa em paz.
Ele se aproximou alguns passos, reduzindo ainda mais a distância entre eles. — E por que você acha que não consigo te deixar em paz, Harriet?
Ela ficou sem resposta. As palavras pareciam presas em sua garganta enquanto os olhos de Louis a prendiam no lugar. Ele era intenso, confiante, e isso a desestabilizava por completo.
— Talvez você só goste de implicar comigo porque não tem nada melhor pra fazer. – ela disse finalmente, tentando soar desafiadora.
Louis soltou uma risada baixa, inclinando-se levemente, ficando perigosamente perto de seu corpo. — Ou talvez eu tenha minhas razões.
Harriet sentiu o ar faltar. Suas mãos apertaram o balcão atrás de si, e seu coração batia tão rápido que ela achou que ele poderia ouvir. — Razões? Que razões?
Ele abriu um sorriso enigmático, como se soubesse exatamente o que estava fazendo. — Acho que você sabe, Harriet.
Antes que ela pudesse responder, um som de passos vindo do corredor interrompeu o momento. Harriet aproveitou a chance para escapar, passando por ele apressada e sem olhar para trás.
Quando chegou à sala, sentou-se rapidamente no sofá, tentando parecer natural enquanto sua mente ainda girava com as palavras de Louis. Ele a estava testando, provocando ou havia algo mais? Harriet não sabia, mas uma coisa era certa: ela não podia esconder para sempre o que sentia. E, pelo jeito, Louis sabia disso tão bem quanto ela.
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Após o café da tarde, o ambiente da casa parecia mais tranquilo, menos para Harriet que estava no jardim dos fundos, o sol já se escondendo atrás das colinas, deixando o céu tingido de tons alaranjados e rosados. Ela estava agachada perto da cerca de madeira, chamando por sua coelhinha.
— Pétala? Onde você está? – Sua voz estava trêmula, carregada de preocupação. Harriet andou por entre os arbustos e a pequena horta, seus olhos atentos a cada movimento, mas a coelhinha não aparecia. — Oh, não, onde você se meteu?
O desespero começou a tomar conta. Pétala nunca se afastava tanto, e a ideia de perdê-la fazia seus olhos arderem. Harriet sabia que não conseguiria procurá-la sozinha, mas ninguém da sua família estava em casa. Restava apenas uma pessoa. A última pessoa com quem ela queria interagir tão de perto.
Louis.
Ela respirou fundo, apertando as mãos contra o tecido de seu vestido. Pedir ajuda a ele seria embaraçoso, mas não havia alternativa. Harriet entrou na casa rapidamente, encontrando Louis casualmente escorado no balcão da cozinha, mexendo no celular, com aquele sorriso despreocupado que sempre a desarmava.
— Louis… –Ela hesitou, a voz baixa.
Ele ergueu o rosto em sua direção, as sobrancelhas arqueadas em curiosidade. — O que foi, Harriet?
— E-Eu, P-Pétala desapareceu. Eu não consigo encontrá-la, e preciso de ajuda para procurá-la no campo. – As palavras saíram apressadas, quase atropelando umas às outras, enquanto ela evitava olhar diretamente para ele.
Louis a observou por um momento, o sorriso crescendo nos lábios. — Você quer minha ajuda?
Ela assentiu rapidamente, sem confiar em sua voz para responder.
— Interessante. – ele murmurou, empurrando-se da porta e ficando mais próximo. — Você nunca pede nada pra mim, Harriet. O que mudou?
— Não é hora para brincadeiras, Louis. – ela disse, a irritação começando a transparecer. — Você vai ajudar ou não?
Ele riu baixinho. — Claro que vou. Não posso deixar você sozinha numa missão tão importante.
Sem mais uma palavra, eles saíram para o campo. O silêncio entre os dois era denso, quebrado apenas pelos chamados ocasionais de Harriet por Pétala. Louis, no entanto, parecia menos preocupado com a busca e mais atento a Harriet, observando-a seu corpo com aquele olhar que sempre a deixava aflita, como se ele enxergasse todo o seu corpo nu.
Depois de alguns minutos, ele finalmente quebrou o silêncio.
— Você parece bem nervosa, Harriet. – comentou casualmente, caminhando ao lado dela.
— É claro que estou nervosa. Pétala está perdida. – ela respondeu, sem olhar para ele.
— É só isso? – ele provocou, inclinando a cabeça para tentar captar sua expressão.
Harriet parou abruptamente, virando-se para encará-lo. — O que mais seria, Louis? Por que você sempre tem que implicar comigo?
Ele deu um passo à frente, reduzindo a distância entre eles. Seus olhos encontraram os dela, e o sorriso em seus lábios se tornou mais intenso, quase perigoso.
— Você realmente acha que não percebo? – ele disse baixo, a voz rouca, carregada de malícia.
Harriet piscou, confusa. — Percebe o quê?
Louis deu mais um passo, e agora estavam tão próximos que Harriet podia sentir o calor e o cheiro másculo dele. — O jeito que você me evita. Como você fica tensa quando estou por perto. E, principalmente, como você nunca consegue me olhar nos olhos por muito tempo.
O coração de Harriet começou a bater mais rápido, e ela deu um passo para trás, mas Louis avançou na mesma medida, mantendo-a presa entre ele e uma árvore próxima.
— E-Eu não sei do que você está falando. – ela disse, tentando soar firme, mas sua voz saiu mais como um sussurro.
Ele riu, o som baixo e rouco. — Não sabe? Harriet, você é péssima em esconder as coisas. Eu sei que você sente tesão por mim.
O choque a atingiu como um raio. Seus olhos se arregalaram, e ela balançou a cabeça, tentando negar. — Isso é… a-absurdo. Eu não sinto nada por você, Louis.
Ele inclinou a cabeça, examinando-a como se estivesse tentando decidir se acreditava ou não. —Você pode mentir pra si mesma, mas não pra mim. Eu sei que você ficou excitada quando viu minha foto, aquilo te deixou molhadinha, Princesa?
As palavras dele a atingiram com força, deixando-a completamente sem chão. Harriet ficou em silêncio, a mente girando, tentando processar o que acabara de ouvir.
— Você está zombando de mim. – ela finalmente conseguiu dizer, embora sua voz estivesse trêmula.
Louis deu um meio sorriso, inclinando-se ainda mais perto, até seus rostos estarem a poucos centímetros de distância. — Não estou.
Antes que ela pudesse responder, ele ergueu uma das mãos, segurando-a pelo queixo com firmeza. Seus olhos estavam fixos nos dela, e Harriet sentiu como se o mundo ao redor tivesse parado.
— Eu quero você, Harriet. – ele disse, a voz baixa, quase um sussurro. — Eu quero tanto te foder, desde o dia em que eu cheguei e coloquei os olhos em você na varanda.
Sem dar tempo para que ela respondesse ou fugisse, Louis se inclinou e tomou seus lábios em um beijo desejoso, pressionando-a contra o tronco da árvore. O toque dele era firme, em sua cintura, mas deslizou mais um pouco para baixo, acariciando a poupa da sua bunda por de baixo do vestido, e Harriet sentiu todo o calor que a mão dele transmitia, um calor que parecia irradiar toda a sua xotinha.
As línguas se esfregavam lentamente, causando um arrepio no corpinho da mais nova. Quando ele finalmente se afastou, Harriet estava sem fôlego, o rosto corado e o coração batendo como se fosse explodir. Louis olhou para ela com um sorriso satisfeito, antes de descer os beijos para o seu pescoço branquinho, lambendo a pele sensível e chupando.
A mais nova se assustou quando entre um chupão e outro, ela sentiu sua bucetinha se melar inteira, do mesmo jeito de quando ela viu a foto de Louis vestido com aquele uniforme militar.
— Louis e-espera – harriet empurrou suavemente ele pelos ombros, completamente nervosa.
— O que foi? – ele perguntou lambendo os lábios molhados, enquanto encarava fixamente os lábios gordinhos da mais nova.
— Eu acho melhor pararmos, eu to me sentindo estranha. – ela falou e o mais velho soltou um riso pelo nariz.
— Estranha é? Aonde? Aqui? – ele adentrou a mão por baixo do vestidinho curtinho que ela usava, passando a mão pela xotinha da mais nova por cima da calcinha, sentindo a umidade no local.
— S-sim – Harriet gaguejou, suas pernas tremendo quando Louis começou a fazer movimentos circulares em cima do seu grelinho.
— E está doendo, né? – ele perguntou manso, enquanto esfregava a xotinha molhada com mais força.
Sem forças para responder, a garota apenas acenou frequentemente com a cabeça enquanto se pendurava no mais velho pela diferença de altura, e se agarrava nos ombros fortes em apoio, gemendo descontroladamente.
— Eu sei um jeito de fazer parar, você quer que o Lou te ajude?
— S-sim Lou. E-eu – sem conseguir terminar a frase, a garota joga a cabeça para trás, seus olhos rolando enquanto Louis chupava o seu pescoço e acelerava os movimentos por cima da calcinha.
— Porra, Harriet. Você é tão gostosa. – ele geme em seu pescoço, seus dedos adentrando a calcinha da garota, sentindo livremente a textura da xota macia depiladinha e molhada da garota.
O tatuado espalhava o melzinho que saia aos montes da sua entradinha por seu clítoris, deslizando os dedos com mais facilidade. Sentindo as pernas branquinhas tremerem com força quando escorregou um dedo para a entrada molhada sem dificuldades.
— Abre mais as pernas, amor. – Louis disse baixinho em seu ouvido, a garota obedecendo no mesmo segundo, levantando e apoiando uma de suas pernas no quadril largo, dando espaço para o dedo que entrava com força em sua grutinha. — Porra, você tá tão molhada que seu melzinho tá espirrando nos meus pulsos.
Harriet leva seus olhos brilhantes para a cena, soltando um gemido manhoso ao avistar o pulso tatuado totalmente molhado, enquanto impulsionava os dedos para dentro. Louis sentia seu cacete formigar ainda preso na cueca, então com a mão livre, abriu o zíper da calça, puxando seu pau dolorido para fora da boxer.
Ao ver o membro imenso em sua frente, Harriet se assustou, nunca tinha visto um pessoalmente antes já que era sua primeira vez com um homem, viu somente por vídeos na internet. Nervosa, ela tenta abaixar suas pernas, mas Louis a segura firmemente, enquanto punhetava seu pau com firmeza.
— Eu não vou machucar você, não precisa ter medo. – ele deixou um selinho em seus lábios, lubrificando o pau com seu melzinho. — Eu só vou esfregar um pouquinho, por isso você tem que deixar as pernas bem abertinhas, tá bom?
Não tinha como voltar atrás, sua xotinha estava doendo tanto, então ela apenas ficou ali, com as pernas abertas enquanto Louis puxava sua calcinha e encaixava a cabecinha gorda do seu pau, prendendo ela ali dentro.
Harriet soltou um gritinho com a sensação nova, nunca sentiu nada assim antes, a cabecinha molhada esfregando deliciosamente em seu grelhinho. Ela apenas não conseguia mais conter seus gemidos e Louis estava adorando, vendo a mais nova se deliciar conforme ele esfregava o comprimento na xotinha macia dela, sentindo as mãos pequenas dela puxarem os cabelos de sua nuca, em busca de algo para se apoiar conforme ele acelerou os movimentos do quadril.
— Porra você tá tão molhada com tão pouco, como você vai ficar quando eu comer você gostoso?
A mais nova gemeu baixinho com a fala, arranhando a nuca de Louis, sentindo seu corpo alavancar para cima a cada estocada do maior. O barulho molhado que fazia toda vez que ele estocava com força sua cabeça na grutinha encharcada o deixava insano.
Os olhos de Louis desceram para os peitinhos que balançavam levemente, dependendo da força que ele colocava nos movimentos. Levantando a mão em direção a alça da regata da mais nova, ele puxa suavemente para baixo, deixando os peitinhos a mostra, sua boca salivando ao olhar para eles, por que eram tão lindos. Grandes e cheinhos na medida certa.
Louis aumentou a velocidade e a força que esfregava seu pau totalmente babado na xota da garota, agarrando e puxando com força um punhado dos cabelos encaracolados para trás, apenas para ver os peitinhos rosadinhos dela balançando perto do seu peitoral.
— L-lou e-eu não consigo segura-r, acho q-que vou faz-er xixi… – a mais nova chora dengosa, era muito estímulo para sua bucetinha virgem e seu corpo sensível. Os olhos de Louis desviaram dos seus seios apenas para encarar seus olhos encharcados de lágrimas.
— Tudo bem, Meu Doce. Você pode gozar, goza gostoso no meu pau, vai.
E ela gozou. Gozou forte enquanto gritava alto e seu corpo convulsionava. Sua xotinha ardendo de tanto tesão conforme a pegada de Louis em seu cabelo ficou mais forte, o pau continuando a estimular seu grelhinho sensível, mesmo ela se acabando em lágrimas.
— Porra, Princesa. Como você é deliciosa.
Ela sentiu Louis esporrar em sua entradinha, o mais velho abafando o gemido grosso ao enfiar e sugar um de seus peitinhos na boca. A porra jorrada se misturando junto com seu melzinho
Se Louis não tivesse a segurado, ela definitivamente tinha caído no chão, suas pernas ainda tremelicavam, e conforme ela chorava sensivelmente, Louis ajustava no lugar a roupa dos dois, enquanto deixava beijinhos carinhosos em seu rosto molhado.
— Você foi incrível.
Harriet sentiu as palavras dele aliviar parte de sua tensão, mas seu coração ainda estava acelerado. Ela não sabia como lidar com tanta informação, mas, de algum modo, o carinho de Louis fazia tudo parecer menos preocupante.
— Agora vamos encontrar sua coelha. – ele disse, com um tom mais leve, recuando um pouco para dar espaço a ela. Eles continuaram caminhando em busca da coelhinha. A pernas de harriet um pouco trêmulas, enquanto ela sentia a porra de Louis escorrer entre suas pernas a cada passo que dava.
O sol já havia se posto há muito tempo quando Harriet e Louis voltaram do campo com Pétala em segurança. A coelhinha estava aninhada em seus braços, mas o peso que ela sentia em seu peito era completamente diferente.
Durante o jantar, os olhares entre os dois foram constantes, e nenhum dos dois fez esforço para disfarçar. Harriet se esforçava para agir normalmente, mas cada vez que seus olhos cruzavam os dele, um arrepio subia por sua espinha, e ela se lembrava vividamente de tudo que fizeram no campo.
Quando os risos e as conversas familiares finalmente terminaram, Harriet achou que teria paz. Mas, ao sair da mesa de jantar em direção ao corredor, ela sentiu uma presença logo atrás de si.
— Fugindo de mim, Harriet? – A voz rouca de Louis soou perto de seu ouvido, e antes que ela pudesse reagir, ele a encurralou contra a parede do corredor, o olhar intenso fixo no dela.
— Louis, o que você está fazendo? – ela sussurrou, sua voz falhando enquanto o coração disparava.
Ele se inclinou mais perto, o rosto a centímetros do dela. — Você sabe exatamente o que estou fazendo.
Ela engoliu em seco, sentindo o calor subir por suas bochechas. Acompanhando com o olhar as mãos de Louis irem para baixo do seu vestidinho, os dedos adentrando a calcinha e dedilhando os lábios de sua bucetinha, ainda molhada de porra.
Louis riu baixinho, inclinando a cabeça para o lado. — você é terrível em esconder o que está sentindo. Desde o momento que voltamos do campo, você tem me olhado como se ainda estivesse com as pernas abertas esfregando essa xotinha em mim naquele tronco de árvore.
Harriet arregalou os olhos, o rosto ardendo de vergonha. — Fale baixo, Louis! Alguém pode escutar.
— É mesmo? – ele provocou, os olhos brilhando em diversão. Ele recolheu com as pontas do dedo e levou aos lábios, lambendo seu melzinho em uma provocação que a fez estremecer. — Sabe, Harriet. Ainda podemos continuar de onde paramos, se quiser.
Ela o empurrou com um pouco de força, passando por ele com passos apressados. — Você é impossível, Louis!
— Boa noite, Harriet. – ele respondeu com um sorriso que sabia que a mais nova mais cedo ou tarde iria atrás dele.
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Já passava da meia-noite, mas Harriet não conseguia pregar os olhos. Virava de um lado para o outro na cama, sentindo-se inquieta. Cada vez que fechava os olhos, a imagem de Louis surgia em sua mente. Ela respirou fundo, sentando-se na cama. Talvez, se resolvesse aquilo agora, pudesse finalmente dormir.
Sem pensar muito, antes que a coragem a abandonasse, Harriet levantou-se, seu corpo coberto por uma camisola de seda e saiu do quarto. O corredor estava escuro e silencioso, cada passo ecoando levemente enquanto ela se aproximava do quarto de hóspedes onde Louis estava.
Quando finalmente chegou à porta, hesitou por um momento, o coração disparado. Mas, reunindo toda a coragem que tinha, bateu suavemente.
A porta abriu-se quase imediatamente, revelando Louis, que parecia ter acabado de sair do banho. Ele estava descalço, vestindo apenas uma calça de moletom cinza, o cabelo ligeiramente bagunçado. O sorriso presunçoso que surgiu em seus lábios quando a viu fez Harriet desejar ter voltado para o quarto.
— Harriet. – ele disse, nenhum pouco surpreso com visita, sabia que em algum momento ela iria trás dele. — O que está fazendo aqui a essa hora?
— Eu… – Ela tentou desviar o olhar, mas não conseguiu. — Eu só q-queria agradecer por ter me ajudado com Pétala hoje.
Louis encostou-se ao batente da porta, cruzando os braços, o sorriso provocador crescendo. — A essa hora?
— Eu não conseguia dormir. – ela confessou, a voz quase inaudível.
Ele riu suavemente, abrindo mais a porta. — Quer entrar?
Harriet hesitou, mas acabou entrando, sentindo-se incrivelmente nervosa. O quarto parecia ainda menor com os dois ali, e ela mal sabia onde colocar as mãos ou o olhar.
— Você realmente veio até aqui só pra agradecer? – Louis perguntou, fechando a porta e se aproximando.
— Sim! Por que mais eu viria? – ela respondeu apressada, mas sua voz vacilou no final, a entregando.
Louis inclinou a cabeça, a observando como se estivesse lendo cada pensamento dela. —Sabe, Coração. Acho que você está mentindo pra mim.
— Eu não estou! – ela retrucou, embora seu tom estivesse afetado pelo modo em que ele a chamou.
Ele riu, parando a poucos passos dela. — Você podia ter me agradecido amanhã de manhã, mas veio aqui agora, no meio da noite, no meu quarto, com essa camisola curtinha. Sabe o que eu acho?
Harriet engoliu em seco, incapaz de desviar o olhar. — O quê?
Louis se inclinou levemente, seu rosto próximo ao dela. — Acho que você não veio só pra agradecer. Acho que você veio me dar algo mais.
O coração de Harriet parecia que ia sair do peito. — Louis, você está delirando…
— Estou? – ele provocou, a voz baixa e carregada de luxúria, que fazia a pele dela se arrepiar. Ele deu mais um passo, e Harriet recuou instintivamente, mas a cama atrás dela impediu que fosse longe.
Louis ergueu uma das mãos, tocando suavemente o rosto dela. — Se quiser voltar para o seu quarto, pode ir agora. Mas, se ficar…
Harriet o interrompeu, balançando a cabeça. — Você é um canalha…
— E você é irresistível. – ele murmurou, antes de inclinar-se e capturar seus lábios em um beijo que a fez perder as forças das pernas.
Louis não lhe deu tempo para fugir. Assim que seus lábios tocaram os dela, Harriet sentiu o mundo girar. A pegada dele era firme e intensa em sua cintura, puxando-a para mais perto, enquanto ela sentia o calor de seu corpo contra o dela. Ela tentou resistir ao turbilhão de emoções, mas seu corpo parecia agir por conta própria.
Suas mãos hesitantes subiram até os ombros largos de Louis, e ela se sentiu pequena diante dele. Ele era muito mais alto, ela mal conseguia alcançar o pescoço dele sem ficar na ponta dos pés. Louis notou isso, então firmou o aperto em sua cintura e a ergueu levemente, deixando-a cruzar as pernas em seu quadril, enquanto a mantinha na altura perfeita para que pudesse beijá-la sem esforço.
Ela soltou um suspiro surpreso, e ele aproveitou para aprofundar o beijo, entrelaçando suas línguas, explorando a boca dela de uma maneira faminta que a deixou sem ar. Harriet sentiu o calor tomar conta de todo o seu corpo quando sentiu sua xotinha livre de qualquer pano se esfregar na pele exposta do maior, gemendo baixinho ao sentir os pelos aparados da pélvis arranharem sua bucetinha sensível, suas mãos se agarrando ao pescoço dele enquanto suas pernas estavam bambas.
Quando ele finalmente se afastou, ambos estavam ofegantes, os lábios interligados com um fio de saliva. Louis a colocou de volta no chão devagar, mas não se afastou. Ele olhou para sua pélvis, vendo ela molhada com seu melzinho, dando um sorriso de lado antes de pegar com as pontas dos dedos e levar até os lábios.
— Seu gostinho é tão bom, Princesa. Você quer esfregar sua bucetinha no meu pau novamente? – ele perguntou sedutoramente, os olhos passeando pelo rosto dela, vendo quando ela mordeu os lábios, enquanto cruzava as pernas com força.
Louis inclinou-se novamente em sua direção e tomou seus lábios fortemente. Ela correspondeu sem hesitar, fechando os olhos e se entregando enquanto sentia a língua dele se esfregar na sua deliciosamente.
Os movimentos das suas línguas eram firmes e calorosos, e ela gemeu ao sentir as mãos fortes dele deslizaram por sua cintura até sua bunda, alisando e apertando com força antes de adentrar as mãos por baixo do tecido, puxando seu quadril levemente para mais perto.
— Você não tá usando calcinha?
Harriet negou timidamente, soltando um som supreso e manhoso quando sentiu os fios da sua nuca serem puxados com força.
— Você é uma putinha mesmo, não é? Foi só esfregar um pouquinho dessa xotinha em mim e se tornou essa desesperada por pau. – ele falou firme, puxando o cabelo dela com mais força. — Se ajoelha, já que faz tanta questão do meu pau, eu vou te dar ele.
O rosto angelical já estava banhado de lágrimas, fungando chorosa conforme se colocava de joelhos. Louis nunca soltando o agarre em seus cabelos enquanto puxava a barra da calça moletom, colocando somente o seu pau completamente duro e babado para fora. Harriet lambou os lábios, sentindo sua boca salivar ao ver o maior punhetando o pau deliciosamente em seu rosto.
— Agora você vai abrir a boquinha e me chupar gostoso.
E ela obedeceu rapidamente, seus olhos brilhando em ansiedade enquanto via Louis aproximar seu pau de seus lábios. Ela sugou a cabecinha lentamente, se familiarizando, sentindo mais do comprimento grosso entrar em sua boca. Harriet era inexperiente mas não inocente, teoricamente ela sabia como fazer um boquete, ja tinha visto vídeos na internet quando era mais nova.
Ela soltou um pouco de saliva na cabecinha, antes de abrigá-la em sua boca, rodopiando a língua úmida em volta dela, friccionando constantemente na linha da glande, sentindo o mais velho contrair o quadril para trás, gemendo surpreso pelo estímulo intenso, apertando mais forte seu cabelo.
Harriet tentou levar mais do comprimento em sua boca, os cantos dos lábios se esticando para receber mais do comprimento grosso, nunca deixando de acariciar a língua pelos lados. Em algum momento a cabecinha pressionou em sua goela, fazendo a mais nova engasgar com força, se afastando do comprimento e tossindo.
Mas não teve muito tempo para se recompor já que Louis levantou sua cabeça para cima e enfiou seu cacete com tudo na boca encharcada novamente, a mais nova apoiando as mãos nas coxas musculosas do mais velho, tentando relaxar a garganta enquanto gemia abafado, enviando vibrações para o cacete entalado em sua garganta.
— Porra isso, se engasga gostoso no meu pau. – Louis proferiu gemendo rouco, enquanto puxava grosseiramente os cabelos da nuca garota, a forçando a enfiar mais do seu caralho na boca.
E harriet não tinha o que fazer, a não ser aceitar de bom grado tudo o que estava recebendo, esticando sua língua e babando no comprimento grosso, gemendo dengosa ao ver seu nariz encostando na pélvis do mais velho, sentindo quando ele começou a estocar seu cacete na sua cavidade quente. Sua xotinha estava pegando fogo, pulsando e se melando toda, seu melzinho pingando no chão.
Tentando de algum modo aliviar a pulsação entre suas pernas, ela separou as pernas, levando a mão por baixo da camisola curtinha, seus dedos esfregando timidamente seu grelhinho, a sensação de prazer fazendo ela soltar um grito entalado enquanto ainda sentia o pau indo e voltando na sua goela.
Os gemidos que Louis soltava acima de si fizeram ela levantar o olhar, a visão do rosto másculo contorcido em prazer e a franja grudando em sua testa fez a mais nova esfregar furiosamente seu grelhinho sensível, seu corpinho tremendo com tanta estímulação.
Tudo isso era muito para ela, então ela levou a mão livre para o pulso que ainda segurava firmemente seu cabelo, apertando e arranhando tentando chamar a atenção de Louis. Ela sentiu o momento em que ele se retirou da sua boca, ao mesmo tempo em que sentiu o tapa forte em sua bochecha, em seguida pegando sua franja e puxando com tudo para trás.
— O que foi, hm? A vagabunda sedenta não aguenta levar um pau na garganta? – ele grunhiu irritado, vendo o momento em que a garota franziu as sobrancelhas e gemeu chorosa.
— D-desculpa, Lo-ou. E-eu – harriet tentou falar, mas sua voz falhou, totalmente rouca pelo esforço que fez ao chupar o pau. — Minha florzinha e-esta doendo Lou, eu ‘to mui-muito m-molhada.
Para comprovar sua fala, ela se afastou um pouco para trás, abrindo bem as pernas e levantando a camisola, dando a visão para o mais velho da poça molhada no chão. Os olhos azuis analisaram a bagunça que ela fez no chão, antes de levantar em direção ao seu rostinho angelical totalmente corado e banhado de lágrimas.
— Levanta. – Louis mandou irritado, a voz mais grave do que antes. A garota tentou se equilibrar e reunir forças nas pernas bambas, suas pernas tremendo ao fazer esforço para cima. — Anda logo, caralho!
Harriet grunhiu dolorida ao sentir as mãos do mais velho puxar seus cabelos para cima, a jogando na cama, seu corpo pulando ao cair sentada no colchão. Sua bucetinha se melando ainda mais ao ver o pau vermelho rubro totalmente ereto em sua frente, não balançando em nenhum momento de tão duro que estava.
— Coloca esses peitinhos para fora, hm? – o maior pediu excitado, punhetando seu membro e acompanhando as mãos da mais nova abaixando as alças da camisola, seus peitinhos cheinhos e empinadinhos pulando para fora, totalmente expostos.
Com a mão livre ele apertou o seio direito, a pele transbordando entre seus dedos. Ele escutou o gemidinho dengoso da mais nova com o estímulo e soltou um riso quando avistou ela separar as pernas e tentar se aliviar no colchão.
— A minha garotinha está tão desesperadinha para gozar, você quer que eu te ajude? – harriet assentiu freneticamente, seus olhos verdes encarando fixamente seu pau.
— Como você quer? Que eu use os meus dedos? Ou quem sabe o meu pau?
— Eu quero tudo, Lou. T-tudo que vier de V-você. – harriet gemeu baixinho, mordendo seus lábios ansiosa.
Louis rapidamente a empurrou contra a cama, a fazendo se deitar, levantando e embolando rapidamente a camisola na sua cintura. Ele apoiou as mãos por trás das suas coxas, as levantando e fazendo seus joelhos pressionarem seus peitinhos, a deixando totalmente a sua mercê.
Ele analisou sua bucetinha, lubrificando os lábios finos enquanto dedilhava com as pontas dos dedos os lábios molhados, levando o polegar até seu clítoris esfoladinho e movimentando devargazinho a provocando.
— Porra, que buceta linda. – Louis gemeu rente a sua bucetinha, ele acumulou um pouco de saliva na boca antes de deixar cair em cima do grelhinho inchado, assoprando logo em seguida e fazendo ela gemer pela a sensação gélida na sua florzinha.
— P-por favor, e-eu – a garota implorou baixinho, não ia aguentar ser provocada por mais tempo.
Louis olhou para cima, seus olhos flagrando o momento em que lágrimas caíram dos olhos verdinhos. Por mais que quisesse provocar a garota, sabia que era a primeira vez que seu corpo era estimulado dessa forma, então sem desviar o olhar do rosto corado, ele lambeu uma faixa da buceta vermelha, recolhendo com a ponta da língua um pouco do melzinho que escorria e depois subiu até o grelhinho, dando lambinhas fracas para testar as reações dela.
Harriet gemeu escandalosa, nunca teve nenhum tipo de contato na sua bucetinha virgem, e agora ter a língua quente massageando seu grelhinho inchado e sensível fez a mais nova se espernear na cama, alto demais. Estava tão presa nas sensações que seu corpo estava sentindo que não viu quando Louis se aproximou de seu rosto e deu um tapa ardido em sua bochecha, arrancando um gemido surpreso dela.
— Sua vadia escandalosa, tem como calar a boca? Ou eu vou ter que fazer você se engasgar no meu pau até ficar sem voz? – Louis cuspiu irritado em seu rosto, pegando um dos travesseiros que estava no centro da cama e enfiando com tudo na sua cara. — Se você for escandalosa novamente eu te largo aqui do jeito que você está.
— Não Lou p-por favor eu irei me c-comportar – ela gemeu chorosa, temendo que Louis realmente a deixasse daquele jeito.
Louis deixa um beijinho na lateral de suas coxas, murmurando um ‘muito bem’ antes de voltar a esfregar a língua quente e molhada no seu grelhinho, para cima e para baixo, a barba rala raspando na sua entradinha molhada.
Harriet tremeu as pernas em desespero, mordendo um pedaço do travesseiro, obedecendo Louis ao tentar gemer baixinho. Ela não podia fazer mais nada a não gemer contido no travesseiro, as vezes escondendo seu rosto, enquanto levava uma das mãos no cabelo do mais velho, apertando toda vez que o estímulo era muito.
Harriet tentou se conter, tentou mesmo, mas no momento em que Louis abriu mais da sua bucetinha e esfregou a língua molhada freneticamente no nervinho do seu grelhinho, ela não aguentou. Ela soltou o travesseiro e agarrou violentamente com as duas mãos o cabelo do mais velho, seu gemido surpreendentemente baixo mas ainda sim esganiçado, enquanto ela abria mais as pernas e se contorcia com o orgasmo avassalador que estava sentindo.
E mesmo assim Louis não parou de esfregar sua grutinha sensível, indo mais rápido com a língua, levando dois dedos para o buraquinho sensível, sentindo mais do melzinho escorrer direto nos seus dedos, sua barba rala toda molhada de gozo.
Ele só parou quando levantou o olhar para o rostinho rubro e viu a mais nova se tremendo inteira, seus peitinhos tremelicando junto com o corpo, a boca totalmente aberta enquanto o queixo estava todo babado de saliva. Os olhos verdes estavam sendo revirados para trás. E Louis não deixou de pensar em como ela ficaria quando levasse todo o seu pau.
Ficando entre as pernas moles dela, ele puxou o cabelo que estava grudado no rosto suado da garota para trás, vendo o momento em que ela começou a chorar devido aos estímulos intensos que sentiu. Louis não resistiu ao esfregar seu comprimento na xotinha gorda, ficando satisfeito ao ver a garota soltar mais lágrimas ao tentar se esquivar da sua cabecinha esfregando no clítoris inchado dela.
Louis voltou sua atenção ao rosto angelical, vendo os olhos verdinhos brilhantes encarando fixamente os seus olhos azuis. Ele apoiou um dos antebraços do lado de seu rosto, dando selinhos no seus olhos molhados e lábios conforme colocava uma das pernas apoiadas na beira da cama, a outra continuando plantada no chão.
Ele a incentivou a abrir um pouco mais as pernas, em seguida segurou na base do seu pau, direcionando a cabecinha na entradinha. Harriet gemeu baixinho quando sentiu a cabecinha tentar a alargar, a dor dilacerante fazendo ela recuar o quadril pra trás, desfazendo o contato. Ela olhou para baixo, se assustando ao ver a glande manchada com um pouquinho de sangue, e sem pensar tentou fechar as pernas, sabendo que foi um grande erro quando sentiu os dedos grandes apertarem suas bochechas rudemente.
— Eu mandei você se afastar? – Louis proferiu rouco, as sobrancelhas franzidas em irritação.
— Doeu m-muito, eu prom- — Ela não foi capaz de terminar, no momento seguinte ela sentiu o tapa ardido em sua bochecha, gemendo baixinho com a ardência.
— Você anda me prometendo muitas coisas, Harriet. – ele sussurrou rente ao seus lábios, apertando a bochecha recentemente atinga. — E não está sendo capaz de cumpri-las, de tão inútil que você é.
Harriet se encolheu ao ouvir as palavras proferidas, se surpreendendo ao que sua xotinha se molhou ainda mais ao ser humilhada daquele jeito e o mais velho percebeu isso, dando um sorriso ladino que a fez soltar um gemidinho.
— E-eu juro que serei b-boa dessa vez, s-senhor. – ela proferiu em um sussurro, esfregando os peitinhos no peitoral suado, tentando o amansar ao ver que ele continuava irritado.
— Senhor, hum? – ele deixou um beijo no seu queixo antes de fechar os dedos na sua garganta, a pegada fazendo a mais nova revirar os olhos e agarrar o pulso tatuado a sua frente. — Então você será boa para mim? Vai deixar o seu senhor foder a sua bucetinha?
— Sim senhor, eu i-irei.
Após a afirmação, ele ajeitou sua posição entre as pernas dela novamente, esfregando seu pau entre os lábios molhadinhos de sua bucetinha.
— Só vai de-devagarzinho Lou, por favor. – harriet pediu enquanto olhava fixamente no rosto másculo, que estava com os olhos direcionados para o que fazia mais abaixo.
— Eu prometo, Doce.
Depois de posicionar a cabecinha rente ao buraquinho, ele apoiou uma das mãos atrás da coxa dela incentivando-a a se abrir um pouco mais, enquanto com o outro ele apoiou o antebraço no colchão, passando a mão por baixo da sua cabeça, fechando os dedos nos cabelos macios e firmando a pegada ali.
Louis deixou um selinho nos lábios carnudinhos dela, olhando fixamente nos olhinhos verdes enquanto empurrava o quadril lentamente, avistando quando ela abriu a boca e soltou um ofego engasgado, estirando a cabeça para trás deixando seu pescoço a mostra aonde Louis deixou mordidinhas conforme empurrava para frente.
Ele sentiu quando a bucetinha fez pressão no seu pau, tentando o expulsar para fora. Ele tentou entrar novamente, mas harriet fechava as pernas em dor, impossibilitando o comprimento de continuar o caminho para dentro.
— Porra, princesa. Abre mais as pernas para eu conseguir entrar. – Louis grunhiu abafado, sentindo a pressão forte ao redor da cabecinha do seu pau. Ele abriu as pernas dela rudemente, abaixando seu tronco para baixo a impedindo de fechar as pernas. — Se você fechar as pernas vai doer mais.
Após abrir as pernas e conseguir mais acesso para se movimentar livremente, Louis voltou a tentar empurrar mais do seu comprimento para dentro, começando a estocar lentamente somente a cabecinha para frente e para trás, acariciando seu grelhinho inchado com o polegar facilitando a entrada do seu cacete mais para dentro.
Quanto mais Louis acariciava o clítoris sensível, mais molhada a entrada ficava, facilitando os movimentos. Sem excitar ele empurrou completamente tudo para dentro, o calor envolvendo-o como uma luva de veludo, as bolas inchadas pressionaram o cuzinho molhado.
A mais nova gemeu baixinho, não sabendo reagir diante de tanta estimulação em seu corpo, sentindo quando o aperto em seu cabelo ficou mais forte, ela agarrou o braço musculoso que estava do lado do seu rosto quando sentiu o cacete a alargar de uma vez.
Louis não conseguiu evitar o rosnado na garganta, a buceta o apertando fortemente. Ele continua a massagear o clítoris totalmente inchadinho, movendo-se lentamente para dentro para ajudá-la a se ajustar.
— Tá gostoso? – ele perguntou ofegante, seus quadris aumentando a velocidade conforme via a garota acenando com a cabeça freneticamente. Rindo baixinho quando ele percebeu ela arreganhar as pernas, dando ainda mais espaço para as estocadas.
Louis firmou o pé no chão enquanto apoiou o joelho direito com mais precisão na beira da cama o dando apoio quando voltou a estocar com força porém lento na entradinha judiada, a posição nova fazendo ele acertar o pontinho intocado dentro dela, vendo o momento em que ela abriu a boca em um ‘O’ perfeito, gozando fortemente em seu pau.
— Você é tão sensível, gatinha. Mal comecei a te comer e você já tá gozando? – ele zombou, olhando para baixo apenas para ver seu pau brilhando do gozo que jorrava do buraquinho, antes de voltar a olhar para os olhos verdes que estava transbordando em lágrimas.
— M-me desculpa Lou, mas é tão g-gostoso que não consigo controlar, eu p-pro–
A garota foi interrompida pois no momento seguinte o maior começou a estocar mais rápido, seu ponto G sendo massageado grosseiramente pela cabeça gorda do cacete grosso. Harriet não conseguindo mais segurar os gemidos, soltando ruídos entrecortados por conta das estocadas, ela mesma levou as mãos até os lábios, tampando-os para abafar os gemidinhos quando sentiu sua bucetinha queimar e jorrar mais melzinho direto no cacete.
Mas chegou uma hora em que só suas mãos não estavam sendo o suficiente, ela se assustou quando ele se retirou rapidamente do seu interior e a virou grosseiramente de bruços. Os seus peitinhos pressionados no lençol, gemendo ao sentir o agarre das mãos grandes empinar sua bunda para cima e abrir mais suas pernas.
Harriet sentiu o cacete grosso entrar com tudo na sua grutinha encharcada novamente, sentindo a textura macia do pau dentro de si, tudo mais intenso devido sua bunda estar mais empinada. Ela sentiu ele começar a meter com força, a cabecinha rapidamente achando seu pontinho novamente e o massageando, sua bucetinha pulsou loucamente a fazendo bater os pés com força na cama tentando se desvincular do toque.
Mas o maior a prensou com força na cama, estocando até o fundo, provocando seu ponto G enquanto rebolava o quadril. Harriet revirou os olhos pela pressão em sua xoxotinha, ela soltaria um grito que acordaria a casa inteira se Louis não tivesse sido mais rápido, levando as duas mãos em direção a sua cabeça e pressionando duramente seu rosto no colchão.
Os gritinhos abafados deixaram o mais velho louco, que colocou ainda mais força e velocidade nos movimentos, arregaçando sua bucetinha.
— Eu não quero escutar a sua voz, entendeu? Eu quero escutar somente os seus gemidinhos enquanto eu usufruo dessa buceta. – Louis falou rouco. Ela virou o rosto a tempo de ver ele apoiar a outra perna que estava no chão junto com a outra na beira da cama, colocando os joelhos por fora das suas pernas trêmulas a impossibilitando de se abrir ou se esquivar.
Louis abaixou o tronco e se aproximou de seu rosto, ela gemeu dengosa a partir do momento em que sentiu o abdômen forte encostar em suas costas suadas, o mais velho afastando os cabelos grudados de seu rosto antes de beijar sua bochecha molhada pelas lágrimas.
— Que bucetinha gostosa amor, só eu posso comer ela assim, não é? – ele indagou, vendo a mais nova proferir vários ‘sim’ enquanto tinha o corpo sendo impulsionado para cima. — Óbvio que sim porque você é minha putinha, só minha.
Ela soltou vários gemidinhos finos, tentando abafá-los no colchão. Os seus peitinhos sendo friccionados na colcha da cama conforme seu corpo impulsionava para cima, sentiu Louis passar as mãos por baixo do seu corpo, agarrando os seus peitinhos e os apertando enquanto pegava impulso para meter com mais precisão, usando o agarre para trazer seu corpo em direção as estocadas.
Mas o momento foi quebrado ao escutar batidas na porta, Louis sabia que ela estava gozando novamente, então retirou as mãos dos seus peitinhos e rapidamente levou a mão até sua boca, tampando o gemido esganiçado que ela soltou conforme gozava forte enquanto escutava a voz de Caleb do outro lado da porta.
— Louis? Ta acordado?
Harriet enrijeceu embaixo de si, a névoa do orgasmo passando, ela virou a cabeça e ergueu os olhos medrosos em direção aos olhos azuis que já a fitava. A bucetinha apertando o pau fortemente em tensão, com medo de ser descoberta.
— Estou sim Caleb, aconteceu algo?
— Não cara, eu fui descer para beber água e acabei escutando uns barulhos, vim conferir se tava tudo bem.
— Eu estava vendo vídeo no meu celular, acho que me empolguei no volume, foi mal. – ele respondeu alto, voltando a estocar o quadril na bucetinha quente da garota, sentindo o gemidinho abafado que ela deu. Os olhos azuis revirando pelos estímulos que o buraquinho tenso fazia no seu pau.
— Beleza, se precisar de qualquer coisa é só me chamar. – Caleb falou por último, antes de se afastar da porta.
Ao escutar os passos se distanciando, Louis se afastou do corpinho tremulo, puxando seu pau vermelho do interior quente e retirando as pernas que estava em volta das pernas dela, alisando a bunda macia enquanto olhava a bucetinha judiada e vermelha piscando, manchada com um pouco de sangue. Louis viu o momento em que o corpo fraquejou completamente fraco, ele pegou na cintura dela e a fez deitar de ladinho, a bundinha completamente empinadinha em sua direção.
— Você vai continuar sendo boa para mim? Vai deixar o papai gozar dentro da bucetinha que o pertence? – ele proferiu rouco, levantando a perna esquerda dela para encaixar mais fácil a glande na xoxotinha molhada. Ela gemeu baixinho ao escutar Louis se chamando daquela forma.
— Sim p-papai, pode g-gozar aonde quiser.
Louis gemeu ao adentrar novamente no calor molhado, posicionando uma mão ao lado do rosto corado, os movimentos ainda lento ao sentir seu pau sensível por estar segurando o orgasmo por muito tempo. Ele levou a mão livre até o peitinho que balançava devido aos movimentos, apertando-o com força, ouvindo o gemidinho dengoso que mais nova soltou.
— Segura a perna para mim, huh? – ele pediu baixinho, vendo quando a mão delicada da garota segurou por trás da perna esquerda, a erguendo e pressionando o joelho na lateral de seu busto, ficando abertinha para Louis que voltou a meter o cacete na sua bucetinha.
Ela sentiu dois dos dedos dele esfregarem seu grelhinho furiosamente, causando um barulho molhado. A nova posição fazendo ela gemer alto, sentindo sua grutinha queimar enquanto recebia as estocadas potentes de Louis.
— Papai p-para – harriet com a mão livre tentou afastar a pélvis do mais velho, chorando quando ele agarrou seu pulso e empurrou no colchão, entrelaçando seus dedos. — Lou eu v-vou fazer x-xixi.
Louis deu uma risada com a ingenuidade da garota, provavelmente ela estava sentindo vontade de esguichar e confundia isso com a vontade de fazer xixi. — Tá tão gostoso assim que você quer esguichar, bebê?
A expressão de Harriet se tornou confusa, não compreendendo o que Louis quis dizer, mas não teve muito tempo para pensar nisso quando no momento seguinte ele pôs a mão em cima da sua que estava segurando sua coxa, a fazendo abrir mais a perna enquanto metia diretamente no seu pontinho doce, ele voltou a esfregar rapidamente seu grelhinho agora com os quatro dedos e tudo isso foi demais para ela.
Ela esguichou com força, expulsando o caralho encharcado de Louis para fora e molhando toda a pélvis dele. As lágrimas escorriam aos montes do seu rosto conforme ela se contorcia com os dedos ainda esfregando sua xotinha sensível. Ela estava completamente fraca quando sentiu Louis voltar a enfiar o pau dentro da sua bucetinha, negando com a cabeça freneticamente, soltando ruídos chorosos.
— O papai só vai enfiar um pouquinho para gozar, princesa. Fica quietinha. – ele sussurrou, os olhos brilhando de excitação ao ver as lágrimas molharem a bochecha corada, voltando a meter com força, os movimentos lisos conforme o gozo da garota molhava seu cacete, facilitando no deslizar.
Os gemidinhos dengosos e sensíveis que harriet soltava foi o estopim para Louis. O gemido grosso ecoando pelo quarto quando ele gozou em jatos longos e grossos na xoxotinha quente, seu quadril metendo lentamente no buraquinho que pulsava freneticamente ao redor do seu pau para prolongar a sensação gostosa, vendo o rosto angelical destruído abaixo de sí.
Se retirando com cuidado de dentro dela, ele se sentou nas panturrilhas vendo a xotinha completamente vermelha. O clítoris e os lábios da bucetinha completamente esfoladinhos, o buraquinho usado pulsava compulsivamente e completamente molhado com o gozo branquinho escorrendo do interior. A visão fez Louis apertar o pau com força, vendo o estrago que causou na garota.
Ele estranhou o silêncio e olhou para cima, a garota se encontrava apagada, seu corpo mole depois de tanto esforço. Louis ajeitou o pau nas calças, se levantando e indo até a mesa de cabeceira ao lado da cama, abrindo e pegando um pacote de lenço umedecido, voltando até a garota adormecida. Ele a limpou, colocou a camisola no lugar novamente e a acomodou direito na cama, cobrindo o corpo com um lençol fino.
Após ter ajeitado harriet, ele mesmo se limpou e colocou outra calça moletom, se posicionando ao lado da garota, o colchão afundando levemente sob seus corpos. Ele apagou a luz do abajur, deixando o ambiente iluminado apenas pela luz fraca da lua que entrava pela janela. Louis a puxou delicadamente para mais perto, envolvendo-a em um abraço íntimo.
Louis não demorou a adormecer, os corpos entrelaçados, o calor um do outro mantendo-os próximos durante a noite inteira.
🎀ྀིྀི
Na manhã seguinte, Harriet foi a primeira a acordar. Ela piscou os olhos lentamente, sentindo o sol matinal tocar sua pele. Foi só quando tentou se mover que percebeu que Louis estava com um braço em volta de sua cintura, mantendo-a firmemente junto a ele. Ela olhou para trás, encontrando-o ainda adormecido, a expressão tranquila e serena.
Um sorriso suave surgiu em seus lábios enquanto ela observava o rosto dele, se lembrando também da noite anterior, suas bochechas corando um pouco. Pela primeira vez, ela percebeu que não sentia medo ou dúvida. Algo dentro dela dizia que aquilo não era apenas um momento passageiro. Eles estavam construindo algo, algo real, mesmo que ainda não soubessem exatamente como seria.
Quando Louis começou a se mexer, ainda meio sonolento, ele a apertou mais contra si, murmurando algo inaudível antes de abrir os olhos devagar. Ao perceber que ela estava acordada, um sorriso preguiçoso curvou os lábios dele.
— Bom dia. – ele disse, a voz rouca e grave, tão irresistível quanto o próprio.
— Bom dia. – Harriet respondeu, sentindo o coração bater mais forte.
Louis afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, ainda com aquele sorriso tranquilo. — Espero que você saiba, Harriet, que depois disso eu não vou te deixar fugir de mim.
Ela riu baixinho, encostando a testa na dele. — Eu nem quero fugir.
Ele sorriu, a puxando para um selinho suave, e Harriet soube, sem sombra de dúvida, que estava exatamente onde deveria estar.
Onde Harry, a garota mais popular da escola, tem um penhasco pelo nerd Louis, e sempre o chama para suas festas na esperança dele vir...
Avisos: l!tops, h!bottom, Harry como garota cis, pwp, Louis nerdzinho, ambos são de maior apesar de estarem na escola, perca de virgindade
O sinal ecoa alto pelos corredores gélidos e sem vida da escola, como sempre. Mas Harry não se incomoda, ela realmente amava a escola e não porque a via como seu reino com seus lacaios chatos que a seguiam por aí… Não, ela simplesmente amava.
Ela caminhava com calma, o uniforme de líder de torcida abraçando seu corpo tão perfeitamente que parecia ter sido moldado unicamente para ela, desfilando pelo corredor como se estivesse em uma passarela –e de certa forma, está. Todos notam sua presença: olham para sua saia curta e esvoaçante quando passam, acenam com a cabeça, outros se atrevem a dizer “oi”. Mas certamente ninguém era indiferente.
Exceto um.
Harry não prestava atenção em nenhum deles, realmente. Ela já está procurando por alguém.
E então o vê. Ali, perto dos armários mais ao fundo, quase escondido entre a porta do refeitório e a das salas de aula, o garoto com um suéter azul-marinho, cabelo desgrenhado –mas não totalmente bagunçado–, olhar mergulhado em um livro grosso como se fosse a coisa mais interessante de toda sua semana. E talvez fosse.
Louis Tomlinson. Inexplicável, porém irrevogavelmente lindo.
Harry sorri sem perceber. Aquela coisinha nerd parecia imune a qualquer tipo de charme e encantamento seu. Era engraçado, todo mundo caia a seus pés, mas ela aprendera do pior jeito que Louis não era todo mundo.
Ela atravessa o corredor, ignorando uma das garotas da torcida que a chamara.
–Lou Lou!– diz com o entusiasmo de quem reencontra o melhor amigo de anos.
Louis ergue os olhos, piscando um pouco confuso por baixo dos óculos, como se tivesse acabado de ser brutalmente arrancado de outro universo.
–Ah… Oi, Harry.
–Lindo dia, né?– Harry encosta no armário ao lado, jogando os cabelos cacheados e esvoaçantes para trás com um gesto ensaiadamente despreocupado.
Louis não conseguiu não reparar.
–Tá meio nublado.
–Pra mim ele está simplesmente radiante agora que você apareceu– disse ela, com aquele sorrisinho que mostrava suas lindas covinhas.
Ela parecia um pouco perversa e Louis se questionou se ela estava sendo gentil ou tirando uma com a cara dele. Ambas as coisas o incomodavam.
–Hm, você precisa de alguma coisa?– ele perguntou, ajeitando os óculos perfeitamente alinhados simplesmente porque não sabia ficar sem ter o que fazer com as mãos.
–Precisar? Não. Querer… Talvez– ela rodeia, batendo o indicador no queixo como quem finge pensar –Se eu te pedisse algo você me daria?
Louis engoliu em seco.
–Depende– respondeu, encarando-a. Ele genuinamente queria saber o que um garoto como ele poderia oferecer a uma garota como ela.
–Não é nada demais– Harry se inclina um pouco sobre ele, analisando todo aquele rosto inocente e tímido que mal saía de entre páginas de livros velhos… Ela queria aqueles lábios, mas não podia ser tão direta, não é? –Quero seu tempo.
–Eu não vou te dar aulas.
E, ok, talvez isso tenha ferido um pouco o ego de Harry. Sua cara indignada já dizia tudo.
–Eu não preciso de aulas– retrucou, sucinta, com um pouco de acidez na voz –Sei que não repara muito em mim, mas estamos na mesma aula de álgebra avançada. Não sou burra.
Louis arregalou os olhos em surpresa e as bochechas ganharam um tom de vermelho que Harry teria achado engraçado se fosse em outra ocasião.
–Eu nunca diria isso e- Não foi minha intenção, por favor, me perdoe, eu me expressei mal– ele se apressou em dizer, envergonhado –É claro que eu notei você… Quer dizer não tem como não notar, né? Você é tipo a menina mais bonita de lá e- Aí meu Deus, também não foi isso que eu quis dizer… Digo você é bonita, mas eu não estou dando em cima de você nem nada do tipo, é só que…
–Por que?
Louis olhou para cima. Enquanto se embaralhava em palavras ele nem percebera que retraia a cabeça e encolhia os ombros como quem sofre uma represália.
–Por quê o quê?
–Por que não está dando em cima de mim? Não é como se você não pudesse– Harry arqueia a sobrancelha em puro desafio, ajeitando o cabelo atrás da orelha.
Louis abre a boca em completa descrença. E ele estava para responder o motivo óbvio –ou, pelo menos, que na sua cabeça era óbvio– quando ouvira Harry gargalhar. Ela chegou a apoiar a mão em seu peito enquanto se inclinava para frente e Louis sentiu o corpo travar. Estavam perto. Muito perto.
–Você tinha que ver a sua cara!– ela dizia, entre uma risada e outra. Era um som agradável, Louis quase se podia imaginar rindo com ela se ele não fosse o motivo da graça –Não leve tudo tão a sério, Lou Lou.
Harry deixou propositalmente a mão ali, esperando a crise de riso terminar. Ela podia sentir o peito magro, porém levemente malhado, sob a ponta de seus dedos e sua vontade foi de acariciar a área, mas ela segurou-se.
Louis ficou vermelho. Não só nas bochechas –até as orelhas ficaram coradas.
–Você… Sempre fala assim com as pessoas?
–Só com as que eu gosto de implicar.
–Implicar? Comigo?
–É. Você tá sempre tão quietinho na sua bolha… Isso me faz entrar– Harry olhou diretamente nos olhos dele, os verdes cativando os azuis –Você mal percebe as coisas ao seu redor, inclusive eu.
–E isso te incomoda?
–Me intriga– ela se aproximou, os joelhos estavam se encostando com tamanha proximidade. Harry colocou a mão por cima do livro fechado que o outro ainda mantinha em seu colo –Fico pensando o que tem de tão interessante nessas páginas… Que faz você dar mais atenção a elas do que a mim.
Louis engoliu em seco, tropeçando nas próprias palavras:
–N-não é isso… É só… Eu gosto de ler.
–Eu também– Harry sorriu. O mesmo sorriso de antes. As mesmas covinhas –Mas prefiro coisas ao vivo. Que eu posso ver… Ouvir…– a mão delicada moveu-se lentamente, com uma calma quase sensual, e posou em cima do pulso do garoto –Tocar…
Louis travou.
–Você quer… Dizer tipo… Filmes?
Harry riu, baixo, e recolheu a mão, deixando-a pender ao lado do corpo.
–Claro. Filmes. Ou festas.
Ela apoiou o braço no armário, um pouco abaixo da cabeça de Louis, deixando-os ainda mais próximos.
–Falando nisso… Festa lá em casa hoje. Você vem?
–Não sei… Essas festas não são muito meu estilo, você sabe.
–E qual é seu estilo, Louis?– Harry estava de frente para ele, olhando-o diretamente nos olhos. Tão felinos e intrigantes que Louis quase se rendeu como uma perfeita presa.
Silêncio.
Harry inclinou a cabeça.
–É silêncio?
–Eu gosto de coisas calmas. E… E previsíveis.
Harry sorriu. Inclinada demais. Perto demais.
–Então talvez você devesse mesmo ir. Quem sabe descobre que gosta de… Surpresas.
Louis abaixou o olhar. Aquilo tudo já estava sendo uma surpresa para ele. Harry já conversara com ele inúmeras vezes, isso era fato, mas nunca com essa proximidade. Nunca com tanta insistência.
–Hã… Eu… Vou pensar.
–Você sempre diz isso… Dessa vez, pensa com carinho, tá?– ela se afastou e parece que o ar voltou para os pulmões de Louis. Os olhos ainda ardiam nele, entretanto –Se você aparecer, prometo que vou fazer valer a pena.
Então virou de costas e saiu andando tranquilamente pelo corredor. Que agora estava vazio.
Louis ainda estava parado, pensando. Muitas coisas se passavam pela sua cabeça naquele momento, mas ele parecia cansado demais para pensar em cada uma delas –e isso que era começo da manhã–, então resolveu dar um fim em todas as perguntas: ele não iria a essa festa, assim como não fora em todas as outras. Harry nunca sentira sua falta, não seria agora que sentiria.
(...)
O quarto de Louis era o oposto de qualquer festa: organizado, silencioso e morno. A luz da luminária criava um círculo suave sobre a escrivaninha, onde um caderno de anotações e dois livros empilhados esperavam pacientemente por atenção.
Louis respirou fundo, ajeitou os óculos no rosto e tentou focar na leitura.
“A consciência social de um indivíduo é construída…”– leu em voz baixa, marcando a linha com o dedo.
Bum. Bum. Bum.
O som atravessou a parede fina como se os graves tivessem vida própria.
Ele franziu a testa.
“... é construída através das experiências vividas…”
BUM. BUM. BUM-TCHÁ.
Louis ficou o livro em um baque oco, com força. Do outro lado da janela, luzes piscavam em ritmos alucinados, refletindo no teto do quarto –que só tinha aquela fraca luz do abajur ligada. A casa de Harry, claro. A festa. De novo.
Ele se levantou e foi até a janela, espiou discretamente por entre as frestas da cortina. Gente demais. Rindo, dançando, tropeçando –ainda que não desse para ver tudo, Louis podia imaginar a maior parte. Ele nem sabia onde Harry arranjava tanta gente assim.
Estava prestes a fechar a cortina quando viu.
Na porta da frente, Harry.
Uma regata branca, quase transparente, que mostrava a cor de seu sutiã –preto como a noite–, combinando com uma minissaia jeans azul claro e botas de salto branca. Estava gargalhando com alguém que Louis não conhecia. Os cachos balançavam com o vento e o rosto estava parcialmente iluminado pelas luzes coloridas.
Por um segundo, Harry olhou direto na direção da janela.
Louis recuou tão rápido que quase tropeçou no tapete.
–Merda.
Sentou de volta à mesa, tentando se convencer de que estava imaginando coisas. Tentou ler mais uma página. Mais duas linhas. Mia uma frase. Mas a imagem de Harry se inclinando para frente, rindo, mostrando seu decote para qualquer um, voltava a sua mente. E a música não ajudava em nada: parecia estar dentro de seu quarto.
Uma lembrança surgiu na sua mente. Uma que ele não lembrava de ser tão importante.
“Se você aparecer, prometo que vou fazer valer a pena.”
A voz de Harry.
Louis apertou os olhos e encostou a testa na mesa. Por que aquilo estava incomodando tanto? Por que era tão difícil ignorar? Ele era bom nisso. Sempre fora.
Mas agora… Parecia diferente.
Ele levantou de novo. Foi até o armário. Ficou parado em frente às roupas por um tempo, sem saber se estava perdendo o juízo ou… Só cansado do barulho. Ele quis acreditar que era a última opção.
Pegou o primeiro moletom que viu e vestiu por cima da camiseta do pijama. Calçou o tênis e saiu.
Atravessou o jardim em passos decididos, os olhos baixos, o coração no pescoço, batendo tão alto quanto aquela música que ele sequer sabia o nome. A intenção era simples: tocar a campainha e pedir –educadamente– para abaixarem o som.
Era isso.
Mas então a porta abriu antes mesmo que ele pudesse levantar o pulso.
E lá estava Harry.
O corpo brilhando pela camada fina de suor, um copo na mão e um sorriso escandalosamente feliz no rosto.
–Louis!– ela gritou, como se estivesse vendo um milagre, com os olhos o dobro do tamanho normal pela surpresa –Eu sabia! Eu sabia que hoje era o dia!
Louis congelou.
–Eu só vim…– começou, a voz falhando –A música. Tá muito alta. Eu tô tentando estudar…
Harry não ouviu nada disso, no entanto. Ela já estava puxando ele pra dentro, guiando-o com a mão na sua.
–Finalmente decidiu se divertir comigo.
Estava claro que ela estava um pouco alterada. Talvez não muito, pois ela parecia consciente e conseguiu reconhecê-lo sem nenhuma dificuldade –até se lembrou que o tinha convidado–, mas definitivamente não era essa a Harry que ele conhecia.
Louis tentou protestar, mas foi logo engolido pelo calor, cheiro de álcool e perfume barato, a multidão e –acima de tudo– pelo olhar de Harry, preso nele como se fosse a coisa mais interessante daquela casa inteira. Era assim que ela olhava para ele.
A música estava ainda mais alta do que parecia do lado de fora. Louis se encolhia a cada novo grave que vibrava no chão, desviando de corpos dançando e pessoas falando alto demais. Era quase sufocante.
Harry, por outro lado, estava em casa –literal e figurativamente.
–Então,... Tour VIP?– ela perguntou no ouvido de Louis, se inclinando demais, como se estivesse compartilhando algo indecente.
Louis abriu a boca para recusar, mas o aperto de Harry em sua mão se intensificou e ela olhava para ele com uma esperança quase infantil. Ele quase sentiu pena em matar isso, se não fosse por aquele sorriso divertido que ela carregava. Ou ela estava mesmo muito bêbada ou ela se divertia muito em zoá-lo, das duas uma.
De qualquer modo, ele se deixou levar quando ela lhe puxou com naturalidade, abrindo caminho por entre as pessoas.
–Vai ser rápido– disse, piscando os olhos com uma maquiagem delicada, que apenas ressaltava o verde de suas íris –Prometo que te devolvo são e salvo. A não ser que prefira o contrário.
–Por que eu iria querer sair daqui machucado?– perguntou Louis, com uma sobrancelha arqueada, confuso.
Harry riu. Tipo, verdadeiramente. O mesmo tipo de risada que fez ela se inclinar para o cara de antes e que Louis jurava que podia ver além de seu decote. Agora ele podia comprovar: sim, dava para ver.
–Você é engraçado, Lou Lou!
Já haviam chamado Louis de muitas coisas, mas engraçado nunca fora uma delas. Ainda mais quando ele não falou nada para isso.
Um berro grosso, como um rugido, chamou a atenção dos dois. Um grupo de pessoas jogavam beer pong na mesa de jantar improvisada. Uma garota ruiva gritava toda vez que acertavam uma bolinha, mas o que chamou a atenção deles em questão foi o de um cara. Sem camisa. Com uma coroa de papelão na cabeça. Provavelmente o ganhador.
–Aqui temos o salão dos jogos, como pode ver– Harry gesticulou com as mãos –Território perigoso, cuidado. Gritaria, apostas ridículas e, às vezes, beijos inesperados entre melhores amigos.
–O quê?!
–Acontece. Finais de campeonato são intensos.
Louis virou o rosto, desconfortável.
–Não sei o que estou fazendo aqui.
–Eu sei– Harry virou-se para ele, sorrindo com aquelas covinhas e bochechas coradas, se apenas pelo álcool ninguém saberia dizer –Tá conhecendo minha casa. Minha vida. Meu lado… Mais íntimo.
Louis tossiu, vermelho.
–Isso tudo é seu… Lado íntimo?
–Ainda não, mas se você quiser eu posso te mostrar– Harry piscou devagar.
Louis desviou o olhar e apertou a manga do moletom com a mão livre. Ele nem tinha reparado que ainda segurava a mão de Harry.
–Vem– ela disse, puxando-o, novamente, até a cozinha –Aqui é onde a mágica acontece. Ou pelo menos os drinks de gelatina.
A bancada estava coberta de copinhos coloridos, cada um mais suspeito que o outro. Um garoto com olhos vidrados tentava empilhar os copinhos vazios, enquanto uma garota ria deitada no chão com um chapéu de bruxa.
–Vermelho é perigoso, azul te faz rir, verde… Hum, não recomendo– Harry explicou, pegando um copinho lilás e oferecendo a Louis –Esse é o “Amor à Primeira Gole”.
Louis recuou um passo.
–Eu não bebo.
–Nem um golinho?– Harry se aproximou –Prometo que não mordo. A não ser que você goste disso.
Louis ficou em silêncio, encarando o copinho como se fosse um animal selvagem e raivoso prestes a atacá-lo.
–Eu passo.
–Certo– ela concordou e deixou a bebida de volta no balcão.
–Você não vai beber?
–Sem você não tem graça, Lou Lou– respondeu, com aquele sorriso lindo que explica todas as coisas do mundo.
Louis sentiu a pele do pescoço formigar. O que ele devia fazer com aquela afirmação?
–Agora… O quintal– anunciou Harry, como se estivesse apresentando um parque temático secreto –Prepare-se.
Atravessaram a sala até as portas de vidro. O ar lá fora era mais fresco, mas nem por isso menos caótico. No gramado, casais se beijavam encostados nas árvores, nas espreguiçadeiras, ou compartilhavam algum tipo de cigarro que Louis tinha quase certeza que era ilegal. Um grupo tocava violão no canto mais extremo do cercado e uma garota dançava sozinha em cima de uma mesa.
Louis arregalou os olhos.
–Isso aqui é um surto coletivo.
–Bem-vindo a minha mente– Harry se encostou na grade da varanda, olhando diretamente para ele com o lábio inferior entre os dentes –Confesso que parte de mim queria te ver aqui só pra isso. Queria ver a sua reação.
–Por quê?
–Porque você é impossível de decifrar. Fica todo calado, quietinho, todo certinho…
–Eu sou o que sou. Não tem mistério.
–Tem sim– Harry deu um passo a frente –Você finge que não nota, mas seus olhos sempre me seguem quando eu passo. Você finge que não escuta, mas sua mão treme toda vez que eu falo com você. Você finge que não quer estar aqui, mas… Está.
Louis abriu a boca, depois fechou.
–Isso é… É só coisa da sua cabeça.
–Pode ser– Harry sorriu, um pouco triste –O que significa que eu adoro imaginar coisas com você.
Louis deu um passo para trás, como se aquilo pudesse proteger sua sanidade.
Ficou um silêncio por um momento. Harry olhando para Louis como se esperasse alguma reação dele que não a indiferença e Louis tentando não prestar atenção no que acontecia à sua volta.
–Vem, vamos continuar nosso tour– Harry disse, desencostando-se da grade um tanto irritada. Consigo mesma talvez. Ela só tinha mais uma chance de fazer Louis notar ela…
(...)
–O que estamos fazendo no seu quarto? Achei que estivesse me mostrando a festa…– disse Louis, ajeitando o óculos no rosto.
–A festa termina no meu quarto, Lou Lou– sussurrou Harry, com a voz carregada de uma segunda intenção que o garoto não pescou.
Louis olhou para ela com uma confusão gritante nos olhos.
–Toda aquela gente vai vir pra cá?– ele perguntou, indignado.
Harry soltou um suspiro, incrédula. Ela não podia acreditar que ele era tão inocente quanto transparecia. Exceto que era. E a prova esteve em sua cara a noite toda.
–Você só pode estar brincando comigo…– ela sussurrou, coçando a nuca sem jeito. Ela realmente não sabia deixar mais claro seu desejo por Louis do que já deixara em todo o tempo que se conheciam –Louis, eu vou ter que escrever na minha testa?
Mais confusão.
–Escrever?– ele questiona.
Harry anda em passos felinos até ele, os olhos verdes encantando os azuis com a sedução de uma puma cativando sua presa.
–Gatinho, eu quero você. Quero você como eu nunca quis mais ninguém naquela droga de escola!
Louis arregalou os olhos. As bochechas rapidamente ganharam cor, que se espalhou até as orelhas. Na verdade, chegava a ser fofo o quão envergonhado ele ficou.
–Me quer?
–Não é possível que você tenha achado esse tempo todo que eu queria ser sua amiga!– disse ela, indignada. Harry pousou a mão delicada e de unhas decoradas sob o peitoral do outro –Lou Lou, eu quero segurar a sua mão pelos corredores e beijar você na frente do refeitório todo…
Ela se inclinou para frente, alcançando a boca no ouvido de Tomlinson.
–E sentar na sua cara até virar uma bagunça e seus óculos ficarem molhados do meu prazer.
Aquela frase poderia facilmente infartar Louis Tomlinson. O coração batia tão rápido que ele sequer podia decifrar se estava ou não dentro do peito. Ele olhou para Harry abismado; não sabia daquele lado da garota e pior, não sabia desse lado da garota para com ele.
Talvez ela sempre tivesse sido óbvia, mas Louis claramente era um leigo. Como poderia imaginar que uma garota como ela, linda, gostosa, inteligente e a melhor e mais popular líder de torcida da escola, fosse ter uma quedinha por ele?
Louis continuava parado, como se cada célula do corpo dele tivesse congelado. Só o coração, entretanto, que parecia ter enlouquecido, quente e terno.
Harry ainda estava ali, tão perto, com os olhos fixos no dele –olhos que não riam, que não faziam piada. Ela estava falando sério. Sério demais.
–E se eu…– ele engoliu em seco –E se eu não souber o que fazer?
Harry sorriu, e foi o sorriso mais doce que ele já tinha visto sair daqueles lábios atrevidos. Mal podia acreditar que estava sendo direcionado a ele.
Ela passou os dedos de leve pela bochecha dele, e então disse, quase num sussurro:
–Eu também não sei exatamente como se faz, Lou Lou… Mas eu sei que eu quero que seja com você.
Louis piscou. Uma, duas, três vezes. Sentiu a garganta secar. Seu corpo inteiro vibrava entre o pânico e a euforia.
–C-comigo?
–Eu esperei tanto esse momento– confessou ela, olhando para ele como se estivesse abrindo um segredo guardado a sete chaves. Pela primeira vez na noite, não haviam sorrisos maliciosos e frases com segundas interpretações… Harry parecia, na verdade, vulnerável –Com todas as chances que eu tive, com todas as pessoas que me quiseram… Nenhuma delas era você.
Louis engoliu em seco, sentindo o peso daquelas belas palavras. O silêncio entre eles foi preenchido por uma batida de música abafada do andar de baixo e pelas fortes batidas de seus próprios corações.
–Mas… Você é Harry Styles. Você pode ter quem quiser.
Ela sorriu de novo, agora com ternura.
–Pois é. E eu quis você.
Ele não sabia se chorava, se ria, se fugia ou se ficava ali para sempre. Mas sabia que não queria ir embora.
Ela se aproximou devagar, suas testas se encostando. O beijo que veio não era urgente, nem ansioso –era apenas um selar de lábios, reverente. Era quase como um pedido de permissão e uma promessa silenciosa.
O beijo evoluiu rápido, mas ao mesmo tempo era suave e tímido. Os lábios de Harry roçavam os de Louis como uma pergunta sussurrada, mas a língua era impeta e decidida, guiava Louis como quem esperou a vida toda para fazê-lo.
A timidez não demorou a se tornar algo urgente. Harry deslizou os dedos pela nuca dele, aprofundando o beijo, puxando-o mais para perto. Deitou a cabeça de lado, fazendo o encaixe ser mais preciso e Louis soltou um som engasgado, de surpresa. Parecia mais uma descoberta, afinal, era seu primeiro beijo –apesar de não ser o de Harry.
Molhado, quente, envolvente. Um beijo com gosto de desejo guardado a muito tempo.
Ela sorriu contra os lábios dele, percebendo a hesitação.
–Você tá tremendo– sussurrou, os olhos verdes fixos nos dele.
–Eu nunca…– ele tentou explicar, sem fôlego.
Harry encostou a testa na dele, a mão deslizando pelo peito sob a camisa. A respiração dos dois já descompassada.
–Shhhh, tudo bem– ela tranquilizou, pousando um selinho nos lábios finos –Você tá indo muito bem. Só faça o que sentir vontade, eu vou gostar de tudo.
Louis engoliu em seco e ela sorriu, voltando a beijá-lo. Agora com ainda mais fome. As línguas se encontravam, dançavam, exploravam com cuidado e curiosidade, até que o quarto inteiro pareceu girar.
Sem se afastar muito, Harry levou as mãos à barra da própria blusa e a puxou para cima num movimento só, revelando a pele pálida e o sutiã preto. Louis arregalou os olhos como se tivesse sido atingido por um raio.
–Acha que vai sobreviver à vista, gatinho?– ela provocou. Mesmo com o coração disparado, ela levou as mãos às costas, alcançando o fecho do sutiã com facilidade.
–Eu… Eu não sei– ele murmurou, corado até a raiz do cabelo.
–Se desmaiar, eu te acordo com outro beijo. Só não disse onde– ela brincou, piscando apenas um olho para ele antes de se desfazer do sutiã também.
Louis soltou um riso nervoso, mas seus olhos desceram para o busto desnudo. Eram perfeitos. Um par de seios lindos e redondinhos, pequenos na medida certa para suas mãos, mas grandes o suficiente para sua boca –não que ele tivesse pensando nisso, claro. Ele estava hipnotizado.
–Você quer tocar?– ela perguntou, quando o viu encarando por tempo demais. Era fofo.
Ele não respondeu, apenas corou violentamente –ainda mais, se é que era possível. Então Harry pegou suas duas mãos e levou-as até a atenção de Tomlinson. E, puta que pariu, ele quase gemeu.
Estava quente e pesado sob seus dedos e o bico estava eriçado. Ele apertou levemente, experimentando, e ouviu Harry soltar um suspiro baixo. Olhou para seu rosto e ela estava igualmente corada, com o lábio preso entre os dentes.
–Você pode tirar a sua também?
E só então ele se deu conta de que era o único completamente vestido. Ele soltou os seios dela apenas para tirar o moletom, seguido da blusa do pijama, e voltou com as mãos sobre o corpo dela. Harry deixou ele fazer o que queria enquanto analisava-o.
–Você é todo bonito, sabia?
–Você também. Quer dizer,... Você é linda, Harry. Sempre foi.
Harry o puxou de volta para si, beijando-o mais uma vez, agora com mais corpo, mais calor, mais intenção. Os torsos nus roçavam um no outro; Louis podia sentir o mamilo de Harry espremer-se contra o seu peito e ele nunca pensou que uma coisa pudesse ser tão boa.
As mãos dela passeavam pelas costas dele, sentindo cada tremor, cada hesitação e cada rendição.
E ainda assim, mesmo no meio daquilo tudo, ela sussurrou com a voz rouca e maliciosa:
–Eu quero tudo de você, Lou Lou. Cada toque, cada beijo… Quero você por todo o meu corpo. Quero ser sua.
Ele engasgou um pouco com a ousadia da frase e Harry riu contra a pele de seu pescoço, os dentes arranhando logo abaixo do lóbulo da orelha.
–Você fala essas coisas como se já tivesse feito isso antes– ele comentou, tentando soar firme, mas a voz falhou.
–Nunca fiz, mas eu tenho imaginação. E uma lista mental de todas as coisas que eu quero fazer com você. Eu quero te destruir.
Louis não respondeu –nem conseguiria. Só a puxou para outro beijo, ainda mais profundo, mais desesperado, como se tudo o que ele precisasse naquele momento estava ali, entre seus braços.
As mãos se buscavam sem coordenação, e o quarto parecia pequeno demais para a fome que crescia entre os dois. O beijo era desajeitado às vezes, esbarrando dentes, fugindo da linha dos lábios, mas logo se encontrava –mais fundo, mais quente, mais intenso.
Harry tropeçou nos próprios pés quando Louis a puxou enquanto tentava tirar as botas. Os dois riram, entre suspiros.
–Cuidado, Lou… Vai me derrubar antes de conseguir me conquistar de vez– ela brincou, embora seu olhar dissesse que era verdade a tempos.
–Você… Já está conquistada– ele murmurou, vermelho, e Harry quase gemeu com a doçura.
–Ah, é? E o que te faz ser tão confiante?– ela provocou.
Louis olhou para ela, do topo da testa até o final do queixo. Estava encantando.
–Seus olhos. Você olha pra mim como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu– respondeu, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
–Você é– ela sussurra de volta, com os lábios nos dele, sem desviar o olhar ou fechar os olhos.
Ela segurou o rosto dele entre as mãos, e acariciou-o como ele também estava fazendo.
–Agora me leva pra cama, gatinho. Antes que eu tenha que implorar.
Louis ficou estático por um segundo, o cérebro processando aquela ordem suave como se fosse algo que ele sonhou, não ouviu. Mas quando Harry puxou sua mão e começou a andar de costas até a beirada da cama – e era muito fofo e sensual como seus seios dançavam no ritmo de sua cintura a cada passo–, ele foi atrás, aos tropeços, sem tirar os olhos dela.
Harry caiu de costas na cama, puxando Louis com ela, e os dois afundaram entre os lençóis rosa bagunçados, corações disparados e bocas famintas.
–A gente devia ir com calma…– ele disse, mas suas mãos já tomavam um rumo sozinho para o corpo de Harry, direto para os mamilos.
Harry quase riu com o quão hipócrita ele soava e com o quão sexualmente frustrada ela estava.
–Eu esperei tempo demais pra ir com calma– sussurrou, colocando suas mãos sobre as dele e fazendo ele apertar os seios com força. Ela gemeu lindamente com isso –Mas se você quiser parar, a gente para.
Era um jogo. Ela fez aquilo de propósito para tentá-lo, para não fazê-lo desistir.
–Eu não quero parar– respondeu, entre um ofego e outro.
–Que bom– ela sorriu, triunfante –Porque eu tô querendo calar essa sua boca inteligente com a minha buceta desde o dia que você me corrigiu naquela aula de álgebra. E eu tenho certeza que eu estava certa!
Louis riu, mais envergonhado do que nunca, e mesmo assim mergulhou nos lábios dela de novo, agora com um pouco mais de segurança. As mãos dele exploravam o corpo dela com uma curiosidade singela –ao mesmo tempo que era tímida, também era faminta.
–Você não precisa ser tão cuidadoso, tão retraído. Eu não vou quebrar, Lou Lou– Harry disse, acariciando os fios de sua nuca. Ele estava todo por cima dela e o óculos deslizava pela ponta do nariz, ameaçando cair a qualquer momento.
–E-eu só… Não tenho ideia do que fazer– ele sussurrou, olhando para Harry como se ela fosse uma coisa preciosa que ele não queria espantar.
A verdade era que Harry também não sabia. Ela nunca esteve assim com ninguém antes –exceto aos beijos, mas isso não contava como experiência nessa situação. Mas ela sabia exatamente o que queria.
–Deita– ela mandou, com a voz tão trêmula que não parecia dar uma ordem. Mas Louis acatou.
Ele saiu de cima dela e deitou ao seu lado na cama. O quarto não estava cem por cento escuro –tinha a luz do mini abajur de tomada e a luz da lua. Louis pode ver a silhueta detalhadamente de Harry quando ela se pôs de joelhos na cama e retirou o resto de roupa que ficara em seu corpo. Peça por peça. A minissaia, seguida pela calcinha.
–E-eu… Eu vou fazer algo agora, mas se você não gostar– ela mordeu os lábios, indecisa –Você pode me pedir para parar, certo?
Louis apenas acenou positivamente com a cabeça, ansioso, esperando que ela pudesse ver.
Então, no segundo seguinte, Harry se arrastou até ele e colocou uma perna de cada lado de sua cabeça. Ele sentiu o momento exato que o colchão afundou e o nervosismo tomou conta.
Louis podia ser um leigo, mas não era um completo idiota. Ele sabia muito bem o que Harry queria com isso. E, se fosse sincero, ele podia salivar para não ter que dizer que também queria.
Antes que Harry pudesse falar alguma coisa –provavelmente outra ordem–, Louis enganchou os braços em torno das coxas torneadas dela e puxou-a, sem delicadeza, para cima de sua boca. Literalmente. Ele podia sentir a quentura de sua intimidade implorando por qualquer toque.
A garota soltou um gemido, surpresa, mas derreteu-se em completo prazer quando Louis deu a primeira investida com a língua. Aquilo parecia um sonho, tão irreal. E ao mesmo tempo tão bom.
Harry nem deu tempo para Louis pensar, ela simplesmente desabou seu peso, montando sob o rosto do outro como quem monta um cavalo. E Louis não se deixou abalar, espalhou a língua por toda a xotinha como se já tivesse feito isso várias vezes antes.
A língua subia e descia, explorando e conhecendo, ficando ciente que cada gemido alto era algo a ser aprovado. E Louis era muito bom em aprender. Ele apertava as coxas quando precisava erguer a cabeça e alcançar pontos que sozinha a boca não conseguia.
–Ai meu deus, Lou Lou…– ela gemeu, apertando os olhos quando Louis succionou seu clitóris –Isso é muito bom. Não para, por favor.
Mas ele não pretendia. Ele queria fazê-la gozar, pois não tinha certeza se conseguiria fazer isso mais tarde –isso considerando que eles iriam até o final. Sem contar que o gosto de Harry era muito bom, fazia querê-lo aos montes.
Harry olhou para baixo por um momento e o que viu foi demais para sua própria sanidade. Louis já olhava para ela, como quem estuda e analisa com prazer suas expressões faciais, com os óculos levemente embassados e os cabelos desgrenhados. Ela quase podia ver a pontinha de sua língua trabalhando. Contraiu-se sem perceber.
Tomada pelo prazer, ela inclinou o corpo para trás, apoiando uma mão no peitoral de Louis e com a outra ela desceu até a xotinha, abrindo-a com os dedos.
Puta que pariu, Louis quase gozou dentro das calças. Ele nem sabia que gostava desse tipo de coisa até ter Harry Styles se esfregando nele como uma prostituta carente.
–Lou Lou, por favor, eu tô tão perto…– ela confessou, entre um gemido manhoso e outro.
Tomlinson avançou a velocidade, trabalhando com a língua como ele nunca fizera em nenhum debate –e olha que ele era muito bom. Vez ou outra ele podia sentir a textura dos dedos de Harry, mas não parou por um segundo. Nem mesmo quando, olhando-a tão vulnerável lá de cima, ele correu as mãos por seu corpo e alcançou os seios. Apertou o bico sem timidez ou permissão.
Harry soltou um gemido muito alto, rolando os olhos. Ela podia sentir a bucetinha pingando –se era seu prazer ou saliva ela não sabia, e nem fazia tanta diferença. Ela contraia-se sem parar e Louis não lhe dava trégua. Ele a lambia como um profissional e sugava seu clitóris como quem tem fome, os lábios fechados em volta de seu botão sem espaço para ar.
Ela nem sabia mais o que fazia, apenas rebolava para frente e para trás, cavalgando em busca do seu próprio prazer. A xotinha já devia estar vermelha a uma hora dessas e provavelmente amanhã ela acordaria assada, mas não conseguia se importar. Não quando estava tão perto.
–Ah, Lou Lou…– ela gemeu uma última vez, antes de abrir a boca em um “o” mudo.
Então uma onda avassaladora atingiu-a e ela se contorceu levemente antes de gozar com gosto. Tendo seus últimos espasmos sob a língua de Louis, que só parou de lhe chupar quando a mesma tocou sua testa com a palma da mão, empurrando-o levemente.
Ela saiu de cima dele e caiu deitada na cama, ofegante e com a intimidade pulsando –como se os lábios de Louis ainda estivessem ali, chupando-a com vigor e vontade. Louis igualmente ofegante, virou-se para ela, olhando-a voltar para a realidade aos poucos e pensando o quanto era sortudo.
–Você é… Perfeita– ele disse sem pensar, em um sussurro, corando logo em seguida.
Harry riu, baixo e rouco que fez o estômago dele virar do avesso.
–Você vai me matar desse jeito.
–Eu?
–Com esse jeitinho doce, inocente… E ainda por cima, de óculos. É tortura demais para uma garota só.
Louis riu, nervoso.
–Não tenho nada de especial, Harry– ele disse, corando.
Mas Harry não aceitou ouvir isso. Ela virou-se para ele também, pequena e nua, e distribuiu beijos por seu pescoço. Beijos leves, suaves, que causavam cócegas, mas que logo alcançaram o ouvido alheio.
–Você tem tudo de especial, Lou Lou. Você foi o primeiro garoto que bateu de frente comigo, mesmo que por causa da lição de casa. Foi o primeiro garoto que nunca tentou me impressionar.
Harry sorriu e Louis sentiu os pelos de seu corpo se eriçarem.
–Enquanto todo mundo via apenas a minha aparência e minha popularidade… Você só queria competir comigo pela melhor nota de álgebra.
Ela riu baixinho e voltou para trás apenas para encarar os olhos dele.
–Você me viu, Louis. Mas não com expectativas ou esperando eu ser algo que eu não sou. Você me vê como eu sou. E isso é mais do que eu poderia pedir.
Louis sentiu o ar prender os pulmões. Por um segundo, tudo ao redor pareceu se apagar e nada importava além desse momento –nem sua ereção dolorosa.
–Eu…– ele começou, mas a voz saiu baixa demais. Ele limpou a garganta , tentando organizar os pensamentos que Harry acabara de bagunçar –Eu não sabia que uma pessoa como você podia sentir coisas por mim.
Harry sorriu e avançou, sobre ele, rolando em cima de seu corpo, quebrando qualquer defesa que ele tivesse construído. Pousou um selinho nos lábios dele, cheio de ternura.
–Você é bobo se acha que não é nem um pouco interessante– ela sussurrou, os olhos presos nele –Eu vejo você desde o primeiro dia. Com aquele livro enorme no colo, franzindo a testa porque os corredores são barulhentos demais.
Ela fez um carinho singelo com a ponta do dedo em sua bochecha.
–Você acha mesmo que eu me importava com quem eu chamava para estas festas? Era só um pretexto para chamar sua atenção, para fazer você vir até mim.
–Péssimo jeito de chamar a minha atenção– ele disse, fazendo ambos rirem.
Harry mordeu o lábio.
–Deu certo, no entanto, você veio!
Louis quis ocultar a parte pela qual veio de verdade, pois afinal, não importava: ele foi.
–E tudo bem se você não sabia que alguém como eu podia sentir isso. Porque eu senti o suficiente por nós dois esse tempo todo.
Ela se aproximou ainda mais dele, colando seus narizes em um beijo de esquimó, compartilhando a mesma respiração.
–Mas… Acho que tem algo me cutucando lá embaixo. Que tal nós aliviamos você agora?– ela disse, com a voz carregada de malícia.
Louis sabia o que ela queria dizer com isso e ficou nervoso –não que ele não estivesse antes. Arregalou os olhos para ela em total choque e surpresa. Ela sorriu, compreensiva, os dois estavam no mesmo barco, afinal.
–Tá tudo bem, nós vamos devagar– ela sussurrou pra ele, descendo com as mãos pelo torso desnudo.
Ao chegar na braguilha da calça, Harry foi rápida em se desfazer dos fechos. Saiu do colo do outro apenas para tirar o restante das roupas que ele ainda vestia e voltou a se sentar sobre sua barriga.
–Então… Hum, como você quer fazer isso?– ela perguntou, meio sem jeito, sentido o pau duro roçando o final de suas costas. Ok, para a sua surpresa, Louis era bem dotado…
–Bom, eu também não sei… Só conheço a teoria, também– ele soltou, com medo de parecer um idiota e ter acabado com o clima, mas Harry achou engraçado.
–Vamos fazer do método tradicional, então, pode ser?
Ele assentiu com a cabeça e isso foi o suficiente para Harry. Ela jogou-se na cama, de costas, e arrumou-se confortavelmente entre os travesseiros. Aguardou, de pernas abertas.
Mas Louis não foi.
–É… Hum, Lou Lou, isso quer dizer que você vêm por cima de mim– ela disse, com um tom contido de ironia.
–A-ah s-sim… Claro. Eu já sabia– respondeu, envergonhado.
Foi então que decidiu se mexer. Engatinhou, ansioso, por cima daquele corpo delicado que ele tinha acabado de se deliciar, até ficar cara a cara com o rosto lindo que ele tanto admirou em silêncio.
–H-Harry… Nós n-não temos camisinha– lembrou, com o rosto quente até as orelhas. Ele não queria parar, mas era importante alertar ela disso, afinal, era um fator bastante importante e decisivo.
–Não tem problema, gatinho, eu tomo pílula e nenhum de nós dois nunca nos deitamos com ninguém. Estamos limpos, acho que vai ficar tudo bem– ela respondeu, e pela expressão surpresa no rosto de Louis denunciou que ele não esperava isso dela.
Harry apenas revirou os olhos.
–Lou Lou, eu não quero parar. Agora coloca o seu pau em mim antes que eu ache que você não me quer– ela rosnou, um tanto impaciente.
Engolindo em seco, achando que ela estava falando sério, Louis segurou o membro com a mão e guiou até a grutinha dela, alinhando-o. Ele enfiou a cabeça com calma, experimentando o que era a penetração de verdade pela primeira vez.
O calor inebriante quase o fez enterrar sem pensar, mas olhou para Harry e ela estava com os olhos fechados com força. Ele respirou fundo e continuou, devagar, se torturando sem querer, até sua pelve encontrar com a dela. Ele soube ali que a vida não era apenas livros e vídeo games. E também que não seria fácil se segurar.
–Puta merda…– ela gemeu, sentindo-se alargada e cheia ao mesmo tempo. Nem suas aulas de física explicariam isso.
–Você tá bem, Hazz?– ele perguntou, preocupado, com todo o autocontrole que tinha.
A garota não pode não notar o modo carinhoso como ele a chamou. Um sorriso pequeno surgiu em meio às suas expressões dolorosas.
–Se você gemer esse apelido bem gostosinho no meu ouvido, eu fico bem rapidinho, gatinho– ela brincou, entre suspiros.
Dessa vez, foi Louis quem revirou os olhos.
–Nunca desce do pedestal, não é?
–Se eu descesse você não me notaria.
Louis sorriu carinhosamente, pousando um beijo no centro da testa dela.
–Eu teria notado mesmo se você se escondesse– confessou e iniciou uma estocada gentil, pois ele estava delirando.
Harry gemeu, voltando a fechar os olhos. Ela passou os braços em volta do corpo de Louis e o abraçou, puxando-o para perto, quase completamente deitado sobre ela. Trocando calor e suor como devia ser.
–Devagar, Lou Lou, você é grande, sabia?– fora uma pergunta retórica, mas Louis ainda assim respondeu:
–Eu tenho ciência que é um pouco acima da média…
Harry queria rir, mas logo veio outra estocada e tudo que ela fez foi gemer ao sentir aquele pau todo dentro dela outra vez. Ele estava indo devagar, mas ainda assim demoraria um pouco para ela se acostumar.
Louis, no entanto, parecia estar tendo o melhor momento de sua vida. Ele jamais poderia imaginar que sair e entrar dentro de uma buceta poderia ser mais prazeroso do que tirar notas altas no boletim escolar.
Harry o apertava tanto que ele mal tinha tempo pra pensar. Era quente, molhado e estreito de um jeito que sua mão nunca fora. Ele quase podia ver estrelas se fechasse os olhos.
As estocadas se seguiram no mesmo ritmo. Vez ou outra, Louis aumentava a velocidade, mas quando ouvia Styles gemer um pouco mais alto ele voltava o que estava fazendo antes como se tivesse tomado um choque de realidade. Pelo menos havia a constância, que o deixava na beira.
–Lou Lou, você pode fazer o que quiser, agora– ela sussurrou, naquele tom sedutor –Eu estou bem.
Ah… Harry não devia ter dito essas palavras. Era a permissão que Louis precisava.
Desesperado, ele não pensou duas vezes antes de sair de dentro dela e cair com o peso do corpo na estocada. Harry soltou um berro, mas Louis não parou. Mais do que ele queria admitir, ele gostou de ouvir isso.
Continuou na mesma intensidade, ouvindo os suspiros dela em seu ouvido, derretendo-se, entregando-se de corpo e alma.
Louis estava perto, ele podia sentir. Ele ficou triste de não durar tanto tempo –mas, se fosse honesto consigo mesmo, ele achou que durou muito mais do que um dia pensou para sua primeira vez.
As estocadas começaram a perder o ritmo de uma hora para outra, e quando Harry achou que podia voltar a respirar, Louis investe contra ela com toda sua força, enchendo-a e gozando dentro dela. Uma quantidade absurda; transbordava, ameaçando sair.
Ele ainda ficou um tempo dentro dela, deixando o pau ter espasmos e de liberar até a última gota. Abraçado a ela com o corpo suado e meio trêmulo.
Harry acariciou sua nuca, brincando com os fios de cabelo enquanto esperava ele se acalmar. As respirações se acalmando aos poucos.
–Isso foi a melhor coisa que aconteceu em toda a minha vida– Louis admitiu, baixinho. Tão baixo que se ele não tivesse literalmente deitado sobre o corpo de Harry, ela não teria ouvido.
Depois de mais um momento de silêncio, Louis se retirou de dentro dela, com o pau mole. Ele o cobriu com as mãos quando caiu ao lado dela na cama. Agradeceu por Harry não ter feito piada naquela hora –ele já estava envergonhado o suficiente.
–E-eu já te recompenso, Hazz, só deixa eu me recuperar um pouco, tá?– ele disse, constrangido, o coração a mil.
Harry riu.
–Me recompensar sobre o que?– ela ergueu uma sobrancelha, inquisidora.
Louis corou.
–Por não ter te feito gozar agora.
–Que sorte a minha…– ela disse, virada de lado, com a mão na cabeça apoiada, olhando para ele com aqueles olhos irônicos –Minha primeira vez e eu vou gozar duas vezes… É mais do que muita menina tem por aí, em!
–P-para de zoar com a minha c-cara.
Ela ri ainda mais e, para amenizar, pousa a mão livre sobre o peitoral dele, acariciando-o o meio com carinho.
–E como pretende me recompensar, gatinho?
Ele quis esconder o rosto de tanta vergonha.
–C-com a b-b-boca…
Harry abriu um sorriso malicioso.
–Então é melhor você se recompor logo, Louis Tomlinson,– ela chegou com a boca mais perto de seu ouvido para sussurrar –Porque eu tô doidinha pra que minha buceta seja seu único alimento até o dia amanhecer.
E, com os olhos arregalados e o pau voltando a endurecer, Louis se viu tendo uma reviravolta na vida.
Bom, e se Louis e Harry começaram a namorar? Sim. Harry nunca mais deixou Louis ter uma tarde só de estudos que a recompensa pelo bom desempenho era uma peça de roupa a menos –e ela sabia que ele sempre tinha bons desempenhos…
'Harry resolve fazer uma surpresinha para seu Louis, e então, eles fodem'
H com bucetinha
Praise kink (de leve)
Harry needy
ꨄ︎
O raios solares levemente alanrajados atravessavam a janela de vidro fechada, se alastrando pelo chão de madeira escura e contrastando a cor quente sobre os lençóis brancos da cama box, indicando que logo a escuridão da noite junto a luz da lua iriam florescer.
A luminária em led azul escuro iluminava parte do quarto com o fim da tarde, a luz colorida se refletia na pele levemente bronzeada, o shorts preto de tecido leve se amassava no colchão e os músculos das coxas grossas se tenssionavam, a protuberância grande e dura marcava o tecido do shorts, o deixando levemente úmido. O tronco magro e definido estava exposto, os braços fortes cruzados em seu peito tenssionavam os músculos, os deixando maiores e mais tentadores. A cabeça estava erguida e possuía uma expressão séria porém maliciosa, os olhos azuis estavam escuros e selvagens, a boca fina e vermelha continha um sorriso de lado, os cabelos molhados pelo banho recente faziam pingos de agua escorrerem pela lateral de seu rosto.
Os olhos azuis observavam atentamente a figura parada em pé a sua frente, captando cada detalhe mínimo. Os pés delicados estavam descalços sobre o chão de madeira, ora ou outra esfregando-se um ao outro num claro ato de timidez. As coxas grossas se pressionavam uma a outra, as deixando maiores. A luz ainda alaranjada que vinha da janela pintava a pele leitosa, deixando o ambiente ainda mais tentador. O quadril largo se agarrava a uma saia de setim rosa claro levemente trasnparente, com pequenas rendas costuradas nas pontas. A calcinhas também rosa ficava minúscula em sua bunda, que não cobrindo a bucetinha gorda e molhada. A cinta liga da saia se agarrava ao quadril, seguindo pelas coxas e as contornando, apertando a pele por onde passava.
O torso quase que totalmente exposto tinha seus seios cheios e avermelhados, exuberante e cobertos por uma regata branca de tecido quase transparente, cobrindo até as extremidades de seu umbigo, deixando parte da barriga exposta. Os braços estavam cruzados para trás, e uma de suas pernas agora tinha o joelho levemente flexionado, enquanto seu pé se esfregava na parte de trás de sua perna. O pescoço branquinho era vestido por um colar de jóias brancas, um mimo de seu último aniversario. As bochechas estavam rosadas pela vergonha, seus lábios vermelho eram mordinhos vez ou outra, os cachos volumosos caíam em sua testa e os olhos verdes possuiam um brilho desejoso mas ao mesmo tempo tímido, sem saber ao certo o que fazer com o olhar intenso que recebia do homem a sua frente.
- Lou? - a voz doce saiu baixa e indecisa. - Diz alguma coisa.
Viu os olhos azuis desceram lentamente por todo seu corpo para então voltar ao seu olhar.
- Vira. - o tom autoritário fez as pernas de Harry tremerem.
Os pés delicados giraram lentamente pelo chão gelado, dando um show particular para Louis vislumbrar cada detalhe seu. A mini saia de renda deixava a mostra a poupinha do seu bumbum, a calcinha rosa enterrada entre bandas cheias, não cobrindo quase nada. Deixando o olhar de Louis ainda mais desejoso.
Harry parou de frente a Louis novamente, aguardando um novo comando. Brincou com seus dedos na frente do corpo enquanto encarava o namorado.
- Você gostou? - perguntou tímida, apesar de já saber a resposta.
- Se eu gostei? - Soltou um riso em descrença, e se arrumou na cama, erguendo levemente o quadril. O olhar de Harry fixou-se ali. - Venha até aqui.
A voz firme a acordou de seu pequeno transe e aproximou-se do namorado, erguendo seus joelhos na cama e engatinhando lentamente até ele. Parou em sua frente, suas mãos apoiadas no colchao, o olhar baixo para Louis, e sua cabeça inclinada para frente. As mãos tatuadas do de olhos tocaram delicadamente a bochecha vermelha, deslizando seu dedo na pele da namorada, sentindo os pelinhos se arrepiarem pelo toque suave.
As mãos agarraram a cintura fina e a puxou para seu colo, as coxas grandes se acomodando em suas pernas, e a buceta gordinha sendo pressionada sobre o membro duro. Um suspiro pesado saiu por entre os lábios gordinhos da mais nova e as mãos ágeis agarraram o pescoço do outro.
As mãos de Louis percorreram pelo corpo inteiro em seu colo, apertando e acariciando cada pedacinho de pele exposta, ouvindo os resmungos manhosos da garota montada em seu colo. Aproximou sua boca do ouvido de Harry, mordiscando o módulo da orelha enquanto segurava com possessividade sua cintura.
- Adora se exibir pra mim, hum? - puxou seus cachos para trás a ouvindo gemer em deleite. - Sempre tão necessitada.
- Louis...
- Me diz o que você quer, o que te levou a colocar essa saia minúscula só pra me deixar louco? - Seus lábios se fecharam no pescoço branquinho, chupou a pele com força e deu um tapa forte em sua coxa.
- Eu quero que você me fodendo, Lou. - suspirou manhosamente, soltando pequenos gemidos pelos chupoes que recebia. - Me fode, Lou, por favor...
- Meu bebê sempre precisando de atenção, hum? - mordiscou seu queixo e depois as duas bochechas vermelhas. - Eu vou fazer isso, meu bem, vou comer sua bucetinha melada à noite inteira, como você gosta. Mas antes voce vai me chupar, do jeitinho que estava antes, de quatro pra mim.
A cacheadinha assistiu, saindo do colo de Louis e se posicionando da forma como estava antes, sua bunda bem empinadinha para trás, a bucetinha apertada no tecido rosa seu olhar submisso para o namorado e as mãos apoiadas sobre o colchao. Louis não se mexeu, então Harry entendeu que era para ela própria tirar o shorts preto do namorado
Se sentou sobre seus tornozelos e as mãos seguiram caminho até o cós do shorts de malha, deslizando tecido para baixo, o quadril de Louis se ergueu para que a peça de roupa saísse completamente. O membro duro e grosso pulou para fora, chamando o olhar de Harry para lá. Pressionou suas coxas uma na outra, apertando sua xotinha molhada e sedenta, tratou de se posicionar novamente de quatro sobre a cama, abrindo bem as pernas a deixando totalmente exposta. Tocou o membro duro com uma das mãos, fechando seu punho ali e aproximando sua boca da glande inchada que vazava sem parar. Fechou os lábios no comprimento e o ouviu gemer, sentindo o lençol ao seu lado sendo puxado pelos dedos do outro.
Fechou os olhos e sua língua lambeu toda a expesura molhada, suas bochechas rosadas formaram um vinco quando sugou com força a cabecinha vermelha, ouviu Louis gemer, e em seguida enterrou sua boca no membro duro, a pontinha da glande tocando fundo sua garganta. As mãos tatuadas de Louis seguiram caminho até os cachos volumosos, enrolou os dedos entre os fios e os puxou de leve, fazendo uma pressão extremamente prazerosa no couro cabeludo de Harry.
- Sua boquinha é tao gostosa, amor. - um gemido alto ecoou no fundo de sua garganta.
A cacheada ergueu seus olhos para o namorado, gemeu abafado e as unhas arranharam as coxas grossas de Louis. A pontinha de seu nariz tocou a virilha com alguns pelinhos, sua cabeça fazia um movimento de vai e vem constante, a língua se deliciava com o gosto de Louis que vazada de sua pélvis. Os lábios gordinhos deslizavam pela extensão grossa, os olhinhos verdes e tentadores olhavam para Louis de uma forma dengosa, o seios cobertos pela regata branca subiam e desciam freneticamente e os dedinhos apertavam as coxas descobertas do namorado.
Sua bucetinha vazava sem parar arruinando sua calcinha, a saia havia subido um pouco deixando sua bunda empinada e sua xotinha ainda mais exposta piscando sem parar, o tecido fino da calcinha apertava seu grelinho, a fazendo soltar pequenos gemididinhos. Os cachos foram puxados para trás, o levando junto e fazendo o membro de Louis deslizar para fora de sua boca, a fazendo resmungar a contragosto.
- Shh, quietinha.
Louis sussurrou e deu duas batidinhas na própria coxa, a cacheada sentou-se ali novamente, os dedos ágeis se enrolando nos fios lisos e úmidos, a buceta molhada sentando sobre o membro duro, os labios gordinhos se abrindo levemente e acomodando o pau entre eles, o contato fazendo ambos gemerem em unissom. As mãos de Louis percorreram as coxas grandes, seguindo caminho até a bunda gordinha coberta pela saia, apertando com força a pele branca, deixando marcas vermelhas.
Puxou Harry para perto, juntando mais ainda seus corpos, mexendo seu quadril para que ela rebolasse em si. Sentia seu shorts molhado pelo melzinho que Harry expelia, a buceta meladinha montada em seu pau, Louis emcaixou seu membro ainda mais entre ela, e o gemido que Harry soltou foi o suficiente para que ele a jogasse na cama, ficando por cima do seu corpo.
Passou seus olhos por aquele corpo delicioso e enrolou seu dedo na calcinha fina e puxou o tecido para o lado, expondo a xoxotinha gorda. Louis passou seu dedo entre os labios acariciando seu grelinho inchadinho, sentindo Harry tremer abaixo de si, penetrou somente a pontinha do dedo e apertou sua cintura.
- Lou... - gemeu baixinho e manhosa abrindo mais as pernas, suas mãos apertando os braços fortes de Louis. - Chupa a minha bucetinha, por favor.
Atendendo ao pedido, Louis aproximou sua boca e deixou um beijo em cima da xotinha gostosa, sentindo o cheiro delicioso, lambeu todo seu grelinho ouvindo os gemidinhos manhosos e desesperados da sua garotinha, sua boca se ocupou em chupar aquela bucetinha gostosa inteirinha, enquanto Harry babava em seu rosto todo, puxando seus cabelos de forma desesperada.
Louis chupava o grelinho inchado, o deixando todo vermelhinho, seu dedo encontrou a entradinha molhada e a penetrou, sentindo ela apertadinha. Subiu seus olhos para o rosto corado da garota sorrindo enquanto sua mão passeava pelo corpo delicado, adentrou o tecido da regata, apertando um de seus seios gostosos.
- Abaixa sua regatinha, amor, quero te ver toda peladinha pra mim.
Harry rapidamente abaixou as alças da sua regata, os peitos gordos pulando para fora junto aos mamilos rosados e apetitosos. Louis lambeu os mamilos sensiveis, colocando o na boca, enquanto seus dois dedos ainda fodiam a xotinha melada. Harry gemia alto e apertava os cabelos de Louis, o incentivando a continuar. Os dedos deslizavam pela bucetinha apertada e Harry desejava o pau duro de Louis ali.
Tonlinson soltou os peitos deliciosos e sua mão se fechou no próprio pau o estimulando algumas vezes antes de o direcionar a xotinha aberta da cacheadinha, pressionou a glande inchada e vermelha no local, e penetrou somente a cabecinha, obcecado pelas reações que de Harry, que passou a rebolar sem pudor algum, enquanto gemia, Louis afundou mais seu membro dentro dela, enfiando quase tudo.
- Amor, hum, Louis... - A cacheada arqueou as costas e jogou a cabeça pra trás, dedinhos ágeis agarraram os lençóis ao lado de sua cabeça. - Fode logo, Louis, porra.
Resmungou irritada e o outro riu pelo seu desespero, agarrando seus cabelos e o estocando com força, sentindo a buceta se apertar em seu pau, o barulho de suas peles se chocando ecoando pelo quarto junto ao grito esganiçado de Harry.
- É assim que você quer, vadia? Assim está bom?
Os movimentos do seu quadril eram rápidos e certeiros, seu pau deslizava pelo interior de Harry com facilidade, o som erótico de suas peles se chocando e os gemidos desesperados de Harry faziam a mente de Louis turvar. Suas bolas batiam com força em sua buceta, a deixando avermelhada. A calcinha já havia voltado para entre suas bandas, o tecido se arrastava pelo membro duro que entrava com força dentro de Harry.
- Lou, hum, lou, mais, mais.
- Vadiazinha gostosa.
Louis ergueu as pernas de Harry para o seu ombro, a deixando mais exposta e totalmente a mercê de si. As estocadas eram brutas e certeiras, acertando o pontinho doce. Harry tremia e chorava sobre as mãos de Louis, sua bunda também tomava uma coloração avermelhada pelos tapas que eram tranferidos. Os cachos grudavam em sua testa suada, as bochechas estavam vermelhas e os olhinhos verdes tremilicavam, os movimentos rápidos de Louis em sua xotinha melada fazia seus seios gordinhos pularam.
- To tão-tão molhadinha, Lou. - soltava gritinhos em desespero apertando seus seios que tremilicavam.
- Sua buceta é tão gostosinha, meu amor, poderia passar o dia inteiro te comendo desse jeito. - apertou as coxas grandes indo fundo na garota. - Você é tão apertadinha.
Os olhos azuis fixavam em seu pau entrando na bucetinha melada, os gemidinhos dengosos da sua garota o faziam ficar louco. Abriu as pernas da garota, estocando fortemente, viu quando os dedinhos de Harry encontraram o grelinho inchado e passaram a masturbar ali, enquanto ela olhava para si e mordia os lábios. Mostrando a puta que era, e todinha sua.
- Você me come tão gostoso, Louis, tão bom. Me enche todinha de porra vai.
Aumentando o prazer de ambos, Harry tremeu e sua xotinha se contraiu ao redor de Louis, gozando e babando todo seu pau. Com mais duas estocadas, Louis gozou dentro de si, a enchendo de porra. Deslizando seu pau ainds dentro dela, para aumentar o prazer de ambos.
Tirou seu pau de dentro da namorada e se jogou na cama, viu Harry tirar sua calcinha e a jogar longe, antes de subir em seu colo novamente. Louis sorriu sacana, apertando seu quadril. A cacheada rebolou sobre seu membro, simulando uma quicada apenas para Louis capturar a cena de seus peitos pulando em sua direção. Sentiu o pau do namorado endurecer novamente abaixo de si e encaixou e o em sua xotinha novamente e passando a quicar em seu colo. Gemeu e rebolou sobre o pau gostoso dentro da sua buceta, se esfregando desesperadamente nos gomidinhos do torso definido. Toda desesperada.
Gemidos rouquinhos saiam da boca de Louis também, adorando a forma desesperada que se encontrava a namorada. Estocou com força na buceta meladinha montada em si, e viu Harry revirar os olhos ao gozar novamente, gozando junto também.
A garota resmungou em deleite e se jogou deitada ao lado do namorado, sorrindo totalmente satisfeita.
Harry Styles sempre gostou da segurança de um relacionamento sério, sexo casual não é para ela. Isto é, até Louis Tomlinson cruzar o seu caminho. O jovem capitão do time de futebol é o averso de Styles e detesta colecionar seriedade, para ele sexo casual é o bastante. Mas quem garante que um dos dois não poderá mudar de ideia?
Uma one inspirada em Allie e Dean Di Laurentis da série de livros Off Campus.
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Harry Styles nunca ficou solteira por muito tempo. Inimiga do casual, ela sempre esteve acostumada a engatar um namoro atrás do outro. Noites tranquilas de filme, sexo fácil e segurança é o que atrai ela. Mas, a exatos quatros meses isso mudou. Harry se viu solteira do dia pra noite após um relacionamento de dois anos — não se assustem, o término foi decisão dela, mas isso não tornava as coisas mais fáceis.
Após esses meses solteira, jurando iniciar seu processo de auto conhecimento, Styles caiu no encanto do ser mais cafajeste de todo o campus universitário: Louis Tomlinson. Tudo começou com eles sendo dupla em um trabalho de biologia — o destino que escolheu, Harry não tinha desejos por Tomlinson, parceiro de time do seu ex. Após alguns encontros para estudar a sós, os dois deixaram os livros de lado e passaram a estudar anatomia nos próprios corpos e desde então eles estavam ficando casualmente, contrariando todos os princípios e processo de autoconhecimento estabelecidos por Harry.
Mas qual é, se coloquem no lugar dela. Imagina o cara mais desejado de todo o campus e capitão da equipe de futebol te dando moral. Quem resistiria? Tomlinson é um gostoso, sabe disso e usa ao seu favor. Harry tem a carne fraca e necessidades a serem saciadas. É uma troca fácil, não a julguem.
E outra, experimentar um casual uma vez na vida também não faz mal a ninguém, né? É a convicção que Harry gostaria de ter.
HARRY STYLES
É sexta-feira à noite, acabei de sair do estágio, meu único desejo é relaxar, mas com a companhia de alguém específico. Gostaria de chamar Louis para cá, mas não posso me deixar levar por esses sentimentos. Tomlinson é só um gostoso que fico casualmente, se eu mandar uma mensagem ele vai me achar grudenta e essa é a última impressão que eu quero passar.
Entro em casa acendendo as luzes e percebo que não há uma alma viva, fora a minha. Me lembro que a minha amiga comentou que iria ao jogo hoje. Será que já acabou? O time ganhou? Louis está feliz?
Me controlo para não mandar uma mensagem para Louis, mas posso enviar uma a Sara. Ela é minha melhor amiga, mora comigo e namora um dos jogadores, jamais desconfiaria da minha real intenção. Aliás, ninguém sabe dos meus encontros com Tomlinson, e eu acho melhor assim. Não quero ouvir conselhos sobre eu não gostar de casual e ele, pelo contrário, detestar relacionamentos sérios.
“Ei, Sara! Ta aonde?” digo após ela atender no terceiro toque.
“Oi, amiga! Já chegou do estágio? Estou aqui no pub perto do campus. Vem pra cá!” grita por cima da música barulhenta de fundo.
“Estou um pouco cansada, não sei se vou. Quem está aí?” pergunto como quem não quer nada.
“Os meninos do time, líderes de torcida e algumas pessoas de fora.” ela diz em meio ao barulho.
“O time todo? Tipo Zayn e o resto?” tento arrancar alguma coisa. Se Louis não estiver lá não me interesso em ir.
“Quase todo.” ela diz fazendo uma pausa. “Zayn, Henri e Chris estão me desafiando para um beer pong. Jude, Zak e Justin jogam sinuca. As meninas estão dançando.” sinto pena de fazer esse interrogatório com minha amiga quando ela grita mais uma vez por cima da música para conseguir ser ouvida, mas preciso saber de Louis. Preciso mesmo? Ou só me sinto insegura? Tá, não importa. Quero saber.
Eu sei que estou bancando a namorada controladora, mas não posso evitar. Ainda mais quando ela não cita o nome dele.
“Só esses estão aí? O capitão do time não foi?” tento soar casual. Merda! essa palavra está sendo muito usada no meu vocabulário.
“Você acha que ele perderia uma festa? Tá sentado no sofá com uma loira doida pra pular no colo dele” ela fala rindo sem nem imaginar a raiva que subiu pelo meu corpo. “Amiga, não consigo passar o relatório completo de quem tá aqui, mas relaxa, o merda do Aaron não está. Vem logo. Beijo!” rio com a breve menção do meu ex, mal sabendo ela que eu já me esqueci da existência dele.
Sara nem me dá a chance de contestar e já desliga, mas eu não a julgo. A única coisa que se passa na minha mente é a informação de Louis com uma loira. Sério. Eu sei que ele não presta, mas poxa, estávamos juntos ontem. Custava me avisar da festa?
[...]
Tomo um banho tentando decidir o que fazer. Gostaria de ver com meus olhos Louis com uma loira para tirar minhas próprias conclusões. Mas, sério, preciso mesmo me submeter a isso? Eu não sou namorada do cara. Além disso, não quero que ninguém saiba do nosso caso, não posso entrar no pub e derramar um copo de cerveja na cabeça dele o chamando de babaca.
Contudo, decido mostrar a ele exatamente o que está perdendo me trocando por uma loira qualquer. Não vou mentir, me sinto magoada por estarmos ficando a umas semanas e hoje ele estar fazendo isso. Ok, não conversamos sobre exclusividade e nem prometemos nada, mas ele me disse que estava ficando só comigo, inclusive, passamos os últimos finais de semana e alguns dias juntos, além do sexo tínhamos conversas profundas. Louis é muito mais do que deixa transparecer. Não acredito que ele tenha encontrado outras meninas esses dias. Ou encontrou? Isso não importa mais, pensando no agora, definitivamente me incomoda o fato de que ele esteja com outra pessoa hoje, enquanto poderia estar comigo. A gente se dá bem, não estou me sentindo iludida, ele é sincero e não me prometeu nada, mas poxa, me sinto um pouco mal. No entanto, não me sinto enganada, eu sabia com quem estava me envolvendo quando comecei isso. Louis Tomlinson pega todo mundo. Ponto-final. Meu ego, no entanto, se recusa a aceitar isso, o que é a razão pela qual, uma hora depois de saber da notícia, estou saltando de um uber na frente do pub.
Meu sobretudo me aquece e esconde a roupa escolhida, enquanto aproximo da porta do bar, repasso meu plano de ação. Dois alunos saem, e fico satisfeita quando ambos param para dar uma conferida em mim. Rá. E isso porque a aprovação deles se baseou unicamente na minha maquiagem e no cabelo “me coma”. Provavelmente estariam salivando se vissem o que há debaixo do meu casaco.
Antes de entrar definitivamente, enviei uma mensagem a Sara avisando que cheguei e ela responde que está na sinuca. Inspirando fundo, ando em direção a ela abrindo caminho em meio à multidão. A música vibra no chão sob meu coturno, à medida que passo pelas mesas à esquerda e sigo em direção ao corredor que liga o salão principal à sala de jogos. Tem mais uma meia dúzia de mesas baixas e altas nessa parte do bar. Vejo minha melhor amiga imediatamente. Está conversando com Chris e Zak, enquanto Zayn, seu namorado, contorna uma das mesas verdes segurando um taco de bilhar. Com uma garrafa de cerveja na mão, Algumas pessoas assistem ao redor da mesa a disputa de Zayn e Jude.
Rodo meu olhos pelo lugar uma segunda vez e finalmente avisto Louis, praticamente escondido num canto, conversando com a tal loira. Ela é bonita e com certeza muito gostosa, não dá para negar, mas sou mais eu.
Desabotoo o casaco, tiro e seguro debaixo do braço. Entao arranjo minha postura e de cabeça erguida caminho até a mesa de sinuca. Um assovio corta a música, cortesia de Justin, que surge do nada.
“Nossa”, ele me dá uma cantada. “Você tá deslumbrante!” Seus olhos azuis me inspecionam. “Qual é a ocasião?”
Sorrio, timidamente. “Nada especial, só quis me sentir bonita.”
Sara suspira. “Amiga, você tá mais do que bonita. Acho que todos os homens do bar estão te olhando.” Dou de ombros. Só estou preocupada com um olhar em particular. Será que Louis já reparou em mim?
“E aí, como foi o jogo?”, pergunto a Justin mudando de assunto. “Ganhamos!” “Legal. Vocês merecem.” Por ter namorado um jogador, ter uma melhor amiga que namora um jogador e ter um caso com o capitão do time sei que eles estavam se esforçando muito para conseguir mais vitórias. Louis me confidenciou algumas vezes como estava chateado com as derrotas no início do ano.
“Ganhamos de um time de segunda divisão, mas já é melhor do que nada.”
“Ei, Justin!”, grita Zayn. “Vem ver eu amassar o Jude nessa!”
“Licença, meninas. Preciso zoar meus amigos.” Ele se afasta.
Sara aproveita para se aproximar e me examinar mais uma vez. “E aí, isso significa que está pronta para encontrar um namoro de novo?” Sorrindo, ela aponta para a minha roupa, que, para ser sincera, não diz exatamente quero namorar. O cropped até meu umbigo e a saia preta curta não dizem muito está mais para me coma. A maquiagem esfumada realça meus olhos verdes. Não é muito o que estou acostumada, mas gostei do resultado e me sinto bem.
“Não, tô só vendo como me saio nessa vida de solteira.” Seu sorriso se alarga. “Bem, você é legal e linda, todos os homens estão babando. Está se saindo muito bem.”
Fico tensa, de repente, ao ver de canto de olho Louis se aproximando. “Tá bonita hoje, hein, gata”, diz, descontraído. Mas ouço o tom de rispidez em sua voz, e seu descontentamento é inconfundível. O que é um absurdo, qual motivo ele tem para ficar irritado? Não era eu que estava me agarrando com outro.
“Obrigada. Quem é a sua amiga?”, pergunto com falsa indiferença.
Ele faz cara de quem não entendeu. “Ahn?” Aceno com a cabeça na direção da loira, que está nos avaliando com visível suspeita. Não acredito que Louis ainda tem a ousadia de agir como se não a conhecesse. Acabei de ver os dois conversando.
“Ah”, responde ele. “Tracy? Tiffany? Não perguntei o nome.” Claro que não, ele não se interessa por nomes.
“Tessa”, Sara responde. “Está na minha aula de história e é louca por você. Vive pedindo para eu arranjar um encontro duplo.” Minha melhor amiga comenta. “Fui obrigada a avisar que você não é tudo isso que dizem que é.” Concordo.
“Tem razão. Sou melhor.” Mesmo ao protestar, Louis não tira os olhos de mim.
“Vou pegar uma bebida.” Me afasto dos dois.
“Ótima ideia”, diz Louis, numa voz excessivamente alegre. “Também tô com sede.”
Finjo que não escutei e saio andando, mas sei que ele me segue. Tento caminhar o mais rápido possível abrindo caminho entre as pessoas. Não quero conversar com Tomlinson. Me sinto um pouco patética. Não sei o que estava esperando, mas não foi isso. A única coisa que consegui foi ficar ainda mais tensa e irritada do que antes.
De repente, sinto uma mão segurar meu braço seguido de um calor em minhas costas. Os lábios de Louis roçam o meu ouvido, e ele diz ríspido: “Se veio aqui pra me provocar, tá funcionando.” Abusado. Fecho a cara. Giro o corpo e o encaro de frente.
“Ao contrário do que você pensa, o mundo não gira ao seu redor.” Só que ele tem razão. Foi por isso que vim, e agora me sinto uma completa idiota, porque não sou o tipo de garota que faz joguinhos. Deveria ter ficado em casa. O estágio me deixou de mau humor, e acabei deixando a ideia de Louis com outra pessoa me transformar numa personagem desesperada de uma comédia romântica.
Me arrumei toda para chamar atenção de um cara que não merece. Isso não faz o meu tipo. O que está acontecendo? O que Louis Tomlinson fez comigo? Tento ignorar meus pensamentos e puxo meu braço de volta enquanto Louis me fita, sigo andando até o bar.
“Um fitzgerald, por favor.” Já que estou aqui, irei aproveitar, porque... por que não? Posso muito bem seguir adiante com a imagem que criei. Trouxe uma bolsinha de festa preta, mas quando abro para pegar o dinheiro surgem três mãos diferentes brandindo notas de vinte dólares no ar. “Pode deixar…” “Eu pago…” “Deixa eu te pagar uma bebida…”
Sei que não sou feia, mas como estive sempre em relacionamentos não tenho o costume de homens me cantando. Isso me surpreende um pouco, mas faz bem ao meu ego. E pelo visto, só ao meu. Sinto novamente um calor atrás de mim e sei que é Louis. Ele solta um barulho alto e irritado, tirando o dinheiro da própria carteira e entregando diretamente ao barman.
“Deixa comigo”, diz, bruscamente. Então encara meus outros pretendentes, que desviam os olhares.
“Vai fazer xixi em mim agora para marcar território?”, chio para ele. Seus olhos se acendem. “Não sei… deveria? Não estou te reconhecendo, Harry.”
“Estou normal.” Pego a bebida que o barman me oferece e me afasto depressa do bar. Louis continua em meu encalço, então ando mais rápido, e, quando nos aproximamos de nossos amigos mais uma vez, respiro, aliviada. Certo. Agora ele não pode mais ficar enchendo o saco com perguntas.
A tal Tessa não demora a se juntar a nós, e me sinto mais tensa quando envolve suas garras no antebraço nu de Louis. Os braços dele estão perfeitamente à mostra nesta na regata preta, meio cavada, que usa. Os mesmos braços que estavam me prendendo contra a cama na outra noite, quando ele estava se movendo dentro de mim.
Dou um gole em minha bebida e tento prestar atenção na conversa do grupo para dispersar as lembranças impuras. Falho miseravelmente. Não consigo focar no que meus amigos dizem enquanto a loira está em cima de Tomlinson igual um urubu. Correndo as unhas feitas para cima e para baixo ao longo do seu braço tatuado. Acariciando seus bíceps. Inclinando-se para sussurrar algo em seu ouvido. O que me conforta é que ele não parece notar Tessa colada nele. Seus olhos estão fixos em mim, e cada vez mais penetrante.
Saboreio minha bebida e passo a hora seguinte fazendo o máximo para ser social. Mas estou só ficando mais e mais irritada, comigo mesma por ter vindo até aqui. Escalei Louis indevidamente para um papel que ele não deveria estar interpretando. Ele não é meu namorado. Eu não deveria ficar chateada por ele conversar com outra garota.
Aliás, só para constar, ele não parece muito interessado nela. Checo algumas vezes e em todas ele está dando atenção ao celular enquanto ela fala igual uma matraca.
Minha bolsa não para de tremer, o que me diz que ele provavelmente está me mandando mensagens. Mas meu telefone permanece na bolsa, porque estou ocupada demais lidando com a constatação de que, aparentemente, sou inútil sem um namorado. Sou… codependente? É essa a palavra certa? E foi por isso que fiquei adiando o término com Aaron? Porque não consigo ficar sozinha? Também tive um namorado durante todo o ensino médio… Certo. Talvez eu esteja exagerando. Só porque sempre tive um namorado não significa que tenho problemas, significa? Gosto de ter namorado. Gosto de andar de mãos dadas, beijar, ficar abraçadinha e ter para quem contar como foi o dia. Isso não significa que preciso de um o tempo todo. Talvez eu só seja péssima em ter casos. Tenho certeza que muitas outras mulheres têm dificuldade em separar sentimentos de sexo. Ainda assim, tudo isso é muito desanimador.
Pra mim já chega, está na hora de ir embora. Não estou prestando atenção a uma palavra do que ninguém está dizendo, e agora meio que quero ir para casa e pesquisar “codependência” no Google, para ver se posso me auto diagnosticar. Mas antes quero fazer xixi, então peço licença e caminho na direção do banheiro.
Nem me preocupo de conferir se Louis está me seguindo, porque sei que está. Eu o vi, de rabo de olho, saindo de perto de Tessa no momento em que me afastei da mesa. Para minha frustração, a fila do banheiro feminino é inaceitavelmente longa. Não, não vou esperar trinta minutos para usar o banheiro. Não estou com tanta vontade assim. Mas sei que, se voltar, provavelmente vou dar de cara com Tomlinson.
Sigo em frente, em direção à saída de emergência. Já saí por aqui antes, então não imagino que o alarme vá disparar, e não dispara. Assim que alcanço o beco nos fundos do pub, o ar frio envolve minhas pernas e braços nus. Visto o casaco depressa, no mesmo instante em que a porta se abre e Louis passa por ela.
“O que está fazendo aqui?”, pergunto a ele. Ele expande as narinas puxando o ar. “Quero conversar.”
“Tô indo pra casa.” digo seca.
Me atrapalho com o fecho da bolsa. Preciso chamar um uber e avisar Sara que já fui. Louis toma a bolsa da minha mão, com um palavrão irritado. “Quer devolver a minha bolsa?”, exijo.
“Não. Não até você me explicar por que tá brava comigo.” Ignoro o encarando esperando para ter minha bolsa de volta.
“Para de agir feito uma criança e fala logo”, ordena ele.
“Por que você não vai procurar a Tessa?”, sugiro, feito uma criança. Parabéns, Harry. “Tenho certeza de que ela vai ficar muito feliz de falar com você. Com sorte, ela pode até enfiar a língua de novo na sua goela.”
Momentaneamente ele parece paralisado. Então começa a rir. “Isso é ciúme, Harry?”
“Não é ciúme”, respondo friamente. “Só não esperava que você estaria com outra na primeira oportunidade que teve de não ir em minha casa.” Louis parece desentendido.
“Não combinamos de ser exclusivos, combinamos?” Sinto o rosto esquentar. Que ódio. Ódio dele. Ódio de mim, por ter dado a ele o poder de me fazer sentir tão… tão… Deus, nem sei como estou me sentindo agora.
“Não, Louis. Mas eu achei que você não seria tão cafajeste. Me enganei, esqueci com quem estava ficando” digo de uma vez sentindo meu olho lacrimejar por estar mostrando vulnerabilidade a um canalha.
“Não fiquei com ela.” ele diz seco.
“Não depois que eu cheguei, né, porque antes ela estava quase no seu colo”
“Ela tentou algo sim. Eu falei que não estava interessado.”
“Falou?” Minha indignação vacila, mas me forço a não amolecer. Não importa o que Louis fez ou deixou de fazer. Já deixei esse caso caminhar numa direção na qual não estou confortável, e agora é hora de voltar para o caminho certo.
“É, falei”, retruca ele, “porque ao contrário do que você acredita, não sou um cafajeste babaca. Eu só não te chamei hoje porque não conversamos, imaginei que estaria cansada.”
“Bem. Acredito em você.” Engulo em seco. “Posso ir agora?” Tento pegar minha bolsa, mas ele a mantém fora do meu alcance.
“Você ainda tá chateada comigo”, diz, categórico.
“Não estou.”
“Sou o rei da mentira, gata, sei direitinho quando alguém tá querendo me enganar”, retruca ele.
“Tá dizendo que essa historinha de que ‘ela estava tentando e você negou’ é mentira?”, revido.
“Não, tô dizendo que…Porra...” Ele expira lentamente. “Tô dizendo que você não vai embora até me explicar o que tem de errado. E quer saber? Se alguém deveria estar chateado agora, sou eu.” Meu queixo cai.
“Como assim?” pergunto desentendida
“Faz quase um mês que só fico com você, só transo com você, só penso em você”, diz Louis, sombrio. “Os caras estão até me zoando falando que eu estou broxando por não estar transando, negando fodas e farras todo final de semana só pra ficar com você. E depois disso tudo você chega aqui toda linda me acusando de ser babaca e cafajeste.”
“Eu… Eu… argh, cansei disso.” As palavras saltam da minha boca antes que eu possa detê-las. “Esse caso acabou, tá legal? Já chega.”
Os ombros de Louis se enrijecem numa linha severa. “Por quê?”
“Porque tô falando que acabou.” digo impaciente, desviando o olhar.
“E eu não tenho direito a uma opinião?”
“Não.” digo cruzando os braços.
“Até parece”, rebate ele. “Você não pode simplesmente terminar tudo assim sem me dar um bom motivo.”
Uma sensação de impotência invade minha garganta, porque não tenho um bom motivo. Ele foi quem me salvou nesses meses ruins, me livrou de voltar para um relacionamento falido, me distraiu e cuidou de mim nos dias de exaustão. Dito em voz alta, isso soaria louco. Mas me conheço. Posso me ver caindo na armadilha do namorado, e preciso sair dela antes que a coisa se feche e estraçalhe meu pobre coração impotente.
“Você tá dizendo que não se sente mais atraída por mim? É isso?”
“Não, não é isso. Você sabe que me sinto. Mas…” tento explicar.
“Mas nada.” Ele se aproxima, e minha respiração fica presa nos meus pulmões. Seus olhos estão ardendo, suas feições, torcidas num olhar feroz. Nunca vi Louis irritado antes. Ele fica incrivelmente mais gostoso.
“Que tal recapitular o que aconteceu essa noite, hein?” Num piscar de olhos, estou contra a parede de tijolos, e sua boca está a centímetros da minha, sua mão se emaranha em minha nuca subindo para o cabelo. Estamos meio que escondidos entre uma pilha de caixas de leite e uma caçamba de lixo que, por sorte, está vazia. Não que isso fizesse diferença, porque, mesmo que estivesse transbordando, eu ainda não seria capaz de sentir outra coisa que não o cheiro forte e masculino de Louis. Toda vez que inspiro, a fragrância viciante deixa meu cérebro mais e mais aéreo.
“Você ouviu que eu estava no bar com outra garota e ficou com ciúme. Acertei?” Cerro os dentes. “E aí ficou apavorada porque teve ciúme, não foi isso? Continuo no caminho certo?” Fico em silêncio, e ele prende meu queixo com a mão. “O que tá se passando nessa sua cabecinha linda? Acha que isso significa que você vai se apaixonar por mim? Que, porque me quer só para você, vamos ser exclusivos, casar e ter filhos?” Seu tom zombeteiro me irrita.
“Deixa de ser idiota.” Ele me ignora.
“Bem, isso não significa nada, gata. Você ficou com ciúme. Grande coisa. Tem noção do ciúme que eu tô sentindo agora? Acha que gosto de ver todos os homens do bar babando nos seus peitos e enfiando a mão no bolso para reorganizar a ereção que você provocou aparecendo aqui vestida assim? Quero arrancar fora os olhos deles só de terem olhado pra você.” Ergo o rosto para ele, surpresa.
“Verdade”, Louis me diz. “Mas eu tô perdendo a cabeça por causa disso? Não, porque isso não significa nada. Só que a gente ainda fica excitado um com o outro.” Ele enfia a coxa entre as minhas pernas, se esfregando em mim de forma que posso sentir sua ereção.
“Ainda te excito, não é?” O volume rígido pressionando minha barriga me distrai, me impedindo de responder. Sinto a calcinha ficando úmida. Nossa, estou ridiculamente molhada. E meus mamilos de repente estão incrivelmente sensíveis e doloridos contra o tecido da blusa.
“Tudo bem. Não precisa responder. Sei que ainda te excito.” Seus lábios tocam minha orelha, provocando uma onda de arrepios. “Se eu enfiar a mão debaixo dessa saia agora, nós dois sabemos o que vou descobrir. Que a sua boceta tá mais molhada do que nunca.” Não consigo respirar. O ar sumiu totalmente. Louis está roubando todo ele com suas provocações. E suas mãos estão despindo meu casaco dos ombros. Fico imóvel, fascinada demais pelo brilho de seus olhos azuis. Ele deixa meu casaco cair na calçada suja, em seguida levanta a minha saia e me segura por entre as pernas.
A onda resultante de prazer é o que me faz despertar do transe. Estamos em público, caramba, mas Louis não parece se importar. E, embora esteja frio aqui fora, seus dedos estão surpreendentemente quentes ao passar sob o elástico da minha calcinha. Rindo, ele esfrega a umidade que encontra ali.
“Isso. Foi o que eu pensei.” Está zombando de mim de novo, e minha indignação volta a todo vapor.
“Deixa de ser metido”, murmuro. “Eu ficaria molhada com qualquer um me esfregando desse jeito.”
“Até. Parece.” Seu polegar roça o meu clitóris. Minhas pernas fraquejam.
“Sou eu. Você me quer.” Louis enfia um dedo dentro de mim, e meus músculos internos me traem, apertando-se em torno dele.
“E, enquanto essa bocetinha faminta continuar pingando por mim, a gente não acabou.” Não sei se é possível, mas amoleço mais ainda em seus braços. Ele está me apalpando pra valer agora. O prazer é insuportável, concentrado entre minhas pernas, pulsando em minhas veias. Não consigo pensar em outra coisa.
“Louis…” De alguma forma, me lembro de como falar. “Qualquer um pode passar aqui”, alerto.
“Ótimo. Que passem. Que vejam como você é safada.” Meu gemido é tão alto que chega a ser embaraçoso. Louis enfia outro dedo e mexe os dois dentro de mim, curvando-os até atingir um local que faz pontinhos brancos surgirem em minha visão. Rebolo contra sua mão, enquanto sua boca está grudada na minha em um beijo molhado. Abandonando qualquer protesto recebo avidamente o que ele me oferece.
“Que tal dar um show completo? Quer que eu te coma aqui, contra a parede?” Minha visão fica embaçada. Seus olhos estão brilhando de desejo inconfundível. Sua mão livre paira sobre o zíper da calça. Ele inclina a cabeça, esperando a minha resposta. Não sei que feitiço esse cara lançou sobre mim, e sei que eu deveria afastar essa mão. Dizer a ele para deixar a calça fechada e parar de ser babaca. Estamos em público. Qualquer um pode nos ver. Então por que meu coração está batendo ainda mais forte? E por que estou baixando a cabeça para dizer que sim? Vejo um lampejo de aprovação em seus olhos acompanhado de um sorriso ladino, juntamente com uma dose de tesão pura.
Seus dedos saem de mim, e ele me vira de frente para a parede. Fico tensa ao ouvir vozes abafadas se aproximando da rua que passa além do beco. Já ouvi boatos de Louis ser um exibicionista e isso em excita. Mas, e se formos pegos? E se formos pegos por um policial? As pessoas vão para a cadeia por isso, não vão? Sinto o hálito quente de Louis no pescoço, enquanto ele levanta minha saia até a cintura. O frio da noite deixa as minhas coxas arrepiadas.
Tenho que interromper isso. Talvez. Quem sabe. Mas não o faço. Ouço o som de uma embalagem de plástico se rompendo, o barulho de roupas sendo remexidas, e sua ereção desliza entre as minhas nádegas. Seu membro se aproxima mais e mais até a ponta cutucar a minha boceta. “É melhor gozar logo”, sussurra Louis chupando meu pescoço, enquanto sua mão desocupada entra por minha blusa apalpando meu seio.
“Você me deixou com tanto tesão que não vou durar muito.” Não sei se vou durar mais que uns segundos. Meu clitóris está tão inchado que é uma agonia. Meus seios também. Nunca dei uma rapidinha do lado de fora de um bar antes, e tudo sobre esse momento é diferente, emocionante e apavorante. O elemento adicional de perigo, o risco de alguém nos ver, transformou meu corpo num fio desencapado à espera só de uma faísca para inflamá-lo. E a faísca vem na forma de uma investida profunda de Louis. O grito que irrompe com o meu clímax é interrompido por sua mão, cobrindo a minha boca.
Para alguém que acabou de me provocar por dar um showzinho, ele está subitamente consciente do nosso ambiente. Eu, por outro lado, nem lembro em que continente estamos. Depois de uma série de estocadas, o orgasmo sai de meu corpo e me deixa sem fôlego. Afundo-me no pau de Louis com espasmos incontroláveis, e ele solta um gemido quase inaudível e enterra a cabeça entre meu pescoço e o ombro, entrando em mim por trás.
Ele não estava brincando. Goza tão rápido que não sei se devo ficar impressionada ou provocá-lo sobre isso. Entra em mim uma última vez e treme violentamente, as mãos apertando meus quadris com força. Também estou tremendo, mas não sei se é por causa do orgasmo ou do vento frio em minha bunda.
Quando vozes mais altas cortam o silêncio, me afasto de Louis e baixo a saia sobre minhas coxas. Uma espiada por sobre a caçamba de lixo revela um grupo caminhando na calçada. Ninguém parece notar o beco.
Visto o casaco depressa, enquanto Louis enfia o pênis ainda duro dentro das calças. Ele joga a camisinha no lixo e me lança um olhar cauteloso.
“O que foi?” Minha voz não soa como a minha voz. Está mais rouca que o normal. Seu olhar percorre o meu corpo da cabeça aos pés antes de se fixar nos meus olhos.
“A gente não acabou”, diz, rispidamente.
Mordo a parte de dentro da bochecha e digo: “Eu sei.”
❤️🔥 Continua...
*Adaptação feita por mim de um capítulo do livro O Jogo - Elle Kennedy.
Esta estória se passa na dacada 20 e nos dias atuais
Harry como garota cis
Leve BDSM
8k de palavras
Desuso de camisinha
Me perdoem qualquer errinho
Boa leitura!
Em meados de 1928, mais precisamente em dezembro, uma época em que o frio congelava até os dedos dos pés, fortes ventos ameaçavam uma pequena cidade no interior de Londres. As pessoas eram vistas fazendo compras de decorações e presentes, organizando-se para celebrar o Natal; as crianças corriam e brincavam no parque ao lado. Cada um ocupando-se de si.
No entanto, em um local escuro, no ponto alto da cidade, havia uma presença que observava a movimentação das pessoas, à procura de sua próxima vítima. Olhando minuciosamente, ele notou uma mulher distraída no celular, usando fones de ouvido. A poucos metros atrás dela, um homem movia-se estranhamente veloz, vestindo um moletom preto com capuz que cobria boa parte do seu rosto, olhando para os lados, certificando-se de que estavam sozinhos.
À medida que o homem se aproximava da mulher, a silhueta escura movia-se rapidamente pelas sombras, de forma que quem olhasse não seria capaz de acompanhá-lo. O homem acelerou os passos, retirou um lenço do bolso e o segurou, voltando seus olhos mais uma vez ao redor, confirmando se não havia ninguém nas proximidades.
Quando estava prestes a executar seu plano, algo o puxou para cima com uma força inexplicável, rapidamente impedindo-o de gritar quando sentiu sua boca ser bloqueada por uma mão grande e pesada. Ele tentou descobrir quem estava o prendendo pela gola, mas, devido à escuridão da noite, sua visão era inferior e isso o deixou aterrorizado.
— P-por favor, deixe-me ir… — o homem implorou. — Juro que nada direi a outra pessoa!
— Tsc, tsc. Realmente pensas que sou ignorante a ponto de não saber o que estava tramando? — indagou uma voz rouca. — Perseguindo a jovem, e agora implorando por misericórdia?
O dono da voz caminhou até uma fonte de luz e, finalmente, revelou seu rosto. No entanto, algo chamou a atenção do bandido, intrigando-o e apavorando-o ainda mais: os olhos vermelhos intensos que o encaravam como se ele fosse uma presa – talvez realmente fosse. A criatura abriu a boca e os caninos pontiagudos emergiram.
O bandido congelou por inteiro, aterrorizado, murmurou repetidos pedidos de piedade e garantiu que não voltaria a se meter com ninguém.
— Sabemos que isto não passa de uma mentira — a criatura zombou. — E permita-me ser franco: não tenho piedade por canalhas, mas a fome que sinto é imensa.
O semblante da criatura tornou-se animalesco e seus dentes afiaram-se, enquanto proferia a seguinte frase:
— Bon appétit — e cravou os dentes na jugular do homem.
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— Você acredita que conseguirá fazer isso? — Niall questionou durante a ligação.
— Sim, sem dúvida! Tenha mais fé em mim, Nialler — Harriet afirmou em falsa descrença.
Harriet sabia desde a infância que seria jornalista ou algo do gênero. Sua mãe sempre a incentivou a perseguir seus sonhos, e após muitos anos esforçando-se e obtendo boas notas na escola, ela conseguiu ingressar em uma faculdade prestigiada. Entre tantas dificuldades e horas sem dormir, ela finalmente se graduou. E atualmente, aos 24 anos, trabalhava em uma emissora como jornalista investigativa, apresentando seu próprio programa em horário nobre.
Isso nos conduz a este momento em que Harriet conversava com seu colega de trabalho e melhor amigo, Niall. Ambos se conheceram quando ela estava na sala de espera da emissora, à espera de ser chamada para uma entrevista, e por coincidência, ele também estava aguardando para ser entrevistado. Durante o período de aguardo, começaram a trocar ideias e perceberam que compartilhavam muitos interesses em comum. Trocaram números de telefone e continuaram a conversar diariamente, comemorando juntos quando receberam um e-mail informando que haviam sido contratados.
— Não é que eu não confie em você, mas é que sei lá… — disse Niall, em tom de indecisão. — E se essa história for verídica? Não confio que você vá para uma cidade desconhecida à procura de uma pessoa, ou o que quer que seja isso, sozinha.
— É uma pena que você não poderá ir comigo, mas relaxe, Nini. Eu o avisarei a cada passo que der.
— Mesmo assim, ainda me preocupo.
Harriet não poderia mentir que estava tranquila ao ter que viajar sem seu melhor amigo. Em um determinado dia, Lauren, sua chefe, a chamou ao seu escritório para informar que ela precisaria deslocar-se até uma pequena cidade por aproximadamente uma semana, pois naquela pacata cidadezinha existia uma lenda que os moradores contavam. Como era de se esperar, existiam várias versões. Alguns dizem ser uma criatura que aterrorizava todos, outros diziam ser um homem misterioso, mas nunca houve vestígios de suas características.
Enquanto discutiam sobre a viagem, ela organizava suas malas, dispondo o que era mais importante para os dias que visitaria, priorizando agasalhos, meias e botas, pois havia a possibilidade de nevar.
Ao terminar de arrumar a mala, ela verificou se não havia esquecido de nada e, ao confirmar que não, fechou a mala com grande facilidade e rapidez.
Harriet partiria para o aeroporto às 9h do dia seguinte, sentindo-se extremamente ansiosa, não entendendo se era por estar viajando sozinha ou por seu lado investigativo, ansiando por desvendar mais uma história. Apesar desse sentimento, ela seguiu sua noite como podia, pediu comida e assistiu um filme, permitindo que o tempo avançasse. Ao verificar o relógio, já passava das 23h. Revisou sua bolsa, certificando-se de que possuía seus documentos e passaporte. Pouco tempo depois, ela estava deitada em sua cama, preparando-se para dormir, e aproveitou para carregar seu celular, apagando o abajur durante o processo.
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Harriet olhava constantemente para seu relógio, verificando o horário ansiosamente à medida que os minutos passavam, suas cutículas que o digam. Ela aguardava a chegada do jato da empresa, o que não demorou muito, até que um dos funcionários a conduziu até a área de embarque. Alguns minutos depois, ela já estava a bordo, enviando mensagens para sua mãe, Niall e sua chefe, enquanto esperava a decolagem do jato, e quando o fez, Harriet soltou o ar que nem sabia que estava segurando.
A aeronave aterrissou às 13h e, ao calcular o tempo necessário para ela descer do jato, pegar suas malas e se encontrar com o motorista designado para conduzi-la até o hotel, levou em média uma hora, com alguns minutos de espera para efetuar o check-in.
Quando finalmente chegou ao seu quarto, ela soltou um suspiro exausto, atirando-se na cama, sentindo suas costas e pés latejarem. Harriet agarrou seu celular e comunicou a todos que já estava no hotel, devolvendo-o à sua mesinha de cabeceira, decidindo tirar um cochilo antes de iniciar o trabalho.
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Ao acordar, não demorou para se levantar, dirigindo-se ao banheiro para realizar todas as suas necessidades básicas, aproveitando para tomar um banho. Ao sair do banheiro, ela foi até a sua mala e pegou roupas quentes para vestir, não se esquecendo da bota e do gorro. Harriet agarrou sua bolsa, seu bloco de notas e caneta, saindo do hotel para buscar mais detalhes sobre a tal criatura misteriosa.
Caminhando pela cidade, ela admirava como era movimentada e bem iluminada. As pessoas a olhavam com um ar de curiosidade e algumas até a cumprimentavam, dando a ela a oportunidade de obter informações sobre a lenda. Após muita discussão, ela descobriu que a coisa só atacava à noite e, surpreendentemente, os indivíduos que desapareciam eram assassinos, ladrões, todos com antecedentes criminais. Tudo isso já era do seu conhecimento, mas o que a deixou intrigada foi uma senhora que comentou sobre uma mansão luxuosa um pouco afastada da cidade, habitada por um homem bem-sucedido. Não se sabia o que ele fazia ou como seu rosto se parecia. No entanto, ela não era tola e pediu imediatamente o endereço do local, porém foi alertada pela idosa para ter cautela.
— Sabe… desde pequena eu ouço a respeito da lenda da criatura que ataca à noite, mas nunca tive a coragem de me aproximar daquele local — a idosa aparentava estar amedrontada. — Por isso, peço encarecidamente que não vá à noite e tome muito cuidado com o Monstro da Noite.
Mesmo sem entender direito, ela concordou silenciosamente e agradeceu à senhora que apenas acenou e se afastou lentamente. Harriet achou incomum a mudança de humor da idosa, mas optou por ignorá-la por enquanto, decidindo alugar um carro para as semanas que passaria ali. Pouco tempo depois, ela deixou a locadora de veículos e se dirigiu até a mansão mencionada anteriormente.
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Quando chegou ao local, ela observou a grande mansão de madeira escura, coberta por algumas árvores, proporcionando um ar misterioso. A construção aparentava ser antiga, porém bem preservada, com as gramas aparadas e uma fonte de água localizada na entrada da propriedade. Harriet deixou o carro, admirando cada canto do lugar enquanto dava passos lentos em direção ao grande portão de ferro, que curiosamente estava entreaberto. Como uma boa investigadora, ela se esgueirou entre as brechas, caminhando suavemente pela grama macia até alcançar a larga porta. Ela deu algumas batidinhas com os nós dos dedos na madeira, esperando que alguém aparecesse, o que não aconteceu após alguns minutos.
Ela estava pronta para buscar uma saída lateral, mas ao se distanciar da porta, de repente a estrutura de madeira se abriu, revelando um elegante hall de entrada, porém vazio. Harriet estava entre uma briga interna se deveria entrar ou não; no entanto, não pôde voltar atrás quando seu pé a traiu, atravessando a soleira da porta.
— Er… Olá? — ela proferiu, ouvindo o eco de sua voz e o barulho estalado que seus pés produziam ao caminhar pelos pisos de madeira. Ao olhar para os lados, notou os cômodos vazios e várias perguntas martelavam em sua mente: quem foi que abriu a porta para ela? Se alguém deixou o local, por que ele deixaria a porta destrancada? Deveria haver seguranças ali.
A cada passo que ela dava, um calafrio percorria sua espinha e uma sensação de estar sendo observada a fez inclinar a cabeça rapidamente em busca de alguém. Ela parou diante de uma grande porta e girou a maçaneta, revelando uma abertura, observando o interior da sala.
— Uau… — foi tudo o que conseguiu dizer, boquiaberta com o cenário daquela sala. Era um cômodo extenso, pouco iluminado, exceto pelo sol refletido pelas janelas, com enormes prateleiras que atingiam o teto, repletas de diferentes cores e tamanhos.
Perambulando pela sala, ela deslizava o dedo indicador pelas lombadas dos livros, até que avistou um em particular que despertou seu interesse. Harriet o tirou do lugar, observando sua capa. Tratava-se de um ‘livro’ de coloração verde, capa dura, sem título ou imagem visível, que mais se assemelhava a um caderno.
Ela depositou o ‘livro’ sobre a mesa e arrastou a cadeira para mais perto do móvel, acomodando-se em seguida. Soltou um suspiro profundo ao abrir o ‘livro’ e confirmou que de fato não possuía um título. Aquilo pareceu-lhe incomum, mas tirou as conclusões quando percebeu que se tratava de um diário.
Enquanto folheava o diário, ela descobriu que pertencia a um homem chamado Louis Tomlinson, nascido em 24 de dezembro de 1902, portanto, 26 anos a partir da data da última página do caderno.
Ela parou para raciocinar após atingir a metade do diário, sentindo-se muito curiosa e confusa ao mesmo tempo com o desenrolar da história.
Ao olhar para a janela, assustou-se ao ver que estava totalmente escuro lá fora. Ela pôs o diário em sua bolsa e caminhou pela casa, verificando novamente se estava completamente sozinha, pois ainda sentia como se estivesse sendo vigiada.
Ao chegar até a porta de entrada, Harriet ouviu ao fundo o barulho de algo se chocando contra o chão. Sentiu um arrepio na espinha, não se atrevendo a dar um passo sequer, pois sabia que os ruídos vinham da biblioteca. A única coisa que pôde fazer foi olhar em direção ao cômodo e notar uma sombra escura parada entre o batente da porta.
Como uma boa curiosa, ela resolveu investigar a origem do ruído, não sem antes ligar a lanterna que estava na bolsa. Em passos lentos, ela voltou novamente à biblioteca, examinando minuciosamente cada recanto do cômodo, terminando por não encontrar nada. No entanto, ao se aproximar da porta, um ruído se fez presente outra vez no local e, rapidamente, guiou a luz na direção do som, suspirando aliviada ao perceber que era um dos enfeites que havia caído de uma das estantes.
— Ufa! Pensei que fosse o Monstro da Noite, mas é apenas um brinquedo — Harriet pegou o objeto em sua mão e recolocou-o no lugar.
Ao virar-se para deixar a biblioteca, a luz da sua lanterna revelou a silhueta de um homem parado no batente da porta, assustando-a profundamente.
— Tua mãe nunca lhe advertiu sobre se meter onde não é chamada? — a voz rouca e grave cortou o silêncio como uma lâmina.
Harriet levou a mão ao peito, tentando estabilizar a respiração acelerada.
— E a sua nunca lhe disse para não assustar as pessoas desse modo? — ela retrucou, esforçando-se para manter a compostura.
A figura avançou lentamente pelo cômodo, os passos ecoando no piso de madeira, cada som mais opressivo que o anterior.
— O que traz uma bela jovem à minha propriedade? — indagou com frieza, arqueando uma sobrancelha. — Esta área não é aberta a visitas.
— Em minha defesa, eu bati na porta e ninguém respondeu. Quando estava prestes a ir embora, a porta simplesmente… abriu — Harriet deu um sorriso cínico, apesar do suor frio em sua nuca.
— E, ainda assim, ousou entrar? — ele rebateu, inclinando levemente a cabeça, estudando-a como um predador prestes a atacar.
— Sou jornalista. Curiosidade é parte do meu trabalho… ou da minha natureza. No fim, acho que foi a combinação dos dois — Harriet deu de ombros, tentando ignorar o desconforto crescente com sua proximidade, bem como o peso daquele olhar que parecia queimar sua pele de fora para dentro. Ele estava a pelo menos dez passos de distância quando ela o viu pela última vez, parado como uma estátua em meio à penumbra. Mas algo nela a impulsionava a encará-lo, mesmo contra o próprio instinto.
Com um movimento lento, virou apenas a cabeça e seus olhos se prenderam ao rosto dele, examinando cada detalhe como se buscasse decifrá-lo. E foi então que notou algo estranho – um brilho vermelho. Sutil, perigoso, dançando em suas íris azuis como uma faísca prestes a incendiar.
Harriet piscou, o coração martelando em seus ouvidos.
Eu vi aquilo... ou foi apenas coisa da minha cabeça?
No entanto, a dúvida se desfez em um instante, quando ela voltou a olhá-lo por completo e se deparou com algo que fez seu estômago despencar. O homem encontrava-se agora perigosamente próximo, a apenas três passos dela. Não havia som de movimento, nem sombra que denunciasse como ele havia cruzado a distância entre eles tão rapidamente. Ele estava simplesmente ali, como se tivesse se materializado.
A aproximação era esmagadora. O ar ao redor dele aparentava ser mais denso, quase tangível, carregado de uma energia que fazia os pelos da nuca dela se arrepiarem. Harriet sentiu seu coração vacilar por um momento, porém, ao invés de se afastar, ergueu o queixo, mantendo o olhar fixo nele.
— Curiosa e destemida... — o homem murmurou, exibindo um sorriso que era tudo menos reconfortante. Sua voz possuía um peso hipnótico, como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente esculpida para prender sua atenção. — Ou seria apenas teimosia?
— Diria que é determinação — Harriet respondeu, apertando a ponta da lanterna com a mão enquanto sua mente lutava para decifrar o homem à sua frente. — Talvez você não esteja acostumado a isso, mas eu não sou facilmente intimidada.
Ele avançou devagar, quase arrastado, as mãos nos dois bolsos de sua calça social, como se saboreasse o desconforto que provocava.
— A coragem pode ser tão perigosa quanto a ignorância, minha cara jornalista — falou o homem, as palavras pingando como veneno. — E aqueles que se inclinam demais sobre o abismo correm o risco de serem consumidos por ele.
Harriet sentiu o peso de sua presença intensificar-se. A distância entre eles parecia se estreitar ainda mais, apesar de ele não ter se movido.
— Então, devo presumir que você é o fogo? — ela retrucou, esforçando-se para não deixar sua voz tremer.
Ele inclinou levemente a cabeça, como se analisasse a pergunta, seus olhos cintilando com algo que ela não conseguia identificar.
Poder? Divertimento? Fome?
— Talvez eu seja a faísca... — murmurou o homem, sua voz tão baixa que parecia fundir-se ao ambiente. — Ou, quem sabe, algo muito pior. Deixo-lhe a sorte de descobrir.
Harriet não recuou, mesmo quando ele avançou mais um passo. Agora estavam tão próximos que apenas três passos dela seriam suficientes para que seus corpos se tocassem. A curiosidade pulsava em suas veias, superando qualquer temor. Ainda assim, era impossível ignorar a sensação de estar à beira de algo maior e mais ameaçador do que poderia compreender.
A racionalidade parecia ter abandonado Harriet naquele momento. Ao invés de se afastar, como seria prudente, duas vozes se opunham em sua mente: uma implorava para ouvir o que a velha mulher havia lhe dito, enquanto a outra insistia para que se aproximasse ainda mais, até que não restasse mais espaço entre ela e aquele homem.
Era intrigante como ele, um completo estranho, despertava nela algo tão visceral e intenso. Nem mesmo nos primeiros encontros com seus ex-parceiros sentiu tal curiosidade ou atração imediata.
— Se está tentando me assustar, sinto lhe dizer, mas você terá que se esforçar mais — Harriet provocou, mesmo que a adrenalina percorresse seu corpo como um aviso.
O sorriso do homem cresceu, revelando dentes impecáveis, porém algo nele era predatório.
— Não preciso assustá-la, Harriet... — ele disse, a voz como um sussurro mortal. — O que reside em ti já cumpre este papel por mim.
Ela sentiu o peso de suas palavras como uma bofetada. Ele sabia. Sabia que ela estava em conflito entre a racionalidade e o instinto, entre o desejo de fugir e a atração inexplicável que a mantinha aprisionada ali como nunca antes.
Harriet foi a primeira a se mover, a sensação esmagadora pressionando seu peito, sua consciência deixando-a surda por um instante. Por fim, suas botas ressoaram pelo chão como um aviso silencioso, ela parecia curiosa ao explorar mais o local.
O perfume do sangue de Harriet atingiu o homem como um golpe inesperado. Era um aroma singular, impossível de ser descrito por palavras mortais – uma mistura de doce e selvagem, pulsando com a energia vital que ele há muito tempo deixara para trás. Aquele aroma o envolvia, invadia sua mente como uma melodia hipnótica que insistia em tocá-lo em áreas que ele acreditava estarem esquecidas para sempre.
Ele observou enquanto ela caminhava pelo cômodo, cada movimento dela parecia intensificar aquele perfume, deixando-o ainda mais inebriado. Seus olhos fixaram-se na delicada curva do pescoço, onde a pulsação dela chamava sua atenção como um farol na vasta escuridão.
A mandíbula dele se contraiu, os caninos pressionando suavemente sua língua enquanto ele tentava controlar o desejo crescente de reivindicar o que o instinto indicava ser seu.
— Interessante — disse Harriet, sua voz firme, mas a ligeira hesitação na última sílaba não passou despercebida. Ela se inclinou parcialmente para ele, a postura tentando transmitir confiança. — Saber que, se esta residência não fosse cercada por mistérios e lendas sobre... seres que dizem não existir, poderia ser facilmente habitada.
O homem riu baixinho, o som reverberando como um trovão contido. Ele deu um passo à frente, e a maneira como sua silhueta parecia crescer na obscuridade fez o coração de Harriet bater mais rápido – ele podia ouvir, claro como um tambor em meio ao silêncio.
— Francamente, senhorita... — a voz dele era como um sussurro que parecia ecoar por todas as direções. — Quem, em perfeito discernimento, desejaria residir em um lar “amaldiçoado” como este?
Harriet virou-se para encará-lo de frente, os olhos desafiando o brilho inumano nos dele. No entanto, ela ainda sentiu a tensão no ar, como se o espaço ao seu redor estivesse sendo moldado pela vontade dele.
— Eu — a palavra saiu firme, mas o coração dela falhou uma batida, e o homem exibiu um sorriso, satisfeito.
Harriet mal teve tempo para reagir quando o homem se aproximou. Em um instante, ele estava diante dela, tão perto que o espaço entre eles parecia inexistente. A presença dele envolvia-a como uma sombra viva, e o frio sobrenatural que emanava de sua pele parecia cortar o ar quente do ambiente.
Harriet viu-se com as pernas fraquejando, mas não conseguiu se afastar. Seus olhos estavam presos nos dele – profundos, ardentes, difíceis de decifrar. Quando ele ergueu a mão, seus dedos longos e elegantes deslizaram pelos cachos recém-formados dela. Harriet sentiu seu corpo inteiro reagir, um arrepio queimando sua espinha.
— Já lhe disseram, minha bela Blodros¹, o quão encantadora és? — a voz do homem soou suave, quase como um sussurro, porém carregada de algo visceral que fazia cada palavra vibrar no ar.
Ele inclinou a cabeça, seus olhos traçando o contorno do rosto dela antes de se dirigirem ao pescoço exposto. A pele dela parecia resplandecer sob a luz suave, convidativa. Seus olhos fixaram-se na delicada clavícula que escapava da blusa sem alças. Ele sorriu, mas não era um sorriso afável, havia algo predatório naquele gesto, algo que fez Harriet corar violentamente.
Ela tentou se recompor, desviando o olhar, mas sua voz saiu hesitante, trêmula.
— Você… não está necessariamente preocupado por eu ter entrado aqui? — ela perguntou, sem ter clareza sobre o que queria ouvir. Parte dela tinha consciência de que deveria estar receosa, mas o magnetismo dele desarmou-a completamente.
O homem soltou um riso baixinho, um som profundo e rico que parecia vibrar dentro dela.
— De modo algum — ele se curvou, a ponta dos dedos agora traçando uma linha lenta e quase torturante do braço dela até o ombro. Parecia um toque sutil. — Há algo muito mais… fascinante, que clama pela minha atenção, não achas?
O toque dele era suave, mas devastador. A pele de Harriet parecia arder sob a pressão dos dedos dele, e cada centímetro que ele percorria provocava um rastro de arrepios. Quando os dedos do homem finalmente tocaram a curva de seu pescoço, ela não conseguiu evitar fechar os olhos por um instante, absorta naquela sensação intoxicante.
— Você não devia... — ela tentou falar, mas a voz morreu quando ele deslizou as pontas dos dedos pela pele macia de sua garganta.
O homem curvou-se ainda mais, o rosto quase tocando no dela, e Harriet prendeu a respiração.
— Não devia? – ele sorriu contra o ouvido dela, e o calor de sua respiração, tão contrastante com o frio de sua pele, a fez estremecer. — Diga-me, senhorita, qual razão a impede de se afastar?
Harriet não respondeu. Não podia. Seus pensamentos estavam confusos, enevoados pelo efeito que ele exercia sobre ela.
— Dê-me — ele sussurrou, a voz saindo quase como um gemido, tão repleta de desejo que Harriet sentiu as pernas vacilarem novamente. — Anseio pelo seu consentimento.
Então, ele pousou os lábios a poucos centímetros da curvatura do pescoço dela. Quando ele suspirou profundamente, ela sentiu o calor de seu ar, misturado com algo mais – uma fome palpável, quase tangível. Por um momento, a máscara controladora dele pareceu escorregar, revelando uma intensidade que a deixou atordoada.
— Para lhe provar... — ele murmurou, a voz rouca, enquanto suas mãos escorregavam pela cintura dela, segurando-a firmemente.
Harriet arqueou levemente o corpo, inclinando-se em direção a ele, como se estivesse sob algum tipo de encantamento. Seu pescoço parecia ansiar pelo toque dele, mesmo que sua mente tentasse gritar um alerta que ela não conseguia ouvir.
— Eu… nem sei seu nome — ela disse, a voz fraca, enquanto olhava para ele com os olhos desfocados. — Como posso confiar em você?
O sorriso que se formou nos lábios do homem era avassalador. Não havia gentileza nele, apenas uma confiança esmagadora e um poder antigo que Harriet mal conseguia compreender.
— Não será o meu nome que lhe trará a confiança desejada, Harriet — ele murmurou, o som de sua voz acariciando o nome dela como se fosse um segredo. — Contudo, se não puder confiar em minhas palavras... — ele fez uma pausa, aproximando os lábios da curva do pescoço dela, onde podia sentir o pulsar frenético de sua artéria. — Escute, ao menos, o que seu corpo lhe diz.
Ele deslizou os lábios pela pele dela, sem morder, apenas provocando, como se estivesse no limite de sua capacidade de controle. Harriet soltou um suspiro involuntário, seus dedos agarrando a camisa dele, como se o equilíbrio que buscava dependesse de segurá-lo firmemente.
E então ele parou, seus olhos ardendo como uma luz carmesim enquanto fitava-a.
— Diga-me, Harriet... — ele se inclinou novamente, o tom agora era um comando delicado. — Deseja que eu pare agora?
Ela tentou encontrar palavras, porém tudo o que conseguiu fazer foi um leve aceno de cabeça, uma rendição silenciosa que fez o sorriso dele se alargar.
O homem se posicionou atrás dela, unindo seus corpos, proporcionando-a automaticamente uma sensação de segurança e familiaridade, como se já tivesse sentido esse abraço anteriormente, ao mesmo tempo em que a mistura de medo e prazer fazia-se presente. Ele segurou-a pela cintura e virou-a novamente, mantendo os rostos a centímetros de distância.
— Confesso que almejava sentir o gosto dos teus lábios… — ele passou o polegar no lábio inferior.
Sem perder tempo, ele finalmente selou os lábios, beijando-a intensamente, soltando vários suspiros ao sentir a maciez da boca dela. Ao aprofundar o beijo, ele introduziu a língua, iniciando uma busca por dominância que ele alcançou rapidamente sem muito esforço. Era incrível como a jovem estava sensível aos toques. Para ela, o toque e o aperto dos dedos tatuados dele eram como chamas que, ao entrarem em contato com seu corpo, acendiam um fogo dentro de si.
— Ainda melhor do que ousara imaginar… — ele terminou o beijo, depositando um selinho no final.
Harriet piscou desconcertada, ainda perdida com aquelas sensações, buscando por um apoio. Ela pressionou o corpo contra a borda da mesa ao mesmo tempo em que o homem iniciou outro beijo ardente, descendo os beijos pelo rosto, pescoço, até alcançar a clavícula e se concentrar ali. Ele levou a mão até o colarinho ósseo coberto pela blusa, deixando um aperto que arrancou um gemido baixo da jovem.
— Permita-me levá-la a outro lugar… — o homem a pegou no colo com uma facilidade incomum, e a jovem deitou-se em seu ombro, fechando os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, eles já estavam adentrando um cômodo com uma cama grande e um armário requintado no canto. Provavelmente pertencia a ele.
O quarto era grande mas ao mesmo tempo tão acolhedor, atraindo a atenção de Harriet, então ele acomodou-a cuidadosamente na cama.
— Então… este é o seu quarto? — o homem assentiu enquanto ela olhava ao redor. — Não combina em nada contigo. — Ela soltou um riso baixinho.
— E qual seria, então, o tipo de quarto que “combina” comigo? — o homem indagou, cruzando os braços. — Um quarto onde as cores escuras dominam e correntes pendem das paredes? Ou será que caveiras tomariam o lugar dos livros nas prateleiras? É assim que me vê? — Harriet riu com a indignação dele.
— Você é engraçado — ela riu fraco.
— E tu és, sem dúvida, bem intrigante — ele pontuou, sentindo um déjà-vu, mas imediatamente afastou os pensamentos.
— Sou, é? — Harriet se levantou e o puxou cuidadosamente até a cama.
— Mm… — sem perder tempo, ela arrastou-o para outro beijo, mas desta vez foi diferente, parecia mais intenso, mais emocional, como se as bocas já se conhecessem há muito tempo.
Vagarosamente, o homem deitou seu corpo sobre o dela, e sua mão, que estava posicionada no rosto de Harriet, desceu até o pescoço e alcançou a clavícula. Sua boca traçou o mesmo caminho, deixando marcas vermelhas na pele macia. Ao descer mais um pouco, ele chegou aos seios cobertos da jovem e, sem muita enrolação, tirou a blusinha e a dispensou em algum canto. Como ela estava sem sutiã, ele observou atentamente os mamilos delicados e, sem se conter, esfregou calmamente seus polegares sobre o biquinho rígido, provocando um gemido sôfrego nela.
Ele aproximou a mão tatuada do seio e o segurou firmemente, admirando como se encaixavam perfeitamente entre os dedos. Em seguida, o homem fechou os lábios sobre o mamilo sensível, rapidamente provocando um gemido alto em Harriet, que instintivamente levou as mãos entre os fios lisos do cabelo dele, apertando-os.
Harriet viu-se desorientada quando o homem começou a maltratar o outro mamilo com a mão livre, sem perceber como suas pernas se afastaram para acomodá-lo no meio delas. Ela apenas se deu conta disso ao sentir o membro duro dele pressionando sua xotinha que estava coberta pela calça.
Sem timidez alguma, ela começou a se esfregar nele, que repetiu os mesmos movimentos, sem interromper o ato de maltratar a pele já vermelha.
— Tão suscetível aos meus toques… — ele afastou a boca para ver como a pele estava, sorrindo satisfeito em admiração como se aquilo fosse a porra de uma obra de arte, o que realmente era.
— Hum… mais… — disse Harriet, perdida entre as sensações.
Ele se afastou lentamente, puxando-a para a ponta da cama, sem enrolar para remover suas vestes e a calça dela.
Harriet percorreu os olhos pelo corpo forte coberto por belas tatuagens e, ao voltar seu olhar para o homem, pôde perceber novamente a mistura de cores azul e vermelho conforme ele a encarava com desejo.
Ele se ajoelhou no chão, colocando o rosto entre as pernas dela, e passou o braço sob as coxas grossas, puxando-a para perto, ficando a centímetros da calcinha que já estava completamente arruinada pelo melzinho.
O homem inspirou profundamente, sentindo o cheiro inebriante dela que estava enlouquecendo-o, necessitando desesperadamente de controle para não acabar extravasando.
Então ele deslizou o dedo entre os lábios, enviando estímulos imediatos para Harriet, que soltou um gemido sôfrego. Ele puxou a calcinha para o lado, podendo finalmente ver a bucetinha toda molhada se contraindo, não resistindo em levar o polegar até o clitóris, iniciando um estímulo que fez as pernas dela se fecharem.
— Abra bem as pernas — ele exigiu, encarando-a fixamente antes de voltar sua atenção para aquele local. — Ou serei forçado a mantê-las no lugar. — Concluiu.
Harriet não pôde negar que se encantou com a ideia de ser amarrada e subjugada por aquele homem. A ideia lhe agradou, e muito.
A mão dele traçou um caminho até a xotinha novamente, observando como estava molhada. Em seguida, levou o dedo médio até a grutinha úmida e introduziu apenas um dígito, depois o dedo inteiro e, por fim, começou a estocar lentamente, ouvindo o barulho molhado que tornava o ambiente mais quente.
Não levou muito tempo para que ele introduzisse mais um dedo, sentindo a cavidade quente apertar em torno deles, na tentativa de expulsá-los. Com satisfação, ele observou as reações da jovem e aproximou o rosto da xotinha, inspirando profundamente, dando um leve sopro que quase a fez fechar as pernas.
Ela não se deu conta do que tinha feito, apenas quando os toques cessaram e seus olhos se abriram, ela então pôde contemplar a figura imóvel do homem em pé à sua vista.
Ela tinha a sensação de que poderia quebrar a qualquer momento, mesmo com os mínimos toques que aquele homem lhe proporcionava. Era como se seu corpo clamasse por ele, pelos seus toques, pelo seu olhar. O olhar. Harriet sentia arrepios ao ser observada. Aqueles olhos se tornaram escuros, exibindo uma fúria que a fez engolir em seco.
O homem a virou na cama, colocando-a de joelhos, o rosto colado nos lençóis macios que a mantinham bem empinada, revelando um pano fino e transparente que cobria uma pequena tatuagem com a escrita ‘bit me’. Ele apenas se afastou, observando a jovem naquela posição.
— Senhor…? — Harriet sentiu sua voz falhar, hesitante, como se um simples som pudesse fazê-lo avançar.
Nada.
Ela sentia o coração martelar forte dentro do peito, como se anunciasse que algo grande estava prestes a acontecer. No entanto, ele apenas continuava ali, observando-a. E ela o encarava, esperando uma reação, mesmo que mínima.
— Eu… — ela tentou novamente, com um único fio de voz.
O homem não respondeu de imediato. Ele simplesmente inclinou a cabeça, analisando-a, tal como um predador que observa sua presa prestes a recuar.
Após apenas milésimos de segundo, ele tomou uma atitude, rodeou a cama até chegar à frente da jovem. Ele se ajoelhou no colchão macio, observando como ela parecia tão sucinta para ele, à espera de qualquer coisa.
Ele levou a mão ao belo rosto dela, tocando o queixo, indicando para que se levantasse. Agora, em posição de quatro, os olhares se conectaram novamente.
— Ma belle poupée… — a voz rouca dele preencheu o ambiente silencioso. — Tu feras tout ce que je te dirai.²
Tão inerte nas palavras dele, ela apenas assentiu.
— Sommes-nous d’accord?³ — ele a questionou, segurando o queixo com mais força.
— Oui Monsieur.⁴ — Harriet respondeu com um fio de voz.
Um sorriso surgiu nos lábios do homem, satisfeito com a resposta.
O homem tatuado levou a mão à fivela do seu cinto, não enrolando para desabotoar a calça e soltar a braguilha. Ele esfregou a mão em seu pau já duro por cima da cueca, observando o olhar faminto da jovem. Então abaixou a peça de roupa, deixando o membro livre, e direcionou para o rosto dela, esfregando-o em sua bochecha, deslizando até os lábios.
Harriet sentia a boca salivar de ansiedade, desejando experimentar o gosto dele. Ele esfregou a glande molhada de pré-gozo sobre os lábios carnudos da jovem, na expectativa de que ela os abrisse. E foi rapidamente atendido.
A língua dela percorreu ao redor da glande, sentindo o gosto azedinho, porém saboroso, que a fenda expelia por toda sua boquinha.
O homem encaixou a glande na cavidade molhada, sentindo a boca dela se fechar em torno do membro duro. Ele esticou a mão até os cachos desfeitos dela, enrolando-os entre os dedos enquanto observava as reações da jovem, a boca toda melada de saliva e pré-gozo, os olhos brilhando com lágrimas, o cabelo todo bagunçado com alguns fios presos em sua testa. Ela parecia a porra de uma obra de arte.
Harriet olhou para o homem ao ouvir um gemido rouco, sentindo seu interior se aquecer ao perceber que estava agradando-o. Sem qualquer paciência, ele deu uma única estocada que a fez engasgar e se afastar rapidamente.
— Não lhe concedi o direito de recuar — os dedos tatuados dele apertaram os fios encaracolados, provocando um pouco de dor. — Quero estes lábios entreabertos, ou terei de fazê-lo à minha maneira.
Ele direcionou o pau novamente para a boca dela, deslizando até a garganta. Ela se esforçou para não engasgar, relaxando a garganta enquanto respirava pelo nariz.
Aos poucos, as estocadas começaram, permitindo que ela se acostumasse antes que ele acelerasse o ritmo, ouvindo os barulhos molhados que aquela ação produzia. Ele tombou a cabeça para trás, aproveitando a sensação da boca quente e carnuda envolvendo seu pau.
Naquele ponto, Harriet sentia sua xotinha pulsar, ansiando por um toque a mais. Ela desceu a mão até lá, começando a esfregar seus dedos no clitóris, realizando movimentos circulares enquanto dava leves reboladas.
Finalmente, o homem voltou seu olhar para a jovem abaixo, observando como ela se dava prazer. Aquilo o enfureceu. Harriet percebeu quando ele se afastou de sua boca e, simultaneamente, um tapa foi desferido em sua bochecha.
— Ah, minha putinha é tão impaciente que sequer consegue manter as mãos afastadas enquanto me chupa — ele puxou os cachos longos para trás, fazendo com que o olhar dela se fixasse nele.
O homem empurrou-a na cama e posicionou-se em cima dela. Ele afastou completamente as pernas, revelando a xotinha toda babada à mostra, observando como o melzinho escorria abundantemente pelo colchão.
Harriet notou como o pau do homem estava totalmente ereto, fazendo com que sua bucetinha ficasse ainda mais molhada. Ele levou as mãos até um dos peitinhos cheinhos e o apertou, sentindo a carne macia escapar entre os dedos, provocando um gemidinho baixo por parte dela.
— Hum… e-eu… — ela sussurrou, perdida no momento.
O homem punhetou o cacete ereto enquanto seus olhos estavam pregados na jovem, observando como estava necessitada. Como ondulava o corpo à procura de contato.
Mais contato dele.
Mais dele.
Mas, ele não cedia.
— O que desejas? — ele se acomodou entre as pernas dela e esfregou a extensão dura e rígida na vulva, contemplando como ela tremia com os toques. Como a buceta liberava mais mel doce, servindo como lubrificante para o pau do homem, que contraía em busca de mais contato, de estar em contato com a carne macia e aquecida.
— Aaaah… — Harriet deixou escapar um longo gemido, a cabeça pendendo para trás enquanto a frustração se acumulava em seu ventre.
— Sei exatamente o que anseias — a voz dele era um sussurro grave, arrastado, um rosnado de posse e certeza. Seus dedos apertaram suavemente a lateral do pescoço dela, não como um aviso, mas como uma exigência silenciosa. — Anseias por sentir-me dentro de ti, não é? — O homem se deitou sobre ela, colando os corpos.
Ela estremeceu, um gemido preso na garganta. A língua passou pelos lábios secos, o desejo fervendo, consumindo, transformando tudo em uma necessidade pura. Harriet tentou mover os quadris, buscando por um contato maior, mas ele segurou seu quadril com força, imobilizando-a com facilidade.
— Por… favor… — ela implorou com um sussurro.
Harriet arfava, seu peito subindo e descendo em expectativa, e os quadris rolando em busca de mais. Suas unhas cravaram no lençol. Ele agarrou seu pênis, alisando a cabeça nos lábios grossos do sexo dela, lambuzando com o líquido.
— Mas antes… — ele se curvou sobre ela, o peito colando no dela, o calor se espalhando entre os corpos. O hálito quente roçou na boca de Harriet, mas ele não a beijou. Não ainda. — Antes, diga-me o que realmente desejas… anseio por ouvir de teus lábios. Quero ouvir-te suplicar. Desta forma, serei bonzinho e te usarei como meu depósito de porra, hm?
A pressão no pescoço aumentou um pouco, obrigando Harriet a manter os olhos fixos nele. Ele desejava ouvi-la, desejava ver sua rendição completa estampada em cada sílaba que escapasse de sua boca.
— O que desejas, Harriet?
O coração ressoava, sua mente estava turva pelo desejo avassalador. No entanto, no meio daquela confusão de sensações, uma certeza era evidente: ela desejava tudo dele. E desejava agora.
Porém, ela não era do tipo que se rendia fácil.
— Pensei que você soubesse o que eu queria, senhor… — a voz dela saiu baixa, um fio de provocação entrecortado pelo prazer. Harriet exibiu um sorriso, os olhos brilhando em desafio. — Contudo, parece que eu estava enganada.
Harriet arqueou os quadris, esfregando-se contra ele, sentindo aquele volume rígido pressionando seu clitóris inchado. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque puro, o atrito perfeito que enviava ondas de prazer por todo o seu corpo.
As mãos dela subiram, percorrendo o próprio torso até alcançar os seios, os dedos apertando a carne macia e brincando com os mamilos sensíveis. O toque fez sua cabeça se inclinar para trás, um gemido mais alto escapando de sua boca enquanto o movimento de seus quadris não parava, moendo contra ele em uma dança lasciva e egocêntrica.
Os dedos do homem apertavam sua cintura com força, um rosnado baixo vibrando em seu peito. O músculo do maxilar travou, e a tensão era evidente na maneira como seus olhos a devoravam no escuro. Ele odiava perder o controle – e Harriet sabia disso.
— Aaaah… ah… — ela apertou novamente os seios, seus quadris trabalhando com mais precisão e força, fazendo com que o homem soltasse um palavrão baixo. Ele estava tenso, o controle se dissipando a cada roçada úmida contra seu pau já sensível, e Harriet podia sentir isso. Ele tinha chegado ao limite.
E ela estava amando cada segundo.
Contudo, no instante seguinte, o homem se moveu. Ele introduziu o pau dentro de Harriet, preenchendo-a completamente. Com um único impulso que a fez gritar, o orgasmo a rasgou sem aviso, uma onda quente e devastadora, fazendo-a arquear as costas, agarrando-se a ele como se ele fosse sua única âncora no mundo.
Ele não parou. Ele continuou se movendo, entrando e saindo, os músculos se contraindo ao senti-la se desfazer ao seu redor – quente, apertada, pulsando sem controle.
Os olhos dela estavam abertos, vidrados, e sua boca entreaberta enquanto o prazer fazia seu corpo tremer em espasmos.
— Tua teimosia te custará caro — ele murmurou, antes de investir nela com o dobro de intensidade. O impacto a fez se afundar no colchão, contorcendo-se, delirando, enquanto seus gritos de prazer e gemidos de pura excitação ecoavam pelo quarto e se espalhavam por toda a residência.
O ritmo continuava frenético, os corpos sincronizados, o calor entre eles tornando o ar quase insuportável para respirar. O prazer era avassalador, e Harriet sentia seu ventre se contrair, um novo orgasmo crescendo dentro dela como um vórtice, sugando tudo ao redor até que nada mais restava além da sensação arrebatadora que a consumia.
Movida pelo instinto, ela tentou alcançá-lo, ansiando pelo contato, mas ele se moveu rapidamente. O homem segurou os pulsos dela e os prendeu contra o colchão, dominando-a com facilidade. Harriet soltou um gemido choroso, um som que misturava frustração e desejo, um apelo silencioso para que ele lhe permitisse tocá-lo.
Os olhos dela estavam marejados, um brilho úmido refletindo a luz amena do quarto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto já ruborizado pelo êxtase. Todo o seu corpo tremia, vulnerável e entregue. Seus seios subiam e desciam com os movimentos intensos, e ele, incapaz de se conter, inclinou-se e abocanhou um deles, sugando vigorosamente antes de mordê-lo, deixando a pele marcada pelo contorno dos seus dentes.
Ela arfou, um gemido alto escapando de seus lábios. O ardor da mordida se fundiu ao prazer insuportavelmente doce que pulsava entre suas pernas. No entanto, ele não parou.
Ele queria marcá-la.
Sua.
Inteira.
Queria que, ao amanhecer, cada centímetro de seu corpo recordasse a intensidade daquela noite.
— Quero… por favor… por favor… — a voz dela era um lamento desesperado, carregado de desejo e necessidade. Seus dedos se flexionam, buscando alcançar qualquer parte dele, qualquer mísero pedaço de pele que possa ser agarrado.
Harriet se contorcia sob ele, puxando as amarras invisíveis que a mantinham subjugada. Precisava tocá-lo. Almejava senti-lo. Necessitava puxá-lo para perto, fundir-se ainda mais a ele.
— Me deixe te tocar… por favor… — a voz da jovem saiu trêmula, um fio suplicante. Seus olhos, brilhantes e úmidos, buscaram os dele, implorando silenciosamente, uma prece muda que se enroscou no peito do homem como uma corrente invisível, atraindo-o ainda mais perto.
Ele a observou por um momento, sentindo o peito subir e descer com a respiração acelerada, notando o poder que exercia sobre ela. Seu controle. Seu domínio. E o quanto ela ansiava por ele.
— Persistirá em desafiar-me, tal como outrora? — sua voz saiu baixa, arrastada, repleta de algo denso e perigoso.
Harriet piscou, perdida entre o torpor do prazer e o significado por trás das palavras dele. Sua mente estava enevoada, incapaz de se agarrar a qualquer pensamento coerente além do desejo insuportável que fazia seu corpo latejar.
— Seguirá respondendo-me com tua teimosia, Harriet? — ele pressionou, seus lábios se curvando em um sorriso carregado de malícia.
Então, ele parou.
O calor do corpo dele ainda a envolvia, o peso delicioso ainda a mantinha presa contra o colchão, contudo, seus movimentos haviam cessado. O vazio imediato a fez arfar, o prazer interrompido se transformando em um tormento insuportável.
— Senhor… — ela choramingou, tentando se mover, buscando qualquer tipo de fricção para aliviar o desespero em sua pele.
No entanto, ele simplesmente a segurou, seus dedos apertando os pulsos ainda presos contra o colchão, mantendo-a exatamente onde ele queria.
A frustração a invadiu. Harriet arqueou as costas, rebolando sob ele, ansiosa para forçá-lo a se mover novamente. Seus quadris se moviam em um ritmo frenético, os olhos oscilando entre o desejo e o desafio.
O homem soltou um suspiro rouco ao notar o corpo dela reagindo daquela maneira. Tão entregue, necessitada, tão à beira do abismo, e ainda assim…
— Tão impaciente… — ele murmurou, seus lábios roçando o ouvido dela. — Entretanto, fiz-lhe uma pergunta, Harriet. E desejo uma resposta tua.
Ela mordeu o lábio com força, tentando conter um gemido de frustração que estava prestes a escapar. Seu corpo tremia sob ele, os músculos tensionados pelo desejo insuportável.
— Eu… — a frase saiu falha, quebradiça. Harriet sentiu as lágrimas de prazer e desespero escorrerem pelo seu rosto.
— Continuará sendo teimosa?
Harriet apertou os olhos com força, sentindo seu peito subir e descer rapidamente, os pulmões lutando para absorver o ar enquanto o prazer e o desespero se fundiam em seu interior. Ela sabia que estava exatamente onde ele desejava – submissa, necessitada, à beira de um abismo do qual somente ele poderia salvá-la. E, naquele momento, não havia nada que ela desejasse mais do que ceder.
— Não… eu… eu prometo que não — a voz dela saiu trêmula, desesperada, um gemido quebrado entre soluços de puro desejo. — Por favor…
O homem não hesitou. Logo após ouvir as palavras que tanto desejava, ele soltou os pulsos dela e voltou a tomá-la com força.
O impacto a fez arfar, o prazer imediato arrancando um gemido alto de sua garganta. Ele se movia com uma intensidade avassaladora, os quadris chocando-se contra os dela, preenchendo-a completamente, cada investida produzindo sons incontroláveis que ressoavam pelo quarto.
No entanto, ele queria mais.
Sem aviso, ele deslizou as mãos pelo corpo de Harriet e virou-a de costas, puxando-a para que ficasse na posição de quatro. A jovem mal teve tempo para assimilar antes que ele voltasse a tomá-la, dessa vez de maneira ainda mais profunda e intensa, cada estocada enviando ondas de prazer diretamente para o ventre.
A nova posição fez com que ela soltasse um suspiro, seu corpo tremendo enquanto se ajustava à invasão deliciosa. As mãos do homem agarraram fortemente a cintura dela, puxando-a para perto dele. Cada investida era acompanhada pelo som de peles se chocando, as bolas dele colidindo contra as nádegas dela, provocando uma fricção esmagadora, fazendo-a se contorcer.
Harriet gritou, a sensação era insuportavelmente boa, queimando internamente, deixando-a totalmente à mercê dele. Seu corpo estava tão sensível, tão à beira do limite, que cada movimento a empurrava ainda mais fundo naquele prazer insano.
E ele percebeu.
— Gosta disto, não é? — ele murmurou, a voz rouca e cheia de malícia, os dedos apertando ainda mais a cintura dela enquanto intensificava o ritmo.
Harriet apenas gemeu em resposta, a voz falhando, incapaz de formular qualquer frase. Sua mente estava em branco, todo o corpo imerso no prazer crescente, cada célula pulsando com a intensidade do momento.
Ele agarrou os pulsos de Harriet e puxou-a para trás, imobilizando-a completamente. O gesto a fez arquear as costas, deixando seu corpo ainda mais exposto a ele, tornando-a ainda mais vulnerável – e isso intensificou sua excitação.
E então, aconteceu.
O orgasmo a atingiu como uma explosão, rasgando-a profundamente, arrancando dela um grito tão alto que preencheu o quarto, atravessou as paredes e tomou conta da propriedade isolada. Seu corpo contraiu-se violentamente, os músculos pulsando em espasmos incontroláveis enquanto ela se desfazia ao redor dele, seu prazer inundando os lençóis.
O homem soltou um gemido rouco ao sentir o aperto irresistível ao seu redor, o prazer expandindo dentro dele sem controle. Ele segurou firmemente os quadris dela, enterrando-se uma última vez antes de se derramar, seu corpo inteiro estremecendo quando longos jatos quentes de porra a preencheram.
Harriet gemeu, sentindo cada contração e cada pulsação do corpo dele dentro do seu, o calor do prazer espalhando-se pelo seu ventre. Seus olhos reviraram para trás e seu corpo ainda tremia, sugando todo o gozo do homem.
Incapaz de conter a sede, a gengiva dele começou a incomodar ao sentir o cheiro daquele belo pescoço, rente aos seus lábios. Sua pupila dilatou, o azul profundo dos olhos mudou para um vermelho brilhante – perigoso, sedento. A fome se intensificou, e antes que pudesse se afastar, ele olhou para a clavícula dela, observando as veias suculentas que transportavam aquele líquido vermelho pelo corpo.
Os caninos cravaram o belo pescoço, sugando o líquido espesso, sentindo o gosto adocicado no paladar do homem. Os apertos na cintura da jovem aumentaram, como se ele precisasse prendê-la a si mesmo.
Harriet soltou um grito prolongado, uma dor invadiu seu corpo, mas rapidamente se converteu em um nível extremo de dopamina que ela nunca tinha sequer experimentado. Aquilo provocou um tremor violento por todo o seu corpo, mas em poucos segundos, de forma mágica, ela relaxou. Sua mente se perdeu no mais profundo limbo. Ela sentiu seus olhos pesados e, sem muito esforço, fechou-os, entregando-se à escuridão.
🩸
Os olhos de Harriet se abriram lentamente, completamente desorientados, tentando focar a visão embaçada em algum ponto e recordar-se de onde estava. Vagarosamente, ela apoiou o cotovelo no colchão, buscando um apoio para se acomodar. Sentia seu corpo fraco, como se ainda precisasse descansar.
Ela olhou em volta e percebeu que ainda era noite, o relógio na mesinha ao lado indicava que eram 4h da madrugada.
— Vejo que, enfim, está desperta, senhorita — a cabeça dela girou rapidamente em direção à voz rouca, identificando aquele homem parado na janela – totalmente nu – com um meio cigarro entre os dedos tatuados.
— O que… aconteceu? — a pergunta de Harriet foi tão baixa que seria quase impossível de ouvir.
— Ah, tu desmaiaste, meu bem — ele deu uma tragada, soltando a fumaça pela boca.
As lembranças de algumas horas retornaram à mente de Harriet. Seu corpo e mente totalmente entregues a ele, as provocações, a aura totalmente dominante – o forte orgasmo e a dor…
A mão dela subiu ligeiramente até a clavícula, mais especificamente até a curva do pescoço, e tocou. Ao sentir algo gélido em seus dedos, ela levou-os até a altura dos olhos e viu suas digitais manchadas por um tom de vermelho escuro. Harriet levantou-se apressadamente da cama, dirigindo-se a um espelho localizado no canto do quarto, onde observou dois cortes que pareciam furos na pele, já quase arroxeados.
— O que…? — ela se perguntou baixinho para si mesma, notando o sangue seco.
— Está ciente da história deste lugar, Harriet? — ele indagou com uma voz curiosa. — Como o povo local se vê aterrorizado por uma presença que espreita na escuridão, à espera de sua próxima vítima…
— Sim, é por isso que estou aqui… — ela sentiu o medo se instalar em sua espinha por não entender o que ele queria alcançar com essa conversa.
— Penso que deverias ouvir mais os conselhos de uma mulher mais velha, pois são bem sábias.
Como ele sabia?
— Como…? — a voz dela saiu trêmula, apesar de tentar manter a neutralidade.
— Minha querida, Blodros — a voz firme do homem invadiu o cômodo, provocando um tremor na jovem. Ele tinha esse efeito sobre ela. — Estou sempre à frente…
O coração de Harriet batia fortemente dentro do peito, enquanto seu semblante refletia o medo e a tensão.
— Algum dia, já contaram-te sobre vampiros, minha cara, Harriet? — ele segurou o cigarro entre os dedos.
— Sim... — Harriet mordeu o lábio inferior. — Afinal, sou jornalista investigativa.
— Isto me agrada, pois ficaria encantado em me apresentar como se deve... — e aquela aura autoritária dele retornou. — Sou Louis Tomlinson, um dos primeiros vampiros que a humanidade conheceu. — Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. — E, para muitos, sou o Monstro da Noite.
Se você chegou aqui, muito obrigada por ter lido. Essa one foi muito difícil de se escrever, passei por muitos bloqueios criativos mas finalmente te consegui terminar. Se quiserem mandar alguma crítica construtiva ou alguma ideia de plot, podem me chamar❤️
É isso basicamente, desculpem qualquer erro, aproveitem e se puderem deixar um comentário pra eu saber sobre a opinião de vocês eu agradeço ❤️
Aproveitem. Happy Halloween 🎃
“And when you're gone
I'll tell them my religion's you”
Naquela noite tenebrosa, na pequena cidade oculta da sociedade humana, a lua cheia lançava sua luz gélida sobre a casa abandonada, conferindo à cena um toque de melancolia sinistra. A casa, como um relicário de segredos obscuros, era o cenário de uma reunião secreta do clã de vampiros. Entre os membros da assembleia, um jovem e intrigante vampiro de sangue puro chamado Louis se destacava, com seus olhos vermelhos que brilhavam como rubis em meio à escuridão.
A criança vampira estava prestes a fazer sua estreia em uma reunião que seria lembrada por gerações. Louis, contudo, não compreendia completamente o significado do evento que se desenrolava à sua volta. Sua natureza como herdeiro do trono do clã era um segredo bem guardado, e ele ainda não tinha conhecimento de sua linhagem real. O que ele sabia era que a sensação em sua boca era insuportável, sua gengiva latejava com uma dor estranha, e uma sede inexplicável o consumia, como se algo primal o chamasse das profundezas do inferno.
Os olhares dos vampiros adultos se voltaram para Louis com uma intensidade que o fez estremecer. Era como se a atmosfera pesada da sala se concentrasse nele, e sua presença atraísse uma atenção inquietante. Os murmúrios em uma língua antiga e misteriosa preenchiam o ambiente, como se os vampiros estivessem sussurrando segredos ancestrais.
O mentor de Louis, um vampiro mais velho de aparência macabra percebeu a confusão em seus olhos e aproximou-se com um sorriso enigmático. Ele sussurrou a Louis, revelando apenas o suficiente para instigar sua curiosidade: "Chegou a hora, meu jovem. Beba do cálice da noite e toque no poder que flui em nossas veias."
Louis, com suas mãos trêmulas, pegou o cálice ornado com runas e símbolos misteriosos, que parecia um artefato arcaico de um mundo distante. O líquido dentro, quente e pulsante, emanava uma aura hipnótica e sedutora. Enquanto ele hesitava, sua mente era tomada pela vertigem do desconhecido, e sua gengiva latejava como se fosse uma chama que ardesse incontrolável.
O primeiro gole foi como uma revelação sobrenatural. O sangue, com seu sabor ancestral e poder mágico, inundou seu corpo e sua mente, como se uma torrente de poder de outras gerações despertasse em seu interior. Louis sentiu-se mergulhar em um abismo de êxtase e medo, uma experiência que o deixou ofegante e desorientado.
Todos na reunião, agora cientes da identidade real de Louis como herdeiro do trono, pararam para observá-lo. O salão, antes cheio de murmúrios, caiu em silêncio absoluto. Os olhares de admiração se voltaram para o jovem vampiro, e então, uma aclamação ensurdecedora irrompeu. Os vampiros aplaudiram não apenas o ato de beber o sangue, mas a confirmação de que o herdeiro do trono, o escolhido para liderar o clã, estava próximo de seu poder pela primeira vez.
Louis, atordoado e confuso, observava os vampiros o aplaudirem com um sentimento de perturbação e realização que ainda não compreendia completamente. A jornada rumo ao seu destino como líder do clã havia começado, e ele mal arranhara a superfície da escuridão que o aguardava. Com o sabor do sangue ainda em seus lábios, ele se viu imerso em um mundo de intriga e segredos, onde o trono do clã o esperava, um trono de sombras e poder.
Com o gosto do sangue ainda fresco em sua boca, Louis sentiu o poder do lado sombrio de sua natureza o envolver como uma tempestade. Seus olhos, antes vermelhos como rubis, foram tomados por uma escuridão profunda e avassaladora. O preto que consumiu suas íris não era apenas uma ausência de cor, mas uma negrura que sugava a luz do ambiente, como se a própria escuridão tivesse ganhado vida em seus olhos.
Um arrepio percorreu a espinha de todos os vampiros presentes na cerimônia. O ar se tornou mais pesado, carregado de uma energia sombria que se espalhava pelo recinto. Os lábios dos vampiros se curvaram em sorrisos maliciosos, e um arrepio de excitação os dominou. Sussurravam entre si em uma língua antiga e profana, chamando Louis de "o emissário das trevas" e "o herdeiro da noite eterna".
O mentor de Louis se aproximou novamente, olhos fixos nos dele, e disse com uma voz que carregava o peso de séculos de existência vampírica: "O pequenino rei das trevas realmente honra o sobrenome que tem."
O ambiente se encheu de uma tensão palpável enquanto o pequeno Louis, agora transfigurado em um ser de puro terror, ergueu sua cabeça com uma dignidade sombria. Ele sentiu um misto de poder, êxtase e desespero inundar sua mente. O que ele tinha se tornado? Era o senhor da escuridão, mas sua humanidade estava perdida para sempre.
A assembleia de vampiros riu e aplaudiu, celebrando a transformação de Louis como se fosse a mais grandiosa das conquistas. O pequeno vampiro tinha abraçado a noite, mas também selado seu destino, tornando-se um ser de pura escuridão, cuja fome insaciável estava prestes a desencadear um reinado de terror inimaginável. A noite estava apenas começando, e as sombras que o cercavam se estenderiam para além do entendimento humano.
Naquele cenário sombrio e aterrorizante, Louis, ainda uma criança, se via envolvido em um ritual macabro que o afastava cada vez mais de sua humanidade. Os vampiros ao seu redor comemoravam com uma alegria sádica, seus rostos retorcidos em expressões de regozijo. O pequeno Louis, no entanto, olhava para o cálice em suas mãos trêmulas e via o líquido escarlate como um portal para a escuridão eterna. Cada gota que tocava seus lábios era como um pacto com o diabo, e o poder avassalador que se apossava dele era sufocante.
Ele contemplou o reflexo de seus olhos negros nas sombras dançantes de uma vela próxima. Era como se o próprio abismo olhasse de volta para ele, uma negrura sem fim e sem misericórdia. O sangue que havia bebido corria por suas veias como rios de trevas líquidas, e uma risada malévola ecoou em sua mente, como o eco das almas torturadas em busca de vingança.
Num momento de inadvertência, Louis involuntariamente projetou suas presas afiadas, como garras da própria morte, revelando sua juventude e inexperiência. No entanto, em vez de zombarem dele, o mentor o elogiou na frente de todos. "Vejam todos!" ele exclamou, "Nosso jovem Louis, ainda uma criança, mas o sangue de um vampiro puro já o faz mais forte do que muitos aqui. Um prodígio verdadeiramente raro!"
Na penumbra das sombras, a mãe de Louis, agora uma vampira atormentada, observava com o coração pesaroso. Ela havia sido humana uma vez, e o amor que sentia por seu filho a mantinha à distância. O que ela via era a transformação implacável do menino que um dia fora inocente e brincalhão, agora mergulhado na escuridão sem fim.
O mentor, percebendo o desejo insaciável de Louis, perguntou: "Louis, meu querido, você quer mais sangue?" O pequeno vampiro, com um sorriso infantil e macabro, respondeu: "Claro, papai."
Suas presas afiadas se projetaram novamente, como se tivessem vida própria, e seus olhos oscilaram entre o vermelho e o preto, como portais para o fim. O poder que ele sentia era avassalador, e o sabor do sangue era como uma droga que o seduzia implacavelmente. Louis estava perdido nas profundezas da escuridão, e nada o impediria de abraçar completamente o terror que se desenrolava à sua volta. Seu sorriso, agora sombrio e impiedoso, era como o de uma criança sapeca que acabara de descobrir e se apaixonar pelo sabor do poder e do sangue, uma alegria demoníaca que manchava sua inocência para sempre.
•••••••••••
- Não é uma boa resposta. – Harry franziu a testa e fez um leve biquinho, ultimamente suas discussões com Louis sempre terminavam assim. – Por que você não pode quando já fez isso com meio mundo?
Louis suspirou indignado e perdendo a paciência; seus olhos ficando completamente pretos para encarar o ser petulante a sua frente. Harry mal ergueu as sobrancelhas para a mudança de aparência aterrorizante a sua frente. Quando Harry encanava com alguma coisa nem o capeta mudava a cabeça do menino.
- Porque eu já disse que não porra. Não vou te usar assim. Você sabe que antes dos meus dezoito anos eu não tenho controle total sobre o que estou fazendo.
- Você não está me usando se eu estou pedindo por isso. E eu sei que você tem treinado faz anos.
Louis respirou fundo. Ele sabia que qualquer argumento que usasse naquela discussão ia ser inútil. Talvez seu erro fosse ter contado para Harry o que era quando ambos tinham doze anos de idade e mostrado o que ele podia fazer. Ele só não esperava que ao invés de aterrorizar o melhor amigo, ia ganhar uma criança fascinada por si e pelos seus poderes. E que a mesma criança ia crescer sem se importar com atrocidades que Louis lhe contava que cometia.
O cheiro do sangue de Harry era maravilhoso e tudo que ele mais queria era lhe morder; mas sabia pelo próprio bem que não podia fazer isso. Ele tinha matado uma mulher fazia dois dias por não saber controlar a própria sede, e Harry sabia disso. Era infundada a discussão que estavam tendo. Era pela própria segurança do mesmo que Louis estava falando não.
- Não. Você não vai me convencer na base da birra. Eu não sei o que você tanto quer nisso, você devia olhar pra mim e querer distância, eu matei uma mulher dois dias atrás por sede Harry. Ao invés de sair correndo sua cabeça acha uma boa ideia você oferecer seu pescoço numa bandeja pra mim.
Louis suspirou recuperando um pouco o autocontrole e se afastando do mesmo, indo em direção a porta do quarto de Harry enquanto o outro ainda estava com os braços cruzados apoiado no canto da cama; era aniversário de dezesseis anos de Harry e os dois estavam trancados fazia pelo menos meia hora desde que a discussão tinha começado. O cheiro do quarto estava sufocando Louis, e o estresse da discussão não ajudava. Louis precisava de ar puro antes que fizesse merda.
Se fosse um humano ali, o que Harry disse em seguida jamais teria sido ouvido mas não era e o cérebro de Louis tomou milésimos de segundos pra processar a frase.
- Não é só o meu pescoço que eu estou oferecendo.
Seu corpo agiu mais rápido que seus pensamentos, e quando Louis se deu conta Harry estava embaixo de si na cama, as mãos presas por uma das mãos de Louis enquanto a outra se apoiava na cintura do mais novo. O rosto a milímetros de distância um do outro.
Os olhos pretos haviam voltados e as presas de Louis se projetavam para fora, e o maldito provocadozrinho embaixo de si tentava manter a respiração quando eles estavam a centímetros de distância com a boca aberta e os olhos encarando a boca de Louis..
Louis olhou no fundo dos olhos de Harry e apertou com mais força seus pulsos e cintura, mesmo sabendo que Harry o deixaria fazer o que quisesse tentou se conter, precisava se reestruturar e sair dali, não importava o quanto o corpo abaixo de si fosse convidativo. Louis mordeu a própria boca com força tentando sair daquela névoa e fechou os olhos tentando focar em qualquer coisa que não fosse o misto de tesão e sangue. Sua cabeça limpou por breves segundos e ele afrouxou o aperto do corpo de Harry, até que um gemido manhoso o fez abrir os olhos. Levou cerca de dois segundos para entender o que estava acontecendo, mas quando viu, seu pau pulsou. Os lábios de Harry estavam manchados de vermelho e a língua do garoto levemente para fora numa cena completamente obscena tentava alcançar mais dos lábios de Louis; a mordida que Louis tinha dado nos próprios lábios vertendo sangue por conta das presas que outrora estiveram ali, e a boca de Harry capturando cada gota, sua língua antes tímida agora roçava nos lábios de Louis coletando o sangue do mesmo. O corpo de Louis se arrepiando com a sensação e seus ouvidos capturando o murmurinho de desprazer que saiu da boca de Harry quando as feridas se curaram.
A boca de Harry aberta num pedido mudo pra ser tomada e seus olhos fechados foi o que fizeram Louis mergulhar a própria língua na boca do garoto e o beijar como se fosse o último resquício de oxigênio, ele ainda podia sentir o gosto doce de seu próprio sangue nos lábios alheios, e passaria o resto da vida ali. Foi quando suas presas ameaçaram sair para fora novamente que ele cortou o beijo e voou para o outro lado do quarto. A visão que tinha certamente o artomentaria por meses, Harry estava com a boca manchada de sangue, os pulsos com marcas roxas ainda levantados e o pau marcando sobre a calça enquanto estava deitado sobre a própria cama.
A mão de Louis fechou sobre a maçaneta da porta e ele inalou o cheiro do quarto mais uma vez.
- Feliz aniversário, seu merdinha.
Harry sorriu com os olhos fechados e escutou a maçaneta se abrir para que Louis saísse. Se Louis não ia lhe morder ainda, pouco importava, porque agora ele sabia que teria acesso ao sangue dele quando quisesse e que o vampiro tinha amado aquele inferno particular tanto quanto ele.
•••••••••••••••
A lâmina da adaga brincava na mão de Harry, virando-a entre seus dedos ele a observava. Tinha sido um presente de Louis no seu 17º aniversário, e a primeira vista poderia até ser algo simples mas era muito mais que especial. Existiam apenas duas daquela, uma estava na suas mãos e a outra afundada em algum lugar do oceano Pacífico. A única arma capaz de matar qualquer ser místico.. A única arma capaz de matar um sangue puro, tão antiga quantos os encantamentos e runas que adornavam seu cabo. Ele a deixava sempre por perto, porque por mais que fosse um artefato para se defender, ele tinha descoberto uma utilidade muito mais prática.
Depois dos seus dezoito anos as coisas tinham se tornado estranhas, Louis tinha praticamente sumido de sua vida e a única coisa que havia dito era “espere até o Halloween”. Todas as vezes que Harry tinha visto o vampiro depois disso envolveram sua quase morte, discussões onde ele não sabia se no próximo segundo ia ser morto ou fodido e Louis saindo no meio de tudo deixando Harry extremamente frustrado, sem entender que merda estava acontecendo entre eles. Ainda brincando com a adaga observou seu próprio reflexo na lâmina, se a janela ao lado da sua cama dizia alguma coisa, era que era quase noite. O sol se pondo e o crepúsculo da noite tomando conta.
Era quase noite do dia trinta e um e Louis não tinha dado as caras. Harry franziu o cenho, ele sabia que a última discussão que teve com o vampiro foi justamente por ter feito isso mas ao mesmo tempo algo em si ardia e ansiava tanto pela presença de Louis que ele não se importava se fazer aquilo só traria um vampiro puto pra caralho pra sua casa.
Ele sentou na cama observando a adaga, a blusa branca que usava subiu um pouco deixando sua cueca a mostra, mas sinceramente ele pouco se importava em como a própria aparência ia parecer para o outro, ele só precisava ver Louis e ouvir sua voz. Ter o vampiro longe parecia uma abstinência das piores das drogas.
Ele firmou a adaga na mão direita e estendeu o braço esquerdo, suspirando por alguns segundos antes de cravar um corte em diagonal fundo o bastante para precisar de pontos. Ele não se importava com a dor, o sangue escorreu pelo seu braço todo e seu cérebro contou exatos vinte e oito segundos antes da voz na porta do seu quarto ecoar.
- Eu não te dei essa porra de adaga pra você se matar
Louis estava encostado no batente de sua porta, usando uma calça preta e blusa na mesma cor com os olhos vermelhos observando o sangue pingar, enquanto mantinha os braços cruzados e uma feição nada agradável que fez quando Harry olhar pra ele quase engasgar a própria saliva.
Harry sabia exatamente o que estava fazendo, e Louis também. Ele não ia se matar, e se o vampiro queria jogar aquele joguinho, Harry não ia se fingir de santo.
- Uma pena então não é mesmo?
Harry largou a adaga ao lado da cama e levantou para ir até onde Louis estava, ele mal deu um passo antes que o vampiro estivesse na sua frente. Os olhos vermelhos de Louis demonstravam raiva e um outro sentimento que a muito tempo Harry não via nos mesmos.
Desejo e sede.
Foi questão de segundos antes que Louis estivesse mordendo a própria mão e enfiando na boca de Harry, e depois disso tudo ficou turvo na cabeça do mais novo, ele podia sentir o sangue do vampiro na sua boca, o corte em seu braço se fechando, seu próprio pau pulsando dentro da cueca e a vontade ensurecedora de ter mais sangue na própria boca. Era como a melhor droga que ele já tinha provado, a mais viciante de todas.
- Flor, o vampiro sou eu, você pode parar de agir como uma puta desesperada pelo meu sangue.
De alguma maneira Louis tinha se apoiado sentado na cama e trazido Harry para seu colo, o mais novo deveria sentir vergonha de perceber que estava no colo de Louis se contorcendo mas ele apenas ignorou e fincou os joelhos na própria cama para observar a feição de Louis.
O vampiro podia falar o que quisesse, mas seus olhos mesclando entre vermelho e preto eram indicativos suficientes que ele sentia tanto desejo por Harry quanto deixava transparecer.
Harry fez questão de se inclinar novamente e lamber uma linha no pescoço do vampiro até que sua boca estivesse rente a orelha do outro, onde ele se afastou só o suficiente para que pudesse murmurar.
- Eu sempre fui uma puta desesperada pelo seu sangue. Diferente de você que parece ter medo do meu.
Antes que o vampiro pudesse reagir, Harry sentiu a adaga relando na própria perna e a pegou, deixando a ponta posicionada bem ao centro do coração de Louis. O que obrigou o vampiro a lhe encarar e ficar imóvel
- Você tem sangue de virgem Harry, caralho, você acha mesmo que eu nunca quis te morder? Só que só de estar perto de você eu já perco o controle. Você acha que eu gosto de te ter rebolando em cima do meu pau como uma puta barata depois de ver que você é tão desesperado por mim que quase se mata e não fazer nada?
Harry observou o vampiro falando e parou para notar o quanto o pau dele estava duro em sua bunda, com a adaga ainda pressionada sobre o coração de Louis, ele rebolou a cintura observando o vampiro por as presas pra fora e um arrepio subir por seu corpo. Ele não sabia se queria mais que Louis mordesse ele ou o fodesse.
- Isso também é sua culpa.
- Sim, é minha culpa eu não querer te foder porque você acha que eu teria autocontrole pra não te morder.
- Você já fez isso com outras pessoas, qual a diferença?
- Nenhuma delas estava tão impregnada com o meu sangue a ponto de eu ter uma ligação com elas inferno.
As mãos de Louis cravaram ainda mais sobre a bunda de Harry e o menino gemeu jogando a cabeça para trás a adaga deslizando um corte fino sobre a pele e camiseta de Louis.
- Isso vai ser um problema seu.
A petulância de Harry irritava Louis a níveis profundos, ele tinha acabado de soletrar que praticamente mataria o mesmo e isso não parecia o atingir.
Harry enfiou a mão sobre o cabelo de Louis e puxou para o lado, deixando a cabeça do vampiro exposta.
- Que porra você…?
Antes que pudesse completar a frase Louis sentiu um corte com a adaga sendo feito em seu pescoço, e Harry a jogando longe em seguida. Ele pensou por milésimos de segundos em parar aquilo enquanto ainda sentia o mínimo autocontrole mas se fosse pra falar a verdade, ele estava cansado de anos de autocontrole. Harry o encarou como se pedisse permissão, e ele virou mais a cabeça deixando com que o corte escorresse. Ele não ia cicatrizar tão rápido por conta da adaga e Louis estava cansado de lutar uma batalha perdida.
Quando os lábios de Harry encostaram definitivamente no seu pescoço ele foi ao inferno e voltou, a sensação de sentir exatamente o que Harry estava sentindo no momento e o laço entre eles ficando mais forte era avassaladora, e tornava sua sede ainda maior.
Harry começou instintivamente rebolar no seu colo e a cueca que ele ainda usava foi rasgada e jogada longe pelos dedos de Louis em segundos, que envolveram o pau do mesmo seguida.
A névoa de prazer que tomou conta da cabeça do garoto de cachos era insana, seu corpo parecia ter vontade própria e sua mente parecia derretida para pensar em qualquer coisa que não fosse Louis. Seu sangue. Seu cheiro. Seus cabelos no meio dos seus dedos. A mão controladora e forte ao redor do seu pau. Harry afundou mais no colo do mesmo e grudou a boca com vontade sobre a ferida quase cicatrizada. Seu baixo ventre se contraindo. Ele queria poder deixar a marca de sua boca no pescoço de Louis, um roxo, uma marca de mordida, qualquer coisa que dissesse a porra do mundo que Louis era dele. Que a conexão doentia que sentia quando estava com a boca cheia do sangue alheio era algo só dele.
Sua língua passou uma última vez sobre onde um dia houvera um corte e seus quadris arquearam, seu orgasmo sendo praticamente arrancado de si enquanto seus dentes cravavam numa mordida e sua boca se abriu para deixar um gemido digno de atriz porno, arqueando o corpo e cabeça pra trás em seguida quando os movimentos de Louis não pararam em seu pau sensível.
Harry certamente teria caído da cama se não fosse o outro braço do vampiro lhe prendendo a seu colo, seu coração ainda acelerado tentando processar que a mão em seu pau ultrassensível havia o deixado. Seus olhos que antes estavam fechados, se abrindo e se adaptando a luz com certa dificuldade, o fazendo gemer ao ver Louis colher com a própria língua o gozo de seus dedos que estavam sujos.
Sua boca se abriu em um gemido mudo e seu pau pulsou outra vez quando o vampiro colocou a mão agora limpa sobre sua colcha. Uma imensidão negra o encarou e ele se contorceu, colocando a mão ao redor do rosto de Louis e fazendo com que o mesmo ficasse com a boca mais próxima da dele. As presas do vampiro completamente a mostra.
- Você é uma vadia insaciável mesmo.
Um sorriso brincou no canto dos lábios de Harry e ele fez em seguida o que queria a séculos, juntou a própria boca a de Louis e sentiu as presas do vampiro machucando seus lábios inferiores, e a língua dele deslizando junto a sua. Seu controle durou até aí, quando Louis realmente o beijou com vontade, sem se importar no sangue escorrendo dos lábios de Harry, ou nas feridas suas presas estavam deixando, devorando Harry de dentro pra fora como a muito tempos o menor queria que ele fizesse Harry só conseguiu gemer.
Eles só se separaram quando Harry estava realmente quase morrendo por oxigênio, e a visão que Louis teve foi infernal. O garoto no seu colo estava com os lábios inchados, a respiração descompassada e as pupilas totalmente dilatadas.
Louis iria acabar com ele. Foda-se se Harry morresse no processo ele tinha implorado por aquilo desde quando se entendia por gente. Louis não era um mocinho para negar as próprias vontades eternamente.
Harry notou o exato momento onde a sede e o desejo falaram mais alto que a consciência de Louis, foi quando seu olhar voltou ao antigo azul por segundos antes de suas visão se tornar completamente preta, como a de um caçador que está atrás de uma presa.
A boca de Louis voltou a tomar a sua, só que dessa vez devagar, colhendo cada gota de sangue que escorria de onde as presas raspavam, saboreando o líquido que lhe dava tontura de tanto desejo. Ele só parou quando sentiu sua boca melada e as feridas completamente curadas.
Harry reclamou de suas roupas em algum momento, e ele fez questão de tirar todas as peças e rasgar a camiseta que o menino usava em segundos antes de puxa-lo novamente para o seu colo. Deus, ele não sabia o que lhe corroía mais naquele momento, a sede de sangue ou a vontade de só se enfiar dentro de Harry até que o mesmo estivesse chorando sem conseguir pronunciar o próprio nome.
Aparentemente Harry sabia decidir por ele quando olhando para os olhos de Louis ele apenas inclinou o pescoço e o deixou a mostra. Louis cravou as unhas na bunda do mais novo, se inclinou para o pescoço e deixou um beijo demorado lá, deixando as presas roçarem na pele branca de Harry.
Ele podia sentir a pulsação desesperada do coração de Harry e a veia pulsando sobre sua língua, e o gemido de descontentamento que saiu da garganta de Harry. Era engraçado ver como sua presa chorava por antecipação.
- Louis… por que porra…
Harry não teve tempo de terminar a frase. Quando sentiu sua pele sendo rasgada e Louis sugando seu sangue, ele gritou praticamente em prazer puro, se tomar o sangue de Louis trazia um sentimento prazeroso e de conexão, ser mordido por ele era assustadoramente tudo isso ampliado. Parecia que Harry estava a beira de um orgasmo o tempo todo e que cada pensamento e desejo de Louis passavam por seu corpo. O pau duro roçando em sua bunda parecia seu próprio pau em desespero, a sede de sangue parecia sua e a sensação da boca preenchida com o seu sangue que trazia satisfação parecia sua. Se Louis estivesse sentindo tudo aquilo, Harry entendia perfeitamente agora a parte do não conseguir parar.
Ele não pararia no lugar de Louis.
Como se tivesse ouvido seus pensamentos Louis gemeu, as presas ainda fincadas em Harry e a boca cheia de sangue, deixaram escorrer algumas gotas que foram direto para o peito e pau de Harry.
Deus, o estado de frenesi que Harry tinha entrado fazia com que ele quisesse ficar lá pra sempre, foi só quando a sua visão turvou e ele sentiu os braços perderem a força que ele saiu de lá. Ele estava mole e seus olhos fechados demais, algum líquido quente foi posto em sua boca e ele demorou segundos para voltar que se deu conta em como seu corpo ainda pulsava em tesão.
- Eu quase te mato mas a primeira coisa que você pensa é que está com tesão.
- O que significa que eu estou muito bem vivo.
Louis deu uma pequena risadinha de escárnio pra ele, seus olhos estavam azuis agora e seu pau duro como uma pedra.
- Por que você não usa essa boca pra algo melhor além de me infernizar?
Harry sorriu com a fala. Com seus sentidos completamente de volta ele saiu de cima de Louis, e ajoelhou do lado cama.
- Como você quiser… como eles te chamam mesmo príncipe ou majestade?
Louis desceu um tapa ardido na cara do ser petulante a sua frente e ficou feliz quando viu uma lágrima escorrer.
- Abra bem esse caralho de boca que você tem Harry. Eu não dou a mínima se você engasgar, chorar ou espernear, eu vou foder essa marra pra fora de você e só parar quando eu quiser.
Harry mal terminou de abrir a boca e Louis já tinha o pau enfiado na mesma, forçando a garganta do cacheado a se acostumar, seus olhos ardiam e lacrimejavam, o tratamento duro de Louis como se Harry fosse só mais uma puta barata esquina fazia seu pau escorrer mas ele felizmente aguentaria tudo que o vampiro quisesse.
Sua mandíbula doía quando Harry engasgou e o que Louis fez em seguida quase lhe fez gozar. A mão forte em seu cabelo tinha tirado o pau da boca de Harry por apenas alguns segundos e encarava o menino quando enfiou novamente, só que dessa vez os dedos de Louis não permaneceram em sua cabeça mas sim desceram e prenderam a respiração de Harry segurando seu nariz. No desespero de tentar respirar, Louis enfiou seu pau ainda mais fundo na garganta alheia e manteve a cabeça do menino ali até que ele estivesse tão desesperado por oxigênio que batesse em sua perna.
- Você pediu pelo meu pau como uma verdadeira prostituta durante anos Harry. Então quando eu enfiar ele na sua boca outra vez, eu quero sentir o volume na sua garganta e não você desesperado por ar.
A fala de Louis mal havia terminado quando Harry abriu a boca novamente, num desafio mudo a si próprio, o vampiro escorregou o pau para dentro da cavidade e com a ponta dos dedos sentiu a protuberância que se formava na garganta de Harry. Apertou sobre a pele e sentiu seu baixo ventre contrair enquanto Harry tentava engolir todo o gozo sem engasgar ou sufocar. Quando Louis puxou o pau pra fora e o cacheado observou que nem uma gota de porra havia ficado fora de si ele se sentiu orgulhoso.
Ele mal havia recuperado o ar quando Louis o jogou de quatro na cama, separando as bandas de sua bunda e dedilhando sobre seu cuzinho virgem. Harry gritou com vontade quando sentiu a língua do outro rodear sua entrada. Seus braços estavam tremendo e tudo o que ele mais queria era Louis dentro de si, ele estava pedindo por favor e nem sabia para que exatamente.
Louis não teve um pingo de dó de Harry quando enfiou dois dedos de uma vez, apenas molhados com sua própria saliva. Sabia que Harry nunca tinha dado para ninguém mas isso não significava que o garoto não era uma puta.
Louis lhe faria pagar por todas as vezes onde aquele merdinha havia se cortado com um plug e tomado o sangue de Louis para gozar em seguida.
A adaga que tinha sido jogada no canto do quarto chamou a atenção de Louis, e o mesmo abriu um corte generoso na palma da mão quando a pegou, colocando a mão que jorrava sangue na boca de Harry. Os dedos que ainda estavam dentro do garoto se curvaram e passaram a macetar sobre a próstata do mesmo.
Harry estava entre o paraíso e o inferno, seu orgasmo vindo de uma maneira desesperadora e sua cabeça envolta num misto de Louis, sangue e seu cuzinho sendo maltratado pelas mãos alheias. Ele não sabia no que focar ou o que fazer, se gemia e deixava o sangue de Louis escorrer, se continuava só se contorcendo desesperado ou se gritava para parar.
A segunda vez que gozou foi bem mais forte que a primeira e por alguns minutos ele realmente achou que fosse desmaiar, a mão de Louis em sua boca saiu e ele pode buscar mais ar. Sentia seu corpo destruído e sem forças para fazer qualquer outra coisa que não fosse gemer. E quando os dedos em sua entrada socaram sobre sua próstata um última vez ele se contorceu fugindo do toque. A mão em seu baixo ventre o parou no meio do caminho com uma força assustadora e ele abriu os olhos para olhar para Louis.
O vampiro apenas sorriu para ele antes de puxar os dedos pra fora de uma vez. Harry engasgou com a ação e gemeu se sentindo vazio, seu cuzinho piscava por atenção e para que fosse preenchido novamente. Louis observou a cena e se abaixou para que estivesse rente a orelha de Harry.
- Eu vou socar meu pau tão fundo em você que vai ser a única coisa que seu corpo vai sentir por horas, e quando eu gozar, eu vou assistir minha porra cair gota por gota para fora do seu corpo enquanto você se contrai desesperado para guardar tudo dentro de si. Porque você vai estar acabado Harry. Aberto como uma puta. E aí eu vou beber seu sangue até te sentir mole nas minhas mãos e incapaz de se mexer.
Harry gemeu alto com isso, ele amava como Louis tinha deixado de o tratar como uma boneca de porcelana para o tratar como um brinquedo particular.
- Sim, por favor, por favor.
Foram as palavras que sua mente foi capaz de raciocinar e falar, ele sentiu Louis puxando seu corpo e o deixando de quatro na cama. Harry não tinha forças para manter seus braços retos, então caiu de cotovelos sobre a cama e empinou a bunda num convite descarado. Ele podia estar sem forças mas tudo que mais queria no momento era o pau de Louis dentro de si.
O vampiro observou a cena sentindo suas presas se pronunciarem sobre sua boca, era bizarra a devoção e sede que ele tinha sobre aquele garoto, e ver o mesmo se expondo daquela maneira mexeu com algo primal dentro de si. Ele estalou um tapa sobre a bunda de Harry que fez com que o mesmo fosse para frente na cama. A marca de seus cinco dedos agora estampava a bunda alheia, e sua sede ao ver isso só aumentou. Ele abaixou o rosto e deu um beijo no local onde sua mão havia marcado e logo em seguida cravou os dentes sobre a pele que se rompeu facilmente. Em algum lugar em sua mente ele lembra de ter ouvido Harry gritar um xingamento mas ele não se importou. Assim que o sangue chegou em sua boca ele se separou.
- Eu vou te foder com o seu próprio sangue Harry.
A imagem a sua frente era esplêndida, a pele marcando, os dedos do tapa, os dois furinhos que vertiam sangue da mordida e Harry tremendo. A única coisa que melhorou ainda mais a cena foi pegar em seu próprio pau e o arrastar lentamente pelos furos da mordida, o sangue de Harry manchando sua pele enquanto pré-gozo saia da cabeça de seu pau para grudar em Harry.
Louis poderia ficar eternamente naquilo. Seu pau cada vez mais molhado pelo sangue de Harry enquanto estava duro pra caralho, e a bunda que se estendia a sua frente como um banquete. Por uma última vez ele passou a glande já manchada de vermelho sobre um dos furos de suas presas e gemeu. Por mais que quisesse ficar naquela brincadeira sadica para sempre os gemidos manhosos e desesperados de Harry lhe despertavam para o cuzinho virgem e desesperado que ele iria arregaçar.
Segurando em seu pau, ele enfiou a glande devagar e gemeu. O sangue deixava tudo mais escorregadio e paredes internas do garoto que lhe apertavam enquanto ele enfiava o restante o faziam ver estrelas. Harry estava uma bagunça de gemidos e choro pedindo por mais abaixo de si e ele mesmo não sabia por quanto tempo manteria o controle. Estocando num ritmo forte Louis se perdeu no próprio prazer.
Ele nunca tinha ficado com tanto tesão em alguém, suas estocadas selvagens agora faziam Harry gritar e quando sentiu que o próprio orgasmo estava chegando ele manteve um ritmo ainda maior, puxando Harry da cama e o colando a seu corpo para que tivesse acesso ao pescoço do menino.
Harry mal aguentava o próprio corpo, e só estava com as costas coladas ao peito de Louis porque o vampiro estava literalmente lhe segurando, sua cabeça estava tonta e sua visão nublada pelo prazer, ele ia gozar novamente e nem sabia como isso era possível, mas seu pau e mente só imploravam para Louis ir mais rápido, forte e fundo. Sua próstata estava sendo impiedosamente surrada e de sua boca só saíam grunhidos incompreendidos. Sua mão foi em direção ao próprio pau para arrancar de si mais um orgasmo mais Louis foi mais rápido e a segurou. Ele implorou um misto de por favor enquanto lágrimas caíam e quando estava para abrir a boca mais uma vez ele sentiu seu pescoço sendo mordido. Isso lhe mandou por uma espiral de prazer que quase o fez desmaiar, e seu pau ultrassensível gozou como se fosse a primeira vez aquele dia. Ele nunca tinha sentido tanto prazer.
Sua entrada sensível sentiu quando Louis gozou fundo dentro dele, e mais uma vez Harry achou que fosse desmaiar de tanto prazer. A boca do vampiro sugando seu sangue tornava tudo mais sensível. Ele sentia cada parte do corpo formigar de prazer e deleite, e soltou um gemido alto e choroso quando sentiu Louis tirar o pau de dentro de si. Ele estava tão aberto, queria apertar as pernas mas não conseguia se mexer, a boca de Louis estava grudada ainda sugando seu sangue e ele sentiu porra escorrer por suas coxas. Sua boca soltou um murmurinho de lamentação e em seguida os dedos de Louis estavam lá, pegando o próprio gozo e enfiando novamente dentro do cuzinho de Harry para se manter lá dentro.
Harry gritou quando sentiu o vampiro fazendo isso e suas pernas que já estavam trêmulas, ficaram moles, ele sentiu Louis cravando os dentes mais fundo em si e sua cabeça ficou leve, os dedos do vampiro mais uma vez entrando dentro de si, um prazer surreal se apossando do seu corpo e um orgasmo que Harry não previu vindo com tudo. Fazendo tudo ao seu redor girar. Os dedos de Louis saíram de dentro de si e quando Harry sentiu prazerosamente Louis sugar seu pescoço, uma escuridão encontrou ele de volta.
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Louis observou a cena ao seu redor. Os lençóis manchados de sangue, o quarto bagunçado, a adaga no canto da cama, as roupas destruídas que outrora Harry usava e o corpo sem vida em cima da cama. Ele não sabia o que fazer exatamente mas ele sabia que quando tudo aquilo começou, ele devia ter parado. O garoto gelado e morto por sua causa. Ele não sabia por onde começar arrumar tudo.
Ia dar um trabalho do caralho explicar para o seu clã como ele tinha transformado um humano que ia ter uma ligação com ele para a eternidade e ser rei das trevas ao seu lado aos dezoito anos.
"Para garantir que o mais novo chegasse lá, o de olhos azuis levou a mão que antes estava entranhada entre os cachos, até o clitóris saltado e carente de atenção e começou a friccionar em movimentos circulares. Logo, as perninhas que rodeavam sua cintura, estavam tremendo indicando o quão perto Harry estava.
— Você é tão bondoso comigo, que goza com bem pouco… é o melhor irmãozinho que eu poderia ter, hm? — Mesmo que cauteloso nas colocadas, o ritmo que Louis se mexia já era mais intenso que o anterior, somente porque ele precisava ser mais rápido para não ser torturado.
A boca vermelha do cacheado estava aberta e dela, tudo o que saia, eram gemidos e chamados, ele clamava pelo maior quase como se ele fosse sua salvação. Suas unhas pintadas machucavam a pele das costas e ombros levemente malhados, seu corpo inteiro tremulava e então, sem mais nem menos, outro intenso orgasmo se explodiu de sua matéria.
Prontamente, seu corpo suado ficou mole e relaxado, as pernas que antes estavam apertando o meio-irmão se soltaram, assim como o aperto de seus dedos. Mas, nem por isso, parava de solavancar ao que ainda recebia as estocadas ritmadas.
Reformulando o pensamento, agora ele acha que não, Louis não é sua salvação, com certeza estaria mais para a perdição.
O maior, ao sentir como a bucetinha o espremeu quando gozou, foi incapaz de não aumentar a velocidade e a força que botava no menino, ele precisava de mais. Afinal, havia deixado claro para o de olhos verdes que, mesmo quando alcançasse seu orgasmo, continuaria o fodendo.
Louis sabia que precisava ir com mais calma com seu menino, mas toda aquela atmosfera estava deixando-o fora de si, ele não lembrava de algum momento de sua vida ter ficado assim, tão sedento.
Mas, é claro que isso não o impedia de notar caso o cacheadinho quisesse parar ou, apenas, de um tempo para respirar. Ele sabia, olhando para aqueles lindos focos iluminados, naquele tom de verde único, lacrimejantes como nunca, que Harry estava preso em um êxtase ardente, desfrutando dos instantes intensos que o prazer o proporciona. Belo e natural como jamais fora.
Tomlinson se apaixonou um pouco mais.
O mais novo ainda estava processando o orgasmo cru que fora arrancado de si, quando, parecendo acordar novamente, seus braços instáveis se agarraram no de olhos azuis como se necessitasse estar mais perto.
O membro pulsante e gotejante que entrava e saia de si sem dó alguma, passou a ser seu foco novamente, a forma como abria seu canal interno estava lhe deixando tonto. Havia acabado de chegar ao clímax e sentia que, a qualquer momento, poderia vir de novo. Dessa vez, não sabia se iria aguentar.
Voltando um pouco a si, Harry estava gemendo outra vez, agora mais manhoso e arrastado, suas cordas vocais estavam cansadas.
— Cacete, Harry. — Os sons de suas bolas colidindo com a pele do cacheado ficavam cada vez mais molhados, seu pau ainda encontrava dificuldade no vai e vem, mas quando se encaixava, escorregava para dentro como se devesse ficar ali para sempre — Eu vou te encher tanto de porra, vai ficar vazando a noite inteira. Eu sei que você tá doidinho por isso… p-pra ficar todo cheio de mim.
Louis levantou seu tronco, colocou as mãos na linda cintura do irmão e segurou firmemente, a usando de apoio para suas arremetidas. As pernas de Harry continuavam ao seu redor, as mãozinhas que agora estavam longe da pele quente tiveram de se contentar em agarrar o estofado do sofá até as juntas dos dedos ficarem esbranquiçadas.
Sua garganta não tinha descanso ao não parar de gemer e suspirar.
Tomlinson, quando viu aquela boquinha vermelha aberta, não resistiu a vontade e segurou o pescoço de Harry, usando o dedão para massagear o lábio inferior, num objetivo comando de que o menor deveria deixá-la daquele modo, se inclinou um pouco e apenas deixou com que a saliva que se acumulava em sua boca, fosse diretamente em direção a língua que, muito receptiva, se encontrava levemente para fora. Louis se segurou para não revirar os olhos quando observou como o cacheado apenas engoliu, até mesmo fechando os olhos numa clara satisfação pelo ato.
A mão calejada ficou ali mesmo, onde se encontrou confortável naquele pescoço tão atrativo, continuou metendo firme até sentir as bolas repuxarem e aquele conhecido calor se apossar de seu corpo.
— Lou. — A vozinha rouca saiu entrecortada, agora, numa tentativa de controlá-lo, Harry segurou no pulso do maior em seu pescoço. — Tá sendo demais… tá m-muito forte, Lou, n-não aguento assim. Você prometeu que ia m-me comer com carinho. — Suas falas traziam o esgotamento de seu corpo.
Sendo contraditório a suas próprias palavras, o menor revirava os olhinhos cada vez que era impulsionado para cima.
Tomlinson estava à beira de enlouquecer com a carinha que o irmão fazia. Uma mistura de inocência com uma impureza que parecia pertencer a ele. Fazia o mais velho querer acabar com o menor, meter nele até que a bucetinha gorda ficasse num tom próximo a vermelho sangue.
Aproximou-se de seu ouvido e sussurrou.
— E eu estou cumprindo com o que prometi. — Cada vez que sentia seu orgasmo mais próximo, Louis enfiava o pau de maneira menos ritmada. — To fodendo você com todo o carinho do mundo, bebê. — Dizia gemendo, sabia que isso deixava Styles tonto. — Não 'tá sentindo o quanto eu te amo?"
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amores eu escrevi só até esse ponto. Obviamente não da pra finalizar ai, mas to meio sem ideias e desmotivado, me digam oq acharam pfvvv