— Por que exatamente quer saber? Não ficou legal? — Coçou a cabeça sinalizando uma dúvida que pairava em seu olhar.
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— Por que exatamente quer saber? Não ficou legal? — Coçou a cabeça sinalizando uma dúvida que pairava em seu olhar.
Luke Monroe AS Tarzan
Jorge o rei da floresta, olha o tronco ai!
Luke estava passando por um dos inúmeros corredores que dava a diversos outros corredores que levariam a muitas salas na qual desconhecia pra que serviam. Ele estava desbravando o local que até agora ainda era estranho. Seu caminhar era pesado como a sua respiração e parecia que todos os passadiços eram iguais. Como de costume suas mãos estavam em seus bolsos enquanto este prosseguia pra um lugar onde era ouvido vozes. De repente seus olhos o fizeram observar uma garota ruiva que já lhe haviam falado sobre. Seus músculos faciais modularam um pequeno sorriso. De longe observava suas técnicas ao mover de um lado para o outro blocos de um material que ele não conseguia descrever. Respirou fundo e fora se aproximando da moça, quando ouviu a voz da mesma com um tom de reclamação despertando nele uma sensação estranha. “Será que é ela?” Pensou duvidosamente enquanto se aproximava. Estagnou em sua frente enquanto a observava. — Perdoe minha inconveniência, contudo eu queria saber se você se chama Aubrey?
— Que aventuras eu encontraria indo pro dormitório? — Disse com um tom de desdém. — Não perguntarei novamente, mas já vou indo.
Seus pés que outrora caminhavam interromperam suas ações ao ouvir ser chamado pela garota. Estes que antes se movimentavam pararam o rapaz dantes chegar perto da porta. Luke ao olhar pra moça que estava em sua frente travando sua passagem proferiu palavras sem expressar reação ao dizê-las. — Porque ao acrescentar o “e” estaria lhe dando dois defeitos diferentes. Em momentos você seria egoísta e em outros seria comodista, porém colocando barra eu digo que você é uma Interesseira comodada ao mesmo tempo. — Respirou vagarosamente. — As pessoas começariam se afastar de você, por te achar tão frívola.
Cruzou os braços e o seu rosto novamente retratou um sorriso sínico. Era um grande prêmio para o rapaz ser considerado uma ameaça. — Hum... É sempre bom mostrar perigo, assim as pessoas não mexem com você pra brincar no momento errado. Na selva todos são amigos, todavia quando são atacados pelo predador se portam como se ninguém fosse amigo de ninguém. — Pôs a mão no bolso, abaixou sua cabeça e ouviu atentamente tudo o que era dito pela moça a sua frente. — Quem vê filmes de terror sabe muito bem o que acontece na cena quando se encontram apenas a vítima e o assassino que está escondido, mas nada adianta se você grita pra que a personagem ouça; Não vai acontecer, pois quem escreveu sabe muito bem o que deve ocorrer, mas finge que não ver pra quem tá assistindo se deliciar com tal cena. — Disse sem expressar nenhuma reação. — Você não vai comigo?
Nem tente me tapear com essa, na selva até os mais indefesos sabem atacar no momento certo. — Seus olhos observavam o quanto a garota fazia esforço pra alcançá-lo onde estava. Era possível ver sua debilidade. — Não sei... é o que se espera depois de ser enganado. Quase tudo sempre se repete por aqui. — Sorriu ao perceber que a mesma fazia muitas perguntas ao mesmo tempo e que uma delas era se ela poderia acreditar que este era uma ameaça. — Tenho cara de ameaça? — Maliciosamente seus lábios fizeram a curva de um sorriso dissimulado. — Uma leoa nunca conta o segredo de sua caçada, não espere que eu o faça. Eu ainda não conheço as pessoas que moram aqui, mas sei que há muitas coisas estranhas e que nem o mais sábio poderia descobrir em quem confiar. Sinto cheiro de ganância, ódio, mortes e muitas outras. E se... se guardar destas coisas é ser solitário, acho que eu vou ficar sozinho nesse lugar.
Ainda escorado na parede com as mãos no bolso o rapaz ouve o que o outro lhe dissera com atenção, entretanto quando o mesmo começou a explicar que tudo aquilo era uma escola Luke bufou. Seus olhos reviravam ao perceber que fora trazido pra cá pra treinar suas habilidades, que pra ele já eram bem controladas, como se a selva de onde morava já o havia feito. — Muito bonito isso que você falou, mas acho que não serve pra mim. Não pra mim. — Tirou a mão no bolso e prendeu o cabelo. — Só queria saber o porquê da Rainha ter me trazido pra cá. Eu não preciso disso. Meu povo precisa de mim...
— Eu deveria não acreditar nas pessoas desse lugar. — Segurou a maçaneta da porta virando-a para abrir. Puxou o objeto abrindo-a pela metade, seu rosto virou para prestar atenção na garota que dissera que poderia auxiliá-lo naquele local. — E porque me ajudaria? Devo acreditar que vais a me enganar?
Ah... isso é a enfermaria? — Disse descontente ao perceber que ela estava certa. Não que isso mudaria a vergonha que este está passando no momento. — Me disseram que era o dormitório dos alunos novos. — Sorriu um sorriso largo envergonhado e coçou a cabeça. — Acho que é melhor eu lhe deixar sozinha!
— Você também está nessa? — Riu sem ruído, apenas fazendo um ligeiro movimento dos lábios e da face. — Acabei de chegar não sei nem o porquê de eu está nesse lugar! Se você não sabe, então não ficarei aqui tirando seu tempo. — Pegou as malas que estavam no chão e pôs sobre seu ombro.
— Nossa como você consegue ser tão interesseira, barra, comodista? Quanto mais você pensar somente em si mesma desse jeito... — Expeliu uma mínima quantidade de ar com toda a força que tinha em seus músculos faciais. — Quer saber nem precisa levantar já que é muito fútil pra acrescentar em sua vida! — Prendeu o cabelo e foi em direção a porta.
— Eu só perguntei pra que serve esse lugar! Conseguiu entender bem? — Aproximou-se da parede e em seguida se escorou na mesma. Pôs suas mãos dentro do bolso da calça e ficou observando a reação do rapaz enquanto esperava a resposta.