Ana Campagnolo, Sarah Sheeva, Karina Bacchi e o terror do moralismo católico. 🔥
A principal diferença entre a religião católica e a religião evangélica é o modo pelo qual os fiéis são salvos. No catolicismo, a cooperação moral humana é decisiva para a salvação, e o fiel católico perde a salvação a cada pecado mortal, seja por atos, desejos ou palavras. Faltar à missa dominical, por exemplo, já é um pecado mortal. O catolicismo é uma religião moralista, e a espiritualidade católica é um verdadeiro campo minado. No evangelicalismo, a salvação é gratuita e imerecida, somente pela fé em Cristo e pelos méritos de Cristo, e jamais pela cooperação moral humana. O crente evangélico não perde a salvação por pecados isolados, mas somente pela rejeição definitiva da fé. A santificação, sempre gradual e imperfeita neste mundo, é efeito da salvação, e não meio para alcançá-la. A lei moral serve de guia para o crente evangélico, mas sem poder condenatório sobre a vida dele. Por conta disso, o crente evangélico é livre do fardo moralista. O que ocorre com Ana Campagnolo, Sarah Sheeva e Karina Bacchi é que o trabalho delas segue as premissas do moralismo católico nas diversas áreas em que atuam. O evangelho da graça foi substituído pelo falso evangelho católico, no qual a salvação depende daquilo que o crente faz, seja no modo de vestir-se, seja na música que ouve, seja nos lugares que frequenta ou na posição ideológica ou política que adota. A ênfase sempre recai no esforço moral humano, e não unicamente na obra perfeita de Cristo. Toda essa aparência de piedade não passa de uma heresia católica, que aterroriza e oprime os evangélicos. Os princípios protestantes de Solus Christus, Sola Gratia e Sola Fide são antimoralistas e libertadores. Eles geram uma religiosidade evangélica da confiança, da segurança e da gratidão. O oposto disso é uma religiosidade demoníaca, que o tempo todo gera ansiedade e coloca em dúvida o amor incondicional de Deus por seus filhos.