Quando você chegou, eu não acreditei que fosse real. Não podia ser. Conversar com você era tão gostoso, tão fácil, tão leve. Foram dias e foram noites. Foram algumas madrugadas também. Tanta coisa foi dita, mas tanto ficou a dizer. Você me fez enxergar em 60 dias, coisas que eu não enxerguei durante a minha vida. Você me fez me perceber. Me fez acreditar em mim. E era tudo tão certo, tão nosso, tão nós. O dia que encontrei você, eu não conseguia parar de tremer. Quando vi você de longe, vindo na minha direção, eu só consegui pensar: "uau". Quanto mais eu olhava dentro desses olhos castanhos, mais eu queria me perder dentro deles. Você era tão bonito que eu não conseguia parar de pensar isso. Ainda consigo lembrar do seu rosto, do seu sorriso tímido e das dobrinhas no canto da boca. Quase 12h com você e eu nem senti. O cansaço chegou, o assunto acabou, mas ainda era tão bom estar ali. Eu adorava ir dormir sorrindo depois de trocar mensagens de boa noite com você. Isso quando conseguia dormir. Pensava em você, sonhei com você. Mas então, você se foi. Como o último sopro fresco do verão, que vai sem se despedir e deixa o peito abafado e a garganta queimando. Assim como um pôr do sol que te deixa sem fôlego e depois se vai, deixando aquele momento único apenas na memória e no coração. O problema é que agora nada mais faz sentido e nada mais tem graça, porque nada nunca é o bastante para compensar o buraco que você deixou. Nada nunca é o suficiente. Seguimos. Inteiros ou não.