Não é culpa sua, nem de ninguém, talvez nem minha, só me sinto como um barranco, que desmorona a cada dia um pouco mais, resta pouco de mim agora, me pergunto se dá pra reconstruir com o pouco que sobrou, talvez dê, talvez não, na verdade não sei se tenho mais forças pra recomeçar, é como se cada pessoa que passasse por mim levasse um pouco da minha terra, olha eu não sei como fazer ela se multiplicar, resta pouco, muito pouco, talvez seja suficiente, mas talvez não, talvez ninguém entenda o que quero dizer, mas talvez essas palavras façam sentido pra alguém, na verdade não estou me importando com isso, só precisava escrever, não que faça sentido algum, talvez tudo isso passe e amanhã eu acorde com um sorriso radiante no rosto e plante uma árvore na terra que sobrou, talvez não, talvez nem durma, talvez nem acorde, enfim, essa não é uma carta suicida.