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@infrutuoso
Tão imperfeitas, nossas maneiras de amar. Quando alcançaremos o limite, o ápice de perfeição, que é nunca mais morrer, nunca mais viver duas vidas em uma, e só o amor governe todo além, todo fora de nós mesmos? O absoluto amor, revel à condição de carne e alma
Hoje eu acordei mal. Senti-me poeta novamente, porque após tanto tempo de calmaria, meu coração tremeu hoje de manhã, e mantém-se tremendo até esse instante. Agora já é tarde, o almoço já foi, já reli várias de minhas poesias e relatos anteriores, dos quais alguns me encheram os olhos de lágrimas -não porque os julgo bem escritos- por causa da estranha nostalgia que senti. E assim o fiz procurando entender o tempo inteiro o porquê do meu coração ter acordado mole, o porquê de eu estar me sentindo pra baixo o dia inteiro, e agora, creio eu, encontrei uma resposta: Estou com medo. É o medo do coração que se apaixona novamente depois de tantas decepções já superadas. O medo constante da dor que o amor pode causar quando a vida não corresponde às nossas expectativas. Hoje senti-me poeta de novo. Talvez seja porque havia muito tempo que o meu coração nada sentia, e mesmo hoje sendo medo que sente, pelo menos posso sentí-lo bater novamente.
e se você volta tem que ter porquê
é tudo um processo sobre construir seus próprios muros e pontes e saber a hora de demolir tudo e começar de novo
Sentir
Sinto falta das nossas conversas, sinto falta dos sorrisos singelos e das gargalhadas altas, sinto falta do teu olhar sério quando está lendo, sinto falta das tuas palavras inspiradoras, sinto falta da tua atenção. Mas hoje oque não queria sentir era saudades de nós.
Não consigo não ceder à pressão do papel ou da caixa de texto. Olho a maldita folha ou tela em branco resoluta, totalmente decidida a me quebrar na porrada, então sento-me e começo a travar mais uma batalha contra a desgraçada. Lembro de Hemingway. É fácil escrever. É só sentar e sangrar. Golpeio-a com jabs enérgicos até o sangue correr. Quase sempre o meu corre primeiro e perco a luta, mas é assim que a coisa funciona. Escrevo mesmo sem saber o que diabos irei escrever. Só escrevo. Escrevo. Escrevo. E continuo mesmo que nada tome forma, mesmo que tudo vá parar no lixo. Me perguntaram se eu era escritor. Na ocasião não soube o que responder. Devo ser, penso agora. Não é possível não ser um escritor quando não se escreve apenas por conveniência, quando não se escreve somente para fins de autogratificação, autopreservação ou qualquer merda autodirigida. Não é possível não ser um escritor quando a escrita se tornou um imperativo visceral, quando a transcrição dos pensamentos se tornou uma necessidade orgânica mesmo quando nada está muito claro na cachola. Se me recosto aqui e sou invadido pela necessidade de escrever como me ocorre agora e continuo a escrever mesmo sem saber exatamente o que escrever é porque há alguma coisa em mim que pulsa, um pendor natural à escrita que me permite dizê-lo: bem… ah, sim, sou sim. Sou escritor. De concreto só uma novela inacabada que perdi numa atualização do sistema e um romance meia-boca que também foi pro saco tecnológico. Nenhuma publicação. Mas que se foda. Tô aqui ainda martelando o teclado. Sei lá porquê. Então devo merecer a qualificação, você não acha? Não acha? Ora, como não? Bem, então tá bom.
Edson Junior.
O remédio mais simples pra minha solidão continua sendo me afogar num mar de um livro bem escrito.
fica pro almoço pro café pro jantar pra dormir pra acordar fica aqui mora aqui mora em mim.
Quero ser feliz. Para isso, preciso de modelos. Há os livros de auto-ajuda, há a felicidade oficial da mídia. Quero ser feliz e, nas revistas, vejo os meus ídolos galãs, malhados, ricos, rindo entre modelos e apresentadoras. Quero ser feliz modernamente, mas carrego comigo lentidões, medos, idéias antigas de alegria, traumas, conflitos. Sintome aquém dos felizes de hoje. Não consigo me enquadrar nos rituais de prazer que vejo nas revistas. […] Para mim, felicidade era uma missão, a conquista de algo maior que me coroasse de louros, a felicidade pressupunha “sacrifício”, luta por cima de obstáculos. Olhando os retratos antigos, vemos que a felicidade masculina era ligada à idéia de “dignidade”, vitória de um projeto de poder; vemos os barbudos do século XIX de nariz empinado, perfis de medalha, donos de algum poder nem que fosse sobre a mulher e os filhos aterrorizados. […] Hoje não. Nossos heróis masculinos não trabalham. A mídia nos ensina que os heróis da felicidade não têm ideal algum a conquistar, a não ser eles mesmos. A felicidade virou uma autoconstrução de sucesso… de bom desempenho. O solitário feliz suga o prazer em cada flor, sem conflitos, sem dor sem afetos profundos mas sempre com um sorriso simpático e congelado. O herói feliz passa a idéia de que não precisa de ninguém, de que todos são objeto de seu desejo de que todos podem ser prisioneiros de seu charme; mas ele, de ninguém. A felicidade moderna é o consumo do outro.
Arnaldo Jabor. Amor é prosa, sexo é poesia. (via indague)
Preciso de três “c” Colo, carinho e cuidado. Esses três “c” mudariam muita coisa.
Processiva (via indague)
Cerveja, cigarros e comida
É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.
O Pequeno Príncipe. (via ventodeagosto)
Passado, presente e futuro devem coexistir harmonicamente na mente humana. Quando um deles é priorizado e os demais são totalmente esquecidos, surge alguma espécie de desequilíbrio, ou, no mínimo, a hipótese de que algo não esta correto, não está bem. Viva cada dia de uma vez. Não deixe de viver bem o hoje, em prol de um futuro que pode nem chegar. Se está infeliz no presente, busque motivos para se contentar com o que tem nele. Não viva sonhando com o que terá num tempo incerto que ainda nem chegou e, quiçá, nem chegará.
Machado de Assis. (via ventodeagosto)
Irônico
Tanto escrevo sobre o amor, mas não sirvo para amar.
você percebe a bagunça que eu sou?