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@interregnvm
Entre o envio e o que advir
Dobrei a carta
devagar,
como quem entende
que algumas dobras
mudam destinos.
Não escrevi para pedir pressa.
Escrevi porque há histórias
que só existem
quando formalmente destinadas.
Depois do envio
vem o intervalo.
Mão vazia.
Coração ardendo.
E o mundo fingindo
normalidade.
Nesse remetente coexistem
a ansiedade
e a esperança —
sentadas lado a lado,
mesmo sem nunca se olharem.
Não sei por onde a carta anda.
Que mesas atravessa.
Que olhos a leem,
se com o devido cuidado
ou mero cansaço.
Mas sei que,
ao chegar,
ela não exige apenas resposta.
Traz possibilidade.
Um fato reconhecido.
Um vínculo refeito.
Uma porta que, talvez,
sempre esteve ali,
mas só agora
aceita ser aberta.
Há cartas que não devolvem
o passado.
Elas devolvem
futuro.
E talvez ele não venha
como imagino.
Talvez venha em silêncio,
ou em espera,
ou em uma linha breve
que muda tudo.
Ainda assim,
enviá-la é um gesto de fé:
acreditar que o que somos
pode atravessar o mundo
e ser acolhido.
E amanhã,
mesmo sem retorno,
voltarei a dobrar o papel,
a contar a história com cuidado,
como quem sabe
que algumas cartas
não pedem resposta imediata —
pedem tempo
para aprenderem a chegar.
Arthur desconhecido