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JVL

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@inversuz
Ainda tem alguém aqui?
Eu sabia muito do amor enquanto o vivia sozinho, idealizando, imaginando momentos, sem tomar coragem de agir. Eu sabia muito do amor enquanto não o recebia, porque até a rejeição era inventada. A outra parte, o capítulo seguinte, o “sim” como resposta: nunca houve. Até agora. E a simplicidade do amor poetizado é lindo, confesso. Nas linhas o amor fica reto. Mas ainda mais bonito é encará-lo em meio aos nós: da garganta, das famílias que se unem, das incompletudes que se ajustam. Encontrar um amor foi me redirecionar. Desculpem-me os que se bastam bem, mas ao amar me desconheci sozinho. Não porque perdi a individualidade, não porque rompi com o meu “eu”, mas porque mergulhei tão profundo e me senti tão acolhido em outro peito que já não vejo sentido em considerar a diferença. Processo reversível, eu sei. Amanhã é outro dia e eu o respeito. Hoje me entregarei!
Mateus F.
Joseph Yaeger, Meanwhile, 2021
Rui Pires Cabral
in Morada
Ramón Gómez de la Serna. Total de greguerías (1955). [27]
“Viver é aprender a ceder. A libertarmo-nos de nós mesmos. Só o nosso espírito nos pode soltar, porque só ele nos aprisiona. Ser autenticamente feliz depende de uma transformação na forma de olharmos o mundo, aceitando-o sem grandes condições e agindo sem precipitações. Cedendo. Cedendo, sempre.”
— José Luís Nunes Martins, in “Filosofias: 79 reflexões”
PJ Mattan
Ig: @gihrodrigueez