(devrim özkan, 29 anos, ela/dela) Era Uma Vez… Uma pessoa comum, de um lugar sem graça nenhuma! HÁ, sim, estou falando de você DAMLA ATAMAN. Você veio de BODRUM, TURQUIA e costumava ser DETETIVE POLICIAL por lá antes de ser enviado para o Mundo das Histórias. Se eu fosse você, teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava MARATONANDO FILMES DE SUSPENSE POLICIAL tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má! Tem gente aqui que estava montando em dragões. Tá vendo só? Você pode até ser DESTEMIDA, mas você não deixa de ser uma baita de uma CONTROLADORA… Se, infelizmente, você tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de A INVESTIGADORA na história PINÓQUIO… Bom, eu desejo boa sorte. Porque você VAI precisar!
De personalidade impaciente, controladora, independente e orgulhosa, Damla é a mais nova investigadora policial da delegacia local de Bodrum. Foram muitos anos trabalhando para alcançar aquele cargo e ela realmente gosta do que estava fazendo. Entrou na polícia logo após finalizar sua gradução em Direito em Istambul. Havia retornado para sua cidade natal afim de trabalhar junto com o pai em seu famoso escritório, mas não conseguiu engolir suas injustiças. Treinou muito para conquistar sua posição e era simplesmente irritante estar vivendo naquele universo paralelo.
Pelos primeiros meses no Mundo das Histórias acreditou na teoria de estar vivendo um reality show maluco, mas após a última morte e as vivências que teve, tendo a certeza de que não estava apenas em um sonho, Damla começou a acreditar que magia realmente é real. Gosta disso? NÃO! Ela quer mais do que tudo voltar para a sua vida e para o seu trabalho, mas agora entendeu que não vai ser tão fácil. Acredita que tem gente atrapalhando a volta dos perdidos e precisa descobrir quem é. Já que vai ser uma investigadora no futuro também, por que não usar suas habilidades agora?
No momento atual, conseguiu dois empregos no Mundo das Histórias: Vai começar a trabalhar como Pesquisadora Auxiliar do Feiticeiro e Guarda pessoal da Rainha Legítima. Não gostaria de estar em contato com essas pessoas, mas o caso exigiu de Damla tomar atitudes drásticas e se envolver no meio. De qualquer forma, está preparada para desvendar tudo e sair desse mundo o quanto antes.
NO MUNDO REAL:
Havia acabado de finalizar sua graduação em Direito quando tomou a decisão de largar tudo no escritório e entrar no treinamento da polícia. Havia cortado laços com o pai e seu escritório de advocacia após descobrir sobre determinadas injustiças cometidas por eles que estavam prejudicando pessoas inocentes. Decidiu que um dia iria fazê-los pagar pelo que estavam fazendo. Conseguiu finalizar seu treinamento no tempo mínimo, ainda que sua personalidade estourada a colocasse em maus lençóis de vez em quando. Notavam, porém. o seu esforço para sempre se sair bem no trabalho. Tanto que chamou a atenção de um dos superiores que tomou a decisão de treiná-la pessoalmente.
Apesar da frustração com a família, gosta muito do trabalho e estava satisfeita com o lugar conquistado. Gosta muito de trabalhar em campo e da adrenalina de seu cargo. Sente que tomou a decisão correta. Mesmo que seus poucos amigos seguissem dizendo que ela estava perdendo sua melhor fase ao se dedicar apenas ao trabalho e a noites sozinha em casa com seus filmes do Hitchcock e taças de vinho. Mas por que perder tempo se irritando na rua ou na companhia de alguém que seria idiota na manhã seguinte? Pelo menos “Rear Window” nunca havia a decepcionado.
Recentemente promovida a investigadora da polícia, a nova detetive resolvia seu primeiro grande caso em Bodrum. Quando recebeu o livro estava em sua sala na delegacia. Pensou estar de posse de alguma prova sobre esse caso e não hesitou antes de abrir o pacote e depois o livro brilhante.
Damla não sabia bem o que estava acontecendo com ela naquele momento. Havia entrado no The Mist novamente para poder beber e pretendia encontrar um lugar para ficar sozinha. No entanto, no momento que adentrou o lugar, o sentiu diferente das outras vezes. Seus instintos pareciam mais aguçados e seu olhar se prendia às pessoas passando ao seu lado com um novo interesse... Algo tão estranho que ela não conseguia descrever. Ataman piscou lentamente, tentando afastar o súbito calor em sua garganta, mas logo percebeu que aquela sede incomum não iria embora tão fácil. Precisaria até mais do que sua cerveja de sempre. Foi então que seus olhos se fixaram em uma figura ao fundo do pub. Com a visão mais apurada que o normal, reconheceu Hades. Normalmente vilões a chamavam atenção por serem possíveis pessoas para investigar, principalmente no caso de Hades que havia aparecido no Reino dos Perdidos do nada, mas agora era diferente. Ele nunca aparentou tão irresistível, e ela sentiu seus pés se moverem na direção dele quase sem que percebesse. "Boa noite..." Aproximando-se, Damla permitiu-se um sorriso ambíguo, muito incomum dela que costumava guardar flertes para poucos. Se a companhia observasse bem, veria que presas afiadas haviam aparecido na policial e nem mesmo ela notara. "Eu acho que não nos conhecemos ainda." Ela o olhou de cima a baixo, mas seus olhos acabaram se fixando no pescoço dele. Em seguida, ergueu os olhos para fixá-los nos dele novamente. Ela aproveitou e levantou a mão devagar, tocando levemente o ombro dele como se quisesse avaliar algo, o polegar seguindo uma linha invisível por ali. "Me chamo Damla."
"-- BOO!" Saindo de trás de sabe-se lá onde, Carlota quis dar um sustinho em Muse que estava sozinho pela avenida, e logo em seguida não perdeu a oportunidade após abaixar o véu para que a pessoa visse quem era. "-- Poxa....tão só! Vai que tem um maníaco por ai. E eu entendo bem de maníacos...eles atacam nos piores momentos..." Deu uma piscadinha para outrem, antes de se aproximar. "-- Joking...unless.....brincadeirinha. Mas e aí, que tal uma volta pra ver quem se assusta mais? Tenho vários doces de recompensa." O sorrisinho era de quem não valia nada, ainda que carregasse certa gentileza. "-- Vamos....tenho certeza que consigo fazer você gritar....de algum jeito."
"Acho que você não me conhece ainda, mas estou bem acostumada com a ideia de ficar sozinha. Na verdade, prefiro." O problema era que no Reino dos Perdidos parecia simplesmente impossível conseguir ter um pouco de paz. Todas as vezes que conseguia um canto, aparecia alguém disposto a puxar conversa. "Não precisamos dar volta nenhuma, já está claro quem ganharia essa brincadeira." Cruzou os braços. A policial deixava implícito que seria ela a única vencedora possível. Damla gostava de Halloween e não tinha medo nenhum do clima daquele evento. Não havia nada ali que a fizesse se assustar. Arqueou a sobrancelha para a morena quando ela ainda ofereceu os doces e se segurou para não dar mais nenhuma resposta atravessada, achando aquela troca muito inútil. Precisava, pelo menos, tentar ser simpática as vezes. "Não vai conseguir me fazer gritar, mas já que insiste tanto." Deu de ombros. Esperava que no fim, conseguisse ficar sozinha. "Mas doces não. Eu ganho e você enfrenta a fila do bar para mim. Sem paciência para a quantidade de gente naquele lugar." Deveria imaginar que ninguém resistiria a um open bar. "Onde vai começar essa competição?"
Quem: @investigctor
Atração: Castelo bem assombrado
Não tinha nada contra a maioria dos perdidos, mas possuía basicamente tudo contra todos os perdidos do conto dele, por que se ficassem ali significava que ele voltaria a ser um boneco de madeira e ele não queria nada daquilo. E com todas as questões dele, como o fato de ter um negócio secreto, a última coisa que ele precisava era uma perdida que seria investigadora, era só o que faltava! E mesmo assim, quando viu ela andando quase distraída pelo corredor do castelo se obrigou a puxar ela pelo braço com força para dentro de uma pequena sala que parecia ser um depósito. Era um lugar antigo, escuro e cheio de teia de aranhas, sentia o cheiro do pó de maneira que irritava as narinas, mas pelo menos ali dentro não tinha assassinos e agora com mais ela ali, era um lugar terrivelmente apertado com todas aquelas caixas. Assim que Damla abriu a boca, ele colocou um dedo sobre os lábios dela como se pedisse silêncio, a voz dele saindo baixa como um sussurro pra ela. ❝Dá pra calar a boca, perdida? Ou quer ficar aqui pelo resto da noite?❞ O tom era levemente irritado, havia ouvido algo sobre como quem era pego acabava tendo de ficar ali pra perseguir o outros pelo resto da noite e ele ainda queria se divertir mais, beeeeem mais. Quando sentiu que ela iria se mover, prontamente a empurrou um pouco mais contra as caixas atrás dela, não se importando em ser rude ou não. ❝Qual a parte de ficar quieta, você não entendeu? Quer que peguem a gente?❞
Ao ouvir os comentários dos Perdidos sobre o castelo supostamente assombrado e inescapável, Damla no mesmo momento sentiu seu espírito competitivo se reacender. Eles estavam propondo que ela não conseguiria sair daquele castelo em menos de uma hora?! A proposta soava quase como um insulto. Faria questão de conseguir. O Reino dos Perdidos podiam ter magia, mas ela era destemida, inteligente e uma policial muito bem treinada. Tinha condições suficientes para sair daquele lugar em tempo recorde e sem ser assustada por nenhum dos tais monstros. E sendo sincera, ela estava precisando de uma vitória, por mais trivial que fosse como uma bobagem de Halloween. Como suas investigações pareciam não sair no lugar, qualquer desafio era bem-vindo para aliviar a frustração que sentia e lembrar que ainda era capaz de conquistar algo. Adentrou o castelo e começou a caminhar pelos primeiros corredores. Ao longe, ela escutava alguns gritos; a decoração demosntrava esforço em assustar, mas continuava atenta e com os sentidos em alerta, analisando cada saída e planejando seu caminho com calma. Ao final do corredor, pretendia traçar uma estratégia para escapar o mais rápido possível. Só não teve a oportunidade de fazer isso. Foi puxada bruscamente para dentro de uma sala minúscula por Pinóquio. Já não era suficiente conviver com ele em sonhos?! Para que aquilo também? Começou a questioná-lo, com seu jeito impaciente de sempre e foi surpreendida com o dedo em sua boca. A policial praticamente o matou com os olhos naquele momento. "Quem raios você está pensando qu...?!" Damla colocou suas mãos no peito de Pinóquio e fez menção a empurrá-lo para longe, mas novamente ele foi mais rápido e a empurrou um pouco mais contra caixas que tinham ali, a fazendo resmungar. "Quero que você me explique o que está fazendo." Dessa vez, Damla também sussurrou ao questioná-lo, apesar da raiva ainda estar estampada na maneira como seu maxilar estava contraído e ela o encarava sem piscar. Se Pinóquio estava pensando que Ataman precisava de ajuda, estava enganado! Pretendia dizer isso, mostrar que podia lidar com qualquer situação sozinha, mas foi interrompida pelo que parecia ser o som da maçaneta girando, indicando que alguém estava tentando entrar na sala. Sem pensar, ela segurou o braço de Pinóquio e o puxou ainda mais para perto, pressionando o corpo dele ao seu. Precisavam ficar o máximo escondidos para que quem entrasse não os percebesse ali. Uma de suas mãos subiu instintivamente até o ombro dele, os dedos firmes o mantendo próximo, enquanto o braço livre se apoiava em uma prateleira atrás deles para garantir que nenhum movimento abrupto chamasse atenção. Ainda assim, Damla não perdeu a oportunidade aproximar a boca do ouvido dele para sussurrar. "Se sequer pensar em me mandar calar a boca daquele jeito de novo, eu juro que arranco seu precioso nariz fora. Diga adeus para sua historinha.”
Como Damla pediu para Robert aparecer no dormitório dela com roupas leves, foi exatamente isso que ele fez. Vestiu uma calça de moletom e uma blusa mais larga e foi em direção ao quarto dela. Também pegou uma garrafa térmica onde levava um pouco de café e uma mochila com algumas outras coisas básicas. Já tinha ido para muitas casas de amigos para passar a noite estudando antigamente, mas era estranho ter que ir encontrar Damla dando uma espiada por cima do ombro só pra ter certeza de que ninguém estava o seguindo. Até porque a conversa que eles tinham sobre as teorias não era algo que o Feiticeiro gostaria de escutar. Quando ela o atendeu, Robert não demorou a entrar no lugar. "Tecnicamente, eu cheguei na final. E não se esqueça que eu demonstrei um grande conhecimento de História dos Reinos." Robert relembrou das questões que teve que responder quando ficou contra Loren. Era estranho relembrar sua vitória contra o cara que era de uma de suas bandas preferidas. Banda essa que estava até estampada em sua blusa agora. "E eu nem assisti todos os filmes da Disney." Continuou, tentando ainda tirar um pouco de crédito dali para dizer que estava se esforçando na escola. Ele não aguentou e soprou uma risada. Ah, se tivessem realmente nos tempos do colégio... teria sido chamado de nerd.
Ele foi até a cama de Damla, tirando os sapatos quando se sentou, ainda tentando ficar confortável nos aposentos de outra pessoa. Quando a mulher trouxe à tona a última etapa da competição, Robert suspirou. Talvez pudesse falar disso agora, já que antes... tinha ficado um tanto confuso. "A caverna foi feita para... tentar nos persuadir a ficar lá." Explicou, gesticulando como se tivesse dando uma aula. Como se fosse algo distante agora. "Parecia que não era mais eu lá. Parecia que... bem, era o Navegador. Me mostraram um cenário que ele gostaria de ficar e... é por isso que perdi mais tempo." Era estranho, principalmente quando agora Robert estava sofrendo com aqueles apagões durante a noite. "Acho que estou indo bem nas entrevistas. E você?" Perguntou pra ela, logo continuando: "Eu espero que consiga algo com biologia, para conhecer mais da natureza daqui. Se não... posso me arriscar tentando cozinhar ou até como atendente." Assentiu; logo dando uns tapinhas na mochila ao seu lado para mostrar que trouxe algo. "O que me lembra... eu trouxe café e fiz alguns sanduíches pra gente." Disse com um sorriso dessa vez orgulhoso, como se estivesse ficando melhor naquilo de cozinhar. "Então, como você está? Tem tido noites boas?"
"Meus parabéns, canım. Estou realmente impressionada com o fato de você ser um viciado em musicais. Eu deveria te expulsar do meu quarto ou...?" Damla debochou do perdido, em brincadeira. Ela achava sim que Robert merecia créditos por todo o trabalho que teve durante aquela competição. A explicação dele também fazia algum sentido e ela gostaria muito de poder falar com ele sobre o sonho que teve com Jacob. Seria tão útil saber se ele também havia sido presenteado com tantas informações. Afinal, agora ela conseguia imaginar que os motivos para que o Navegador quisesse ficar preso naquele cenário era porque Jacob queria que ele fizesse. Tinha certeza que havia dedo do novo grande vilão naquela história toda. No entanto, ela não conseguia sequer formular uma frase para poder entrar no assunto com Robert. A boca travava, a impedindo de continuar. "E em que cenário o Navegador gostaria de ficar? Não me diga que perdeu por ficar seduzindo sereias." A perdida brincou novamente, enquanto pegava um dos sanduíches da bandeja alheia. "Uau! Você virou cozinheiro, Navegador? Agora estou começando a ver vantagens nessa amizade." Mordeu o lanche e aprovou o sabor. Se Robert continuasse melhorando na cozinha daquela forma, faria reuniões como aquela com mais frequência. "E você conseguiu algo na área de biologia, não foi? Parabéns para o meu nerd favorito. Vou comer mais um desses só para comemorar." Piscou para o amigo. Depois só precisaria pegar uma cerveja em sua geladeira para acomapanhar. "Também estou satisfeita com o que consegui. Aguentar Guinevere tem sido fácil, apesar de achar ela simpática demais as vezes. E também estou muito próxima do Feiticeiro. Imagino que vai ser útil em um futuro próximo quando precisarmos fazer alguma investigação específica." Após a pergunta do perdido, Damla o enviou um olhar significativo. Gostaria muito que ele percebesse por ali que não, não havia como ter noites boas depois do sonho com Jacob. Como poderia dormir bem sabendo que em seu mundo ninguém mais estava se lembrando deles? Havia aprendido que não podia duvidar de nada naquele mundo, então não pensava que Jacob estava blefando quando dissera aquilo. "Minhas melhores noites tem sido aquelas em que eu não durmo. Não sei se vai conseguir entender."
@investigctor comentou 🪵 para um starter: "i don't need advice right now".
"tenho certeza que ele só estava tentando ser gentil." o movimento mecânico do boneco, observando geppetto e a mulher, deixavam claro que a magia de fada não era o suficiente para transformá-lo no melhor conselheiro do reino. "eles foram criados para ajudar em coisas mais básicas, ainda não se adaptaram aos problemas dos perdidos." não sabia até onde ela se sentia confortável sendo chamada daquela forma, mas de que outra forma os chamariam? "pode ensinar como ele pode te ajudar, se quiser adquiri-lo."
E Damla tinha certeza que aquele boneco estava querendo tirar uma com a cara dela. Bastava olhar bem para a cara que ele estava fazendo naquele momento... Como se achasse graça na perdida. Tudo bem, se ela também estivesse vivendo uma vida boa assim, sentada com a liberdade de simplesmente julgar perdidos, faria igual. Ainda assim, virou-se para o homem que falava com ela, reconhecendo Gepetto com facilidade. Aparecia em seus sonhos com frequência, graças a proximidade que teriam no futuro conto do Pinóquio... Se Damla não conseguisse uma forma de voltar para casa. O que ela iria fazer. "Não, canım. Acho que essa eu vou passar." Sua intenção ao ir até ali, não tinha nada a ver com bonecos naquele momento. Tinha coisas muito mais importantes para resolver. "Queria falar com você mesmo. Está ocupado?"
Com o ego que tinha, era bem dificil para Eugene admitir quando encontrava alguém que considerasse estar no seu nível. Aquele tinha sido o caso com Damla, que tinha ganhado seu respeito da forma mais rápida possível mesmo após descobrir que ela trabalhava do lado da "guarda" em seu mundo – velhos hábitos eram difíceis de morrer, e ele ainda olhava meio torto para qualquer figura de autoridade. “Ha, ha. Não deixa subir à cabeça, Ataman!” o tom era repreensivo, mas com um toque de humor. “Mas é verdade, sim, eu admito. Não tem porque esconder! Você era claramente melhor que a grande maioria ali, com exceção, sei lá, da Merida que faz disso basicamente a personalidade dela. Nenhuma crítica aqui, Merida!” acrescentou rapidamente, olhando para os lados com medo de ter ofendido a princesa de Dunbroch por acidente. Não que ela já tivesse visitado a sede do TaskBandits alguma vez, mas nunca se sabe. Apoiou os cotovelos no balcão como uma idosa fofoqueira, se aproximando mais dela e abaixando o tom de voz. “Nenhum sentido. Sério! Até agora não entendi o que aconteceu. Nada contra os ganhadores, mas sei lá, achei tudo muito estranho. Mas e aí, o que te trouxe aqui hoje? Só veio tirar uma com a minha cara?”
"Que isso! Não precisa mais esconder, Eugene." A resposta dele a fez esticar um sorriso de canto com bom humor. Adorava provocá-lo e começava a perceber, ao longo dos meses, que aquilo não conseguiria passar tão fácil. "Tudo bem, eu aceito ser comparada com a Merida, porque também concordo que ela é muito boa no que faz. Além disso, ela tinha a vantagem de conhecer o universo, o que não era meu caso." Pensando sobre isso, então, Damla ainda seguia como a melhor. Apoiou-se no balcão assim como Rider para que pudesse ouvir as palavras dele mesmo sendo ditas em um sussurro. Porém, preferia não tê-lo feito. Agora Damla conseguia entender o que tinha acontecido. O sonho com Jacob e a informação de que era ele quem estava manipulando todo mundo ali foi suficiente para compreender que ele também havia influenciado a competição para a guarda. Será que ela tinha alguma chance de conseguir falar para Eugene sobre isso? "Pelo menos eu consegui empregos que me deixam perto deles de qualquer maneira." Quando abriu a boca para falar, uma nova frustração. Nada que envolvia o nome de Jacob saiu dela. "Queria saber se você não está chorando por não me ter na empresa." Provocar Eugene era sempre uma diversão à parte, mas no fundo, Damla realmente gostaria de trabalhar com ele. No entanto, precisava ser sincera que estar ao lado de Feiticeiro e a Rainha Legítima fazia mais sentido para seus planos. "Brincadeira, José. Vim dizer que estou disponível caso queira me colocar em algum trabalho de vez em quando. Sei que seu coração está doendo sem mim e vai saber quando você vai se meter com piratas novamente."
onde: numa sala de descanso do c.c.c.
para: @investigctor
Desde o torneio, Darcy havia procurado se aproximar de Damla. Ela parecia ter a mesma determinação em descobrir com as próprias mãos o que a academia de magia e a pessoa por trás daquilo tudo estava planejando, e ela contava com uma vantagem muito útil: o fato de que realmente era uma policial treinada, e por mais que a Coleman insistisse para si mesma que a falta daquilo não era um problema para ela, era bom manter alguém assim de confiança por perto. O único problema era que os outros participantes do torneio lhe serviam como um lembrete doloroso do evento, e só pelo fato de estar na presença dela, Darcy não parava de revisitar tudo que sabia sobre dentro da própria cabeça. “Não sei por que não revisaram os resultados desse torneio” resmungou, frustrada, se jogando num pufe próximo. Ela já estava superando o fato de que tinham manipulado a sua performance de uma forma tão descarada – sério! O Coelho Branco até teve que intervir depois de um show meio... exagerado na frente do Palácio da Magia –, mas era difícil não ficar irritada quando se lembrava. “Quer dizer, saber eu sei, né. Era tudo uma armação e eu tenho certeza que Jane e Roderick são apenas fantoches nessa história toda. Mas não deixa de ser ridículo de frustrante.” Reajustou a própria posição, olhando os arredores para checar se realmente estavam sozinhas ali antes de continuar. “Enfim, perdão. Lembrei disso do nada. Descobriu alguma coisa relevante essa semana?”
"Só que a armação não é de quem eu imaginei que seria." A turca respondeu, ainda sem ter a certeza de que Darcy entenderia do que ela falava. Será que ela havia sido a única a ter aquele sonho com Jacob ou teria mais gente? Ela não conseguira falar sobre o assunto com os moradores do Mundo das Histórias e agora tinha dúvidas se seria possível com os outros perdidos também. "Descobri que a gente precisa fazer alguma coisa logo, Darcy! Se nos esquecerem completamente no nosso mundo, não vamos ter para onde voltar e eu não vou suportar isso." Damla acreditava que o vilão teria blefado ao afirmar que ninguém mais se lembrava dos perdidos no mundo real, mas como ter a certeza de alguma coisa?! "Estou me sentindo uma imbecil." Revelou, por fim, para a colega. A policial nunca demonstrava qualquer fraqueza, mas o sonho a tinha feito perceber que não estava preparada para lidar com aquele lugar como pensou que estava. Precisava de um pequeno momento de desabafo antes de continuar. "Do que adianta tudo que eu já fiz? Não é como descobrir um crime no nosso mundo. Aqui, eles usam a gente! Como se já não estivéssemos em desvantagem o suficiente, sem família, sem amigos, em um lugar que não gostaríamos de estar. Fazem nossas memórias desaparecem. Usam da magia para poder nos impedir de coletar provas e tomar uma atitude..." Colocou a mão sobre o rosto e suspirou. Estava um misto de irritada com... Chateada? Algum sentimento do tipo, por mais que não quisesse demonstrar aquele lado. "Preciso beber alguma coisa. Muito forte. Agora."
STARTER PARA @investigctor no TEMPLO DAS CONCILIAÇÕES
"Nunca fui uma pessoa muito religiosa." Comentou para Damla ao lado enquanto deixava uma flor no altar. Era uma oferenda simples, muito simples, mas tudo o que Victória estava disposta a oferecer. "Depois de me tornar cientista, fiquei ainda mais cética." As sobrancelhas se curvaram, encontrando dificuldades em buscar na memória as lembranças de infância. "Mas acho que agora pedir por alguma coisa pode ser uma boa, não é? Se existe um feiticeiro como Merlin, podem existir deuses. Certo, esse não foi de grande ajuda, mas talvez uma divindade seja?" Parecia quase natural repousar sua esperança em algo superior. "Posso pedir pela volta para casa ou para conseguir um príncipe rico aqui." Brincou, porque a ideia de se casar com um príncipe rico não parecia tão ruim. "O que pediria? Uma saída? Um portal?" Parecia óbvio, mas queria saber.
"Você tem mesmo interesse nos príncipes daqui? Acho que o dinheiro não é suficiente para fazer ignorar a chatice." Foi a única coisa que a policial responder, enquanto observava Victória fazer suas oferendas para o tal altar. Tinha os braços cruzados e a postura defensiva de sempre, indicando que estava ali apenas para acompanhar a perdida. Damla podia até ter aceitado que magia existia, mas não era o suficiente para ela estar disposta a colocar sua confiança em Merlin e que alguém teria poder suficiente para fazer alguma coisa por ela além de si mesma. "E você precisa mesmo me perguntar? É óbvio que eu pediria para me livrar desse inferno." A cada dia que passava, o ambiente se tornava ainda pior para Damla. Ela estava acostumando com a rotina, mas ainda era sufocante saber que isso indicava que estava cada vez mais longe de sua vida normal. O sonho com Jacob, então, havia piorado tudo. Como teria capacidade de vencê-lo? "Mas já sabe o que eu penso, Vicky. Ninguém aqui vai fazer alguma coisa por nós. Seja para arranjar o príncipe chato, seja para encontrar a saída. Se a gente não for atrás, nada vai acontecer e é por isso que eu não posso ficar perdendo tempo. Preciso usar de qualquer vantagem que eu tenha e encontrar um fim para isso. Sinto muito, mas não pretendo estar presente para um futuro casamento seu."
De modo a se situar sobre o seu futuro e conhecer melhor as figuras que fariam parte dela, Caelina fez um convite formal a perdida que assumiria uma posição central na história renovada do boneco de madeira e seu pai, a acompanhando o charmoso Teatime, onde desfrutariam de uma deliciosa xícara de chá. “Você tem um sabor favorito?” Perguntou com interesse, deixando que o olhar vagasse pela infinidade de opções que o cardápio oferecia. “Algo me diz que talvez você encontre um novo sabor favorito por aqui.” Com tantas surpresas à espera dos forasteiros, era seguro dizer que, em algum momento, algumas delas iriam cativá-los.
A cabeça de Damla estava mais cheia do que nunca nos últimos dias. Aquela descoberta sobre Jacob e a volta de suas memórias havia mudado todo o rumo de suas suposições e investigações, afinal Jacob deixara bem claro que ninguém da Corte sabia sobre nada. Não era neles (ou apenas neles) que ela precisava direcionar suas suspeitas. Completamente irritada com sua própria incompetência, não recebeu muito bem a companhia de Caelina, mesmo que sua ideia não fosse ser mal educada. "Sinceramente, não tenho interesse em conhecer os sabores daqui. Eu só queria o básico chá turco. Sei que a nova chef começou a fazer e é por causa dele que eu vim." Indicou o copo no balcão. Nesse momento, finalmente ergueu seus olhos para observar a mulher que já tinha tanto aparecido em seus sonhos. Jacob mencionara que algumas das histórias daquele lugar iriam desaparecer. O que iria acontecer com a Fada Azul se Pinóquio fosse a escolhida? O que aconteceria com a própria Damla? Mordeu o interior da bochecha. Queria falar e não podia. "Caelina, eu sei que não tenho sido muito simpática nos últimos tempos. Você deve imaginar que tudo isso aqui é um inferno para mim, mas..." Suspirou. Como pedir ajuda sem poder falar o que havia descoberto? "Se eu te perguntasse sobre magia, você poderia responder?"
Westergaard estava encostado na borda do chafariz, observando o fluxo constante de água com um olhar contemplativo, quase como se estivesse pensando profundamente sobre algo. Quando Damla se aproximou, Hans virou a cabeça lentamente, um sorriso de reconhecimento surgindo em seus lábios. Ele se endireitou e ajustou o colarinho do casaco com um gesto sutil, seu olhar se fixando em nela com um brilho de interesse calculado. “Olha só!” Hans começou, sua voz suave e carregada de um tom de provocação. “Parece que o destino, ou talvez o chafariz, trouxe você até mim novamente." Ele ergueu uma sobrancelha, seu sorriso se alargando em um sorriso provocativo. “Eu não posso deixar de me perguntar, Damla… Será que seu desejo era se encontrar com alguém que pode tornar suas experiências mais… interessantes?" Se inclinou levemente para frente, como se estivesse compartilhando um segredo íntimo. "E, posso apostar que esse alguém é exatamente quem você está agora encarando. Diga-me, querida, seu desejo foi atendido?”
Apesar de agora saber que suas memórias do final do último evento haviam sido manipuladas por Jacob ao ponto de fazê-la se esquecer de pontos extremamente importantes para sua investigação particular, ela não havia esquecido do que quase acontecera entre ela e Hans naquela roda gigante. Esteve muito próxima de ceder a conhecer o que ele tanto dizia que ela estava perdendo, mesmo que ele a irritasse de uma forma absurda. Agora, enquanto o observava se aproximar trajando aquele sorriso agorrante, jurava para si mesma que não aconteceria novamente. A única relação que compartilharia com ele seria de pura troca de farpas. "Você tem algum tipo de negócio por aqui, Hans?" Ela perguntou, propositalmente ignorando completamente as insinuações feitas por ele anteriormente. Sua voz estava carregada com o deboche que ele provavelmente já conhecia bem. "Porque acabei de ter uma ideia brilhante para você!" Ergueu o rosto para ele, deixando que seus olhos se prendesse aos do vilão. Sempre que estava em contato com ele, fazia questão de demonstrar que não tinha nenhum medo de enfrentá-lo. “Que tal começar a vender cápsulas desse alucinógeno que você anda tomando? Tem muita gente por aqui que também poderia se beneficiar desse mundinho de ilusões em que você vive, amor.” Irritada, desviou o olhar para o lado, sinalizando que a conversa estava encerrada, apesar de duvidar que ele a deixaria em paz agora que tinham se encontrado novamente. O pior é que não poderia sair daquele lugar até que a Rainha terminasse sua visita a loja da Fada Madrinha. Como segurança, precisava acompanhá-la e haviam combinado aquele como ponto de encontro.
Trajada em seu biquíni especial desenvolvido por Cruella, a investigadora descia as escadas para entrar em uma das piscinas. Havia acabado de pegar um coquetel — alcoólico, claro — e agora podia terminar a tarde relaxando. Depois da primeira semana de trabalho novo, com o adendo do estresse em continuar tentando desvendar alguma coisa que pudesse ajudá-la a voltar para casa sem sucesso, Damla estava sentindo que merecia aquele momento de folga. Não convidou ninguém para ir ao parque aquático junto com ela, porque a ideia era ter paz e só conseguia quando estava sozinha. Ao entrar na água, Damla encontrou um canto tranquilo e se recostou na borda da piscina, tomando goles despreocupados de seu drink. Por um breve instante, quase esqueceu o quanto odiava o Reino dos Perdidos e seus habitantes… Mas a lembrança voltou rápido quando sentiu a água ao seu redor se agitar, a obrigando a desviar os olhos para o invasor. Tudo bem, a piscina era aberta e grande suficiente para várias pessoas, mas tinha outras atrações que Raul poderia aproveitar, não tinha?! Enviou para ele um olhar afiado de quem o estava destruindo mentalmente. "De todas as piscinas desse lugar enorme, você tinha que entrar logo nessa? Sério?"
Tinha uma boa relação com Hansel e também tinha a mesma relação amistosa com Gretel. Mesmo ela sendo uma moradora do lugar que odiava e não via a hora de sair, havia encontrado nela o mais próximo de amiga que conseguiu naquele lugar, graças a semelhança entre as personalidades, o fato de Gretel não parecer se importar que Damla queria tanto encontrar uma forma de voltar para casa e também os gostos que tinham em comum. A loja de armas e estúdio de tatuagem, por exemplo, era um de seus lugares favoritos no Reino dos Perdidos. Damla já tinha feito uma nova tatuagem para sua coleção e agora explorava o ambiente da loja de armas com o auxílio de Gretel. Havia conseguido uma licença para poder usar algumas armas diferentes agora que tinha como emprego ser segurança de Guinevere. Precisava estar preparada para qualquer coisa que viesse a acontecer no mundo mágico. "E o que essa aqui faz?" Perguntou para Gretel, apontando para uma das armas de fogo que havia chamado sua atenção. Apesar da aparência semelhante a algumas que Damla já havia utilizado antes, duvidava que fosse apenas uma arma comum. "Posso testar?" Ela levantou a arma com precisão, apontando para um alvo no fundo da loja. Desejava verificar o peso da mesma e acostumar com ela em sua mão, analisando também seu equilíbrio.