Hellbenders em: "Brand New Fear"
Uma frase para apresentar uma banda que gostamos muito: ''Rock de Roqueiro!'' É assim que definimos a banda Hellbenders, banda de Goiânia.
O quarteto formado por Diogo Fleury, Braz Torres, Vitor Noah e Rodrigo Andrade, acaba de lançar seu primeiro CD Brand New Fear e nós do JoLo fizemos uma entrevista com o Diogo, guitarrista e vocalista da banda.
JoLo: Sob o ponto de vista da banda, como está sendo a repercussão do disco no geral, a aceitação do publico, as críticas, os frutos...
Diogo: Além do disco em si, que corresponde a realização de um sonho, o maior fruto desses anos de trabalho, sem dúvida, é a bagagem e a experiência que o contato com esses "dinossauros" da música nos trouxe. Quando você tem a oportunidade de ouvir, discutir, e trocar ideia com tanta gente foda, se atenta para detalhes que antes poderiam passar despercebidos.
O processo de construção desse disco permitiu a evolução do nosso processo de composição e uma noção mais ampla de todo o processo de gravação e produção sonora. Abrir um estúdio de gravação como o Coruja passa a ser pra gente não só a realização de mais um sonho, como também uma etapa natural dessa caminhada devota à música.
A aceitação do público e da crítica também nos deixa bastante felizes. É incrível ver que todo esse tempo de trabalho não foi em vão e que as pessoas estão cada vez mais insanas durante o show, acompanhando a banda nas mídias sociais e sedentas de novidades! É o que nos move para realizar cada vez mais e mais. E novidades virão nesse final de ano e início de 2014..
JoLo: O “Brand New Fear” contou com a produção de nada mais, nada menos que Carlos Eduardo Miranda. Falem um pouco como é trabalhar com um grande produtor da musica Brasileira.
Diogo: O cara é realmente o cara. Do eletrônico ao country, do funk ao rock, o cara entende MUITO! E o melhor de tudo é que houve uma grande abertura também da parte dele pra ouvir o que nós pensávamos, o que tínhamos a acrescentar. Essa construção conjunta com muita conversa, várias audições e muita vontade de fazer música foram o cerne do espírito desse disco.
JoLo: E em Goiânia, Fala para a gente como é fazer rock na cidade do Leonardo e do Zezé de Camargo.
Diogo: Goiânia há tempos está se firmando como um dos pólos de rock pau duro do país. Essa fama já está na boca da galera de fora. Quando você se apresenta como sendo uma banda de rock de goiânia, o público sabe que a tendência é vir insanidade. rs
O fato de ser a terra do sertanejo só dá um contraste que revela um aperitivo a mais ao som. hehehe
Na verdade, hoje vivemos um período de maior fertilidade para bandas de outros gêneros também, o que é extremamente positivo. Houve uma explosão de qualidade das bandas goianas (dos mais variados estilos), que passaram a buscar entender mais sobre o processo por trás do disco ou apresentação ao vivo. Hoje em dia cada vez mais pessoas entendem que ser músico não é apenas subir em um palco e tocar.
JoLo: Para finalizar gostaríamos de saber quais bandas vocês estão ouvindo ultimamente e quais vocês apostam.
Diogo: São tantas que, ao listar algumas, estaria sendo injusto com várias outras ausentes. haha As últimas três da playlist do computador aqui foram: Sepultura, Corrosion of Conformity e Black Joe Lewis & the Honeybears.Gosto muito do trabalho do Far From Alaska, Amp e Muñoz. Dentro de casa também estamos bem representados com o Overfuzz, Dry, Cherry Devil, além dos já bombados Boogarins.