Mantenha os amigos perto... || POV
-Ora, ora. - Disse a voz que Galinda mais odiava na face da terra. Ou melhor, uma delas, embora fossem todas parecidas. - A vida não é uma caixinha de surpresas.
-Surpresas plantadas, não são surpresas, são, Athos? Você sabia que eu viria. - O verme sorriu, aproximando-se com o imenso porte que a diminuía ainda mais. Porque todos os Cassinos precisavam ser tão dolorosamente altos? - Você não podia me dar uma semana de felicidade? Uma que fosse!
-Não, minha criança. Você sabe e muito bem o quanto esperança é perigosa par almas desobedientes.
-Você é quem roubou minhas terras, Cassino, não inverta as coisas!
-Depois que sua família as roubou da minha.
-Porque vocês faziam o povo sofrer horrivelmente.
-E o que você fez, Sra. Galinda? - Perguntou o patriarca Cassino, aproximando-se mais ainda e rodeando-a como um animal faminto brinca com a presa fácil - O que você fez enquanto a anarquia nos engolia? Enquanto a senhorita Nessarose devastava nossas belas colinas e destruía nossas cidades uma a uma? - Ela não respondeu. Por Elwood. Tudo que ela fizera fora por ele. Para que pudesse estar perto dele, mas que ninguém soubesse de sua existência. - Nada. Nada! Você se fechou nos seus muros, no seu castelo, na sua cidade!
-Eu dei abrigo na cidade para...
-Refugiados, sim. Os pobres coitados que conseguiam escapar. Pare com isso, Sra. Uppland, você é a vilã da história dessa vez, não eu.
Glinda sentiu as mãos se fecharem em punhos. Nada doía mais que a verdade. Ela respirou fundo, engolindo o nó que se fechara ao redor da sua garganta.
-O que é que você quer para desfazer?
-A questão é essa: dá para desfazer?
-É claro que sim. Tem que ser feito por quem lançou o feitiço ou por um tipo de magia poderosa. Já fizemos isso uma vez e você sabe.
-Uma magia poderosa... Como um beijo de amor verdadeiro, por acaso? Algum problema no paraíso, Sra. Scarecrowe?
-Está bem, está bem, você não é divertida. Eu sei o que quero e você também.
Ele se esforçou para reprimir um sorriso.
-Imaginei. Tem minha palavra de que não vou ficar no seu caminho.
O sorriso de Athos aumenta.
-Veja... Eu acredito em você... Você sempre foi uma moça obediente e esperta... Bem intencionada, apesar de tudo. Mas...
-Mas você não está sozinha. Nunca. Você é irritantemente querida por uma imensa gama de pessoas irritantemente influentes Pessoas que não suportariam se você suspirasse de saudade.
Glinda alcança a varinha e a aponta para o bruxo, percebendo para onde a conversa cainhava.
-Veja, não é nada pessoal.
-Athos, eu assino o que quer que precise, qualquer documento. Eu peço a Oz para fazer o mesmo.
Ela sentiu um arrepio na nuca e percebeu que não podia se mexer. Alguém a imobilizava de algum lugar que não podia ver. Fez um esforço para mover os lábios para recitar algum feitinho, mas não conseguia.
-Por favor, não se incomode.- Glinda ouviu passos de mais um dos Cassinos, embora não importasse qual fosse o detestável. - Pode deixar que eu faço isso para você.