Tentou fugir seu olhar do dele, não o mantendo fixo no rapaz por muito tempo. A teimosia de Amélia não a deixava simplesmente dizer que concordava com ele e acreditava naquilo que o outro dizia, ela sabia que era incapaz de tal feito, porém precisava deixa-lo saber disso, pois se tinha algo que aprendeu com a solidão que passou antes de ter Sun, era que nenhum problema do passado valia a pena ser discutido ou trago a tona. “Eu entendo…. É serio.” falou com uma voz baixa e controlada, torcendo para aquele segundo acabar logo. Admitir algo assim não era de Amy, mas ela sempre fez coisas que não costumava fazer na presença de Oliver. Desde adolescentes no acampamento… Voltou de seus pensamentos ao escutar a ligação do celular alheio, levantando em seguida uma sobrancelha escondendo a curiosidade do que seria tão importante. Esperou Mccall voltar, escutando o que ele tinha para falar e balançando a cabeça. “Deixa para lá. Ally realmente deve estar precisando de você agora, não é? Você pode atende-la, e quem sabe se quiser ir também. Tanto faz.” talvez o ciúmes tivesse falado mais alto do que a própria consciência da semideusa. Achou que estava se precipitando, então resolveu dar a ré na ideia incial, ignorando qualquer sentimento de culpa apenas na hora, depois sabia que soferia com isso. “Além do mais você está com medo…” completou logo depois, cruzando os braços e abaixando a cabeça momentaneamente. “Preciso pagar meu chá, já volto.” seguiu em caminho ao caixa do estabelecimento, arrependendo-se de ter falado aquilo para Oliver. Seu orgulho não deixou que ela falasse a ele sobre sua filha e agora não a deixava deixar o rapaz conhece-la… A confusão na mente de Amy estava presente, e a sensação era estranha pois a muito tempo, a muitos anos, não sentiu aquilo novamente desde que perdera seu ex-quase-namorado quando mais nova. Parou no meio do caminho para virar sua cabeça em direção a Oliver. “Sun não costuma não gostar de alguém, se você der um sorriso a ela e for sincero, vai gostar de você. E pra mim você sempre foi bom o suficiente, aposto que para ela também seria, sabe. Só um comentário.” disse antes de começar a caminhar novamente.
Ele a conhecia, quer dizer, achava que ainda conhecia depois desses anos que passaram. Ainda continuava a observá-la e percebendo que não mudou só fisicamente e sim com o comportamento. Acreditava que se fosse no passado já teria discutido inúmeras vezes. Agradecia por não ser assim agora, não estava com muita paciência para começar uma briga. Não com tanta coisa pendente para fazer/falar. Não conseguia se conter e acabou rindo um pouco com aquela frase sobre sua parceira. Oliver achava engraçado e amava o modo como a garota agia quando estava com ciúmes, pelo menos isso não tinha mudado. - Acho que Ally conseguiria resolver sozinha o problema dela. Não sou nada dela, exceção de ser parceiro, para resolver todos os problemas inúteis. Prefiro ficar aqui e bem conversar sobre o que está presta a acontecer. - Suspirou e assentiu, abaixando a cabeça. Realmente estava com medo, mas também estava cansado de não fazer as coisas que deveria por causa desse sentimento indesejado. - Olha, eu estou com medo, não vou negar de jeito nenhum. Mas não vou sair daqui com arrependimento de que nem tentei. Prefiro levar um tapa daquela garotinha do que deixar de falar pelo menos um oi. É minha filha e pretendo conhecê-la, e torço para que você me ajude nisso, se for possível. - Respirou fundo com aquela pequena declaração que tinha falado e apenas observou em silêncio Amélia indo pagar o chá. No entanto, quando escutou aquele comentário, seu coração começou a acelerar. Como se tivesse enchido de uma felicidade verdadeira e provavelmente duradora. - Pretendo descobrir isso então. Irei te esperar aqui para que possamos ir juntos.
A menção novamente da parceira de Oliver, fez Amélia mexer-se incomodada com o fato de que ele viveu ao lado de outra pessoa, o pensamento disso fez Amy sentir-se um pouco trocada, porém nada falaria sobre isso. “É? Está bem então.” comentou com a cara fechada, notando o rapaz um pouco mais risonho, estreitou os olhos. “O que é tão engraçado assim?” tomou coragem para perguntar. Fazia uma ideia de que fosse seu ciúmes, Oliver sempre achou engraçado aquilo por mais que Amélia não visse graça. Mas ela nunca se importou com aquilo, na verdade quando ambos namoraram por um tempo, aprendeu a acostumar-se e sem falar que o rapaz fazia tudo parecer bem menos pesado do que realmente era… Não respondeu de imediato a ele, apenas continuou a seguir seu caminho, admirando a coragem e determinação dele, só então notou como havia sentido falta daquilo, dele, daquela sensação. Retirou a carteira da bolsa, pagando a conta e em alguns minutos pôde voltar ao lado do filho de Poseidon, com uma expressão séria porém havia simpatia nela também. “Certo, não vou deixa-lo sair com esse arrependimento.” falou ao perceber que tinha mudado de ideia tão rápido quanto um flash. Novamente, notou o efeito de Oliver sob si cair mais uma vez, parecia que não importasse quantos anos passassem, ela continuaria sendo a mesma com ele. “Ahn… Ok. Acho que podemos ir lá falar com ela agora, pronto? Não é preocupe, eu estarei aqui se precisar de alguma ajuda ou sei lá… Perguntar algo.” assentiu começando a sentir o nervosismo percorrer suas veias, tirando seu foco constantemente por causa de seu déficit de atenção. Uma faísca de esperança brotou em Amy ao ouvi-lo… Teria ele dito mesmo a verdade sobre aquilo? Suspirou fundo e indicou com a cabeça para ele acompanha-la até a saída, onde encontravam-se os brinquedos e sua filha. A filha de ambos.














