THE BEAR | Sophie (4.06)
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

Kiana Khansmith

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@mccalmist
THE BEAR | Sophie (4.06)
John Boyega Answers the Web’s Most Searched Questions | WIRED
JOHN BOYEGA on filming scenes for the Star Wars Galaxy’s Edge theme park while shooting The Rise of Skywalker
Family is found anywhere you are loved and cared for. (Marina Chapman)
j o h n | b o y e g a
A algumas horas atrás, o maior medo de Amélia era nunca mais poder ver ou falar com Oliver, isso lhe causava um desespero do qual ela mal queria lembrar-se agora, porém com esse medo já enterrado, o que lhe iria causar falta de sono dessa vez era novamente: as dificuldades das quais encontrava como semideusa, monstros o tempo todo rondando sua vida assim que saía do acampamento. Antes de fazer as pazes com Oliver, Amy gostava de sair para se aventurar, pois era como se tivesse perdido todo aquele medo da vida lá fora, porém agora com Olly junto dela, seu medo estendeu-se para ele, medo dele se machucar, medo de o perder, medo até da morte do rapaz. Amy tentou afastar esses tipos de pensamento, por mais que fosse durona por fora, por dentro ela ainda era a mesma menininha receosa de 11 anos da qual chegara no acampamento toda machucada. Ela sabia que seus poderes e habilidades eram tão boas quanto as de Oliver, porém, ainda se sentia mal por precisa de proteção algumas vezes, gostaria de proteger mais e ser menos protegida, não queria ser um fardo para Oliver. Amélia riu ao escutar a pergunta do filho de Poseidon. “Meu arco nunca esteve melhor, obrigada.” disse de nariz empinado. “Na verdade, meu pai me presenteou com um novo arco, dessa vez é de ouro e quando não estou o ousando em batalha, vira isso aqui.” tirou o colar de dentro da blusa, mostrando um pingente pequeno de sol dourado. “Era para ser presente de aniversário de 21 anos, mas… Acho que ele me deu bem atrasado isso. Mas, é um acessório lindo e muito útil para ataques inesperados.” Amélia riu, enquanto guardada o colar de volta dentro da blusa. “EI! Eu posso concordar com você hoje Mccall, pois, estamos de trégua, lembra?” falou ela num tom brincalhão, fazia tempo que não fazia isso. Amélia não era acostumada com as falas românticas de Oliver, principalmente porque ficaram um tempo separados mas, ao ouvir aquela declaração seguinte junto com seu apelido, ela não pode conter-se, seu rosto ficou extremamente vermelho e sentiu seu coração acelerar de uma forma que nem ela sabia que era possível. “E-eu nem sei o que dizer sabe… Mas eu fico feliz, tipo, muito feliz mesmo em ouvir isso, Olly, de verdade.” disse sorrindo ao sentir o beijo na testa. “OK, tudo bem, vamos lá, tudo o que menos precisamos é sermos encontrados agora.” concordou Amy enquanto caminhava um pouco mais apressada em direção ao chalé de Poseidon. “Sim, mas ele nunca vai aprender a ser pai, ele apenas sabe se reproduzir, só isso. Mas fazer o que? Infelizmente temos que aguentar. Aliás, me pergunto qual deles realmente sabe ser pai.” brincou com aquele tom de verdade na fala. Sentiu o beijo surpresa de Oliver e o retribuiu, sorrindo ao final dele. “Eu sei que sou, peixinho.” Amélia disse enquanto pegou na mão de Olly e o puxou para frente do chalé, ficando parada em frente a porta e olhando para o namorado. “Vamos lá, então, me mostre a grande bagunça da qual está o seu chalé, mocinho. O que eu duvido que esteja.”
A última coisa que queria fazer era duvidar da capacidade de Amélia em se defender e proteger os outros. Desde a primeira vez que ouviu a falar dela, que foi exatamente quando Amélia chegou ao acampamento, Oliver ficara impressionado com a capacidade daquela garotinha ter chegado sozinha e tão machucada no acampamento ao contrário de Oliver que havia precisado de ajuda de um sátiro para sobreviver durante a sua chegada. Ele se sentia inspirado pela filha de Apolo e, com o passar do tempo, aquela sensação não havia diminuído de nenhuma forma. Continuava resistente em cada sentido, principalmente quando eles começaram a sair juntos. Oliver lembra de uma vez que ficara “bêbado” e ter confessado sua admiração por Amélia durante os treinos e a vida. E nada havia mudado. Ele só queria ter mais coragem como ela tinha. Então, seus dedos colocaram uma mecha do cabelo dela para trás da orelha da mesma, sussurrando para ela: - Você é incrível. Admiro você. - Sabia que suas bochechas estavam vermelhas, mas não podia evitar aquela sensação que era boa para ele. Seus olhos encontraram o presente de Apolo e ele não conteve a surpresa de ver aquilo. Era maravilhoso, não podia negar que Apolo tinha um bom gosto. - Seu pai sabe presentear muito bem. É incrível. Eu continuo com a minha velha espada, mas não conseguiria me despegar. Sinto que ela é como uma melhor amiga pra mim. - Comentou, dando de um ombros, mas com um sorriso divertido nos lábios. - Pelo menos, ele lembrou. Na verdade, eu nem faço mais questão para os presentes de aniversário. Acho que me acostumei com a ausência frequente de Poseidon, embora eu fique bem surpreso quando ele resolve aparecer do nada como no aniversário de Percy. Foi um susto total! - Soltou uma risada nervosa, relembrando de pequenos fragmentos que a festa se transformou depois da chegada inesperada de Poseidon. Preferia nem comentar para não relembrar do evento. Um sorriso bobo, logo, apareceu em seus lábios e ele beijou rapidamente Amy. - Uma trégua muito boa. Estávamos precisando, poderíamos ficar assim para sempre, o que você acha?! - Perguntou, dando mais um beijo nela e fazendo um carinho no rosto da mesma. - Acho que não precisa dizer nada, só sentir, meu amor. Isso que importa. - Oliver estava surpreendido consigo mesmo por estar sendo tão romântico. Não conseguia acreditar que estava conseguindo devido a sua falta de coragem, mas estava feliz em saber que estava dando certo. - Evitar seria bom. É, acho que eu deveria me acostumar, mas tenho uma certa esperança sabe. Enfim, ser melhor do que ele é uma das metas da minha vida, espero conseguir depois. - Suas bochechas ficaram totalmente vermelhas ao ouvir o apelido e ele não conseguia responder nada. Olhou para frente com o objetivo de tentar relaxar e deixar a vergonha para o lado, então, assentiu ainda com vergonha e abriu a porta do chalé. - Bem vinda ao meu lar, que está bem bagunçado. - Riu nervoso, olhando para as roupas jogadas no chão, a cama desarrumada e a mesa de estudar bagunçada. - Desculpa. - Sussurrou, olhando para o baixo. - Não deu tempo de arrumar. - Riu depois coçando a nuca.
Oliver nunca pensou que teria uma segunda chance para reescrever toda a confusão que havia passado. Ele tinha um sonho, é claro, mas parecia tão distante para o rapaz que ele não dava a mínima, já que queria evitar mais sofrimento que passava naquela época. Era como se ele tivesse desistido daquele amor, e isso doía toda vez que ele admitia para ele mesmo ou para qualquer outra pessoa. Porém, naquele exato momento, ele sabia que tinha cometido um erro e era algo que não planeja agir novamente, não agora nem futuramente. Lutaria a cada segundo para defender seu relacionamento de todos os perigos que pudesse surgir, principalmente aqueles que envolviam o mundo místico dos semideuses. Olly tinha em mente em que, mesmo fazendo tudo certo com Amy, o mundo ainda seria um perigo para eles, já que a qualquer momento cada um poderia ser ferido e até mesmo morto. Vê-la morrer... Era um medo constate de McCall até mesmo quando eles estavam separados. Quase toda noite, durante a separação, ele acordava suado e ofegante depois de uma onda de pesadelos que envolvia a morte de Amélia. E, quando a viu de longe na faculdade bem e viva, uma correnteza de alívio percorria em seu corpo e era a única coisa alegre para ele naquele tempo. Atualmente, saberia que teria ser cauteloso para protegê-la, mas também sabia que a garota era forte. “Minha espada está bem afiada e seu arco? Como está?” Riu com sua ideia. Era uma das coisas que poderia fazer naquela vida de semideus. Rir do pode vir e preparar-se para luta. “Você concordando comigo?! Agora vai nevar...’Tô brincando, abelinha.” Riu um pouco mais alto ao falar o apelido dela e abraçou-a. “Uma promessa. Vamos ficar juntos haja o que houver.” Se pudesse virar um tomate, Oliver teria conseguido em pouco segundos simplesmente com as palavras de Amélia sendo ouvidas. Ele amava quando ela falava aquelas coisas, mesmo se não fosse admitir para ninguém aquele fato. Sentia suas mãos suando como sempre faziam quando estavam em momentos românticos e seu coração palpitar por estar tão perto dela depois de tanto tempo. “Eu não sou o único. Você merece tanto amor, abelinha, que é difícil explicar a quantidade. E só consigo dizer essas coisas porque você me ensinou a assim. Uma melhor pessoa, uma pessoa mais amorosa e agradeço muito por isso. Você é a luz dentro da minha escuridão.” Ele queria beijá-la, mas, caso passasse mais tempo ali fora poderiam ser pegos e não queria encarar nenhuma autoridade naquela hora. Então, ele apenas depositou um beijo, outra vez, na testa dela. “Eu te beijaria agora, mas acho melhor sairmos do meio do pátio tudo bem?” Admitiu, olhando para frente para ela não notar suas bochechas rosadas. “Apolo precisa passar pela experiência de pai de verdade antes de ter mais filhos, porque, sinceramente, ele não é pai não.” Comentou, dando uma leve risada, mas parou ao escutá-la e ficou mais velho, parando de andar e puxando-a para um beijo rápido. “Você é incrível, já falei isso?! Então, vamos lá, prepara-se porque o negócio tá horrível.” Comentou com uma expressão meio ruim ao relembrar a situação de seu chalé.
Oliver, com todas as suas forças, estavam acreditando naquelas suas palavras sobre tudo estar bem. Mesmo se aparecesse qualquer dificuldade que pudesse trazer algum tipo de sentimento negativo para ele ou ela ou ambos, ele tentaria - como nunca tivera tentando - melhorar as coisas. O passado foi doloroso. Todos os dias se perguntava como estava Amy e se ela também pensava nele, esperava que a resposta fosse sim. É claro que havia a mistura de culpa com medo, não sabia se era uma boa ideia ir atrás dela por causa do que houve naquele dia, por isso preferiu ficar quieto e seguir sua vida como ela parecia ter feito. Sabia sobre algumas notícias dela, mas, sempre tentava não procurar tanto, já que no seu coração havia uma mistura de dor e de alegria. Quando seu destino esbarrou-se com o dela, não havia nenhuma explicação justificável para falar o que se passava em todo o seu ser. Acho que a única palavra que Olly conseguia achar no turbilhão de sentimentos era amor. Suas mãos seguraram o rosto delicado de Amy e sentiu um sorriso forma-se em seu rosto. Ela sempre lhe trazia as melhores emoções e quando ficava sem ela, ele era uma pessoa diferente. “Se o mundo quiser ferrar a gente, vamos devolver na mesma intensidade. Chega de sofrer por causa deles. O mundo, os deuses, os semideuses, os monstros, os humanos... Não podem nos separar mais ok?” Comentou, depositando um beijo leve na testa da garota. Poderia dizer que Oliver era super-protetor em relação ao seu relacionamento com Amy, mas, depois de passar por muitos problemas, às vezes era necessário ter que proteger mais aquele amor - respeitando ao mesmo tempo o espaço pessoal de Amy. Um amor que nasceu em uma bela amizade. Ainda lembrava toda noite o dia em que havia encontrado Amélia e ele nunca teria imaginado que se apaixonaria pela filha de Apolo. “Não vou discutir, acho... Espera, nos vamos empatar, viu?! Apesar de eu parecer ser uma casca grossa, tenho um amor enorme por você vivendo aqui.” Oliver não era romântico, não tanto como Amy, mas ele tentava demostrar seu amor por ela em diversos aspectos. O que McCall adorava fazer - e que voltaria fazer assim que fosse possível - era desenhar diferentes formas que via Amy, do jeito mais casual até o mais elegante. “Seus irmãos bagunçam muito, mas são ótimas pessoas. Ainda falo com uns de vez em quando. Então, vamos lá. O chalé não está tão arrumado, já que não tive um tempo disponível para dar aquela limpeza; mas, acho que dá para sobreviver.” Riu nervosamente e começou a andar devagar, puxando Amélia e esperando ao mesmo tempo ela andar também.
Amélia segurou com as pontas de seus dedos pequenos e finos a blusa do rapaz, aproximando-o o máximo possível de seu corpo para senti-lo novamente tão próximo a si. Ela podia jurar que antes achava que nunca mais poderia fazer isso de novo, porém o destino foi agradável e gentil os juntando mais uma vez ali, com o mesmo olhar apaixonado de sempre, desde sua adolescência. Sua respiração estava pesada ao final do beijo, fazia um bom tempo que não se sentia tão… Viva. E esse efeito era sempre Oliver que causava nela. Não podia negar, ela amava isso. Não pode evitar de sorri e morder o lábio ao ouvir a fala de Oliver, ela podia gritar e pular de alegria naquele momento mas não quis assusta-lo, não, não agora em que finalmente estavam juntos. Juntos do jeito que ela sempre imaginou estar, desde a separação de ambos. - Não posso mentir que eu… Eu também senti falta disso. De você. De nós. - falou em um tom baixo seguido de uma risada acanhada. - Tudo bem, também acho que devemos conversar sobre… Bom, sobre… Ah, você entendeu. - com certeza essa história de conversar deixará Amy ansiosa mas ela resolveu relevar então soltou a blusa de Oliver e grudou seus olhos no dele enquanto descia sua mão pelo braço do outro até encontrar sua mão e juntar ambas. Apertou a mão do mesmo junto da sua e a soltou levemente e gentilmente, como fazia antes. - Você fica melhor molhado. - brincou com ele sem deixar de lembrar das lembranças de quando estavam juntos e tiveram noites incríveis. Em seguida o puxou meio apressada para a direção fora do caminho das outras pessoas, olhando em volta para não dar de cara com alguém conhecido de seu curso, afinal estava matando aula e Amy não queria saber que aula ela teria agora ou qual ele teria, pois, não é todo dia que você se junta com o amor da sua vida por acaso, não deixaria isso passar batido. Se o destino quis ajudar, então Amy seguiria firme e forte atrás de o que queria. E o que ela queria, era Oliver, sem dúvidas. - Então, devo admitir que eu estou um pouco curiosa para saber qual local mais calmo e seco do qual iremos.
O tempo parou para o rapaz, bem, era o que parecia. As gotas da chuva, que antes estavam caindo fortemente naquele lugar, agora, pareciam estarem suspensas no ar sem mover nenhum centímetro. Talvez fosse a imaginação de Oliver, não teria como ele ter todo aquele poder para controlar a água da chuva. Ser filho de Poseidon não lhe dava poder o suficiente para outros ambientes com água que não fosse o mar. E tudo isso havia acontecido quando seu olhar encontrou as íris marrons de Amy, uma cor que havia se apaixonado na primeira vez que a viu. Quando seus dedos tocavam na pele suave dela, muitas emoções e sensações se misturavam e vinham de uma vez, invadindo os frágeis coração e corpo de Oliver. O mesmo momento que ele sentia desde a primeira vez que teve a permissão dela para lhe tocar. Sentir sua pele no primeiro instante, era uma memória que o rapaz não esqueceu nem esqueceria. Tantas mentiras e tantos acontecimentos que fizeram ele se separar da pessoa que amava, algo que ele não conseguiria perdoar mesmo se tentasse. E a falta de vergonha para enxergar a realidade promovia a culpa que ele sentia de si mesmo em seu coração, e iria esconder aquilo. Não queria trazer nenhum sentimento ruim para sua relação nova com Amy que surgia aos poucos, ao menos tentaria não repetir o mesmo erro que havia cometido no passado. Seus dedos seguraram uma mecha molhada do cabelo castanho dela e colocou atrás da orelha. “Nada vai nos separar agora. Chega de mentiras, de falsas afirmações, apenas a pura verdade. Somos nós contra o mundo. Não vamos nos separar, se você quiser também.” Sua voz estava firma, mas também - e, principalmente - dava o poder de escolha a ela. Não era o único que estava em uma relação. Apenas concordou com a cabeça. Sabia que Amy conseguia lidar melhor com conversas sérias, mesmo parecendo que tinha o mesmo medo que ele. Precisava relaxar por ela e por sua relação. “Eu não o único, na verdade, você fica melhor do que eu.” Comentou, dando uma risada baixa, mas, logo se transformou um sorriso ao sentir o aperto em sua mão. Era a única coisa quente naquele momento. E ele havia sentido tanta falta. Da mão dela. Dos olhos. Do cabelo. Do sorriso. De tudo. “Eu senti tanta sua falta.” Sua fala saiu como um sussurro e esperava que ela tivesse escutado. Logo, foi puxado por Amy e não reclamou nenhum momento. Adorava a parte dela de atitude. Nunca desejou nem vai desejar que ela vire uma submissa a ele. Oliver queria ver seu amor de sua vida uma mulher independente e forte como ela já é. Ele ama cada parte que formava Amélia, envolvendo suas qualidades e seus defeitos. “Podemos ir para o meu chalé. Lá não tem ninguém. Sophie deve estar na aula, já que está ainda de manhã. Lá é seco e calmo, e perto do mar. Se você quiser, é claro. Também tem seu chalé, o que você acha?” Parou de andar quando não sentia mais nenhum pingo de chuvas ou olhares de pessoas, puxando-a devagar como forma de pedir pra ela parar.
Amy já sabia que Oliver não iria aceitar assim tão facilmente quando a mesma acusou sua irmã de tais coisas, afinal, era a própria irmã dele. A semideusa apenas suspirou a fala do outro e assentiu. “Certo, eu entendo você, mas é isso que eu sei e penso sobre ela, baseado em tudo que já presenciei com ela e sim, acho que ela faria sim algo assim.” contou Amy de uma forma sincera e encolhendo os ombros. Após a declaração do filho de Poseidon, Amélia ficou sem fala, daqueles vezes em que você se esquece como se pronuncia qualquer palavra que seja, ainda não podia acreditar que ele estava admitindo seu erro e ainda o explicando, de certa forma Amy podia compreende-lo pois afinal de contas a moça havia feito o mesmo que o rapaz quando eles se distanciaram. Seu silencio foi interrompido por um movimento rápido e cauteloso de Oliver, ao se aproximar dela e selar seus lábios nos dela, mais uma vez deixando Amy surpresa pela ação do outro. Por um momento, Amélia foi pega de surpresa e não soube o que fazer mas retribuiu o gesto de Oliver, o beijando de volta, colocando suas mãos em volta do rosto do outro num gesto de carinho misturado com uma saudade imensa daquele beijo que no passado era tão presente. A falta que ela sentia de Oliver caiu com tudo agora em suas costas, pesando assim também seu coração com a saudades que sentia de ambos quando estavam juntos. A filha de Apolo juntou seu corpo ao dele, aproximando-se o máximo que podia de Oliver para sentir mais uma vez o corpo dele colado ao dela, algo que Amy tinha sentido vontade de fazer a muito tempo desde que o vira nos corredores na volta das férias. Enquanto o beijava meio desesperada pela emoção de poder sentir de novo os lábios de Oliver, podia também sentir seu coração batendo acelerado contra o peito como se fosse um martelo pesado, suas mãos corriam pela face e cabelo do outro… E então nada ao redor importava, nem a chuva, nem as outras pessoas, nem muito menos o sino indicando a volta das aulas ou os carros passando na rua, ali naquele momento havia apenas eles dois e o beijo correspondido.
Acreditar que sua irmã faria isso parecia algo impossível para Olly. Ele tinha suas divergências com ela, principalmente quando se tratava do seu mundo mitológico, mas, será que a inveja chegaria a um ponto altíssimo que ela faria de tudo para vê-lo infeliz?! Era dúvidas e dúvidas, e isso só deixava sua cabeça doer cada vez mais. “Olivia... Você me machucaria dessa forma?” Pensara o rapaz, sentindo sua expressão transformando-se em tristeza cada vez mais. Aos poucos, ele estava entrando em desespero diante de tudo. Se escolhesse acreditar em Amélia, as coisas mudariam muito a situação em que os dois estavam, mas, afetaria ele e sua irmã... Oliver encarou os olhos da garota por alguns minutos e sorriu, relembrando da primeira vez que captou os olhos dela. Sempre preferiu sorrisos, mas, quando se trata de Amélia, seus olhos foram o que atraiu sua atenção. E isso foi o suficiente para que ele tomasse um lado e esse era Amélia. Saudade era o sentimento mais forte que Oliver transmitia pelo beijo. Saudade dela, de seu corpo, sua companhia, suas risadas, seus sorrisos, seus olhares, suas qualidades, seus defeitos... Sentia falta completamente de tudo em relação à Amy. Seu corpo reagia totalmente ao dela, pedindo cada vez mais o toque da garota, a qual Oliver é apaixonado desde a primeira vez que a viu. Seu coração batia tão rápido que ele pensava que podia escapar do seu corpo de forma tão fácil e, mesmo que tentasse controlar, nada adiantaria. Na verdade, nunca adiantou tentar se controlar perto de Amy, ela sempre provocava todos os seus lados de sua personalidade, apesar de ele fazer de tudo para controlar a personalidade mais horrível como o ciúmes. Suas mãos continuavam a acariciar o rosto de sua amada, enquanto sentia os lábios dela de forma que nunca havia sentido como se fosse a primeira vez que a beijava. Oh, a primeira vez. Parecia éons que aquilo havia acontecido de verdade. Oliver, lembra como se fosse hoje, o quanto se sentia nervoso e ansioso por aquele momento e, quando aconteceu, ele sentia pessoa mais realizada da vida. Aos poucos, o beijo pareceu diminuir com ele depositando diversos selinhos até que parou. Totalmente imóvel e em silêncio. Apenas respirando, sentindo seu coração bater, a chuva cair sobre eles, as passadas das pessoas ao redor indo para seus afazeres... Essas coisas externas não importavam para ele, apenas aquele momento único com Amélia que esperava por tanto tempo. Acariciou outra vez a bochecha dela e sorriu. - Eu senti falta disso, sabia? Acho que precisamos conversar sobre nós, mas com calma agora e em um lugar seco. Sou filho de Poseidon, mas estou me deixando a ficar molhado por você. Para não ficar sozinha. - Riu levemente para deixar o clima mais leve.
Amy já havia imaginado que Olivia tinha algo a ver com aquilo, na realidade sempre soube pois sabia da índole da moça e sabia em como a mesma não gostava de Amy desde a primeira vez que a viu, algo que a filha de Apolo nunca entendeu até hoje. Ouviu o relato de Oliver e não pode acreditar no que ouvira naquele momento, não queria acreditar que ele havia confiando na irmã sobre isso. “Você sabe muito bem que sua irmã inventa mentiras sobre mim e nunca foi com a minha cara. Não acha suspeito que ela tenha mentido como sempre fez?” perguntou cruzando os braços, podia agora sentir sua roupa completamente encharcada e seus cabelos a mesma coisa. “Oliver, aquele rapaz não estava comigo, é impossível, dado ao fato de que ele tem namorada e ela é uma amiga minha. Ele queria fazer uma festa surpresa a ela, de aniversário de namoro e eu fui ajudar. Foi isso.” disse com uma cara de choro, mas sabia que não estava mentindo para ele, nunca seria capaz de mentir a ele. Percebeu que havia feito besteira ao incriminar ele sobre a outra garota, ela corou e desviou o olhar ao ouvir o desabafo de Oliver. Suspirou e fechou os olhos por alguns segundos, sentindo-se arrependida. “Me desculpe, a intenção não foi te acusar injustamente.” falou envergonhada. “Mas você também me acusou agora, e você também… Partiu meu coração ao se afastar de mim, sem dizer nada, simplesmente… Sumiu. E isso me fez… Me fez sofrer muito, até agora, ainda machuca, porque eu… Sinto sua falta. ” Amy não sabia como estava conseguindo falar aquilo tudo naquele momento e logo assim e cara, mas tinha algo que a fez desabafar a Oliver o que queria dizer fazia muito tempo, feito isso, a garota sentiu um misto de sentimentos, tristeza, receio e uma leveza, como se tirasse um peso que carregava nas suas costas.
Mentiras e Olivia eram duas palavras que Oliver não conseguia colocar numa mesma frase. Os dois eram filhos apenas da mesma mãe, já que Olivia era a mais velha e uma pessoa normal ao contrário do rapaz que era um semideus. Como sua mãe, ela também sabia de todo o mundo escondido da humanidade e achava até divertido. Tinha algumas vezes que Olly pensava que sua irmã tinha inveja de todo aquele seu mundo que ele vivia, principalmente quando havia momentos em que compartilhava apenas com Amy - a única que entendia muito bem tudo que ele passava desde a primeira vez que eles conversaram. - mas, depois de um segundo, ele tinha a certeza que era só uma coisa de sua cabeça. Pena que ele estava errado... Ouvir aquela suspeita apenas fazia renascer a desconfiança que ele sentia algumas vezes. “Eu não sei, Amélia. Olivia fazendo isso não parece ser cara dela, eu acho. Eu sei que ela e você não eram melhores amigas, mas acha que ela faria algo tipo isso?” Olly se sentia desesperado. Não estava pronto para que a verdade parecesse e ele perdesse mais uma pessoa pela falta de confiança. As palavras tinham sumido de sua mente e, mesmo que a chuva estava caindo fortemente, ele sentia suas palmas suadas com todo o nervosismo apenas por estar ali perto de Amy. Algo que ele não fazia há tanto tempo. “Eu sou um idiota. Eu não queria ter feito nada disso, mas eu não consegui evitar. Estava tão furioso, quebrado, triste, que precisava fugir, sair de perto. Eu fui um egoísta, eu sei, mas era pra o meu próprio bem.” Quando escutou sobre aquela falta, o impacto da frase foi forte, já que ele sabia como era sentir aquela sensação devido ao fato de que ele também sentia. Ele sentia tanta falta de Amy que todas as suas músicas escritas até agora haviam menções dela e isso acabava com ele. Ele a encarou por meio das gotas da chuva e então aquele impulso de sentir outra vez a mulher que ele amava nasceu de forma violenta. Ele não sabia como ela reagiria, mas ele precisava tentar. Precisava saber se havia um amor tão grande como ele estava sentindo. Então, ele avançou em sua direção e a beijou, como forma de lhe dizer que sentia muito sua falta.
Estando ali, paralisada e esperando uma resposta de Oliver foi o bastante para Amélia cair na realidade. Eles dois não estavam bem um com o outro, aquilo tudo minutos antes havia sido apenas uma tentativa de fingir que tudo estava bem. Mas não estava. E agora ambos sabiam disso sem fugir da verdade. Percebeu as lagrimas disfarçadas do filho de Poseidon porém nada falaria sobre elas. Não agora. Após a fala de Oliver, a garota aproximou-se lentamente dele com um olhar confuso, sem entender a fala dele. “O que?” sua voz saiu baixa e não teve certeza se o outro lhe escutara por causa do barulho da chuva. Pessoas a sua volta corriam para fugir da água que caía com mais intensidade agora do que antes, mas Amy já não prestava atenção na chuva encharcar suas roupas. “Não. Não, não, não!” disse agora com mais intensidade. “Foi você! Você quem estava com aquela garota quando eu fui te visitar!” apontou o dedo para Oliver o encarando e chegando cada vez mais perto até encostar a ponta de seu dedo no peito do rapaz. “Eu não saí com ninguém. Você quem estava ocupado. Você e… Ela, juntos. Em sua própria casa.” falou com um tom enojado o bastante para seu ritmo cardíaco acelerar devido a lembrança que vinha. Agora era a vez das lágrimas dela brotarem, Amy continuava encarando-o intensamente. “Não saí com ninguém, nem logo depois do término e nem muito tempo depois. Como eu poderia? Se você estava sempre presente em minha mente e… Aqui.” seu dedo continuava apontado para o peito de Oliver, por alguns segundos Amy encarou o mesmo apontado e então abaixou a mão. “Esquece.” passou a mão no rosto para afastar a água em uma tentativa falha. “Acho que errei em tentar falar com você, fazer o convite e tudo mais, você provavelmente ainda está com ela, por isso tentou fugir de mim agora, não é? Não precisa responder, eu sei que sim.” ao falar isso seu coração parecia estar quebrado de tantas formas que Amy duvidou se algum dia iria conseguir superar Oliver por completo. A dor da perda era algo da qual ela não havia acostumado, principalmente dele, aquele que fora por muito tempo sua alma gêmea… Missão juntos, treinos no acampamento, escapadas na hora do jantar, festas do acampamento, desafiando seus pais deuses ao dormirem no chalé um do outro. Sem falar nas memorias recentes, na faculdade, nos treinos e nas tantas saídas juntos e encontros. O baque das lembranças de anos atrás até o dia de hoje fez Amy perder o controle, então ela empurrou Oliver. “Porque?! Porque ela e não eu?!” gritou.
Oliver queria rir, sentia a necessidade de rir daquilo. Não conseguia acreditar que as coisas estavam se desenrolando daquela forma, era o que ele mais tremia. No momento em que Amy chegou perto de sua mesa, ele sabia que as coisas não iriam terminar bem e mesmo assim ele continuou ali, ignorou todas as suas intuições e resolveu manter uma conversa no bem de não demonstrar o quanto ainda sofria. Uma parte sua sabia que deveria ter escutado o orgulho invés do coração, mas a outra parte entendia que necessita ter uma conversa com ela. Precisa resolver tudo. "Você está brincando comigo né? Isso é tudo um jogo para você, Amélia? Eu nunca faria isso, ao contrário de você, deveria ter dado os ouvidos a Olívia no momento em que ela contou sobre você e aquele cara. Como fui estúpido!" Não era a raiva que o dominava, mas sim a decepção. Oliver ainda sentia seu coração apertar toda vez que via, lembrava, ouvia de Amy e, mesmo com todo esforço para deixar para lá, não adiantou de nada. Sua vida estava ligada a dela de uma forma imaginável, era como se os dois fossem um só com todas as brigas e com todas as reconciliações. Mas, apesar de dor que sentia sobre todos os acontecimentos, ver a garota que ele amava daquele jeito o cansava mais aflição e tristeza. Ele queria consolar, sua vontade lhe dizia para fazer isso, mas não podia. Não podia fazer aquilo com tudo acontecendo daquele jeito. "Amélia..." Sua voz saiu fraca e ele torcia que com o barulho da chuva aquilo não pudesse ser escutado. Ele queria consertar aquilo, queria que tudo voltasse do jeito como era antes, mas não sabia como fazer. Como começar. Ele respirou fundo para poder organizar seus pensamentos e aí focou sua atenção nela. "Eu não sei do que você está falando, porque não escolhi ninguém. Não devo satisfações a você mais, mas, não gosto quando me acusam, então aquela garota lá era uma prima nossa. Os pais dela estavam passando um tempo em nossa casa. E não aconteceu nada, ela já é casada, Amélia. Agora você... Eu não sei nem o que mais falar. Desculpa, mas você quebrou meu coração." Ele tentou dizer tudo aquilo mais alto que o barulho da chuva. Não era sentimental, mas precisava colocar tudo para fora. Dizer o quanto havia sido magoado pela pessoa que ele mais admirava e ainda admira.
Amy esboçou um sorriso meio torto, tentando se soltar a possível piada de Oliver, mas ela ainda estava se acostumando ao fato deles voltarem a se falar, e ainda mais de uma forma tão… Inesperada. Ela parou de desenhar e pôs o lápis na boca, como se estivesse pensativa por um momento e logo após o respondeu. “Seria no mínimo bizarro se você não se vê-se.” Ela continuou como uma suposta piada. Voltou seu olhar para a multidão que rodeava ambos, muita gente conversando, falando ao mesmo tempo e andando apressadas ou devagar. “Eu estou bem, cansada também, mas bem no final das contas.” Disse num tom leve e calmo já se levantando do banco, afinal, nos últimos tempos havia aprendido a não transparecer o quão mal ela estava, já havia virado um hábito e esperava que Oliver caísse nessa assim como todo mundo. Mas ela sabia que ele não era todo mundo. Tentou puxar assunto mas a única coisa que pensou era perguntar o que ele andava fazendo, porém isso a moça não gostaria de saber, talvez por medo da resposta de Oliver sobre isso, então Amy apenas folheou seu caderno de desenhos a procura de uma folha em branco deixando alguns segundos de silêncio desconfortável até chegar na página onde havia um esboço de desenho da face de Oliver. Merda. Ela pensou, e começou a folhear numa rapidez e eficiência estranha demais para alguém não notar que havia algo errado ali. Na pressa e receio acabou fechando o caderno rapidamente e jogando o lápis na bolsa igualmente. Nervosa sobre o que falar disparou: “Você… Ahn… Você gostaria de tomar um café? Sabe, ultimamente eu venho tomando bastante e preciso de um agora por causa da vida cansativa de semideusa universitária.” Riu baixo e claramente de nervoso, perdendo um pouco a fachada de indiferença que antes tanto quis passar. “Uma companhia faria bem.” Completou mordendo o lábio inferior, receosa da resposta de Oliver, era um convite bobo, inesperado e muito apressado, porém fora a única coisa que conseguiu pensar rápido para disfarçar a besteira que havia deixado escapar segundos antes. Amy sabia que Oliver era um ótimo companheiro para tudo, e esperava que ele continuasse assim mesmo após um tempo distantes.
Oliver não conseguiu evitar que um sorriso surgisse em seus lábios quando a garota respondeu a sua piada. Ele estava receoso em relação à atitude que poderia vir dela, já que Olly pensava que ela iria ignorar a aquele comentário besta. Bem, ele não conseguia agir de forma normal perto dela depois de tanto tempo. Sentia-se um pouco idiota por ficar nervoso, visto que havia imaginando, em alguns momentos, seu encontro Amy e era totalmente diferente do que estava acontecendo. “Eu só seria o homem invisível. Acho que teria suas vantagens e desvantagens.” Ele brigou consigo mesmo no pensamento por estar agindo como um sem graça, mas era impossível não fazer isso perto de Amélia. Era como se a presença dela derrubasse suas defesas que o rapaz tinha construído durante anos e anos. Assim que ela lhe respondeu, Oliver encarou-a imediatamente e arqueou umas das sobrancelhas. Ele sentia que Amy não estava falando, era como se fosse um sexto sentindo. “Você sabe que não adianta mentir para mim. Eu reconheço quando está mal, quer falar sobre?” Perguntou de forma inofensiva. Querendo ou não, ele sempre iria ter uma preocupação com ela. Mas o que aconteceria em seguida iria chamar sua atenção. Quando o olhar de Oliver recaiu levemente sob o caderno dela, ele não pôde controlar as batidas aceleradas de seu coração nem sua respiração rápida por ver seu rosto desenhado ali. Palavras sumiram da sua cabeça na tentativa de perguntar o que significa e só conseguiram a reaparecerem quando ele viu ela fechar o caderno. Ele estava tão desordenado que não conseguia perguntar o que realmente duvidava. E as coisas só pioram com o convite feito. Ele queria muito aceitar, mas não sabia se era realmente uma boa ideia. Olivia, sua irmã, falou tanta coisa sobre Amélia que era difícil acreditar no momento. Na verdade, ele não acredita até hoje. Acha impossível aquilo acontecer. Respirou fundo umas dez vezes para se acalmar e coçou a barba com um sorriso desajeitado nos lábios. “Claro, não seria algo ruim de fazer. Eu realmente não estou fazendo nada importante agora. Aonde você quer ir?” Ele resolveu arriscar. Não iria acontecer nada… Bem, era o que pensava.
As gotas da chuva caiam sob seu rosto, misturando-se com as suas lágrimas que finalmente tinham conseguindo escapar. Depois de tanto tempo, Oliver deixou-se aliviar todo peso que sentia há tanto tempo. Não era um choro audível e, mesmo se fosse, sabia que a garota não ouviria devido ao barulho da chuva. Ele havia parado no momento em que escutou a voz dela e todo o seu corpo estremeceu. Ouvir o tom dela daquele jeito lhe cortava o coração, mas também o fazia relembrar de lembranças terríveis. Lembranças que ele queria ter esquecido antes de se encontrar com ele, mas não tinha conseguido. Agora estava na hora de encarar a verdade logo. Virou-se em direção a ela e ver a cara dela o machucou ainda mais, mas quando escutou aquela pergunta, seu sangue gelou um pouco. Arqueou a sobrancelha e riu sarcasticamente. "Você está brincando comigo?! Eu nunca fiz isso, você que me abandonou. Você me deixou por aquele cara sem mais ou menos, eu tinha ido falar com você e quando chego lá, você já estava bem ocupada." Seu tom estava raivoso. Ele não queria brigar porque sabia que iria relembrar de tudo (da dor que sentiu no momento, da raiva, do abandono), mas sabia que já havia ferrado tudo como sempre.
Amy esboçou um sorriso meio torto, tentando se soltar a possível piada de Oliver, mas ela ainda estava se acostumando ao fato deles voltarem a se falar, e ainda mais de uma forma tão… Inesperada. Ela parou de desenhar e pôs o lápis na boca, como se estivesse pensativa por um momento e logo após o respondeu. “Seria no mínimo bizarro se você não se vê-se.” Ela continuou como uma suposta piada. Voltou seu olhar para a multidão que rodeava ambos, muita gente conversando, falando ao mesmo tempo e andando apressadas ou devagar. “Eu estou bem, cansada também, mas bem no final das contas.” Disse num tom leve e calmo já se levantando do banco, afinal, nos últimos tempos havia aprendido a não transparecer o quão mal ela estava, já havia virado um hábito e esperava que Oliver caísse nessa assim como todo mundo. Mas ela sabia que ele não era todo mundo. Tentou puxar assunto mas a única coisa que pensou era perguntar o que ele andava fazendo, porém isso a moça não gostaria de saber, talvez por medo da resposta de Oliver sobre isso, então Amy apenas folheou seu caderno de desenhos a procura de uma folha em branco deixando alguns segundos de silêncio desconfortável até chegar na página onde havia um esboço de desenho da face de Oliver. Merda. Ela pensou, e começou a folhear numa rapidez e eficiência estranha demais para alguém não notar que havia algo errado ali. Na pressa e receio acabou fechando o caderno rapidamente e jogando o lápis na bolsa igualmente. Nervosa sobre o que falar disparou: “Você… Ahn… Você gostaria de tomar um café? Sabe, ultimamente eu venho tomando bastante e preciso de um agora por causa da vida cansativa de semideusa universitária.” Riu baixo e claramente de nervoso, perdendo um pouco a fachada de indiferença que antes tanto quis passar. “Uma companhia faria bem.” Completou mordendo o lábio inferior, receosa da resposta de Oliver, era um convite bobo, inesperado e muito apressado, porém fora a única coisa que conseguiu pensar rápido para disfarçar a besteira que havia deixado escapar segundos antes. Amy sabia que Oliver era um ótimo companheiro para tudo, e esperava que ele continuasse assim mesmo após um tempo distantes.
Oliver não conseguiu evitar que um sorriso surgisse em seus lábios quando a garota respondeu a sua piada. Ele estava receoso em relação à atitude que poderia vir dela, já que Olly pensava que ela iria ignorar a aquele comentário besta. Bem, ele não conseguia agir de forma normal perto dela depois de tanto tempo. Sentia-se um pouco idiota por ficar nervoso, visto que havia imaginando, em alguns momentos, seu encontro Amy e era totalmente diferente do que estava acontecendo. “Eu só seria o homem invisível. Acho que teria suas vantagens e desvantagens.” Ele brigou consigo mesmo no pensamento por estar agindo como um sem graça, mas era impossível não fazer isso perto de Amélia. Era como se a presença dela derrubasse suas defesas que o rapaz tinha construído durante anos e anos. Assim que ela lhe respondeu, Oliver encarou-a imediatamente e arqueou umas das sobrancelhas. Ele sentia que Amy não estava falando, era como se fosse um sexto sentindo. “Você sabe que não adianta mentir para mim. Eu reconheço quando está mal, quer falar sobre?” Perguntou de forma inofensiva. Querendo ou não, ele sempre iria ter uma preocupação com ela. Mas o que aconteceria em seguida iria chamar sua atenção. Quando o olhar de Oliver recaiu levemente sob o caderno dela, ele não pôde controlar as batidas aceleradas de seu coração nem sua respiração rápida por ver seu rosto desenhado ali. Palavras sumiram da sua cabeça na tentativa de perguntar o que significa e só conseguiram a reaparecerem quando ele viu ela fechar o caderno. Ele estava tão desordenado que não conseguia perguntar o que realmente duvidava. E as coisas só pioram com o convite feito. Ele queria muito aceitar, mas não sabia se era realmente uma boa ideia. Olivia, sua irmã, falou tanta coisa sobre Amélia que era difícil acreditar no momento. Na verdade, ele não acredita até hoje. Acha impossível aquilo acontecer. Respirou fundo umas dez vezes para se acalmar e coçou a barba com um sorriso desajeitado nos lábios. “Claro, não seria algo ruim de fazer. Eu realmente não estou fazendo nada importante agora. Aonde você quer ir?” Ele resolveu arriscar. Não iria acontecer nada… Bem, era o que pensava.
Farpas encerradas. Oliver sentiu um alívio enorme nascer em seu corpo com esse acontecimento. Tinha sido uma boa ideia, realmente, e a primeira de tantos erros já cometidos. Ele não pôde conter um sorriso no momento que viu ela rir. Aquela risada é tão linda. Pensara o rapaz quando se pegou encarando sem parar Amélia, mas, logo, desviou o olhar para frente para que a garota não notasse e torceu para que estivesse certo. “Acho que Poseidon que ficaria com raiva de mim. Ele quer que eu vá ficar com ele quando terminar a faculdade, ainda não sei se é uma boa ideia.” Comentada com um sorriso triste. Ir morar com seu pai para poder cuidar do reino era algo absurdo de pensar, já que ele vivia 24 anos na terra já e não se adaptaria tão rapidamente. Por fim, ele assentiu com a cabeça para o pedido. Tomaria qualquer, o importante era passar um tempo com ela. Mas havia surgido um problema: Oliver não conseguia formar nenhuma frase direito para poder ter uma conversa tranquila com ela. O nervosismo tomava conta de si e dúvidas e dúvidas também surgiam em sua mente. Ele queria saber como ela estava de verdade, como estava o curso, como estava a família dela, se ela sentia sua falta o tanto que ele sentia dela… Mas ele não tinha coragem para perguntar, se expressar, dizer que tudo foi um mal entendido. Estava perdido e odiava ficar assim. Soltou um suspiro longo, então, e encarou Amélia. Imediatamente, relembrou-se do desenho e não conseguiu conter um sorriso presunçoso nos lábios. Era como se a coragem surgiu por um segundo e ele perguntou. “Você me desenhou em seu caderno, Amélia?” O nome dela saiu em um tom baixo como toda vez que fazia quando queria provocar um pouco.
Seu corpo congelou na hora após ouvir o relato de Oliver, ela não podia acreditar que Poseidon o queria com ele, isso significaria que ambos iriam se separar alguma hora. Se separar novamente. Amy não soube exatamente o que estava sentindo mas com certeza não era algo bom ao ouvir a fala do colega. Sorriu de canto da boca para disfarçar e deu de ombros. “É uma proposta bem… interessante. Talvez você devesse considerar a possibilidade mas eu imagino que seja complicado se adaptar a vida marinha.” comentou ela, observando o garçom chegar com os pedidos e os colocar na mesa. “Meu pai já não deve nem sequer lembrar de mim, afinal, muitos filhos por aí.” ela riu levemente e revirando os olhos. O pensamento de ficar longe de Oliver de novo fez Amy temer mais do que pensava, devido a isso, resolveu focar em bebericar seu capuccino. Amy corou imediatamente ao ouvir a pergunta do filho de Poseidon. Droga. Mil vezes droga. Pensou ela rápido. O constrangimento era evidente e agora não tinha mais escapatória para ela, largou a xícara e pegou a bolsa, a abrindo e tirando o caderno de dentro, abrindo assim na página onde tinha o desenho de Oliver. Passou lentamente o caderno para o rapaz observar o desenho que havia feito dele. “Sim.” respondeu baixinho a ele. “Eu… Eu desenhei nas férias de verão, sabe, eu não tinha muito o que fazer.” passou a mão pelos cabelos, receosa do que iria falar em seguida. “Você me pareceu uma boa ideia para desenhar.” seu sorriso era simpático e envergonhado. “Geralmente desenhar as pessoas me faz sentir um pouco mais perto delas e diminuir a saudade.” Amy voltou sua atenção ao capuccino e tomou um gole. Ela falava baixo com ele pois não sabia se deveria falar aquilo, mas… Pareceu certo em fazer naquela hora. Talvez quisesse que Oliver soubesse o quanto ela sentira sua falta. Ainda sentia, aliás. Definitivamente era difícil esconder as coisas dele agora que estava bem ali, a sua frente, disponível e conversando.
"É complicado sim. Acho que seria algo difícil de fazer, mas não sei se seria impossível. Seria até divertido sabe, viver com ele, com o Tritão, com a Anfritite, os golfinhos... Mas não entendo o motivo dele me querer. Ele tem vários seres mais capacitados para trabalhar ali, eu seria só um fardo. " Era como se sentia um fardo e poder dizer tudo aquilo para ela, parecia que tirava um peso enorme de seus ombros, já que era como se Amy fosse a única que pudesse entender sua situação. Entender os seus sentimentos. Ele estava tão focado em como se sentiria em relação ao seu pai, a sua faculdade, a si mesmo, que demorou para perceber o quão aquele possível acontecimento poderia causar nela. Então, por impulso, Oliver repousou sua mão na dela e lhe dirigiu um sorriso para ela. "É só uma hipótese. Não é algo real." Ele retirou sua mão e colocou-a debaixo da mesa, enquanto observava sua bebida sendo repousada na sua frente. "Apolo deve relembrar de você. Ele só é tão estranho quanto os outros, sem ofensas. Todos eles são, mas ele sabe quem é você. Então, relaxa ok?" Seus olhos, então, encontraram o desenho dela e ele não conseguiu conter um longo suspiro. Era lindo. Muito lindo. Os detalhes do seu rosto estavam totalmente desenhados perfeitamente, principalmente sua cicatriz da sua bochecha esquerda. Era do jeito que se via todo dia no espelho. Ele murmurou algum elogio para Amy e encarou os olhos dela. Era uma artista inata e ele sabia disso, e admirava isso nela. Franziu os lábios e engoliu em seco ao relembrar da música que fizera para ela durante as férias de verão. De músicas alegres até as tristes. E ele não mostrou a ela devido ao fato de que era seus sentimentos ali sendo exposto, era sua saudade. Mas ele não podia. Não podia deixar as emoções controlarem-lhe de novo, então, deixou o maldito orgulho estar no controle. Oliver, assim, levantou da mesa e a olhou, sentindo seus olhos ficarem marejados. "Eu... Desculpa, Amélia, mas não posso fazer isso. Eu preciso ir. " Ele saiu sem esperar ela dizer nada, enquanto isso a chuva começava a cair naquele local.
Amy esboçou um sorriso meio torto, tentando se soltar a possível piada de Oliver, mas ela ainda estava se acostumando ao fato deles voltarem a se falar, e ainda mais de uma forma tão… Inesperada. Ela parou de desenhar e pôs o lápis na boca, como se estivesse pensativa por um momento e logo após o respondeu. “Seria no mínimo bizarro se você não se vê-se.” Ela continuou como uma suposta piada. Voltou seu olhar para a multidão que rodeava ambos, muita gente conversando, falando ao mesmo tempo e andando apressadas ou devagar. “Eu estou bem, cansada também, mas bem no final das contas.” Disse num tom leve e calmo já se levantando do banco, afinal, nos últimos tempos havia aprendido a não transparecer o quão mal ela estava, já havia virado um hábito e esperava que Oliver caísse nessa assim como todo mundo. Mas ela sabia que ele não era todo mundo. Tentou puxar assunto mas a única coisa que pensou era perguntar o que ele andava fazendo, porém isso a moça não gostaria de saber, talvez por medo da resposta de Oliver sobre isso, então Amy apenas folheou seu caderno de desenhos a procura de uma folha em branco deixando alguns segundos de silêncio desconfortável até chegar na página onde havia um esboço de desenho da face de Oliver. Merda. Ela pensou, e começou a folhear numa rapidez e eficiência estranha demais para alguém não notar que havia algo errado ali. Na pressa e receio acabou fechando o caderno rapidamente e jogando o lápis na bolsa igualmente. Nervosa sobre o que falar disparou: “Você… Ahn… Você gostaria de tomar um café? Sabe, ultimamente eu venho tomando bastante e preciso de um agora por causa da vida cansativa de semideusa universitária.” Riu baixo e claramente de nervoso, perdendo um pouco a fachada de indiferença que antes tanto quis passar. “Uma companhia faria bem.” Completou mordendo o lábio inferior, receosa da resposta de Oliver, era um convite bobo, inesperado e muito apressado, porém fora a única coisa que conseguiu pensar rápido para disfarçar a besteira que havia deixado escapar segundos antes. Amy sabia que Oliver era um ótimo companheiro para tudo, e esperava que ele continuasse assim mesmo após um tempo distantes.
Oliver não conseguiu evitar que um sorriso surgisse em seus lábios quando a garota respondeu a sua piada. Ele estava receoso em relação à atitude que poderia vir dela, já que Olly pensava que ela iria ignorar a aquele comentário besta. Bem, ele não conseguia agir de forma normal perto dela depois de tanto tempo. Sentia-se um pouco idiota por ficar nervoso, visto que havia imaginando, em alguns momentos, seu encontro Amy e era totalmente diferente do que estava acontecendo. “Eu só seria o homem invisível. Acho que teria suas vantagens e desvantagens.” Ele brigou consigo mesmo no pensamento por estar agindo como um sem graça, mas era impossível não fazer isso perto de Amélia. Era como se a presença dela derrubasse suas defesas que o rapaz tinha construído durante anos e anos. Assim que ela lhe respondeu, Oliver encarou-a imediatamente e arqueou umas das sobrancelhas. Ele sentia que Amy não estava falando, era como se fosse um sexto sentindo. “Você sabe que não adianta mentir para mim. Eu reconheço quando está mal, quer falar sobre?” Perguntou de forma inofensiva. Querendo ou não, ele sempre iria ter uma preocupação com ela. Mas o que aconteceria em seguida iria chamar sua atenção. Quando o olhar de Oliver recaiu levemente sob o caderno dela, ele não pôde controlar as batidas aceleradas de seu coração nem sua respiração rápida por ver seu rosto desenhado ali. Palavras sumiram da sua cabeça na tentativa de perguntar o que significa e só conseguiram a reaparecerem quando ele viu ela fechar o caderno. Ele estava tão desordenado que não conseguia perguntar o que realmente duvidava. E as coisas só pioram com o convite feito. Ele queria muito aceitar, mas não sabia se era realmente uma boa ideia. Olivia, sua irmã, falou tanta coisa sobre Amélia que era difícil acreditar no momento. Na verdade, ele não acredita até hoje. Acha impossível aquilo acontecer. Respirou fundo umas dez vezes para se acalmar e coçou a barba com um sorriso desajeitado nos lábios. “Claro, não seria algo ruim de fazer. Eu realmente não estou fazendo nada importante agora. Aonde você quer ir?” Ele resolveu arriscar. Não iria acontecer nada… Bem, era o que pensava.
Farpas encerradas. Oliver sentiu um alívio enorme nascer em seu corpo com esse acontecimento. Tinha sido uma boa ideia, realmente, e a primeira de tantos erros já cometidos. Ele não pôde conter um sorriso no momento que viu ela rir. Aquela risada é tão linda. Pensara o rapaz quando se pegou encarando sem parar Amélia, mas, logo, desviou o olhar para frente para que a garota não notasse e torceu para que estivesse certo. "Acho que Poseidon que ficaria com raiva de mim. Ele quer que eu vá ficar com ele quando terminar a faculdade, ainda não sei se é uma boa ideia." Comentada com um sorriso triste. Ir morar com seu pai para poder cuidar do reino era algo absurdo de pensar, já que ele vivia 24 anos na terra já e não se adaptaria tão rapidamente. Por fim, ele assentiu com a cabeça para o pedido. Tomaria qualquer, o importante era passar um tempo com ela. Mas havia surgido um problema: Oliver não conseguia formar nenhuma frase direito para poder ter uma conversa tranquila com ela. O nervosismo tomava conta de si e dúvidas e dúvidas também surgiam em sua mente. Ele queria saber como ela estava de verdade, como estava o curso, como estava a família dela, se ela sentia sua falta o tanto que ele sentia dela... Mas ele não tinha coragem para perguntar, se expressar, dizer que tudo foi um mal entendido. Estava perdido e odiava ficar assim. Soltou um suspiro longo, então, e encarou Amélia. Imediatamente, relembrou-se do desenho e não conseguiu conter um sorriso presunçoso nos lábios. Era como se a coragem surgiu por um segundo e ele perguntou. "Você me desenhou em seu caderno, Amélia?" O nome dela saiu em um tom baixo como toda vez que fazia quando queria provocar um pouco.