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Eu não nasci pra representar ninguém.
Eu nasci pra dizer como é que as(os) representantes têm que fazer as coisas.
Época de eleição sempre tem gente irritada comigo porque eu não me filio, não me candidato, não faço propaganda, não apoio, não pego santinho.
Além de eu ter uma aversão que parece natural a tudo o que é representatividade institucionalizada, mesmo quando eu tento entrar no esquema e fazer as coisas do “jeito que tem que ser”, não funciona.
Então não tenho nenhuma razão pra crer que pertence ao mundo real essa coisa de institucionalizar as instâncias de poder. Eu só tenho razões pra crer que isto é pura ilusão.
Tenho pena de quem bota fé em autoridade de papel. Parece pra mim que essa gente só sofre.
O que eu tenho que declarar, é que não importa o quanto quem não concorda com estas premissas esperneie, grite, chore. O fato é que eu tenho cada vez mais autoridade e poder, e por algum motivo que eu ignoro, cada vez mais vêm a mim o conhecimento e os recursos necessários para estabelecer os mecanismos de poder.
A minha autoridade não tem reconhecimento público, não tem registro histórico, não tem como contestar e não tem como afrontar. Não tem como controlar. Ninguém tem como questionar a minha autoridade. Eu mesmo não posso fazer isto.
Se eu ainda tenho algum medo, deve ser o medo do poder que eu tenho. Às vezes as pessoas vêm me notificar de algumas merdas que eu faço sem querer, porque eu não prestei atenção na correlação de forças e acabei abusando do meu poder de forma inocente.
Artigo Primeiro, Parágrafo único da Constituição da República Federativa do Brasil:
Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Essa coisa de representatividade institucional é completamente discrepante da representatividade real.
Imagino que isto acontece em decorrência da natureza insana desta necessidade de institucionalizar a representatividade. Mas vou deixar para os filósofos políticos decidirem isto.
Eu reitero, não nasci pra representar ninguém. Não nasci pra criar, moldar, ajustar, promover meios de representatividade controláveis.
Minha tarefa é ditar o que é que quem assume o papel de representante de qualquer coisa tem que fazer, e como é que têm que fazer.
Porque é cada vez mais raro encontrar alguém com disposição pra liderança e representatividade, e competência para isto.
O meu negócio é ensinar, e determinar como é que as coisas tem que ser. Para que essa gente que eu desprezo, que são aquelas(os) que gostam de tirar fotografias, ganhar reconhecimento, mérito e créditos possam ser ridicularizadas no meu lugar.
Meu lugar não é em coxo comendo merda que nem essa gente que tu idolatra. Meu lugar é botando a comida no coxo pra esse porquedo, porque aí tu pode continuar sendo liderada(o) por essa gente e tudo continua funcionando.
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#Autoridade, #Poder

















