Publicação original em http://wp.me/p3WOG4-1n
Copyleft iuri.blog.br/branco
Aviso importante: Isto são extratos de expressões que tangem a essência das coisas, principalmente da natureza humana. Qualquer pessoa que estiver prestes a destruir o que entende por “vida”, “vida social”, ou qualquer outro tipo de nomenclatura que usem para designar o teatro de palhaços que é a humanidade, não deve levar estes textos a sério. Isto pode causar problemas irreversíveis para qualquer pessoa facilmente influenciável. Em caso de sinistro, procure seu médico, doutor, guru, padre, pastor, conselheiro, abusador sexual, explorador contumaz ou qualquer outra pessoa costumeira disposta a te dar razão, te fazer sentir importante e depois te fazer pagar um preço alto por isto sem que tu perceba.
Eu não tenho opinião alguma sobre as tuas reclamações, Maurício. E também não disse que não era pra ti reclamar. Se fosse o caso, eu só ia apagar a tua mensagem e te remover da lista.
Tampouco estou convidando alguém a se importar com problemas de outros lugares porque não faz sentido isto. O ser humano só tem como se importar consigo mesmo, não faz sentido se preocupar com os outros.
O que eu aproveitei para dizer com a tua primeira manifestação, e não é porque foi tua, mas porque estavam ali as palavras necessárias para permitir que eu produzisse uma resposta, é a minha versão daquela frase “a grama do vizinho sempre é mais verde”, e como eu entendo isto como invalidade intelectual. Eu vejo as pessoas trabalhando para tornar sua grama cada vez mais parecida com a do vizinho, mas eu digo que é melhor botar fogo na grama e rir da cara do vizinho.
Sobre o que tu chama de coitadismo, eu entendo o suficiente para determinar que a tua opinião sobre coitadismo é inválida. Eu infelizmente não assisto RBS, não leio Zero Hora ou sei lá que outras babaquices o pessoal faz aqui em Porto Alegre pra se manter na escrotice. O que eu sei é que eu olho estas pontas de iceberg que vocês produzem, como por exemplo, mas não limitadas a “isto não leva a nada”, da mesma forma que um ser humano olha para um símio.
Se tu tem que manifestar a tua opinião sobre “coitadismo”, é evidente para mim que tu não tem em absoluto qualquer tipo de experiência relevante sobre o assunto. Mas eu tenho que te dar crédito. Tem imbecis que guardam a sua opinião e perdem a chance de ser criticados, permanecendo na imbecilidade e se dando mal diariamente sem saber porque.
Tu não sabe se leva a algum lugar porque tu não foi lá pra saber. E também não tem ninguém que foi lá pra determinar se leva ou não a algum lugar. O que tu tem são opiniões escrotas de gente escrota que ficam te dizendo o que é que tu tem que pensar, exatamente como eu estou fazendo com este texto. Ser escroto não é feio. Feio é replicar escrotice como se estivesse falando sério. Eu não me contradigo porque estou explicitamente dizendo que eu não tenho nada pra falar e quando escrevo estou explicitamente te dizendo que isto aqui é só a minha versão da mesma burrice que tu promove por aí. O que seria inaceitável seria declarar aqui que o meu texto é de alguma forma útil, o que não é o que eu estou fazendo, tanto que estou escrevendo no meu blog, que ninguém lê, pra não pixar o espaço sagrado desta lista de merda do matehackers, para que não pareça que a minha burrice é mais “certa” que a dos outros.
Quando eu falo que é burrice ouvir uma pessoa determinar o que leva a algum lugar ou o que não leva a algum lugar e achar que da pra aceitar esta premissa como válida, o que eu estou dizendo é exatamete isto. Aceitar a opinião de alguém, não importa quem, é burrice. Mas isto só se torna evidente quando a gente sai por aí replicando. E o fato de tu ter a coragem de botar esta burrice pra fora te da uma chance de se livrar desta burrice, o que de certa forma de destaca de uma horda inteira, mas não leva isto a sério, isto não te torna diferente do rebanho que a gente faz parte. Mas como está implícito nesta minha afirmação, se livrar de uma burrice não torna a burrice menos burra.
Digo mais. O fato de eu chamar isto de burrice não me torna menos burro tampouco. O caso é que não tem ninguém que não seja burro com propriedade para chamar os outros de burro, então como é que nós vamos poder apontar o dedo para os outros enquanto não aceitarmos que também apontem para nós mesmos? Parece que não tem outro jeito a não ser criticar sem algum tipo de propriedade, porque não tem ninguém certo pra servir de parâmetro.
Há sim, uma horda de zumbis leitores de Veja, Folha de São Paulo, Estadão, Zero Hora e outros papéis higiênicos que acham que ler estas coisas os torna dignos de ter opiniões relevantes. Mas replicar frases produzidas por gente que fica lendo dicionário e tentando impressionar eiditoriais não torna ninguém inteligente. Muito pelo contrário. Mas não sei se é o teu caso.
Se tu tivesse uma experiência real sobre o que tu chama de “coitadismo”, aceitasse ser um “coitado”, adotasse práticas significativas na tua vida acerca de “coitadismo”, experimentasse e permitisse que isto guiasse todas as tuas atitudes, ainda assim tu entenderia pouco ou quase nada sobre o que tu chama de “coitadisse” e a tua opinião sobre isto continuaria irrelevante.
Onde quer que eu vá vejo as pessoas relatando como a vida seria melhor em outro lugar, em outras circunstâncias. Mas nunca vi ninguém mudar as circunstâncias, só vejo gente se iludindo e acreditando que vai mudar as circunstâncias, que um dia vai dar, que a vida vai melhorar, que fulano siclano beltrano conseguiu e eu também vou conseguir, e todas os outros recursos que as pessoas, genialmente, utilizam para se manter na inércia sem fazer porra nenhuma e achando que esperar cair o maná do céu vai funcionar.
Mas basta usar o cérebro e observar que não há um exemplo sequer de alguém que mudou as circunstâncias, e qualquer pessoa que tiver esta certeza arraigada na mente, consciente ou inconscientemente, vai ficar andando em círculos e esperando o seu Messias chegar.
Talvez o que dê pra mudar então é o contexto, e não as circunstâncias. Mas isto deve ser tão pessoal que a minha experiência é inútil para qualquer outra pessoa, e da mesma forma não estou interessado em saber como isto funciona para outras pessoas, porque a experiência dos outros é inútil para mim. Não tem como eu andar nos chinelos dxs outrxs. Não tem como alguém olhar o mundo através dos meus olhos. Sobre fazer alguma coisa para mudar o contexto, cada indivíduo está completamente sozinho e não tem nada que os outros possam fazer para ajudar. E pedir conselhos significa fugir do trabalho.
Texto recente que eu produzi sobre Altruísmo:
Cada um de nós é um universo.
Não tem espaço neste mundo para todo mundo brilhar.
é coerente que para um enriquecer outros tantos precisem ficar pobres. Faz sentido. Para que alguém possa expandir seu brilho é necessário que muitos apaguem para que um possa brilhar. Faz todo o sentido morrerem muitos para exaltar a identidade de um indivíduo.
Cada um tem o seu momento de brilhar e pode brilhar indefinidamente. Enquanto indivíduo, um indivíduo pode ser um universo inteiro. Contudo, quando há outros universos próximos então este indivíduo se recolhe para dar espaço para os outros expandirem.
Seria de pensar que terminar com sua existência é dar espaço para os outros brilharem e isto é uma demonstração de altruísmo. Contudo, isto é um egoísmo muito grande, pois aquele que deveria brilhar está abdicando da sua oportunidade, e foi incapaz de perceber que ele era necessário para os outros que o cercavam.
Cada indivíduo é de suma importância para o lugar onde se encontra no momento em que se encontra. O universo tem esta propriedade de colocar tudo no lugar certo e na hora certa, sempre.
…que está horrível. Tem uma frase muito melhor que está em um muro que eu passava na frente e observava atentamente TODO DIA de manhã, há algum tempo atrás, que dizia “Nunca feche os olhos para o mundo, pois há sempre alguém esperando pelo brilho do seu olhar“.
E tem esta frase que eu falei para alguém que estava demonstrando preocupação há algumas semanas atrás: “Não faz sentido se preocupar com xs outrxs. Não estou dizendo que o ser humano é incapaz de se preocupar com xs outrxs, só estou dizendo que não faz sentido isto.”
Referências bibliográficas:
Mais uma intervenção que só foi possível graças ao Maurício na lista do Matehackers: https://groups.google.com/forum/?fromgroups#!topic/matehackers/_0G73ScM8G4
O Maurício é extremamente importante para este blog e parece que ele é o motivo principal de todo o esforço que eu tive pra botar essa porra no ar, afinal a maioria do conteúdo postado só foi possível graças a ele. Por mais simples que pareça o site, isto levou algumas horas “ociosas” escrevendo código, quando eu deveria estar comendo chocolate, tomando café e outros enteógenos, investindo na minha vida social e pessoal, vendo televisão, jogando, ou sei lá o que vocês aí fazem no mundo real. Eu particularmente gosto de andar na rua e observar as pessoas. Mas cada louco com o seu ócio. Voltando ao assunto, se alguém gostar do site, dê forças para o Maurício, para que ele tenha energia suficiente para me aguentar.
Esta postagem também é altamente influenciada pelo muro de Veranópolis com a frase que está no corpo do texto, eu em uma ocasião consegui fotografar o muro, e a imagem está disponível em: http://iuri.blog.br/img/nao_feche_os_olhos.jpg
“Como você é burro” – Caetano Veloso em Vox Populi, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=-MK1q9fZjeI
#Altruísmo, #Coitadismo, #Matehackers, #Maurício