𝗜𝗩𝗔𝗥 𝗗. 𝗛𝗢𝗢𝗞 𝗃𝖺𝗆𝖾𝗌 𝗁𝗈𝗈𝗄'𝗌 𝗌𝖾𝖼𝗈𝗇𝖽 𝗁𝖾𝗂𝗋.
i've been lying to the liars , i've been lying with the liars .
(aaron taylor-johnson) Há algo profundamente perigoso em certas histórias… especialmente naquelas protagonizadas por IVAR DIEDERICH HOOK. Aos 28 anos, ele carrega o legado de JAMES HOOK (PETER PAN) em cada aspecto de sua narrativa. Ligado a Casa ARSÊNIO, tornou-se conhecido entre outros alunos por sua reputação de PRESUNÇOSO e MORDAZ — qualidades extremamente valorizadas em Mythborne — ainda que existam rumores persistentes sobre uma natureza LEAL e ASTUTA escondida sob toda essa deturpada perfeição.
𝗕𝗔𝗖𝗞𝗚𝗥𝗢𝗨𝗡𝗗
Ivar, fruto de uma sucessão de escolhas ruins e extraconjugalidades, cresceu sob os cuidados nocentes de uma mãe que pouco possuía destreza para zelar o próprio bem-estar, que dirá de uma criança. Residente dos subúrbios de Neverland, Amelie jamais havia se sentido reconhecida por alguém antes. Sua frágil autoestima a tornava suscetível à necessidade obsessiva por validação, não importava de quem viesse, e ocupava lugar de principal responsável por seu declínio – fosse físico ou cognitivo. Após relacionar-se com um homem que alimentava a incidência daquela vulnerabilidade, para atender as próprias motivações torpes, para usá-la, engravidou do primeiro e único filho e logo após o nascimento do bebê, viu-se abandonada pelo dono das promessas vazias de um "para sempre". A volta do homem era sempre uma vontade inalcançável para Amalie, já perdida nas expectativas criadas a título de interesse vil. Passou os últimos anos de sua vida existindo sob o único pretexto de que o pai do primogênito voltaria e viveriam juntos, como família; seus anseios não eram preenchidos de maneira alguma, entretanto, e nem seriam. O uso de entorpecentes para anuviar a agonia tornou-se constante, no lugar, e a mulher cedeu aos vícios.
Assim, os dias e anos transpassavam Ivar com a responsabilidade de preservar os vestígios de sanidade mental da responsável, que era diminuído a cada grama de entorpecente enviesando sua corrente sanguínea a fim de esquecer um amor não-correspondido que, aliás, fora o exato o motivo de sua overdose, quando Ivar mal acabara de completar oito anos. Sem que houvesse meios para sobreviver sozinho na casa, ou parentes próximos para acolhê-lo, as ruas de Neverland tornaram-se seu lar, por meses a fio. Aos oito, já havia conhecido a dor da perda e aberto feridas que iam muito além de joelhos ralados, sangrava o corpo e a alma com o abandono do genitor e a única pessoa que poderia dar-lhe algum conforto, a mãe, havia sucumbido aos próprios demônios, infligindo o mesmo desamparo sofrido no filho.
Apenas fez-se familiar com afeto após ser resgatado por James Hook, meses após o falecimento da genitora, o único homem cuja admiração e lealdade floresciam no âmago e Ivar a permitia, fácil, assim como todos os sentimentos mais amenos dentro de si pertenciam aos irmãos. Os modos, entretanto, haviam se tornado austeros e inflexíveis a quem não pertencia à família; malmente relaxava e sorrisos nunca lhe vinham com facilidade, em especial com os mocinhos de Evermore. Em batalhas e estratégias, era exímio; treinado e instruído pelo pai e pela casa Arsênio, tornou-se especialista em combates a curta distância e armas militares.
𝗛𝗔𝗕𝗜𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗚𝗜𝗖𝗔
Imune a dons cuja essência baseia-se no uso de meios psíquicos para um fim, Ivar é portador da manipulação de energia defensiva-mental. Quando alvo de ataques gerados por habilidades mentais, produz uma cortina imaterial que repele a intenção do dano psicocinético e o protege das influências externas, tornando-o incapaz de dano por qualquer poder de classe psíquica.
𝗘𝗫𝗧𝗥𝗔𝗦
Proprietário de pouca simpatia aos heróis de Evermore, Ivar nutre genuína indiferença à razão dos mocinhos. Considera os nuances de inocência e sensibilidade dentro do grupo verdadeira fraqueza, uma que, no mundo que viviam, poderia jamais ser tolerada. A prova se fazia veemente, fundamentada em todo o evento que desencadeou a Reescrita, decerto, em como os protagonistas de suas histórias subestimaram a capacidade de reação dos vilões e superestimaram o "felizes para sempre". A ingenuidade, sim, precedeu a queda, e nada mais justo que o choque de realidade para prová-los que, muito embora acreditem, estão longe de serem superiores.















