“[…] É impossível imaginar o que o mundo seria hoje se o grito da Reforma não tivesse ecoado na história da humanidade. A reforma, ela nos acordou para muitas realidades: para a realidade da Graça, para a realidade da Glória de Deus. A Reforma nos acordou para realidade da salvação pela fé, pela fé em Cristo Jesus somente. A reforma nos fez olhar para as Escrituras como autoridade máxima sobre o viver cristão. A Reforma resgatou os direitos e as responsabilidades do indivíduo de interpretar as Escrituras, de se ver responsável por sua piedade. A reforma fez nascer novas estruturas de Estado, de governo, inspirou a democracia. A Reforma influenciou as artes, a literatura, a educação, a ciência, e teve grande influência no avanço da tecnologia. A Reforma resgatou a igualdade de valores dos homens, influenciou a levantar o status da mulher na sociedade, influenciou na libertação de raças escravizada e oprimidas. Foram os reformadores e missionários cristão que lutaram pela abolição dos escravos, lutaram pelo fim do canibalismo, pelo fim do tráfico humano, da prostituição, lutaram pelo fim do sacrifício de crianças e da queima de viúvas, práticas normais naqueles dias. E foi como consequência da Reforma que aconteceu o inicio da grande ação, da grande mobilização missionária que alcançou a África e Ásia. São por essas e por tantas outras razões que eu gosto de concordar com teólogo e missionário Timóteo Carriker, de quem colhi muito dessas informações, eu gosto de concordar com ele que talvez não seja exagero dizer que, fora o surgimento do próprio cristianismo, nenhum outro movimento teve tanta influência no mundo quanto o movimento da Reforma. Se somos o que somos hoje, se o Brasil é essa nação de mais de 40/50 milhões de evangélicos, tudo isso é porque houve um grito a 5 séculos que trouxe despertamento ao homem. Um grito que libertou o homem da tirania institucional da época, um grito que devolveu ao homem seu senso crítico, devolveu ao homem a sua liberdade de pensar e de amar a Deus com todo o seu entendimento.”
— Juliano Son, no vídeo “500 anos | 015 - Juliano Son”.














