Vida, vem cá, vem
Eu viro a vida do avesso e chupo que nem laranja. Deixo escorrer entre os dedos pro tempo se deliciar e não me devorar. Porque quem eu quero que me coma mesmo é o acaso. E me olhando nos olhos. Hipocrisia, dá licença que minha autenticidade vai passar. Um salve à quem faz toda a diferença, uma incontinência de foda-se à quem não não faz falta nenhuma, e à leveza da vida, o meu muito obrigada. Que falem, que julguem, que pensem, que sonhem. Porque eu estou ocupada sendo loucamente feliz, eternamente exagerada e delirantemente desesperada pela vida. Mais que tudo isso: me amando cada vez mais por ser assim. E aos que desdenham, um beijo no cotovelo!

















