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Não sei o que se passa comigo… parece que voltei de novo aqueles tempos em que as noites eram tristes e usava-as para pensar na vida e como tudo podia ser melhor, voltei a ouvir as mesma músicas, aquelas que me sempre fizerem pensar se alguma coisa valia a pena o esforço, a diferença é que nessa altura havia alguma coisa, hoje não há nada… mas a forma de pensar é a mesma, porque? Não sei, acho que sei até, mas nem a mim eu quero confessar.
Claro que há alguma coisa, sempre ouve e sempre vai existir, aquele sentimento de perda e de solidão, aquele sentimento de auto-ódio por ter feito coisas que nunca devia ter feito apenas por estupidez própria e orgulho. As coisas agora podia ser bem diferentes, se eu as vezes pensa-se antes de falar e as vezes que pensei, não o devia ter feito, apenas agido….
Mesmo passados tantos anos, tantas pessoas que passaram na minha vida, muitas delas exactamente só de passagem e outras até não, tu nunca me saÃste da cabeça, não estou a dizer que tive sempre obcecado contigo, porque eu já tive obcecado, mas contigo era diferente, fazia-me feliz, fazias-me sentir realmente vivo, como secalhar acho que nunca mais irei sentir, pois, a única forma que tenho percebido que ainda ando por aqui, é mesmo pelas dores que as vezes sinto, não as de cá de dentro, mas as do corpo… secalhar nem essas as vezes são reais, não sei, mas a verdade é que depois de ti, nunca mais tive aquele auge de felicidade aquela alegria extrema, tu era aquela pessoa que me fazia estar contigo todo o tempo possÃvel, mas mesmo esse tempo nunca era suficiente, eu queria poder estar sempre contigo, porque na realidade nunca me fartava de ti, descobria-te e descobria-me a cada dia que passava, descobri coisas em mim que eu jamais pensaria fazer e que passava a vida a gozar com os outros que o faziam.
Mudaste-me como ninguém mais o fez durante estes quase 22 anos da minha vida, mas a culpa de não ter resultado foi sempre, sempre minha. A minha estupidez, infantilidade, insegurança, tudo isso e muito mais…. E tudo acabou, eu sei que no fundo querias que isto tivesse resultado porque eu via nos teus olhos, sentia nas tuas atitudes e acredito que foste a única pessoa que me amou a sério, tal como tu foste a única pessoa que eu amei verdadeiramente… agora não posso fazer mais nada apenas deixar passar o tempo até que ele acabe para mim, será falta de coragem? Falta de vontade? Não sei, secalhar até é, mas acho que é mais medo, não de ti, mas de como vais reagir a tal, porque tu, seja o que for que digas, vais ter sempre razão. Acredita, eu pensava que tinha crescido desde a última vez, pensava mesmo, queria-te de volta na minha vida, queria-te sentir ao pé de mim, queria brincar contigo, queria meter-me contigo e queria que tu te metesses comigo, queria isso e tudo mais, queria voltar aquelas noites no jardim, as ver as estrelas, a ouvir as nossas músicas, que mesmo que sejam de milhões, eram só nossas. Tenho saudades de aproveitar as coisas simples da vida como aproveitava contigo, aproveitar cada momento contigo, alguma coisa, desde que tivesse contigo… não te consigo esquecer, não me sais da cabeça, mesmo quando não estou a pensar em ti, sem ti não tenho energia, é inconsciente, não me apetece estar com mais ninguém, prefiro a solidão, ao convÃvio com mentes vazias, corações vazios, pessoas acrÃlicas, tudo o que tu e eu detestamos, odiamos, pessoas que o principal objetivo de vida é a vida dos outros, são as aparências e o que os outros pensam. Prefiro estar sozinho do que com pessoas que não são pessoas, são apenas cópias umas das outras, são tudo por fora e nada por dentro.
Isto há-de passar, eu sei. Quando? Não sei, mas acredito que ainda demorará algum tempo… agora é tempo de concentrar-me no que realmente importa, o meu futuro e tentar-me divertir um pouco, porque se não vivermos para ser felizes não vejo o porque de vivermos, a ser o que somos realmente, porque somos peças únicas, e por isso temos que viver como queremos e como somos. Diverte-te. Beijo.
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