Os limites de si
Te conhecendo Me reconheci Já nem sei Onde começa eu Ou Onde eu termino Em ti
Sullyvan de Abreu

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Os limites de si
Te conhecendo Me reconheci Já nem sei Onde começa eu Ou Onde eu termino Em ti
Sullyvan de Abreu
eu sou palavras
ainda que seja
em silêncio.
Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a sí mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos
Charles Bukowski (via segredou)
Eram dez horas da noite. A lua estava cheia e minha vida não tinha sentido.
Charles Bukowski (via segredou)
Posso viver sem a grande maioria das pessoas. Elas não me completam, me esvaziam.
Charles Bukowski (via segredou)
se você não tiver por quem continuar, continue por você mesmo.
eu quero sair de mim e dormir porque tudo que existia aqui virou sono e pó
Mantive tudo aqui dentro. E mesmo tendo tentado, tudo desmoronou.
Linkin Park. (via subalternidade)
É isso. Essa sou eu. Prefiro que você veja agora porque não sei me guardar para o final. Escolhi te mostrar o cru, a carne que vem dentro, as suturas todas espalhadas, as manchas amareladas e os cortes profundos. Aquelas coisas que guardamos até de nós mesmos. Resolvi te mostrar muito além do que vim ao mundo, te mostro o antes para que você confronte com o que eu sou agora e perceba o quanto mudou. Eu não vou maquiar nenhuma das minhas decisões. Desnudo todas as minhas verdades. Me lavo de todos os pudores. Quero que me veja inteira como nunca fui. Veja, estou cansada dessas relações em que tive que me concentrar em ser outra versão de mim. Menos dramática, menos neurótica, menos preocupada, menos e menos e menos (…) as doses eram sempre planejadas em pequenas quantidades para não causar grandes efeitos. Fiz de tudo. Ensaiei as falas, ignorei os comentários, balancei a cabeça nos momentos apropriados. Tudo para evitar um possível susto. Eu era uma versão modificada de mim. Mas hoje, aqui com você, com a ânsia me embrulhando o estômago me confundindo se é amor ou um aviso de que vou passar mal, com a temperatura do meu corpo subindo ao ponto de eu achar que minha cabeça está incendiando, eu prefiro que você escute isso. Eu prefiro que você se assuste com aquilo que eu sou e não com uma tentativa de mim. Que esse discurso verborreico não seja encarado como um surto ou um acontecimento que não irá se repetir. Eu sou isso que você está vendo agora. Nada mais. É isso.
Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (via alegrais)
ontem eu enchi a cara e disse um monte de coisas sobre o universo, desejei que você estivesse dentro de mim. não sei explicar muito bem como é que o amor funciona no meu corpo acordo querendo ser fodida pelo seu cuidado planejo estragos e não cumpro
você tem cheiro de chance desperdiçada e as vezes eu te olho e não enxergo nada. te amo assim de longe que é mais seguro saudade tenho aos montes não vou te esquecer, eu juro me guarda também numa memória num retrato em algum sonho distante e abstrato.
A poesia de verdade desaba por dentro. Como no amor. O resto é silêncio.
Chico Buarque, Budapeste. (via oxigenio-dapalavra)