DEUSA DA PRIMAVERA DE DIA, RAINHA DO SUBMUNDO DE NOITE. Nossa nova habitante costumava se chamar PERSÉFONE, do conto HÉRCULES, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava no SUBMUNDO, lá na FLORESTA ENCANTADA. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de HYACINTH CALLIFLOWER que é ADVOGADA.
∘⡊ ˚ ❀ ᴛᴀᴋᴇ ᴛʜᴇ ɢᴏᴅᴅᴀᴍɴ ꜰʟᴏᴡᴇʀ, ᴘᴇᴅᴇꜱᴛʀɪᴀɴ! ❀
O PERSONAGEM ESTÁ ACORDADO?
Não está acordada, mas apresenta uma frequência maior de flashbacks e memórias ‘sem sentido’. Em termos práticos, Persefone é também uma vilã, pois ficou ao lado do marido em todo o processo da maldição. Contudo, quando entendeu a extensão das áreas e contos afetados (incluindo sua mãe e amigas ninfas), o coração fraquejou e acabou sendo afetada.
HEADCANONS:
Joelho ralado vermelho vivo e queixo enfeitado com o curativo das meninas super poderosas. Meias com furos do tamanho dos dedos e vestidos combinados com fitas enceradas. Risada alta faltando fôlego pela corrida e caminhar perfeito com a enciclopédia sobre a cabeça. A dualidade da criação de Hyacinth moldava sua vida antes mesmo de tomar conhecimento de suas ações. A mãe permitia o comportamento errático e extrovertido desde que a pequena garota também realizasse suas obrigações. O prazer pego pela dever, e assim por diante.
Os anos foram passando e aquela realidade não mais preencheu os grandes e curiosos olhos da menina. Esta sempre na janela, o corpo pendurado para fora, observando a brincadeira de outros rostos. Pessoas distantes e desconhecidas, diferentes das primas e parentes da mansão Springsteen. Sim, Hyacinth ia para uma escola mista e tinha seus amigos, suas liberdades, mas sempre precisava voltar para casa. Nunca passando do horário de recolher, nunca ousando pisar no lugar que traria tristeza à mãe.
A rebeldia veio na passagem para a adolescência. Hormônios? Tinham um pouco de influência. O real motivo no garoto de olhos estranhos e sorriso misterioso. O primeiro namoradinho. O primeiro ponto fora da sua curva perfeita. Hyacinth apaixonou-se de corpo e alma, caindo em todas as conversas e manipulações de alguém que parecia seu príncipe encantado. E como podia culpá-la? O jovem carismático tão perfeito? Tão cheio de confiança e conhecimentos da vida? A garota mal conhecia o mundo!
O primeiro namoradinho abriu espaço para o romance de universidade, a área de direito escolhido por ele. É melhor, Hya, dá mais dinheiro. Dizia ele ao afagar-lhe o rosto enquanto a pureza da Springsteen brilhava com flores e plantas. Brilhava como o vidro das estufas e a água derramada pelos regadores. Até então não tinha mais contato com a mãe, a briga homérica tão traumática quanto a força do bloqueio em sua mente. Fechando os olhos, deixando-se levar, afundando nas pilhas de objetos que não eram folhas secas de outono ou a grama verdinha do início da primavera.
Diploma na mão, dedo ostentando o enorme anel de noivado e sorriso de orelha a orelha. Hyacinth não notou as partes estranhas da relação, não do jeito que tirava as flores contaminadas ou arrancava as ervas daninhas. Um relacionamento tinha que ser assim, certo? Um cuidado diário, carinho e atenção sempre. A vivacidade dentro de si minguou, a casa e o lar agora eram seu emprego. Dona de casa não era tão ruim, tinha mais tempo para cuidar do jardim e praticar seus hobbies.
Com tanto tempo em mãos e mais ligada com todas as etapas da casa, Hyacinth notou algumas mudanças. Um perfume diferente, roupas com marcas estranhas, peças de roupa íntima luxuosas. Usando o cérebro que tinha dominado direito em Harvard, expôs os múltiplos casos do marido e arrumou-se um divórcio milionário (não que precisasse, o legado dos Springsteen era banhado em diamantes).
Agora, sem poder voltar para casa e admitir que a mãe ganhou no fim, Hyacinth se mudou de vez para casa de uma de suas melhores amigas (e prima!). Passava tanto tempo lá que a mansão não tinha tanta cara de casa. Suas coisas estavam bem guardadas, tudo do mais importante, enroladas em um laço e com o cartão de crédito ilimitado de cartão de boas-vindas.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Mantém o sobrenome de casada simplesmente por burocracia. Trocar tudo levaria muito tempo e já bastava todo o estresse do divórcio.
Pode ter sido bem fria e calculista na separação, como manda a profissão, mas sofrue - e sofre - demais com o fim do sonho.
Cursou pedagogia em segredo do marido enquanto passava os anos como dona-de-casa e esposa troféu. Feliz com isso? De jeito nenhum.
Em busca de um substituto do cãozinho, a única coisa que perdeu na separação de bens que queria demais. Está adiando a busca ao máximo possível.
Vaidosa e bem- arrumada por si própria, independente de ter ou não um anel no dedo ou contatinho no celular.
Em construção...








