“você já fez aquele teste das manchas? o do rorschach? dizem normalmente que se as suas respostas não estão dentro do padrão do que todo mundo vê, ou tem alguma coisa muito errada contigo, ou é uma pessoa extremamente criativa. quer tentar?”
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@krsariddler-blog
“você já fez aquele teste das manchas? o do rorschach? dizem normalmente que se as suas respostas não estão dentro do padrão do que todo mundo vê, ou tem alguma coisa muito errada contigo, ou é uma pessoa extremamente criativa. quer tentar?”
— Não aguento mais hackear os sistemas dessa agência desgraçada e não encontrar nada de novo sobre os fedidos do Junior, os fracassados do Training, os bunda-mole do Senior e os flopados da Staff. Vai lá, me conta só uma fofoquinha. Vai doer menos que o choque que eu posso te dar agorinha mesmo.
“há! e você vai me derrotar como com esses sapatos desamarrados?”
observando o menino a sua frente, encheu a própria xícara de chá e levou até perto dos lábios, afastando a fumaça para bebericar enquanto parecia estar muito entretido com o assunto atual que ele e apolo estavam tendo com o menino do junior, @krsapeterpan. era engraçado como seus maneirismos dignos de realeza ainda vinham tão naturalmente quanto na época de conde, hábito que era impossível de perder mesmo detestando como agia por comando do subconsciente (além da memória eidética não ajudá-lo nisso). não que isso estivesse incomodando naquele momento específico, já que de pernas cruzadas inclinou o corpo para frente e apoiou o cotovelo em uma das coxas. "entendi..." fez uma pausa propositalmente longa, depois bebeu mais um pouco do chá, sem tirar os olhos do adolescente. "e como você se sentiu sobre isso?" acrescentou. "eu, como um escritor, sei de muitas coisas e posso ajudar. aliás, apolo, você leu meu último livro, não leu?" mudou de assunto bruscamente por um instante para obter a confirmação do mentor, e aí finalmente voltou -se para seu alvo principal. "enfim, pode continuar contando, depois eu te dou um exemplar da minha obra."
a música contagiante trazia uma lembrança muito particular da época de adolescente, se aventurando nos bailes da realeza espanhola. tinha bem seus doze anos quando participou do primeiro, sendo mimado pelas moças que olhavam suas bochechas adoráveis e queriam apertá-las, ou teimavam em ajeitar a gravata borboleta perfeitamente alinhada como se já não estivesse arrumada, talvez como pretexto para uma proximidade com o filho adotivo do rei, e conde da barcelona. o fato é que se lembrava de tudo, do menor ao maior detalhe, e embora quisesse deixar de ser miguel, o tempo havia o ensinado que o passado não era tão facilmente esquecido, ou pelo menso, não para ele. por isso, rendeu-se de vez a sua nostalgia e resolveu participar da dança, vasculhando pelo espaço da pista alguém para o acompanhar. e, ah, não foi nada difícil avistar @krsacatwoman. na verdade, tudo era uma questão de olhar para a direção certa. o sorriso de canto foi inevitável, puro reflexo da beleza estonteante que esta possuía e como era capaz de arrancar reações assim com espontaneidade, permitindo que beom-seok fizesse uma associação direta ligada ao período real e suas moças igualmente nobres. talvez, esta não possuísse nobreza no sangue, mas a aparência era inegavelmente de uma. assim sendo, não tardou em se locomover para perto, deixando um sorriso enfeitar o rosto quando usou uma abordagem formal. "me concede essa dança?" portou-se, por um momento, como o falecido pai tanto dizia que eram os modos de um conde, e aguardou pela resposta.
vagando sem rumo por aqui e ali, riddler era dono de uma inquietude marcante, e se aproveitava da música para rodopiar pelo salão de par em par, sem se apegar a um fixo ou finalizar uma dança, simplesmente porque permanecia entediado diante com todas as coisas comuns de bailes natalinos. não que estivesse se desfazendo do evento, na verdade, havia muito para se fazer até certo ponto. o problema era que quando se esgotavam as tais atividades tradicionais, a tendência era repeti-las por toda a noite, o que, para beom-seok, se tornava facilmente chato. mas, claro, imprevisível como o mesmo era, logo se ocupou com algo inédito na festividade: estava agora, dançando com mariah carey, com quem seguiu conversando despreocupadamente e por fim sossegou até a música acabar, e no passar daqueles rápidos quatro minutos, já era como se fossem velhos e bons amigos. talvez não fosse a sugestão mais prudente, mas, partindo da ideia de que ela esqueceria tudo ao fim da festividade de qualquer forma, guiou a cantora até perto de sua parceira de missões, @krsaelektra, parando ao seu lado com uma risada em conjunto com a de sua companhia famosa. "essa é a elektra, de quem eu estava falando." apresentou, escutando em seguida, como mariah estava gostando dos agentes, da festa e principalmente da companhia de riddler. "vamos mostrar a krsa pra ela? ela vai amar."
family snow war ❄ the kwon’s
Na maior parte do tempo, Hiro era conhecido como o garoto fofo e nerd - e só. Todos ficavam chocados quando fazia algo fora do esperado, ou quando fazia jus ao título do Junior de “pirralhos”. Mesmo assim, se existiam duas pessoas no mundo que conheciam esse seu lado, eram seus irmãos - ele não fazia questão nenhuma de esconder isso deles.
Sabia que eles tinham muitas responsabilidades e, mesmo que quisessem, provavelmente responderiam “agora não dá” para qualquer coisa que o irmão mais novo os propusesse. Por isso, os chamou via KRSA Watch com a voz mais dramática que conseguiu atuar, falando que havia acontecido algo muito grave e precisava da presença deles no local onde estava imediatamente. Um local estratégico, aliás - a parte de fora da sede da KRSA.
Como o esperado, não se passaram nem cinco minutos até que pudesse ver a figura dos dois irmãos se aproximando. Quando estavam perto o suficiente, não perdeu tempo; tacou as duas bolas de neve gigantes que havia feito em ambos, dando uma imensa gargalhada depois. “Feliz natal!” Correu para o mais longe possível, sem conseguir parar de rir.
@krsapersephone & @krsariddler
✧🍒*:・❐❐❐ encontra-se à deriva de mais sublime apreensão. simboliza preocupação para com o irmão mais novo, atormentada pela ideia de que algum mal ocorra com outrem. praticamente corre rumo ao local; adrenalina vertendo sob corpulência ágil. procura-o em meio a soturno cenário de inverno, vento álgido cortando-lhe a epiderme. estremece levemente ao abraçar o próprio corpo acanhado pelo frio, as íris felinas peregrinam ambiência atrás dele até que. yah! hiro. sequer houve tempo para buscar por proteção ao ataque mais jocoso de todos. flocos gélidos entram em contato com a derme acetinada; arrepiando-a junto a mensagem de seu subconsciente: o irmão está bem.
✧🍒*:・❐❐❐ é então que riso espontâneo advém em doce musicalidade; olhar de cumplicidade trocado com o irmão mais velho. no final das contas todos estão bem não é? procura normalizar o próprio ritmo cardíaco domado pelo frenesi de outrora, concentrada no pensamento de correr atrás do irmão mais novo. não irei perdoar você tão cedo, hiro! finge estar brava quando de repente muda o foco de ataque, juntando quantidade considerável de neve para mirar na direção do irmão mais velho. deveríamos atacar o riddler certo? boa sorte, bro.
dizer que quase morreu do coração é a forma mais curta de expressar o desespero que passou nos breves minutos onde caçou pelo irmãozinho em apuros. não seria possível que logo em sua data preferida haveria este de ser abalado por algum mal, certo. esperava do fundo do coração, longe de qualquer suposição metodicamente calculada já que quando estava em puro sentimento, sua mente parecia diminuir para o tamanho de um grão de arroz enquanto o coração mais parecia ter sido fermentado com o mais bruto tipo de sentimento. porque os irmãos eram seu bem mais precioso. respirou fundo três vezes para tentar chegar a pelo menos um ponto de equilíbrio quando já avistava a saída.
… mas sequer teve tempo de pensar direito, foi atingido na hora que pôs os pés do lado de fora por uma bola de neve.
ah, mas é claro. era só o pirralho inocente atraindo os irmãos como quem atraía uma presa, e por um momento, riddler realmente se sentiu como um peixe fisgado se debatendo num anzol ( que nesse caso era só o gelo da neve mesmo). só que riu. de alívio, principalmente, mas também porque o teor daquela interação havia mudado para algo leve, tão leve que lá estava ele sorrindo genuinamente para hestia, um pouco antes de olhar para o caçula. “você é mais esperto do que parece, irmãozinho.” provocou, sendo excessivamente dramático quando se tornou alvo principal das bolas de neve. “a traição vem de onde menos se espera.” falou, antes de correr o mais rápido que conseguiu para detrás de uma árvore, no caminho, criando as próprias bolas de neve para atrasá-los. “hestia é a deusa da lareira, você devia se juntar comigo hiro, e ver quantas bolas de neve ela aguenta!” tentou conversar, bolando a melhor estratégia para atacar os irmãos.
Thank you, mistletoe...NEXT! @ Riddler
StupID nunca fora muito de acreditar em lendas natalinas, principalmente essa relacionado ao visco, mas sempre tivera medo de todas as lendas que eram relacionadas com azar. Sua vida, por si só, já atraía muito, imagina se ela fizesse qualquer coisa para ajudar? Desde sempre repassava as correntes e histórias mandadas nas redes sociais para evitar, mas naquele ano, a sua distração foi a pior de todas. Ao andar mexendo no celular e rindo de vídeos engraçados de animais no youtube, não percebeu que havia um degrau na sua frente e acabou tropeçando e esbarrando na pessoa que estava na sua frente, por sorte, se apoiou nela e conseguiu se equilibrar, mas fora um tanto constrangedor quando levantou a cabeça e viu que era @krsariddler, dos seniors. Mas foi mais constrangedor ainda, quando olhou mais para cima e viu que ambos estavam parados embaixo de um visco e sem pensar duas vezes, a garota encostou seu lábios no do garoto, o beijando. StupID sempre fora uma pessoa bastante impulsiva, mas não chegava aquele ponto, mas ela não iria dizer que não gostou do que fizera, para falar a verdade, estava até feliz.
mais um beijo repentino. e novamente, sem nenhuma surpresa que durasse muito. na verdade, a primeira reação foi posicionar-se melhor já que como id havia tropeçado, antes de avançar para beijá-lo, ela já estava em seus braços, tornando tudo uma questão de maior aperto em volta da cintura enquanto continuava o beijo com mais proximidade dos corpos. engraçado como sua mente continuava a trabalhar incessantemente mesmo nos momentos mais sensoriais, já que era simplesmente cômico ver aquela situação da perspectiva de quem a assistia, além de, novamente, ser uma tradição popularmente ligada a suprir carências. mas não iria se opor, certamente, e isso ficou claro pela forma como a segurou pela nuca e deixou os dedos se perderem no emaranhado de fios de cabelo dali, parando, por um momento. “a minha dúvida é: se você beija alguém embaixo do visco uma vez…” parou, intercalando o meio da pergunta com um selinho. “mas continua embaixo do visco…” mais uma pausa para outro beijo rápido. “você tem que beijar enquanto ficar embaixo dele ou a regra é um beijo por visco?” por fim havia parado, agora, estava apenas fitando-a na espera da resposta.
krsanemesis:
Andava pelo local achando engraçado o rapaz no teto, era incrível a criatividade que os colegas tinam para fazer as coisas acontecerem. Estava pronta para fazer uma piada quando este lhe chamou a atenção. – Ora ora, se não temos um Peter Parker por aqui. – comentou com um sorriso, mexendo a cabeça positivamente quanto ao seu pedido. – E o que precisa que seja feito, exatamente?
os lábios se curvaram em um sorriso simples. “boa referência.” apontou com o indicador, aprovando. após, usou a cabeça para indicar o embaralho dos fios do pisca-pisca. “tenho que terminar isso aqui, mas antes alguém precisa desfazer os nós, desenganchar e ficar de olho pra não prender de novo.”
krsapikachu:
O dia de Pikachu podia ser resumido bem como um simples ir e vir com ele levando caixa pra cá e bandeja de biscoitos para lá. Bem, não que ele estivesse exatamente reclamando, mas não foi era algo especialmente animador, ou pelo menos não foi que, enquanto passava para levar mais uma rodada de biscoitos, ouviu aquela voz e se deparou com… bem… os abdomens de alguém pendurado no teto. “Er… oi?” Questionou um pouco confuso pela situação em si, mas logo usando finalmente seu raciocínio para somar o dois mais dois dos fios na mão do homem e o pedido que ele fez. “Ah, claro, pera.” Acompanhou com os olhos os fios então na busca de achar onde elas estavam presas, mas querendo quase chorar quando viu que não era bem em um lugar baixo. “Well shit.” Disse mais para si mesmo. “Uhn, sumbaenim, você por acaso não teria mais um desses sapatos soltos por ai?”
estendeu a mão para dar tapinhas no ombro do mais novo. “oi, pikachu.” ignorou, porém, a provável confusão, já que para ele era muito difícil se surpreender, logo, fazer a conexão do motivo com o qual poderia surpreender outra pessoa. ao acompanhar a jornada do mais novo com os próprios olhos, tratou de pensar em algum jeito alternativo de ajudá-lo a, bem, ajudá-lo. “não tenho, mas você pode experimentar a luva.” indicou, ao usar o peso do corpo para balançar até estar novamente em cima, sendo segurado por sapatos e luvas. puxou uma destas com os dentes, a arremessando na direção do mais novo. “quanto você calça?” ergueu um pouco o tom de voz, já que agora estava mais distante.
krsaceres:
Ceres estava bem distraída no celular enquanto andava, por isso tomou um susto ao ouvir o chamado, ainda mais quando notou que vinha de cima e, pior, de uma pessoa que estava pendurada no teto. Ela franziu a testa ao ouvir a pergunta, pensativa. Eu hein, homens às vezes tinham umas ideias tão esquisitas… “Eu teria que subir lá em cima? Porque não sou muito boa com alturas…”
“você tem medo de altura? porque se for, eu ouvi que um garoto do training injeta adrenalina em si mesmo pra conseguir ficar no alto, você devia falar com ele.” aconselhou, pensando em alguma alternativa para a situação. “um ou dois bancos facilitariam as coisas?”
krsairis:
ocupado com a ornamentação da agência, iris ficava que nem uma formiguinha a todo momento, carregando caixas com enfeites, checando se já havia decorado determinadas partes da agência, tendo certeza que nenhum pisca pisca estava queimado, e caso estivesse, indo prontamente tirá-lo e pôr algum que prestasse em seu lugar. com caixas na mão, parou no lugar ao ouvir o barulho de um assobio, olhando a sua volta, e então, virando completamente de costas, e tendo o maior susto de sua vida ao ver um garoto pendurado lá. ——— puta que pariu, você não tinha como chegar de uma forma mais convencional? questionou, irritado, apertando a caixa ao seu peito enquanto olhava o outro pendurado. suspirou pesadamente, indo fazer o que lhe foi pedido. deixou a caixa no chão, desenrolando os fios do pisca-pisca sem tanta dificuldade. prontinho, aspirante á peter parker. era só isso mesmo?
como era o esperado, tomou o comentário para si como uma reflexão bastante desnecessária. mas, como poderia culpá-lo se sua mente funcionava na base de momentos aleatórios assim de reflexão? hora ou outra eles viriam a calhar. “preciso falar com alguém da staff sobre um dispositivo que lance teias. na verdade acho que não é tão complicado assim de criar uma substância semelhante mas seria bom discutir com alguém que entenda disso também.” ao fim do possível monólogo, olhou novamente para iris. “hum… não.” sorriu rapidamente, apertando os olhos por alguns segundos. “eu preciso de uns seis viscos. vou encher esse lugar deles pras pessoas terem um pretexto pra se beijar a cada cinco passos, já que essa parte da tradição é claramente pra suprir carência. vai ser a boa ação do ano.”
krsaatlas:
COM CADA NATAL QUE SE PASSAVA, atlas se escondia cada vez melhor das comemorações. dava prioridade para sua família e amigos que gostavam de celebrar, mas apenas para não estragar o natal alheio. esse dia em especial havia sido especialmente cansativo, e o garoto estava determinado em encontrar o local mais calmo da agência. notou algumas fileiras de luzes natalinas penduradas no teto, e a curiosidade tomou conta da fadiga por alguns momentos quando decidiu seguir a trilha brilhante. andava totalmente focado na decoração, passando totalmente despercebido pelo organizador de tudo isso. seu notebook quase caiu de suas mãos no momento do pulo, e após recuperar seu equilíbrio, atlas finalmente virou-se para pessoa. “uh… oi?” estava um pouco- não, muito confuso do porquê a pessoa estar de ponta cabeça. ”é, eu percebi que se enrolaram ali, mas não sei muito bem como posso ajudar daqui do chão.”
pensou alguns segundos, buscando na memória o cenário de mais cedo por onde havia passado. felizmente, a memória fotográfica funcionava bem nesses momentos já que era como se tivesse um filme recorrente passando pela cabeça. “tem uma escada no final do corredor. mas, agora parando pra pensar, talvez se eu deixar as luzes até aqui, dê para trazer a árvore pra perto e no espaço onde a árvore deveria estar, podemos pensar em algo alternativo. talvez encher de meias cheias de chocolate? não acho que qualquer um vá olhar um resto de espaço, então dá uma boa surpresa.” as mãos moviam-se de forma que gesticulava normalmente, ignorando o fato de estar pendido para baixo. “o que você acha?”
krsapoisonivy:
A cada novo cômodo que Hyeri entrava era uma decoração diferente ou havia alguém correndo para decorar. Não que não gostasse de decorar, nao era isso, era só… ela não estava muito no clima. Não ainda. A decoração daquela sala não estava completa, aparentemente não havia ningupem por ali. Estava saindo do cômodo quando a pessoa apareceu do nada, pendurada do teto, com a camiseta no rosto. “Damn, Riddler.” Resmungou enquanto reconhecia o outro agente senior. Instintivamente, Ivy fez o que sempre fazia ao encontrá-lo: acertou um tapa no rosto do outro. Apenas depois olhou à sua volta, encontrando onde as luzes estavam enganchadas. “Ok, eu te ajudo. Mas vai ficar me devendo uma bebida… e outro tapa.” Disse enquanto caminhava até as luzes.
ouch. lá estava o barulho tão conhecido. “você e essa sua mão pesada...” reclamou, sem realmente estar chocado com a atitude já que era o padrão de todos os seus encontros com a ex-namorada receber um tapa na cara. chegava a ser um pouco cômico, principalmente para quem assistia. muitos chegavam a dizer que era uma dinâmica estranha mas, honestamente, poucas coisas não eram estranhas quando se tratava de kwon beom-seok. mesmo de ponta a cabeça, não resistiu a levar as mãos a cintura, deixando escapar um riso nasalado. “então vai ser esse o presente que você vai me dar de natal? infelizmente eu não tenho nada a altura, a não ser que você aceite uma dose de bebida e uma de nostalgia.”
krsairinka:
Natal nunca fora uma época diferente na vida de Irinka. Não é o feriado mais famoso na Rússia, sua família comemorava de modo mais silencioso considerando que sua mãe era católica e não cristã ortodoxa como seu pai. Além de que o ‘seu’ Natal era comemorado em janeiro. Não era a pessoa mais animada para decorar a agência, então aproveitou a animação das outras pessoas em conversarem sobre os seus planos para o feriado para escapar e comer seu almoço. Estava devorando sua porção de picles ao voltar para a sua sala quando escutou o assobio. — Боже мой! Meu deus! — Exclamou um pouco mais alto do que deveria no momento em que o homem apareceu ao seu lado de ponta cabeça. Ainda tinha a mão pressionada contra o peito quando olhou para a extensão presa e ainda um pouco embolada. — Tudo bem… Só… Nunca mais me assuste assim! — Comeu o último pedaço de picles que ainda segurava e rapidamente desprendeu a extensão, presa atrás de um móvel.
como nunca era retirado, bastou escutar algo sendo dito em outro idioma para o chip em sua cabeça instantaneamente inserir as informações necessárias no cérebro de modo que agora, naquela fração de segundos, riddler sabia russo. esboçou uma careta involuntária tanto pelas informações novas o deixarem levemente incomodado, como ocorria todas as vezes, quanto por achar que reconhecia o que a moça estava comendo. “это соленья?” perguntou, subindo novamente para seguir com a trilha de luzes no teto. “o que você acha de fazer uma parecida no chão? ou então criar uma trilha que leva direto pra árvore no lugar de espaços vagos aleatórios?”
krsahiro:
É bem difícil ter existido alguém mais animado do que Hiro quando anunciaram o que precisavam fazer para o Natal. Era uma data comemorativa particularmente especial para o garoto, e a sua favorita; era como se houvesse criado dois braços extras, pois já havia decorado vários locais, feito biscoitos, um boneco de neve… Muitas coisas. Muitas coisas mesmo. E mesmo que, no fundo, estivesse exausto, ainda não possuía planos de parar; andava animado pelos corredores da KRSA, procurando qualquer pessoa que precisasse de ajuda ou simplesmente mais algo natalino para fazer. Estava levemente distraído, o que fez com que se assustasse com o chamado de uma voz familiar; familiar até demais, pois era do seu irmão mais velho. “Seok…?” Disse o nome dele em forma de pergunta, com uma clara confusão na voz. Se aproximou um pouco mais, dando uma olhada na situação. “Claro que eu te ajudo! Meu Deus, o que está fazendo? Não deveria ser eu o irmão que apronta?”
grande e legítimo era o sorriso no rosto de beom-seok. mesmo que fosse taxado como engraçado ou irritante por muitas pessoas daquela agência, a realidade é que aquela era apenas a camada mais fina de sua personalidade que parecia ir tomando uma profundidade tremenda conforme as pessoas ao seu redor faziam diferença, já que era dotado de frieza e racionalidade o bastante para sempre ser bastante distante mesmo quando aparentava ser caloroso. só que, para hiro, uma das duas pessoas mais importantes de sua vida, não havia motivo para fingir nada, e nem como, já que aquele mesmo sorriso era a prova verídica do quanto o amava e estava feliz em tê-lo por perto. “estou sendo autêntico. você devia estudar o conceito por trás disso.” aleatoriamente comentou, como era de costume. “isso não é aprontar, é usar a tecnologia do jeito certo.” se defendeu, balançando o corpo ainda segurado pelos sapatos. “ali, desengancha as luzes pra mim, vou terminar a trilha que eu tô fazendo. a ideia é criar um efeito visual diferente, assim as pessoas vão se sentir dentro da árvore de natal já que as luzes vão funcionar como uma extensão dela.”
krsahefesto:
Depois de alguns minutos de pausa para o garoto, Hefesto já se sentia bem o suficiente para voltar a ajudar na decoração do local, pendurar viscos e espalhar pisca-piscas, Mas, para o azar de Logan, aparentemente ninguém precisava de sua ajuda, e se precisassem, o garoto não seria o mais qualificado para a tarefa, a falta de atividade e a energia acumulada começava a deixar o garoto um tanto cabisbaixa, mas não deixou de procurar pelos corredores da Korea S.A. Sua atenção foi tomada quando ouviu um assobio vindo da sala ao seu lado, embora achasse que não havia ninguém ali, Beom-seok consegui colocar um sorriso no rosto do amigo ao pedir sua ajuda. Se aproximou do agente, ouvindo o pedido do mesmo, mas logo levou as mãos a lateral do pescoço alheio, as pontas dos dedos acariciando de leve a nuca do outro “Como quiser, Peter Parker” Sorriu, e com a mesma leveza juntou os lábios alheios aos seus, num rápido selar, logo soltando-o e levando sua atenção aos pisca-pisca que Riddler havia se referido.
inesperado. mas, depois que parou para pensar sobre, não tanto assim. ou talvez fosse porque possuía a habilidade de se acostumar rápido com situações repentinas como aquela, tanto quanto podia-se dizer que riddler estava um pouco mais amolecido diante da data, que muito embora não passasse de uma celebração cristã qualquer que havia se popularizado pelo mundo, trazia uma carga emocional maior oriunda principalmente da alegria do caçula e de como estava sempre tentando por ele. logo, talvez por esse motivo -- ou talvez por uma vontade repentina dessas que às vezes aparecia, principalmente longe das missões, tanto que chegou a sentir falta do toque caloroso. “seria mais verídico se seu cabelo fosse ruivo.” comentou brevemente, aproveitando que ainda o tinha ao alcance dos dedos para voltar a atenção para si, e devolver o selinho com um que durou mais alguns segundos. “mas acho que não ia ter graça fazer um remake dessa franquia com tantos reboots.” concluiu, sorrindo novamente. “depois que você me ajudar com as luzes, me ajuda com ideias para a árvore também. sendo sincero, eu na verdade acho que cada um deveria enfeitar do seu jeito sem seguir muitas normais de uniformidade, ou ao menos ter poucas. igual eu acho que comemorar o nascimento de uma figura como jesus não devia ser um evento tão grande e apreciado assim já que de tanta diversidade no mundo precisamos estar idolatrando algo de uma religião específica. claro, isso sendo eu uma parcela pequena da população que se lembra de jesus no lugar do velhinho do saco vermelho, que decidimos idolatrar no lugar de figuras reais que de fato fizeram o bem e existem provas concretas a respeito. mas, isso sou só eu sendo excessivamente crítico, então eu vou deixar isso de lado e ceder a uma atividade com toda essa coisa de espírito natalino. você quer por a estrela no topo?”