end of the world
A mensagem da Vaul-Tec foi sucinta o suficiente para que Kurt acreditasse plenamente em sua veracidade. Havia anos que participara das reuniões da empresa e tinha certa noção das razões para que os Cofres fossem criados. Estava trajando seu costumeiro terno, sentado à mesa da Clemons-Reagan Enterprises e tomando um café sem açúcar quando foi notificado. O coração foi à boca, de forma que derramou um pouco da bebida quente na coxa esquerda. Urrou de raiva com o descuido e xingou baixinho pelo que estava por vir.
O helicóptero era a saída mais rápida e ele sabia que era provavelmente um dos únicos com aquela artimanha em mãos. Seu piloto estava sempre pronto para um serviço e sua assistente pessoal o acompanhou no percurso, fazendo perguntas sem razão. Ela começou a fazer ligações para Mya, mas a adolescente simplesmente não respondia a qualquer tipo de comunicação.
Kurt ficou ansioso. Abriu uma garrafa de uísque que estava no helicóptero e, quando abriram vôo, já estava semi-embriagado. – Ela tem dezenove anos! Como, em plena Era do Instagram, essa menina não vê o próprio celular?! – Falou, fora de si, enquanto pegava o telefone de sua assistente para, ele mesmo, tentar resolver a situação.
Tinham pouco tempo até a fechada das portas dos Cofres, e ele nunca entraria sem levar consigo a única filha.
Ligou para o segurança que ficava a paisana para vigiar Mya. Depois para a escola. Depois para a melhor amiga dela. Juntando informações sobre o paradeiro da moça, finalmente descobriu que a filha havia matado aula para estar na casa de algum garoto. “Que lugar idiota para se estar durante o fim do mundo.” Ele pensou.
Descobriram o endereço e fizeram uma entrada verdadeiramente indiscreta. No gramado da casa do possível namorado, com um megafone em mãos, a assistente de Kurt chamava por Mya, talvez acordando a vizinhança inteira se fosse necessário, enquanto ele jazia sentado no helicóptero ligado, um charuto na mão.
@myaclemons-reagan









