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@ladyambelle
Mas esse dia vai chegar, cara. Vai chegar o dia que eu vou poder ser feliz comigo mesma, curtindo minha liberdade e minha vontade de ser eu, sem me incomodar com quem me julga ou me repreenda.
Pode até parecer uma pessoa perfeita mesmo, mas é porque ele não quer mostrar seu verdadeiro eu. E o verdadeiro eu, ah querida, esse aí ninguém esconde. A máscara um dia sempre cai.
O problema é que a gente se importa.
Era algo que estava me deixando maluco, era interno. Não sabia o que era direito, angustia, agonia, depressão, confusão… Eu sei lá. Estou enlouquecendo aos poucos, que morte lenta.
Julio, seu idiota. (via poentoar)
Mas, cara, ela era perfeita demais.
Não, não venha falar comigo. Depois do que você fez, simplesmente esqueça minha existência. Sabe aquelas frases de fim de ano sobre deixar pessoas ruins longe de nossa vida? Elas não servem para mim no fim do ano, servem para mim no ano inteiro. Eu não preciso de pessoas assim, como você, que chegam, fazem uma merdinha ou outra e vêm sorrindo, como se nada tivesse acontecido ou eu fosse santa para te perdoar. Esqueça a amizade, o contato, o que foi, porque nunca mais será. O futuro é grande demais para manter esse tipo de coisa em minha vida. Vamos fazer assim, você pega a sua estrada e eu a minha. Com tudo isso que você faz, espero que a vida te ensine que não é assim que se mantém pessoas em sua vida, somente as afasta. Não é engolindo o sangue alheio que te fará invencível. Você é um ser imortal como todos os outros. Não é melhor do que ninguém. Amizade a gente preserva para aqueles àqueles que erram e a gente sabe que sentem muito. Aprenda logo de uma vez: não venha, não me mande mensagens, não seja legal comigo. Apenas some. Desaparece, assim como eu fiz e vou continuar fazendo. Se você não aprendeu comigo, vai aprender com muitas pessoas por aí.
Coisas que bi (ou gays) cansam de ouvir:
⋗ “É só uma fase”
⋗ “É que você não encontrou (insira uma pessoa do sexo oposto) de verdade” ou “Quando um homem te comer direito“
⋗ “Ela\e só quer chamar atenção” ou “Agora todo mundo é bi\gay”
⋗ “Isso vai passar”
⋗ “Só por que nunca beijou alguém do sexo oposto, não quer dizer que você seja bi”
⋗ “Não existe esse negócio de gostar de dois lados. Isso é coisa de gente que está insatisfeito com o sexo oposto“
⋗ “Virou gay agora?”
⋗ “É modinha ser bi hoje em dia”
⋗ “E como eu nunca te vi com um\a mulher\homem?”
⋗ “Essas meninas hoje em dia ficam pagando de lésbica”
Não, eu não quero sair do armário. Estou feliz assim, sem ninguém saber dos homens e mulheres que já passaram e ainda passarão em minha vida. Esse negócio de sair do armário serve apenas para aqueles que não estão confortáveis, aqueles que precisam dizer algo. Não condeno nenhum beijo homo em público, muito menos julgo quem decide fazer isso, então não julgue quem em amo. Eu sou feliz assim, com meus romances escondidos, sem olhares esquisitos e ninguém perguntando como meus amores estão. Bem, obrigada. Deixem-me morder meus meninos e segurar na cintura delas. Isso tudo no meu canto. Não preciso sair do armário. Já me sinto bem, onde estou.
Faça um favor à ela: Não ligue, não mande mensagens, não fale, não pense em se aproximar dela. Tudo o que aconteceu entre ela e você não passou de uma experiência de vida e ficou no passado. Para você, pode até ter sido muito fácil superar, afinal, foi você quem a machucou e insistiu para que ela continuasse com você. Não insista mais, simplesmente. Ela precisa de pessoas novas. Novos lugares, novos amores que não a fará chorar no meio da noite e se sentir vazia. Quando você se aproxima, tudo o que você consegue trazer à ela é somente péssimas lembranças. Dê um tempo, ela precisa se recuperar. Ninguém sai ileso depois de um fim de relacionamento. Ninguém compreenderá o que ela está sentindo. Mesmo uma pequena dor já deixa um trauma. Não é fácil para ela se envolver com outros caras e procurar algum defeito ou qualidade parecidas com as suas só para chutar ele logo. Não é simples quando é a primeira pessoa que você ama na vida. Você está feliz? Ótimo. Então, deixe-a ser também. Se você se importa tanto com ela quanto disse quando estavam juntos, não precisam manter contato, não precisam ser "amigos" e nem tentar ser. O dia que você ficar mal com tudo o que ela passou, aí sim, você poderá dizer que se importa com ela. Do contrário, não ligue, não mande mensagens e nem fale com ela.
Moleca
Foi mal, mas eu não sou igual àquelas mulheres que você costuma se apaixonar. Eu não curto salto alto, nem sem o que a cor pastel significa. Não tiro foto de biquinho e nem falo "prazamiga", "amada", "adoro" ou "amiga". Eu não gosto de luzes californianas e nem de falar mal dos homens quando algum namorado meu não entende quando estou na TPM. Não me importo se você me viu sem maquiagem, nem se o meu cabelo está com frizz. Eu gosto de video games, mesmo que algumas pessoas me acusem de querer "conquistar rapazes"- foda-se -, assisto futebol, quando tenho tempo e gosto de sujar minhas mãos comendo hamburguer ou pizza. Não, eu não sei quando a Nicki Minaj vai lançar o próximo disco ou clipe, não fico louca quando minha unha quebra e gosto de rabo de cavalo, é prático e me sinto confortável. Talvez, eu prefira assistir O Exterminador do Futuro ao invés de A Nova Cinderela ou tenha a mania de um moleque quando me sento. Mas, eu sou uma mulher, antes de tudo. Eu vou chorar quando tiver cólicas, vou sentir vontade de usar um batom vermelho, de vez em quando me sentir um pouco chateada com uma grande espinha no meu nariz. Eu não sou um menino, embora tenha gostos parecidos. Não faço isso para "ser diferente" ou para agradar os homens. Eu SOU assim, desde que me lembro. Eu sei que alguns rapazes gostam de mulherzinhas, mas eu não sou assim. Existem algumas mulheres como eu por aí, porém eu não vou mudar, não posso mudar meu jeito. Eu me sinto feliz assim, mesmo você aceitando isso ou não.
Ao Vencedor as Batatas
Samuel era um sujeito que sempre dizia à seus companheiros no bar.
-Nunca, mas nunca me casaria. -Tens tantas noivas por que, então? Ele fumava, então, um charuto e soprava para o céu e dizia, despreocupado, com a malícia entre os dentes. -Ninguém consegue beliscar debaixo da saia de graça, amigo. O bom sujeito, aos olhos dos pais das moças, tinha esse lema desde sempre. Enlouquecia a mãe de desgosto e de amores por suas bonecas. As noivas de Samuel nunca moravam na mesma cidade, eram cada uma de um lugar. Quando os pais apressavam o matrimonio, Samuel tinha desculpas nas mangas. Ninguém fora tão severo como o pai de Lurdes. A pequena sonhava em vestir o véu de noiva e ser somente do rapaz. Tudo o que havia sido ensinado pelos pais da menina, Samuel a desaprendera. Colocava-lhe discos de vinis para tocar, tocava debaixo de seu sutiã dentro do carro à noite e dizia coisas que somente um homem casado poderia dizer à sua mulher, dentre quatro paredes. No fim de tudo o que havia de safado, Samuel se entregava à gandaia no finzinho da noite. Ele levantava o nariz e dizia à seus amigos, enquanto jogavam sinuca. -Se mulher é santa, é passar em minhas mãos que eu mostro que não é. Logo se desvirtua, é batata! Seus amigos mais sérios afirmavam que não. Afinal, suas namoradinhas e noivinhas nunca os trairiam. -Certeza de mulher fiel até posso ter, mas de imaculada e puritana, está para nascer uma- E logo emendava, ao ver o rosto de espanto dos homens- Não fiquem assustados. Mulheres poder ceder para um homem só a vida toda, já o oposto eu nunca vi. Lurdes quase lhe enjoava aos poucos. Os mesmos olhos, as mesmas pernas branquinhas e suaves, a mesma previsibilidade quando havia toque não havia mais sabor. O problema era o coroa, que sempre o tinha como desconfiança, ainda mais ao saber que algumas mocinhas de família, tão puras e corretas não se casaram por desculpas do bom moço. Em não muito tempo, uma família se mudara para São Paulo e junto dela, uma caçula de dezoito anos, moreninha e de olhos da mesma cor que os cabelos. Costumava usar saias rodadas de bolinhas e com os ombros branquinhos descobertos. Andava com graça e, ao mesmo tempo, introvertidamente. Não demorou muito para Samuel perguntar seu nome. Cecília. Parecia tão santinha. Alguns rapazes solteiros já colocavam olhos sobre a pequena. Para marcar seu território, rapidamente, Samuel os afastavam. -Estou saindo com Cecília. -E sua noiva? –Perguntava seu amigo Bezerra. -Larguei-a. -No duro? -No duro. Muito enjoada. Cheia de frescuras. O que não era totalmente verdade. Conseguiu, com muito esforço, adiar a data do casório. Por mais que Lurdes fosse ciumenta que só, ela tinha seus encantos. Mas não tanto quanto Cecília. Ela o ignorava. Indiferente, era meio solta e meio dura. Samuel afirmava com toda a certeza à Bezerra. -Esse brotinho vai ceder, um dia. -Acho que está apaixonado. -Não confunda nada do que eu digo ao amor, Bezerra. Nem sei o que é isso. Bezerra desconfiava, mas era verdade, Samuel não estava apaixonado. Nada sentia além de vontade de provar que ela cederia. Com algumas insistências e análise de perfil da menina, ela cedia, mas muito pouco. Logo, percebera que ela não queria nada além do que um homem só em sua vida, da maneira que demonstrava. Já era certeza de que suas teorias sobre as mulheres eram assim. Andava com as duas meninas, uma às segundas, quartas e sextas e a outra, às terças, quintas e sábados. Bezerra o aconselhava, mas não queria saber. -Não tem medo, homem de Deus? -Medo de que, ora bolas? De me traírem? –E ria-se no sofá da casa de Bezerra. -Que diabo! Acha que a cidade é tola? E se te pegam? -Morro feliz. Samuel não aceitava quando o amigo lhe dizia para desistir. A pequena não ia lhe ceder, jamais. Não até eles se casarem. -Não mesmo! Já provei metade da teoria, pensa só na outra metade. Certa noite, conseguiu tocar-lhe debaixo da saia. Sem desabotoá-la, dentro do carro e em um lugar em total breu, a fez ceder. Fácil assim. -Ao vencedor, as batatas- Pensou ele. E contou à todos os colegas, o feito. Se sentia o maior vencedor. Tão frágil e ingênua, talvez tivesse uma vontade que somente a paciência de Samuel a fez tranquilizar-se. Em um dia bonito como a consciência de Samuel naquele instante, seu amigo Bezerra logo bateu-lhe na porta. Era pra dizer que Cecília de boba não tinha nada. -E você ainda tinha dúvidas? –Disse Samuel- Falei, falei mesmo. Pode-me dar tapinhas nas costas, eu lhe disse primeiro que todo mundo. -Não é essa ingenuidade que eu venho lhe trazer, Samuel. E contou-lhe que a heroína não lhe cedia, unicamente, mas para dois ou três mais. -Está maluco –E, assim, dava-lhe de ombros Samuel. Outra noite qualquer, andando por uma rua bastante iluminada e deserta, Samuel encontrou duas silhuetas aos abraços e beijos em uma rua sem saída. Era Cecília e um rapaz do botequim.