@Snape || Hn... Hn... [s]i want you[/s] Just tonight? {Flaaaashback}
Anne continuou ali, até ouvi-lo falar novamente. Ergueu os olhos brevemente, apenas esperando que ele cedesse de novo e voltasse; acontece que não foi isso que aconteceu e, meio que grogue, trôpega, insegura, sabe-se deus o que mais, a menina seguiu atrás dele. Snape provavelmente a vira seguir atrás dele, mas… Se viu, decidiu fingir que não era com sua pessoa. Então, num ato meio desmedido, só teve capacidade de puxá-lo por um dos pulsos.
— Você é tão idiota que não é capaz de ver que eu quero a sua companhia?! — Exclamou Portman, um tanto quanto indignada. Puxou-o para si, tendo de olhar um pouco para cima, em visto que o rapaz parecia ser maior que ela. — Que… Eu quero você?
O corredor estava vazio, como instantes atrás. Mas se o corpo do rapaz estivesse mais junto ao seu, ele provavelmente sentiria o ritmo acelerado do coração da mais nova. Uma sensação de medo, culpa e ressentimento a tomou; mas o sentimento de desejo ainda prevalecia. E não, ela não o soltou. Apenas o encarou da forma mais… Angelical? Talvez. A forma mais inocente e suplicante que podia…
Ele deixou o salão e, pra cada dois passos que dava, escutava uma passada de Ericka atrás de si. Não sabia porque ela não voltava para a festa com seus amigos. Quartzo, Yana, ou mesmo aquele grifinório de olhos puxados. Continuava andando para seu quarto como se não tivesse percebido sua perseguidora... e então ela se apressou um pouco, agarrou seu pulso e ele não pode mais oscilar entre ela a ideia de ela estar de fato o seguindo ou apenas fazendo o mesmo percurso.
Ela queria ficar com ele. Ela queria ele. Mesmo não sendo um grande apreciador de pessoas o tocando, não a impediu de puxa-lo para perto, talvez porque estava um pouco chocado para isso. A auto-estima de Snape nunca o permitira pensar na possibilidade de existir alguém que de alguma maneira o quisesse por perto. Mesmo bêbada. Ele não conseguiu dizer nada enquanto ela o encarava, e ele a encarava de volta. A expressão da sonserina mudara tantas vezes em apenas alguns instantes, para no fim estar demonstrar uma inocência e desejo que ele não tinha testemunhado antes.
-- E-eu... - ele começou a falar, no seu tom surpreso, embaraçado e baixo, mas o que é que queria expressar? Dizer que não acreditava nela? Que realmente era idiota a esse ponto? Que não a queria? Estavam sozinhos naquele corredor. Não havia Lily ali, e nunca mais teria Lily em lugar nenhum, então porque ele se sentia culpado?
Cedeu. Deixou de duvidar de tudo o que era dito para ele uma vez na vida, e mesmo que um pouco hesitante, suprimiu a distancia entre os rostos, tocando os lábios para um beijo.













