Arrebatamento
Há tempos não escrevia, Pois há tempos não vivia, dormia e, crendo morrer, morria. Foi preciso ganhar e perder pra só então perceber Quem eu devia me tornar. Foi pra reavaliar e rever quem eu deveria ser que eu decidi te deixar. Não quero ser palha soprada que voa em qualquer direção. Não quero ser brasa em fúria queimando em solidão Não quero ser semente jogada sem propósito em qualquer chão E se eu pudesse mudar, da noite pro dia, faria Mas não é sozinha que a água se transforma em vinho ou o que valeria? É paciência, oferta, entrega, renúncia é uma nova postura na fé É lutar contra o peito fazendo a denúncia ao doer apertado pra dizer o que quer... Mas respostas vêm, em doce ou amargo anúncio, pra glória Daquele que foi e que ainda É O tempo quase nunca é amigável mas ensina quem quer um caráter louvável












