⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ❝ REST SOUL IN A NOISE WHISPER,
voice that doesn’t want to be silenced, the voice that gradually screams at us. and the truth that does not want to be silent,
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀IS THAT WE ARE DYING. ❞
* // biographie.
name: vivienne etóile valois.
age: 27.
university: julliard school em literatura e escrita e criação; école supérieure d'audiovisuel em cinema.
act and qi: 36 e 150.
pronoms: ela/dela.
sexuality: pansexual.
face claim: melisa asli pamuk.
birth: paris, frança ━ 03.06.
citizenship: dupla─cidadania, francesa e norte-americana.
political and philosophical affiliation: anarquismo; existencialismo ─ niilismo.
religion: agnóstica.
affectations: poliglota (inglês, espanhol, francês, mandarim, italiano, russo e alemão); autodidata; memória fotográfica; ouvido absoluto; multi─instrumentista.
relationship: laila etóile (genitora); forest valois (genitor); dominique valois (madrasta); theodore valois (meio-irmão).
* // récit.
* Nascida em Paris, na década de 90, enquanto sua genitora ascendia pela carreira de cineasta, Vivienne recebeu este mundo em dor e agonia. O bebê que impediu-se de respirar distante do ventre de sua mãe (um caso de circular de cordão), prevaleceu também ao caos de sua concepção. Um feto a contragosto, a prole Etóile deve se valer do nome que carrega. Laila, uma mulher de postura, nunca aceitou a normatividade imposta aos seus desejos e seu corpo. Ela rebelou-se antes mesmo de completar seus quinze anos e a partir do histórico conturbado nos internatos católicos, o exílio da linhagem Etóile (políticos conservadores) apenas firmou sua liberdade. Trabalhou arduamente, de forma independente, até concluir seu primeiro filme. Os grandes estúdios recuavam à sua visão crua, mas, quando Chantal Akerman reconheceu em Laila um novo seguimento do Cinema, a cineasta alcançou o prestígio que lhe é merecido. Manteve-se como cânone por mais de 15 anos, orientando novas diretoras, roteiristas e escritoras, especialmente enquanto documentários. Entre estes, Laila conheceu Forest Valois. Um marco do declínio de sua carreira e vida pessoal.
* Uma alma de muitas vertentes, Forest se tornou um mistério para si mesmo. Nunca deixando de lado as feridas do passado, ainda sente-se culpado pela divórcio conturbado. Cresceu em um lar problemático que lhe pedira para sobreviver, polido e discreto, Valois é uma exceção em LA e Paris. Reconheceu a escrita ao completar dezessete anos, quando sua mãe fora asfixiada por seu genitor e enquanto se escondia, nomeou seu prólogo mentalmente. Oposto de Etóile, engatou o relacionamento em meio a certeza de que o fim seria fatalmente desastroso. O homem se apaixonou por Laila, mas mantê-la era como ter gelo nas mãos, doloso o bastante para queimar. Para ferir. Após seu primeiro título ser amplamente discutido, abordando o teor erótico da relação tênue entre amor e ódio, alcançou seu sonho. Forest e Laila conheceram-se por intermédio das gravações da cineasta, em Veneza, para as quais Valois auxiliaria no roteiro. O filme por fim soou como um presságio da paixão caótica de Laila e Forest. Ele a amou tão intensamente quanto a odiou.
* 5 anos. Os ferimentos causados pelo amor da cineasta e do escritor estendeu-se por cinco anos, com começos intermináveis e inúmeras discussões. Laila era imprevisível, atuando sobre um drama tórrido no relacionamento; Forest era apático, mantendo seus sentimentos por Etóile ocultos o suficiente para se quer recordar deles. O homem queria filhos e um casamento estável, a mulher necessitava de sua liberdade, ele não compreendia que isto não negava seus desejos. Nenhum dos dois aceitava o fim. Ambos se alimentavam da culpa do outro. Por consequência, o declínio fora inevitável e no último ano a oficialização do relacionamento não os impediu de separar-se definitivamente um mês após. Laila descobriu estar grávida na semana seguinte, quando finalizava a mudança para os Estados Unidos e Valois conhecia Dominique, sua futura esposa. O homem soube no instante em que leu a notícia que o bebê era seu e que se seguiria uma batalha: Etóle não o permitira retornar, mesmo que fosse apenas como pai. Foram precisos mais cinco anos até Forest convencer Laila a realizar o teste de paternidade, que negou os resultados em seguida, e mais dez para que fosse judicialmente reconhecido como pai de Vivienne. Quem, a esta altura, fora emancipada.
* Uma constante divisão entre Laila e Forest, a impossível escolha. Vivienne, com seus incompletos dezesseis anos e cercada pelas viagens Veneza-Paris, deveria acreditar em quem? Na mulher que a inspirava, que lhe cuidava e que mostrava o tangível sobre o que há ao seu redor, ou no homem de olhar gentil que se assemelhava, mas mentia para si? Nunca soube dizer. Laila, com sua alienação, a convencia que nunca faria parte da nova família de Forest e que era um erro depositar sua confiança nele. Ele, cancelava as visitas sem motivo aparente. Sem um lar próprio, a adolescência de Viv se preencheu pelo processo de escrita, aproximação de movimentos artísticos e do ativismo, tal como o desenrolar do processo judicial entre os pais. Etóile era processada por difamação, por trechos de entrevistas que citava Forest como um ‘’genitor ausente, viciado em sexo e traidor’’, e calúnia, por afirmar no Festival de Cannes que Valois havia se envolvido com um menor de idade em troca de escalação em um de seus filmes. Por esse mesmo motivo, os Estados Unidos e a França antagonizam Valois, quem perdeu os contratos embora que publicamente o crime não tenha sido esclarecido. Vivienne passou a se distanciar das câmeras após a sentença e incumbiu a Laila o papel de culpada, morando com Forest por sete meses até completar 18 anos.
* Vivienne desenvolveu-se pela arte nua e crua que envolve o cinema feito por Etóile. Com o passar dos anos, enquanto Paris acreditava que Viv seguiria Laila, ela se percebeu mais íntima da escrita e consequentemente de seu pai. Forest Valois, o escritor falido e odiado pela França, e quem Vivienne queria se espelhar. Mudou-se para Los Angeles na companhia de Laila, quando finalmente a perdoou e recuou quando Forest, Dominique e Theodore também o fizeram - motivados por um novo processo contra Laila. Seu primeiro livro fora lançado por um pseudônimo quando completou 19 anos, uma narrativa inexata de um dos pensamentos mais sombrios de Viv. Personagens sem gênero definido, uma cronologia atemporal, palavras brutais e uma constante dúvida do que é real do que é delírio, são as suas marcas. Publicou seu segundo livro com 21 anos e um ano após, iniciou as filmagens de seu primeiro filme: um curta que abordava a fragilidade do ser humano por vídeos amadores e sem o glamour de uma super produção. Vivienne recebeu a premiação no Festival de Cannes quando o finalizou. Dos 22 aos 25, com um hiatus em suas produção, livros e curtas, Vivienne sumiu do mapa e retornou apenas há dois anos com o livro Des Souvenirs Fragmentés (aka o livro do Matt - que vale dizer, é cercado por cenas desconexas e que termina abruptamente sem um final certo). A mídia busca por mais detalhes da história e a sequência, mas Viv nunca se importou de os dar. Os fãs ligaram Matt ao livro após uma intensa investigação nas redes sociais de Sawyer e da banda. Atualmente, está finalizando seu longa metragem com Laila, mas está prestes a deixá-lo.
* // personalité.
* A imagem de uma mulher sedutora e inconstante possui duas encenações, em uma delas você é atraído por algo que lhe torna apenas um peão e a outra, que o tortura. Esta é a forma como Vivienne pode ser mencionada e o motivo de ser uma das nossas maiores incógnitas. Fatal, é interpretada como uma nomeação inexistente aos termos convencionais, desse modo veracidade e fulgor são as menções mais fiéis à Vivienne. A dualidade de sua personalidade solicita a ela um comportamento volátil e adaptativo, o que a mantém constantemente sob imprecisões. Escrever a protege da sanidade, sendo o principal alicerce e muitas vezes, refúgio de sua mente conturbada. E mesmo que seja a herdeira milionária, aprendeu a sobreviver sozinha e o fez e faz perfeitamente, mas vale ressaltar que Vivienne é uma privilegiada e se reconhece. Passou a viver entre Laila e Forest, de um lado sendo a Viv que LA reconhece e do outro, uma Valois perdida e sem raízes. É próxima do irmão Theodore, especialmente após o boato de que Forest está traindo Domonique surgiu.
* // l'amour.
* Há cinco anos, quando Vivienne recebeu a notícia de que Forest se mudaria para França novamente e que o processo movido por ele resultaria na queda de Laila, a escritora retornava para Los Angeles. Perdida, sem um rumo e cercada por incertezas, conduzindo o automóvel por entre a confusão de sua mente, Viv foi contra o carro de um desconhecido. Um acidente relativamente pequeno, mas que resultou em uma concussão de Etóile e um atraso significativo para Sawyer. Eles passaram a noite do hospital juntos e poucos dias depois, tiveram seu primeiro encontro. E como Laila e Forest, o relacionamento de Vivienne e Matthew seguiu pelo caos. Viv não é nada convencional, nunca intitulou o relacionamento, apenas que seriam monogâmicos. Um acordo, que nunca impôs.
* Filmava tudo, até mesmo o dia-a-dia do relacionamento. E, com o convívio, Matt percebeu as peculiaridades de Viv. Como era totalmente desorganizada em alguns aspectos (roupas, quando cozinhava, datas) e quase com um T.O.C quando se tratava dos livros e filmes. Ela também nunca ouvia música em sua companhia, a menos que fossem as da banda e nos shows - Viv sempre fora uma fã, até dirigindo um clipe deles. Vivienne fugia toda vez que Matt colocava algo para ouvir e às vezes, sobressaía com uma que odiavam no último volume apenas para detê-lo. Sempre frisou que não queria gerar uma criança, que tinha o intuito de adotar apenas quando fosse mais velha e que não se casaria. Viv odiava a instituição casamento e Matthew achava que era pelo divórcio de Laila e Forest. Assim, viver com Vivienne era cheio de altos e baixos, pela questão dela ser um furacão até com coisas simples como comprar macarrão no mercado ou ir a festas de família.
* Mesmo que Vivienne amasse ardentemente Matt em vários momentos, parecia uma completa estranha em outros. O relacionamento declinou quando recebeu uma oferta para voltar para França e iniciar um filme. Vivienne perguntou a Matt se largaria tudo por eles e quando ele negou… Ela saiu do apartamento e passou uma semana sem dar notícias. Foi a primeira vez que sumiu, mas se tornou recorrente após. No entanto, Etóile sempre retornava. Um tempo depois, decidiu que passaria três meses na França, dirigindo o curta. Se despediu de Matt, ainda que incerta do relacionamento e seguiu rumo ao que achava ser seu sonho. Porém, no meio do caminho percebeu que não poderia ir, porque LA era seu lar e que amava Matthew. Ela desistiu da viagem e correu para Matt, foi então que se deparou com India e Matt. Não gritou, não reagiu, não tirou o olhar dele até que saísse para pegar seus livros. Deixou o apartamento sem dizer nada além de um ‘’Porra’’ - Viv nunca falava palavrão.
* A dor de perdê-los a dilacerou e os meses que se seguiram foram infernais. Com a mudança tardia, Vivienne perdeu a chance de produzir seu próprio filme e desse modo cedeu ao impulso de trabalhar para Laila. Teve que se reconstruir e aceitar que seu amor não seria eterno. Que Matthew não a amava mais e que, independente de suas lembranças presas ao despertar em seu lado a cada manhã, deveria seguir em frente. Vivienne focou no seus estudos e finalizou o curso na École Supérieure d'Audiovisuel, tentando ao mesmo tempo superar seu bloqueio criativo quanto a escrita. Perdeu parte do contato com Dragan e Abbadon, seus melhores amigos, e acabou se distanciando de Los Angeles por dois anos.













