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@lemurian--star-blog
"Feliz Páscoa, Helena."
“Pra você também, Sileno.”
Fallen Angel
lemurian–star :
“Por um tempo eu achei que era coisa da minha cabeça.” Admitiu, tomando uma dose de coragem para passar a mão pelo espaço de uma barra e outra da grade até alcançar os fios de cabelo do canceriano em uma carícia suave e breve. Comprimiu os lábios e afastou o toque ao sentir que apenas com aquele ato algumas lágrimas já começavam a se formar em seus olhos. Inspirou fundo.
“Não era..” Ele disse. Porém congelou quando sentiu o leve toque nos cabelos, uma sensação tão familiar e tão distante ao memos tempo. Ele fechou os olhos e se afastou da grade, voltando ao canto escuro de onde havia vindo. “Melhor você voltar, não quero que tome bronca por ter vindo aqui.” Ele disse.
Um, dois, três, quatro, cinco... Soltou o ar preso nos pulmões, longe de se sentir contente quando canceriano se afastou, mas era compreensível tal comportamento. Ela sabia que também não estava facilitando muito as coisas, entretanto, a voz da saudade ainda insistia em falar mais alto que a própria razão.
“Tudo bem.” Levantou-se, ainda se mantendo junto a grade por mais alguns segundos. Quis acrescentar mais algo, porém não soube o que dizer que não soasse excessivamente doloroso e até um bocado dramático, então ela deu as costas após um aceno contido em despedida.
Fallen Angel
“Eu não tenho planos de demorar aqui.”
Soltou as mãos unidas, aproximando-se mais da grade em que ele se escorava. Logo menos ela teria que realmente tomar distância e voltar para as doze casas antes que dessem sua falta, mesmo suspeitando que Yasmin estava constantemente prestando atenção em cada passo que dava. Ou seja, podia esperar por um sermão da irmã, ou simplesmente nada. A escorpiana não era tão insensível, por mais que desgostasse profundamente de Sileno e tal sentimento apenas viesse aumentando.
“Eu vim porque há dias eu ouço você me chamar. Ou… Parecia me chamar.”
Um pequeno sorriso apareceu nos lábios do Canceriano não apenas quando ele viu ela se aproximando da grade mas quando ela mencionou ele chamando por ela. Sim, estivera chamando pela ariana por dias desde que havia retomado o pouco de consciência que ainda lhe restava. Apesar de sua situação humilhante, o fato de que ela havia ouvido e vindo por causa daquilo o deixou feliz, de certa forma.
“Você ouviu….” Sileno sussurrou. “Estava começando a achar que estava fraco demais para fazer até mesmo aquilo…”
"Por um tempo eu achei que era coisa da minha cabeça." Admitiu, tomando uma dose de coragem para passar a mão pelo espaço de uma barra e outra da grade até alcançar os fios de cabelo do canceriano em uma carícia suave e breve. Comprimiu os lábios e afastou o toque ao sentir que apenas com aquele ato algumas lágrimas já começavam a se formar em seus olhos. Inspirou fundo.
Fallen Angel
Helena encolheu as pernas e abraçou os joelhos enquanto observava o canceriano se mover, incomodada com a fraqueza alheia e no entanto sem dar palpite nenhum. Podia ser pior. Ele podia estar muito pior, porque ninguém mais acreditava mesmo na história de que ele não era humano. Logo, ao menos acreditava ela que toda a pouca comida que podia entrar ali não era devidamente aproveitada.
“Porque você também não estava sendo amigável para receber visitas do mesmo nível.” Rebateu com calma. “Mas, não. Ninguém sabe que eu estou aqui.”
“Bom, eu não quero arriscar que alguém me pegue em… um momento ruim.” Sileno respondeu. Ele estava se referindo ao momentos em que estava completamente enlouquecido pela influencia de Ares. Acordar daqueles momentos sempre faziam o canceriano se sentir pior do que lixo.
“Nossa, que menina mais rebelde.” Ele comentou, tentando fazer um tom brincalhão que saiu meio seco. “Você deveria ter alertado alguem, sabe disso.”
"Eu não tenho planos de demorar aqui."
Soltou as mãos unidas, aproximando-se mais da grade em que ele se escorava. Logo menos ela teria que realmente tomar distância e voltar para as doze casas antes que dessem sua falta, mesmo suspeitando que Yasmin estava constantemente prestando atenção em cada passo que dava. Ou seja, podia esperar por um sermão da irmã, ou simplesmente nada. A escorpiana não era tão insensível, por mais que desgostasse profundamente de Sileno e tal sentimento apenas viesse aumentando.
"Eu vim porque há dias eu ouço você me chamar. Ou... Parecia me chamar."
Fallen Angel
“Eu estava mesmo precisando reformar por dentro. Só me deu uma desculpa pra reconstruir a fachada.” Sorriu minimamente, tentando se auto animar com a brincadeira feita. Por mais desencorajante que a situação fosse, ela tinha aprendido a não abaixar a cabeça nos momentos mais complicados. Já tinha enfrentado coisa pior que algumas pilastras derrubadas e já tinha vivenciado situações semelhantes de pessoas queridas perdendo a sanidade. Pobre senhor Andreas, mesmo que tivesse sido em seu reinado que a mulher que havia lhe dado aquele nome tivesse morrido, ela ainda era incapaz de guardar rancor dele. Só era triste ter de reviver isso novamente com Sileno.
“Pode… Claro.” Assentiu. Não haveria problema, certo? Em caso extremo, seria questão apenas de estar atenta. Não daria errado.
Ele se moveu lentamente, por conta da fraqueza e do fato de que ele não queria tentar fazer nenhum movimento brusco. O canceriano cruzou a distancia entre as duas extremidades e se sentou novamente, com as costas pressionadas contra as barras de sua prisão. “Admito que aquela pedra estava começando a ficar desconfortavel.” Ele disse, tentando manter um tom leve.
“Eu não ainda não acredito que alguem te deu autorização para vir aqui.” Ele comentou. “Você é a primeira visita ‘amigavel’ que eu recebi desde que acordei aqui.” Ele comentou.
Helena encolheu as pernas e abraçou os joelhos enquanto observava o canceriano se mover, incomodada com a fraqueza alheia e no entanto sem dar palpite nenhum. Podia ser pior. Ele podia estar muito pior, porque ninguém mais acreditava mesmo na história de que ele não era humano. Logo, ao menos acreditava ela que toda a pouca comida que podia entrar ali não era devidamente aproveitada.
"Porque você também não estava sendo amigável para receber visitas do mesmo nível." Rebateu com calma. "Mas, não. Ninguém sabe que eu estou aqui."
Fallen Angel
E naquele meio tempo de silêncio muita coisa se passou por sua cabeça, inclusive a possibilidade de se levantar e ir embora. Não se lembrava de compartilhar com ele quietude tão constrangedora quanto aquela. Não, ela não esperava um mar de rosas quando decidiu fazer uma visitinha de confraternização com o inimigo, mas também não achou que ao encontrá-lo sendo quem realmente era, ainda seria tão estranho. Aqueles poucos segundos de insanidade tinham conseguido arruinar quase tudo e, pelos deuses, quanto tinha sido teimosa e insistente para fazer funcionar para que então tudo simplesmente viesse abaixo.
Maldito Ares, você me paga.
“Ahn…” Ela pigarreou, normalizando a voz ao ter que responder assim que teve sua atenção chamada pelo canceriano novamente. “Está… Tenso. Hum, com todos em alerta, também não é uma boa hora pra consertar a parte destruída de Áries. Não tem muito o que dizer, na verdade.” Deu de ombros, tentando se mostrar tranquila, apesar de frustrada por se enrolar tanto.
Ele olhou para baixo, claramente envergonhado por aquilo. “Desculpe pelo estrago…” Sileno disse. Ele queria se mover mais perto da ariana, conforta-la e dizer que estava tudo bem, que aquilo nunca iria acontecer novamente e que logo essa maldita guerra iria acabar mas não podia fazer aquilo. Ele sabia que não podia prometer aquilo pois mal tinha controle sobre sua própria mente, quem dirá sobre outras coisas. Estava feliz por ter aquele momento de sanidade ainda que ele o fizesse se sentir mais culpado do que nunca.
Demorou mais um pouco até que ele falasse novamente, olhando para baixo. “Posso…. posso me aproximar um pouco?” Sileno perguntou, totalmente submisso. Ele já o teria feito mas não queria deixar Helena desconfortável ou fazer algo que fizesse ela pensar que estaria tentando enganar ela.
"Eu estava mesmo precisando reformar por dentro. Só me deu uma desculpa pra reconstruir a fachada." Sorriu minimamente, tentando se auto animar com a brincadeira feita. Por mais desencorajante que a situação fosse, ela tinha aprendido a não abaixar a cabeça nos momentos mais complicados. Já tinha enfrentado coisa pior que algumas pilastras derrubadas e já tinha vivenciado situações semelhantes de pessoas queridas perdendo a sanidade. Pobre senhor Andreas, mesmo que tivesse sido em seu reinado que a mulher que havia lhe dado aquele nome tivesse morrido, ela ainda era incapaz de guardar rancor dele. Só era triste ter de reviver isso novamente com Sileno.
"Pode... Claro." Assentiu. Não haveria problema, certo? Em caso extremo, seria questão apenas de estar atenta. Não daria errado.
New baby born on the farm yesterday.
Fallen Angel
“Não significa que eu vou te soltar.” Estreitou um pouco os olhos, tentando ajeitar o peso equilibrado antes de simplesmente largar mão e sentar-se de uma vez no chão. De fato, estava bem longe dos seus planos dar ao canceriano a liberdade que seu lado são merecia, por pior que essa realidade fosse sob seu ponto de vista. Estava apenas tentando compensar aquela parcela mínima de alimento que ela sabia que ele recebia, porém era incapaz de ingerir.
Além de que… Bem, queria ver com seus próprios olhos se era realmente verdade que o eu verdadeiro do cavaleiro de câncer ainda existia. Não que fosse fazê-la dormir mais tranquila a noite, mas era bom vê-lo novamente.
“Ahn, bem…” Helena crispou os lábios, virando o rosto numa direção qualquer contanto que não o olhasse. Aquela era uma pergunta de resposta extremamente desagradável e não fazia, mesmo, questão de esconder seu desconforto. “Não importa.”
“Eu não quero que você me solte.” Sileno respondeu. “Eu não confio em mim mesmo aqui sozinho, quem dirá com liberdade.” O canceriano disse. Ele se moveu devagar, para que Helena visse que não estava planejando nada e porque também estava muito fraco para se mover direito, e sentou, com as costas pressionadas contra a parede fria, olhos fixos na ariana.
Ele destampou o frasco e cheirou rapidamente o liquido. Coelho. “Realmente não importa, como eu disse, estava apenas curioso.” Sileno disse. Ele não queria beber aquilo, não merecia tal luxuria ainda que fosse necessário para que continuasse respirando. Mas ele não podia ignorar que Helena havia trazido aquilo para ele apesar de tudo que ele fizera. E pela reação dela podia imaginar como aquilo havia sido desagradável. “Mas…. obrigado. Eu não mereço isso de forma alguma, então… muito obrigado.”
O vampiro levou o frasco a boca e bebeu do liquido vermelho, não conseguindo suprimir o gemido que veio de sua garganta. Quanto tempo estava sem se alimentar propriamente? Não sabia, apenas sabia que queria mais e que não ganharia mais. Afinal, se ele recuperasse as forças qual seria a razão de mante-lo preso? Não se atreveria a pedir mais para Helena, principalmente porque ja conseguia imaginar o quanto aquilo a deixou desconfortável.
“Então…… como andam as coisas no lado de fora?” Ele perguntou depois de algum tempo em silencio.
E naquele meio tempo de silêncio muita coisa se passou por sua cabeça, inclusive a possibilidade de se levantar e ir embora. Não se lembrava de compartilhar com ele quietude tão constrangedora quanto aquela. Não, ela não esperava um mar de rosas quando decidiu fazer uma visitinha de confraternização com o inimigo, mas também não achou que ao encontrá-lo sendo quem realmente era, ainda seria tão estranho. Aqueles poucos segundos de insanidade tinham conseguido arruinar quase tudo e, pelos deuses, quanto tinha sido teimosa e insistente para fazer funcionar para que então tudo simplesmente viesse abaixo.
Maldito Ares, você me paga.
“Ahn...” Ela pigarreou, normalizando a voz ao ter que responder assim que teve sua atenção chamada pelo canceriano novamente. “Está... Tenso. Hum, com todos em alerta, também não é uma boa hora pra consertar a parte destruída de Áries. Não tem muito o que dizer, na verdade.” Deu de ombros, tentando se mostrar tranquila, apesar de frustrada por se enrolar tanto.
Fallen Angel
Ela seguiu o movimento do frasco frágil deslizando para o seu lado, sequer pensando antes de empurrá-lo novamente em direção a ele, decidida. Talvez ele estivesse aos poucos perdendo a memória - e esperava fielmente que não - mas “fazer o certo” não vinha sendo exatamente um hábito da ruiva. Ou eles não teriam se envolvido. Ou ela sequer teria a ideia de ir até ali, arriscando o seu pescoço - não literalmente, achava - para fazer aquilo.
Inspirou fundo, pousando as mãos nos joelhos enquanto ainda forçava os pés a suportarem o peso do corpo enquanto agachada. Um pedido de desculpas com certeza não passaria uma borracha por aquilo que vivenciou quando ele veio simplesmente atacá-la. Porém, por mais que ele pudesse abalá-la, ainda estava pensando direito e claramente. Afinal, se fosse movida pelo impulso, teria aberto aquela cela ou ao menos passado para o lado de dentro para confortá-lo. Mas ela ainda estava ali, parada, a dois metros de distância dele.
“Você está instável. Ainda existe uma chance de ser você e você não é daquele jeito, Sileno. Não tenho porque puni-lo sendo quem é.”
Aquilo fez ele desviar os olhos do frasco e volta-los para a Ariana. Sempre uma ovelha teimosa, pensou consigo mesmo. Sileno suspirou. “Eu ainda mereço ser deixado aqui, apodrecendo para sempre.” Ele retrucou. “Afinal, naquele momentom, com plena consciência ou não, eu tinha a intensão de te matar e você sabe disso.” Ele continuou.
O vampiro pegou o frasco mas não o abriu ou fez qualquer movimento que sugerisse que fosse beber dele, apesar de estar claramente faminto e controlando o impulso se alimentar, ainda que aquilo não fosse suficiente para satisfaze-lo.
“De que pobre animal indefeso você tirou isso, por falar nisso?” Sileno perguntou. “Só curiosidade.”
“Não significa que eu vou te soltar.” Estreitou um pouco os olhos, tentando ajeitar o peso equilibrado antes de simplesmente largar mão e sentar-se de uma vez no chão. De fato, estava bem longe dos seus planos dar ao canceriano a liberdade que seu lado são merecia, por pior que essa realidade fosse sob seu ponto de vista. Estava apenas tentando compensar aquela parcela mínima de alimento que ela sabia que ele recebia, porém era incapaz de ingerir.
Além de que... Bem, queria ver com seus próprios olhos se era realmente verdade que o eu verdadeiro do cavaleiro de câncer ainda existia. Não que fosse fazê-la dormir mais tranquila a noite, mas era bom vê-lo novamente.
“Ahn, bem...” Helena crispou os lábios, virando o rosto numa direção qualquer contanto que não o olhasse. Aquela era uma pergunta de resposta extremamente desagradável e não fazia, mesmo, questão de esconder seu desconforto. “Não importa.”
Fallen Angel
Ela sabia que não deveria estar ali. Além de ser contra as regras, era uma afronta ao próprio psicológico - mas, afinal, aqueles chamados que ela sentia nas vibrações do ar, também não eram um atentado? Era um grande risco e talvez não suportasse, porém não estava simplesmente ignorando mais uma vez o aviso de Argaios. Se ainda eram guerreiros que serviam à justiça, então era justo saber o que se passava com o canceriano.
E, além de muitas coisas, impedir que morresse de fome.
Era complicado quando apenas ela sabia a verdade por trás dos boatos que rondavam o Santuário e os arredores, especialmente porque implicava em atitudes que normalmente era contra. Sileno havia lhe contado outrora que não se alimentava de sangue humano, mas ela não imaginava quando saiu de casa o quão terrível seria encontrar algum animal para recolher ao menos um pouco de seu sangue. Não chegou a matá-lo e não saiu em busca de mais. Era até bom que não acumulasse o suficiente para fortalecer o canceriano instável, sendo apenas o bastante para que não realmente definhasse. Chegando em frente a cela e ouvindo sua voz, ela vacilou por alguns segundos e, como de costume, chutava a voz da consciência para escanteio. Esperava que terminasse tudo bem.
“Só porque tentou me matar, não significa que eu vá deixar você morrer.” Ao menos não com você sendo você. Abaixou-se em frente a grade, rolando por baixo do espaço entre a porta e o chão o pequeno frasco de líquido rubro.
Ele não se moveu quando ouviu a voz dela, seus olhos apenas fecharam por um breve momento enquanto ele ponderava se aquilo seria realidade ou não. Afinal, quantas vezes havia sonhado com um dia em que estavam só eles? Sileno havia parado de contar a muito tempo.
O vampiro se virou para encara a Ariana. Ele estava abatido e mais pálido que o normal, por conta do tempo que havia passado sem se alimentar direito, parecia mais um cadáver do que um ser humano (ou pelo menos uma criatura com a aparência de um). A única coisa que parecia viva nele eram os olhos. Eles estavam límpidos mais uma vez e naquele momento tinham aquele brilho malicioso sempre presentes nos olhos de Sileno, porem com alguma tristeza.
Ele encarou o frasco com desejo por alguns momentos antes de empurrar o vidro de volta para Helena. “Você deveria… afinal… eu trai o Santuário e tentei te matar… eu mereço a morte depois de tudo isso.” Sileno disse. “…. Me desculpe..”
Ela seguiu o movimento do frasco frágil deslizando para o seu lado, sequer pensando antes de empurrá-lo novamente em direção a ele, decidida. Talvez ele estivesse aos poucos perdendo a memória - e esperava fielmente que não - mas "fazer o certo" não vinha sendo exatamente um hábito da ruiva. Ou eles não teriam se envolvido. Ou ela sequer teria a ideia de ir até ali, arriscando o seu pescoço - não literalmente, achava - para fazer aquilo.
Inspirou fundo, pousando as mãos nos joelhos enquanto ainda forçava os pés a suportarem o peso do corpo enquanto agachada. Um pedido de desculpas com certeza não passaria uma borracha por aquilo que vivenciou quando ele veio simplesmente atacá-la. Porém, por mais que ele pudesse abalá-la, ainda estava pensando direito e claramente. Afinal, se fosse movida pelo impulso, teria aberto aquela cela ou ao menos passado para o lado de dentro para confortá-lo. Mas ela ainda estava ali, parada, a dois metros de distância dele.
"Você está instável. Ainda existe uma chance de ser você e você não é daquele jeito, Sileno. Não tenho porque puni-lo sendo quem é."
Fallen Angel
Quando Sileno finalmente recuperou a consciência, ele estava na prisão do Santuário. Ele não estava certo do que deveria sentir, sua cabeça estava em frangalhos graças ao controle mental de Ares que ainda parecia estar la, uma sombra apenas esperando para engolir o que restava da sanidade do canceriano.
Acabar ali era certamente humilhante. Quantas vezes havia ido ali para deixar um pobre coitado que havia quebrado as regras? E agora havia sido ele que havia quebrado as regras que ele tanto protegera. Pelo menos a cela em que se encontrava era relativamente escura, então ele não teria problema com a claridade excessiva, mas pelo visto havia algo ali que drenava o seu cosmo de forma a prevenir que ele conseguisse escapar.
Não soube quanto tempo esteve lá, contava a passagem de tempo usando os poucos momentos de sanidade como referencia. Havia dias em que Sileno se jogava contra as barras, rosnando e ameaçando, querendo mais do que tudo arrancar a cabeça de Atena, e havia dias em que ele ficava encolhido no canto mais escuro da cela, tomado pela vergonha.
E foi em um desses dias que ele notou que tinha visita. Sileno estava com as costas voltadas para a barras, em colhido em uma pequena bola no chão. Ele não queria nem mesmo saber quem era que estava ali. Honestamente, teria preferido se executado do que estar ali.
“Vai embora….” Ele murmurou.
Ela sabia que não deveria estar ali. Além de ser contra as regras, era uma afronta ao próprio psicológico - mas, afinal, aqueles chamados que ela sentia nas vibrações do ar, também não eram um atentado? Era um grande risco e talvez não suportasse, porém não estava simplesmente ignorando mais uma vez o aviso de Argaios. Se ainda eram guerreiros que serviam à justiça, então era justo saber o que se passava com o canceriano.
E, além de muitas coisas, impedir que morresse de fome.
Era complicado quando apenas ela sabia a verdade por trás dos boatos que rondavam o Santuário e os arredores, especialmente porque implicava em atitudes que normalmente era contra. Sileno havia lhe contado outrora que não se alimentava de sangue humano, mas ela não imaginava quando saiu de casa o quão terrível seria encontrar algum animal para recolher ao menos um pouco de seu sangue. Não chegou a matá-lo e não saiu em busca de mais. Era até bom que não acumulasse o suficiente para fortalecer o canceriano instável, sendo apenas o bastante para que não realmente definhasse. Chegando em frente a cela e ouvindo sua voz, ela vacilou por alguns segundos e, como de costume, chutava a voz da consciência para escanteio. Esperava que terminasse tudo bem.
"Só porque tentou me matar, não significa que eu vá deixar você morrer." Ao menos não com você sendo você. Abaixou-se em frente a grade, rolando por baixo do espaço entre a porta e o chão o pequeno frasco de líquido rubro.
Após o Ataque
Não havia contado com aquilo. Ser subitamente empurrado pelas asas de Argaios e jogado em outra dimensão estava além do que esperara. Não havia lido uma vez que Gêmeos e Sagitario trabalhavam bem juntos? Talvez, isso parecia ter sido uma eternidade atras.
Teve tempo apenas de olhar para a entrada de Aries antes de ser sugado para o vortez do Geminiano. Flutuou sem rumo entre as estrelas, ou pelo menos foi o que lhe pareceu estar fazendo, enquanto pensava em como sair daquele lugar. O que era o seu ataque se não uma ida a uma outra dimensão? Poderia funcionar.
Com o uso do Ondas do Inferno, Sileno abriu um portal de volta para o Santuário, quebrando umas pilastras do templo de Aries quando pousou no chão. Ele olhou para os outros, ofegante. Não havia esperado usar as ondas do inferno tantas vezes em um intervalo tão curto de tempo e estava começando a cansar.
“Vocês conseguiram acabar com a minha paciência. ” Sileno disse, rosnando. Ele levantou o dedo indicador, energia se acumulando ali para o que ele esperava ser o ataque final. Contra três cavaleiros de ouro, sozinho, não iria durar muito.
@argaios-justicearrow
Aparentemente havia funcionado de uma maneira benéfica o tanto gasto no cosmo do geminiano. Um pouco inconsciente do que havia acontecido – notado pelo abatimento do canceriano, bem mais em sua expressão e atitudes do que realmente em sua pele acinzentada – Sileno se mostrava apanhado pelo golpe independente se havia com êxito fugido dele. Usar duas vezes a mesma técnica – uma sem uma real necessidade, mas feita de grande ajuda a sagitário – havia diminuído drasticamente sua posição em combate, porém sem torná-lo inofensivo. Apenas mais fácil de lidar.
Os presentes sabiam que dali em diante não era necessário tanto empenho, sendo que a ideia inicial não era matá-lo – ainda que, se a situação pedisse, Argaios não mediria esforços para fazê-lo. Lumen apenas evitava enquanto Helena, obviamente, era incapaz de opinar em suas condições. Isso não seria um problema, estava em todo seu direito, desde que aquela paixonite cega na visão do sagitariano não trouxesse prejuízos em uma visão geral. Entre um e todos, não era difícil saber o que a frieza calculada do outro escolheria.
“Estava demorando.” Murmurou o alemão, um pouco mais baixo do que o previsto, concentrando o suficiente do cosmo em suas mãos para projetar o próximo golpe que, em seus planos, seriam o suficiente para ao menos desacordá-lo. Se aquela era ideia, se quisessem saber um pouco mais do que acontecia, seguiria então o plano de não exagerar e prolongar o que já deveria ter terminado.
Poupou-se daquela cena ao simplesmente dar as costas e seguir mais para o interior do templo. A casa até era sua, porém com o trabalho já terminado não havia porque continuar por ali. Os rapazes certamente entenderiam que ela precisaria de um tempo para reorganizar suas ideias antes que simplesmente deixasse os sentimentos falassem mais alto e ocasionalmente tivesse uma crise dos nervos - aquela pontadinha de raiva explosiva ainda existente por mais controlada que fosse. Kiki muito havia lhe dito sobre o quão parecida era com seu mestre e sua tranquilidade monitorada para esconder com perfeição uma bomba relógio.
Para a sua própria infelicidade, se aquela traição por parte do canceriano lhe tirasse completamente a razão, haveria sangue em suas mãos e não seria nem de Lumen, nem de Argaios. Sua paixão por Sileno não a cegava, ou ao menos não por completo. Se a obrigassem a escolher, com o coração na mão abriria mão dele para salvar os demais. E, bem, não era o que estava fazendo agora quando o deixou a cargo do sagitariano e do geminiano, na entrada destruída de seu templo? Se houvesse chance de ser compreendida, diria ao mudado ex-cavaleiro que sentia muito, mas ela não fez mais que enxugar a lágrima que escorreu por sua bochecha quando longe do campo de visão de qualquer um.
Peck :3
Send “Peck” for a reaction from my muse when yours give them a kiss on the cheek.
A ariana sorriu, apoiando as mãos no ombro do canceriano e ficando na ponta dos pés igualmente lhe dando um beijo na bochecha.
Ele fez carinho nas costas dela, sua cabeça se inclinando de lado. “Hummm.” Sileno disse em tom pensativo.“Quer fazer o que então? Porque eu estou com o dia livre e pretendia passa-lo com você…”
“Nada... Eu só quero ficar com você.” Sorriu pequeno, brincando com alguns fios do cabelo do canceriano que acabavam no alcance de seus dedos.
Peck :3
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A ariana sorriu, apoiando as mãos no ombro do canceriano e ficando na ponta dos pés igualmente lhe dando um beijo na bochecha.
Ele abraçou a ruiva pela cintura, olhos de ametista focados nos dela a medida que um sorriso se espalhou pelos labios dele. “Você andou sumida mocinha, aonde esteve?”
“Eu tive uns imprevistos…” Helena desviou o olhar para o lado por um instante breve antes de voltar a sorrir ao fitá-lo. “Mas nem foi por tanto tempo.”
“Pareceu bastante tempo para mim.” Sileno comentou. “Sabe, me acostumei a passar um tempinho na casa de Aries quando saio a noite, sabe?” Ele comentou, brincando com o cabelo dela.
“Você passa mais tempo fora do que eu.” Deu de ombros. “Nada o impede disso.”
“Touche.” Sileno respondeu. “Mas e ai? Quer ir dar uma volta ou algo do tipo?”
“Não...” helena sacudiu um pouco a cabeça, fazendo os fios vermelhos se agitarem antes de se aninhar mais junto ao canceriano, abraçando-o pelo pescoço.
Peck :3
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A ariana sorriu, apoiando as mãos no ombro do canceriano e ficando na ponta dos pés igualmente lhe dando um beijo na bochecha.
Ele abraçou a ruiva pela cintura, olhos de ametista focados nos dela a medida que um sorriso se espalhou pelos labios dele. “Você andou sumida mocinha, aonde esteve?”
“Eu tive uns imprevistos…” Helena desviou o olhar para o lado por um instante breve antes de voltar a sorrir ao fitá-lo. “Mas nem foi por tanto tempo.”
“Pareceu bastante tempo para mim.” Sileno comentou. “Sabe, me acostumei a passar um tempinho na casa de Aries quando saio a noite, sabe?” Ele comentou, brincando com o cabelo dela.
“Você passa mais tempo fora do que eu.” Deu de ombros. “Nada o impede disso.”
Peck :3
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A ariana sorriu, apoiando as mãos no ombro do canceriano e ficando na ponta dos pés igualmente lhe dando um beijo na bochecha.
Ele abraçou a ruiva pela cintura, olhos de ametista focados nos dela a medida que um sorriso se espalhou pelos labios dele. “Você andou sumida mocinha, aonde esteve?”
“Eu tive uns imprevistos...” Helena desviou o olhar para o lado por um instante breve antes de voltar a sorrir ao fitá-lo. “Mas nem foi por tanto tempo.”