vintageveela:
“Merlim que me livre, então vamos logo embora” fez um sinal da cruz igual os trouxas, sua careca claramente revelando que preferia fugir de qualquer ambiente heteronormativo. Mas quando a continuação chegou aos seus ouvidos se deu por feliz. “Pelo menos isso! É a primeira vez que realmente entro aqui, geralmente fico do lado de fora esperando alguém precisar dos meus serviços” explicou de maneira breve, agora tinha certeza que confiar nos instintos era a melhor coisa. Estreitou o olhar com as palavras e teve que controlar a língua pra não falar nada demais. “Com todo respeito, mas se acha que estou oferecendo demais com toda certeza misturaram poção da confusão em sua bebida” um riso baixo surgiu, e tentou disfarçar o quanto aquilo se parecia com um flerte. Que se foda, era mesmo um flerte! Mas Eloh sabia que não deveria cruzar demais as linhas de um trabalho e perder uma cliente em potencial, por isso estendeu o braço com cordialidade indicando que a conduziria até o carro. Uma maneira bem formal, mas efetiva para uma chauffeur. “Com essas palavras acabei de atualizar minha tabela de preços” a brincadeira foi feita e com um negar da cabeça reiterou isso. “Dois galeões e depois te deixo em sua casa em segurança. Nessa hora é mais seguro viajar com uma mulher, por mais versada em feitiços que sejamos” infelizmente, poderia incluir na sentença.
“Pois deveria entrar mais vezes! Aposto que o ambiente a deixará encantada.” disse lançando uma piscadela em direção a mulher mais velha. “Inclusive, você é minha convidada de honra para a próxima vez que me apresentar. Hoje tivemos que cancelar pois nossa vocalista está no meio de uma crise emocional.” uma breve careta pontuou suas feições. Não sabia exatamente o que estava acontecendo com James, mas de fato nunca o tinha visto tão mal das ideias. Esperava que Lucy conseguisse ajudá-lo e que na noite seguinte as coisas voltassem a normalidade. “Você ofereceu a alguém que detesta vassouras a honra de sobrevoar Londres, considero mais que o suficiente. A não ser que, bem, sua ideia de me levar aos céus envolva outras práticas.” o sorriso angelical que despontou em seus lábios era sua maneira de suavizar um flerte nada sutil. Ao vê-la oferecer o braço Chiara curvou-se brevemente em uma reverência para em seguida enlaçar seu braço ao dela. “Concordo e, para falar a verdade, a qualquer hora do dia creio que recusaria ser levada por um homem.” Chiara possuía certa resistência a companhias masculinas, especialmente por precisar lidar com eles o tempo inteiro num trabalho majoritariamente masculino. “Onde mais você pode me levar por dois galeões?” questionou curiosa para entender como funcionava a tabela de preços da outra. “Aliás, como você se chama? Se vou entregar minha locomoção em suas mãos pelos próximos minutos imagino que mereça saber seu nome e seu telefone, se estiver com sorte.”















