James: amor eu acho que sou fã do luan santana
Do nada? Por que?
I'd rather be in outer space 🛸

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Misplaced Lens Cap

if i look back, i am lost
Keni
noise dept.
TVSTRANGERTHINGS
Claire Keane

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One Nice Bug Per Day
YOU ARE THE REASON

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@lilemoon
James: amor eu acho que sou fã do luan santana
Do nada? Por que?
ai amiga mas não receber um beijo na coxa por causa de uma tatuagem do corinthians? osso viu
Não é? Sendo que ninguém ia saber, só eu.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
Lily conhecia James quase que por toda sua vida, ela sabia quem ele era, do que ele gostava, do que não gostava, de como seu cabelo ficava de manhã e depois de um dia inteiro. Tudo sobre ele era familiar. E ela sempre tivera tantos sentimentos bons relacionados a ele, os melhores e talvez agora que sabia a extensão dos sentimentos dele se sentia um pouco idiota por não notar. Ter alguém citando sua cantora favorita para si há algumas horas do ano acabar não era um sonho? Ou alguém embarcar numa competição sem noção só para vê-la feliz? Como podia não ter percebido? Lily fechou os olhos e respirou fundo desejando que as palavras certas viessem a sua mente. “What if you let me be the one spinning around you for once? I mean, my name is moon after all.” Sorriu, seu peito cheio de coisas que não sabia nomear. “É tão difícil pensar em mim sem pensar em você e eu quero fazer todas essas coisas boas pra você também.” Voltou a olhar para James e pensou que gostava muito dos olhos dele, eles eram uma imensidão que ela adoraria conhecer. “Let me.” Sua voz saiu mais baixa, seus dedos sobre a bochecha dele, tantas coisas e nada fazendo sentido ao mesmo tempo.
Quando se deseja muito uma coisa, é normal que vários momentos você se pegue pensando a respeito do momento em que o seu desejo se realiza. James, por muitos dias e noites, pensava em ouvir aquelas palavras de Lily, talvez em termos diferentes, mas o significado estava ali e era aquilo que lhe importava. Nem em seus sonhos mais otimistas, imaginava que ao fechara porta de vidro atrás de si, isolando-os do restante da casa, estaria o colocando em uma realidade a qual James sonhava. Seu sorriso era largo, leve e relaxado. Segurou a mão de Lily com uma delicadeza que James só tinha com ela, e assim fez o que ela lhe pediu: deixou que ela desse uma volta em torno de si. Com os flocos de neve fazendo a vez das estrelas para aquele pequeno universo que ambos construíam, James sentia seu coração bater com tanta força contra seu peito que achava que Lily poderia ouvi-lo. Quando a volta se deu por completa, levou suas mãos para as bochechas de Lily, deixando um carinho terno sob sua pele macia. "You know..." Encostou sua testa na dela, fechando os olhos devagar. "I don’t think there’s a single thing you could ask me that I wouldn’t say yes to, Lily.”
Lily fechou os olhos por um momento e poderia jurar que deu mesmo uma volta completa em torno de James durante esse tempo. Relembrou de como tudo aquilo havia começado, da festa da casa de praia, a foro que tirou dele distraído, o beijo que dividiram porque ela precisava ficar calada e os outros que compartilharam porque nada mais importava além deles mesmos. Sentia que ainda tinha muita coisa a descobrir sobre James e sobre si mesma e tinha muito interesse na versão de si que já sabia o que aquela última noite do ano significava. Agora, se limitaria a aproveitar aquela pequena grande coisa que começava a surgir entre eles dois. O primeiro passo em direção a algo muito maior. “I’m really lucky to have you.” Sorriu, seus dedos encontrando os cachos macios de James e seu coração se aquecendo de um jeito que fogueira alguma conseguiria aquecer. “Happy new year, James.” Não precisava que o relógio chegasse à meia noite, eles já tinham algo novo ali na palma de suas mãos.
Seu sorriso se alargou tomando conta de todos o seu rosto, na mesma proporção que o amor tomava conta de todo o seu corpo. No final das contas, era disso que James era feito por inteiro; alegria e amor. "We might just be each other’s lucky charm." Sentia o coração na palma na mão enquanto a tocava na cintura. "We can be something special, for real." Deixou que as palavras que saíssem de seu coração como um pedido sútil, uma sugestão do que poderiam ser. Naquela altura, não havia mais qualquer motivo para guardar para siç não quando dividiam um momento tão bonito e intimo. "Happy new year, Lils." Depositou um beijo terno sobre a testa da ruiva. "Never been so happy."
“For real.” Lily assentiu, entendendo cada um dos significados daqueles duas palavras. Toda sua ansiedade era substituída por um sentimento morno que crescia conforme os segundos passavam, ainda sem nome, mas não menos importante. Os flocos de neve e as estrelas eram testemunhas do que James e Lily começavam ali e dessa vez ela não precisaria de uma de suas câmeras para guardar aquele momento para sempre.
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A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
Lily conhecia James quase que por toda sua vida, ela sabia quem ele era, do que ele gostava, do que não gostava, de como seu cabelo ficava de manhã e depois de um dia inteiro. Tudo sobre ele era familiar. E ela sempre tivera tantos sentimentos bons relacionados a ele, os melhores e talvez agora que sabia a extensão dos sentimentos dele se sentia um pouco idiota por não notar. Ter alguém citando sua cantora favorita para si há algumas horas do ano acabar não era um sonho? Ou alguém embarcar numa competição sem noção só para vê-la feliz? Como podia não ter percebido? Lily fechou os olhos e respirou fundo desejando que as palavras certas viessem a sua mente. “What if you let me be the one spinning around you for once? I mean, my name is moon after all.” Sorriu, seu peito cheio de coisas que não sabia nomear. “É tão difícil pensar em mim sem pensar em você e eu quero fazer todas essas coisas boas pra você também.” Voltou a olhar para James e pensou que gostava muito dos olhos dele, eles eram uma imensidão que ela adoraria conhecer. “Let me.” Sua voz saiu mais baixa, seus dedos sobre a bochecha dele, tantas coisas e nada fazendo sentido ao mesmo tempo.
Quando se deseja muito uma coisa, é normal que vários momentos você se pegue pensando a respeito do momento em que o seu desejo se realiza. James, por muitos dias e noites, pensava em ouvir aquelas palavras de Lily, talvez em termos diferentes, mas o significado estava ali e era aquilo que lhe importava. Nem em seus sonhos mais otimistas, imaginava que ao fechara porta de vidro atrás de si, isolando-os do restante da casa, estaria o colocando em uma realidade a qual James sonhava. Seu sorriso era largo, leve e relaxado. Segurou a mão de Lily com uma delicadeza que James só tinha com ela, e assim fez o que ela lhe pediu: deixou que ela desse uma volta em torno de si. Com os flocos de neve fazendo a vez das estrelas para aquele pequeno universo que ambos construíam, James sentia seu coração bater com tanta força contra seu peito que achava que Lily poderia ouvi-lo. Quando a volta se deu por completa, levou suas mãos para as bochechas de Lily, deixando um carinho terno sob sua pele macia. "You know..." Encostou sua testa na dela, fechando os olhos devagar. "I don’t think there’s a single thing you could ask me that I wouldn’t say yes to, Lily.”
Lily fechou os olhos por um momento e poderia jurar que deu mesmo uma volta completa em torno de James durante esse tempo. Relembrou de como tudo aquilo havia começado, da festa da casa de praia, a foro que tirou dele distraído, o beijo que dividiram porque ela precisava ficar calada e os outros que compartilharam porque nada mais importava além deles mesmos. Sentia que ainda tinha muita coisa a descobrir sobre James e sobre si mesma e tinha muito interesse na versão de si que já sabia o que aquela última noite do ano significava. Agora, se limitaria a aproveitar aquela pequena grande coisa que começava a surgir entre eles dois. O primeiro passo em direção a algo muito maior. “I’m really lucky to have you.” Sorriu, seus dedos encontrando os cachos macios de James e seu coração se aquecendo de um jeito que fogueira alguma conseguiria aquecer. “Happy new year, James.” Não precisava que o relógio chegasse à meia noite, eles já tinham algo novo ali na palma de suas mãos.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
Lily conhecia James quase que por toda sua vida, ela sabia quem ele era, do que ele gostava, do que não gostava, de como seu cabelo ficava de manhã e depois de um dia inteiro. Tudo sobre ele era familiar. E ela sempre tivera tantos sentimentos bons relacionados a ele, os melhores e talvez agora que sabia a extensão dos sentimentos dele se sentia um pouco idiota por não notar. Ter alguém citando sua cantora favorita para si há algumas horas do ano acabar não era um sonho? Ou alguém embarcar numa competição sem noção só para vê-la feliz? Como podia não ter percebido? Lily fechou os olhos e respirou fundo desejando que as palavras certas viessem a sua mente. “What if you let me be the one spinning around you for once? I mean, my name is moon after all.” Sorriu, seu peito cheio de coisas que não sabia nomear. “É tão difícil pensar em mim sem pensar em você e eu quero fazer todas essas coisas boas pra você também.” Voltou a olhar para James e pensou que gostava muito dos olhos dele, eles eram uma imensidão que ela adoraria conhecer. “Let me.” Sua voz saiu mais baixa, seus dedos sobre a bochecha dele, tantas coisas e nada fazendo sentido ao mesmo tempo.
depois desses anos todos qual sua memoria favorita com o james? e com o icarus? e com seus filhos?
Com o James, minha memória preferida sempre vai ser as duas vezes que contei para ele que estava grávida, nunca vi a felicidade estampar tão bem o rosto de alguém igual nesses dois dias.
Com o Icarus, acho que foi quando a Olivia nasceu e ele levou ela lá fora na sala de espera para a gente conhecer ela. Os olhos dele brilhavam tanto e as mãos tremiam um pouco, foi lindo de ver.
Uma vez nós tínhamos levado a Daisy e o Mike para a praia e eu estava brincando com ela na areia e ela perguntou se podia levar um raio de sol da praia para casa e por algum motivo achei essa a coisa mais linda do mundo.
O Mike quando tinha cinco anos quebrou a perna na escola e lá no hospital eu perguntei se ele estava com medo e ele disse que não porque sabia que eu ia cuidar dele e apertou minha mão como se eu que estivesse precisando de conforto (o pior é que eu estava mesmo).
quem diria que dar apoio a uma maluca fazendo três testes de gravidez te faria madrinha de casamento dela no futuro lindo a amizade girl power
Quem diria mesmo?? Foi uma surpresa muito grata.
inclusive seus dois filhos fizeram avalição neuropsicológica?
A Daisy não, mas o Mike sim. Ele sempre foi muito parecido com o pai dele.
lily boa tarde como foi descobrir e aceitar que vc amava SIM o james?
A palavra certa não é "descobrir", não acho que amar o James seja algo que simplesmente aconteceu comigo, não acho que fui vítima do destino ou desse sentimento, não foi o acaso. Não precisei descobrir que o amava, eu andei em direção a esse amor a cada dia, eu mesma teria tecido a corda do amor até ele mesmo se alguma força maior não quisesse que nós ficássemos juntos. Amo o James com toda intenção, com toda consciência que eu já tive. Tudo bem que talvez eu tenha demorado para chegar nesse ponto, mas cheguei por conta própria e com muita vontade.
oi lilynda o que vc acha da daisy namorar alguém tão parecido com o james? aliás o que vc acha do thomas filho do remus parecer tanto o james? aliás desculpa eles terminaram ne :/ sobre isso o que vc acha tbm
Sabe que não penso nada demais sobre isso, como eles cresceram juntos acho que foi mais uma coincidência do que um motivo para sugerir uma análise para ela. E o problema foi o James, né? Ele perturbou muito a Laura quando ela estava grávida, até me impressionei que a Clara também não veio parecida com ele.
E sim... É uma tristeza, eu não estava esperando isso de jeito nenhum. Estou esperando um tempo para conversar com a Daisy mais sobre isso, deixar ela processar os próprios sentimentos um pouco antes de eu me meter. Eles estavam há tantos anos juntos, é difícil voltar a pensar no Thominhas em algo que não meu genro, mas acho que tudo acontece por um motivo e os dois vão ficar bem independente de tudo.
como foi descobrir que estava grávida?
Os dois melhores momentos da minha vida, de verdade. Nunca vou me esquecer de como meu coração acelerou e do sorriso que o James tinha no rosto, é um momento muito lindo.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
amg tudo bem? como vc é fotógrafa vc poderia dar dicas de como tirar um nude?
Toda foto é sobre iluminação e ângulo, sabia? Primeiro, é só escolher um ângulo que favorece o que você quer mostrar, se você for mulher existem vários, se for homem realmente fica devendo. Segundo, luz mais quente ajuda a deixar a foto mais sensual, pode diminuir o brilho também para ter aquela sensação de que você não quis mostrar tudo o que poderia... Lembre sempre de cortar seu rosto e se divirta!
qual sua música fav da lana amg?
Margaret! Pra mim, uma das maiores músicas de amor já escritas.
Eu queria nascer de novo e me chamar Margaret só pra fingir que a música foi escrita pra mim.