⠀⠀⠀[⠀.⠀ . ⠀.⠀]⠀⠀⠀Você também viu LINA TYRELL ou fui só eu quem quase tropeçou em um descendente da Casa TYRELL DE JARDIM DE CIMA no meio da rua? Nascida em CAMPINA e atualmente com 31 anos, ela ficou conhecida por trabalhar como DIRETORA GLOBAL DE BRANDING, coisa típica de gente famosa. Nas matérias mais simpáticas, costumam descrevê-la como ELEGANTE, OBSERVADORA e DIPLOMÁTICA; mas, nos bastidores, há quem diga que pode ser CONTROLADORA, ORGULHOSA e CONFORMISTA. Os tabloides parecem particularmente interessados em seu nome desde que VAZARAM UMA CONTA ANÔNIMA ONDE SUPOSTAMENTE LINA DAVA OPINIÕES SOBRE SUA FAMÍLIA, mas talvez seja difícil resistir a alguém cuja presença lembra BARULHO DE SALTO ALTO, GRITOS ABAFADOS NO TRAVESSEIRO, CAIXA DE JOIAS, MARCA DE BATOM EM CARTAS E ROUPA BEM PASSADA.
#𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒;
Dorme muito mal e quase sempre responde seus e-mails durante a madrugada.
Escreve cartas sem o intuito de enviá-las.
É apaixonada por flores, especialmente peônias e gardênias, mas nunca teve tempo de aprender jardinagem como gostaria.
O som dos saltos dela é reconhecido por praticamente todos no escritório.
É excelente em resolver crises dos outros, mas péssima em lidar com as próprias emoções.
Tem uma risada muito mais alta e espontânea do que a imagem pública sugere.
#𝐁𝐀𝐂𝐊𝐆𝐑𝐎𝐔𝐍𝐃;
Desde pequena, sua vida foi cuidadosamente planejada para transformá-la em uma representante perfeita da marca Tyrell. Bonita, elegante e extremamente inteligente, aprendeu cedo que seu sobrenome carregava expectativas que não podiam ser ignoradas.
Enquanto outras crianças experimentavam a liberdade, Lina frequentava eventos beneficentes, aprendia idiomas, etiqueta e observava os pais conduzirem reuniões com investidores e figuras públicas.
Ao longo dos anos, consolidou-se como Diretora Global de Branding e tornou-se uma das principais responsáveis pela imagem pública do império Tyrell. Sua capacidade de antecipar tendências, administrar crises e traduzir tradição em modernidade a transformou em uma das mulheres mais respeitadas do setor.
Grande parte da vida de Lina foi construída em torno da necessidade de corresponder às expectativas de Addam Tyrell e embora exista amor entre pai e filha, sua relação foi moldada pela cobrança constante e por uma linguagem emocional baseada em resultados e nada além disso.
Com Leyla, sua mãe, a dinâmica é mais suave. Há afeto genuíno e uma cumplicidade silenciosa entre duas mulheres que entendem os sacrifícios exigidos pela posição que ocupam. No entanto, Lina também sabe que a mãe foi uma das arquitetas da persona impecável que hoje a aprisiona.
Nos últimos anos, o vazamento de uma conta anônima onde supostamente fazia comentários ácidos sobre a própria família abalou a imagem de unidade dos Tyrell. Embora nunca tenha confirmado a autoria, o escândalo revelou uma faceta mais humana e imperfeita da herdeira modelo. Pela primeira vez, Lina começa a se perguntar se existe uma versão dela mesma que não tenha sido criada para agradar alguém.
#𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒;
PROCURO POR:⠀ Alguém que conhece e já viu a pior versão de Lina em um de seus surtos; ume ex que parecia ser seu par perfeito e eram queridos pela mídia, porém não deu certo; alguém que não vai com a cara de Lina; alguém que a admira muito como mulher de negócios; alguém que simpatiza com a Tyrell mesmo depois de seu escândalo.
Não tenho interesse em plots envolvendo shipping e smut. Lina já possui um endgame.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀#𝒞𝙻𝙾𝚂𝙴𝙳 𝒮𝚃𝙰𝚁𝚃𝙴𝚁 𝒯𝙾 @linalands.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀Muitas coisas se tornavam irritantes quando Maelia era tirada do conforto de sua rotina para prestigiar ocasiões das quais não iriam mudar nada em sua vida, principalmente um casamento bem longe das instalações de sua residência. Ela bem que queria estar interessada pela convivência social e as fofocas que aquela viagem traria, mas o cansaço do longo deslocamento ainda era um fator importante para sua falta de ânimo, o que fez seus pés serem guiados até um dos bares do hotel, assim poderia ser abastecida para aguentar as horas que ainda precisaria interagir com os conhecidos de sua família. Ela descobriria que aquela fora a melhor decisão a ser tomada. A presença de Lina conseguia deixar tudo um pouco mais suportável do que parecia, o que melhorava consideravelmente o humor da nortenha no meio de todas aquelas pessoas que tentavam se destacar umas sobre as outras. Foi por isso que se aproximou da mulher sentada próxima de um dos balcões, teria uma boa desculpa de ela ser uma das únicas pessoas que simpatizava naquele momento, embora fosse muito mais que isso.⠀⸺ Hm, casamento, não é?⠀Já havia começado errado quando parou ao lado da Tyrell, e quase expressou isso com uma feição de "que merda eu acabei de falar?", se recompondo com uma tosse discreto, não conseguia regular seus pensamentos.⠀⸺ Espero que sua viagem tenha sido melhor que a minha. Não sei ainda quem vou responsabilizar por terem me perdido no caminho.⠀Não queria lembrar de como quase foi deixada para trás...⠀⸺ Animada para o grande evento?
⠀⠀⠀Depois de tentar ajudar todos que podia, acabou se isolando para tentar recuperar suas próprias coisas. A mala de Lina havia sumido, e ela não se surpreenderia se fosse algo feito de propósito, já que não era muito bem-vista pela própria família e, querendo ou não, as opiniões no seu perfil fake eram sinceras demais. Poderia mentir e ter dado uma coletiva de imprensa para desmentir tudo, mas era melhor enfrentar o dragão cara a cara. E até que foi uma boa decisão, já que alguns acharam digno assumir seus erros. Ouviu alguém falar atrás de si, mas acabou não entendendo muito bem.
— Ah, oi, Maelia. Você disse algo importante antes? Acabei não entendendo... — Sorriu, tentando amenizar a própria gafe. — Não estou tão ansiosa. Sinto que vai ser tudo um pouco... fingido demais. E você, está?
❛⠀⠀ . ⠀⠀❆⠀⠀ .⠀ ⸻ㅤA viagem até Harrenhal pareceu mais longa do que realmente havia sido. Alyssa aproveitou o trajeto para organizar compromissos posteriores, enquanto observava a paisagem mudar pela janela no pequeno trajeto para chegar ao hotel. O desembarque revelou um cenário menor organizado do que esperava. Entre funcionários atravessando o saguão, hóspedes em discussões calorosas, e comentários sobre malas trocadas, extraviadas... Alyssa limitou-se a observar a movimentação, sabendo que seus pertences com certeza estavam em meio ao caos, pela falta de sorte habitual. Quando sua bagagem finalmente apareceu, bastou um olhar para notar o amassado evidente na lateral. Um contratempo irritante, sem dúvidas. Mas ao abrir a mala, apenas para confirmar que tudo permanecia exatamente onde deveria estar, respirou discretamente em alivio, preferindo poupar a paciência para problemas que realmente merecessem atenção.
Enquanto fechava a mala e ajustava a alça, sentiu um toque leve sobre o ombro e observou imediatamente, reconhecendo Lina Tyrell. A expressão se suavizou ainda mais, em um sorriso discreto e a cumprimentou com cordialidade. — Lina Tyrell. É um prazer, creio que ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecer. Alyssa Stark! - Em um cumprimento educado, firme de mão leve, mas sem muita intimidade para um abraço. Em seguida, Alyssa se afastou enquanto equilibrava a mala, observando mais uma vez o pequeno estrago. — Está tudo bem. Obrigada! Vamos poupar chamados de funcionários. Pelo visto, os comentários sobre isso não eram exagero... Mas nada se perdeu. E você? Está tudo em seu lugar?
— Alyssa Stark! — Sorriu largo. — Já ouvi falar muito de você. — Finalmente, algo parecia certo naquele lugar. Apertou a mão da mulher e fez um pequeno drama, passando a mão pelos cabelos. — Acabei ficando sem minhas roupas. Só fiz uma mala e, mesmo assim, ela se perdeu. — Riu um pouco da própria desgraça. Já havia feito tudo o que podia para recuperar suas coisas; agora, só restava esperar. — Podemos ir lá fora respirar um pouco, hm? Acho que até seria melhor.
━ Dar alguns telefonemas? Não sei, Lina. Acho que não é muito inteligente compartilhar meus problemas com você. ━ Cutucou a irmã, assim que notou que ela estava se metendo em um assunto que nem era de sua conta. Inyeol não tinha problemas com sua bagagem, mas estava com problemas para acessar o quarto e estava tentando resolver na recepção. Teria conseguido se não fosse aquele comportamento inconveniente da outra. ━ Obrigado por nada, minha irmã. O rapaz estava quase resolvendo a minha dor de cabeça antes de você meter o nariz.
Desde que o comportamento da outra veio a público, Inyeol havia perdido a confiança nela. Mesmo que a família tivesse seus problemas, não achava certo expor para quem quisesse ler. Assuntos inteiros deveriam se manter assim. No entanto, acreditava que a mais velha não entendia o conceito.
━ Eu esperava não te ver. Já basta ter que aparecer em uma foto, não acho que deveríamos nos encontrar fora dos eventos oficiais do casamento.
⠀⠀⠀Lidar com Inyeol depois de tudo o que aconteceu era um pouco difícil, mas Lina estava acostumada a ignorar os próprios sentimentos e deixá-los em segundo plano. Era mais importante manter a família unida, mesmo que apenas pelas aparências.
— Será que dá para ignorar o passado e só me deixar ajudar? Aquele funcionário estava quase vomitando de nervoso. Você não tem noção do efeito que causa nas pessoas, tem? — Suspirou, já pegando o celular. — Do que você precisa?
⠀⠀⠀Era a cara de Lina tentar acalmar todo o pandemônio que se deu durante a chegada ao aeroporto e a ida até o hotel. Também era comum que aquilo acontecesse; afinal, eram muitas famílias para organizar, muitos sobrenomes conhecidos para o que deveria ser o evento do ano. Estressante para qualquer um que já teve experiência com casamentos fora da sua cidade. Por que gente rica sempre fazia aquilo? A Tyrell sempre se perguntava: precisavam mesmo de todos aqueles dias para um grande casório que não iria dar em muita coisa? Enfim, ela só queria deitar e relaxar, dormir por, pelo menos, dezesseis horas seguidas.
⠀⠀⠀Enxergou uma pequena comoção por perto, ouvindo comentários sobre malas perdidas, trocadas, algumas até com objetos diferentes dentro. Tocou delicadamente o ombro de muse, sem querer ser invasiva, e se dirigiu a um funcionário que parecia estar suando de medo ou estresse.
— Você poderia chamar outra pessoa para nos ajudar? Acho que precisa de um descanso. — Dispensou o rapaz e se virou para muse antes que pudesse reclamar. — Calma, eu vou te ajudar. O que houve com sua bagagem? Acho que, com alguns telefonemas, podemos resolver isso.