Adequação da linguagem em sala de aula
Por: Nadine Russo, Rebeca Souza.
“Na construção de nosso conhecimento, os livros são os tijolos e os professores são os pedreiros.” Jonathan Fonseca Fogo.
Os professores têm um papel essencial na formação de novos cidadãos e futuros profissionais na sociedade. Afinal, é a única profissão que forma todas as profissões existentes.
Para comunicar-se com diferentes alunos na sala de aula, o professor tem uma missão de adequar a sua comunicação para que todos possam compreender, para isso, cada professor desenvolve um método ou jeito de adequar a sua linguagem.
Para isso, entrevistamos duas professoras que explicaram como adequam a sua linguagem com os alunos em sala de aula. Para uma melhor interação no processo de aprendizagem.
Apresentação dos Professores
Professora Luciana Reis, de Língua Portuguesa de Ensino Fundamental e Ensino Médio em escola estadual.
Professora Francine de Oliveira Palma, de Língua Portuguesa de Ensino Médio e Ensino Fundamental em escola municipal e estadual.
Entrevistas
Pergunta: “Como você se comunica/leciona com os alunos de Ensino Fundamental e, com os alunos de Ensino Médio, que já estão se preparando para o Ensino Superior?”.
Professora Luciana: “Bom, no Ensino Fundamental, tento aproximar a minha fala a realidade deles, sendo clara e objetiva na comanda das atividades. No Ensino Médio, o aluno já deve ter maturidade para compreender um nível mais culto da fala, porém, às vezes faço uma ‘tradução’ mais simplificada para que todos me compreendam.
Pergunta: Como você adéqua a linguagem para lecionar com os alunos de Ensino Fundamental que estão começando na escola?
Francine de Oliveira Palma: “Com os pequenos, procuro usar uma linguagem mais simples, mais infantil e lúdica, e também trabalho muito na pronúncia dos fonemas, já que procuro alfabetizar por meio da consciência fonológica.”
Pergunta: Já presenciou alguma cena de Preconceito Linguístico na escola ou sala de aula? Se sim, como foi?
Professora Luciana: “Presenciei inúmeras vezes o preconceito linguístico em alunos novos e até mesmo de professores que vêm das regiões Norte e Nordeste, geralmente em relação às diferenças de vocabulário e o sotaque. Até mesmo para responder a chamada, já tive alunos que depois de vários constrangimentos, limitava-se apenas a erguer a mão. Como Professora, repreendo a atitude, mas você sabe, que depois que acontece uma vez…”
Francine de Oliveira Palma: “Já, infelizmente é muito comum os alunos se chamarem de ¨burros¨ quando falam alguma coisa de forma errada, mas procuro fazê-los entender que é errando que se aprende, afinal, a partir do erro tendemos a pesquisar qual é o certo. Trabalho muito com dicionários em sala de aula, faço atividades em que têm de procurar palavras pouco usuais e utilizá-las em produções textuais, para aos poucos se apropriarem de novas palavras.
Mas o mais comum é ver esse tipo de preconceito por parte de professores, que costumam taxar alunos de ¨sem cultura¨, devido ao uso excessivo de gírias e de construções agramaticais.”
Podemos tirar dessa entrevista, que os professores são nossas fontes de conhecimento, onde nos ensinam, mas também aprendem conosco, e um professor onde leciona de maneira ampla, com dignidade e total conhecimento da existência do grandioso “preconceito linguístico”, sabendo lidar com tal, é aquele que levamos para vida, que além de nos passar o conhecimento sobre a língua Portuguesa, nos ensina a crescer e ser pessoas melhores umas com as outras.
ALGUNS EXEMPLOS DE PROFESSORES ADEQUANDO SUA LINGUAGEM PARA MELHOR ENTENDER SEU CONTEÚDO:
Professores Brilhantes e Alunos Fascinantes:
Professor dando aula cantando funk na escola:
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire.
REFERÊNCIAS:
Professor Brilhante e Alunos Fascinantes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=JX2qed5w08I
Professor dando aula com funk. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=2bGygNoJFU0











