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@littietaiks
Who am I if I'm the person you become If I'm still growing up?
♪ You put the work in, don’t worry about the praise, my love ♫
Ninguém nunca está preparado para cuidar de outra pessoa além de si mesmo - às vezes nem isso. Pra mim toda essa história de casais que querem ter filhos, se planejam psicológica e financeiramente, pensam em nomes, escolas, profissões e afins, não significam nada. E daí que você gosta de crianças? Criar um outro ser humano é bem maior que oferecer casa, comida e carinho. É importante educar, compreender, amar e respeitar seu filho; sempre levando em conta que ele vai integrar o mesmo mundo que você, por isso precisa aprender a se defender das adversidades, lutar a favor dos seus ideais e ser corajoso pra transformar o que ele achar errado. Todos os meus conceitos foram construídos ao longo dos anos, uns através de coisas que li, outros através do que as pessoas que conheci me ensinaram; nem sempre intencionalmente. Por mais complicado que possa ser, tudo sempre foi claro dentro da minha cabeça: não se é pai se não houver responsabilidade. Ponto final. Simples assim. Claro que as coisas são bem mais fáceis na teoria e enquanto não acontecem com quem a gente gosta. No último ano, algumas pessoas - isso mesmo, no plural - com as quais eu me importo tornaram-se pais. Como mencionei antes, acredito que ninguém está cem por cento preparado para isso, mas essas pessoas que conheço não estavam nem familiarizadas com a ideia de ter um filho. Sexo sem compromisso, sem proteção, sem responsabilidade. Nada de errado, se você me perguntar. O problema começa quando envolve alguém que não poderá opinar em nada até completar dezoito anos - isso é, caso os progenitores estimulem a pobre criança a pensar por si própria. Passei incontáveis dias digerindo as boas novas e preciso admitir que minha vontade era puxar todos pelas orelhas e dar um belo discurso sobre o quão irresponsável e egoístas eles foram, mas não o fiz. Me pergunto, o que é que eu tenho haver com as escolhas das outras pessoas? Gritar ou espernear vai mudar algo? Claro que não. Minha opinião não vai afetar ninguém, mas minhas ações vão. Desde muito cedo meu pai - um irresponsável de carteirinha - me ensinou que uma criança é sempre uma benção. E quer saber a verdade? Crianças são maravilhosas mesmo. Cheias de esperança, de alegria, de curiosidade e livre de qualquer julgamento ou preconceito estupido que a sociedade gosta de nos impor. Ver a vida através dos olhos de uma delas é renovar sua fé na humanidade e mudar a perspectiva que se tem a cada nova descoberta. Crianças são maravilhosas. Refletindo sobre como deveria me portar, percebi que pais precisam de apoio. Não de alguém que crie os filhos por eles, que leve à escola ou qualquer outra tarefa trivial, mas alguém que esteja lá pra ouvir suas inseguranças, balançar a cabeça quando necessário e elogiar quando eles fizerem algo que julgaram ser o certo. Filhos precisam ser encorajados, mas pais também. Os anos vão se passar, as coisas vão mudar, mas isso não quer dizer que seja proibido ficar com medo do desconhecido. Queria que isso fosse senso comum. Queria que fôssemos a geração a ensinar nossos filhos a serem seres humanos melhores, sem que isso envolva tirar boas notas, ir pra faculdade pra ter um diploma, ou se casar só porque engravidou. A vida é bem mais que tudo isso e parece que quando nos tornamos adultos as coisas viram de ponta-cabeça, mas elas não viram. A paternidade deveria ser vista com respeito, mas nunca com medo. Olhe-a nos olhos, trate-a de igual para igual. Não faça dos momentos mais maravilhosos um completo pesadelo. Seu filho sabe tanto da vida quanto você contar pra ele. Seja gentil e mantenha em mente que um dia ele verá o mundo sozinho e é pra isso que ele deve ser criado; pra viver ao máximo e ser feliz. É complicado cuidar de alguém enquanto ainda se esta crescendo, mas não é impossível. Ninguém morre por tomar chuva uma vez, faltar à escola em um dia frio ou ir a um show. Ceder de vez em quando não deveria ser um problema quando a felicidade do seu filho está esperando do outro lado da linha. Quando um bebê está aprendendo a andar as coisas dão errado antes de dar certo. Ele vai cair, se levantar e tentar de novo. Um analogia bastante simples, mas essa é a vida. Viva e deixe-o viver. Não há um manual do que fazer, e, o mais importante, o conceito de certo ou errado deve ser estabelecido de acordo com o que o faz sentir bem. Deixe que os outros digam que chupar chupeta faz mal, que deixar os filhos namorarem antes dos quinze é errado ou que usar um ou dois palavrões de vez em quando é prejudicial. Opiniões não mudam nada, ações sim. Compreensão muda tudo. Se coloque no lugar do bebê que prefere dormir no colo seguro e quartinho da mãe ao invés do berço; se coloque no lugar da criança que chora em seu primeiro dia de aula por não conhece ninguém e ter medo de ser deixado sozinho, longe de casa; se coloque no lugar do adolescente que é obrigado a decidir o que quer fazer pro resto da vida e mal consegue escolher com quem aquele cantor que ele adora deve namorar. Criar alguém é difícil, mas crescer também é. No final das contas ninguém nunca está preparado para cuidar de outra pessoa além de si mesmo - às vezes nem isso.
I miss our little talks
♪ Somedays I don’t know if I am wrong or right ♫
Sabe quando você sente aquela saudade de alguém com quem não fala há muito tempo? Aquela dorzinha no coração que só é curada quando você abraça quem ama e seu corpo parece se aquecer por dentro? Adoro como um simples gesto é capaz de recarregar suas energias mais rápido que uma tomada com a voltagem em 220V e te deixa pronto pra passar mais um mês longe do causador desse sentimento tão ingrato.
Amigos de colégio foram feitos pra durar a vida toda e era isso o que eu mantive em mente nos últimos anos. Não importaria o tempo e muito menos a distância, amizades criadas na melhor época da sua vida têm o dever moral de se perpetuar através dos anos, dos problemas, dos amores e dos novos amigos. Um dia desses resolvi usar essa história de tecnologia ao meu favor e mandar uma mensagem pra quem estava longe e eu queria que estivesse perto. Claro que deu errado. Não por que eu não sei usar esses aplicativos desnecessários -na verdade eu não sei mesmo, mas isso não vem ao caso - mas por quê o dito cujo possuidor do remédio pro aperto no meu coração não sentia a mesma coisa. Na verdade ele sentia o exato oposto. Me pediu pra não ‘pedir o que ele não pudesse dar’. Deu a entender que se um dia chegamos a ser irmãos, hoje não éramos mais do que conhecidos. O pior é aquele filho da puta dizer que eu é quem sou a responsável por ter ‘mudado’. Por favor, querido, acorde e aceite que foi você quem decidiu sair com outras pessoas e viver outra realidade. Continuo sendo a mesma idiota de sempre. Ás vezes eu bem que queria ser e sentir diferente, porém não consigo. Mas é óbvio que não ouvi - li - calada, acabei dizendo algumas verdades também e nunca achei essa coisa de sms tão ridícula quanto nesse dia. Cheguei a conclusão que as brigas precisam ser cara a cara, quando a gente é capaz de saber se os olhos dizem a mesma coisa que os lábios.
Por um lado me arrependo do “sinto saudades” que enviei com tanto sentimento que mal cabia no emoji com uma lágrima escorrendo. Deveria ter ligado pra que o sentimento transbordasse nas palavras e fosse possível que qualquer um sentisse o que eu sentia, mas infelizmente não dá pra voltar atrás. Provavelmente a vida tivesse tomado o mesmo rumo de um jeito ou de outro, jamais saberei com certeza. Só sei que ainda sinto saudades das nossas conversas e, mais importante do que isso, ainda sinto saudades de você.