O estado de Scorpius fazia com que Albus quisesse ter um olho sobre ele o tempo inteiro, não o queria tomando decisões erradas, e por vezes o Potter temia isso, que a tristeza que o loiro sentia por vezes pudesse ser demasiado para ele aguentar, e por mais egoísta que pudesse parecer, Albus não saberia o que fazer caso isso acontecesse. Uma das mãos se instalou na nuca do amigo, acariciando o local quando sentiu o rosto dele contra seu pescoço. Sabia que não o tinha ouvido, mas nesse momento não era necessário, por isso apenas abanou a cabeça negativamente, como que para o loiro esquecer aquilo, mais tarde falariam, agora queria apenas que ele descansasse, que pelo ar que tinha, mesmo que sem sair do quarto, Scorpius parecia não descansar realmente fazia tempos. O ouvindo chorar e sentindo as lágrimas, Albus mordeu os lábios o chegando ainda para mais perto, caso isso fosse possível, os dedos passando pelos cabelos em sua nuca enquanto os lábios grudavam ao topo da cabeça do rapaz.
Embora não gostasse de demostrar fraqueza — afinal, era um Malfoy —, com Albus, Scorpius nunca hesitou em ser expressar tudo o que sentia. Se estava triste, o melhor amigo saberia, se estava contente, Albus também iria saber. Era tão fácil apenas se entregar aquela segurança que o auror lhe passava que o loiro não fazia ideia de quanto tempo tinha ficado ali, chorando, agarrado ao mesmo. Por fim, quando o nariz já estava entupido demais e seus olhos doíam, sentiu que o peso no peito tinha diminuído. Mexeu com a camisa do amigo mesmo sem abrir os olhos. Ainda soltava alguns soluços ocasionais, mas já não chorava. "E-eu... não ouvi algo que ele disse. Ele ficou bravo. Eu... eu disse... que seria mais fácil se ele aprendesse os sinais." murmurou em um tom baixo, apertando os olhos que já estavam fechado mesmo. "E... ele riu. Disse que não ia... perder o tempo com isso. Que eu sempre usasse o aparelho ou seria mais inútil que o normal." e Draco estava certo. Como não? Nem trabalhar podia mais.
















