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Sorem sentiu-se estranhamente agradecido com as palavras do outro. Uma sensação provavelmente inapropriada de conforto enchendo-lhe o peito porque, apesar de tudo o que estava passando, Sanghyeok conseguia espçao em sua cabeça para preocupar-se com seu bem-estar. De todo jeito, não teria se importado se fosse de qualquer outra maneira. Por mais que doesse em si também, sabia que a coisa toda tinha uma dimensão diferente para o outro. — Eu tive sorte, um homem muito bom salvou minha vida. — Comentou brevemente, um sorriso pequeno e discreto aparecendo em seus lábios, porque não podia evitar sorrir ao pensar na bondade de Frank. Seus olhos esquadrinhavam o rosto de Sanghyeok cuidadosamente enquanto ele falava. Estava receoso que ele estivesse tentando amenizar as coisas de modo a não preocupá-lo. Sabia que ele tinha esse hábito. De todo modo, assentiu em concordância. — É o melhor que dá para esperar de uma situação tão complicada, não é? Morrer sem sofrer. — Sorem, por outro lado, se tivesse morrido, teria sido lenta e dolorosamente, se não tivessem tirado-o dos escombros. — Eu falei para você que não ia mais te deixar. Estou levando minhas promessas a sério ultimamente. — Respondeu, tornando a puxá-lo para um abraço quando ele voltou a chorar. — Não, não, não! — Apressou-se a dizer, cortando o outro. — Não peça desculpas, também. Você não tinha como saber o que aconteceu comigo. Não tinha obrigação alguma. — Completou enquanto afagava seus cabelos. — Fala para mim, onde você estava indo? Onde está ficando esses dias? Eu quero ajudar você, quero cuidar de você, Noah.
“Morrer sem sofrer parece algo bom.” Com aquelas palavras, Noah se reconfortava também, sorrindo fraquinho ao pensar que os pais não tinham visto nada do caos que se seguiu aos ataques. Agora eles descansavam, longe de toda aquela guerra e longe de todo o sofrimento. “Você falou mesmo, não é?” Riu, mas sem muita vontade, tornando a tocar aquele rosto que tanto gostava antes de ser abraçado e poder deixar as lágrimas escorrerem de novo pelas bochechas já úmidas. Fungou baixinho, virando a cabeça para esconder a face na curva do pescoço de Sorem, os dedos se fechando com força em sua roupa. “Eu só queria estar lá por você, Sorem. Você devia estar assustado e com medo, e eu... Eu só queria estar lá pra te dizer pra não sentir medo de nada.” Suspirou, afastando-se dele e então limpando o rosto com as mangas do moletom que usava. “Ah, eu... estou ficando em um quarto em um hotel aqui da cidade. Não é aquelas coisas, mas dá pra me virar. E você? Já voltou pra casa? Como está seu pai?”














