não adianta prender quem quer partir. manter alguém que queira ir, é já não ter mais.
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Doug Jones
Claire Keane

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@lost-nthe-world
não adianta prender quem quer partir. manter alguém que queira ir, é já não ter mais.
você me desperta sentimentos que achei que nem tinha mais.
até que enfim você chegou.
“É como uma partida sem disputa, isso é, se eu tiver alguma chance de ganhar. Falei que nunca mais ia voltar, quando eu vi já estava sem roupa, te pedindo pra chupa.”
— Cynthia Luz. (via caos-perfeito)
você diz ter sede de palavras. na minha língua carrego o alfabeto inteiro e uns poemas a mais.
Mariany Sanches.
“Depois de você, passei muito tempo com o trauma de que não amaria novamente. Até conhecer alguém que ressignificou tudo que eu pensava sobre o amor. Pela primeira vez, me senti amado, me senti cuidado, me senti completo. E por incrível que pareça, a pessoa que conheci, tinha o meu nome e sobrenome.”
— Pedro Pinheiro.
“Meu bem, troque suas âncoras por balões.”
— Welrikar Moura.
“Às vezes parece que a vida é um eterno domingo. Nada acontece e a gente tá sempre cansado.”
— Pedro Pinheiro.
Sobre a matéria do amor, o que mais te assusta?
“A vida é uma bolha de sabão e sempre tem alguém pra alfinetar a gente.”
— Pedro Pinheiro.
“Toda pessoa é um jardim mas uma pessoa sorrindo é um jardim florido”
— Alexandre Santos
“Aquele incômodo no peito por achar que nunca vamos ser felizes ao lado de ninguém, a inquietude dos dias sem alguém para nos dizer que vai passar, que é uma fase, que tudo no fim acaba bem, que nós não estamos sozinhos. E os dias passam, a carência aumenta, a solidão invade até nossa última célula. E, então, nos desesperamos. E xingamos o mundo por achar que a culpa de tudo dar errado é dele. Então prometemos a nós mesmos que nunca mais iremos sentir nada por ninguém de novo, mas continuamos esperando, porque o medo destrói tudo, menos a esperança.”
— Jadson Lemos.
“Em outra vida, em outra época, eu a teria beijado em seguida, mas, ainda que o quisesse, não o fiz. Em vez disso, apenas olhei nos olhos dela.”
— Nicholas Sparks.
“Mas se não acontecer, se não for pra ser, de qualquer forma, obrigado por ser uma das minhas lembranças mais bonitas.”
— Capitule.
“Que me regue. Que me cuide. Que me repare. Mas que não me corte pelas raízes. Se teu amor desbotares, eu ainda posso reflorescer.”
— Pedro Pinheiro.
“Eu vi estrelas no céu, mãe, eu comi estrelas e agora elas brilham em mim, eu estou chorando porque quero voar mas não consigo, o céu, mãe, eu quero morar no céu onde ninguém machuca meus braços e as minhas mãos não são esmagadas; aqui eles apertam a minha voz, aqui eles chutam meus sonhos para a vala, aqui eles querem me ver preso à dor. Eu não aguento, o paraíso é muito distante daqui? Porque se der, eu vou a pé, eu vou com os pés no chão contando os minutos para que eu veja tudo indo embora: você, meus amigos infelizes, meus professores angustiados, a população morrida, mãe, as guerras na Síria me afetam, há poetas perdendo seus dedos pra guerra e a gente só pode pedir para o infinito os guardarem, e a seca dos interiores consomem meu cérebro, a gente pode levar água mãe, a gente pode salvá-los, diz que sim, eu não aguento esse mundo, estão pisando nos meus ombros, eu não suporto o peso da roda-gigante, do tic-tac, da solidão que pede meu corpo e eu, sem forças, o dou. Amazing grace, se eu pudesse colocar essa música para tocar para os africanos que passam fome agora, mãe, eu faria; eles devem precisar de comida, e aqui dizemos que livros saciam. Saciam mesmo? Acho que se jogássemos páginas no deserto eles rasgariam-nas e comeriam-nas até dar disenteria. Eles riem quando digo que quero ser um elefante ou uma girafa, e por quê? A beleza do mundo perdeu-se entre tantos computadores e falas absurdas, os apartamentos contêm mais objetos do que sentimento, eu não aguento isso eu não aguento isso, poesia é motivo da chacota e porque decoro poemas me chamam de louco, mãe, eu estou morrendo aqui, estou perdendo meu fôlego, o paraíso está perto? meus pés doem, cadê a água, e meus amigos, e os livros, e poesia mãe a poesia, cadê? Os Estados Unidos ainda mandam no mundo, eu preciso engolir o sistema para estudar, o metrô parece uma prisão à luz do dia, eu estou com preguiça de viver, eu desabafei demais, mas mesmo assim eu falo sozinho, meu melhor amigo são as palavras e elas ainda assim nem dizem tudo, elas só dizem um pouco. Mãe, hoje me machucaram, falaram que eu sou antissocial, e o que é ser isso, mãe? Isso é legal? É que eu só me preservo de todas as facas que me lançam, eu queria flores, e poemas, e canções; queria abraçar o mundo que sofre sem causas aparentes. Mãe, o paraíso já chegou? meus olhos estão se fechando, eu já não vejo nada… mãe, eu não sinto nada.”
— Floresinexatas.