Uma vez dancei com um estranho
quer dizer, eu já havia conversado com ele uma ou duas vezes mas não imaginei que teria sido algo relevante. Nós trocamos algumas bebidas durante um momento e outro, sempre se perdendo de vista.
E tudo bem, eu não esperava encontra-lo novamente de qualquer forma.
Mas meus amigos foram embora cedo demais, e eu fiquei.
O cara com quem eu havia conversado uma ou duas vezes apareceu de novo. Eu sorri pra ele. Ele sorriu pra mim. A bebida dele não era tão boa quanto a minha.
E nós dançamos inúmeras músicas das quais eu não conhecia, mas depois conhecia. Ele conhecia todas. Absolutamente todas.
Dançamos tanto que a hora passou rápido demais, e o sol já nascia do lado de fora.
Foram muitas as caronas noturnas e as conversas atoa depois desse dia. Foi muito o afeto que existiu e ainda existe entre esse não mais estranho e eu.
E quando penso nisso, me sinto sortuda. Talvez eu seja a única que veja dessa forma, e tá tudo bem. É como eu vejo as coisas: poéticas.
E foi lindo. Ainda é. Pra mim, sempre será.
- pusp
















