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Não sou do tipo que abandona o barco facilmente, mas também não sou do tipo que rema sozinha.
Karoline Koppe. (via reescrevestes)
Caso a gente se encontre daqui uns anos,
penso se seu coração ainda vai acelerar ao me ver e se as borboletas no estômago ainda farão um rebuliço. Se você ainda ligaria e ficaria nas chamadas até que eu durma e, mesmo sonolenta, saiba que sempre consegui ouvir sua voz, me chamando e dizendo que me ama. Mas, caso me dissesse hoje, será que você ainda amaria tanto quanto à primeira vez que me disse isso? É que foram tantas coisas, dear, e eu sou um museu, apesar do armazenamento ser descartes. Ainda há gavetas separadas com memórias tuas. E, eu lembro do seu sorriso desajeitado antes de olhar para baixo e segurar minhas mãos ou modo como me abraçava por alguns minutos para que eu não fosse embora ou pelo menos ficasse mais um pouco. Eu lembro mesmo que logo conclua que você nem me guardaria mais no teu abraço. Não me esperaria arrumar o cabelo ou esconder a cara amassada ao acordar só pra dizer que continuo tão linda quando na tarde que nos conhecemos, e já faz tempo. Eu ainda penso se você ainda será você. Se ainda será o mesmo cara que eu me apaixonei e amei mesmo depois de ir.
Eu nem sei onde foi que a gente se perdeu porque tínhamos tudo pra dar certo, mas não deu. Talvez, teus olhos só tenham encontrado o abismo dos meus.
para meu primeiro amor, ally brücken.
“Querido Oliver, Para a minha tristeza, faz um longo tempo que não nos falamos, e devo dizer que várias dúvidas se formaram e eu preciso esclarecer algumas coisas. Em algum momento se arrependeu das palavras que me disse? Porque, aparentemente, você sequer pensou em como elas poderiam me machucar. Extremamente duras feito rocha e afiadas como um espinho, você me destruiu. Não só a mim, mas também a cada pedacinho de tudo de bonito que existia no meu peito. Depois disso descobri que não é só em livros de superação que os corações são partidos. Aqui eles também morrem. E o meu já não bate mais.”
— Gabriela in lettres à Paris.
preciso aprender a ser leve mesmo quando tudo que eu sinto for pesado demais.
brücken.
quando você for, que eu chore durante um mês inteiro se for preciso mas que eu não sinta mais nada ao te ver passar.
ally brücken.
“- Então, você vai esperar ela viver outro amor e perceber que não era o que queria, pra voltar pra você? - Não, eu vou torcer pra que não seja tarde, e que eu já não tenha ido embora, quando isso acontecer.”
— Morena em palavras com vent0depaz.
“Ninguém pode entender o nosso fardo. Suportamos uma vida que deixaria a maioria maluca, mas pra mim, foi um privilégio. Tivemos a oportunidade de amar outra pessoa, amar como nós amamos a nós mesmas. E o amor é sobre sacrifício, é responder a pergunta: “Quanto você pagaria pela saúde e felicidade daquele que ama?”
— American horror story.
já faz um ano desde que tudo chegou ao fim. ainda consigo lembrar de cada palavra que saiu da sua boca e da intensidade que elas chegaram até meus tímpanos, tão afiadas feito uma agulha, quase insuportável de ouvi-las: “precisamos de um tempo” logo encarei o relógio: 1 hora? 1 dia? 1 semana? talvez 1 mês? ingênuo, um tanto ingênuo eu diria. não queria acreditar no que tinha acabado de chegar aos meus ouvidos. quando a ficha caiu, você já tinha ido. tão rápido, tão depressa, que nem ao menos se despediu. doeu tanto. porque finalmente entendi o que tinha acontecido. eu sabia que aquela era uma maneira sútil e gentil de colocar um ponto final na nossa história. eu sabia. já tinha visto nos filmes antes. já aconteceu isso na novela das sete. eu sabia o que vinha depois também. e não pude fazer nada porque partir era sua vontade. se meu amor não foi suficiente pra você ficar o que te impediria de ir? demorei pra superar. demorei muito. hoje, faz doze meses que você pediu um tempo. confesso que ainda te esperei por alguns dias que foram suficientes para entender a sua resposta. então nunca mais olhei o calendário.
pedro pinheiro.
“O principal fica sempre protegido. Entre parênteses ou dentro do peito.”
— Clarissa Corrêa.
Me orgulho de todas as vezes em que eu pensei que iria morrer e permaneci viva. Me orgulho por todas as incontáveis vezes que tive que segurar o choro e superar sozinha, porque às 3h da manhã eu só tinha a mim para consolar. E me orgulho mais ainda por todas as batalhas que enfrentei sem ninguém para me ajudar.
Sinto muito por sentir tanto. Letícia Amanda.