A fragment of me

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@loucodepensar
A fragment of me
The Great Male Renunciation- when the fops turned into dandies
Se olhar cada um dos motivos que o levam para o descontentamento, verá que os graves não se alterarão com atos baratos. Ou possua MUITO dinheiro ou nasça novamente, consciente do passado. A primeira você não consegue, a segunda é impossível, então terá que se contentar estando descontente. Igual pug: feio... feio... um pouco feio... mais ou menos feio... não é tão feio... nem é feio... que lindinho!!
~sobre e para mim
Ontem fui trouxa tantas vezes e por tantas pessoas diferentes que estou decidido a não sair de casa por um bom tempo pra não correr o risco de ser feito de trouxa de novo.
Senshi sleepover!
Tenho a hipótese pessoal de que quanto mais distante de uma satisfatória qualidade de vida e de – todos – serviços públicos eficazes, mais a nação desdenha da educação, porque, não possuindo segurança social e econômica, além da assistência deficiente ou mutilada, o capital é o garantidor da melhora e de acessos. Exatamente por isso é comum conhecer pessoas justificando a tudo com seus altos ganhos.
- Largou o ensino médio, mas é milionário.
- Nunca frequentou a escola, mas é fazendeiro rico.
- Não farei faculdade, pois ja ganho mais que um formado.
A evolução tecnológica é resultado da especialização que é resultado do estudo que inicia-se com a aspiração. Se uma nação colocou todos os seus habitantes em situação segura, tanto socialmente quanto economicamente, além de garantir que toda a arrecadação será expressa pelo fornecimento de serviços públicos cuja transparência e eficiência são inquestionáveis, as pessoas param de aspirar a sobrevivência e acúmulo, passam a aspirar a evolução de si e de seus conhecimentos. E quando digo sobre a garantia do Estado, não me refiro a uma população milionária. Isso é pouco possível.
Se alguém trabalha e tem tempo livre após o trabalho para viver exclusivamente para si, todos os dias, ainda restando tempo para tarefas domésticas, acompanhar seus filhos em tarefas e ouví-los, dormir suficientemente; essa pessoa pensará em crescer em outras áreas. A educação é uma delas. Ela pode querer uma casa maior, trocar de carro, etc, não é isso que o governo garante. A garantia é de leis trabalhistas que garantam carga horária flexível e humanizada, salário equiparado às necessidades e aos valores dentro do contexto econômico atual, para que ela não tenha insegurança econômica ou alimentar. Também papel do governo provar que os impostos são direcionados ao bem comum, como a segurança pública e serviços de saúde.
No momento em que o governo anuncia alegremente uma prestação de serviço, como por exemplo odontologia, mas inúmeras pessoas ao buscar unidades de saúde têm a informação da incapacidade dessa assistência naquele local e recebe a descrição da lista de coisas que faltam para que o serviço seja prestado, a segurança do indivíduo e lisura do governo desmoronam. Esse é o início do caos social
Faltam-me oportunidades de expor todas as emoções que possuo – comuns a todo ser humano –, então vivo entre a expressão "indiferença" e a "serenidade". O fato de não expressar não finda a existência. Eu continuo sentido tudo isso e tudo isso se acumula, mais e mais. Quando há a chance segura de expor-me e expor a elas, são tantas e em tanta loucura e ao mesmo tempo que o que expresso é "choque". Coisa semelhante acontece quando se mistura todas as cores esperando um acidente divino policromático, mas ao que se chega é branco, cinza ou preto.
"Ele terminou tão silenciosamente quanto começou"
Desejo conhecer Portugal, Itália, um pouco da França, conhecer o Canadá... tantos lugares! Até Itáliano estudo a alguns meses; estou até bom nisso. Mas o tempo passa... meses se foram, talvez anos me atropelem. As condições são as mesmas (na verdade deprimiram um pouco) e as oportunidades não surgiram. Surgirão? Se a realidade fosse uma pessoa, imagino alguém maduro, calado, sério, duro com as palavras e confiante em si, inabalável. Essa pessoa olha para mim e diz:
"Será melhor sonhar; apenas sonhar, e se contentar com o sonho, certo?"
Então eu fecho os olhos, e transformo o frio atual na emulação de um dia de neve no Canadá. Imagino que ao passar do portão terei que dizer "Buon Giorno" para umas 30 pessoas regressando da igreja. Vielas e ruas procurando a tal Pastelaria e rindo ao lembrar que não é pão que se diz, mas "Cacete". E regressando para casa preocupado em comprar um perfume, pois seria um desaforo estar na França e não adquirir esse grande símbolo de lá. Os perfumes franceses são os melhores, os verdadeiros - pensaria eu.
Assim, contento-me.
Têm fotos que moldam toda uma possível realidade. Os seus detalhes ditam o desenho, o estilo, as cores e os itens de todo o resto que não está presente. Essa foto... posso imaginar como é a cozinha, a casa, o fachada, o jardim (com certeza tem um belo jardim), a rua, as casas (também com jardins), os carros coloridos, as pessoas, suas personalidades, a cor do céu, o clima...
E eu quero muito viver nisso tudo.
Que despretensiosamente surge em foto em outro país e todo mundo fica "?????mds"
O que mais mal me faz são as lembranças carregadas de sensações e sentimentos. E meu maior defeito é não conseguir esquecer as sensações e sentimentos. Quando vem a lembrança, vêm juntos os outros dois me trucidar.
Sinto saudade de me preocupar comigo.
Lembro que a uns 10 anos atrás eu pensava muito em mim mesmo, no que eu imaginava que seria o futuro, onde eu queria estar e em que situação. Até pensava em questão amorosa, mas nada com peso ou tristeza. Usava minutos, até hora, para pensar e mergulhava nos sentimentos dessa imaginação. Nenhum deles eram sofridos, dolorosos, inquietantes ou exasperantes: eram todos intensos e esperançosos. E ao esgotar os pensamentos do dia, eu me deitava contente. Eu ainda tinha bastante ingenuidade aos 18 anos.
Olho para o que sou hoje... a esperança se foi. Meus pensamentos são sobre outras pessoas, sobre opiniões alheias, percepções sobre mim e como agradar mais. E esses pensamentos me trazem amargor, medo, inquietação, insônia. Fora o ardor no peito que esvazia minha energia e me põe de cama, imóvel, de costas para a janela. Tenho saudade do que era e de como era viver daquela forma. Reflito formas de tentar resgatar o meu antigo Eu, mas os anos e tudo que ele trouxe me colocam em choque de novo.
Lá no fundo, ou nem tão fundo assim, tem aquele garoto que viu pokemon e se apaixonou com a ideia de conhecer o mundo com toda aquela facilidade e fazer amizades, ser acompanhado por elas, se despedir delas ao fim de um percurso, sem peso ou tristeza. E todas essas amizades sendo plenas, sem cobranças.
Os 30 se aproximando vão colocando camadas sobre esse garoto. Retiro uma, mais 3 são colocadas. E eu fico só na saudade de mim.
O que eu farei quando eu estiver na total ausência dos outros? Meu pai já se foi. O que farei quando minha mãe também se for? Quando meus primos estiverem idosos e vivendo a própria vida? Seus filhos saberão só meu nome, e nenhuma intimidade comigo. Quando meus avós se forem? Quando meu melhor amigo se for?
Onde me agarrarei? O que farei pra passar por esse tempo de uma forma menos triste, menos deprimido.
Muitas vezes penso nisso. Algumas das vezes que penso, eu choro. Eu quero pensar pra tentar me preparar. Programar algo que se caso cair nessa realidade, saiba um caminho e não fique apenas perdido e solto, irreconhecível, sem brilho nos olhos.