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@ludmillafavaross
Ah medo, você é o casulo antigo que não me abriga mais. Depois que aprendi a ter asas, vi que não servia para ficar ai dentro, quando descobri que lá fora havia jardins floridos. Ah medo, você já me sufocou tanto, me fez ficar parada, me deixou angustiada, inventou uma falsa proteção, que na verdade era uma prisão. Ah medo, eu não quero mais te escutar. Aprendi que sou borboleta, nascida para conhecer os ares, arriscar as asas, voar. Medo, eu estou seguindo em frente. E se acaso você vier novamente, que seja para me lembrar, das estradas que passei e quão corajosa você me fez. Pois olhando agora no espelho, eu só vejo a cicatriz nas minhas asas, de quando tentei sair do casulo e você me segurou, mas eu confiei e voei rumo ao desconhecido, e hoje sei que livre eu sou.
Ludmilla Favaro
As palavras curam. Meus dedos amam dizer palavras que a boca não consegue falar. Carrego meu coração como uma mão carrega uma caneta, ele se desfaz em qualquer papel que vê na frente. Meu coração escreve as tormentas vivas dentro de mim, eu escrevo para harmonizar, dividir aquilo que carrego no peito e caminhar leve. Quem ne lê, ouve meu coração, quem me ouve ajuda a dividir os fardos que carrego. Coração é escritor da vida, as vezes erra tanto em suas escritas. Mas nunca desiste de ser um escritor. Mesmo que não possa usar caneta e que nada apague sua tinta, ele rasga o papel e recomeça.
Ludmilla Favaro
Não sou de ficar
Sou de passagem
Não sou de promessas
Sou uma viagem
Sou das asas
Gosto de voar, como passaro
Solto no ar
Não me prenda em gaiolas
Solte-me para a vida
Nada é nosso
Tudo é livre
Deixar ser, deixar existir
Desapegar, deixar fluir.
Ludmilla Favaro ( sobre o desapego as coisas que nos prendem, para quem é espirito livre)
Não importa se o mundo é pequeno
Teu sonho é imensidão
Desperta agora, lá fora a vida te espera
Vá , rumo as tuas estrelas
Procure tua luz das manhãs
O tempo passa tão depressa
Para permanecer a ser quem não és
A vida te chama
Para fora de tua janela e de tua esfera
Um passo que se dá ao desconhecido
A vida a ti se revela, viva - como um sonho
É só permitir,
sair do casulo, ser borboleta a enfeitar outros jardins.
Ludmilla Favaro
Menino de favela
Sobre o asfalto quente
Brinca de esconder
A violencia permanente
Nos olhos inocentes
Uma chuva a se formar
Eram sonhos esquecidos
Cada lagrima a carregar
A rabiola da pipa
Amarrava sua alma
Voava distante
E perdida no ar
Ao ceu azul a avistar
Deu um riso contente
Entre a imundície e o caos
Deus lembrava de sua gente
Revestia-se de fé
Com os pés descalsos
Resistia em pé
A pobreza e o cansaço
Nos ouvidos um barulho a soar
Era o barulho de um gatilho
E lá se doi o menino
No silencio de um tiro
Porque razão?
Ninguém soube explicar
No jornal e na televisão
Mais um para estatística contar
Eu prefiro acreditar
Que a criança foi descansar
Como a pipa voou
Rumo ao destino de seu lar.
Ludmilla Favaro ( sobre crianças que nascem na favela, vitimas da violencia. Sem muita escolha seu destino torna por ser o crime, a bala perdida, a injustiça humana, uma realidade de quem mora na favela)
Se desabrocha a flor e depois brota a flor. Digo não por mim, mas a própria natureza é quem diz: Acredite em recomeços.
Ludmilla Favaro
“O medo é a pedra que meu sonho tropeça. Tolice minha de ter que parar no meio do caminho para contar as pedras. De nao perceber a lentidao das borboletas. Essas que enfeitam o caminho. De nao seguir olhando o alto. Quanta pressa. Quanta estupidez. Quanta ignorancia. Preciso descansar de ser humano- dar mais ouvido aos passarinhos, pois eu me lembro de um dia ter visto, em apenas um assobio o milagre de Deus acontecer.”
— Ludmilla Fávaro
Quando o Ego quis ser rei
Na terra dos gigantes
Um conflito, um tormento
Do simples fiquei distante
Ouvi a voz de um mestre
Que sussurrou no deserto
Vinde-a mim os cansados
E eu vos aliviarei
Sem o amor
Não posso viver
Essência da vida
Faz a alma Transcender
Amor nosso de cada dia
Não deixe de faltar na mesa
Seja ele bem servido
Para o pobre e a realeza
Sem diferença,
Sem o certo e o errado
Nem julgar e ser julgado
Todos merecem ser amados
Sem o amor
Não posso viver
Essência da vida
Faz a alma transcender.
Ludmilla Favaro
“Me perdoe meu Deus, estou ignorando toda existência humana, o que mais quero nesse exato momento é estar no lugar das estrelas – um pouco mais perto de ti.”
— Ludmilla fávaro
“Ultimante eu ando tão feliz por pouca coisa, que o muito não me faz falta, basta o vento.”
— Ludmillafávaro
“Amo o silêncio da madrugada, e o barulho que ela causa dentro da gente.”
— Ludmilla Fávaro
“Que bem lá no fundo, todo mundo precisa de um alguém que dê carinho. Todo mundo é um pouco sozinho.”
— Ludmilla Fávaro
“Vejo o amor como uma casa que só tem porta de entrada, a de saída não existe.”
— Ludmilla Fávaro
“A única coisa que invejo nesses últimos dias, são pássaros. A inveja de querer ser, e querer voar.”
— ludmilla fávaro (via silenciardaprimavera)
“Não importa o quanto o dia foi ruim, se no final tiver você tudo se transforma em algo melhor.”
— Ludmilla Fávaro
“O amor, não te mata por dentro. Você não precisa abrir mão da sua felicidade, para fazer o outro feliz. Abrir mão do seu tempo para dar tempo ao outro. Olha mais para sua vida, não é questão de ser egoísta, é questão de saúde emocional. De valorizar aquilo que se é. Teu coração é lugar sagrado. É casa. Cuidado ao abrir as portas, der repente, alguém entra e faz bagunça, vai embora e ainda leva algum de seus pedaços. Tenha sempre as chaves em mão. Perde esse medo de dizer não, escolha por seu bem. Escolha por sua dignidade. Escolha aquilo que vai te fazer florescer no final. Não tenha medo de se colocar na frente. As rédeas de sua vida quem tem é você. Se despe de tudo que você chama de amor, mas na verdade é engano, é ilusão. Se despe daquilo, que te faz mal, que te deixa para baixo. Que te faz parecer menor. Abre mão daquilo que te deixa com raiva, das pessoas que não agregam, que te roubam a paz e levam seu sorriso. Mas sempre, deseje o bem aos inimigos. Que eles encontrem caminho de luz e deixem de perseguir a sua felicidade. Não se esforce para ser amado, quem te ama, te aceita do jeito que você é. Não aceite migalhas, e espinhos, se Deus te deu as flores. Talvez, você precise ficar sozinho até entender isso, mas a faxina na estante da vida é necessária. Jogar alguns relacionamentos fora. Escolher quem fica. Dar prioridade a quem nos empurra para frente, e não a quem nos faz a tropeçar.”
— Ludmilla Fávaro