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HENRY ZAGA? não! é apenas LUIS XAVIER DE AGUILAR, ele é filho de MORFEU do chalé QUARENTA e tem 31 ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL II por estar no acampamento há 15 ANOS, sabia? e se lá estiver certo, LUIS é bastante CALMO mas também dizem que ele é CABEÇA DURA. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
Resumo - background:
As coisas foram até fáceis para Luis. Ele recebia visitas de Morfeu em seus sonhos quando mais novo. E foi assim que descobriu que era um semideus. Aos Aos onze anos, ele foi dormir e não despertou na manhã seguinte. Luis passou 5 anos adormecido, vivendo no mundo do pai, conhecendo-o e explorando. Até que a dor ficou insuportável para sua mãe, e o deus resolveu devolvê-lo para o mundo dos despertos (como ele gostava de chamar). Entretanto, mal voltou e já teve de partir para o acampamento. Ele não se adaptava mais, depois de ter conhecido tanto do mundo do deus, era melhor que ele ficasse entre os seus. E mais seguro também. O deus se encarregou de que ele chegasse ao acampamento em segurança.
Mesmo que o acampamento não fosse lá o lugar que o pai queria para ele, considerou que lá o garoto teria mais chances de aprender a se defender, fazer amigos como ele e ser um tanto mais livre. E ele esteva certo, em quase tudo. Luis viveu um forte amor no acampamento. Elus faziam tudo juntes, até que em uma missão a outra pessoa fora envenenada, e restou ao filho de Morfeu suplicar para que Hades tivesse misericórdia. Ele e o deus fecharam um “contrato em branco”. Hades salvou seu amor, e Luis lhe deveria algo. No futuro, quando solicitado, ele deveria obedecer sem contestar. Poucas semanas depois o relacionamento acabou sem mais e nem menos. Luis se viu devastado, e nesse dia ele despertou seu poder.
poderes e habilidades:
PODERES: Névoa Maldita: como o nome já diz, Luis consegue criar uma névoa ao redor de seu corpo, que se expande atualmente num raio de 5 metros (ela pode expandir um pouco além, mas esse foi o máximo que ele ousou tentar), e ao respirar a névoa, o adversário irá adormecer profundamente e ter pesadelos que se tornaram reais, pelo tempo em que estiver dormindo. O efeito da névoa dura ainda cinco minutos, depois que Luis para de a expelir.
HABILIDADES: agilidade e durabilidade sobre-humana.
ARMA:
Um bastão com ponta dupla, adornado em bronze celestial, podendo ser manuseado tanto para ataques quanto para defensivas. O bastão assume a forma de lança sempre que Luis se sente ameaçado. A lâmina da ponta em dois gumes e a da base, por ser menor, assemelha-se a uma adaga.
estava consciente que havia falhado com as irmãs, deixando-as distante de tudo que aconteceu com ele nas últimas três semanas, mas simplesmente não sabia como abrir para elas que seu coração estava apertado diante a ausência de Katrina. Não queria preocupá-las também, já bastava não conseguir fazer isso com Mave. Então, agora que as coisas pareciam voltar ao lugar, ele também retornava ao chalé, como se nada tivesse acontecido. Deveria conhecê-las melhor, saber que um inquérito aconteceria no instante em que cruzasse a porta. "eu não estou mentindo, eu estava bem, só um pouco introspectivo. E Maeve conseguia entender isso.", deixá-lo quieto, era o que queria dizer. Também não estava sendo justo, pois sabia que as irmãs o respeitariam igualmente, mas não tinha como processar tudo com elas, outra vez, sentia que não era justo. "Podemos só deixar isso pra lá? Todos voltaram vivos, a maldita fenda está fechada e eu adoraria muito fazer uma sessão de cinema com minhas duas pessoas favoritas.", a compraria no charme, também não era honesto, mas era o que tinha.
se de um lado, o humor de Luís começava a dar sinais de melhora depois do retorno dos caídos, por outro, ele seguia enfrentando problemas para retomar os treinos. Ter experimentado pela primeira vez como a era a sensação de um pesadelo tão vivido, tinha afetado as habilidades de Luís, que já não eram tão boas assim. Sempre tão receoso em causar tal tormento nos outros, custava a desenvolver seu poder para algo além, mantendo-o no nível confortável para si. Agora, com a iminência de uma guerra, sabia que precisava de mais do que suas habilidades com o bastão. Tinha escolhido a simulação e estava no centro da arena, lutando contra si mesmo para expandir a névoa do corpo, frustrando-se em cada tentativa, pois a névoa não ia para lugar algum além das palmas. Foi quando ouviu alguns passos se aproximarem, que ele não resistiu a frase culposa que deixou seus lábios. A outra pessoa nem tinha oferecido ajuda que fosse, mas ele, orgulhoso como era, se antecipava em recusá-la. Acreditava que tinha feito certo, principalmente quando voltou-se no sentido dos passos e avistou a figura que tanto desprezava. "Você! Nossa, como é que não estou surpreso, não é mesmo? Se veio treinar, eu tenho a reserva por mais meia-hora e não estou com disposição para plateia.".
a exigência do toque de luis a machucava, possivelmente pela forma como os braços a envolveram, passando muito perto de onde suas asas estendiam-se; e mais do que isso, era um lembrete de que ela ainda estava viva, abrindo-lhe questões que não conseguiria responder naquele momento. sentia-se cansada, cansada de lutar, cansada de não conseguir relaxar e sentir-se segura como outrora. na mesma medida, havia alegria a percorrendo, por saber que estava de volta ao seus amigos. ، senti tanto sua falta. disse enquanto se afastava minimamente, agora o fitando melhor, os olhos úmidos com as lágrimas que tinham liberdade em rolar por sua face. katrina sentia-se uma bomba prestes a explodir, havia tanta coisa que desejava perguntar, que queria saber enquanto esteve fora, mas o único sentimento que parecia ter vez era a saudade, a sufocava. o envolveu pelas mãos com as suas próprias, o puxando em direção a cama que outrora ocupava, sentando-se na ponta; sentia-se um pouco tonta, tudo parecia girar muito rápido, mas estava sob efeito de remédios e vitaminas. ، quanto tempo fiquei fora? a curiosidade era grande; sabia que não tinha sido apenas três dias, porém, acreditava apenas em luis.
tudo o que tinha ficado preso em seu peito, foi liberto no instante que sentiu Katrina em seus braços. Estava realmente ali, não era uma miragem ou um delírio. O rosto afundava na curva do pescoço da mulher, respirando profundamente o perfume que sempre lhe foi familiar. Não percebia o quanto os braços a apertavam contra o próprio corpo, até que a sentiu afastar-se um pouco, forçando-o a libertá-la do abraço, um tanto relutante. "também sentia a sua, muito mesmo.", replicou com a voz ainda embargada, no rosto, os traços das lágrimas que persistiam que rolar pela face. Desviou o olhar brevemente para as mãos dela junto as suas, segurando-as com força ao que os polegares teciam caminhos e caricias sobre sua pele. Realmente tinha sentido falta dela, muito mais do que poderia expressar em palavras. Se conduzindo até a maca que ela ocupava, sentou na beirada, não muito longe, mas também não tão próximo ao ponto de sufocá-la com sua excessiva necessidade de estar perto. Se ela soubesse que ele jamais a deixaria sair do seu campo de visão outra vez, ou pelo menos não nas semanas que se seguissem, provavelmente o estaria xingando. "três semanas, praticamente. Mas senti que foi muito mais que isso, me angustiava pensar em tudo que poderiam ter passado lá.", os olhos, inevitavelmente desviaram para as asas em suas costas, como parte da preocupação do mais velho. "o que aconteceu? vimos algumas partes, Hefesto meio que transmitiu o que pode, como uma piada ou forma de aliviar nossas preocupações.".
tinha algo de magnético na forma que seu corpo buscava por sempre estar em contato com o dela. Durante os dias na ilha, esse mesmo magnetismo tinha se demonstrado um tanto perigoso enquanto tentava manter os limites do decente. Agora, no entanto, sentia a leveza de não ter olhos sobre os dois, de serem as únicas pessoas no espaço do quarto e o único olhar que recaía sobre Luís, ser o dela, trazendo-o conforto e fazendo o corpo ferver em igual proporção. "Ah, não?", era uma pergunta retórica, que cabia a ambas as informações partilhadas naquele curto espaço de tempo: não deveria estar na cama dela, e não conseguiria sair dali. Conseguia concordar com o último sem objeções, não tinha qualquer outro lugar que pretendesse estar, tanto naquela, quanto em várias outras noites. O riso divertido quebrou o silêncio entre eles, os olhos fechando-se brevemente enquanto sentia a respiração dela se misturar a sua própria. "Se vai me pender aqui, vou ter algumas exigências a fazer.", comentou num tom baixo, inclinando-se o suficiente para que selasse os lábios nos dela uma vez. "Como horários regulares de visita, algo para distrair e não ficar entediado quando não estiver aqui, e algumas outras coisas que ainda irei formular.", mas no geral, ficaria feliz dentre aquelas paredes, se ela continuasse ao seu lado.
instantaneamente, o sorriso dele se tornou mais largo ao ouvir o sussurrar da mulher. O rosto afastando-se minimamente para que pudesse olhá-la um pouco melhor. Chegava a ser injusto que falasse algo assim e simplesmente esperasse que Luís ficasse em silêncio, que recebesse sem rebater algo como: você é inteiramente bela, meu amor; pois era exatamente isso que se passava na mente dele naquele momento, ao mesmo tempo, qualquer coisa que falasse seria pequeno, não faria justiça a forma como realmente a via. Luís tinha pensado sobre amar alguém, algumas poucas vezes, mas tinha pensado. Acreditava que amar era abraçar tudo no outro, perfeições e imperfeições, era construir algo com o tempo, a convivência, os pequenos atos. E era isso que faziam, não? Por tanto tempo, compartilhando afagados e palavras de ternura, incapaz de se ver distante por muito tempo, ao mesmo, que tinha receio de a sufocar se ficasse perto demais.
Suspirou, recostando outra vez a testa na dela, os olhos fechando automaticamente ao que respirava profundamente. "você sabe que é incrível, não sabe? E que sempre me deixa sem saber como reagir. Tem sido assim desde que a vi pela primeira vez, não sabia como, mas sabia que tinha que me aproximar de você.", dar seu jeito de entrar no radar dela, ser notado, pois não suportaria uma existência onde tivesse que acompanhá-la de longe, mesmo que parte dele pensasse que, ainda assim, ele seguiria feliz por ela. Amar era isso, não anular o outro só por não fazer parte da vida dela como gostaria.
um segundo suspiro baixo era emitido contra os lábios dela, enquanto cravava as mãos em suas coxas, os dígitos pressionando a pele quente, ao que ele inclinava a cabeça para o lado, angulando um melhor acesso aos seus lábios ao que aprofundava o beijo. Foi, no entanto, ao sentir Maeve se afastando minimamente e rompendo com o contato dos lábios, que um murmúrio de protesto foi exprimido pelos dele. Tinha ela totalmente em seus braços, quente e macia, era no mínimo natural que achasse ruim quando se afastava.
os olhos fixaram-se aos dela, as íris pareciam duas bolas de fogo reluzente, ardendo em desejo pela mulher a sua frente e só piorou ao que seguiu os movimentos das mãos dela, vagarosamente encontrando a barra da camisa que usava, arrastando o tecido para cima num ato que parecia correr em câmera lenta diante do Aguilar, torturando-o a cada pedaço de pele que era revelado. As mãos, curiosas e inquietas, traçaram caminhos na pele alva, os dígitos explorando cada relevo: abdômen, costelas, curvatura dos seios. Até que o toque no queixo arrastou seu olhar de volta ao dela, fixando-os novamente, revelando o quanto estava completamente perdido naquele momento.
"sim, só seu.", reafirmou ao que uma das mãos escorregava para trás do corpo dela, o braço envolvendo-a na cintura, fechando o circulo e acabando com o espaço que tinha entre eles. O corpo voltava a colar no seu, tão quente quanto estava segundos atrás, e ele forçou ao trazê-la mais para baixo, ao que a própria cintura tencionava para cima, fazendo-a sentir o volume que já apontava nas calças do pijama. "tudo que você quiser, mas principalmente, pare de me deixar louco, Maeve.", a voz era mais grave que o habitual, tomada no desejo latente que sentia por ela. O pedido era uma suplica baixa, pois já tinha testado seus limites o suficiente na maldita ilha de Circe, tudo que mais queria agora, ela soltar as marras e entregar-se a mulher que amava. A provocação feita, agiu como um estimulo - que ele sabia que era a intenção dela - o corpo inteiro sentia-se eletrizado, mas não responderia em palavras, os lábios sendo tomados num outro beijo que ele retribuiu em toda avidez, a língua enroscando-se a dela, explorando a boca, num impulso, girou o corpo para o lado, colocando-a deitada sobre a cama, ao que o corpo repousava entre suas pernas. Um gemido abafado abandonou os lábios no instante em que sentiu a mordida.
ELA PENSAVA QUE PODERIAMOS SER MAIS HONESTOS - se não estivéssemos todos presos por algo. memória ou momento, um recorte no tempo onde sofrimento era tudo que conhecíamos. seu amor voltando do conforto de um mundo perfeito no sonhar para a realidade a qual não se ajustava e ela - indo para igreja aos domingos e terças , vestidos de mangas longas no calor do sul , escondendo o descaso. de qualquer forma, eles não se encaixavam. não pertenciam totalmente aquela realidade . ao menos, ela não se sentia pertencente, até estar em seus braços. um beijo que mudou tudo - antes apenas amigos . amigos que conversavam em um só olhar, amigos que se encontravam na multidão, amigos que queriam e talvez estivessem destinados a querer muito mais. agora, os beijos que trocavam eram confirmações : ' estou aqui, não vou a lugar nenhum ' , ' nada vai te tocar no circulo do meu abraço , fé ou doutrina ' , ' eu te conheceria em qualquer rosto ' , promessas de que iriam juntos cravar um lugar na terra onde podiam existir de forma plena. onde iriam pertencer. dois corações batendo vermelho - na mesma frequência.
tw : nsfw.
❛ exigências, huh ? ❜ devolveu a palavra com um toque de diversão, o desenho dos lábios levado, falando de brincadeira apenas em partes, pois faria realmente qualquer coisa para o manter ali, entrelaçado com ela , se pudesse. ❛ eu posso te oferecer algumas distrações. ❜ sussurrou contra seus lábios, rindo baixa e rouca.
enquanto ele se afastava ligeiramente, pode lhe fitar os olhos que brilhavam com a mesma adoração que ela imaginou estar refletido nos seus. era verdade - ela era lindo quando sorria. sua felicidade trazendo a tona a dela, como peças de dominó caindo. isso era amor, não ? se ver dando risada nos momentos menos que graciosos do outro, de suas piadas mesmo que sejam revoltantes e altas, e sentir o peito aquecer, esquecendo as dores passadas - os momentos e memórias nos prendendo - , ao ver a boa fortuna alheia. sentir-se tão intrinsecamente ligados que podiam compartilhar de uma mesma fonte de alegria.
portanto sorriu ao vê-lo sorrindo, e batia palmas enquanto ele treinava pois pensava que se ele podia ser hábil com o bastão de bronze celestial, ela poderia empunhar ' exhuma ' com mais confiança. era como se usasse um pingente com sua inicial - não porque ele a tinha como posse, mas porque a conhecia. porque acima de qualquer desejo carnal, existia o carinho incomparável. seria feliz se tudo que eles fizessem fossem dar as mãos e dançar em torno da órbita um do outro. em um tempo pensou que morreria se ele nunca a visse como algo especial - mas agora que tinha a verdade de seu coração, pensava ainda sim que poderia morrer , mas feliz. por amor. tudo aquilo - era amor. era assustador apenas tanto quanto excitante, amar alguém que poderia ser só seu. enquanto pensava que seu amor podia afastá-lo, tinha em iguais partes, medo - medo que no final, escolhesse estar sozinha pois não poderia aguentar o perder. tudo era território novo, ela disse que nunca tinha tido aquilo e foi veraz, mas também não tinha nenhuma intenção de deixá-lo ir, perder aquilo que para si - era sagrado.
testas descansando uma na outra, ela manteve os olhos abertos, categorizando cada pequeno pedaço dele , mesmo suas pálpebras ao que fechavam, e a cadencia de sua voz enquanto ele falava. ❛ você também é incrível. ❜ respondeu, sem piadas desta vez - em pura honestidade. ❛ sabe o que eu pensei quando te vi ? ❜ inquiriu retórica, logo mais dando a resposta ao próprio questionamento : ❛ que você era o primeiro belo sonho que eu tinha em anos. ❜ inclinou o pescoço e separou as testas para deixar um leve beijo na têmpora do mais velho, e o que seguiu foi um sorriso gentil logo mais apagado, e substituído por uma expressão faminta, banhada em luxuria.
os olhos dele mudaram algo dentro dela, talvez alterando permanentemente a química de seu cérebro. perdido no próprio anseio, enquanto ela segurava seu queixo com a ponta dos dígitos, ele a faz curvar os lábios como se fosse vitoriosa. de certa forma, imaginou que era - o homem que quis por tanto tempo a olhando como se fosse a única coisa que conseguia ver ? trouxe uma onda de adrenalina a cada nervo, o sistema trabalhando em um alto que nem mesmo as drogas mais fortes poderiam produzir.
um arfar irrompeu por sua garganta e morreu no silêncio entre eles enquanto ele a arrastava para senti-lo, e exatamente o quanto ele ansiava por aquela conexão. as mãos outra vez buscaram equilíbrio no cabelo do semideus, as coxas se apertando ao redor da cintura do outro, perseguindo mais daquele toque nada casto enquanto o beijava com abandono, a língua explorando a boca dele como se sua única linha de vida fosse o gosto intoxicante do homem, dançando contra a sua de forma firme, os pequenos barulhos doces vindo dos dois se misturando e criando um tipo de melodia que ela poderia engarrafar e usar para embebedar-se todas as noites.
quando suas costas bateram contra o colchão, seu sorriso era mais que sedutor, simplesmente lascivo como se o desespero alheio lhe entretece - de certa forma, o fazia. assim como tinha o provocado na ilha, para ver até onde os limites de ' próprio ' iria , queria ver ali , enroscados na cama , o quão longe ele poderia ir para satisfazer seus desejos latentes. ❛ talvez eu queira você enlouquecido. ❜ disse aveludada, e enganosamente mansa, seus dedos imediatamente indo até a barra da camiseta dele para remover o artigo ofensor e então praticamente salivou com a visão dos músculos a mostra, a pele bronzeada exposta ao seu fitar caprichoso. muito delicadamente mae correu suas palmas pelo abdômen, até as erguer e encontrar seus ombros, descendo pelos lados para achar seus bíceps, e como se tivessem na arena - ela enroscou um dos pés na parte de trás da suas pernas, e virou os dois, luis parando abaixo de si enquanto ela se acomodava em seus quadris, as mãos agora prendendo os pulsos alheios a cada lado da cabeça dele.
❛ sabe o que eu quero ? ❜ sussurrou provocativa, fazendo cada vez mais pressão nos pulsos do outro, como se buscasse deixar uma marca. ❛ você. ❜ lentamente, ela soltou o outro, apenas para correr aquelas mesmas mãos pela extensão de seu corpo, a língua rosada escapando da boca, e lambendo um caminho das costelas até o centro do peito, sentindo o sal da pele quente. ❛ você implorando por mim. ❜ suspirou, circulando os quadris em topo do outro, buscando qualquer tipo de fricção enquanto brincava com ele, em murmúrios e pequenos gemidos, que escapavam fora do seu controle, enquanto fechava os olhos ligeiramente. ❛ só você, fora de si e implorando. ❜ suspirou, enquanto abria os olhos, levando os dedos até as costas e tirando ela mesma a peça intima, mas mesmo nua da cintura para cima, não sentiu a brisa gélida do outono, apenas o arder da pele, quente em todos os lugares. pegou então em um de seus pulsos novamente, dessa vez guiando as mãos maiores que as dela até a própria garganta, onde deixou que descansasse , a instrução clara : aperte.
seu riso se fez mais largo e divertido com a provocação alheia. Maeve sabia como o estimular, sempre estava consciente disso e de que não precisava de muito, bastava um olhar, um tom diferente, ou até mesmo o barulho do seu riso, para que sentisse e adrenalina correr pelo corpo, aquela impulsividade que o fazia sentir-se capaz de desafiar o mundo. "Mesmo? E o que você tem em mente?", replicou sobre as distrações, tão desafiador quanto ela parecia instantes atrás, afinal, ela era tão interessada em sua permanência quanto ele, não?
no início, suas visitas ao dormitório de outrem, poderiam ter sido justificadas pela incapacidade de dormir no próprio quarto, por sua presença transmitir conforto ao semideus, atormentado pela primeira vez com os pesadelos sem fim. Não deixava de ser uma verdade, mas era apenas metade, o restante dizia respeito a ela e o sentimento crescente pela mesma, sua incapacidade de se manter longe por muito tempo, como se já tivessem perdido o suficiente. O que aconteceu com os colegas, foi o agravante. Luís não conseguia evitar o pensamento: e se fosse um de nós dois? Já era doloroso o suficiente que tivesse perdido sua melhor amiga, mas perder seu amor? Inimaginável.
naquele instante, enquanto os olhos esquadrinhavam a feição alheia, decorando cada pequeno detalhe como se a visse pela primeira vez, ele podia perceber o que realmente significava. Luís já tivera o coração partido antes e jurou jamais entregá-lo a outro alguém, pois não queria passar pelo mesmo. Mas não pensou duas vezes antes de pular de cabeça no que sentia por ela, consciente de que suas palavras eram desculpas, o que saía do seus lábios era: não quero me envolver com ninguém de novo; mas o que tinha em seu coração era: não quero me envolver com ninguém que não seja ela. O riso soprado escapou dos lábios dele quando a ouviu. Não por ter sido um comentário engraçado, mas, por ser minimamente previsível o que ela faria. "Não consegue aceitar um elogio sem o devolver, não é?", ele sabia bem, pois sofria do mesmo. O olhar voltando a fixar-se no dela, enquanto ele negava suavemente a sua pergunta, sem desejar romper com o tanto deles ou falar algo que interrompesse o pensamento alheio. "Uma parte de mim, adoraria tê-la conhecido em meus sonhos.", a outra, adorava o fato disso jamais ter acontecido, pois lhe dava um motivo para ansiar o acordar.
Aviso: o texto protegido por read more contém linguagem sexual. Sua leitura não é indicada em casos de desconforto.
o olhar mantinha-se fixo ao dela, perdido naquele caminho tortuoso que o incendiava aos poucos, o corpo inteiro clamando por ela. Tudo nela era tão tentador, que ninguém poderia culpá-lo por perseguir um pouco mais de seu calor, do contato que o fazia sentir ardendo sobre o colchão. Quando as mãos subiram até os cabelos, fora quase involuntário que a cabeça não pendesse para trás, mas ele continuou focado a figura de Maeve, o mover da cintura dela, que era reciproco ao seu, fazendo-o suspirar antes que tivesse sua atenção voltada para o beijo, correspondendo ao ritmo que ela apresentava. Suas mãos ainda estavam na mesma posição, agarrando-lhe a coxa e a cintura, trazendo-a mais perto, mesmo que não houvesse qualquer espaço restante entre eles, desejava fundir-se a ela, se fosse possível, queria sentir cada parte do seu corpo quente contra o dele.
Suspirou ao romper do beijo, ouvindo o murmúrio doce que era emitido pelos lábios da mais nova, soando como uma melodia que pretendia, de fato, o enlouquecer. E ela bem conseguia. Se restavam duvidas de que Luís estava completamente rendido aos caprichos alheios, elas tinham se esclarecido naquele instante, quando os olhos tomados em luxuria, acompanharam o movimento das mãos ao descerem pelo corpo, alcançando a camiseta para tirá-la. A sensação de alivio se fez presente quando o tecido deixou de ser um empecilho a sua necessidade de sentir mais do corpo alheio no seu. Ele sentia tudo, as mãos passeando pelo seu corpo, a ponta dos dedos tocando o abdômen, como se buscasse conhecê-lo pelo tato, e aquilo bastou para lhe arrancar um suspiro abafado pelo ato de morder o próprio lábio inferior. Tinha algo de excitante no olhar sedento em cima do seu corpo e aquelas mãos, que seguiam transitando livres. Maeve ainda não sabia seus pontos fracos, ou era isso que ele pensara, mas sabia exatamente como instiga-lo. Num inclinar, os lábios buscaram pelo pescoço dela, mas não alcançaram, no instante seguinte, sentia o corpo ser impulsionado para o lado, as costas encontrando o colchão e o peso dela estava sobre seus quadris outra vez.
era uma disputa que ele não se importava em perder, desde que continuasse sendo o alvo dela. Agora, com as mãos erguidas, sentia-se mais exposto, mais vulnerável ao olhar que incendiava seu corpo, ao toque que parecia despejar pequenas correntes elétricas sobre a pele. Respirou fundo, no entanto, quando ouviu o tom carregado em malicia, negando a pergunta com um movimento sutil da cabeça. "você já não me tem?", replicou a provocação, perfeitamente consciente que não era disso que se tratava, não era apenas isso que ela desejava, mas Luís queria tanto ouvir. Luís suspirava contra ao sentir as mãos arrastando-se pelo seu corpo outra vez, inebriado, tomado e completamente envolvido. O gemido baixo rompeu os lábios no instante que sentiu a língua contra a pele quente, a umidade provocando uma sensação de alivio momentâneo ao incêndio que era seu corpo. Os olhos fecharam subitamente, ascendendo os outros sentidos dele, deixando-o mais sensível e susceptível aos sussurros.
Agora que tinha as mãos livres outra vez, uma delas não tardou a deslizar livremente pela lateral do corpo de Maeve, desenhando a estrutura, gravando-a com o tato, a ponta dos dedos apertando-a com firmeza, chegando até a pele exposta da coxa e ali se espalhando, querendo sentir cada pedacinho dela. Os olhos tornaram a se abrir, fixando-se de imediato aos dela, estava disposto a entregar tudo que ela quisesse, cada suplica desesperada que traduzia o desejo que corroía o corpo do semideus, até que o olhar desviou novamente, descendo de forma vagarosa pelo corpo dela, admirando a estrutura perfeita na ausência da peça intima. "te quero tanto.", confessou num sussurrar quase inaudível, a voz rouca falhando, tomada pela excitação.
Não relutando quando teve a outra mão colocada no pescoço dela, entendendo perfeitamente o pedido silencioso que o fazia, a mão se fechou, apertando-a ao trazer o rosto de encontro ao dele. Os lábios roçando nos dela, sentindo a própria respiração quente voltar contra seu rosto. Estava perdido, daquele instante em diante, não pensaria com qualquer clareza que fosse. O quadril se erguia levemente, aumentando a fricção entre a intimidade pulsante dentro da calça do pijama, e a dela. "se me quer louco, então é assim que vai me ter, Maeve.", concluiu, tomando-lhe os lábios num beijo mais voraz. A mão que outrora se encontrava em sua coxa, subia pela parte interna, alcançando a barra do short que ela usava, para que os dedos invadissem o tecido em busca do que realmente queria, a superfície úmida da peça intima que usava. O simples toque fazendo-o arfar contra os lábios dela. Desejoso por mais, recuou o quadril, dando-lhe espaço para afundar a mão dentro do short, os dígitos acariciando a intimidade sobre a calcinha.
os pés na areia, a brisa da noite tocando suavemente o corpo de Luís. Finalmente era algo com o qual ele podia sentir-se confortável, depois de três semanas vivendo em tormento, aquele era um dos raros momentos em que conseguia respirar aliviado outra vez, sua amiga tinha regressado com vida - com asas também, mas ainda não falaria sobre isso. Respirou profundamente a brisa, deixando que o ar fresco enchesse os pulmões, quase se sentia como o seu antigo eu outra vez, otimista e positivo, talvez pudesse voltar a interagir com velhos amigos sem que soasse tão depressivo. Nesse pensamento, não pensou duas vezes antes de se aproximar de Mary, que estava um pouco mais isolada dos outros. A filha de Zeus sempre foi alguém de estima para Luís. "Ei, Mary-Jane!", chamou sua atenção, a piada interna, ao que sentava-se ao seu lado na areia. "Achei que vocês filhos de Zeus, evitavam os domínios de Poseidon.", e Hades também, mas desse ele não queria lembrar. "Sempre achei complexo tudo isso, sabe?"
Nika ouviu as palavras de Luis com um toque de empatia, o coração pesado ao imaginar o que ele estava passando. A dor de perder alguém que era essencial em sua vida - especialmente alguém com quem ele tinha uma conexão tão profunda - era algo que ela só podia tentar entender, mas nunca realmente saber. Ainda assim, ela permaneceu ali, em silêncio, oferecendo sua presença como um tipo de consolo que palavras não conseguiriam dar. O comentário de Luis sobre os deuses a fez soltar um suspiro, concordando com a cabeça. ━ Eles deveriam se mexer mais, com certeza. Mas não fizeram muito nos últimos milhares de anos, não é agora que as coisas iriam mudar. ━ Resmungou, pensando que, mais uma vez, como sempre, as figuras divinas pareciam observar de longe, enquanto os semideuses carregavam as consequências.
Quando o nome de Maeve surgiu, Nicola percebeu que havia conseguido mudar um pouco o foco da conversa, mas a resposta dele a pegou desprevenida. O sorriso de Luis trouxe um reflexo no rosto dela também, e ela riu suavemente ao ouvir o comentário sobre sua falta de sutileza. ━ Eu realmente não sei ser suave. Gosto de ir direto ao ponto. ━ O que, muitas vezes, a tornava invasiva e sem noção, mas ela era assim e não se esforçava para mudar. Ao ouvir sobre a nova fase com Maeve, ela inclinou a cabeça, os olhos brilhando com curiosidade. ━ Interessante, hein? Sabia que nós dividimos o quarto na ilha de Circe? ━ Comentou a forma como conheceu a outra aleatoriamente. ━ Como começou essa história?
Era lamentável que se resume a isso, satisfação apenas. Que eles simplesmente aceitassem ao longo dos anos, milénios até, que os deuses saíssem impunes sobre todo o tormento que geravam aos seus filhos. Entendia que alguns deuses tratavam seus filhos como deslizes, mas até Morfeu estava naquele bolo? Ele tinha dificuldades em acreditar, principalmente quando a divindade fez questão de levá-lo para seu mundo, apresentá-lo como seu filho, com o desejo de que Luís pudesse viver ali com ele. Para alguns, isso seria um ato que apenas provava o quão egoístas e caprichosos os deuses poderiam ser, mas Luís era cego pelo vinculo e afeto que tinha para com o pai. Ele suspirou com pesar, deixando que os ombros caíssem um pouco mais relaxados agora. "É, talvez eles não se importem mesmo.", se bem o conhecia, ela deveria perceber o quão difícil era para ele admitir aquilo.
"Consigo notar isso.", replicou agora com um pouco mais de humor na voz. Se bem lembrava, todas as vezes que se meteram em alguma confusão no acampamento, era por Nicola não conseguir simplesmente ficar tranquila, fazer cara de paisagem e fingir que não era com eles. Tinha que ser sempre tão transparente e expressiva. "Aquela maldita ilha. Não me entenda mal, eu adorei os dias lá e o spa, mas foi uma verdadeira prova manter-me respeitoso a nossa anfitriã.", tanto por conta da tentação que era Maeve, quanto por querer jogar Circe para as próprias plantas carnívoras. "Mas eu não vou saber dizer quando começou exatamente, acho que sempre esteve ali, sempre fomos próximos, sempre gostei de estar com ela, fosse conversando ou em silêncio.", só tinha percebido depois o que isso poderia significar: paixão.
os olhos fixos no teto demonstravam o quão ansiosa se encontrava para que aquele cenário se desfizesse; mesmo após todas as medicações possíveis, não conseguia dormir. tentou algumas vezes e todas elas, sem falhar, tivera um pesadelo e acordava aos berros. quiseram cedê-la de maneira mais forte mas não permitiu, talvez não houvesse nada de bom a esperando do outro lado, quando entrasse no mundo dos sonhos e se a realidade já era ruim demais, não queria arriscar. as mãos repousavam ao lado do corpo, deitava sobre as asas uma vez que não conseguia guardá-las, agora limpas, conseguia reparar melhor do que eram feitas; em nada as achava bonitas, tinha repulsa mas não poderia fazer nada além de aceitá-las. contudo, uma movimentação ao redor fez com que tirasse os olhos do teto da enfermaria, os percorrendo na direção do que havia lhe chamado atenção. katrina sentiu todas as suas forças indo embora, uma barreira que há muito estava de pé desde que tudo aconteceu ruindo-se em questão de segundos, o bastante para fazê-la querer se levantar de onde estava. o filho de morfeu era o que mais chegava perto de família, quem a conhecia além daquela realidade e bem, não poderia fazer-se de rogada diante dele, não quando o considerava como um irmão. ، luis. pronunciou-se, a voz embargada, o choro de medo, confusão e ansiedade acumulando-se, desejando transbordar diante de quem lhe era segurança e carinho.
podia-se dizer que Luis tinha passado o dia inteiro ansioso. Havia marcado no calendário a partida dos colegas em missão de resgate daqueles que estavam no submundo e naquela manhã, fez sua última marcação, o sétimo dia. Era hoje, era tudo ou nada. Andava inquieto de um lado para o outro, quem o via, poderia dizer que apenas o viu de passagem, não parando quieto nem para cumprimentar aqueles que normalmente tinham um pouco de seu afeto, tudo estava resumido a Katrina e seu retorno. Ela tinha que retornar. Era esse o mantra na cabeça do Aguilar. Ao cair da noite, no entanto, suas esperanças iam ruindo aos poucos, definhando lentamente. Ele se atrasou para o jantar, pois estava caindo no espiral de depressão outra vez. Quando chegou no lugar, no entanto, os burburinhos fizeram o coração disparar a cada cochicho que escutava. "ei! O que estão falando?", questionou um campista aleatório, o primeiro que viu na frente, que logo lhe colocou por dentro de tudo. Ele nunca correu tanto na vida como naquele momento em que as pernas o guiaram para a enfermaria. Parado na porta, os olhos corriam o espaço a busca dela e assim que encontraram, foi instantâneo, lágrimas rolando livremente pelo rosto ao que avançava sem qualquer cerimonia, os braços envolvendo-a e puxando para cima, de encontro ao próprio corpo. O rosto afundou na curva do seu pescoço. "Graças a deus você está aqui.", sussurrou, entregando-se de vez aos braços dela.
PENSANDO NO PASSADO - que parecia séculos atrás, mas eram semanas, havia um amargor por debaixo da língua. ela esqueceu por tempo demais, as razões pele qual o amava, e apenas agora , bêbada na dor da saudade, e enlouquecida com o medo de nunca mais vê-lo , pensava - que tolice. quão tolo foi, não dizer ' eu te amo ' até que não significasse nada. ele era mesmo um cretino , não tinha nele nem sequer a vontade de afundar para os cantos escuros do inferno com graciosidade. considerar isto, fez com que outra risada solitária irrompesse o humor ameno da noite. ele nunca fez nada com graça , e agora, perdido no submundo ? devia estar amaldiçoando todos os deuses, de todos os credos. ela, ao menos, estava. ajoelhada no final da cama, sentindo a mãe lhe assistir , rezava com fúria - pedia para que qualquer poder superior o desse força, e bom juízo para manter sua boca fechada. ela lembrava do homem que encantou os irlandeses naquele dia de chuva, e acreditava que ele ia ficar bem. um homem perigoso - e mesmo assim tinha feito casa no seu coração. mas para tê-lo de volta, ela seguia em suas preces e oferendas, o silêncio arrastado do divino lhe enfurecendo. sim, ela rezava , ela pedia, mas os detestando na mesma respiração. talvez fosse por isso que não tinha voltado ainda ? porque ela não era fiel. pois era cheia de angústia, e raiva ? não sabia.
mas luis estava ali, firme e real, colado a si - e por isso, não viu nada de ruim , no sonhar ou nas fabricações de sua mente. ' são pesadelos terríveis ', tony tinha dito e talvez fossem . mas o que realmente importava era que não vinham procurá-la quando o filho de morfeu estava do seu lado, dividindo seu ar , compartilhando de um recorte sagrado no tempo onde apenas os dois importavam. o mundo parecia desaparecer, como se não houvesse nada além da porta, distante daquelas quatro paredes. e sim, era profundo seu anseio, imaginou que o dele fosse em medidas iguais. mas escolheria sempre ser forte pelo outro, segurar no ombro o peso do céu como atlas tinha feito, se poderia o ver rir de novo, livrá-lo , mesmo que por um momento, do sofrimento que não foi escolhido. quem escolheria isto ? ❛ provavelmente. ❜ replicou depois de fingir pensar sobre por um instante, a cabeça inclinando para o lado, seus olhos focando no teto, antes de voltar para ele. ❛ ele diria que nem devia ficar dentro da barreira, muito menos na minha cama. ❜ provocou, roçando o nariz no dele, seus lábios curvando em um sorriso travesso. ❛ mas agora que está aqui, não vou te deixar ir. ❜ aquelas palavras eram em partes uma promessa. maeve era afinal famosa por se importar pouco, achar o mundo alto demais, e cultuar principalmente o lucro. mas com o semideus era diferente. podia muito bem se considerar já de joelhos no altar que ele construiu. sem lhe exigir nada em troca, sem pedir devoção - ele tinha irrevogavelmente a ganhado.
❛ você é tão lindo quando sorri. ❜ ela sussurrou, quase distraidamente, fazendo um comentário que podia também ter sido apenas um pensamento com a leveza e honestidade ao deixar sua boca. ela o fitava com carinho, divagava entre possibilidades de para sempre, e percebia que iria se contentar com cada minuto enquanto o tivesse. nunca iria se recuperar desse desvelo, e a verdade era que não queria - gananciosa, ela queria mais. mais e mais momentos focada em suas íris de perto, tocando seu rosto com cuidado, selando seus lábios de forma lánguida, e sentindo o gosto do que poderia apenas ser - amor.
amor - percebeu em um estalo. nunca tinha pensado nesta palavra antes, com ninguém . sabia que amava os irmãos, mas nem mesmo eles tinham ouvido de si as palavras de confirmação. fora eles, não havia ninguém. talvez amigos que não a esqueceram, que fizeram sua vida menos miserável com suas mensagens - tony, pensava que a amava, mas ela também não tinha ouvido as palavras. tadeu - ah, tadeu , era complicado e simples seu amor por ele ; mas seria o último a saber. por luis, no entanto, o que sentia era inteiramente novo, apenas seu em uma forma que lhe dava vertigem e seria um segredo entre ela e seus mais privados pensamentos. até que um dia - não fosse.
o beijou com ainda mais vigor depois de sua privada revelação ; queria que ele sentisse, sem jamais dizer nada - queria que não houvesse dúvida, que ela era sua. não porque ele demandava sua posse, ou a vinha como um objeto a ter ; mas porque a conhecia, via seus defeitos e falhas, mas ainda sim estava ali, envolto na sua órbita , fazendo os barulhos mais doces por ela.
sentiu as palmas a guiarem para seu colo com firmeza, e não pode impedir os arrepios de tomarem conta da espinha, e percorrerem toda a extensão do corpo, um arfar surpreso lhe escapando. suas mãos corriam curiosas na pele em chamas, explorando o pouco que podia - e como sempre, gananciosa, ela quis mais. com leveza, e demorada, ela se afastou dele, já sentindo falta dos beijos e suspiros. o fitou por um instante, os braços ainda em abandono ao redor de seu pescoço, os dígitos ainda emaranhados nas suas madeixas escuras, enquanto ele fazia juras de ser seu - por completo.
as orbes brilharam com desejo mal contido que ameaçava derramar de si, e ela o seguiu até sua fonte. depois do que parecia uma eternidade, levou as mãos a bainha da camiseta dos stones, agora descansando em algum lugar perto de suas costelas dado aos toques do outro, e a removeu ela mesma, expondo ainda mais da pele ardente , deixada apenas em seus shorts e um brasier rendado de cor preta. com a ponta do dedo que desemaranhava do cabelo dele, a filha de hipnos guiou seu queixo para cima, a camiseta descartada, como se estivesse jogando - vendo quão longe ele poderia ir sem olhar para os cantos agora despidos. ❛ só meu então ? ❜ sussurrou com altivez, adrenalina cruzando suas veias e lhe deixando intoxicada apenas do olhar do mais velho. ❛ e o'que quer que eu faça com você ? ❜ testou as águas, balanceando o limite de sua sorte e da contenção alheia. ❛ ainda lembra da promessa que fez na ilha ? achei que era um homem de palavra, meu amor. ❜ ainda mais lento, como se aquele momento tivesse um filtro de xarope, meloso e devagar, ela tomou os lábios dele outra vez por um minuto longo enquanto a língua enroscava na dele apenas em atrevimento , e provocação , seu indicador ainda prendendo a cabeça dele no ângulo perfeito para que tomasse o lábio inferior entre os dentes, e mordesse antes de quebrar o beijo.
tinha algo de magnético na forma que seu corpo buscava por sempre estar em contato com o dela. Durante os dias na ilha, esse mesmo magnetismo tinha se demonstrado um tanto perigoso enquanto tentava manter os limites do decente. Agora, no entanto, sentia a leveza de não ter olhos sobre os dois, de serem as únicas pessoas no espaço do quarto e o único olhar que recaía sobre Luís, ser o dela, trazendo-o conforto e fazendo o corpo ferver em igual proporção. "Ah, não?", era uma pergunta retórica, que cabia a ambas as informações partilhadas naquele curto espaço de tempo: não deveria estar na cama dela, e não conseguiria sair dali. Conseguia concordar com o último sem objeções, não tinha qualquer outro lugar que pretendesse estar, tanto naquela, quanto em várias outras noites. O riso divertido quebrou o silêncio entre eles, os olhos fechando-se brevemente enquanto sentia a respiração dela se misturar a sua própria. "Se vai me pender aqui, vou ter algumas exigências a fazer.", comentou num tom baixo, inclinando-se o suficiente para que selasse os lábios nos dela uma vez. "Como horários regulares de visita, algo para distrair e não ficar entediado quando não estiver aqui, e algumas outras coisas que ainda irei formular.", mas no geral, ficaria feliz dentre aquelas paredes, se ela continuasse ao seu lado.
instantaneamente, o sorriso dele se tornou mais largo ao ouvir o sussurrar da mulher. O rosto afastando-se minimamente para que pudesse olhá-la um pouco melhor. Chegava a ser injusto que falasse algo assim e simplesmente esperasse que Luís ficasse em silêncio, que recebesse sem rebater algo como: você é inteiramente bela, meu amor; pois era exatamente isso que se passava na mente dele naquele momento, ao mesmo tempo, qualquer coisa que falasse seria pequeno, não faria justiça a forma como realmente a via. Luís tinha pensado sobre amar alguém, algumas poucas vezes, mas tinha pensado. Acreditava que amar era abraçar tudo no outro, perfeições e imperfeições, era construir algo com o tempo, a convivência, os pequenos atos. E era isso que faziam, não? Por tanto tempo, compartilhando afagados e palavras de ternura, incapaz de se ver distante por muito tempo, ao mesmo, que tinha receio de a sufocar se ficasse perto demais.
Suspirou, recostando outra vez a testa na dela, os olhos fechando automaticamente ao que respirava profundamente. "você sabe que é incrível, não sabe? E que sempre me deixa sem saber como reagir. Tem sido assim desde que a vi pela primeira vez, não sabia como, mas sabia que tinha que me aproximar de você.", dar seu jeito de entrar no radar dela, ser notado, pois não suportaria uma existência onde tivesse que acompanhá-la de longe, mesmo que parte dele pensasse que, ainda assim, ele seguiria feliz por ela. Amar era isso, não anular o outro só por não fazer parte da vida dela como gostaria.
um segundo suspiro baixo era emitido contra os lábios dela, enquanto cravava as mãos em suas coxas, os dígitos pressionando a pele quente, ao que ele inclinava a cabeça para o lado, angulando um melhor acesso aos seus lábios ao que aprofundava o beijo. Foi, no entanto, ao sentir Maeve se afastando minimamente e rompendo com o contato dos lábios, que um murmúrio de protesto foi exprimido pelos dele. Tinha ela totalmente em seus braços, quente e macia, era no mínimo natural que achasse ruim quando se afastava.
os olhos fixaram-se aos dela, as íris pareciam duas bolas de fogo reluzente, ardendo em desejo pela mulher a sua frente e só piorou ao que seguiu os movimentos das mãos dela, vagarosamente encontrando a barra da camisa que usava, arrastando o tecido para cima num ato que parecia correr em câmera lenta diante do Aguilar, torturando-o a cada pedaço de pele que era revelado. As mãos, curiosas e inquietas, traçaram caminhos na pele alva, os dígitos explorando cada relevo: abdômen, costelas, curvatura dos seios. Até que o toque no queixo arrastou seu olhar de volta ao dela, fixando-os novamente, revelando o quanto estava completamente perdido naquele momento.
"sim, só seu.", reafirmou ao que uma das mãos escorregava para trás do corpo dela, o braço envolvendo-a na cintura, fechando o circulo e acabando com o espaço que tinha entre eles. O corpo voltava a colar no seu, tão quente quanto estava segundos atrás, e ele forçou ao trazê-la mais para baixo, ao que a própria cintura tencionava para cima, fazendo-a sentir o volume que já apontava nas calças do pijama. "tudo que você quiser, mas principalmente, pare de me deixar louco, Maeve.", a voz era mais grave que o habitual, tomada no desejo latente que sentia por ela. O pedido era uma suplica baixa, pois já tinha testado seus limites o suficiente na maldita ilha de Circe, tudo que mais queria agora, ela soltar as marras e entregar-se a mulher que amava. A provocação feita, agiu como um estimulo - que ele sabia que era a intenção dela - o corpo inteiro sentia-se eletrizado, mas não responderia em palavras, os lábios sendo tomados num outro beijo que ele retribuiu em toda avidez, a língua enroscando-se a dela, explorando a boca, num impulso, girou o corpo para o lado, colocando-a deitada sobre a cama, ao que o corpo repousava entre suas pernas. Um gemido abafado abandonou os lábios no instante em que sentiu a mordida.
FLASHBACK - Enquanto os caídos estavam, bem, caídos
@luisdeaguilar
Eunha dividia quarto com Luis, e a vida como irmãos e colegas de chalé era tranquila. Quase nunca eram vistos juntos interagindo no mesmo ambiente e sempre que ela estava em sua escrivaninha desenhando, estava com fone de ouvido ou saía para não atrapalhar seu sono. Era até engraçado porque foram raras as vezes que Eunha se lembrou de ter invadido seus sonhos, talvez ele tivesse algum antídoto contra o poder dela ou nunca tinham realmente dormido no mesmo horário.
Mesmo assim, depois do fechamento da fenda. Eunha sentiu sua falta porque ele não estava dormindo mais ali.
A jovem o viu na enfermaria antes de ter alta, mas depois disso foi como se ele tivesse ido embora do acampamento. Depois de uns dois dias, Eunha soube que ele estava com Maeve e fazia sentido.
Depois da segunda semana, o quarto começou a ficar mais escuro e assustador que antes, então discretamente e para disfarçar, a garota deixava uma luminária acesa e ficava ali, pensando nos acontecimentos e nos sentimentos que não podia evitar. Eunha até sentiu inveja de Luis, mesmo sorrindo porque sabia que com Maeve, ele teria um conforto que Eunha jamais conseguiria imitar.
Então em um dia depois da segunda semana, a garota se surpreendeu ao voltar da enfermaria e ver o irmão ali.
Era estranho, para dizer o mínimo, que Luís não se sentisse confortável dentro do próprio chalé, ou até mesmo no próprio quarto. Não tinha relação com o espaço em si, ele percebeu isso depois de alguns dias sem ir até lá, tinha relação com o vazio que sentia, com o quão quebrado ele estava e com o fato de não querer que os irmãos o vissem dessa maneira. Era egoísta de sua parte, ele sabia disso, simplesmente desaparecer sem deixar um aviso ou qualquer coisa. Mas foi necessário. No chalé de Hipnos, poderia se isolar o quanto quisesse, Maeve sempre respeitou seu silêncio, por mais que ele conseguisse ver que isso a partia em alguns momentos do dia, mas respeitava e ele se sentia agradecido por isso, ter alguém que não tornava o fato dele estar quebrado, algo desconfortável ou problemático. Ainda assim, não era seu quarto, então, vez ou outra, ele se via tendo que voltar ao chalé de Morfeu em busca de itens essenciais. Sempre tentava fazê-lo em horários que não encontraria os irmãos, pois ainda não queria encará-los. Naquele dia, no entanto, parecia ter errado os calculos, pois no instante em que enfiava mais um par de camisas na mochila, fora surpreendido por Eunha. O rosto voltou-se na direção da mais nova, exibindo um fraco sorriso. Os olhos marejaram instantaneamente e ele forçou-se a conter as lágrimas. "Ei! Estou sim. Só... é... um pouco apressado.", desconversou, virando para fechar a mochila e jogá-la sobre o ombro. Sairia sem dizer nada, mas algo o travou no caminho. Poderia ser tão egoísta assim? Claro que não. Voltou-se para ela outra vez. "E você? Melhor?"
# ────── O sorriso que o ofereceu transbordava afeto, refletindo o carinho profundo que sempre sentiu por ele, e que, desde o primeiro dia em que se conheceram, foi genuinamente retribuído. A nostalgia sempre fora uma companheira constante na vida de Fahriye, mas agora se tornava ainda mais intensa, amplificada pelo medo constantemente presente de perder alguém especial, uma realidade que pairava sobre todos no acampamento. Enquanto revivia mentalmente a trajetória de amizade que construíram, sua mente se detinha nas lembranças mais doces e na sorte imensa que foi o encontro do rapaz com sua irmã — duas almas que, por merecimento, aparentemente haviam encontrado felicidade e descanso uma na outra. Ao perceber que não estava sendo rejeitada por Luís ao abordar o assunto, que na verdade era bem quista como uma ouvinte, sentiu-se aliviada e pronta para escutá-lo. ── Eu entendo essa dificuldade de encontrar algum momento pertinente para conversar. Mas, ei, eu estou aqui agora e a noite parece tranquila. ── Mais uma vez, não tentava forçá-lo a dizer nada que não quisesse, mas deixava a oportunidade disposta para que fosse aproveitada, se assim quisesse. Para as palavras seguintes, sua resposta foi um novo sorriso, que misturava gratidão e satisfação. Mais uma vez, sentia-se feliz por terem encontrado um ao outro naquele momento, era uma verdadeira preciosidade que recaia apenas sobre os mais afortunados. A positividade encontrada nele diante daquele problema era uma verdadeira lufada de ar fresco encontrando seu rosto, pois odiaria vê-lo perder seu brilho, sempre tão reconfortante e inspirador. O acompanhou com uma risada curta. Embora não tivesse um relacionamento íntimo com Katrina, a conhecia o suficiente para saber que aquele cenário era mesmo uma possibilidade. ── Parece que todos nós nos tornamos inimigos número um dos deuses do dia para a noite, por isso é tão difícil pensar no que pode ser feito. ── Não falava com pessimismo, apenas uma forma de desabafo. ── Mas estou confiante que logo retornarão. ── Acreditava mesmo no que dizia, sentindo-se pronta para recebê-los de braços abertos. Agradeceu pelas palavras de conforto com um aceno de cabeça, novamente estendendo a caneca de leite para o amigo, para que aproveitasse antes que esfriasse. ── Isso é tão injusto. Estou cansada de ver todo mundo aqui se sentindo responsável, preocupado e sem saber como sair dessa situação. ── O olhar pesaroso se voltou para ele. Pela primeira vez em muito tempo, não sabia o que dizer para amenizar a dor que os acometia.
A noite realmente parecia tranquila. A primeira depois de muitas em que ele nem conseguia saber o que era dormir direito, enquanto o consciente era inundado por temor de tudo que Katrina poderia estar enfrentando, misturado as lembranças do passado no mundo dos sonhos. Nenhum deles merecia ter caído naquele maldito buraco, mas entre todos, a que menos merecia era Katrina. Já não tivera sofrido a infância inteira? Precisava mesmo passar por aquilo? Talvez os deuses fossem perversos como todos os outros costumavam dizer, talvez tivessem escolhido quais peões cairiam aquela semana, como num jogo sádico para satisfazer seus egos imortais e entediados. Respirou fundo, deixando o ar fresco invadir os pulmões. Era uma das primeiras noites que ele passava sem se ver atormentado por tais pensamentos, ou pela sensação de estar sendo mais um fardo nos ombros de Maeve, que honestamente, já tinha coisas demais para lidar. "Obrigado. Confesso que acho mais agradável encher seus ouvidos sobre isso, do que sobre a outra questão. Já nos arrastamos por sofrimento demais, não?", referia-se ao geral e não só aquelas últimas semanas. Se até mesmo Luís que era uma pessoa otimista e completamente solar, começava a sentir o peso do que estava acontecendo com eles e se desgastando com tudo isso, imagine os outros? Bom, ele conseguia imaginar muito bem, colocar-se no lugar dos colegas nunca foi uma dificuldade para o Aguilar e seu altruísmo. "Eu gostava de pensar que não era para tanto. Mas agora me sinto inclinado a pensar que sempre fomos seus inimigos. O que é um tanto engraçado, quero dizer, eles acham mesmo que podem sair por aí se relacionando com mortais e nada vai acontecer? É só a diversão e o prazer, sem o ônus?", até mesmo Luís sabia ser mais responsável e consciente sobre as relações do que os deuses. Assentiu ao que deixava um suspiro cansado sair dos lábios, era isso afinal, estava exausto de manter o pensamento positivo, mas era a única saída que tinha. Não aceitava a possibilidade de Katrina não retornar, junto com todos os outros, pois sabia que ela também não deixaria ninguém para trás. "Pensei isso nos primeiros dias, agora eu já não tenho tanta convicção, mas também não quero pensar no ruim.", então era tudo que lhe restava. Aceitou a caneca de volta, deixando-a entre suas mãos por algum tempo, a sensação morna da porcelana era tão satisfatória quanto o liquido. "Ei!", chamou pela atenção da mais nova, liberando uma das mãos para tocar-lhe o ombro mais próximo, num carinho que quase simulava uma massagem. "É normal estarmos assim, Fae. Significa que nos importamos uns com os outros e apesar da situação ser uma merda, é bom saber que pelo menos não estamos tão abandonados assim.".
Sorriu fracamente com o comentário a respeito do pai. Era incomum que os filhos tivessem alguma boa relação com o parente divino, mais ainda admirá-los de alguma forma, então era interessante quando via acontecer. Manteve a mão sobre o ombro dele por mais alguns segundos, sentindo a tensão sob seus dedos. Ela queria dizer algo que aliviasse aquela carga, mas sabia que palavras eram limitadas diante da dor. Soltou um suspiro silencioso, retirando a mão lentamente, quase relutante. O silêncio entre eles era denso, mas não desconfortável. O olhar dela vagou pelas chamas, observando o modo como dançavam de forma hipnotizante. Por um momento, sentiu-se pequena diante do que estava acontecendo, como se tudo aquilo fosse grande demais para ser compreendido. Nicola não era a melhor pessoa para lidar com sentimentos complicados, especialmente os dos outros, mas o que importava naquele momento era estar ali, presente, mesmo que em silêncio. "Eu conheço todos por nome, mas não tenho proximidade com nenhum. Me sinto um pouco egoísta por estar aliviada com isso." Confessou, deixando um riso sem humor algum ecoar brevemente entre os dois. "Mas também fico triste de ver meus amigos tristes. E sinto muito não conseguir fazer nada. Nenhuma das vozes que ouço foram úteis até agora. Ninguém soube dizer ou não quis dizer." Se estavam mesmo no submundo, como alguns deduziram, nenhum espírito iria se meter num assunto que envolvia Hades ou sabe-se lá quais outros deuses. "Mas ei, a sua Maeve? Hummm... o que está rolando?" Tentou mudar de assunto. Parecia mais seguro falar de algo que tinha chances de ser bom.
"Daria qualquer coisa para apenas conhecê-los por nome.", comentou o pensamento em voz alta. Talvez fosse mais fácil assim, poderia manter-se positivo e otimista, confortar os amigos diretos daquelas pessoas como confortou aqueles que sofreram com a perda inesperada de flynn. Mas não, agora Luís se via diretamente na situação. Não tinha sido qualquer pessoa, ou qualquer amigo arrastado para aquele buraco, tinha sido Katrina, a garotinha que ele esperava ansiosamente para visitar em seus sonhos por longos anos durante a infância passada no mundo dos sonhos, a mulher que ele ficou feliz de reencontrar naquele lugar, tão vibrante que parecia um garoto outra vez, a pessoa que mais importava para ele, tão sua família quanto aqueles com os quais dividia algum vinculo divino. Era essa a pessoa que ele tinha 'perdido'. "Está tudo bem, Nika, não é sua obrigação fazer alguma coisa, é a deles.", apontou com um balançar da cabeça na direção do fogo, referindo-se aos deuses. Já não bastava de todo aquele silêncio e segredos? O que mais Circe tinha para dizer naquele jantar, que ela simplesmente preferiu silenciar? Luís se enfurecia só de lembrar. O rosto voltou-se para a amiga no instante em que mencionou Maeve. Ele já esperava por isso, conhecendo-a como conhecia, era certo que Nika iria prender-se aquele detalhe numa tentativa de o distrair e, por isso, ele sempre seria grato por aquela amizade. "Você não é nada suave, sabia?", foi o comentário mais humorado que ele fez durante a conversa, o pequeno sorriso aparecendo no canto dos lábios. "Estamos nos conhecendo? Quero dizer, sei que já nos conhecíamos como amigos, mas estamos nos conhecendo como algo diferente agora.".
Ela nunca havia visto as coisas por aquele ângulo, mas, agora que Luís a contava de sua conexão com o pai, fazia sentido que um deus com poder sobre domínios como sonhos tivesse maior facilidade para falar com seus filhos meio-mortais. A desculpa que os semideuses sempre ouviam era de que seus pais eram ocupados demais, com muitas responsabilidades em seus pratos e pouco tempo para digerir qualquer outra tarefa. Ela nunca engoliu aquela história, exatamente porque eles eram deuses. Ainda assim, podia entender como, para Morfeu, a burocracia por trás de visitar seus filhos era mais simples de burlar.
“Não é o que eles vêm fazendo desde que Dionísio nos chamou de volta? Esconder coisas e dizer que é para nosso bem, nossa segurança. Às vezes, sinto que eles sempre nos verão como crianças, mas só quando não precisam de pessoas para morrer pelas guerras deles.” Ela não queria soar como amarga, mas era inevitável. Estava cansada de decisões serem feitas por ela sem sua permissão ou conhecimento, especialmente quando usavam seu bem-estar e segurança como desculpa. Àquele ponto, entendia bem o que era perigoso e o que não era — tinha lutado duas guerras antes de sequer alcançar os trinta anos, e, mais surpreendentemente, sobrevivera a ambas com danos mínimos.
Contudo, a conversa com Luís remediava a inquietação de seus sentimentos. Ter pessoas positivas ao seu redor era uma boa âncora, a impedia de velejar em direção ao abismo. Riu junto a ele e, depois, concordou: não precisava perder a cabeça com os problemas do Acampamento, pois só poderia resolvê-los quando voltassem. Em vez disso, pôs-se a analisar as opções de programações citadas pelo rapaz. “Sem adrenalina, por favor. Já tenho o suficiente disso em casa.” Bishop respondeu com uma risada. “Eu prefiro ir à praia à noite, é mais calmo e… menos quente. Não gosto de suar e do sol no meu rosto. Mas uma massagem no spa… é tentador. Devo ter nós de estresse nas costas que nem imagino.” Ela pendeu a cabeça para o lado, considerando a ideia. “Você toparia?”
Bishop tinha tocado exatamente no ponto em que Luís vinha se questionando nas últimas semanas: o quanto eles seguiam sendo tratados como crianças. "Ao mesmo tempo é um tanto contraditório, não acha? Nos tratam como crianças, mas querem nos colocar para lutar em suas guerras.", não poderia esperar nada diferente dos deuses, visto que eles tinham uma tendência a considerar seus filhos como itens descartáveis. Qual o mal que fazia colocar literalmente crianças no meio de uma guerra? Dê cinco meses e passaram pela fronteira mais três, ou dez, para assumir o espaço das baixas. Foi assim durante a guerra de Cronos, seria assim enquanto os deuses existissem. Ouvir isso de outra pessoa, no entanto, abria os olhos de Luís para o fato de que ele não era o único com aquele pensamento e que, certamente, também não pararia em Bishop. Deveriam existir outros que pensavam como eles, então o que garantia aos deuses que não começariam uma revolução? A próxima guerra poderia ser essa: semideuses contra os deuses. Claro, eles não teriam muita força, mas provava um ponto.
O riso divertido se fez presente, rompendo o silêncio do Aguilar no instante que a ouviu rejeitar as atividades um pouco mais arriscadas, concordando em compreensão com um balançar de cabeça. "Certo, vamos deixar adrenalina de lado.". As outras atividades eram igualmente satisfatórias, Luís mesmo poderia passar o dia inteiro, ou os três, no spa, entre as massagens, os banhos de lama e todo o resto que era relaxante o suficiente para aliviar dez anos de acampamento das costas do filho de Morfeu. "Acredita que também prefiro? Quero dizer, eu adoro o sol.", e dava para notar isso na pele já bronzeada, "mas tem algo mágico num passeio na praia ao luar, a brisa é mais fresca, tem as estrelas e até o arrebentar das ondas é mais suave.", quase como se entendesse que era hora de dar uma acalmada. "ótimo! Massagem então. Eu tenho certeza que você vai adorar.", concluiu de forma animada, tomando a liberdade de segurar no pulso alheio para que começassem a andar.
ALGUÉM TINHA ESCRITO - ' não seremos salvos por livros sagrados e benevolência ' , maeve concordava em partes. apesar de ser uma contradição em erros e esperança, ela ainda acreditava que boas ações podiam mudar o curso de toda uma vida. se apenas alguém tivesse lhe mostrado bondade sem interesses ulteriores , poderia então ter vivido uma existência que não lhe agarrava pelos tornozelos em noites de inverno ? pensava que sim. certamente não teria machucado tentar descobrir. mas o problema com altruísmo é que ele não existe - pessoas servem a si mesmas, e ao seu deus . servem ao seu deus, porque estão servindo a si mesmas. livros sagrados existem pois todos queremos um lugar no céu, mesmo sem jamais denunciar a um poder mundano maior os hematomas da menininha no vestido coral. contudo, boas pessoas existiam e boas ações mudavam vidas. sim, acreditava naquilo e talvez acreditasse pois o tinha em seus braços . talvez, até mesmo acreditasse que altruísmo não era uma total mentira , da maneira que ela gostaria de lhe enfiar as mãos na caixa torácica , e deslocar o coração , arrancar onde doía e substituir com algo apaziguador - algo inofensivo , talvez confete. talvez seu próprio sentimento santo por ele. era engraçada aquela metáfora, mas supôs que era cabível ao que sentia - suave sua mais pura adoração pelo homem , apaixonada ao ponto de ser sangrenta, e completamente devota a ele. apenas ele. todo o resto - se tornava confete. quando olhava para o outro, agachada entre suas pernas, braços enroscados no seu pescoço - esperava que ele também sentisse, o desvelo que um dia guardou para um deus, depois vários e hoje guardava para ele. seu belo sonho, seu anjo caído.
ela baixou a cabeça , seus pensamentos indo para tadeu com a fala do filho de morfeu. maeve sabia que ele sobreviveria, que voltaria para aqueles o esperando ; ela a mais desesperada de todos, com o coração na boca - a mesma boca que já tinha proferido tantas profanidades para o outro , tantas coisas que talvez não diria se soubesse deste acidente miserável mais cedo , e tantas coisas que teria dito antes. ela jurou que não iria abraçá-lo quando ele voltasse, sem saber como aquele lugar tinha o mudado , mas iria confessar que sentiu sua falta . se qualquer coisa para vê-lo tentar ajustar os óculos em vergonha, percebendo que não estavam mais lá . esse traço - que ela achava quase adorável - , rezava que não tivesse desaparecido. o amigo ainda tinha de conhecer luis, contra sua vontade , e lhe dizer que sentia muito por estar com ela - típico do cretino, pensou com um leve arfar de ar, rindo sozinha imaginando quando o teria de volta. ❛ sabe, ❜ ela começou em quietude , um sorriso fraco ainda desenhado em seus lábios macios. ❛ ele vai dizer 'pra você me largar enquanto pode. ❜ concluiu, levantando o olhar para o homem a sua frente, aquele que agradeceria a qualquer deus que fosse, por ainda estar consigo, bem ali onde podia vê-lo, perto onde podia senti-lo. ❛ esse é meu melhor amigo. ❜ desta vez, riu levemente, uma risada apropriada para o silêncio da noite os envolvendo, cortado por seus murmúrios e respirações entrelaçadas.
ela se deixou perseguir aquelas caricias enquanto ele traçava seu rosto com delicadeza que antes desconhecia. tudo no semideus era um choque para seu sistema, da melhor forma possível. o otimismo e o cuidado para com aqueles que amava, a determinação inabalável, sua voz branda ao falar consigo, fazendo com que esquecesse os homens em fúria que encontrou pela vida e as mãos tão reverentes que incendiavam sua culpa antiga, e despertavam desejos do qual não sentia vergonha . não mais - nunca mais.
quase impossivelmente, o curvar de seus lábios se tornou mais doce quando percebeu no escuro, entre a pouca luz da noite que invadia as janelas, os olhos do mais velho brilharem com o que parecia emoção mal contida. mas suas próximas palavras varreram do rosto aquele sorriso singelo, e como sempre deixaram seu corpo em alerta, a pele em chamas, os lábios formigando ao que ele os deixava muito cedo. sempre iria querer mais dele, e essa era uma verdade que já não via ponto em negar. ele a quis, mal podia acreditar - ele a quis, e deuses, ele a tinha, como ninguém antes. sua testa permanecia encostada na dele, suas pálpebras caindo fechadas por um instante antes de lhe fitar com confiança, dizer ainda mais certa : ❛ eu sou sua, meu amor. ❜ entregou mais aquele pedaço de si a ele, em um tom que era baixo mas não deixava espaço para dúvidas.
o acompanhou no riso daquela vez, porém era a mais pura verdade - ela cobraria com juros o tempo que passaram separados. ❛ ele vai voltar logo. ❜ assegurou mais uma vez, completando sempre : ❛ os dois vão. ❜ e então : ❛ todos eles vão. ❜ e tinham, pois já não suportava mais tragédias . treinava todos os dias até exaustão, pensando que já não podiam perder mais ninguém e ainda sim - eram só mais números sem faces para os olimpianos. onde estava a garota que jurou morrer pelo pai ? longe. muito longe.
depois de sorrir graciosa ao que ele sussurrou tão perto de seus lábios que também estava em território novo, ela lhe cravou um beijo demorado que permitiu que ele aprofundasse, sentindo os braços a segurarem com mais força , mais certeza. sua pele ardia onde ele tocava e onde não tocava, igualmente em chamas esperando por suas palmas quentes que agora faziam repouso na cintura logo depois da bainha da blusa. seus dedos se emaranharam no cabelo alheio, inclinando-se para frente no enroscar das línguas , seus corpos tão perto quanto poderiam estar e ainda sim - ela queria mais. quebrou o selar das bocas com a respiração entrecortada, ele tinha mais uma vez lhe roubado todo o fôlego. com mais intenção do que a caricia anterior , ela deixou um caminho de fogo do maxilar até o pescoço do mais velho, beijos que deixavam marcas na pele bronzeada. suas mãos serpentearam até encontrar a pele das costas dele, levantando vagarosamente a blusa enquanto as unhas deixavam para trás traços que podiam ser dolorosos. ela chegou com os lábios até o pé de seu ouvido, mordiscando de leve o lóbulo, arrastando por entre seus dentes e depois deixando de leve um beijo , suas mãos já na cintura alheia quando sussurrou : ❛ você é meu ? ❜
aquela era uma conversa densa, mas não tão tensa quanto parecia. Por mais difícil que estivesse sendo, ambos pareciam tentar manter-se otimistas, se não por si próprios, que ao menos o fizessem um pelo outro. E parecia funcionar bem enquanto intercalavam as preocupações, com palavras de afirmação e brincadeiras leves, como aquela que Maeve acabava de proferir. O pequeno riso que curvou seus lábios trouxe o conforto de um abraço para o peito do Aguilar. Quantos dias fazia que não via seu sorriso? Por não estar atento o suficiente aos detalhes que se relacionavam a ela, ou por ele simplesmente não ter aparecido desde o fatídico dia que os separou de seus melhores amigos. Independente do que fosse, Luís havia sentido falta daquele sorriso, por menor que fosse. Também sentiu falta de conversas leves e amenas, tons mais brandos e descontraídos. Riu igualmente, contido, mas genuíno. "Se ele soubesse o quanto eu queria estar aqui agora, provavelmente diria que sou mais louco do que você.", ou do que ele pudesse pensar que Maeve era. De qualquer modo, não era como se Luís desejasse fazer qualquer caminho contrário a ela, que o levasse para longe da mulher que admirou silenciosamente por tanto tempo, e que agora tinha a sorte de compartilhar de seus momentos mais íntimos, entregar-lhe seu carinho e receber o dela, mesmo que não pedisse nada em troca.
a respiração que antes era lenta e suave, se tornava mais densa ao que se misturava com a dela. A proximidade do rosto, o hálito quente, a atmosfera em que estavam envoltos, tudo parecia arrastar uma corrente quente pelo corpo do semideus, que ardeu por completo ao ouvir as palavras que tanto queria e por tanto tempo. Inevitavelmente, seu sorriso ficou mais largo, a risada baixa cortava o silêncio dele, incapaz de conter a felicidade diante a resposta. "é bom ter a certeza.", proferiu num tom baixo. Não duvidava que tivesse, não enquanto estavam daquela forma, tão próximos, ou quando se lembrava dos momentos partilhados na ilha de Circe. Em instante assim, era fácil perceber o quanto estavam envolvidos um com outro. Mas ouvir aquela afirmação, bem, trazia a estabilidade que precisava para continuar avançando no caminho que trilhavam juntos.
assentiu as palavras de afirmação dela, consciente que em algum momento voltariam sim, por mais que ele estivesse perdendo as esperanças a cada dia que passava. Não era justo continuar sendo negativo, sobrecarregando os ombros dela que já estavam ocupados com as próprias questões. Naquele momento, Luís escolheu abraçar o silêncio e apresentar-lhe sua versão usual - porém reduzida. O homem que sempre foi tão otimista e que sempre falava coisas positivas como aquelas, não conseguia fazê-lo em palavras, então apenas sorriu e assentiu, como se acreditasse naquilo. Céus! Como ele queria acreditar.
o oscilar da conversa o favorecia mais uma vez, ao que recebia os lábios de volta nos seus, encaixando-os na necessidade que tinha de estar sempre em contato com ela: a pele na pele, os lábios encaixados, a respiração mistura; aquela necessidade sem fim nos dias mais tranquilos, e ainda maior naquele instante. As mãos ainda tocavam a pele da cintura, exercendo uma pressão leve ao que pretendi-a trazê-la mais perto. Um suspiro foi emitido no instante em que os lábios se afastaram, acompanhando de um murmúrio de protesto, que logo se transformou em algo manhoso ao que os lábios de outrem se arrastaram pelo maxilar, até o pescoço, abandonando arrepios por onde passavam. Ainda com os olhos fechados, Luís apreciava cada sensação desperta. A onda de calor se alastrava pelo corpo a cada novo estimulo, acompanhando as mãos de Maeve ao que desciam pelas costas e se enfiam na sua camisa, as unhas arranhando a pele de forma que o que fez estremecer.
instintivamente, as mãos desceram da cintura para as coxas da mulher, arrastando-se espalmadas por baixo, envolvendo as pernas com firmeza antes de suspendê-las e trazer para cima das suas próprias, acomodando-a no seu colo. A mordida na orelha arrancou-lhe um gemido rouco, fazendo-o virar o rosto na procura do dela no instante seguinte ao sussurro. O olhar fixou-se nas orbes de outrem "completamente.", respondeu sem nem pensar duas vezes, as mãos voltando a posição em sua cintura, enfiando-se por dentro da blusa que ela usava, arrastando o tecido pra cima a medida que subiam curiosas, espalmadas em suas costas, os dígitos pressionando a carne, buscando colar o corpo menor no seu, quando foi sua vez de deixar uma pequena trilha de beijos quentes na pele do pescoço dela. "todo e inteiramente seu, meu amor.".
estavam abraçados no deque do chalé de Hipnos, admirando as estrelas quando a percebeu levantar-se de forma repentina. Os olhos imediatamente desviaram do céu para a mulher de pé ao seu lado. "O que houve, meu amor?", questionou curioso, o olhar estreitando-se na direção dela. Um sorriso divertido aparecia nos lábios da mulher, e então sua mão se estendeu na direção do semideus, convidando-o para uma dança. "Mas não temos musica.", comentou um ainda estranhando o ato inesperado. Mas quem precisava de musica? Tinha o céu estrelado sobre eles, tinham um ao outro, seria estupidez não se lançar a proposta por conta de detalhes. Pensando nisso, Luís colocou-se de pé, aceitando a mão estendida que logo levou sobre os ombros, repousando as suas na cintura de Maeve. O corpo colou suavemente ao menor, o rosto encostado a lateral do dela e os lábios próximos o suficiente do ouvido alheio, para que ela ouvisse o cantarolar num murmúrio que saia entre os lábios fechados dele. Apenas um tom para lhes dar ritmo. Então sussurrou: "acho que amo você, Maeve.".
[ reunion hug ] a hug where one leaps into their partner's arms after time apart
Qualquer minuto longe de Maeve já parecia ser muito tempo. Chega a ser engraçado pensar que existiu um momento em que tinha um controle maior sobre a necessidade que tinha de estar com ela. Que simplesmente conseguia agir com naturalidade, seguir seu dia esperando encontrá-la ao acaso, desfrutar de sua companhia enquanto pudesse, e quando isso não acontecia, frustrava-se, mas seguia normalmente. No entanto, tudo mudou depois do primeiro beijo partilhado. Luís ficou incapaz de manter-se distante, de guardar as mãos para si, e cada momento que passava na ausência física da mulher, mais ela se fazia presente em seus pensamentos. Voltava para o chalé depois de uma tarde de treinos, quando os olhos recaíram sobre a silhueta que bem conhecia. De início, caminhava despreocupada como ele, lenta até que o percebesse e o semblante mudasse do sério e fechado, para algo brilhante e feliz. Os lábios de Luís se moldaram num largo sorriso e ambos sabiam: como era boa a vida agora que tinham um ao outro. Os passos se apressaram na direção dela, praticamente correndo até que tomasse a mesma, um dos braços envolto em sua cintura, puxando-a para cima, enquanto o outro buscava uma das pernas para envolvê-la a sua própria cintura. "Estava contando os minutos para vê-la, meu amor.", sussurrou, o rosto escondido na curva do pescoço da mulher, respirando profundamente seu perfume, ela tinha cheiro de lar e respirá-la era tão bom.