deixem like pra um small starter com a lucy! vou chamar pra gente combinar o joguinho ou fazer random!
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@lwcinda
deixem like pra um small starter com a lucy! vou chamar pra gente combinar o joguinho ou fazer random!
Os olhos foram revirados ao escutar a resposta da amiga, mas o riso que lhe escapou a garganta tirou toda a pose de Lucinda. Ela não se via minimamente incomodada com a conduta da amiga — de fato, ficava entretida toda vez. Era inacreditável como Nevaeh conseguia ter um gosto por brigas, fosse assistindo-as ou participando delas. “O ano mal re-começou e você já quer que eu saia distribuindo detenções por aí?” Questionou com o tom humorado, arqueando as sobrancelhas. Sabia que não demoraria muito para que estivesse arrancando resmungos e batidas de pés por aí, especialmente considerando a guerra morosa que se acomodava por cada cômodo do castelo dia após dia. “Para a sua infelicidade, não aconteceu nada demais.” Deu de ombros antes de encostas as costas contra a parede, cruzando os braços na altura do peito e delineando, no canto do lábio, um sorrisinho dos mais travessos. Aquele tipo que só alguém como Nevaeh conseguia arrancar de Lucinda. “Eu só queria passar um tempo com você mesmo. Quer fazer alguma coisa enquanto eu finjo que não tenho nada pra fazer?”
#the kitten in the forth gif is a mood
closed: @lwcinda
✦ ─ suas passadas eram rápidas em direção ao pátio, onde algumas pessoas provavelmente o esperavam; seu olhar atento ao que virava em corredores para não dar de cara com nenhum estudante. era o que planejava, pelo menos, pois, assim que desviou o olhar por um momento para checar se carregava dentro de sua bolsa o livro que precisaria, sentiu uma colisão leve de seu corpo com o de alguém. antes de dizer qualquer coisa, checou o uniforme da pessoa. sonserina. “ah, foi mal, não te vi aí…” disse, então. “você está bem?”
Com a cabeça cheia graças ao recomeço de ano, tentava lembrar o quê exatamente ela tinha ido fazer no pátio; ou melhor, quem procurava por lá. Precisava falar com alguém a pedido de um professor, algo sobre um livro esquecido durante a aula — tinha a sombra disso na cabeça, mas não conseguia concretizar o nome do estudante. Deixou os ombros caírem, cedendo a busca, e decidiu então que iria atrás do professor para perguntar qual era o nome do estudante mais uma vez. Girou nos calcanhares e, em passadas rápidas, entrou no castelo e dobrou no primeiro corredor, sendo surpreendida por alguém que parecia tão apressado quanto ela. Recompondo-se da colisão, reconheceu logo o rapaz, praguejando a si mesma por lembrar do nome de todos (e de quase tudo), menos do infeliz dono do livro esquecido. “Oi, Erik. Bom te ver.” Cumprimentou o colega, entregando a ele um sorriso de soslaio. “Acho que sim. Quer dizer, tô bem pela batida, obrigada por perguntar, mas não consigo achar o dono disso aqui.” Indicou com a cabeça o livro que tinha em mãos, dando de ombros em seguida. “Tá indo pra onde? Precisa de ajuda?”
Leonardo resolveu perambular pelos corredores enquanto não dava a hora do toque de recolher. Sentia falta do ambiente de Hogwarts e de poder usar magia. Mesmo com as notícias que pesavam o clima, ele tinha a impressão de que seria um bom ano, afinal tinha conseguido enfiar seu toca-discos no malão e trazê-lo para a escola sem maiores problemas. Isso só podia ser um bom sinal. Cantarolava a canção ‘Starman’ de David Bowie enquanto caminhava meio sem rumo e já tinha entoado alguns versos quando percebeu a presença da outra pessoa, parando de cantar um tanto sem graça. “Ah, desculpa. Não percebi que tinha companhia.”
As rondas noturnas eram o momento favorito do dia da sonserina — por mais estranha que tal informação pudesse soar para alguém que não a conhecesse o suficiente. Talvez perdessem apenas para as aulas de Poções, mas Lucinda criara gosto na arte de perambular o castelo, imersa nos próprios pensamentos enquanto procurava por algo que pudesse ser considerado fora dos conformes da escola. Costumava começar a tarefa mais cedo: uma espécie de pré-ronda para avisar os estudantes distraídos de que em breve soaria o toque de recolher e eles deveriam traçar seus caminhos de volta aos salões comunais para que evitassem problemas — não havia dúvidas dentro dela do porquê de muitos alunos burburinharem que era “chata” pelas suas costas, mas, no fim, ela os ajudava. Naquela noite, em especial, os pensamentos de Lucy estavam à vapor: desorganizados, confusos, cheios de dúvidas, pouco tinha prestado atenção se havia alguém descumprindo as regras, tamanha submersão na própria mente — e ela só diminuiu as passadas sem qualquer rumo pelos corredores quando escutou uma música estranha numa voz conhecida. Parou tão subitamente atrás dele, congelada com a ideia de vê-lo novamente, que fez-se ouvida; dissipando a ideia que lhe surgiu de tentar passar despercebida pelo corvino. Haviam certas coisas quais Lucinda preferia evitar... “Tudo bem, eu só estava fazendo a minha pré-ronda.” Respondeu, entregando um sorriso tímido. “Speaking of... Você tá bem longe da Torre da Corvinal.” Levantou uma sobrancelha. Ela nunca largava a pose (mas, pelo menos, aquilo quebraria um pouco do gelo).
“Cheers.” Declarou ao escutar a resposta de Clara. Concordava com ela, e ficara evidente depois do discurso do novo professor: haviam forças maiores por trás até de Dumbledore quando se tratava da impenetrável Hogwarts. Não procurou prolongar-se no assunto; alguns alunos mais novos, ainda presentes à mesa, poderiam escutá-las, e a última coisa que Lucinda queria era amedrontá-los ainda mais. “We’re in for a hell of a year together, huh. E como foi o seu mês em casa?” Ousou perguntar — não era do feitio de Lucy cortar completamente conversas, especialmente quando se tratava de colegas de casa que ela considerava como amigos (às vezes ultrapassando a linha de intimidade com alguns). Enquanto esperava por uma resposta da outra, estendeu o braço para cortar uma fatia da torta de abóbora. “Quer um pedaço, Clara?”
Notava um clima tenso e alguns cochichos se espalhavam em cada canto do local, era comum que alguns alunos ainda não houvessem superado o trágico e misterioso acontecimento de alguns meses atrás, ao menos Nevaeh ainda permanecia curiosa sobre a situação. Andava em passos lentos, segurando sua vassoura e olhando fixamente para cada um que cruzava seu caminho, vez ou outra acenava com a cabeça para os mais conhecidos. Enquanto mantinha sua atenção em uma dupla que parecia fofocar interessadamente sobre alguma coisa, seu corpo acabou chocando-se com o de outro alguém. “Caraca…” Já estava preparada pra chamar a pessoa de destrambelhada e defender-se dizendo que a culpa não era sua - mesmo que com todo certeza fosse - quando percebeu quem era o individuo.
Lucinda não era naturalmente uma pessoa distraída; pelo contrário, caminhava por Hogwarts sempre concentrada nos arredores, postura que evitava que ela perdesse alguma coisa importante: como a briga de dois alunos do terceiro ano que havia acabado de separar — ameaçando uma bela detenção para ambos se continuassem. Por Merlin, tinham recém voltado de um mês mórbido e, mesmo assim, as coisas já pareciam caóticas. Ela soltou um suspiro exasperado no momento em que a dupla de meninos afastou-se dela, resmungando entre si, provavelmente, sobre como Lucinda era chata e todo aquele blá blá blá que ela estava acostumada a ouvir como monitora. Girou nos calcanhares para retomar, enfim, o caminho até o Salão Comunal, mas num piscar de olhos, o corpo colidiu com o de uma figura deveras familiar para Lucy. Reconheceria os fios loiros de Nevaeh em qualquer lugar. “Nevs!” Exclamou, deixando escapar uma risada afobada com o susto tomado pela colisão. Em seguida, levou as duas mãos ao encontro dos braços da amiga, segurando-a como se fosse abraçá-la. “Você tá bem? What are the odds! Eu estava te procurando mais cedo.”
“Tanto faz, ele não é tão ruim assim. Não precisa se intimidar tanto.” Magnus disse para um dos alunos mais novos sentados à mesa, sem se importar com a casa que era, a respeito do novo professor anunciado. Os gulosos da Sonserina haviam acabado com toda a torta de chocolate antes que ele pegasse um pedaço e agora que o Salão Principal estava quase vazio, foi até as demais para buscar pela mesma. Não se importava também se alguém estava pegando-o no flagra consolando um aluno do primeiro ano; na verdade, Magnus já não estava ligando para mais nada, apenas aceitando o fato de que estava completamente ferrado. Seu segredo estava cada vez mais rodeado. Suspirou e apontou para o doce que tanto queria, ignorando o resto da conversa. “Será que você pode me passar essa fatia da torta?”
Ela tinha acabado de entregar uma das últimas fatias de torta para um dos primeiro-anistas assustados com todo o rebuliço do último mês, tranquilizando-o da melhor forma possível: com chocolate e palavras tão doces quanto, elogiando até o corte de cabelo novo da criança (que sorriu em retribuição). Vendo-o comer feliz, por fim, Lucy suspirou aliviada, ponderando se já deveria levantar-se e tomar o rumo até o Salão Comunal da Sonserina para exercer suas responsabilidades, ou se deveria supervisionar os alunos que restavam à mesa. Antes que pudesse tomar qualquer decisão, no entanto, escutou a voz familiar pedir pela torta de chocolate que ainda se encontrava à sua frente, como se Lucinda tivesse roubado-a para si. Virou o corpo na direção de Magnus, os lábios avermelhados se curvando num sorriso travesso. “Depende.” Deixou em evidência a brincadeira pelo tom de voz fino, como se segurasse uma risada. “Palavra mágica?” Arqueou uma sobrancelha sem tirar o sorriso do rosto. “Tem muitos alunos novos aqui ainda, você tem que dar exemplo.”
Assim que se recuperou do momento de surpresa inicial, Clara não demorou a assumir sua característica expressão de indiferença diante do comunicado. Ainda que o pronunciamento houvesse sido encerrado e o banquete já tivesse magicamente aparecido nas grandes mesas do Salão Principal, parecia que o clima de tensão fazia com que as pessoas se recusassem a dizer a primeira palavra. “Então é só isso?” Perguntou à pessoa ao lado depois do que pareciam mais horas do que meros minutos, o jantar já finalizado por alguns, enquanto outros provavelmente haviam perdido o apetite. “Eles demoraram mais de um mês pra votar num substituto pro professor de Defesa Contra Artes das Trevas? O cargo deve ser mesmo uma merda hoje em dia.” Seu tom pingava em ironia, e bufou diante da mediocridade da situação.
Ela tinha os olhos e ouvidos em alerta, como acreditava que deveria portar-se diante àquela situação toda — como monitora-chefe, ela não podia ter nenhuma reação que mostrasse aversão, medo, ou o quê quer que fosse. Arquitetava mentalmente maneiras de falar com os alunos mais novos da Sonserina quando se encontrassem de volta ao salão comunal. Conhecia os primeiro-anistas da sua casa, sobretudo sabia que na mente das crianças tudo poderia parecer assustador; e era um dever dela tranquilizá-los. Enquanto dava mais uma colherada na comida, sua atenção foi desviada para a voz ao seu lado, e Lucy devolveu o talher ao prato para que pudesse fitar a colega de casa e conversar com ela. “Talvez eles quisessem investigar um pouco mais.” Respondeu com um sorriso de canto. Por mais que o interior de Lucy formigasse em questionamentos e suspeitas desde a morte do antigo professor, ela não gostaria de pensar muito — ou discutir isso — no momento. “Você gostou dele?” Perguntou numa tentativa de continuar com o assunto, fazendo uma leve moção de cabeça na direção do homem sentado à mesa de professores.