lxlithium:
“De acordo com a física, sim. As coisas não deixam de acontecer porque alguém não está vendo, não é? Não seria diferente com sons.” Apoiou o queixo na mão, encarando um pouco entediada. A resposta era claramente óbvia para si, como é que a menina ainda podia questionar algo do tipo? “Por que é que está perguntando isso mesmo?”
— De acordo com a física, som é a tremulação captada através dos nossos aparelhos auditivos. Se não há ouvidos para captar essa vibração do ar, não há som. — Tinha aprendido tanto o lado físico quanto o lado filosófico da questão, afinal, passara algum tempo lendo sobre até entender com totalidade. — Porque uma pergunta pode ter mais de uma resposta e, mesmo assim, as pessoas insistem em responder com certeza absoluta antes de pensar nos outros aspectos. Essa questão é proposta dentro do conceito de existência percebida e dá abertura para tanto o sim quanto o não, dependendo de qual vertente você deseja abordar. — A menina suspirou, confirmando em parcialidade sua tese. Volatilidade em certos pontos estava em falta em comportamento alheio, assim como esperava. — Whateva, não acho que você liga para isso de qualquer maneira. Quero um sorvete.
Olhava para Eunbi enquanto a jovem se engajava em seu monólogo, piscando lentamente de forma entediada e sem esconder de maneira alguma o quanto aquilo não a interessava. Revirou os olhos, quase os fechando em seguida. Até parece que uma pessoa como Lilith precisava se importar com aquele tipo de coisa, pelo amor de Deus. “Ah, thank God. Eu parei de prestar atenção em você nos primeiros 5 segundos depois que começou a falar.” Sorriu de lado, voltando a sentar-se com a coluna reta, depois de quase se derreter na mesa. “Como assim “quero um sorvete”? Levanta um e compra. Não tenho nada a ver com isso.” Enquanto esbravejava, uma mão pescou, em sua bolsa, um pequeno espelho decorado com pedras brilhosas. Encarou-se no mesmo, levemente irritada com as pequenas bolsas que se formavam debaixo de seus olhos, maquinando na mente o que teria que fazer para consertar aquilo - ou melhor, o que Yang teria que fazer.










