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@soeodum-blog
emoji ask meme 💫
Olá pessoal, aqui esta mais um ask meme traduzido pelo purpleinspo. O post original (tumblr que postou) foi apagado, mas um dos reblog dele se encontra aqui. Os créditos vão totalmente para quem fez o ask meme!!
🐰 Conte um segredo.
💗 Se você pudesse abraçar alguém agora, quem seria?
🐹 Quais são seus Pokémons favoritos?
🌠 Se você estivesse no comando do mundo, como ele seria?
👀 Qual foi o sonho mais recente que você teve?
☀️ O que você mais gosta no seu melhor amigo?
😘 Fale sobre seu crush ou namorado(a).
💁 Se alguém for rude com você, você também seria?
🌟 O que você gosta sobre si mesmo? (Deve escolher pelo menos 3 coisas!)
🐾 Do que você mais tem medo? Como acha que pode superar isso?
🎁 O que te deixa menos feliz?
💙 O que te irrita mais nas pessoas?
😤 Fica zangado facilmente?
🐇 Qual seu maior sonho?
🌻 Se você pudesse mudar 3 coisas no mundo, o que você mudaria?
🍓 Envie-me 3 nomes: beijo, caso ou mato?
✈️ Qual sua cidade dos sonhos e porquê?
☕️ Fale sobre o seu dia ideal
🌸 Você é introvertido ou extrovertido?
💧 Quando foi a última vez que você chorou? Por que?
🎵 5 músicas que você ama no momento
⚡️ Se você tivesse algum super poder, o que seria e por quê?
💛 Se você pudesse falar com seu eu mais novo, o que diria?
💚 De quem você tem ciúmes?
💎 Qual você prefere ter: inteligência, beleza, bondade, riqueza ou coragem?
🙊 Do que tem mais vergonha?
🌺 Quais línguas você conhece? Qual você quer aprender?
🍀 Se você pudesse ser o melhor amigo/amante de qualquer personagem fictício, que personagem escolheria?
☁️ Fale sobre o seu universo dos sonhos.
💜 Que atos de bondade você vai fazer hoje/esse mês/ano?
🐬 Se você pudesse se transformar em qualquer animal/criatura mágica, o que você seria e por quê?
🍄 Fale sobre alguém/algo que você realmente não gosta.
😣 O que te faz ficar zangado, deprimido ou ansioso nos últimos tempos?
🍰 Quais seus doces favoritos?
🍑 O que acontece com você quando está estressado?
☔️ Você se consideraria uma boa pessoa?
😊 Quais seus hobbies?
🎤 Qual é a última música que cantou?
🐝 Qual é a sua pior característica?
🐻 O que está impedindo você de seguir seus sonhos?
🌷 Como é a sua personalidade?
🐶 Me envie 3 personagens fictícios e eu vou escolher o meu favorito!
👑 Quem são suas celebridades favoritas e por quê?
🐴 Opinião sobre __?
🍋 Você se considera uma pessoa emocional?
📚 Compartilhe 3 livros que você ama e sua citação favorita deles.
😔 O que você sempre faz quando se sente triste?
🌍 Em que país/cidade/bairro você nasceu?
🐧 Descreva-se em 3 palavras.
💭 Você tem um diário?
💫 Quem inspira você?
🎀 Qual é o seu senso de moda?
🎬 Quais são seus filmes favoritos?
🍦 Memória de infância marcante.
Permitiu que o dedo desmarcasse a página do livro em mãos, se focando unicamente no acontecido bem ali, diante de sua presença. Não proferiu uma só palavra, tampouco se incomodou em parecer menos óbvio ou talvez, para alguns, menos assustador. A falta de brilho nos olhos e a postura séria, somada à pele pálida e as roupas escuras transpassavam uma certa falta de vitalidade que de fato se associava ao jovem, tornando a ideia de ser um observador silencioso quase tão estranha (e/ou desconfortável para alguns) quanto os que geralmente estavam presentes em suas obras não-publicadas, ou mesmo nas que já havia entregado ao jornal da faculdade como um escritor amador. Não se incomodava, nunca se incomodava. Era como se sua humanidade se tornasse completamente nula e esquecida naquele emaranhado de pensamentos incomuns e neutralidade, logo, talvez tivesse sido uma surpresa que fosse dono de um sorriso tão bonito e tão vívido, mesmo que ainda fosse falso e apenas uma maneira de interagir após seus olhos focados serem descobertos pela presença alheia que tanto havia lhe chamado a atenção. --- Eu espero que você não se incomode comigo, eu só gosto de observar.
maybe this is what I was meant to be: neither here nor there, neither saved nor damned, neither good nor bad, neither dead nor alive. just broken. just another lesson, another example. just one more moral of one more story that doesn’t have a happy ending.
the unhappy medium | m.a.w (via dvoyd)
━━ ✧ ᨀ ◜원균 & 헤에소◞﹕monsters from within.
lamiakiller:
( with: @soeodum )
Não era comum que a caça virasse caçador, literalmente; portanto, Wongyun se tornasse tão frio à ponto de eliminar alguém de sua própria espécie, não era tão trivial assim para ser explicado. Na verdade, era algo a ser questionado. Por muitos anos foi minuciosamente estudado pelos demais caçadores, mas ninguém nunca conseguiu decifrar o quê habitava por detrás daquela máscara mórbida de pura humanidade, muito embora se forçasse a tal. Era como um prêmio que ele queria adquirir a todo custo, fazendo assim com que reprimisse seus mais profundos desejos e só expusesse aos demais aquilo que eles queriam ver: alguém em quem confiar. Fora exatamente essa confiança repassada que perpetuou durante os anos e, consequentemente, naquela época. O pedido para que comparecesse à casa de Lee Junyeol foi nada usual, levando em conta que ele havia há muito deixado aquela “profissão” de lado, pelo menos de acordo com o que o próprio Shin se lembrava; todavia, precisava tratar de um assunto, mas Wongyun só saberia no local.
Passo a passo, hesitante, o vampiro memorizava seu caminho até a casa do dito cujo e foi lá que parou, em frente à porta. Duas batidas pareciam ser suficientes, uma vez que o homem já deveria lhe esperar. Era irritante não poder mais entrar livremente como antes, pois locais nunca antes visitados por ele eram impasse decerto – mais um motivo para colocar na lista de odiar o “tipo” que havia se tornado. Quando a porta abriu não pode ver a face de quem era, contudo a voz de desdém era tão palpável quanto o desenho da silhueta alheia; acabou por deduzir que era o próprio homem, cujo este deveria acatar alguma ordem, ou sabe-se lá para o quê necessitava da ajuda de um vampiro em plena noite.
A bengala não se fez necessária visto que fora guiado por outrem, que logo o acomodou no espaço da sala – assim cogitou que fosse –. Paciência era o forte de Wongyun, principalmente quando precisava esperar, mas não sabia exatamente como reagir àquela outra palpitação; um batimento cardíaco tão calmo quanto o de outrora, que logo o fez virar um pouco o rosto e perceber que se tratava do filho do homem. Não sabia como se pronunciar diante deste, já como era cego e, portanto, não teria como saber da chegada do mesmo; mas passou a cutucar sua bengala em cada girada que fazia na ponta dos dedos, algo mais para parecer distraído do que para distraí-lo. Se o garoto perguntar, você é um velho amigo dele, foi o que lhe fora induzido a explicar. O fundo daquela história, no entanto, ficava à mercê do próprio Wongyun, que já estava mais alheio do que tudo.
Assim que colocou os fones de ouvido, terminou de isolar-se do restante do mundo (como se usualmente já não fosse completamente alheio a este). Os olhos sem brilho focaram rapidamente nos dedos pálidos onde os anéis dos dedos estavam, aqueles itens obrigatórios. Por mais que Heeso tentasse, sabia que não poderia tirá-los quando bem entendesse porque tudo aquilo que usava mantinha a consciência limpa, sendo o pai, um dos poucos capazes de despertar sua empatia que parecia estar adormecida por baixo daquela existência tão vazia. Não que realmente fosse uma folha em branco, o diferencial que lhe afastava do restante dos seres humanos normais era a capacidade estranha de escondê-los atrás de camadas e mais camadas de racionalidade, prioridades e pensamentos que não costumavam deixar espaço para os tais sentimentos aflorarem. E mesmo assim, em seus momentos solitários onde não estava falando nem com os mortos e nem com os vivos, se permitia sentir coisas comuns antes de se assustar e ignorá-las, como era o caso do peso na consciência. Os Lee, pai e filho, Jun-Yeol e Hee-So, deveriam ser sempre sinceros um com o outro, esse era o trato. E mesmo assim continuava a quebrar sua promessa de formas diferentes sempre que conversava com vampiros, com fadas, com skinwalkers, bruxas e qualquer outra espécie que lhe aparecesse pela frente simplesmente pela curiosidade e vontade de fazer parte daquilo. Parte de algo que seu pai abertamente não concordava. E eis aqui o problema: a divergência de pensamentos gerara mentiras, e esses mentiras geraram mais mentiras e agora via-se completamente afundado em todas elas, quebrando a confiança do patriarca e arriscando sua vida. O que, por mais que chegasse a se arrepender, não era pelo ato em si, e sim porque um dia lhe custaria a cumplicidade do pai.
O que não sabia, entretanto, é que por mais diferentes que fossem, a pior das similaridades entre ambos era quebrar promessas. Do outro lado da moeda os segredos eram piores e iam muito além do ofício de caçador que exercia no arredores sob a desculpa de estar fazendo hora extra como policial, Junyeol mentia muito, mentia tanto que tal como o filho também já havia se afogado em suas mentiras, tornando a promessa de anos atrás uma farsa que nenhum dos dois Lee havia descoberto ainda que havia ruído, simplesmente porque acreditavam demais na honestidade um do outro. Semelhança lamentável.
Enquanto continuava com seus fones de ouvido e música alta, lendo os livros acadêmicos do curso sem estar completamente imerso, algo no âmago pareceu manifestar-se, uma sensação que começara com um arrepio na espinha e seguia-se de um rapaz pensativo e de olhos fixos na própria porta, como se fosse sua obrigação cruzá-la para ver se algo estava errado. Geralmente atendia esses pedidos sem pestanejar, porque sabia que a intuição podia levá-lo a alguma coisa anormal da qual gostava e achava interessante. Mas, dentro de casa? Na presença do pai? A curiosidade vencia o desejo de estudar. Sempre poderia revisar mais tarde, coisas como aquela ali não esperavam tempo demais. Assim sendo, girou a maçaneta e olhou do degrau de cima para a sala, onde o pai estava na companhia de outra pessoa, alguém novo de quem não se lembrava. Franziu o cenho, ainda guiado por aquela vontade de descobrir coisas além de seu alcance ou que nada diziam a seu respeito, já que, verdade fosse dita, sabia ser intrometido quando queria. E isso o levava até a situação atual e um tanto quanto incomum ali bem na sua casa, já que o tal indivíduo não estava exatamente sozinho e não se referia a presença do pai., Suas companhias eram bastantes para uma pessoa só e isso lhe levantava a seguinte questão: quem era ele? Não se importava muito com os amigos do pai, mas algo lhe dizia que aquele amigo em especial – supondo que fosse um amigo – seguia um padrão diferente. Após descer as escadas bem devagar, chegou no cômodo onde agora, sozinho, estava o convidado misterioso. --- Oi. --- Começou e tomou assento na frente do indivíduo desconhecido, sem saber muito bem como deveria reagir na frente de um cego, optou por apenas cumprimentá-lo de longe e evitar situações constrangedoras para ambos. --- Eu sou Lee Heeso, quem é você? --- Começou, amigável. --- E por que tem tantos amigos ao seu redor? Você não parece humano, não acho que você seja humano. --- Aproveitou que o pai havia se ausentado para ser direto, marca registrada sua porque não via necessidade em fingir não saber de algo que parecia óbvio.
unattainablegaeul:
Demorou algum tempo para que a ideia viesse até sua cabeça, mas assim que a fez voltou a praia para observar os resto da fogueira aonde a bruxa havia sido queimada. Ela quis transformar aquela imagem em algo mais bonito, como um ritual de passagem mais doce, para que pudesse alegrar sua amiga. Contudo, ao ver aquela cena de novo, não conseguiu dar traços bonitos e leves para a imagem. Ainda tinha vida a imagem do sofrimento que aquilo causou, então seu desenho acabou transparecendo isso. — Eu sinto muito — disse tanto para EunBi, quanto para a bruxa já morta, e para qualquer outra pessoa que havia sofrido com isso. Ela queria tentar amenizar aquilo, mas a dor parecia tangível mesmo alguns dias depois.
Quando escutou uma voz perto de si lhe fazendo uma pergunta tão fria, quase deu um soco na pessoa por reflexo. — Estamos falando de um assassinato. Isso não é natural — como uma futura protetora de toda uma espécie, ela acabava tendo um grande senso de proteção com que era próxima a ela. Só de imaginar que a pessoa naquela fogueira poderia ter sido próxima a ela seus olhos de enchiam de lágrimas. — Esse desenho não vai dar certo — falou olhando tristemente para o seu caderno; contudo, logo tentou amenizar o sentimento, pois sabia que ele poderia “ligar” sua telecinese, e ela sabia que o garoto ao seu lado era um – estranho – humano.
Comover-se com as dores dos outros não costumava ser algo que sentia com facilidade, simplesmente porque crescer estando tão longe de sua própria espécie, mesmo que ainda frequentasse todos os lugares comuns entre eles, havia afetado a sua maneira de pensar e encarar as coisas. Sempre analítico demais, sempre mais robótico do que um rapaz tão jovem deveria ser, na companhia dos mortos que lhe cercavam e criando barreiras emocionais a sua volta sem se dar conta. Logo, ainda que algo dentro de si denunciasse que a maneira com a qual a garota havia proferido sua frase significava que talvez devesse pensar sobre o que havia dito, tudo o que sua mente conseguia pensar era no motivo por trás daquela reação. --- Sim, isso é natural de certa forma. --- Respondeu, esticando os braços para que, propositalmente, os dedos acabassem esbarrando na pele exposta do braço de Gaeul. A habilidade natural de reconhecer qualquer tipo de magia lhe garantia certa vantagem naquela interação, afinal, sabia muito mais sobre criaturas sobrenaturais do que criaturas sobrenaturais sabiam sobre si. O toque humano era, na verdade, apenas para tirar dúvidas.
--- Desculpa. --- Pediu, voltando a colocar os braços sobre o colo, mesmo que na realidade não estivesse arrependido de tê-la tocado. Era diferente. A magia era diferente, se bem havia recordado, possivelmente era o caso de um híbrido, havia lido e mesmo tido contato com os poucos que havia encontrado por aí. --- Hum, okay. Não diria natural, mas é comum. Embora eu precise assumir que ser queimada em uma fogueira torna tudo um pouco mais único. Ainda mais nesse século. --- Começou referindo-se a quando bruxas eram queimadas, imaginando que se ainda não estivesse claro que sabia demais, deveria deixar. Em momento algum havia sinais de comoção porque para pessoas como Heeso, a morte não costumava ser tão cruel quanto comumente era tida por quase todas as espécies, embora também não houvesse deleite. Olhou então para o caderno da alheia, observando os traços desenhados enquanto um sorriso lentamente se formava, mais uma vez, nos lábios. --- Mas é tão bonito. --- O tom havia sido genuinamente sincero e um pouco mais vívido do que era corriqueiro em sua fala. --- Sabe, eu gosto desse tipo de coisa. Há muito horror no mundo, mas todo o horror ainda pode se converter em algo como isso. --- Apontou para o desenho novamente, dessa vez mais alegre do que antes.
eunbx:
— Não foi minha culpa para sentir muito, mas caso queira saber, eu estou com raiva. — O simples pedaço de papel que supostamente garantia a proteção das espécies não passava de uma utopia, documento metaforicamente rasgado em fronte ao Dragão de Busan através de uma morte sem escrúpulos. O pior de tudo era saber que a irmã havia morrido pela mão de outras bruxas, que acenderam a pira sem conhecimento daquele absurdo. Eunbi, novamente, quis chorar pela pacífica alma que se perdera, porém, manteve o semblante duro. Nada adiantava ter a benção de trazer pessoas à vida se não podia exercê-la. — É difícil aceitar isso quando se tem a vontade do destino nas mãos. — Não deveria estar arrastando ainda mais o humano para dentro daquela bagunça, todavia, era imprudente demais para pensar duas vezes sobre o caso e Heeso era tão negligente quanto a moça, a ponto de arriscar o próprio pescoço em uma brincadeira um tanto leviana. — É como a natureza se manifesta, mas… Às vezes, é cruel demais. Inocentes pagam pelos jogos de outras pessoas, sangue é derramado… e por isso a balança se equilibra. A justiça vem com dor, Heeso-yah, apesar de eu não querer acreditar nisto por completo. É a única certeza e, mesmo assim, é tão difícil de aceitar. — Precisou respirar fundo para impedir as malditas lágrimas a caírem de novo, não podia deixar a emoção falar mais alto agora, pois deveria ser forte. — Aish, você já ouviu rants demais sobre isso hoje, eu acho. Não vim aqui te cansar, de qualquer forma.
As orbes escuras fixaram-se nas mais claras da moça, concentrado em escutá-la, para depois conseguir raciocinar tudo que lhe era dito. Existia entre eles uma espécie de semelhança responsável pela proximidade, uma familiarização com a morte que não era fácil conseguir encontrar pelos arredores de Busan simplesmente porque a maioria era incapaz de aceitá-la. Ainda assim, em momentos como aquele, notava que haviam muitas diferenças e singularidades que o caracterizavam como um ser humano muito mais apático do que a bruxinha que estava bem a frente. Irônico, porque justamente ele, com toda sua apatia, agora estava sentindo faíscas dolorosas no peito, provavelmente porque a mais nova era um dos raros laços afetivos que havia conseguido desenvolver ao longo de seus vinte anos e vê-la sofrer causa-lhe certo desconforto. Talvez agora sentisse muito. Mas não pela bruxa queimada. Sentia muito porque Eunbi também estava sentindo. --- Mortes cruéis não significam que o espírito está sofrendo. --- Comentou, tão aleatório, mas ao mesmo tempo tão dentro do contexto. Acreditava que a preocupação era aquela; ainda assim não podia afirmar porque a verdade é que nunca havia perdido ninguém além da mãe. --- Eu só não entendo... --- Começou, mas cortou a si mesmo notando que, qualquer fosse o que estava prestes a dizer, não era realmente importante considerando o estado da menor. Então, quase como se estivesse programado para reagir de tal forma a tal situação, sorriu. O diferencial era que dessa vez estava tentando transpassar conforto, e não apenas ser gentil como costumava ser com todos. --- Você pode chorar se quiser. --- Assentiu com a cabeça apenas para complementar a frase. --- Eu sou um humano e você é uma bruxa, mas o trato é que isso não importa. Somos iguais, não somos? --- Atreveu-se a bagunçar o cabelo no topo da cabeça de Eunbi. --- Então você não precisa ser mais forte que ninguém aqui comigo.
donyul:
Ser curioso, mesmo que tentasse não era algo que pudesse controlar, já era um terrível erro que já estava acostumado a cometer, e é claro que naquele dia não seria diferente. Por conta de alguns problemas, que também podem ser lidos como falta de vontade, DongYul acabou por não comparecer na festa do dia anterior, mas não deixou de ficar por dentro do que tinha acontecido lá, e depois que descobriu que uma bruxa tinha sido morta, ele queria poder voltar no tempo apenas para ver aquela cena com seus próprios olhos. Ele não tinha problemas com as bruxas, pelo menos não de que se lembre, porém para ele a morte era algo tão horrível e bonito ao mesmo tempo, talvez por isso que sentia prazer em fazer aquilo com suas próprias mãos. E perder um acontecimento como aquele, para ele, foi muito frustrante. Naquela manhã depois da festa o que mais via era pessoas ao seu redor falando sobre aquele assunto, mas afinal por que tantas pessoas tinham medo da morte? Já que, para alguns, a única certeza da vida era a morte? Claro que aquele não era seu caso, mas mesmo assim, ele não conseguia entender. As vezes o demônio se perdia em seus pensamentos e nem mesmo ele era capaz de entender, talvez fosse aquele lado humano dentro dele tentando se comunicar, ou apenas uma leve paranoia. Nem sequer sabia o caminho que estava seguindo, mas ao abrir a porta e dar de cara com o outro garoto, deu alguns passos para trás, em um breve susto. – Sentir muito pelo que? – Confuso, era a única palavra que o definia naquele momento. – Você está falando sobre a morte na festa ontem? Se for, eu não sinto muito. A morte dela não faz diferença nenhuma na minha vida e não me afeta de nenhuma forma. – Deu de ombros, sendo sincero em cada palavra que foi dita, algo não muito usual. – Pelo menos alguém me entende, a única certeza que você tem na vida é que você vai morrer, eu sempre ouvia isso quando menor.
Fechou os olhos brevemente, sentindo os calafrios na espinha se intensificarem com a súbita sensação de desconforto que o abalara após a chegada de sua companhia. Ter controle parcial de sua mente significava que o dom estava sob controle na medida do possível, ainda assim, certas forças carregavam consigo uma energia tão negativa, tão mórbida e tão perturbadora que mesmo se esforçando para ignorar, era incapaz. Ver a verdadeira forma de um demônio costumava ser um de seus piores pesadelos na infância e motivo pelo qual os terrores noturnos o deixavam ainda mais apavorado, sentindo fisicamente os efeitos que tentações constantes lhe proporcionavam. Embora crescesse e fosse dotado de vasto conhecimento sobre os métodos de combatê-los, haviam limites para o que um rapaz tão jovem poderia fazer e, secretamente, o desejo de não fazê-lo. Ter medo de demônios, como o próprio pai já havia o alertado, era algo que precisava perder, entretanto, estar sempre atento e em alerta era fundamental, o que em parte fazia, em parte não fazia. De qualquer forma, não sentir medo ou não sentir qualquer coisa a maior parte do tempo realmente contribuíam para a postura o mais casual possível, se não fosse levado em consideração que olhá-lo nos olhos era impossível para Heeso, simplesmente pelo desconforto.
Permaneceu, então, com os olhos fixos na visão que tinham à frente e tratou de sorrir como se não fosse difícil, como se fosse inatingível. Como se fosse. --- Faz muito tempo? --- Questionou, brincando com os próprios dedos. --- Faz muito tempo desde que você era menor? --- Reforçou a pergunta, antes de, instintivamente, abrir novamente o mesmo caderno e começar a fazer esboços aleatórios, mas não qualquer coisa, esboços de demônios. Aqueles mesmos que o atormentavam, gostava de fazer isso porque mantinha o foco, era como uma espécie de terapia, um jeito de conseguir manter o foco. --- A morte dela fez diferença na minha, bom, mais ou menos. --- Começou, supondo que, independente de quem fosse a criatura com quem falava, já estava ali, e deveriam continuar se falando. --- Não sabia quem era, mas ela me proporcionou algo terrivelmente bonito, eu acho que gosto de mortes assim? Um espetáculo antes de deixar o mundo carnal, transformar algo simples e inevitável em algo inesquecível. De qualquer forma, a morte não é o fim, o lamentável é que muitos não acreditem nisso.
Após o primeiro contato do lápis com a folha branca do caderno, não houve demora até que as primeiras frases fossem formadas numa caligrafia desleixada, que não condizia em nada com o cuidado na escolha de suas palavras para que tudo saísse o mais coerente possível, além de enriquecido com a linguagem poética usual de suas obras. Presenciar o horror e convertê-lo em algo bonito, em algo digno de ser lido e que trouxesse sensações diversas aos leitores, era algo que lhe dava prazer acima de qualquer provável surto de empatia ou pensamento politicamente correto. Um evento tão recente merecia uma homenagem. Sob os olhos do médium, a morte era inevitável e imperiosa, não havia escapatória mesmo que pudesse ser adiada por muito tempo. Era de certa forma bonita. Logo, a beleza de um momento como esse, a partida do mundo material, deveria ficar registrada. Observou após algum tempo que não estava mais solitário, e tratou de fechar o objeto onde escrevera seu texto para que pudesse de alguma forma, conversar sobre o assunto. O riso que se formou nos lábios foi quase automático. Possuía uma simpatia natural, dotado também de traços e características chamativas, embora não tivesse o auxílio de nenhuma natureza mágica, se destacava em toda sua plenitude como humano. As corrente em volta do pescoço e os anéis nos dedos feitos de prata e ferro eram medida obrigatória de proteção exigida pelo pai, algo que novamente fortalecia a convicção de que era fraco e precisava se proteger. E, ali estava o problema: não queria proteção. Queria explorar e questionar tanto o bom quanto o trágico. --- Você sente muito? --- Foi direto, sem de fato dar muitas explicações. --- Escutei muitos dizendo que sentem muito, que foi uma fatalidade e que foi horrível. Você também acha isso tudo? --- Apertou o objeto em mãos, sem fazer contato visual com sua companhia, unicamente porque não queria, preferia fingir que falava consigo mesmo. --- Morrer é natural, não sei por que não tratam como algo normal, independente de como ocorreu.
sayuxch:
A noite estava apenas começando e Sayu já estava mais que entediada, andava por entre o festival a passos despreocupados não prestando atenção em nada especial, já tinha ido a tantas dessas festas que conseguia prever a maioria das coisas que aconteciam normalmente, precisava de algo novo para se entreter e talvez fazer o tempo passar mais rápido. “Será que é pedir muito pra algo interessante acontecer?” Pensou alto para ninguém em especial sendo logo seguido por um longo suspiro da mesma, se sentou em uma calçada perto do mar onde aparentava ter menos pessoas, mas ainda assim tendo uma boa quantidade delas. “As pessoas são tão previsíveis, chega a ser entediante.” Disse com a voz neutra enquanto encarava um grupo de pessoas gritando e derramando bebidas uma nas outras, rolou os olhos com a imagem.
A presença incomum em ambientes de festa era justificada pelo conhecimento do que se passava por detrás das cortinas utilizadas para enganar humanos comuns e evitar que descobrissem as reais intenções daquele festival. Como médium e como analítico, estar dentre milhares de pessoas festejando tornava-se interessante à medida que distinguir o anormal do normal se tornava um de seus joguinhos para driblar o tédio. O controle mental era o bastante para controlar certos aspectos de seu dom, embora ainda assim fosse inevitável não escutar e não ver as almas desesperadas que haviam morrido vítimas de sereias. Era parte de seu dom escutá-las, vê-las e sentir mais do que comumente era permitido para aqueles normais, mas apesar do corpo aberto, se sentia incapaz de interferir a ordem natural das coisas e tentar ajudar qualquer espírito a alcançar a paz, tornando-se mero observador de todas as realidades que conseguia contatar. As frases provindas da figura feminina de beleza estonteante chamaram a atenção do humano, seguindo em passos ligeiramente tímidos, até que estivesse a uma distância aceitável da dela. Algo o fizera sentir necessidade do tocá-la, uma sensação esquisita, uma energia gigantesca. Apesar de não ter coragem de fazê-lo sem a devida permissão. --- Sim, elas são. --- Respondeu, com olhos fixos na paisagem. --- Mas sempre existe algo diferente se você olhar com muito cuidado cada pequeno detalhe e cada pequena ação no emaranhado de gestos comuns e atitudes corriqueiras dos seres humanos. --- Apertou os olhos rapidamente, e então, finalmente buscou olhá-la, para então abrir um de seus sorrisos naturalmente charmosos. --- Você pode me dar a sua mão? Tem algo que me deixou curioso.
lee heeso’s things: his mediumship&inside his head!!
❝you can’t run from the shadow, but you can invite it to dance. look into my eyes. as i take you into the abyss, and i will show you the dark, vile, perverse secrets that are inside of us both.❞
I took no pride in my solitude; but I was dependent on it. The darkness of the room was like sunlight to me.
Charles Bukowski (via infpisme)