O menino continuou caminhando pelo quartinho - ou melhor, estĂșdio - ainda se lembrando de algumas coisas, quando a primeira vez que fora para aquele lugar e avistara as dezenas de desenhos, mas nĂŁo era como se ele fosse ficar estranho com um lugar cheio de rostos seus espalhados, como uma pessoa normal talvez ficaria. Tudo aquilo havia apenas despertado mais interesse na baixinha dos olhos bonitos. Mas ouvir tudo aquilo que ela estava dizendo o fazia tĂŁo bem, pois ele nĂŁo sabia daquilo, nem podia imaginar, e era como se agora conhecesse um lado Nic que ele nunca havia conhecido. O menino se virou caminhando na sua direção, a abraçando de surpresa e sem permissĂŁo, como ela disse que ele fazia, mesmo que nada daquilo fosse ser a mesma coisa. EntĂŁo começou a fitar os olhos da garota apenas sorrindo, todas aquelas palavras faziam com que Charlie percebesse que ele sempre amaria aquela menina, nĂŁo importava as brigas, nĂŁo importava o tempo distante. Tudo por conta do começo. Talvez se eles nĂŁo tivessem um começo tĂŁo perfeito quanto tiveram as coisas nĂŁo seriam como sĂŁo hoje, mas esse começo era o motivo para que ele sempre seria apaixonado por ela, por ele ter algo pelo qual lutar, sempre que tudo estivesse caindo, ele se lembraria dos primeiros meses, dos primeiros anos, das primeiras dĂ©cadas, e assim por diante, conforme os anos fossem se passar. â VocĂȘ Ă© tĂŁo estupidamente feia, meu Deus, como eu posso ter ficado tĂŁo sem palavras como nesse instante? Argh â ele cruzou os braços, pois realmente nĂŁo sabia o que dizer, mas esperava que seu sorriso largo e seus olhos brilhando, alĂ©m de sua respiração acelerada fossem o suficiente para que ela entendesse.