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Eu espero sinceramente que ela puxe a mim. Imagina só como essa garota não vai ficar feia e chata se puxar a você, puft. — revirou os olhos, mas apenas de brincadeira. Apoiou ambas as mãos na cama para observar melhor as duas, mal acreditando de verdade ainda que a criança nos braços de Lucy era mesmo filha deles tão pequena e inocente. — Minha mãe é incrível? Ela devia pensar em deixar você descansar, e a Lou respirar um pouco, afinal ela mal chegou no mundo pra tamanha confusão, não é pequena?! — riu baixo. Levou uma das mãos até o rosto de Lucy, acariciando sua bochecha levemente antes de colocar uma mecha de seu cabelo para trás da orelha dela. — Você foi tão incrível, loira, tão forte. Eu não consigo explicar, mas eu sei que eu amo você mil vezes mais do que eu amava ontem. Isso é normal? Acho que eu vou explodir de tanto amor!
Lucy não conseguia demonstrar a felicidade por ouvir tudo aquilo sair da boca de Jason, mas seu sorriso era tão largo, mas tão largo, que ela mesma não entendia como suas bochechas ainda não estavam doendo. Fitava a menininha que estava em seu colo, agora parando de mexer nos cabelos dela, deixando que ela mamasse o quanto quisesse em paz, mas ela parecia já ter parado com aquilo, pois havia dormido em seu colo -- Eu acho que ela dormiu de novo, Jason. -- riu bem baixinho, tentando se controlar para não acorda-la, e colocou sua blusa de volta no lugar -- Eu sei como é. Parece que cada passo da nossa vida eu me sinto mais eu amo você. -- abaixou um pouco a cabeça -- Não é como o fogo daquela paixão do início, mas é o que indica que você já faz parte da minha vida, e que eu sempre terei muitos e muitos momentos contigo. E em todos esses momentos vai ser como os primeiros. -- comprimiu os lábios -- Acho que o amor é assim, Jason, e você sem dúvidas me ensinou a amar melhor do que qualquer pessoa conseguiria na vida. -- ficou parada encarando agora os olhos do menino e logo depois de uns segundos voltou a fitar a garotinha.
Sinceramente? Não poderia me importar menos. — sorriu novamente, o mesmo sorriso de felicidade de segundos atrás, mas estava de volta estampado no rosto do loiro. Logo entregou com cuidado a filha para Lucy, ajeitando a cabeça dela no braço da loira, mas não se afastou. — Sabe o que não faz sentido? Ela ser tão linda. Quer dizer, na verdade, até que faz um pouco sim. — assentiu, olhando para o rosto de Lucy, o então amor de sua vida, que estava com a aparência cansada e ainda sonolenta, mas com o semblante feliz, e ainda sim, mais linda do que o que ele poderia se lembrar. — Seu médico disse que até amanhã de tarde vocês estão liberadas, ele só precisa fazer alguns exames com a Louise hoje, e coletar umas amostras de sangue. Minha mãe me ligou desesperada, mas eu disse que nós vamos para casa amanhã, então é melhor você se preparar para uma festa que ela e a Stella provavelmente vão fazer.
-- Já pensou como ela vai ficar quando crescer? Será que vai puxar mais a mim ou você? Será que um pouquinho dos dois? -- começou a rir baixinho abaixando a sua blusa para poder amamentar a menina e a pegou no colo quando Jason a entregou, e começou a ninar ela bem de leve -- Oi filhinha, você dormiu bem? Se sente mais confortável agora que não tá mais na minha barriguinha? Você me deu um trabalhão hein. -- disse com a voz bem fininha, quase sussurrando -- A mamãe te ama -- beijou de leve a cabeça da menina enquanto fazia um pouco de carinho nos poucos pelos loiros em sua cabeça -- O papai também te ama, sabia? A gente tava tão ansioso pra conhecer você. -- riu baixinho e ouviu o que ele disse sobre uma festa -- Ah, meu Deus, elas vão mesmo fazer isso? Sua mãe é incrível sabia? -- riu um pouquinho, embora estivesse sem graça -- Você ouviu o que o papai disse? Vão fazer uma festa para você neném!
Podia sentir um certo incomodo em seu maxilar de tanto sorrir daquele jeito, principalmente pelo fato da menina estar apertando o dedo que ela segurava, como se reconhecesse a voz de Jason, e estivesse realmente o entendendo, apesar de que fosse uma superestimação da palavra. Levantou um pouco o rosto, acordando do pequeno transe que havia entrado ao tentar memorizar cada pedaço do pequeno rosto de sua filha ao ouvir a voz cansada de Lucy soar pelo quarto, assentindo para a observação feita pela loira. — Eu acho que ela vai puxar você, baixinha. — riu de forma baixa, na intenção de não assustar a pequena em seu colo e então se levantou com todo o cuidado do mundo, aproximando-se da maca de Lucy novamente. — Acho que ela acordou com fome. Você está bem para amamentar? Posso chamar uma enfermeira para ajudar.
Acabou rindo quando ouviu o apelido que Jason havia lhe dado desde antes de começarem a se gostar. -- Acho que agora você vai ter duas baixinhas, grandão. -- sorriu um pouco corada com aquilo e assentiu para a pergunta do menino, embora ela estivesse acordada, a menina ainda queria assistir a cena de Jason segurando a garotinha, mas sabia que ela teria muito tempo para ver os dois juntos, aliás, uma vida inteira, então estendeu os braços -- Não precisa, eu posso fazer isso. -- falou rindo bem de leve ainda tentando se ajeitar melhor para que quando a pegasse, ficasse à vontade o suficiente. -- Isso não faz sentido. Você já parou para pensar que já fomos desse tamanho? -- franziu o cenho -- Queria que meus pais estivessem aqui. Mas eu tenho você, e isso é tudo o que importa. -- sorriu largamente -- Louise, logo logo vamos para nossa casinha! -- falou bem baixinho, mas demonstrando entusiasmo ainda sim.
Sorriu largamente ao entrar no quarto do hospital, tinha passado a noite ali, mas tinha acabado de descer para o refeitório do lugar em busca de café, e ali estava Louise, o pequeno e mais belo bebê do mundo que ele poderia chamar de filha acordada, mexendo os braços dentro do pequeno berço que os enfermeiros tinham colocado ao lado da cama de Lucy. Ao pensar no nome de sua namorada olhou para a menina, que ainda parecia estar dormindo tranquilamente então preferiu não acordá-la, deixando os dois copos de café em cima de um aparador que havia ali do lado para com cuidado retirar Louise do berço, segurando-a de forma mais delicada e protetora que conseguia. Ela era tão extremamente pequena em seus braços que ele tinha medo de acabar quebrando se segurasse errado, mas tinha esperado tanto tempo para conhecer aquela pequena que não conseguia se imaginar mantendo as mãos longe dela. Sentou-se em uma das poltronas coladas a parede, ninando o bebê em seus braços que parecia ter se acalmado. — Você é tão linda… — murmurou para ela, segurando uma de suas pequenas mãozinhas que não chegavam nem ao menos a dar a volta em todo o dedo mínimo que ele dava para ela. — E foi tão esperada, pequena. Sabe o que você é? Você é aquele arco íris que vem depois de uma chuva de verão, tão bonito e apreciado. — ninou para ela, na esperança de que ela voltasse a dormir, mesmo achando que aquilo era um tanto impossível.
Lucy havia passado por uma noite muito difícil, porém uma linda noite. A noite onde tudo começou. Agora ela tinha uma filha. Era mamãe. Nada poderia ser tão mágico e sem palavras quanto aquilo, nada, nenhuma palavra descrevia o seu entusiasmo, o medo do que vinha pela frente, a disposição de tudo. O seu sono nem era tão profundo, ela praticamente não conseguira dormir na noite anterior de tanta felicidade, ela não parava de pensar em tudo o que estava acontecendo e bem, a cama não fosse tão confortável para alguém que havia passado por um trabalho de parto. Mas acabou ouvindo alguns sussurros do outro lado do quarto e avistou Jason segurando sua pequenininha no colo, o que a fez se sentir tão feliz ao ver uma cena daquelas que ela sequer tinha coragem de interromper. Mas era o que ela chamava de pequeno momento, assim como todos os outros que estavam acontecendo naqueles dois últimos dias. Jason, o garoto da sua vida, ele sendo pai, segurando a sua filha. Era algo que fazia o coração da garota se apertar um pouco -- Ela é tão... Pequenininha. Eu não imaginei que fosse tão miudinha assim. -- falou baixinho segurando uma risada boba por aquilo, começando a se ajeitar na cama, enquanto ainda queria observar aquela cena por mais algum tempo para poder guardar muito bem em sua memória.
cause life starts now. {pov}
Não era um dia particularmente normal. Aliás, essas descrições seriam mera hipocrisia para uma pessoa tão ansiosa quanto Lucy nesta noite. Essa noite era o dia que finalmente Louise Fildgan Mcelwain enxergaria o mundo ao seu redor. Era o dia mais emocionante da vida da loira, o dia que finalmente teria a oportunidade de conhecer a pequena que havia carregado durante um período de nove meses.
Era como se flashes passassem em sua cabeça, enquanto deitada naquela cama esperando pelo momento. Nem mesmo ela conseguia acreditar que aqueles dois amigos do segundo grau um dia teriam um laço tão forte quanto um bebê. Eu vou ter um bebê. Essa era a frase que mais ficou na mente da menina durante todo o período, mas que naquele instante era mais do que instantânea, era mais do que o sentimento real, era o momento.
Os flashes iam para os momentos na Austrália, quando ela ainda era uma garotinha, ela tinha muito o que aprender. Ela tinha a vida pela frente, e por mais que tivesse adiantado tudo o que em sua cabeça sempre seria muito mais para frente, ela sabia que não imaginava outro futuro com Jason. Os primeiros momentos, os primeiros beijos, as brigas, tudo aquilo passava de relance em sua mente até o momento que ela descobriu estar grávida em Coventry. Sua vida mudou completamente depois de tudo aquilo, o desafio com os pais que não aceitavam muito bem o relacionamento dela com Mcelwain, o preconceito, mas acima de tudo, o sentimento da menina por tudo aquilo.
Se lembra do dia que descobriu tudo, o quanto sua cabeça girou por medo da reação de Jason e ao mesmo tempo de como seria seu futuro. Mas era como se esse medo tivesse se conformado, ela já estava tão apegada a seu filho que sequer conseguiria imaginar a sua vida se aquele rumo não tivesse sido tomado. Lucy também se lembrava do dia que deu a notícia a ele em um jantar "diferente". Se lembra do primeiro chute, dos momentos que seu namorado conversava com sua barriga - algo que deixava a menina ansiosa, pois ela sabia que o bebê podia ouvir, que ele sentia o amor que seus pais estavam lhe dando. Ela se lembrava do primeiro ultrassom, de como as lágrimas escaparam de seus olhos só de poder vê-lo ali. Se lembrava de absolutamente todos os momentos de sua gravidez, desde as crises até os melhores instantes. Até agora.
*** At home
Tudo começou na tarde de quinta feira, quando Lucy estava assistindo televisão em casa. Ela estava com licença da faculdade devido a gravidez. Jason teve de ficar até mais tarde pois tinha alguns trabalhos para se fazer. Daniel e Stella estavam em casa. Somente os dois. Mas a menina estava sozinha na sala quando por um momento sentiu algo estranho em si. "STELLA! VEM AQUI, EU TÔ VAZANDO!" a menina gritou desesperada e Stella havia saído do quarto confusa por toda a situação "O que foi?" "Stella, eu tô vazando. Eu tô perdendo água. CADÊ A PORRA DO SEU NAMORADO? FAZ ALGUMA COISA!" a menina disse desesperada, mas Daniel quando chegou na sala parecia estar confuso da mesma forma "Stella, liga pro Jason pelo amor de Deus. Lucy, é hoje. Fica tranquila, a bolsa só estourou, é só isso. "TRANQUILA? SÓ ISSO? VOCÊ É O MÉDICO DAQUI, FAZ ELA SAIR DE MIM!" disse completamente nervosa pela situação, Lucy realmente não sabia o que deveria fazer naquele momento "Lucy pelo amor de Deus, o Jason já tá vindo." Daniel respondeu completamente nervoso pela garota e pelo amigo. - e por não saber o quê fazer. -.
E foi assim como começou a noite em que a vida de Jason e Lucy mudaria completamente.
*** At the hospital
A loira precisava se concentrar, faltava pelo menos uns três centímetros para que finalmente tudo acontecesse, e aquilo estava deixando sua mente maluca. "Jason, pelo amor de Deus, vai demorar mais? FAÇA ALGUMA COISA! ESTAMOS AQUI FAZENDO O QUÊ" ela disse nervosa. "Certo, eu vou ter um bebê. Eu vou ter um bebê. Eu vou ter um bebê." ela dizia para si mesma respirando fundo, sem nem se perguntar o que o garoto estava pensando ao ver uma cena daquelas, mas a menina estava nervosa. Muito nervosa. "Jason..." olhou para ele momentaneamente, como se ainda não estivesse conformada com toda a situação. Ela olhou atentamente nos olhos azuis do garoto e respirou agitadamente "Eu vou ter um bebê?" ela falou estendendo sua mão para ele "V-vamos ser papais?" ela falou completamente inconformada com aquilo. Querendo que ele a olhasse nos olhos, os olhos dela estavam quase cheio de lágrimas. "Eu não posso acreditar. Esse é o melhor momento da minha vi..."
Nem terminou as palavas quando finalmente entrou uma médica para analisar a situação. Ela mandou um sinal para os enfermeiros que apareceram com uma nova maca na sala da qual a ajudaram ao se deitar nela, logo estavam levando a menina pelos corredores para outra sala. Esse era seu momento. Seu pequeno momento que mudaria sua vida toda. "É agora o momento, é agora, Jason, é agora!" dizia enquanto estava sendo levada para a sala de parto. Completamente nervosa, como qualquer pessoa em seu lugar ficaria.
Quando finalmente chegou, avistou uma médica da qual cuidaria de tudo - ou pelo menos quase, já que quem estava tendo o bebê, na verdade não era ela -. A menina suspirou pesado notando que a médica parecia estar muito sorridente, mas a testa de Lucy estava começando a suar e a menina queria simplesmente acabar com aquilo "Muito bem, Lucy. Respire bem fundo, tudo bem?" Lucy apenas assentiu, não tinha vontade nem mesmo a vontade de responder a mulher. "Você verá que ficará fácil quando tudo isso passar" a mulher disse, o que deixou a loira com mais raiva. Porque não é você que está passando por isso, né? Ela pensou mas negou com a cabeça apertando com força os braços ao lado da maca e ouviu a médica começar a contar, assim a menina começou a fazer força, sentindo sua pele suar mais do que o normal. Era um forte dor, um grande trabalho do qual ela não estava aguentando "Vamos lá, Lucy, você consegue! Faça força." a menina começou a fazer o que a médica indicava, sentia lágrima em seus olhos, mas tudo pela dor que estava sentindo "Pelo amor de Deus! Sai logo!" começou a gritar desesperada apertando com força a maca, mas logo depois estendeu a mão desesperadamente para que Jason a pegasse "Mais uma vez, quando eu contar, um.. dois.. três..." Lucy continuou com aquilo agora apertando com tudo a mão de Jason "Empurre mais uma vez, e não recue, de novo Lucy!" A garota começou a gritar mais ainda, seu coração estava disparado, mas nada comparava com a dor do instante e ansiedade. "Vamos pelo amor!" começou a gritar mais "EU NÃO POSSO! Eu não consigo eu não vou conseguir! Eu não sou boa nisso!" começou a chorar baixinho, mas ainda sem parar de tentar e logo continuou conforme a médica a incentivava junto de Jason.
Era como se por um momento tudo tivesse parado, e ocorresse em câmera lenta. A cena de Jason ao seu lado e de sua filha prestes a nascer, tudo aquilo havia passado, como se ecoasse em seus ouvidos, e o seu transe tivesse acabado a partir do momento que ouviu o choro de uma criança. A sua criança. Foi nesse mesmo instante que s garota soltou suas lágrimas e deixou que as lágrimas escapassem. "É sua, Jason, você é papai." ela falou começando a soluçar de chorar pelo momento mais especial de sua vida. "Jason ela é tão pequenininha!" parou de apertar a mão do menino mas começou a chorar nela mesmo, não acreditando que aquilo estava acontecendo. "Eu amo tanto vocês. Eu não acredito. Ela é tão linda!" continuou chorando. Estendendo as mãos para poder pega-la quando o médico finalmente lhe deu permissão.
Aquele sem dúvidas não era apenas um momento para se lembrar para sempre, era um momento muito delicado, ter a chance de ver seu bebê pela primeira vez na vida depois de todo aquele tempo. Ela tinha a pele branquinha, alguns pelos nas costas loiros e era praticamente sem cabelos na cabeça, ela tinha dois quilos e setenta e quatro. Tinha a pele lisa, aquela pele de bebê que você sabe que é tão frágil. Era isso o que Louise era, um bebê frágil, tão frágil que ela quase sentia medo de segura-lo e acabar a quebrando. Ela era sua pequena menina. Ainda estava com os olhos fechados, mas Lucy sentia dor no coração ao ver que ainda estava chorando. Pois ela era seu bebê, e por mais que soubesse que aquilo fosse normal, era como se quisesse fazer com que tudo aquilo parasse naquele mesmo instante. Como se quisesse que todo o sofrimento acabasse. Agora finalmente era o começo de tudo. O pequeno começo de tudo.
Despertou lentamente ao ouvir o celular tocar, esticando a mão para atender o mesmo, mas quando viu a identificação ser sua mãe suspirou desligando o mesmo, porque sabia que ela só estava ligando na intenção de acordá-lo. Virou-se para o lado para ver Lucy dormindo de costas para si então se aconchegou perto da menina, passando o braço em volta de sua cintura e depositando um beijo no ombro dela na intenção de acordá-la.
Fazia pelo menos meia hora que estava acordada, havia perdido o sono, mas não queria se mexer par anão acabar acordando Jason que estava a abraçando pela cintura, então a menina apenas fazia carinho na mão dele aproximando de sua barriga até ouvir o celular tocar e o garoto acordar, sentiu o beijo no seu ombro e sorriu de canto se virando com um pouquinho de dificuldade para ele -- Que carinha de sono. -- abriu outro sorrisinho arrastando o nariz para perto do pescoço dele e depois passou a mão pelos seus cabelos.
sms to jay
Lucy: como o daniel tá?
Tossiu algumas vezes, antes de realmente despertar, tendo que fechar os olhos com força depois de abri-los por conta da claridade que os machucou um pouco, mas então os abriu lentamente em seguida, podendo olhar o quarto e em seguida para Lucy no sofá, soltando um suspiro baixo ao lembrar do ocorrido — Você vai ficar toda torta nesse sofá, loira — murmurou, sentindo a voz falhada.
Ouviu a tosse da menina e se virou rapidamente para ela com medo de algo de mal ter acontecido e piorado toda a situação, mas era apenas ela acordando, o que fez Lucy se acalmar, levando as mãos para sua barriga fazendo um pouco de carinho nela -- Enquanto você dormia, saí pelo menos umas cinco vezes só pra buscar comida, relaxa, ainda tenho uma vida. -- riu baixinho se virando para se sentar de frente para ela com um pouco de dificuldade, mesmo que não demonstrasse seu olhar de espanto por tudo o que havia acontecido, já que apenas estava com um sorrisinho calmo.
Já estava no hospital fazia algumas horas, sentada em um sofá ao lado da cama de Stella com um cobertor que o hospital fornecia, apenas observando a garota que estava dormindo, não sabia se era uma boa ideia ligar a televisão, então preferiu ficar olhando a menina, completamente preocupada, e checando seu celular para ter notícias de Jason e de Daniel.
Ah nossa, você me comparando com a sua mãe é algo realmente tocante — brincou, fingindo um drama ofensivo depois, mas acabou rindo baixo — Eu entendo. Emma era super sensível a voz do Charlie também, e ela mal escutava muito, porque bem, ele não estava por perto quanto eu tive minha gestação. Você tem que comer bem, Lucy? E descansar sempre. Qualquer coisa que você precisar, você pode falar comigo. Me sinto uma conselheira das grávidas ultimamente, com tanta mãe nesse prédio.
-- Não, tipo, não nesse sentido! -- riu baixinho dando um tapa de levinho no ombro da amiga e levou as mãos para as costas sentindo um pouco de dor -- Será que posso me sentar? -- esticou um pouco o corpo para trás -- Ah, eu nunca pedi pro Jason falar com ela ou algo assim, acho que é uma coisa meio engraçada de se pedir tipo "Ei, Jason, você poderia falar com a minha barriga?". Eu poderia desenhar uma carinha feliz nela, do jeito que o Jason é lerdo pensaria que é uma pessoa de verdade -- disse apenas brincando e acabou rindo -- Não te incomoda isso, né? Hoje estou com meu humor até que calminho.
Riu baixo da menina, assentindo enquanto a ouvia — Você quer que eu seja sincera? Você vai se sentir completamente estranha em toda parte da gravidez. E acho que isso é normal, pelo menos era o que a minha médica falava. Mas outra sinceridade? Eu mal lembro da minha. Sério. Mas ela mexer é bom, pelo menos, depende de quanto tempo você está. Acho que quando mexe muito significa desenvolvimento precoce.
-- Eu seiiiiiiiii, mas eu preciso da sua ajuda, quer dizer... Eu não tenho minha mãe aqui, não sei de absolutamente nada, e puxa, só agora percebo o quanto você passou! -- respirou pesadamente, suas costas estavam doendo por estar tempo demais de pé -- Ontem completou seis meses, minha médica disse pra eu começar a fazer o Jason se comunicar com ela, porque agora a Coisinha já sente que é ele tocando, falando etc.. E não me leve a mal, eu gosto de chamar ela de Coisinha, porque ainda não decidimos o nome, e Coisinha é fofo.
Levantou-se do sofá imediatamente, deixando o livro de lado quando fora abrir a porta para a menina — Lucy! Que surpresa boa. Ai, meu Deus! Olha só essa barriga que linda! Entra.
-- Ai obrigada, eu que fiz -- disse com o sorriso mais orgulhoso do mundo, embora aquilo não fizesse sentido algum -- Eu preciso da sua ajuda. Eu tô pirando com isso quer dizer, eu sinto umas coisas estranhas, ela fica se mexendo e eu não sei se isso é bom ou ruim! Eu não entendo nada disso, quer dizer, tá que eu devia saber como é isso mas... Aaaaah eu não sei, não tem como explicar direito!