Parecia que tudo era diferente mesmo não o sendo, depois de ter finalmente ganho controle no problema adquirido, Madeline se sentia completamente fora do ambiente de Fatales. De um certo modo, era como se o completo astral da jovem se tivesse afastado de tudo e todos, estivera no seu próprio mundo mental com sua voz e mais outra abstraindo-se dos seus amigos. “Hey...”, falou com uma certa rouquidão na voz, falara pouquíssimo durante várias semanas, somente o necessário falava, nas aulas tornara-se comum ouvir um ‘Passo’ da filha do chapeleiro. Não obstante a estar se sentindo estranha e a achar que cortara relações com o mundo exterior, gostaria de voltar a falar ou assim tentaria, não importava o estilo de conversa, desejava apenas proferir mais do que uma palavra. “É–é bom ver você. Aã... Quer– Uhm... Como está?” Atabalhoada por já à semanas nada dizer em voz alta, não fora um bom começo, mas por algum lado se tem de começar; e Hatter, como seu narrador, estou aqui para a ajudar.
Parecia que tinha acabado de vir de Wonderland, aquele dia em Fatales estava sendo como o primeiro, pela sensação de nada conhecer, certamente que as histórias das pessoas tinham mudado, afinal, mudar o destino de uma história era tão simples com respirar; em um instante poderíamos ser a próxima princesa a conseguir a coroa ou poderíamos ser a garota que iria limpar para todo o sempre os sapatos da realeza. Madeline saíra da aula de Runas Antigas desmotivada, utilizara novamente a palavra ‘Passo’ sem hesitar. Tinha-se tornado um hábito horrível a sua utilização, parecia uma droga viciante que ela não conseguia largar por muito que o quisesse. Um colega no fim da aula a abordou questionando se ela tinha par para o trabalho, recebeu um balanço negativo de cabeça mas nenhuma resposta de ‘sim’ ou ‘não’ se a Hatter ficaria com ele, respondeu-lhe que logo veria, até porque honestamente, a jovem queria arrumar outra parceria para o trabalho, alguém que não fosse tão agitado, precisava de um ligeiro começo antes de voltar a ser a alegre e sem pausas Madeline.
Desceu as escadas a passos lentos sem pensar em nada, somente queria sair daquelas paredes e se ir sentar no jardim, tendo em conta que não tinha companhia nenhuma fazia dias para ir dar voltas pelos mesmos. Era estranho se ver a si mesma... Outrora fora rodeada de amigos, pronta a uma pegadinha, de mochila nas costas para um lanche a meio da noite com uma amiga, agora somente era vazia, se não fosse aquela estúpida mulher e seu estúpido presente; realmente a curiosidade matou o gato. Parou no fim das escadas porque Aliyah, a filha irrepreensível dos Agrabah, lhe pedir o caderno de História da Magia para copiar os trabalho de casa, num suspiro pesado, Grace retirou-o da mochila de ombro o dando para a mão; a moça agradeceu passando por ela a correr as escadas, iria Liyah alguma vez entender a fazer os trabalhos a tempo e horas? Certamente que não, ela nem sequer conhece o Tempo para o respeitar, quiçá, uma visita dele lhe fizesse bem. Meteu o pé no chão e seguiu caminho ao jardim.
No entanto, no corredor até ele, a chapeleira concentrada em seus ténis floreados por estar de visita ao planeta Wonderland, embateu em uma garota a fazendo deixar cair o caderno, um monte de folhas e o livro de Adivinhação. “Lamento muito, me desculpe”, se apressou a dizer se agachando no chão para apanhar tudo da colega, foi nesse momento que viu quem era. “Charlotte. Eu–eu lamento, estava distraída”, disse voltando a erguer o corpo entregando algumas das folhas à mais nova Kristallglass. Nunca tinha falado com ela, apenas com Kate. Rumores diziam que ela era um pouco irritadiça, mas agora desconhecia se eram verdadeiros. “Deve ser de eu viver aqui no alto e você aí em baixo.” Deu um sorriso fechado. Fora a primeira tentativa, literalmente, de fazer uma piadinha acerca de si mesma e de Charlotte.
Right know I’m a very different person
I don’t know me anymore
I can stay disheartened
or I can stay mad
Please, forgive for my instability
(Actually... Don’t.)
Foram os gritos desesperados vindos do lago que chamaram a sua atenção. De tudo o que esperava fazer naquele dia, a penúltima coisa era ouvir berros desesperados por ajuda em meio à sua caminhada em direção ao dormitório feminino – Galadriel poderia esperar um pouquinho pela sua presença, não poderia? Principalmente depois que ele contasse a história do que porquê se atrasara (ou não comparecera) ao habitual encontro dos dois no salão comunal dos Seditious após as aulas. A última era, definitivamente, ver-se correndo para ajudar seja lá quem fosse (não era um herói com super audição, droga).
Quando finalmente chegou no lago (o que não fora muito tempo depois de ter ouvido os gritos de agonia, uma vez que a sua velocidade era muito superior a da grande maioria dos estudantes por ali), notou que não fazia ideia de quem era o dono da voz. Era uma garota de cabelos dourados – e esta era a única coisa visível, uma vez que ela balançava demais os braços para que Nathaniel pudesse enxergar seu rosto propriamente. Já pular para dentro da água, por mais que tal feito não o agradasse, quando outra pessoa na cena chamou-o a atenção; desta vez, uma figura conhecida de poucos anos atrás, mas que, mesmo assim, arrancou um sorriso ínfimo do coelho. «Maddie! Há quanto tempo, hein?» cumprimentou-a, casualmente, ignorando por completo a loura que se afogava, indo até a direção da conhecida. Andou até a direção da morena, parando ao lado dela, de braços cruzados, sua atenção voltando a repousar na garota afogada – mas com um súbito interesse muito menor. «Então… Tem alguma ideia do quê podemos fazer para tirar ela daí?»
Por incrível que pareça, Madeline tinha sido expulsa da sala de aulas por ter tido uma atitude incomum: responder com maus modos ao professor. Nem fora por mal! Mas o homem realmente a estava a chatear. Porquê tinha de ser sempre ela a responder às perguntas quando nem sequer tinha levantado a mão? Era normal que ela tenha iniciado uma discussão, primeiramente calma com seus argumentos devidamente arrumados, para depois, um levantar de voz agressivo e agreste. Desnecessário será disser que o professor a expulsou e ainda a ordenara aparecer mais tarde para uma pequena conversa.
Não obstante ao facto da falta de relógios no corredor, escutou um mecanismo vindo de um relógio. A filha do chapeleiro parou de andar, suspirou, e fechou os olhos. Inspirou uma quantidade grande ar, o expirando profundamente voltando a caminho nenhum. Desceu as escadas segurando na cartola, saltando de um em um degrau, passando pelo meio de alunos sem notar quem realmente eram. Saiu do edifício dando por si em ir à direção ao lago, no entanto, também só fora porque ouvira gritos de aflição vindos de alguém, e eram de uma garota. Foi então que ela observou uma menina de cabelos loiros mexendo imenso os braços devido ao pânico dentro de água, contudo, Madeline nem um músculo mexeu, simples ficou sem reacção nenhuma, até escutar um garoto chamando por si. Ouvir tal cumprimento tão jovial causou em seu rosto um breve sorriso. “O mesmo posso dizer de você, Nathaniel”, disse de tom folião soltando um riso nasal, deixando seus olhos colocarem-se novamente na moça a afogar. A figura corporal da chapeleira era exactamente igual ao do garoto, todavia, via a cena como quem vê um filme aborrecido. “Bem, podemos das duas: a salvar… ou deixa-la morrer — O que tendo em conta o quanto minha vida anda de tons negros, acho que prefiro a última.” Assentiu com a cabeça desviando de seguida o olhar para o moço. “Mas me conte. O que faz aqui? Você é filho de quem?”, questionou curiosa. Da última vez que o viu foi na mesa de chá de sua casa e ele lhe tinha sido apresentado, bem… «Ninguém de especial».
Such a unpleasant conversation
full of nothings &&. everthings
you should care about words
oh, future hatter you should
┅ It’s Written – Part II – Wonderland Series
Almoçara umas torradas com mel, nada muito aperaltado, seu pai não sabia cozinhar e Madeline não se ficava muito atrás, cozinhar era um trabalho de casa ao qual nunca na vida ela teria positiva, talvez fosse boa ideia abordar Kate, recordava-se dela ter dito algo acerca de cozinhar para várias pessoas. Mas pensando profundamente na ideia, para que queria ela saber aprender a misturar ingredientes de jeito a formar algo delicioso quando iria estar sozinha? De forma nenhuma se importava de viver à base de cereais, torradas e fruta.
Caminhava pela rua íngreme da vila cheia de casinhas com as cores mais berrantes do mundo ao qual o telhado quase tocava no céu; cobertas de trepadeiras coloridas e flores, e suas repetivas varandas cheias de plantas; as pessoas que estavam nelas preparavam as mesas com xícaras… “Impossível!” Não poderia ser já hora do chá! Ainda há pouco tempo atrás era almoço. O dia do embaralho estaria brevemente a terminar e ela ainda não tinha nem feito ou visitado quem queria visitar.
“Madeline!? É você?!” Escutou o seu nome de uma varanda, foi então que viu, era a senhora Napary da varanda. Continuava igual de aparência, baixinha, rosto muito enrugado e cabelos cinzentos em um coquete imaculado. “Venha tomar chá comigo! Venha!”, gritava lá de cima sem vergonha nenhuma.
A porta da casa estava aberta, dando visão ao hall de entrada pequeno. Havia uma sapateira do lado direito, um tapete comprido que dava para à cozinha e a divisão importante do lado esquerdo: a sala-de-estar que foi para onde Maddie entrou de forma a subir as escadas que davam ao quarto e respectiva varanda. “Hello!”, cumprimentou levantando ligeiramente a cartola nova com seu sorriso no rosto.
A velha mulher abraçou de imediato a filha do chapeleiro, que quando a largou a diferença de alturas era colossal. Senhora Napary parecia uma criança, já Madeline parecia a adulta da casa. “Você andou comendo o quê? Um carregamento de bolinhos de altestrudel?” Brincou com a garota que riu da piada da idosa.
“Acho que quando era pequena comi demasiados.” Entrou na brincadeira. Na verdade, a Hatter tinha saído ao seu pai – que depois de um chá de crescimento ficou alto e nunca mais baixo ficou. “Você também deveria comer alguns.”
Senhora Napary negou com a cabeça de sorriso no rosto, agarrando de seguida a mão de Maddie para irem até à varanda já com mesa posta cheia de bolachas, torradas e o indispensável chá.
A garota antes de se sentar tirou uma pequena bolacha de manteiga, puxou a cadeira e sentou-se nela mastigando a bolacha.
“É no mínimo agradável a ver por aqui, mas não estava em Fatales?”, questionou servindo o chá na xícara da sua convidada.
“Oh, sim e estou, só que o dia do Embaralho me permitiu vir aqui e bem… Queria ver meu pai, só para saber como ele anda.”
“Ah sim, seu pai…”, repetiu levando a xícara aos lábios. “Caminhos melhores já teve…”
“Se passa algo com o meu pai?”, indagou Madeline com preocupação, voltando a poisar a xícara que já ia a meio caminho dos lábios.
A idosa simplesmente continuava na calmaria de sua vida como que sua reiteração não tivesse trazido uma inquietação à pequena chapeleira. “E os namorados?”
Madeline entre abriu a boca. Como seria possível aquela mulher ir de um assunto importante para algo tão supérfluo? Nem sabia o porquê de tanta admiração, deveria saber perfeitamente o tipo de pessoa que tinha à sua frente. “Não tenho ninguém, estou bem sozinha.” O tom de voz saiu de modo mais rude do que deveria ter saído, quiçá, por ter detestado a mudança abrupta de tema de conversa ora isso ora outro aspeto... “Pode voltar ao meu pai. O que ele tem?”
“Sozinha? Ah, Madeline, ainda continua com aquela sua ideia ridícula que vai ficar só?” Bebericou do chá olhando-a seguida.
A Hatter não estava a gostar por onde aquela conversa caminhava, porque é que a idosa estaria a teimar ir por aquele caminho da vida pessoal da jovem? Ela era sem dúvida intrometida, mas não daquele jeito, além do mais, todo o mundo sabe que Maddie é um túmulo em relação aos seus sentimentos amorosos para com outros. “Falo de mim depois que falar do meu pai. A senhora sabe como é a única pessoa de família que me importo.”
A mulher ficou com a cara franzida. “Já não se importa mais com sua mãe?”
“Por muito que doe ao meu coração de falar isso, as possibilidades de minha mãe estar viva são muito escassas senão mesmo nenhumas, você sabe disso mais do que ninguém”, afirmou com dor em seu peito, não havia nada que ela pudesse fazer para mudar tal facto, acerca daquilo, ela era a pessoas mais pessimista do mundo.
“Isso é duro, Maddie.”
“É minha opinião que nunca vai mudar ao contrário das pessoas…” Lançou a indirecta para a senhora à sua frente.
“Você já mudou?”
“Não mudei, continuo a mesma”, esclareceu cansada. Levou por fim a xícara de chá à boca deixando a infusão até meio da chávena. Estava a ver que não iria lá assim, teria de ir por outra via.
“Não parece, a atitude insolente ainda vive.”
“Tudo bem. Como achar”, ripostou. Grace começava a entrar no seu estado impaciente, e acreditem, a jovem chapeleira é alguém incrivelmente irritadiço. “Pode, por favor e com toda a sua gentiliza, explicar o que meu pai tem?”
“Está mais rebelde deve ser daquela escola… O que vai ser desta vez que me vai querer tirar? Paciência? Ervas? Livros? Informações?”
A garota deu uma risada desmoralizada. Deixou sua mão direita coçar a sobrancelha dando de resposta: “Sempre fui assim. E hoje não lhe venho tirar nada.” Os olhos encontravam-se fechados. “Caso não se lembre sempre tivesse essa atitude, a atitude de tirar sempre algo a mais das pessoas.”
“Você trepou com algum cara? Está atrevida demais, grosseira e indelicada. ”
De cabeça apoiada à mão, a morena ficou calada, somente mirava a idosa com seus olhos julgamentais cor de avelã esperando pela próxima questão nada a ver com Mad Hatter, mas sim com a próxima sucessora do cargo de chapeleiro.
“Que foi?”, questionou a pessoa de cabelos cinzentos.
De replicação recebeu apenas um encolher de lábios e olhos. Mad pegou então na xícara bebendo o que restava de chá. Era uma menta bastante forte como se a mulher tivesse exagerado na dose.
A velha de cabelos presos ficou prostrada mirando aquela Madeline que agora a ignorava mastigando uma outra bolacha. “Está usando essa tática antiquada?”
Grace observava os pássaros voando no céu limpo, livres, sem obrigações, sem terem um futuro escrito. Jamais odiou seu destino era só que o mundo era tão grande, maravilhoso cheio de paisagens únicas e ela teria de ficar para sempre encarcerada em Wonderland com sua futura insanidade de companhia. Ergueu o corpo e despediu-se de Napary com um toque na cartola.
Quando colocou a mão na maçaneta na porta de saída, a mulher gritou por seu sobrenome, deixando-a assustada por não ver aquele momento acontecer. “Se é para perguntar sob–”
“Não”, interrompeu. “É acerca de si, o que realmente deve ouvir, querida Madeline. O que eu deveria ter falado de verdade. Desculpe... Desculpe”, choramingou seguindo até ao corpo da menina.
Ela virou costas à porta de modo a ver a figura encolhida, nem tentou evitar um sorriso de desdém. “Agora sou querida?! Vamos ser realistas. Você nunca gostou de mim, avó. Nem sei para que me chamou. Seja honesta, você adora o facto do meu pai ter virado um homem infeliz e ama com todo seu coração que eu tenha ficado desprovida de uma figura maternal. Porque você” O corpo da jovem seguiu em frente apontando com o dedo indicador no peito da mulher baixa, Madeline parecia uma aberração frente a frente com a minúscula mulher. “Você tem a culpa de ter acontecido o que aconteceu, e eu sei disso! Sua adoradora de Hearts!” vociferou sem dó nem piedade.
“Esqueça isso agora, Maddie, por favor me oiça”, suplicou colocando as mãos em cima dos ombros daquela que era a sua neta. “Você tem se afastar de pessoas que dão muntis e odesguns em nots rescuos.”
A chapeleira ficou sem entender nada do que a velha tinha proferido mas também nem queria saber, a mulher era louca por natureza desde que sua filha sumira. “Lamento, não entendi, e mesmo que tivesse entendido, estava nem aí para suas palavras.” Agarrou nas mãos da avó as tirando dos ombros. “Você tem muita sorte ainda não lhe ter servido nenhum chá proibido”, declarou cheia de ódio.
“Por favor,” Voltou a agarrar na mão da jovem que a soltou de imediato. “Volte, volte para Fatales. Venha quando certo for, vá antes de—”
“AVÓ! Acabou por aqui”, brandou deixando sua cabeça abanar em forma de negação. “É demasiado tarde para dar uma de pessoa-que-meu-bem-quer. Já vai dezoito anos tarde demais para isso! Sei cuidar de mim, seja lá o que for que sua cabeça louca está para ai falando.” A encarou uma última vez voltando o corpo à porta a abrindo seguindo caminho para a rua, pudesse Grace ouvir a frase final de Napary, só as paredes ouviram: “Nada terminou, Madeline. Está escrito que seu espírito em negrito e hirto caminha sem respeito ao explicito e perfeito conflito.”
Everything needs to have a start &&. end
but middle?
that’s up to the story and also
to the mind of the main character
┅ The New Hat – Part I – Wonderland Series
“Machuca quando desconhecemos.”
Assim começa esta recordação ou narração passada na madrugada. Tal frase soa inacabada, sem sentido, em especial quando nos é dita sem qualquer contexto anterior; ela aparece de repente nos deixando encarar a voz ao qual foi preferida, questionamos a nós mesmos «Quando desconhecemos o quê?», fazemos a pergunta em alto para o interlocutor, porém, ele somente nos encara de volta com um sorriso fechado, respondendo: “Um dia irá a completar.” E se esse dia nunca chegar? Ou se o que acharmos completar, na verdade não é o certo? Mas… Será que há a complementação certa a tal afirmação inconclusa? Imensas indagações para pouco tempo vivido, ora isso, ora experiências.
Madeline, inclinada em cima da bancada, observava o pai fazendo um novo chapéu. O homem tinha imenso jeito para aquilo, porém, tinha abandonado a arte de os produzir, dizia que a sua musa inspiradora teria levado com ela as criações e junções de cores mais bonitas consigo. “Espero que você goste, Grace.” Os olhos castanhos estavam focados na agulha a passar pelo tecido da nova cartola. Era de cor negra com uma fita de roxa em volta, mais tarde o Hatter prenderia outros detalhes de modo a ficar mais próxima à loucura que a filha merecia.
“Irei gostar, papa. Qualquer chapéu feito por você fica perfeito”, falou acolhendo no rosto um sorriso efémero. Escutar o nome Grace... Há quanto tempo ela não o ouvia? “Ninguém em Fatales sabe meu nome do meio, sabia?”, falou orgulhosa; o chapeleiro olhou de soslaio negando ligeiramente com a cabeça. Aquele nome somente era dito pelo pai ou pela mãe – apesar desta a assustar horrores quando a chamava Madeline Grace –, Madeline o tinha tornado como que algo unicamente só deles, algo especial.
Para aqueles ao qual ainda se encontram a especular quando esta cena aconteceu, pois bem, a Hatter se tinha escapulido para Wonderland no Dia do Embaralho, direi então: se Maomé não vai até a montanha, a montanha vem até Maomé.
“Tem medo que alguém roube o carinho a Grace, Grace?” Virou o rosto para a filha parando de coser a linha ao chapéu.
“Não”, garantiu erguendo a cabeça a apoiando à mão esquerda. “Tenho medo que alguém lhe dê mais encanto e mais afeto – se isso é possível… – e eu esquecer a emoção e o bem-querer por mim de vocês ao me chamar isso”, afirmou mexendo em um fio vermelho que estava sobrando na bancada.
“Sua memória não permitiria tal coisa”, assegurou de forma aluada por ter voltando a coser, agora, uma flor falsa de um azul intenso à cartola.
“Pode-me garantir isso?”, perguntou a jovem libertando a cabeça do amparamento da mão. Preocupa-lhe imenso a possibilidade de lançar a ternura de seus pais para um o poço vazio de sua mente. Isso é impossível de acontecer de qualquer jeito, certo? Como podem os filhos esquecerem os pais ou as memórias que estão ligadas a estes?
“Por favor, me passe aquele tecido xadrezado.” Apontou Mad Hatter para as prateleiras de tecidos incrivelmente desarrumadas, parecia que um tornado tinha passado por ali. “É para um detalhe.” Maddie levantou-se do banco perscrutando em busca do tal tecido. Estava atrás de um rolo de pano vermelho intenso, até ali tinha de existir vermelho, uma verdadeira perseguição. Por quer que olhasse haveria toda a vez a cor de Hearts os observando.
“Tome.” Deu-lhe o tecido xadrezado para a mão voltando a perguntar: “Pode-me garantir o que assegurou?”
“O que é que eu te assegurei, Grace?” Arqueou uma sobrancelha cessando o corte com a tesoura ao pano.
“Esqueça…”, suspirou voltando a se sentar no banco. Às vezes seu pai era assim, se esquecia das coisas como se uma doença se tratasse. Madeline não queria chegar a este ponto, na verdade, Grace não sabia a que fins queria chegar na sua vida, até mesmo a que meios queria chegar.
“Pode repetir.”
“Não, não er—” Teve uma reação automática de olhar para a janela devido às bicadas do pássaro à beira da janela, sua cabeça regressou os olhos do pai depois. “Nada. Não era nada.” Acabou por dizer. Aquela breve entrada no assunto tinha-lhe chegado, quiçá, o melhor seria abandonar o tema.
Passou-se ali um momento de silêncio matinal, os raios de sol se infiltrando pela janela da divisão, o pó no ar a ficar visível e as paredes de tons marrom começaram a ganhar vida; até mesmo o material de costura ganhara vida. A morena, porém, mirava o pássaro incomum, bico curvado amarelado, as penas deveriam ser de uma tonalidade safira, seus olhos intensamente negros... Desgostou do animal emanava uma sensação de assombro.
Acordou da sua concentração depois da tesoura do pai ter ido ao chão. “Desculpe se a assustei”, disse o pai apanhando-a. “Parece novo eu estar nessa pequena oficina de chapéus.”
“Você nunca deveria ter deixado de ter vindo aqui”, repreendeu o pai sem hesitação. Eles tinham de continuar a vida, mesmo sem Venecia as coisas avançavam dia após dia, quer eles quisessem quer não e Madeline tinha entendido isso depois que chegou a Fatales.
O pai nada proferiu, deixando a filha sossegada, todavia, esta se recordou que sua cartola tinha voltado a ser mágica. A retirou da cabeça, colocando a mão dentro da mesma, depois encontrou as coisas mais mirabolantes: um conjunto de dados; um bloco de notas – cheio de desenhos feios; uma caixa quadrada – que ao abrir tinha duas xícaras e respectivos pratinhos –, «Como é que isso veio aqui parar?» pensou de careta na face; e por fim, uma barra de chocolate que começou comendo de imediato.
“O quê?” Ela estava completamente na lua comendo a barra de cacau que nem ouviu seu pai.
“De cima para baixo pés recentes passam, andam depressa, veem e devotam ajuda em click-clocks.”
Engoliu o pedaço para responder: “Pessoas novas? Na nossa vila? Isso é esquisito.”
“Sim, sim.”
“Uhm, mas estão por pouco tempo…” Recapitulou a fala do pai.
“Sim.”
Soava-lhe estranho aquele acontecimento, ao então estar na normalidade de Fatales a tinha levado a achar estranho o normal em Wonderland.
“E devotam ajuda assim?”, questionou.
“Assim como?”
“Sem nada em troca.”
“Pois, é o que parece”, disse o pai ao acabar de juntar o quadrado de tecido xadrezado à nova cartola da filha.
“Impossível.”
“Nada é impossível em Wonderland, Grace.”
“Trocas sem nada de retorno? Que terra é esta?”
“A sua casa e não sua mente.” Entregou-lhe o chapéu novo sorrindo amavelmente. Era nada mais nada menos que uma cartola negra com uma fita roxa em volta; à esquerda uma flor azul escura, enfeitado atrás da mesma, havia um padrão xadrezado.
Desde que nasceu, Kristy não lembrava de nenhum dia que tenha deixado de sorrir pelo menos uma vez. Era comum dos cheshire mostrarem seu largo sorriso e confundir ainda mais as pessoas com suas respostas não respondidas. Mas agora a gata não queria esboçar nem um mínimo esforço para espalhar alegrias aos outros. Por que fazer isso se si mesma não estava de bom humor. Seu único problema agora era com um pequeno ser que parecia tão despreocupada como qualquer outro, mas no fundo Kristy sabia que não era real o jeito de Madeline agir. “Isso não é verdade.” Murmurou quando apareceu no galho da árvore atrás de Maddie. “Sobre a parte de você não estar.. pouco se fodendo para isso. Nós duas sabemos que não é verdade.”
Madeline assustou-se com o aparecimento de Kristy daquela maneira, dando um ligeiro afastamento da árvore. O aluno com quem falava saiu dali, parecia entender que vinha para ali conversa estranha. “Como você pode saber isso? Por acaso é você aqui que lê mentes, Kristy?” Indagou de braços cruzados de rosto sem qualquer amostra de simpatia para com a gata de Cheshire, algo incomum, tendo em conta que em geral até mesmo nos dias ruins Madeline fazia um sorriso falso, mas desta, nem isso. “É que dá última vez que verifiquei era eu que fazia isso”, disse em tom áspero de sobrancelha direita erguida. Voltou a meter as mãos nos bolsos da jaqueta, encarando a amiga. “Qual é o problema de eu me estar fodendo? Me explique? Há coisas mais interessantes na vida do que-do que servir chá até a uma garota boba chegar!”, expressou de forma estranha quase como quem pensa as palavras à medida que as fala. “Vá lá! Isso foi a melhor coisa que nos aconteceu.”
Ouvia a fala delx com suas mãos colocadas nos bolsos da jaqueta do uniforme. A forma de estar de Madeline era tão descontraída em comparação à figura em sua frente, ao qual parecia estar um pouco tensa devido ao assunto ser Wonderland e a nova ordem dos Guardiões. “Não poderia estar mais me fodendo para isso, se quer saber.” Encolheu ligeiramente os lábios sem mudar de posição. “Somente tenho pena deles, dos velhos.” Deu um sorriso seco balançando a cabeça olhando de seguida seus tênis pretos, erguendo após o relance a seu calçado, a cabeça para o rosto delx. “Eles jamais iram entender que nós, intraterrenos, somos os donos da magia mais antiga, e chegará o dia, em que os bem ditos Guardiões, se vão fuder”, falou presunçosa, deixando um ténue sorriso no canto do lado aparecer. “Ei! Pode celebrar!” Retirou a mão direita dando uma pancada no ombro direito dx colegx. “Free tea everytime in Ether!”, exclamou da forma mais irónica possível sendo que removeu a outra mão do bolso.
Tantas pessoas para se troncar, e o garoto - rapaz - se faz com ela. Ela: àquela garota com o chapéu de mágico e a fala difícil. Já pensou se não é um modo um tanto cru de definir alguém, mas então, cá está ele - de cenho franzido e confusão em seus olhos. Não entende como alguém pode falar daquele jeito, se tiver como objetivo ser entendido. Danniel não entendia nada. Tudo bem, porque, até então, ele não entendia muita coisa de tudo. ❛ Você escreve, como mesmo?, poemas? Poesias? Ah, e é para eu cantar o quê mesmo….? ❜ A mão vai ao quadril, numa pose que talvez o fizesse lembrar de seu pai - se soubesse do seu pai. Danniel, entretanto, logo se distrai com o mais óbvio que seus olhos podem ver: ❛ ‘Pera aí, por que você continua com a mesma cara? ❜ E ele conseguira ficar ainda maior que a morena.
“Riddlish, é o som que deixo fluir no ar, mais florido e ondulado, e menos de atirar ao ar com pedras”, disse informando o homem à sua frente, ao qual, obviamente desejava imenso saber quem se tratava; quiçá, poderia o conhecer antes deste dia tão doido, mas nada encontrava para o reconhecer. “Jogue com as palavra e me diga seu eu. Qual é aquilo que as vozes dizem quando o querem?”, indagou de sobrancelhas franzidas, estava com medo de aquele ser desconhecer uma pergunta tão clara, por isso, decidiu facilitar.“Por exemplo, as vozes quando me querem me chamam de Madeline, e quando estão em dia de poisar e nenhuma ação dar, me chamam de Mad.” Levou ambas as mãos do peito de jeito a ele entender que em linguagem comum era o nome dele que queria saber. “Ah sim”, falou depois de um momento. “De Wonderland eu vim, dia do Embaralho nada faz em mim, mas especial é, troca e nos faz ganhar arte.” Apontou para o chão em forma de piano de Fatales gargalhando de seguida. “Algo já viu que agradou a suas duas janelas?”
“Desfocado eu estou observando com certeza, ora sua identidade é coberta de nuvens para mim ora minha cabeça turbulenta ficou”, disse quando chocou com aquela pessoa, desconhecia quem era pois a magia de Wonderland tinha feito das suas, para nem comentar o como tinha afetado a jovem chapeleira. “Cante sons de vogais para a charada de você eu saber.” Seu sorriso era enorme, sua mente andava em um remoinho de pensamentos intensos, já desconhecidos a semanas, talvez até demasiado fortes; seriam os pensamentos ao só mesmo o facto de lhe ter caído em cima da cabeça um grande monte de pergaminhos. “Permita dizer ou desmentir que sua figura de bom agrado o Tempo lhe deu. Ó, veja! De Vida você é feito.” Por outras palavras, Madeline gostava da figura a sua frente, era elegante, porém, o que mais fazia a Hatter gostar delx era o motivo da estranheza ser visível em seus olhos.
“- Você está aqui, te procurei por todos os lugares”. - Dinah abriu um sorriso quase timido.·“- Estava mesmo querendo falar com você!”
Falar que Madeline se assustou com aquilo é pouco, a chapeleira ficou aterrada por Dinah Hearts estar olhando para ela. E aquele tom de voz? De certeza que algo se tinha passado. De repente, sua mente foi buscar as coisas mais estranhas: desde ter acordado de manhã a ter deixado um chá frio em cima da secretária – seria um chá louco? «É—Era normal, tenho certeza... Era?! Não sei!» Começou duvidando de tudo o que tinha feito no dia. Desconhecia o que pior, se o sorriso nada a ver com a futura Rainha de Copas ou se o facto dela querer falar com Maddie, quiçá, a forma doce da voz a assustasse mais do que propriamente o desejo de Dinah de querer falar. “A que devo sua procura, Dinah?”, disse colocando no rosto um sorriso nada verdadeiro, as mãos da jovem tinham congelado ligeiramente. “Se for acerca de chapéus ou chás... Aãã, posso tentar pensar em algo para você, amanh—hoje; nesse instante. Agora, hoje. É sobre chá?” Pobre Hatter, quando a loira lhe fala, toda ela encolhe.
Jane ouviu Maddie elogiá-la e a verdade era que se pudesse esconderia-se debaixo da cama, tamanha era sua timidez. Porém aguentou firme, mesmo sabendo que muito provavelmente suas bochechas estariam vermelhas. “- Pois saiba Madeline Hatter, que você é igualmente boa, inteligente, divertida. Okay que muitas vezes não entendo quando fala em enigmas e charadas, mas eu tenho certeza de que você também poderia ser uma ótima princesa para algum principie, se assim desejar!” - Jane apressou-se em dizer, pois não queria mais o foco em si, caso contrário ficaria ainda mais vermelha. A meninas suspirou e voltou a encarar a amiga. “- Pois é, Danny viveu como um menino perdido a vida toda, não é lá muito civilizado.” - Ela deu os ombros, afinal era algo que ela poderia dar um jeito, e mesmo que não pudesse, amaria o irmão do mesmo modo. “- Deve ser um pais realmente lindo. Ouvi dizer que todos são mágicos lá, você também tem poderes?” - Jane estava realmente curiosa e empolgada, porém tarde demais dera-se conta do quão intrusa poderia estar sendo.
Elogios são palavras cheias de desafios capazes de criar balbucios na filha do chapeleiro, ela estava tão pouco habituada a receber elogios de outros. “Obrigada, acho. Talvez devesse controlar mais esse meu hábito mas não consigo”, disse encolhendo um ombro bebericando da xícara que estava ficando sem chá. “Princesa, eu? Jamais. Ter um príncipe me parece algo que só princesas têm não…” Ficou a pensar durante uns segundos até a palavra correta lhe surguir na cabeça, mas primeiro poisou a xícara. “Eles não andam com gente que com quatro imaginações vivem, caminham em rumo de longas e esbeltas mentes”, proferiu pegando em uma pequena bolacha de chocolate. Tinha pepitas de chocolate nela o que fez ouvir a parte de Danny de uma forma mais doce, pois parecia que Jane se sentia meio a duvidar em relação ao facto do irmão não ser civilizado. “Certamente que arruma algo. Só tenha cuidado: nem todos os ramos são inquebráveis”, explicou da forma ao qual possivelmente a Darling desconhecesse, porém, parecia simples a Madeline ela entender o significado: mesmo que ela consiga ensinar maneiras a Danny, deveria ter cuidado ao fazê-lo, problemas poderia causar na pessoa que o moreno era. “Poderes? Ah, aã… Nem toda a gente tem poderes, tem pessoas normais”, esclareceu antes demais Jane. De jeito nenhum Maddie lhe iria contar do poder que ela podia usar em Fatales, tinha algum receio da reação de Jane, iria dizer antes aquele ao qual ela mais gostava e sentia saudades. “Em Wonderland em podia tirar coisas da minha cartola, aqui não funciona. Desilusão.” Negou com a cabeça soltando depois uma gargalhada. “Era bem legal. E banal a meu ver. Repetindo e alterando: nem toda a gente tem poderes ruins…” De forma indireta incluiu Dinah, quiçá, porque viu a mala dela atrás da amiga e seus olhos estarem postos nela.
Em uma viagem para uma ilha deserta, quem levaria?
Viagem para uma ilha deserta? Depois a louca de Fatales sou eu? Tá bom, né? Ora levaria… Uhm… Acho que iria levar o Tempo, e lhe pediria para fazer o tempo passar de pressa porque por quanto tempo eu aguentaria em uma ilha deserta? Uhm, espere acho que o Tempo se sentiria ofendido com o que estava fazendo ao tempo, tão era melhor manter o Tempo sem afazeres porque o tempo deve ser mantido na calma da vida, pois ela é que nos dá tempo apesar de ser o Tempo que controla o tempo e nos dá tempo. E o Tempo poderia acompanhar o tempo comigo, sabe como o tempo é algo legal vivido com o Tempo, mas depois se você fizer algo com desgosto mata o Tempo e o Tempo não curte isso. Fiz sentido? Óbvio que fiz.
Você tem um barco e pode salvar cinco pessoas do afogamento. Quem seriam os sortudos?
Rosto cinzento, tenho cara de quem têm dinheiro para ter um barco?! Mal tenho dinheiro pra comprar um caderno personalizado com adesivos quanto mais um barco. Não sou feita de o$tenta$ão como certas pessoas nesses corredores *cof*elliot*cof* O mais próximo que teria seria um barquinho de papel e aí mandava todo o mundo comer um bolinho para encolher, pronto, problema resolvido, next !
‘ You move in circles hoping no one’s gonna find out. ’
Seus passos faziam um circulo perfeito, parecia estar com receio de algo, mas ao mesmo tempo se encontrava cheia de alegria pelo que iria acontecer no futuro não tão longínquo. Porém, a próxima Rainha do Gelo se aproximou de Madeline quebrando então aqueles dois estados de espíritos. “Hi, Briar... C-como você está?”, questionou engolindo a seco, o nervosismo era intenso. “Sabe, me lembrei... Os trabalhos é... Não posso matar novamente o Tempo. Não posso. Sabe... Ser nada condescendente?”, disse à medida que se afastava dela.